Ensaio sobre a velhice

Da Fundação Nogueira Tapety / Portal do Sertão

A Velhice

                                                     Olavo Bilac


Olha estas velhas árvores, mais belas
Do que as árvores moças, mais amigas,
Tanto mais belas quanto mais antigas,
Vencedoras da idade e das procelas...

O homem, a fera e o inseto, à sombra delas
Vivem, livres da fome e de fadigas:
E em seus galhos abrigam-se as cantigas
E os amores das aves tagarelas.

Não choremos, amigo, a mocidade!
Envelheçamos rindo. Envelheçamos
Como as árvores fortes envelhecem,

Na glória de alegria e da bondade,
Agasalhando os pássaros nos ramos,
Dando sombra e consolo aos que padecem! 

 Um Conselho: " Jovens, envelheçam!" (Nelson Rodrigues)



 


Kais Ismail


Kais Ismail



kais Ismail


Kais Ismail



Kais Ismail





Eneas Barros


Eneas Barros


Eneas Barros





Helder Fontenele



Helder Fontenele


Helder Fontenele


Helder Fontenele





Sergio Caddah



Sergio Caddah


Sergio Caddah






Margareth Leite




Wallace Moura


Wallace Moura




Wallace Moura


Wallace Moura




Luciano Klaus



Luciano Klaus


Luciano Klaus


Luciano Klaus


Luciano Klaus




Lúcia Vanda


Lúcia Vanda



Lúcia Vanda



Lúcia Vanda

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18 comentários
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motoboy

jovens envelheçam é muito bão. prá êle, pros filho dêle, prô pai e prá mãe dêle... é um xarope.

 
 
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franciscão

Fica friu Motoboy, com charope ou sem charope você chega lá...

 
 
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motoboy

entre as milhares coisas que adóro ver estão as pessoas de mais idade com seus cabelos brancos rosto enrugado roupas xadrezes antigas sapatos prêtos ou marrons tanto senhóras como senhôres pilotando suas motócas como se déve. éssas senhóras e êsses senhores, dentre êles muitos trabalhando, são do meu mundo. do mundo em que ser vélho é apenas um pequeno detalhe já que a aparência nunca diz a idade.

 
 
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ANTONIO ATEU

A Velhice Pede DesculpasTão velho estou como árvore no inverno, 
vulcão sufocado, pássaro sonolento. 
Tão velho estou, de pálpebras baixas, 
acostumado apenas ao som das músicas, 
à forma das letras. 

Fere-me a luz das lâmpadas, o grito frenético 
dos provisórios dias do mundo: 
Mas há um sol eterno, eterno e brando 
e uma voz que não me canso, muito longe, de ouvir. 

Desculpai-me esta face, que se fez resignada: 
já não é a minha, mas a do tempo, 
com seus muitos episódios. 

Desculpai-me não ser bem eu: 
mas um fantasma de tudo. 
Recebereis em mim muitos mil anos, é certo, 
com suas sombras, porém, suas intermináveis sombras. 

Desculpai-me viver ainda: 
que os destroços, mesmo os da maior glória, 
são na verdade só destroços, destroços. 

Cecília Meireles, in 'Poemas (1958)'

 

Tema(s): Velhice Ler outros poemas de Cecília Meireles 

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joao

eh! 

 
 
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Maria Lucia de Andrade Pinto

Excelente postagem que lembra a sempre importância de sabermos ser velhos a cada fase da vida.

As fotos,as poesias, o filme,a música, tudo de muito agrado ao coração.

 

Maria Lucia

 
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Marcia

No  Brasil ninguém  gosta de velho.

Velho é um  estorvo.

Infelizmente somos filhos da Ditadura.

Nos Paíse de primeiro mundo os velhos são respeitados, aqui eles  são  abandonados: muitas vezes pela própria família. Os brasileiros  só não abandonam os velhos  ricos,  aqueles que deixam herança.

Vamos deixar  de hipocrisia. Os velhos, coitados, não tem opinião, não  são respeitados.

Meu pai tem  91 novenmta e um anos), nós, os  filhos, proporcionamos  o que há de melhor pra ele, mas.....no fundo, ele é  um solitário.Coloquemos nossas barbas  de molho.Estou preparada para  as pedradas.

 
 
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IV AVATAR

Os dilemas da terceira idade, por Eduardo Dusek

 
 
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Fernando Curi

Envelhecer é isso. Beleza pura.

Re: Ensaio sobre a velhice
 

"Tudo me é lícito mas nem tudo me convém" Contra o Preconceito e a Discriminação, o repúdio e a Lei.

 
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Marcia

Dona Canõ é exceção.  A maioria  dos velhos    sofrem de solidão. Tenho  exemplo  dentro da minha casa.

Infelizmente tem gente que  esquece que vai envelhecer.

 
 
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franciscão

Não entendi... como é que um velhinho tem solidão dentro da tua casa?

 
 
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Fernando Curi
Re: Ensaio sobre a velhice
 

"Tudo me é lícito mas nem tudo me convém" Contra o Preconceito e a Discriminação, o repúdio e a Lei.

 
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Fernando Curi
Re: Ensaio sobre a velhice
 

"Tudo me é lícito mas nem tudo me convém" Contra o Preconceito e a Discriminação, o repúdio e a Lei.

