EUA querem travar rede de transmissão de transações no Irã

Por Marco Antonio L.

Na Rede Castor Photo

Pepe Escobar: “EUA querem pôr a SWIFT [1] na guerra contra o Irã”
 
Pepe Escobar,Asia Times Online
US wants SWIFT war on IranTraduzido pelo pessoal da Vila Vudu 

Pepe Escobar

O que afinal pensavam ospoodleseuropeus? Que Teerã se encolheria e absorveria o embargo do petróleo imposto pela União Europeia, marcado para começar dia 1º de julho? 

Não surpreende que Bruxelas tenha sido apanhada pela galhada, como veado pirateado da Gucci, quando começaram a aparecer notícias de que Teerã se antecipará preventivamente e imporá seu próprio bloqueio de petróleo a seis países da União Europeia – os países europeus Club Med em crise: Portugal, Itália, Grécia e Espanha, mais França e Países Baixos atingidos pela recessão. 

Imediatamente, os ministérios do Petróleo e das Relações Exteriores do Irã negaram tudo; a decisão de impor bloqueio ou embargo teria, tecnicamente, de ser anunciada oficialmente pelo Conselho Supremo de Segurança nacional, encarregado também das negociações sobre as questões nucleares. 

Mas só cegos-surdos-mudos não entenderam a mensagem: é a volta do chicote no lombo das ridículas, contraproducentes sanções/embargo inventadas pela União Europeia, que só conseguirão lançar vastas fatias da União Europeia em sofrimento econômico ainda mais profundo. 

O Irã fornece 500 mil barris/dia de petróleo à União Europeia. A simples ameaça (desmentida) de que o Irã imporia embargo a alguns países já fez explodir os preços do petróleo. 

Assumindo-se que os países Club Med fossem capazes de obter petróleo de outras fontes – o que não é de modo algum garantido; a Arábia Saudita quer preços altos para o petróleo, como vingança – mesmo assim teriam de reconfigurar suas refinarias para processar o petróleo que recebam de outras fontes. Inevitavelmente faltaria gasolina; o italiano médio, por exemplo, já está furioso com o aumento desembestado do combustível nas bombas. 

Talvez aquelas dezenas de milhares de inúteis burocratas belgas carregando de um lado para outro os seus arquivos multicoloridos devessem tomar alguma atitude que fizesse algum sentido, e escrever a Washington, congratulando-se oficialmente por terem conseguido empobrecer ainda mais dezenas de milhões de cidadãos da União Europeia. 

Na dúvida, invente mais sanções

Mas os abutres, chacais e hienas da mudança de regime/guerra jamais saciarão sua luxúria que exige sempre mais sanções. Os EUA estão agora forçando a União Europeia a excluir o Irã da rede SWIFT, que tem base em Bruxelas. A rede SWIFT – é um mecanismo/rede de compensação independente, de telecomunicações, usada por todos os bancos do mundo para trocar dados financeiros (o nome oficial éSociety for Worldwide Interbank Financial Telecommunication[Sociedade para as Telecomunicações Financeiras Interbancárias Mundiais]) [1]. O próprio Banco Central do Irã pode ser a próxima vítima. 

Em síntese, a rede SWIFT é a correia de transmissão que movimenta as transações financeiras e o comércio globais. Se isso não é declaração de guerra ampliada,remixed, de guerra econômica total contra um país – nada será. 

Funcionará? Pouco provável. Com certeza implicará mais ampla devastação imposta ao “povo iraniano” – essa vaga entidade à qual os EUA “não fazem oposição”. Mais de 40 bancos iranianos usam a rede SWIFT para processar transações financeiras; os iranianos usam a rede como todos, em todo o mundo, na economia globalizada. 

Arrastará para a lama a reputação da rede SWIFT, tão atentamente preservada, como instituição neutra e confiável; imaginem a reação de outros países membros, ao verem que qualquer país membro pode ser totalmente marginalizado, conforme os impulsos-desejos dos EUA. 

Para nem comentar que Washington não pode dizer à rede SWIFT o que fazer. E nem se trata de “pressionar” sutilmente, ao estilo da Máfia, os países europeus: a “mensagem” foi entregue pessoalmente por David Cohen, subsecretário do Departamento do Tesouro dos EUA para assuntos de inteligência financeira e terrorismo. 

E tudo isso, para quê? Segundo a incansável, ininterrupta, sufocante artilharia dos ‘especialistas midiáticos’ na imprensa-empresa ocidental, para “talvez” ganhar algum tempo para que o governo Obama consiga “persuadir” o governo obcecado-com-criar-guerras-e-dono-de-enorme-arsenal-nuclear do partido Likud israelense a não atacar o Irã na próxima primavera. 

