EUA: deve-se considerar tudo para parar carnificina na Síria

Por Paulo F.


Do Diário de Notícias de Lisboa


Deve considerar-se tudo para parar carnificina na Síria


O Presidente dos Estados Unidos afirmou hoje que o seu governo e os aliados deveriam considerar "todos os instrumentos disponíveis" para pararem a carnificina de inocentes na Síria, noticia a AP.


Esta foi a afirmação mais forte de Brack Obama até à data, sobre uma crise cada vez mais impiedosa.



Sem especificar, Obama afirmou: "É absolutamente imperativo que a comunidade internacional se una e envie uma mensagem clara ao Presidente Assad, de que chegou a altura da transição".


Falando depois de um encontro com o primeiro-ministro dinamarquês, Obama acrescentou: "É tempo de o regime sair. É tempo de parar a matança de cidadãos sírios pelo seu próprio governo".


Insistiu ainda que as nações não se podem remeter a uma posição de "espetador" à medida que a matança continua.


A chefe do governo escandinavo, Helle Thorning-Schmidt, considerou a situação na Síria como "horrenda" e apelou à comunidade internacional para manter a pressão sobre o regime de Damasco.


Antes, na Tunísia, a secretária de Estado, Hillary Clinton, criticara a Federação Russa e a China, por se oporem a que o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas aja na Síria, classificando como "vil" esta oposição.

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20 comentários
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Assis Ribeiro

Então deveria considerar  que é feio se meter nos problemas dos outros.

 

Assis Ribeiro

 
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Emilio GF

A direita mundial endoidou.

A Síria tem 70 mil mísseis na fronteira de Israel. A maioria "suja" com venenos químicos.

E querem deixar isso na mão da Al Qaeda!

 
 
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Avelino

Caro Nassif

Isso inclui eles sairem de lá?Pararem de pagar e treinar rebeldes libios e sirio, entre outros, para invasão?

Cara de pau, isso sim.

E se o governo sirio começar a pagar rebeldes, só os 99%, dos EUA? Será que eles gostarão?!

Saudações

 
 
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oswaldo j. baldo

Só os EUA podem matar outros povos.

Seus bombardeiros, seus misseis, seus drones, ai a matança é boa e justa.

 
 
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Assis Ribeiro

Então vamos escolher qual o grupo político merece ter o poder na Síra.

Conheça os diferentes grupos políticos que lutam contra o governo na Síria

O governo sírio está enfrentando a oposição de uma série de grupos políticos, alguns que já existem há anos e outros que surgiram no final de 2010, quando começou a onda de protestos no Oriente Médio.

Partidos de oposição são proibidos na Síria desde 1963, quando o Partido Baath tomou o poder e implementou algumas leis de emergência.

Entre as dezenas de partidos na ativa estão esquerdistas, secularistas, islamistas e nacionalistas árabes. Décadas de repressão obrigou as siglas a operarem na clandestinidade ou no exílio. A oposição formal ao governo é fragmentada e enfraquecida.

Diversos grupos tentaram formar uma frente unida para fazer face ao governo, que está determinado a ficar no governo.

Irmandade Muçulmana

Participação na Irmandade Muçulmana era crime com possibilidade de pena de morte em 1980. Dois anos depois, o então presidente Hafez Al-Assad derrotou uma revolta armada da Irmandade na cidade de Hama. Grupos de direitos humanos afirmam que pelo menos 20 mil pessoas morreram.

O líder do grupo, Mohammad Riad Shaqfa, que vive no exílio, diz que a Irmandade busca mudanças democráticas não-violentas para substituir o regime autocrático por um sistema mais plural. A Irmandade afirma que não quer transformar a Síria em um Estado islâmico.

Partidos curdos

Grupos curdos vêm buscando direitos civis para seu grupo étnico, mas as autoridades estão tentando organizar a minoria a sua maneira, ao prender alguns líderes curdos e negociar diretamente com algumas tribos.

Grupos de direitos humanos afirmam que os curdos sírios enfrentam "preconceito sistêmico" no país, e que dezenas de milhares continuam sem nacionalidade desde reformas na legislação síria nos anos 1960.

Conselho Nacional da Síria (CNS)

O Conselho Nacional da Síria – formado na Turquia no segundo semestre de 2011 – reúne diversos grupos políticos de oposição da Síria. O líder Burhan Ghalioun disse que a CNS une "forças de oposição e de revolução pacífica".

O CNS inclui:

  • A Declaração pela Mudança Democrática: um movimento nascido na "Primavera de Damasco" de 2000/2001, que exige amplas reformas democráticas, mas que foi ignorado pelo governo.
  • A Irmandade Muçulmana.
  • Os Comitês de Coordenação Local: movimentos populares que lideraram protestos em todo o país.
  • A Comissão Geral da Revolução Síria: i,a coalizão de 40 grupos populares de oposição.
  • Facções curdas, líderes tribais e grupos independentes.

