EUA iniciarão reforma do sistema financeiro em 2012

Por raquel_

De O Estado de S. Paulo

Parte da reforma financeira será implementada em 2012, diz Geithner 

A reforma do sistema financeiro dos EUA, conhecida como lei Dodd-Frank, tem como objetivo evitar a repetição da crise de 2008, reduzindo o impacto que algumas grandes empresas do setor teriam sobre a economia caso falissem

WASHINGTON - O secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, defendeu a reforma do sistema financeiro do país e afirmou que algumas das principais mudanças por ela previstas devem passar a vigorar neste ano. "Aqueles que ainda estão trabalhando para atrasar e enfraquecer as reformas apenas aumentarão a incerteza", disse a autoridade, durante um discurso preparado. 

A reforma do sistema financeiro dos EUA, conhecida como lei Dodd-Frank, tem como objetivo evitar a repetição da crise de 2008, reduzindo o impacto que algumas grandes empresas do setor teriam sobre a economia caso falissem. As agências reguladoras norte-americanas ainda estão preparando uma série de regras relacionadas à legislação, que enfrenta oposição do Partido Republicano e de Wall Street. 

Isso porque instituições financeiras que não podem ser enquadradas no setor bancário - e que por isso não eram submetidas às regras aplicáveis aos bancos - terão de possuir reservas de capital maiores do que as atuais e limitar seus negócios de risco. Nesse grupo, estão fundos de hedge e seguradoras, por exemplo.

Geithner disse que também estão no forno novas regras para separar o dinheiro de clientes do dinheiro das corretoras. "O fracasso das regras de segregação de contas na proteção dos clientes da MF Global ilustra que ainda temos trabalho pela frente", acrescentou. O governo também está adotando medidas para reformar o mercado de financiamento habitacional e detalhes devem ser divulgados nos próximos meses, de acordo com o secretário.

Os pré-candidatos republicanos à presidência dos EUA afirmaram repetidas vezes durante a campanha que pretendem se livrar da legislação se forem eleitos. "Eu rejeitaria a Dodd-Frank amanhã. Veríamos a economia começar a melhorar da noite para o dia. A Dodd-Frank deixou os grandes bancos ficarem maiores e prejudicou os bancos independentes", disse o candidato Newt Gingrich numa entrevista ao Las Vegas Review-Journal. 

As informações são da Dow Jones. (Gustavo Nicoletta)

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Leonidas de Souza

A globalização e a visão neoliberal de eficiência com redução dos custos operacionais provocou uma enorme concentração de empresas e com ela o conceito de "tão grande que não pode quebrar".


Governos do mundo inteiro se mobilizaram para transferir seus erros de avaliação para o setor público, absorvendo seus papéis podres, para impedir um quebradeira generalizada.


Depois, com as contas públicas arrombadas, não hesitam em sacrificar seus povos para salvar o que restou.


A única preocupação dessa gente é criar maneiras para que as dívidas com o Sistema Bancário e Investidores continuem sendo pagas, mesmo que para isso tenham que driblar as próprias regras, como esta acontecendo com o Banco Central Europeu, que esta emprestando a 1% de juros para que eles comprem títulos das dívidas soberanas a 4%.


As Bolsas explodem, não porque os países vão sair da recessão, mas porque os investidores conseguiram mais garantias de que vão continuar recebendo.


Desemprego, redução dos direitos sociais e outras maldades só entram na pauta quando eleições se aproximam.


Me engana que eu gosto.

 
 
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Sergio SP

A Lei Dodd é um resposta tardia ao que durante os ultimos trinta anos deixou o sistema financeiro americano sem controle.  Fui em várias reuniões com representantes de instituições financeiras estrangeiras e a arrogância era visível. Mas após 2008, isso mudou. Depois dessa lambança, afirmações como essa não ajudam em nada  eleição de republicanos. E que já vão tarde.

 
 
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Sergio SP

A Lei Dodd é um resposta tardia ao que durante os ultimos trinta anos deixou o sistema financeiro americano sem controle.  Fui em várias reuniões com representantes de instituições financeiras estrangeiras e a arrogância era visível. Mas após 2008, isso mudou. Depois dessa lambança, afirmações como essa não ajudam em nada  eleição de republicanos. E que já vão tarde.

 
 

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