Entrevista Alberto Goldman

Do Valor

Estado forte do PT incentiva oligopólios e prejudica competição, diz Goldman

Cristiane Agostine, de São Paulo

19/03/2010

Em duas semanas, o engenheiro Alberto Goldman (PSDB) poderá deixar o cargo de vice-governador de São Paulo para assumir o comando do Estado. A mudança, no entanto, ainda depende da decisão do governador José Serra (PSDB) de se desincompatibilizar do cargo para disputar a Presidência. Nesse caso, Goldman será o responsável por dar continuidade às principais obras da gestão e ajudar na campanha nacional do PSDB.

Goldman e Serra são amigos há mais de trinta anos. Conheceram-se quando o governador voltou do exílio no Chile. Após o golpe de 1964, Goldman atuou como militante clandestino do PCB. Filiou-se ao MDB, ajudou na fundação do PMDB e retornou ao "Partidão" em 1985. Dois anos depois, participou do governo Orestes Quércia, que o levou de volta ao PMDB. No governo Itamar Franco, foi ministro dos Transportes.

Dentro do PSDB, Goldman ajudou na reaproximação entre Serra e o ex-governador Geraldo Alckmin, a quem deixou o cargo de secretário de Desenvolvimento.

Entre uma conversa com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), e com o presidente da Sabesp, Gesner Oliveira, Goldman recebeu o Valor , na terça-feira, em seu gabinete no Palácio dos Bandeirantes. Na entrevista que se segue, diz que enquanto o Estado forte petista usa o BNDES para fortalecer monopólios, o do PSDB estimula a concorrência com o fortalecimento dos meios de regulação. A seguir, trechos da entrevista.

Valor: O governador José Serra e a ministra Dilma Rousseff defendem um Estado forte e convergem em muitos itens da agenda econômica. Eles não se assemelham demais para disputar uma eleição?

Alberto Goldman: Os dois só se assemelham em uma coisa: combateram a ditadura. (Eles) Não têm mais nenhuma semelhança.

Valor: Em que se diferenciam?

Goldman: Conheço a postura de Serra porque vem de muitos anos. Foi ministro anteriormente. Sei o que defendia e o que deve defender. Tem coerência. Da Dilma não sei. O PT era um até um determinado dia, mas aí fizeram a Carta aos Brasileiros e mudaram a concepção. Depois veio uma visão menos estatista. Em seguida, recuaram. É o que vemos nesses documentos que foram a base do Congresso do PT. Não sei o que dizer (sobre Dilma), se é uma coisa ou outra. Não vejo uma linha coerente.

Valor: Que visão o senhor tem sobre o papel do Estado?

Goldman: Tem de ser forte para garantir o desenvolvimento, dar sustentação, infraestrutura, incentivo e apoio. Mobilizar todos os seus instrumentos para garantir o desenvolvimento, o melhor funcionamento para não deixar o mercado livre. O mercado livre é o campo onde as piranhas se comem. Os pequenos, os mais fraquinhos aqui é que são comidos. É (preciso) ter uma regulação do mercados. Não prendê-los demais, mas não deixar simplesmente que cada um faça o que deseja. Senão dá no que deu.

Valor: A regulação dos mercados não assusta o mercado financeiro?

Goldman: Quando digo regulação, digo regras gerais. Não é dizer: "Você vai cobrar taxa de tanto"; "vai fazer não sei o que". É regulação em linhas gerais. Se tivéssemos um pouco de regulação, não teríamos aquele episódio que tivemos no governo Fernando Henrique Cardoso do Banco Nacional, do Banco Econômico, do Bamerindus, aqueles bancos que quebraram e levaram um monte de gente junto. Depois disso o que é que se fez? Se fez o Proer. O Proer é a regulação correta, consequente. Não vai interferir na vida dos bancos. A melhor forma de regular é incentivar a competição. Regular significa criar condições para competição. É a minha ótica pessoal, não tem nada a ver com Serra. Quando fui relator da Lei Geral de Telecomunicações, discutimos isso na formação da lei e em todo o projeto. Qual era a linha básica? Criar condições de competição no setor de telecomunicações. Tinha a Anatel, que estabelecia as vias básicas e que regulava para garantir a competição. É a competição que pode influir na melhora da qualidade e dos preços. Isso parou. Esse governo não fez nada nessa direção.