Fiquem de olho no camelo norte-americano 

Enquanto isso, segundo a Organização de Energia Atômica Iraniana, o Irã desenvolveu centrífugas de quarta geração, feitas de fibra de carbono, que são “mais rápidas, geram menor quantidade de resíduos e ocupam menos espaço” ao operar em velocidades supersônicas para purificar urânio. 

E os primeiros bastões de combustível radiativo enriquecido a 20% fabricados no Irã já foram instalados no Reator de Pesquisas de Teerã – que não é fábrica de bombas, mas instalação civil construída para produzir isótopos radiativos usados no tratamento contra o câncer; o Reator de Pesquisas pode afinal operar, sem depender de interferência estrangeira. 

E ainda mais: Teerã enviou carta à União Europeia, “saudando e acolhendo com simpatia” o grupo P5+1 – os membros do Conselho de Segurança da ONU que têm poder de veto, mais a Alemanha – caso estejam seriamente interessados em voltar à mesa de negociações para retomar seriamente discussões sobre o dossiê nuclear do Irã. 

Vejamos o que significa isso. 

É uma pequena e sofisticada miniatura persa – a ser decifrada pelos europeus que se deem o trabalho de decifrá-la. Teerã está dizendo: desejamos sinceramente conversar com os senhores; mas não desistiremos de nosso programa nuclear civil; e, se continuarem a nos tratar como cachorros, com sanções, embargo e, agora, o golpe SWIFT, podemos também pressionar muito as suas já muito abaladas economias. 

Com certeza perderá dinheiro quem apostar que os políticos europeus e seus burocratas subalternos ignorantes entenderão a mensagem. 

E há ainda o argumento estúpido de que os recentes atentados à bomba e as bombas que não explodiram em Delhi, Georgia e Bangkok seriam a retaliação de Teerã, vingança pelo assassinato de cinco cientistas nucleares civis iranianos – que foi trabalho do grupo terroristaMeK, no Irã, obedecendo ordens do Mossad israelense. 

Se e quando Teerã decidir atacar interesses israelenses, poderá fazê-lo bem mais perto de casa. O Irã tem todos os agentes operadores competentes necessários para fazer o que quiserem e sem deixar pistas. A ideia de que Teerã enviaria agentes iranianos a países asiáticos aliados, como Índia e Tailândia – e que agentes iranianos se comportariam como os Três Patetas, e andariam por Bangkok exibindo os passaportes e malas cheias de moeda iraniana – é ridícula, inverossímil. Não há dúvida de que a coisa foi encenada: a questão é saber quem manipulou os Três Patetas. 

Se a histeria promovida por Washington/Telavive já está chegando à estratosfera, esperem só até 20 de março, quando a Bolsa de Petróleo iraniana começará a vender petróleo em outras moedas, e o dólar perderá a exclusividade, movimento que marcará o nascimento de um novo marcador-precificador para o petróleo, baseado em euros, yens, yuans, rúpias ou numa cesta de moedas. 

Será ótimo para os clientes asiáticos do Irã – dos BRICSs Índia e China, aos aliados dos EUA Japão e Coreia do Sul, para nem falar da Turquia, membro da OTAN. Mas também será ótimo para os clientes europeus, que poderão suas próprias moedas para pagar pelo petróleo que comprarem de Teerã. E também interessará a muitos atores chave no mundo em desenvolvimento, que não desejam continuar ligados ao petrodólar. Essa pode bem ser a palha que quebrará a espinha dorsal do já carregadíssimo camelo norte-americano.

 

Nota dos tradutores

 

[1]  SWIFT é sigla deSociety for Worldwide Interbank Financial Telecommunication   [Sociedade para as Telecomunicações Financeiras Interbancárias Mundiais], à qual o autor refere-se adiante. 

A sociedade SWIFT opera uma rede mundial de mensagem que interliga bancos e outras instituições financeiras. A sociedade SWIFT também comerciasoftwarese outros serviços para instituições financeiras, a maior parte deles para serem usados na própria rede SWIFTNet, e códigos de identificação bancária [ing.bank identifier codes, BICs] ISO 9362, conhecidos como “códigos SWIFT”. A maioria das mensagens internacionais interbancos são feitas pela rede SWIFT. 

Em setembro de 2010, a rede SWIFT interligava mais de 9 mil instituições financeiras em 209 países e territórios, que em média, até aquela data, trocavam entre si mais de 15 milhões de mensagens por dia (em 1995, essa média diária era de 2,4 milhões de mensagens). 

