Escritório em alto-mar para driblar leis de imigração

Por wilson yoshio.blogspot

Da Galileu

Empresa quer criar escritório em alto-mar nos EUA

Plataforma seria uma forma de driblar as leis de imigração

por Redação Galileu

Para conseguir fugir das rígidas leis de imigração dos EUA, uma empresa resolveu criar uma incubadora de tecnologia em alto-mar. A Blueseed, que lançou a ideia, quer construir um centro de pesquisa em águas internacionais, próximo à Califórnia. O argumento é que as leis bloqueiam a chegada de profissionais estrangeiros que poderiam trazer ousadia e criatividade ao Vale do Silício. 

Editora GloboProjeto prevê escritório em alto-mar para burlar imigração.//Crédito: Divulgação

O escritório flutuante deve ficar a 19 quilômetros costa norte da Califórnia. A ideia já ganha contornos, e um dos grandes investidores do projeto é o fundador do PayPal, Peter Thiel. Na última semana a empresa lançou uma maquete detalhada de como vai funcionar a incubadora flutuante.

Gabriel Jack, um advogado de imigração do escritório de advocacia MJ, no Vale do Silício, disse à revista Wiredque a ideia é juridicamente viável. Os trabalhadores precisariam apenas do visto de visitantes, válido por 10 anos. 

“Não há nada na lei que diga quantas vezes você pode visitar os Estados Unidos. Se eles deixam claro que eles trabalham em águas internacionais e estão usando um visto de visitante para ficar em terra, não vejo problema”, disse. 

Segundo entrevista dos criadores da empresa, o CIO Dan Dascalescu, o CEO Max Marty e o presidente Dario Mutabdzija, a incubadora terá como foco profissionais da área de TI. O projeto prevê acomodação, área de trabalho e convivência. Eles ainda estudam se vão adaptar um navio de cruzeiro ou outro modelo. 

Uma das principais dificuldades, no entanto, é conseguir o acesso à internet de forma barata e eficiente. Uma das possibilidades seria levar um cabo submarino até a plataforma, mas o preço ainda é muito alto _foi estimado em mais de US$ 1 milhão. A Blueseed busca parceiros para encontrar uma saída viável. 

A ideia, de acordo com os criadores, é que a incubadora flutuante se torne o “Googleplex” do mar.

Veja fotos:

 

Editora GloboCrédito fotos: Divulgação

 

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14 comentários
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Mario Blaya

quantos desenhos bunitim,  será que já estão vendendo ações do negocio???  tem cara de armadilha para otarios isso!

 

"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela." Max Frich

 
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André LB

  Também tem cara de evasão fiscal.

 
 
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rafael

Faço votos sinceros que a iniciativa naufrague (no bom sentido, claro). Empreendimento capitalista sem Estado garantidor de direitos fundamentais e solucionador de conflitos de propriedade representa um grau da anarquia incompatível com a sociedade contemporânea. Se hoje são apresentados projetos de incubadoras de empresas inovadoras de informática, não demora muito e irão aparecer os navios-fábrica com trabalho escravo ou laboratórios flutuantes de refino de droga.

 
 
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edisilva

Não precisa se preocupar. A iniciativa privada se auto regulamenta. Sempre foi assim e sempre funcionou muito bem.

2008 foi um belo exemplo... ops!

 
 
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Dinha

 

Isso aí será trabalho escravo. Você não tem lei de imigração, mas também não tem lei trabalhista.

 
 
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maria utt

Por outro lado, não estará sujeita a regulamentações anti-pirataria vindas dos EUA. E sinceramente, profissionais de TI não se encaixam muito bem no perfil de trabalho escravo.

Não estou julgando, pra bem ou pra mal, não há ainda informação suficiente pra emitir uma opinião.

Gostaria de alguém da área pra dizer exatamente qual é a razão disso.

 
 
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Emilio GF

Desenvolver educação e tecnologia.

Esses são os alicerces de toda grande naçãao. Desde o desenvolvimento do ferro e da pólvora.

Por aqui, vamos de ensino religioso bancado pelo estado.

 
 
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Ivan Moraes

Concordo com todos!