Valor: Em que sentido essa defesa do Estado forte é diferente do que o PT defende?

Goldman: Eles defendem agências reguladoras independentes do jogo político-partidário? O maior opositor que tinha no Congresso sobre a flexibilização do setor de petróleo, sobre a quebra do monopólio da estatal, era o deputado Haroldo Lima, que hoje é o presidente da Agência Nacional do Petróleo. Ele era o mais contundente opositor à agência. Hoje é o presidente. Dá para entender? Eu apresentava o relatório e ele gritava, esperneava que nós estávamos acabando com o país. Essa politização destruiu agências, eliminou a capacidade delas de fazer o papel regulador do Estado.

Valor: Esse Estado que o senhor defende não passa pelo fortalecimento do BNDES, que já está acontecendo?

Goldman: Concordo, mas precisa tomar cuidado com a forma pela qual o BNDES está fortalecendo a constituição de monopólios e oligopólios, sob a ótica de construir multinacionais que vão poder disputar não sei o que no mundo, lá fora. Tudo bem que lá fora se tenha empresas grandes, que se consorciam para disputar, mas a contrapartida não pode ser constituir monopólios e oligopólios como está se constituindo no país. É contra o processo de competição.

Valor: Há fortes investimentos do governo paulista em Transportes e em Saneamento. Essas duas áreas são pilares do PAC. A estratégia é comparar esses investimentos com os do governo federal?

Goldman: Não consigo encontrar pilar nenhum nesse PAC. O PAC virou um caleidoscópio enorme. Milhões de pedacinhos e coisas espalhadas para todo lado e você não tem nenhum foco. O PAC tem desde teoricamente o saneamento básico - que não se consegue avançar no Brasil, porque fica tudo preso na burocracia federal -, passa pela habitação , onde os resultados têm sido muito magros, .... Vai daí até algumas coisas um tanto quanto mirabolantes. Está tudo no PAC. Tem alguma coisa que não está no PAC? Tudo deve estar. O PAC nada mais é do que um rótulo. Pegou todo o bolo e pum! Chamou de PAC.

Valor: Mas São Paulo recebe recursos do PAC para obras importantes, como o Rodoanel, não?

Goldman: Recebe recursos federais. Chame PAC ou chame PIC, ou POC, se quiser (risos). Recebe, de fato. O Rodoanel, por exemplo, tem recursos minoritários, mas tem. Já tinha no governo anterior. E tem que ter mesmo: 23% da população do Brasil está no Estado. No caso de trens, não tem recursos do Orçamento, mas tem financiamento. Metrô tem financiamento do BNDES. Não é dado. É emprestado, com juros.

Valor: O PAC é eleitoreiro?

Goldman: Não quero fazer esse tipo de carimbo. Acho que todos os programas que os governos fazem têm um componente eleitoral. Em qualquer governo, em qualquer nível. Estão sempre preocupados com eleição, com o futuro. Isso não é negativo, ter governos preocupados em ser bem avaliados, porque estarão em novos confrontos eleitorais. Não é negativo. É um dado da democracia que vale em qualquer lugar. No governo Fernando Henrique tínhamos os Eixos do Desenvolvimento. O PAC se chamava Eixo do Desenvolvimento. É exatamente a mesma coisa, mas o nome é diferente.

Valor: Que balanço o senhor faz do governo de São Paulo até agora?

Goldman: Não quero fazer balanço. Quem vai fazê-lo é o governador no momento em que ele achar que tem de fazer. Tenho que me limitar na minha função. O que eu vejo são focos. Na área de Transportes, os investimentos estavam muito lentos, até pelas dificuldades financeiras que os Estados sempre tiveram. Uma das características do governo Serra foi transformar um investimento tradicional de US$ 3 bilhões em US$ 10 bilhões. Como é que se conseguiu isso? Com ações de melhoria da gestão interna e de obtenção de financiamento externo, do BNDES, e de venda de ativos. O Estado trabalhou sempre para ter margens para endividamento. Em Saneamento, temos praticamente 100% onde atua, no fornecimento de água potável. É só comparar os índices de São Paulo com os do Brasil. Coleta de esgoto temos quase 80%. Tratamento desses 80% ainda está em 60%. As coisas estão evoluindo muito rapidamente. Nossa expectativa é de chegar a 100% em 2018. É uma meta definida. Outro foco, desde o primeiro dia, foi o Meio Ambiente, com grandes mudanças durante todo esse período.