A rede SWIFT-Net é considerada altamente segura para transporte de mensagens financeiras, mas não mantém registros dos membros. A rede SWIFT não facilita transferência de fundos; em vez disso, emite ordens de pagamento, que podem ser convertidas em dinheiro via contas correspondentes que as instituições mantêm umas nas outras. A instituição financeira, para completar as transações de câmbio, deve ter algum tipo de contato com bancos (a instituição tem de ser banco, ou ser associada a um ou mais bancos), para poder usufruir esses específicos serviços da rede SWIFT-Net. 

A SWIFT foi fundada em 1973 e é constituída como cooperativa de várias instituições financeiras, nos termos da lei belga. Mantém escritórios em todo o mundo. A sede está localizada em La Hulpe, Bélgica, próxima a Bruxelas. Também pode-se ler a estranha história da SWIFT no Brasil

Postado por Castor Filho às 2/16/2012

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22 comentários
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Daniel Campos

Como eu tinha escrito anteriormente, os EUA já estão em guerra com o Irã.

 
 
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Jose de Almeida Bispo

Os Estados Unidos sempre estiveram em guerra contra alguém. É a velha máquina romana remontada; mais moderna, claro, mas com os mesmos propósitos: aliviar as tensões políticas internas com guerras e saques externos. Inventar um inimigo externo; ter sempre um inimigo externo e atacar esse inimigo externo: essa é a lógica ianque. E não vai parar enquanto forem Estados Unidos.

 
 
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Carlos Cruz

O velho neo-liberalismo provocou o desmantelo e destruição das antes invejadas industrias estadunienses e, em busca do lucro (acima de tudo LUCRO!), as transferiu a paises que pagam salarios miseráveis, escravo mesmo, e sem direitos trabalhistas. O que lhes restou? A industria da guerra, que a fazem muito bem. Vários estados estadunienses sobrevivem em função da arrecadação sobre a produção de armamentos, e muitos de seus cidadão tem na industria da guerra o unico emprego disponível. Ela move a tecnologia, que tambem e indiretamente desfrutamos. Faze-la parar significaria sufocar o que lhes restou de industria/produção e empregos, aumentando a grave crise economica. Tambem temos os bilhões (trilhões?) de dolares gastos em reposição de armamentos, manutenção, que movem industrias e suas doações a políticos e governos. Os EEUUAA precisam da guerra, uma industria, para sobreviver. Foi o que lhes restou do passado imponente.

 
 
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Augusto Soares

Não foi esse um dos motivos (vender petróleo em moeda que não o dólar) que fez com que os EUA armassem aquela confusão no Iraque (e na Líbia) até se livrarem do Sadam Hussein (e do Kadhafi) ?

 
 
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alfredo machado

 


Caro Augusto Soares:


A Bolsa de Petróleo do Irã já está pronta para operar há alguns anos, sem correlação direta com Iraque e Líbia.


Segundo li, possivelmente aqui no blog, houve um acordo por debaixo do pano entre Irã e USA para que aquela atividade não fosse iniciada.


Se viesse a funcionar, seria um golpe mortal para o governo americano, pois diversos países, inclusive europeus, estavam dispostos a fazer o comércio de petróleo por lá, sem a necessidade de usar a moeda americana.


Agora, com este festival de animalidades do governo americano e países europeus, o Irã resolveu começar a botar o bloco na rua, e o “presente” para Barack Obama é este, a Bolsa de Petróleo. Já para a Europa, o ”presente” será o corte de fornecimento de petróleo, um baque tão grave que o próprio Irã tem evitado adotar a medida.


A Europa está nas mãos do Irã para o petróleo que necessita, e nas mãos da Rússia em relação ao gás- se Vladimir Putin resolver fechar a torneira, todos por lá morrem congelados.


Não por acaso, já se começa a chamar o Irã para conversar.


Quanto à exclusão do Irã da rede SWIFT, deverá ser um tiro no pé.

 
 
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Andre Araujo

Não tem absolutamente nada a ver a moeda em que é cotado um produto, o petroleo há decadas pode ser comprado em libras, yens,Euros, yuans, o que é relevante é a moeda em que e constituem as reservas internacionais e o dolar vem tendo a participação no conjunto declinando desde a saida do padrão ouro em 1973 mas é um declinio lento, hoje

as reservas internacionais são ainda preponderamente em moeda americana, cerda de tres quartos são em dolar, a razão é que não há outra moeda reserva para susbstituir o dolar.