Falta de lei eh essa maravilha toda pra quem?!  Pra quem tem dinheiro pra comprar?

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 
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Emilio GF

Exxxxatamente, Ivan.

As universidades americanas estão com a corda no pescoço, vendendo curso para todo mundo.

Esse, seria mais um balcão da EDUCAÇÃO-MERCADORIA.

 
 
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Paulo F.

Navio negreiro, versão pós moderna, século XXI. E tem quem se deixe enganar...

 
 
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Sérgio Lamarca

Nassif.

Hoje em Campos, litoral do Rio de Janeiro, já temos inúmeras "cidades" flutuantes. Essas são mais fashion apenas.

 
 
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baarbaaraa

Me parece também que querem driblar as leis de bioética. Os experimentos que se farão nestes navios não estão no gibi...

 
 
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Tiago (via email)

O que esta empresa flutuante quer driblar são as leis de imigração dos EUA. 

Há uma lei que limita o número de profissionais especializados que podem migrar aos EUA a cada ano em 65.000. O número nos anos Clinton era perto de 200.000, e foi reduzido na administração Bush, após o estouro da bolha das empresas 'ponto com'. 

Estes vistos de trabalho, e a sua escassez, produzem dois efeitos adversos: o primeiro é a corrida atrás do preenchimento das vagas, quando inicia-se um novo período e uma nova quota pode ser consumida. Foram criadas empresas-fachada especializadas em trazer profissionais, predominantemente da Índia, para trabalhar como terceirizados em outras empresas dos EUA, em um esquema que lembra o dos lavradores estrangeiros que migraram para o Brasil no começo do século XX: a empresa ganha em cima do salário do empregado, e tem pleno poder sobre o seu destino, além de cobrar pelo próprio visto. Este terceirizado tem que procurar trabalho temporário por si mesmos nos EUA, para em seguida ver se seus 'chefes' concordam com o valor que irão receber do 'cliente'. A falta de profissionais de tecnologia em todos os EUA continua a ser um problema mesmo durante a atual crise. Embora seja evidente que exportar empregos para outros países também diminui custos, parte da motivação para a criação de centros de desenvolvimento de software ao redor do mundo é a escassez de profissionais nos EUA.

O segundo problema é o quão dependentes dos empregadores os trabalhadores são (mesmo quando são empresas de verdade, e não as 'fábricas de terceirizados' dos EUA). Sob o visto, chamado H-1B, cônjuges não são autorizados a trabalhar, o profissional precisa justificar sua estada no país com um histórico contínuo de empregos, sem lacunas, e o processo que leva à residência permanente (o 'green card') leva vários anos (atualmente, para imigrantes da China e da Índia, cerca de uma década).

A legislação de imigração dos EUA chegou a um ponto em que está interferindo com os negócios das empresas do país. Em 2007, o chefe de RH do Google deu um testemunho ao congresso dos EUA sobre como a empresa perdeu vários engenheiros puramente porque não conseguiu vistos suficientes, e o impacto disso na liderança tecnológica da empresa e, consequentemente, do país.

Os criadores desta idéia do navio-empresa estão oferecendo uma alternativa que mantém os profissionais próximos aos EUA, mas sem a limitação da imigração.

Na minha opinião, o negócio apresenta os seguintes problemas:

 - se a legislação de imigração americana tornar-se mais flexível, o navio será totalmente dispensável

 - mais e mais, profissionais de tecnologia têm escolhas mais atraentes em outros lugares do mundo. Os EUA são um destino menos interessante hoje do que eram nos anos 90. E afinal, onde você preferiria morar, no Rio de Janeiro ou no meio do mar no norte da Califórnia?

 
 
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Luiz Joao firmo

Sou simpatizante da idéia. Penso que a sociedade precisa de alternativas para solucionar os grandes problemas da humanidade, os outros. As leis precisam ser usadas para os homens e não ao contrario. A convivencia é um grande problema hoje. As pessoas não se aguantam mais em suas relações diarias. Todos querem tudo a todo instante. Como isso deve ser feito é a questao? Ninguém quer ser mais o servidor do outro. Viva a nova sociedade da aldeia global. Luiz

 
 

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