Valor: O senhor está se preparando para assumir o governo?

Goldman: Desde o dia em que fui escolhido para vice, eleito, estou preparado para qualquer coisa. Assim como nas saídas do governador eu assumi, se ele sair agora vou assumir do mesmo jeito. Tenho uma vida política de 40 anos. Já passei por tudo o que é possível. Deputado estadual, federal, ministro, secretário. Como é que não estou preparado? Mas não há nenhuma definição.

Valor: Nas duas últimas eleições, houve um forte desgaste entre Serra e Alckmin. Como será a convivência entre o grupo ligado a Serra e a ala mais próxima a Alckmin ?

Goldman: Não dá para fazer essa separação. Houve conflito e isso foi ultrapassado. O Geraldo foi sempre muito próximo de Serra. Foi vice-líder dele, foi candidato do Serra para vice do Covas. Em certos momentos há conflitos, diferença de opinião, mas não se pode dizer que há grupos. Tanto é que que qualquer decisão que será tomada agora vai encontrar o partido unido.

Valor: As divergências foram superadas?

Goldman: Já estão superadas. Claro que se tem opiniões do que é melhor. É inevitável. Tem cabeça para pensar, para opinar e ter posição. Mas não tem grupos.

Valor: A eleição de 2008 também desgastou o PSDB, ligado a Alckmin, com o DEM, do prefeito Gilberto Kassab. Como está a relação entre os dois partidos?

Goldman: Está bem azeitada, no geral. Tem pessoas que não se entendem bem. Mas vamos para a eleição unidos.

Valor: O DEM deve ter a vice do PSDB no plano nacional? E em SP?

Goldman: A primeira coisa é saber quem será o titular. Depois vai pensar no vice. Não pode ser de outro jeito. É um processo que só vai se dar quando Serra definir o que vai fazer. Aí se começará a discutir o quadro estadual.

Valor: Como lidar com denúncias contra o DEM, envolvendo José Roberto Arruda e Gilberto Kassab? Não enfraqueceram a oposição?

Goldman: No Distrito Federal, o episódio enfraquece. Tinha um governador que era do DEM, aliado nosso, que nos fortalecia lá. A denúncia contra Kassab é contra ele e contra vereadores de todos os partidos. Não tem o mínimo senso. Se eu fosse buscar nas eleições anteriores coisas desse tipo certamente estaria na mesma condição. Quando uma empresa dá uma contribuição, você não conhece a realidade dessa empresa, que trabalhos ela faz. A responsabilidade é da empresa.

Valor: Como o senhor avalia as pesquisas eleitorais, com Dilma crescendo e Serra estagnado? A estratégia do PSDB está equivocada?

Goldman: A importância que dou às pesquisas é zero. Não tem demora nenhuma. Vai perguntar para o cidadão se ele está preocupado com quem vai ser o próximo presidente! Claro que os políticos profissionais estão atuando, fazendo composição política. Se perguntar para a população, 30% é capaz de chutar um nome, sem compromisso. Somando tudo isso, não dá nada.

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257 comentários
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augustinho

a difernça entre candidatos e, claro, entre propostas diversas não esta propriamente em 30 anos atras. Esta em quem tem COMPROMISSO com quem e com o quê> Voce sabe com quem tem o ze pedagio.

 
 
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Vera

Fica claríssimo por esta entrevista qual é o compromisso destes senhores e visão de sociedade que eles têm.

 
 
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Jorge Nogueira Rebolla

Sei quais sáo os compromissos publicos do serra e tambem sei quais sao os da dilma. Nenhum me agrada. Vamos para o plano das hipoteses. Os tucanos tiveram um grande mago das financas na privatizacoes, o daniel dantas. Depois os fatos comecaram a surgir. Hoje em dia temos o midas dos oligopolios, o eike batista. Acho que esta e a maior semelhanca entre tucanos e petistas.