 
 
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Aldo Cardoso

Esse Pepe Escobar deve receber uma boa grana pra funcionar como alarmista pró-Irão na web. Segundo ele, um tipo de Phileas Fogg de "A Volta ao Mundo em Oitenta Dias", pra tudo o Irão (gato de sete folegos) já tem uma estratégia de reação tão pronta e eficaz que funcionará como um verdadeiro bulmerangue contra tudo e todos, mormente a civilização ocidental arcaica. Lá é o paraíso das 80 virgens. Eita Pepinho! Menas, menas!

 
 
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alfredo machado

Caro Aldo não cadastrado:


Você, pelo jeito, sempre lê a coluna do excelente Pepe Escobar.


Se conseguir apontar um equívoco grosseiro contido naquelas análises, fique à vontade para detalhá-la.


O que você não deveria fazer é justamente isto, apelar prá este recurso de quinta categoria, à lá Grobo, já que não passa de malandragem sionista, artimanha que não tem dado nenhum resultado aqui no blog.


Este governo sionista de Israel é, sem dúvida, o pior e mais perigoso dos últimos 50 anos, mesmo para os judeus, que até passeata das grandes precisaram promover nas cidades de Israel – se a notícia foi inteiramente bloqueada na mídia internacional, muitos daqui sabem o motivo de cor e salteado.


Continue atento ao Pepe Escobar, leve as matérias do jornalista para o debate interno      

 
 
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Andre Araujo

Esse Pepe Escobar na semana passada disse que as refinarias de petroleo da Grecia, Italia e Espanha só podiam processar oleo iraniano, uma bobagem tão imensa que nem tem como discutir, o oleo iraniano para o cunsumo eropeu é menos de  2,5%.

 
 
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alfredo machado

Andre:


Você está certo quanto ao volume de petróleo iraniano consumido pela Europa, em torno de 2,5% do total. A notícia sobre as refinarias européias só serem capazes de processar óleo iraniano parece ser da safra exclusiva do jornalista, que, em minha opinião, noves fora o possível erro, faz uma análise bastante acurada sobre tudo o que vem ocorrendo naquela região, e incomparavelmente melhor que a do noticiário das grandes redes de comunicação sobre o assunto bastante delicado.


De qualquer maneira, tudo indica este clima ignorante criado em torno do Irã é o responsável pela alta súbita do petróleo, mais de 5% nos últimos dias, hoje U$ 103 para o Bruto e US$ 120 para o Brent com tendência de alta.


Quanto à Bolsa de Petróleo do Irã, você pode não concordar com a idéia, mas inúmeros analistas internacionais a consideram um sério problema para os USA. Existem transações cm outras moedas, mas só “por fora”. Em bolsas de mercadorias a do Irã, caso venha realmente a funcionar, será a primeira delas.


Um abraço

 
 
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Andre Araujo

Meu caro Alfredo, vc acha possivel uma Bolsa de qualquer coisa funcionar em um pais sem instituições politicas, financeiras, judiciais, sistema bancario globalizado, governo minimamente racional, moeda conversivel? Seria como um Bolsa de café na Coreia do Norte, é pura retorica, Bolsa é uma instituição que exige um ambiente livre de negocios, livre de circulação de pessoas e riquezas, livre de informação, tudo isso não existe no Irã=hospicio de hoje.

 
 
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Angelo G.Frizzo

Talvez seja mesmo a solução, uma bolsa decente, controlada por países decentes e não por um grupo de picaretas que ROUBAM de países indefesos controlados por outros picaretas.

Bolsas que dependem do "HUMOR" do mercado? Que dependem de QUANTO um picareta quer ganhar naquele dia?

Brincadeira tem hora, meu dinheiro não iria para essas negociatas.

Na realidade, os EUA querem mesmo e IMPOR sua DEMOCRACIA, aquela que tornou os americanos(Povo) PRISIONEIRO em seu próprio país por culpa do terrorismo de estado de seus dirigentes abestalhados.

A esperança é que esse grupo de BESTAS que mandam nos EUA sejam substituidos por GENTE, pessoas humanas que não adorem as matança, os genocídios, os massacres como divertimento.