O CNS quer derrubar o governo e rejeita qualquer tipo de diálogo com o regime. Oficialmente o grupo se opõe a intervenção militar estrangeira, mas defende que a comunidade internacional "proteja o povo sírio".

Comitê Nacional de Coordenação (CNC)

O Comitê Nacional de Coordenação (CNC), formado em setembro de 2011, é composto por grupos de oposição dentro da Síria. O CNC pede uma mudança pacífica, se opõe à intervenção militar internacional e acredita que integrantes do atual regime podem ter um papel na transição, segundo Hussein Abdul Azim, um dos líderes do movimento.

Para o CNC, uma possível derrubada do governo provocaria caos em todo o país.

O CNC desafia a primazia do Conselho Nacional Sírio e é contra a influência da Irmandade Muçulmana.

Exército pela Libertação da Síria (ELS)

O Exército pela Libertação da Síria (ELS) foi formado em agosto de 2011 por desertores do Exército do governo sírio. Ele é liderado pelo ex-militar Riyad al-Asad.

O grupo diz estar "trabalhando lado a lado com o povo para obter liberdade e dignidade, derrubar o regime, proteger a revolução e os recursos do país, e se levantar contra a máquina militar irresponsável que protege o regime".

A força do Exército pela Libertação da Síria ainda é desconhecida. O grupo dizia contar com mais de 15 mil pessoas em outubro, mas há relatos diários de novas deserções das Forças Armadas do governo. Os desertores estariam se juntando ao ELS.

O grupo admite não ter força suficiente para enfrentar o Exército sírio, que possui mais de 200 mil soldados.

Com base na Turquia, os combatentes lançaram ataques cada vez mais violentos e mortais contra as forças sírias na província de Idlib, no noroeste do país, além de ações em Homs, Hama e nos subúrbios de Damasco.

Em janeiro, moradores de Zabadani, uma cidade que fica em uma região montanhosa 40 quilômetros ao noroeste da capital, disseram que o local havia sido "libertado" pelo ELS. Poucos dias depois, eles teriam tomado por algumas horas Douma, um subúrbio a 10 quilômetros de Damasco.

O líder do ELS aceitou coordenar operações do seu Exército com ações do Conselho Nacional Sírio, que inicialmente havia manifestado oposição à luta armada na Síria.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/02/120224_siria_guia_oposi...

 

Assis Ribeiro

 
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Gão

  Isso justamente quando Assad propõe nova constituição, eleições e criam-se novos partidos, quanta coincidência, um pouco mais e eles perderiam o discurso aí mandaram seus mercenários barbarizarem geral, agora só quero ver eles passarem por cima da ONU de novo.

 
 
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Gilson AS

Primeiro tem que combinar com o Putin.

Está pensando que´é o Iraque.

 

gAS

Cuidado com o que você pensa, pois a sua vida é guiada pelos seus pensamentos. Salomão

 
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Ana Cruzzeli

 Esse Obama é antes de tudo um cinico. 

 E a matança pela CNT na Líbia ? Nada a declarar?

 Cada vez que ele abre a boca eu tenho que ir para o banheiro vomitar.

 Que homem mais despresível é esse Barack Obama.

 
 
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iza

 

É inacreditável.

Estão levando uma trolha enorme no Afeganistão e querem outra guerrinha.

 
 
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Vladimir

    A mídia internacional poderia ajudar muito se fizesse um levantamento de quantas vidas foram sacrificadas em nome de parar o que o cordeiro Negro chama de carnificina. Afeganistão,Iraque e Líbia,só nestes últimos,onde o Grande Irmão se meteu diretamente,o número de mortos nunca foi divulgado com precisão mas,indicam,são bem maiores do que o resultado das " carnificinas" promovidas pelos ditadores de plantão.

     Quando os EUA anunciaram a sua saída do Iraque,já alertávamos para este perigo que é a ociosidade do exército americano. Essa gente não mantém um exército do tamanho que tem para ficar inativo. Com certeza este milicianos mundiais sairão em buscado que fazer.

 
 
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Paulo F.

Por partes:

este perigo que é a ociosidade do exército americano. Essa gente não mantém um exército do tamanho que tem para ficar inativo.


Um dos maiores problemas estadunidense hoje é a escalada de homens necessários na retarguarda para menter um combatente em linha de frente. Foi de aproximadamente 8:1 na II Guerra Mundial para segundo algumas fontes 50:1 em uma estimativa conservadora. Isso para um modelo de forças armadas profissionais, sem recrutamento obrigatório desde o fim do Vietnã.