 
 
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Mario Sergio

Ueba...

Deixa o Goldman falar mais... de preferência em rede nacional.

 
 
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Thiago

Muito fraca esta entrevista. Não toca nos pontos fraquissimos do governo jose serra. Entrevista Chapa Branca!!

 
 
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aldeney soares

nassif, ontem na tv camara, no programa ver tv. para quem que acessar:

http://www2.camara.gov.br/tv programa VER TV.

No final de 2009, o Governo Federal divulgou o terceiro Plano Nacional de Direitos Humanos. Com 228 páginas, o texto apresenta uma série de ações para a defesa desses direitos no País. Apenas cinco páginas tratam da comunicação mas, ainda assim, a polêmica em torno do assunto é grande. Nós queremos saber até que ponto a televisão contribui para a defesa dos Direitos Humanos no Brasil. Participam do programa: Andressa Caldas – advogada e diretora executiva da Justiça Global, organização brasileira de proteção e promoção de direitos humanos; Murilo Ramos – professor e coordenador do Laboratório de Políticas Públicas de Comunicação da UnB; e Carolina Ribeiro - coordenadora do coletivo Intervozes.

 
 
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Mario Sergio

Aliás, quem conhece bem o Goldman e sua atuação como Ministro dos Transportes em FHC é o Jânio de Freitas. Publicou umas matérias ótimas na época.

 
 
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Carlos Santana

Finalmente, a montanha tucana pariu mais do que um rato. Depois do trepidante artigo de José Serra - no qual ele traça um panorama etério sobre coisa nenhuma - uma liderança do PSDB vem a público dizer o que pensa sobre o país. Faltou dar mais detalhes sobre a tal bandeira do "Estado ativo" que o quase candidato disse querer empunhar.

 
 
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Fernando Augusto - RJ

Alberto Goldman: Os dois só se assemelham em uma coisa: combateram a ditadura. (Eles) Não têm mais nenhuma semelhança.

MAS QUE ALÍVIO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

 
 
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Caesarea

Se a administração do governo Serra já é um desastre(para não dizer que não existe)...imaginem a do Sr. Goldman?Os paulistas vão pedir exílio em outros Estados...

 
 
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Marcos José

Ufa!! Serra admite candidatura à Presidência da República

http://noticias.uol.com.br/politica/2010/03/19/serra-admite-candidatura-...

 
 
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Waldomiro Pereira da Silva

“vai fazer não sei o que"

Não sei o que dizer (sobre Dilma), se é uma coisa ou outra. Não vejo uma linha coerente.

“Você vai cobrar taxa de tanto”; “vai fazer não sei o que”. É regulação em linhas gerais. Se tivéssemos um pouco de regulação, não teríamos aquele episódio que tivemos no governo Fernando Henrique Cardoso do Banco Nacional, do Banco Econômico, do Bamerindus, aqueles bancos que quebraram e levaram um monte de gente junto

o BNDES está fortalecendo a constituição de monopólios e oligopólios, sob a ótica de construir multinacionais que vão poder disputar não sei o que no mundo, lá fora

Goldman: A primeira coisa é saber quem será o titular. Depois vai pensar no vice. Não pode ser de outro jeito. É um processo que só vai se dar quando Serra definir o que vai fazer. Aí se começará a discutir o quadro estadual.

NÃO SABEM DE NADA.

 
 
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anarquista

Eu não entendo ( e escrevo sinceramente) com esse currículo:Após o golpe de 1964, Goldman atuou como militante clandestino do PCB. Filiou-se ao MDB, ajudou na fundação do PMDB e retornou ao “Partidão” em 1985. Dois anos depois, participou do governo Orestes Quércia, que o levou de volta ao PMDB. No governo Itamar Franco, foi ministro dos Transportes.

Retorno:

É um dos maiores( se não o maior) locatário da rua José Paulino, Jardins e imediações.

Que vendeta é essa de socialista, um dos maiores beneficiários do capital?

Não que eu reprove. Mas não tem nada a ver com ele o símbolo de ''socialista''

cada uma...