 
 
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Tiago via email

"Bolsa é uma instituição que exige um ambiente livre de negocios, livre de circulação de pessoas e riquezas, livre de informação,"

A Bovespa foi fundada em 1890, onde nada disso existia, e continuou operante após sucessivas ditaduras

Há bolsas de valores também nesses outros paradigmas do liberalismo:

Xangai, China

Riad, Arábia Saudita

Frankfurt, Alemanha, funcional durante todo período nazista 

... ops... Teerã, Irã, com uma bolsa de valores desde 1967, e uma bolsa de petróleo em funcionamento desde 2008.

http://en.wikipedia.org/wiki/Iranian_Oil_Bourse

 
 
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Andre Araujo

Nada a ver. Aprenda a contextualizar um tema. O tema aqui é uma Bolsa de Petroleo em Teerã. Quem é que vende petroleo no Irã? Um só vendedor, a estatal NIOC. Vc acha que a Shell ou a Sinopec vão vender petroleo na Bolsa de Teerã? É claro que não.

A função de uma bolsa é juntar multiplos compradores e vendedores.  Comum só vendedor não ha bolsa.

Qual o Tribunal eleito nos contratos? Mundialmente se elegem os tribunais de Nova York ou Londres, os mais confiaveis do planeta. Em Teerã vão eleger um tribunal inglês ou americano? E a liquidação do contrato se fará como? Com TED de banco a banco, mas o Irã está desconectado do sistema bancario mundial.

Quem quer bancar o bacana e sair da globalização paga um preço, que não é barato.

 
 
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Lau

Os EUA estão perdende a guerra oculta travada com os persas e seus aliados.

Só resta a eles a tentativa do uso das B-61 ... Depois da captura do drone invisível estadunidense o uso destas ogivas deve ter sido adiadas !

Ih... dia 20 de março ! Os EUA não poderão mais imprimir dinheiro para comprar energia ! Aí a coisa vai ficar feia !

 
 
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Sérgio Troncoso

Dessa vez entrar no país se utilizando de sua fantástica máquina de guerra, e depois ficar dando ordens a miquinhos pagos para fazer sujeira não vai bastar aos EUA. Tenho a impressão que uma vez que a ocupação se inicie, Afeganistão e Iraque invadidos parecerão um parquinho de diversões perto da reação do povo iraniano. Correm o risco de além de aumentar a taxa de genocídio praticado em nome da "democracia", também tenham que apelar para o vasto arsenal atômico que possuem. Não duvido que hajam muitos israelenses querendo saber se seus "brinquedinhos" funcionam. E serão justamente os sionistas que ficarão de boa, vendo os pracinhas americanos dando orgulhosamente suas vidas, em troca de serem os artistas principais (mortos) naqueles eventos em "campos de honra" com aquelas marchinhas, todos vestidos com aqueles uniformezinhos, que gente como o Hitler adorava. À conferir.


Um abraço.

 

Sérgio Troncoso

 
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Noir

Até quando vamos aguentar as 3 nações bandidas (USA, Inglaterra e Israel), invadindo e destruindo outros países ?

Esses países só trazem dor e sofrimento por onde passam.

São a escória do planêta.

 
 
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luxki

Pergunta que não cala. Até quando? Mal termina uma barbárie começa outra.

 

luxki

 
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Ivan Moraes

Relembro novamente o programa de 7 da noite (!) com Dianne Sawyer outro dia quando eu tava no escritorio medico.  Ela abriu com o Iran, e falou mentira apos mentira a respeito do Iran estar espalhando terrorismo pelo mundo todo.

Eh isso que os americanos estao ouvindo na televisao aas 7 da noite.  Eh uma campanha de desinformacao pesadissima.  Dianne Sawyer devia se preocupar mais com sua reputacao, e a Disney tambem.

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 
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drigoeira

Ano de eleição lá, invasão do Irã quase declarada.

O governo do Irã ainda vai dar o gatilho para a invação estadounidense. 

 
 
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Daniel Campos

Não precisa gatilho, os EUA irão simplesmente inventar alguma coisa como as armas de destruição em massa do Iraque e irão invadir. E agora você sabe porquê muitos países queriam (ou querem) ter a bomba atômica: É atualmente a única forma de se proteger de agressores globais como os EUA.

 
 
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Reginaldo Gomes

Quando vai ser mesmo?? Dia 20 de março?? Ah, então, tá. É a tal da CARTA de ALFORRIA "made in Teerã". Vale ressaltar que o Aiatolá Ali Khamenei não é, nem o Saddan, nem o Ghadafi.

Re: EUA querem travar rede de transmissão de transações no Irã
 

Gostaria de ser lembrado como um homem que foi amigo das crianças, dos pobres e excluídos. Amado e respeitado pelo povo, pelas massas exploradas e sofridas. Odiado e temido pelos capitalistas, sendo considerado o inimigo número um das ditaduras fascistas.

 

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