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Ensaio sobre a velhiceEnviado por luisnassif, sab, 14/01/2012 - 14:20Da Fundação Nogueira Tapety / Portal do Sertão A Velhice Olavo Bilac
Um Conselho: " Jovens, envelheçam!" (Nelson Rodrigues)
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Comentários + votados
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ANTONIO ATEU
14/01/2012 - 14:50
A Velhice Pede DesculpasTão velho estou como árvore no inverno, vulcão sufocado, pássaro sonolento. Tão velho estou, de pálpebras baixas, acostumado apenas ao som das músicas, à...
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Maria Lucia de Andrade Pinto
14/01/2012 - 15:23
Excelente postagem que lembra a sempre importância de sabermos ser velhos a cada fase da vida.
As fotos,as poesias, o filme,a música, tudo de muito agrado ao coração.
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Marcia
14/01/2012 - 17:11
Dona Canõ é exceção. A maioria dos velhos sofrem de solidão. Tenho exemplo dentro da minha casa.
Infelizmente tem gente que esquece que vai envelhecer.
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motoboy
14/01/2012 - 14:35
jovens envelheçam é muito bão. prá êle, pros filho dêle, prô pai e prá mãe dêle... é um xarope.
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Marcia
14/01/2012 - 15:46
No Brasil ninguém gosta de velho.
Velho é um estorvo.
Infelizmente somos filhos da Ditadura.
Nos Paíse de primeiro mundo os velhos são respeitados, aqui eles são ...
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jovens envelheçam é muito bão. prá êle, pros filho dêle, prô pai e prá mãe dêle... é um xarope.
Fica friu Motoboy, com charope ou sem charope você chega lá...
entre as milhares coisas que adóro ver estão as pessoas de mais idade com seus cabelos brancos rosto enrugado roupas xadrezes antigas sapatos prêtos ou marrons tanto senhóras como senhôres pilotando suas motócas como se déve. éssas senhóras e êsses senhores, dentre êles muitos trabalhando, são do meu mundo. do mundo em que ser vélho é apenas um pequeno detalhe já que a aparência nunca diz a idade.
A Velhice Pede DesculpasTão velho estou como árvore no inverno,
vulcão sufocado, pássaro sonolento.
Tão velho estou, de pálpebras baixas,
acostumado apenas ao som das músicas,
à forma das letras.
Fere-me a luz das lâmpadas, o grito frenético
dos provisórios dias do mundo:
Mas há um sol eterno, eterno e brando
e uma voz que não me canso, muito longe, de ouvir.
Desculpai-me esta face, que se fez resignada:
já não é a minha, mas a do tempo,
com seus muitos episódios.
Desculpai-me não ser bem eu:
mas um fantasma de tudo.
Recebereis em mim muitos mil anos, é certo,
com suas sombras, porém, suas intermináveis sombras.
Desculpai-me viver ainda:
que os destroços, mesmo os da maior glória,
são na verdade só destroços, destroços.
Cecília Meireles, in 'Poemas (1958)'
Tema(s): Velhice Ler outros poemas de Cecília Meireles
// Consultar versos e eventuais rimas
eh!
Excelente postagem que lembra a sempre importância de sabermos ser velhos a cada fase da vida.
As fotos,as poesias, o filme,a música, tudo de muito agrado ao coração.
Maria Lucia
No Brasil ninguém gosta de velho.
Velho é um estorvo.
Infelizmente somos filhos da Ditadura.
Nos Paíse de primeiro mundo os velhos são respeitados, aqui eles são abandonados: muitas vezes pela própria família. Os brasileiros só não abandonam os velhos ricos, aqueles que deixam herança.
Vamos deixar de hipocrisia. Os velhos, coitados, não tem opinião, não são respeitados.
Meu pai tem 91 novenmta e um anos), nós, os filhos, proporcionamos o que há de melhor pra ele, mas.....no fundo, ele é um solitário.Coloquemos nossas barbas de molho.Estou preparada para as pedradas.
Os dilemas da terceira idade, por Eduardo Dusek
OOO http://www.advivo.com.br/user/13544 Juriti do Cerrado http://www.advivo.com.br/user/7757 Tatu Bola http://www.advivo.com.br/user/3084 D http://www.advivo.com.br/user/7514 Spin http://www.josecarloslima.blogspot.com
Envelhecer é isso. Beleza pura.
"Tudo me é lícito mas nem tudo me convém" Contra o Preconceito e a Discriminação, o repúdio e a Lei.
Dona Canõ é exceção. A maioria dos velhos sofrem de solidão. Tenho exemplo dentro da minha casa.
Infelizmente tem gente que esquece que vai envelhecer.
Não entendi... como é que um velhinho tem solidão dentro da tua casa?
"Tudo me é lícito mas nem tudo me convém" Contra o Preconceito e a Discriminação, o repúdio e a Lei.
"Tudo me é lícito mas nem tudo me convém" Contra o Preconceito e a Discriminação, o repúdio e a Lei.