 
 
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Leider Lincoln

Serra e Dilma combateram a ditadura? Quando? Que eu saiba o Serra FUGIU na primeiríssima oportunidade, deixando a UNE a ver navios. Quem combateu foi a Dilma.

 
 
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Diogo Costa

Estado doativo...

Esta é a bandeira tucana, desde sempre.

 
 
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Evaristo Almeida

Parece que o goldman esqueceu o seu passado comunista. Acreditar em competição numa sociedade capitalista só com Smith, nos idos do século XVIII. A característica da empresa capitalista atual não é aquela de fundo de quintal que Smith preconizava, mas transnacionais com US$50, US$ 60, US$ 100 bilhões ou mais de arrecadação. O país que ficar no discurso do Goldman e do Serra, seu mentor, ficará atrasado. Todos os países criaram seus vencedores, como a Inglaterra (vide a Action Navigation do século XVII que criou a marinha mercante inglesa e estaleiros) os Estados Unidos (Relatório Hamilton) a China, Coréia, Japão, entre outros. O capitalismo é essencialmente fortalecido pelo Estado, o livre mercado é mercadoria espúria para consumo das elites da periferia do sistema. O Brasil precisa sim criar grandes empresas que possam competir mundialmente ou estaremos fritos. Vamos ficar com as Telefônicas da vida, que prestam serviços caros e ruins para a população brasileira. A regulação pelo Estado é que garantirá que essas empresas não cobrem sobrepreço. O mundo inteiro jogou o neoliberalismo no lixo, mas os tucanos relutam em desapegar desse lixo ideológico que prejudicou muitos países no mundo. O PSDB continua o mesmo.

 
 
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JOSÉ LUIZ COUTO

Esse caras quebraram o país e ainda vem dizer bravatas sobre a política econômica do governo Lula. Em que mundo esses caras vivem. Quero ver o Serra defendendo isso no programa eleitoral. Vai dar gosto de ver.

 
 
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Fernando Augusto - RJ

Trata-se de uma entrevista inútil, uma entrevistas convescote.

 
 
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Casagrande

Este teu "Retorno" é algum vício adquirido?

 
 
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Fernando Augusto - RJ

entrevista ( no singular)

 
 
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Diogo Costa

Não se preocupe tanto...

Quem sabe em 2014 o Jair Bolsonaro se candidata à Presidente com a Kátia Abreu de vice.

Aí tu vais poder votar neles com todo o teu entusiasmo!

 
 
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Fábio

Como assim "vai perguntar para o cidadão se ele está preocupado com quem vai ser o próximo presidente!"?????

 
 
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felipao

NASSIF, NASSIF, IMPERDÍVEL!

Faz um screen capture e publica no portal! Olha

"MALUF WANTED", fantástico!!!!!

http://www.interpol.int/public/Data/Wanted/Notices/Data/2009/08/2009_136...

 
 
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Marcos Antônio

Enquanto isso, "Aquele que não faz campanha antecipada", mas onde os institutos de pesquisa o colocam como candidato há mais de 3 anos e a grande mídia fala diariamente que ele é candidato e ganharia "se a eleição fosse hoje!". O que ele quer é que o TSE RETIRE a cadidatura de Dilma. E assim como foi feito com Roseana Sarney, ganhar por WO. Ele não muda...

 
 
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JOSÉ LUIZ COUTO

Nassif

Depois dos professores, agora são os profissionais da saúde que resolvem parar.

Da Agência de notícias da CUT:

Profissionais da Saúde entram em greve

Em decisão unânime, trabalhadores paralisam atividades na próxima segunda-feira

Reportagem Local – Alexandre Gamón

Redação – Tatiana Melim

A quadra dos bancários foi tomada pelos profissionais da saúde na manhã desta sexta-feira (19). Em Assembleia, os trabalhadores decidiram pela paralisação de 48 horas, que acontecerá na próxima segunda-feira e terça-feira, dias 22 e 23, respectivamente.

O SindSaúde-SP vem realizando reuniões e assembleias locais e regionais em todo o estado desde o ato público do dia 5 de março. A mobilização dos trabalhadores se deu devido ao descaso do Governo do Estado que, além de não cumprir acordo negociado em 2009 (reestruturação da carreira da saúde), não apresentou nenhuma proposta salarial.

