EUA perdem profissionais no campo das ciências

Por foo

De The Wall Street Journal

Por CONOR DOUGHERTY e ROB BARRY 

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A cientista Sophie Liu trabalha no centro de sequenciamento genético Complete Genomics Inc., em Mountain View, na Califórnia.

A fatia de trabalhadores americanos em profissões científicas ou de engenharia caiu ligeiramente na última década, encerrando anos de expansão estável na proporção de profissionais em campos associados com inovação tecnológica e crescimento econômico.

Trabalhadores de áreas técnicas que vão da arquitetura à criação de software responderam por 4,9% da população economicamente ativa (PEA) em 2010, segundo uma nova análise de dados do Censo divulgada na sexta-feira, ante um pico de 5,3% em 2000.

Antes de 2000, a fatia de trabalhadores nesses ramos do conhecimento tinha aumentado em todos os censos desde 1950 — eles são realizados nos Estados Unidos a cada dez anos — segundo o Birô de Referência Populacional, o centro de pesquisas de Washington que realizou o estudo. Embora o total de trabalhadores nessas áreas continuou aumentando na década passada, em paralelo à expansão geral da população, eles respondem agora por uma fatia relativamente pequena da PEA.

A queda pode ser causada por vários fatores, disse Mark Mather, demógrafo do birô, como o declínio da indústria americana na última década. As fábricas geralmente têm vários engenheiros trabalhando no processo de desenvolvimento e produção.

Existem apenas cerca de 5 milhões a 8 milhões de trabalhadores americanos em áreas técnicas, dependendo do nível de abrangência computado. O birô contabiliza 7,6 milhões, levando em conta tudo, de doutores a assistentes técnicos cujo trabalho pode não exigir diploma universitário, como técnicos de laboratório e de tecnologia da informação. Outras organizações, como a Fundação Nacional de Ciência dos EUA, geralmente definem os trabalhadores da economia do conhecimento como detentores de diploma ou de pós-graduação.

Não importa como o grupo é contabilizado, ele é considerado crucial para uma economia avançada — recebendo salários maiores que muitos outros grupos de trabalhadores e geralmente associado à criação de novas empresas e setores. O relatório provavelmente alimentará os argumentos de políticos e analistas que defendem uma expansão do número de trabalhadores americanos com essas habilidades avançadas, bem como a busca de maneiras de incentivar investimento nos setores que os empregarão.

"Se não existir demanda por esses trabalhadores, a aceleração da oferta não surtirá efeito", disse Michael Teitelbaum, demógrafo e pesquisador da Faculdade de Direito de Harvard.

Num momento em que o Facebook Inc, fundado há oito anos, é avaliado em US$ 100 bilhões e a Apple Inc. tirou da tradicional Exxon Mobil Corp. o título de empresa mais valiosa do mercado americano, pode parecer contraditório que cargos especializados tenham se tornado uma fatia menor da PEA. Mas embora o número de empregos em criação de software e matemática aplicada tenha aumentado expressivamente, os trabalhadores de outras áreas técnicas, em setores mais antigos, têm sofrido com a crise econômica.

Um exemplo disso é que havia menos engenheiros mecânicos em 2010 em comparação a dez anos antes, devido ao declínio do setor manufatureiro do país.

Os trabalhadores americanos de áreas técnicas também estão envelhecendo da mesma maneira que o restante da população do país. O número de cientistas e engenheiros com mais de 55 anos aumentou 32% de 2005 a 2010, enquanto o número com menos de 35 anos caiu 1%, segundo o relatório doa agência.

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1 comentário
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alexis

Eles encontram formas de ressolver;

- Se faltam soldados, oferecem Green-Card em troca do uniforme dos EUA a jovens do 3o mundo;

- Se faltam cientistas, dão uma matrícula em Universidade dos EUA, na forma de um "prêmio", ao meninos mais inteligentes de paises mais pobres, porém exigindo a taxa de 60 mil dólares anuais, levando grana e cientista, tudo junto no "pacote";

 

 
 

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