Pode-se imaginar o efeito em termos econômicos quando se permite retirar da linha de frente combatentes. Há outra forma de lidar com estes eventos.

Tercerização, e esta é a parte 2.

Dá oportunidade para a iniciativa privada se estabelecer (ex: Blackwater), e parece ser uma das opções preferenciais da administração Obama.  Reduz a pressão sob o Estado tanto na parte da responsabilidade quandop no setor orçamentário.

As últimas diretrizes militares estadunidenses preconizam a redução das unidades, uma enfase maior em capacidade de fast deployment, uma redução no número de bases no exterior, um maior número de special ops units ( Bin Laden fez escola?), em suma forças armadas  mais econômicas mas não menos eficientes.

E finalmente parte 3:

Aumentar as responsabilidades dos parceiros em geral, e em particular dos colegas de OTAN. Pode-se dizer que a intervenção na Líbia é o preludio desta nova situação.

 
 
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Celio Mendes

Como diria o Sabio Mané:

Já combinaram com os russos?

 

Srªs Senadoras e Srs. Senadores, a Transparência Internacional divulgou, nesta terça-feira, a classificação anual dos países mais corruptos do mundo, e a situação do Brasil, sob o império do “lulismo”, só piorou. Demóstenes Torres 08/10/2003

 
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Jose Mayo

"Cuma? Problemas no Oriente Medio? Num sei... deicheuvê; vamu olhá nu mapa...":

Mapa do Oriente Medio

Ah, tá! Agora sim, tô vênu... Bom, o Iraque nós já temos, mas "descarrega" no Golfo Pérsico e os persas são malucos. Por ali não dá bom caldo... A Turquía está enchendo o saco com essa estória de se achar "potência regional" e a saudade do Império Otomano (quem foi mesmo o idiota que deixou os caras entrarem na OTAN?). A Arábia tá na mão, mas com essa história de "primavera prá cá, inverno prá lá", se algum lidereco de merda gostar do jogo... pode complicar.

Israel tá mais sozinho que o número "um", parece até aquela definição de "ilha" das aulas de geografia: "uma pequena porção de judeus, cercada de árabes por todos os lados" (precisa crescer, Israel, só a Palestina não vai dar para o gasto).

Já sei! Vamos pegar a Siria, fica fantástico: Juntamos a Siria com o Iraque e isolamos a Turquia do Oriente Medio. O Irã também. Fica lá do outro lado... Sem o apoio da Siria ferramos o Hezbollá, deixamos israel papar o Líbano (acaba aí o 'problema' das colinas) e mantemos o Egito cercado pelos dois lados ( a Líbia já e nossa, lembram?). É isso aí? É isso aí? Então tá combinado!

Resta saber se o "outro lado" não tem planos... 

 

"Um fósforo só não tem energia para queimar um bosque inteiro, mas pode começar o incêndio." (sobre as ideias, Jose Mayo)

 
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JOsé Mateus teles Machado

 Os EUA nunca invadiram países da América do Sul


 A queda do Xá pelos universitários do Irã e a compra de armas


 O congelamento dos fundos iranianos em Bancos Americanos na Europa e os Petrodólares

 
 
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Fabio Passos
Re: EUA: deve-se considerar tudo para parar carnificina na Síria
 
 
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J. Sávio

Inclusive fazer uma carnificina...

 
 
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Reginaldo Gomes
Re: EUA: deve-se considerar tudo para parar carnificina na Síria
Re: EUA: deve-se considerar tudo para parar carnificina na Síria
Re: EUA: deve-se considerar tudo para parar carnificina na Síria
Re: EUA: deve-se considerar tudo para parar carnificina na Síria
 

Gostaria de ser lembrado como um homem que foi amigo das crianças, dos pobres e excluídos. Amado e respeitado pelo povo, pelas massas exploradas e sofridas. Odiado e temido pelos capitalistas, sendo considerado o inimigo número um das ditaduras fascistas.

 
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Morales
 
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Morales

"EUA: deve-se considerar tudo para parar carnificina na Síria"

Inclusive, colocar a Al-Qa'ida no poder, como na Líbia:

http://resistir.info/libia/al_qaeda_30ago11.html

 
 
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Aldo Cardoso

"Antes, na Tunísia, a secretária de Estado, Hillary Clinton, criticara a Federação Russa e a China, por se oporem a que o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas aja na Síria, classificando como "vil" esta oposição."

Claro, se quem governa esses dois países são títeres tanto quanto Assad, por que haveriam de não apoiar seu irmão-comparsa? 

 
 

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