A decisão pela greve nesta manhã foi unânime. Logo após a assembleia, os trabalhadores dirigiram-se ao vão livre do Masp para, junto dos professores da rede estadual de ensino, manifestarem-se.

O presidente do SindSaúde, Benedito Augusto, ressaltou a importância da união entre os profissionais da saúde e da educação. “Sem educação e sem saúde nós não conseguimos colocar este país na rota do crescimento. Portanto, nossa união com os professores é uma união humanitária e estratégica para o crescimento social”, complementa.

Confira a pauta de reivindicações:

- 40% de aumento salarial para reposição de perdas salariais

- Envio do projeto de reestruturação da carreira da saúde conforme acordo negociado com o SindSaúde-SP em 2009

- Aumento do vale-refeição dos atuais R$ 4,00 (desde 2000) para R$ 14,00

- Jornada de 30 horas para todos os trabalhadores da saúde

- Valor do Prêmio de Incentivo igual para todos

- Implantação das COMSATs – Comissões de Saúde do Trabalhador – em todas as unidades de saúde e implementação das orientações deliberadas pelas Comsats já atuantes

- Implementação das diretrizes do SUS no estado, com atendimento de toda a população em toas as suas necessidades, de um curativo a uma cirurgia de alta complexidade, sem restrições

- Fim das Organizações Sociais de Saúde (OSS) e retorno das unidades e serviços terceirizados para a administração direta no estado

 
 
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Paulo Sá

(EMBRAPA urgente!!! o tempo se esgota...)

Nassif,

Algum especialista de seu blog poderia tecer comentários sobre o descrito a seguir?

Este fim de semana haverá concurso da EMBRAPA em muitas cidades do Brasil. Muitas são as vagas, milhares são os candidatos que pagaram a inscrição. Tenho dois sobrinhos que farão o exame.

Quando vi o site da empresa organizadora, senti falta da informação ESTATISTICA DOS INSCRITOS que mostra a relação candidato/vaga e que em TODOS os concursos são divulgados antecipadamente, até para que o candidato se posicione estudando mais…

Liguei para essa empresa (CETRO) e me foi dito que a EMBRAPA não quer que este dado seja informado (???). SE não quer, qual o motivo? Estranho…muito estranho.

Alguem saberia o motivo para tal insensatez, descaso e falta de transparencia?

Seria esta uma decisão solitária de algum burocrata desavisado?

abs Obrigado.

 
 
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Cesar T

Nassif

Essa fraze é para guardar.

Os dois so se assemelham em uma coisa: combateram a ditadura. Eles não se essemelham em mais nada. Ainda prevalece o pensamento neo-liberal na cabeça dos tucanos, eles vão perder a eleição por causa disso.

 
 
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alberto barbosa

Acho que as pessoas ainda não entenderam o que significa o Serra, no dia 02 de abril renunciar ao vargo de governador e se candidatar a presidente da república. Neste dia, está posto um marco, para poder ser avaliado como governante: o que ele fez por são Paulo nestes 3 anos e 3 meses? É possível avaliar, hein Nassif? Seria interessante o blog postar uma análise do que foi estes 40 meses de governo do Serra. Qual é o legado? Mais um Tucano que passa por São Paulo como governador e completa mais de 12 anos. O que eles mudaram?

 
 
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aldeney soares

realmente que alivio. agora o serra não enfrentou a ditaduta.

leia ai o artigo do professor emir sader:

DUAS TRAJETÓRIAS DISTINTAS

Em que mãos você gostaria que estivesse o Brasil? Qual o verdadeiro diploma que cada um tem e que conta para construir um país justo, soberano e humanista?

Nas horas mais difíceis se revela a personalidade – as forças e as fraquezas – de cada um. Os franceses puderam fazer esse teste quando foram invadidos e tinham que se decidir entre compactuar com o governo capitulacionsista de Vichy ou participar da resistência. Os italianos podiam optar entre participar da resistência clandestina ou aderir ao regime fascista. Os alemães perguntam a seus pais onde estavam no momento do nazismo.