 
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antonio francisco

O HOMEM VELHO

Caetano Veloso

O homem velho deixa a vida e morte para trás
Cabeça a prumo, segue rumo e nunca, nunca mais
O grande espelho que é o mundo ousaria refletir os seus sinais
O homem velho é o rei dos animais

A solidão agora é sólida, uma pedra ao sol
As linhas do destino nas mãos a mão apagou
Ele já tem a alma saturada de poesia, soul e rock'n'roll
As coisas migram e ele serve de farol

A carne, a arte arde, a tarde cai
No abismo das esquinas
A brisa leve traz o olor fulgaz
Do sexo das meninas

Luz fria, seus cabelos têm tristeza de néon
Belezas, dores e alegrias passam sem um som
Eu vejo o homem velho rindo numa curva do caminho de Hebron
E ao seu olhar tudo que é cor muda de tom

Os filhos, filmes, ditos, livros como um vendaval
Espalham-no além da ilusão do seu ser pessoal
Mas ele dói e brilha único, indivíduo, maravilha sem igual
Já tem coragem de saber que é imortal.

 
 
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antonio francisco

http://www2.tvcultura.com.br/srbrasil/poemas.asp?cod=26

EU QUERO VOLTAR PRA CASA

GIUSEPE CHIARONI

Eu quero voltar pra casa, meu pai.
Quero voltar.
Depois de tanto girar,
Esqueci ou desconheço 
O meu primeiro endereço
a luz do primeiro lar.

Entrei nesta multidão
Que atravanca este planeta
Sem cartão, sem tabuleta
Sem identificação, 
Agora quero voltar.
Os caminhos são escuros
só enganos
E eu com oitenta anos 
Não aprendi a falar.

É costume ter-se piedade
Duma criança perdida
Tonta e estranha na cidade
Tem gente com dó de mim
é próprio do ser humano
Querem me levar pra casa
Querem sim.
Pros meu pais, ou para os meus manos
Mas eu com oitenta anos
Não sei dizer de onde vim

Estou sozinho
Como quando aqui cheguei.
A gente nasce chorando
Acho até que nem mudei.
Chega-se feio enrugado 
Sem cabelo na cabeça
pequenino desdentado
pois hoje esses mesmos dados
me servem, como serviram.
Os meus cabelos caíram
Os meus dentes se acabaram
E as rugas ?
Se elas sumiram
o certo é que elas voltaram.
E quanto a chegar chorando,
Eu posso dizer também
Que choro de quando em quando,
E choro com o ninguém.

Ah..mamãe, grita..Zezinho???
Grita..Guaglioni meu pai,
A mãe chama o filho vai
O pai chamou ? É o caminho.

Mas, eu apuro os ouvidos
E um triste silêncio cai.
To perdido...perdido..
Não tenho nem mãe nem pai.
Vivo ? Acho que estou vivo.
Mas sem um objetivo
De quem vem ou de quem vai.
Nada me dá um motivo

Nada me prende ou me atrai.
Nada me empurra ou me abrasa
Pra poder continuar
Eu quero voltar pra casa..
Tenho pouco amor..a fé muito rasa..
Papai e mamãe sem me chamar
Eu quero voltar pra casa
Mas esqueci o lugar.

 
 
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antonio francisco

Fernando Pessoa

http://www.insite.com.br/art/pessoa/ficcoes/acaeiro/221.php

O GUARDADOR DE REBANHOS (XVI)

 

      Quem me dera que a minha vida fosse um carro de bois

 

      Que vem a chiar, manhãzinha cedo, pela estrada,

 

      E que para de onde veio volta depois

 

      Quase à noitinha pela mesma estrada.

Eu não tinha que ter esperanças - tinha só que ter rodas...
A minha velhice não tinha rugas nem cabelo branco...
Quando eu já não servia, tiravam-me as rodas
E eu ficava virado e partido no fundo de um barranco.

 

    Alberto Caeiro
 
 
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antonio francisco

ADÉLIA PRADO

Velhice

é um modo de sentir frio que me assalta

e uma certa acidez.
O modo de um cachorro enrodilhar-se
quando a casa se apaga e as pessoas se deitam.
Divido o dia em três partes:
a primeira pra olhar retratos,
a segunda pra olhar espelhos,
a última e maior delas, pra chorar.
Eu, que fui loura e lírica,
não estou pictural.
Peço a Deus,
em socorro da minha fraqueza,
abrevie esses dias e me conceda um rosto
de velha mãe cansada, de avó boa,
não me importo. Aspiro mesmo
com impaciência e dor.
Porque sempre há quem diga
no meio da minha alegria:
"põe o agasalho"
"tens coragem?"
"por que não vais de óculos?"
Mesmo rosa sequíssima e seu perfume de pó,
quero o que desse modo é doce,
o que de mim diga: assim é.
Pra eu parar de temer e posar pra um retrato,
ganhar uma poesia em pergaminho.

 
 
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Sanzio

Na minha opinião, a melhor canção sobre a velhice. Composição do grande Pablo Milanés, que a canta juntamente com a gigante Mercedes Sosa.


Años


Pablo Milanés

El tiempo pasa
Nos vamos poniendo viejos
Yo el amor
No lo reflejo como ayer
En cada conversación
Cada beso cada abrazo
Se impone siempre un pedazo
De razón

Vamos viviendo
Viendo las horas
Que van pasando
Las viejas discusiones
Se van perdiendo
Entre las razones
Porque años atrás
Tomar tú mano
Robarte un beso
Sin forzar el momento
Hacía parte de una verdad

Porque el tiempo pasa
Nos vamos poniendo viejos
Yo el amor
No lo reflejo como ayer
En cada conversación
Cada beso cada abrazo
Se impone siempre un pedazo
De razón

A todo dices que sí
A nada digo que no
Para poder construir
Esta tremenda armonía
Que pone viejo los corazones

Porque el tiempo pasa
Nos vamos poniendo viejos
Yo el amor
No lo reflejo como ayer
En cada conversación
Cada beso cada abrazo
Se impone siempre un pedazo
De temor

 
 

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