No Brasil também, na hora negra da ditadura militar, formos todos testados na nossa firmeza na decisão de lutar contra a ditadura, entre aderir ao regime surgido do golpe, tentar ficar alheios a todas as brutalidades que sucediam ou somar-se à resistência. Poderíamos olhar para trás, para saber onde estava cada um naquele período.

Dois personagens que aparecem como pré-candidatos à presidência são casos opostos de comportamento e daí podemos julgar seu caráter, exatamente no momento mais difícil, quando não era possível esconder seus comportamentos, sua personalidade, sua coragem para enfrentar dificuldades, seus valores.

José Serra era dirigente estudantil, tinha sido presidente do Grêmio Politécnico, da Escola de Engenharia da USP. Já com aquela ânsia de poder que seguiu caracterizando-o por toda a vida, brigou duramente até conseguir ser presidente da União Estadual dos Estudantes (UEE) de São Paulo e, com os mesmos meios de não se deter diante de nada, chegou a ser presidente da UNE.

Com esse cargo participou do comício da Central do Brasil, em março de 1964, poucas semanas antes do golpe. Nesse evento, foi mais radical do que todos os que discursaram, não apenas de Jango, mas de Miguel Arraes e mesmo de Leonel Brizola.

No dia do golpe, poucos dias depois, da mesma forma que as outras organizações de massa, a UNE, por seu presidente, decretou greve geral. Esperava-se que iria comandar o processo de resistência estudantil, a partir do cargo pelo qual havia lutado tanto e para o qual havia sido eleito.

No entanto, Serra saiu do Brasil no primeiro grupo de pessoas que abandonou o país. Deixou abandonada a UNE, abandonou a luta de resistência dos estudantes contra a ditadura, abandonou o cargo para o qual tinha sido eleito pelos estudantes. Essa a atitude de Serra diante da primeira adversidade.

Por isso sua biografia só menciona que foi presidente da UNE, mas nunca diz que não concluiu o mandato, abandonou a UNE e os estudantes brasileiros. Nunca se pronunciou sobre esse episódio vergonhoso da sua vida.

Os estudantes brasileiros foram em frente, rapidamente se reorganizaram e protagonizaram, a parir de 1965, o primeiro grande ciclo de mobilizações populares de resistência à ditadura, enquanto Serra vivia no exílio, longe da luta dos estudantes. Ficou claro o caráter de Serra, que só voltou ao Brasil quando já havia condições de trabalho legal da oposição, sem maiores riscos.

Outra personalidade que aparece como pré-candidata à presidência também teve que reagir diante das circunstâncias do golpe militar e da ditadura. Dilma Rousseff, estudante mineira, fez outra escolha. Optou por ficar no Brasil e participar ativamente da resistência à ditadura, primeiro das mobilizações estudantis, depois das organizações clandestinas, que buscavam criar as condições para uma luta armada contra a ditadura militar. No episódio da comissão do Senado em que ela foi questionada por ter assumido que tinha dito mentido durante a ditadura – por um senador da direita, aliado dos tucanos de Serra -, Dilma mostrou todo o seu caráter, o mesmo com que tinha atuado na clandestinidade e resistido duramente às torturas. Disse que mentiu diante das torturas que sofreu, disse que o senador não tem idéia como é duro sofrer as torturas e mentir para salvar aos companheiros. Que se orgulha de ter se comportado dessa maneira, que na ditadura não há verdade, só mentira. Que ela o senador da base tucano-demo estavam em lados opostos: ela do lado da resistência democrática, ele do lado da ditadura, do regime de terror, que seqüestrada, desaparecia, fuzilava, torturava.

Dilma lutou na clandestinidade contra a ditadura, nessa luta foi presa, torturada , condenada, ficando detida quatro anos. Saiu para retomar a luta nas novas condições que a resistência à ditadura colocava. Entrou para o PDT de Brizola, mais tarde ingressou no PT, onde participou como secretária do governo do Rio Grande do Sul. Posteriormente foi Ministra de Minas e Energia e Ministra-chefe da Casa Civil.

 
 
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Antônio Miranda

Então não há semelhança alguma. O Serra deu no pé na primeira oportunidade.

 
 

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