O HOMEM VELHO
Caetano Veloso
O homem velho deixa a vida e morte para trás
Cabeça a prumo, segue rumo e nunca, nunca mais
O grande espelho que é o mundo ousaria refletir os seus sinais
O homem velho é o rei dos animais
A solidão agora é sólida, uma pedra ao sol
As linhas do destino nas mãos a mão apagou
Ele já tem a alma saturada de poesia, soul e rock'n'roll
As coisas migram e ele serve de farol
A carne, a arte arde, a tarde cai
No abismo das esquinas
A brisa leve traz o olor fulgaz
Do sexo das meninas
Luz fria, seus cabelos têm tristeza de néon
Belezas, dores e alegrias passam sem um som
Eu vejo o homem velho rindo numa curva do caminho de Hebron
E ao seu olhar tudo que é cor muda de tom
Os filhos, filmes, ditos, livros como um vendaval
Espalham-no além da ilusão do seu ser pessoal
Mas ele dói e brilha único, indivíduo, maravilha sem igual
Já tem coragem de saber que é imortal.
http://www2.tvcultura.com.br/srbrasil/poemas.asp?cod=26
EU QUERO VOLTAR PRA CASA
GIUSEPE CHIARONI
Eu quero voltar pra casa, meu pai.
Quero voltar.
Depois de tanto girar,
Esqueci ou desconheço
O meu primeiro endereço
a luz do primeiro lar.
Entrei nesta multidão
Que atravanca este planeta
Sem cartão, sem tabuleta
Sem identificação,
Agora quero voltar.
Os caminhos são escuros
só enganos
E eu com oitenta anos
Não aprendi a falar.
É costume ter-se piedade
Duma criança perdida
Tonta e estranha na cidade
Tem gente com dó de mim
é próprio do ser humano
Querem me levar pra casa
Querem sim.
Pros meu pais, ou para os meus manos
Mas eu com oitenta anos
Não sei dizer de onde vim
Estou sozinho
Como quando aqui cheguei.
A gente nasce chorando
Acho até que nem mudei.
Chega-se feio enrugado
Sem cabelo na cabeça
pequenino desdentado
pois hoje esses mesmos dados
me servem, como serviram.
Os meus cabelos caíram
Os meus dentes se acabaram
E as rugas ?
Se elas sumiram
o certo é que elas voltaram.
E quanto a chegar chorando,
Eu posso dizer também
Que choro de quando em quando,
E choro com o ninguém.
Ah..mamãe, grita..Zezinho???
Grita..Guaglioni meu pai,
A mãe chama o filho vai
O pai chamou ? É o caminho.
Mas, eu apuro os ouvidos
E um triste silêncio cai.
To perdido...perdido..
Não tenho nem mãe nem pai.
Vivo ? Acho que estou vivo.
Mas sem um objetivo
De quem vem ou de quem vai.
Nada me dá um motivo
Nada me prende ou me atrai.
Nada me empurra ou me abrasa
Pra poder continuar
Eu quero voltar pra casa..
Tenho pouco amor..a fé muito rasa..
Papai e mamãe sem me chamar
Eu quero voltar pra casa
Mas esqueci o lugar.
Fernando Pessoa
http://www.insite.com.br/art/pessoa/ficcoes/acaeiro/221.php
O GUARDADOR DE REBANHOS (XVI)
Quem me dera que a minha vida fosse um carro de bois
Que vem a chiar, manhãzinha cedo, pela estrada,
E que para de onde veio volta depois
Quase à noitinha pela mesma estrada.
Eu não tinha que ter esperanças - tinha só que ter rodas...
A minha velhice não tinha rugas nem cabelo branco...
Quando eu já não servia, tiravam-me as rodas
E eu ficava virado e partido no fundo de um barranco.
Alberto Caeiro
ADÉLIA PRADO
Velhice
é um modo de sentir frio que me assalta
e uma certa acidez.
O modo de um cachorro enrodilhar-se
quando a casa se apaga e as pessoas se deitam.
Divido o dia em três partes:
a primeira pra olhar retratos,
a segunda pra olhar espelhos,
a última e maior delas, pra chorar.
Eu, que fui loura e lírica,
não estou pictural.
Peço a Deus,
em socorro da minha fraqueza,
abrevie esses dias e me conceda um rosto
de velha mãe cansada, de avó boa,
não me importo. Aspiro mesmo
com impaciência e dor.
Porque sempre há quem diga
no meio da minha alegria:
"põe o agasalho"
"tens coragem?"
"por que não vais de óculos?"
Mesmo rosa sequíssima e seu perfume de pó,
quero o que desse modo é doce,
o que de mim diga: assim é.
Pra eu parar de temer e posar pra um retrato,
ganhar uma poesia em pergaminho.
Na minha opinião, a melhor canção sobre a velhice. Composição do grande Pablo Milanés, que a canta juntamente com a gigante Mercedes Sosa.
Años
Pablo Milanés
El tiempo pasa
Nos vamos poniendo viejos
Yo el amor
No lo reflejo como ayer
En cada conversación
Cada beso cada abrazo
Se impone siempre un pedazo
De razón
Vamos viviendo
Viendo las horas
Que van pasando
Las viejas discusiones
Se van perdiendo
Entre las razones
Porque años atrás
Tomar tú mano
Robarte un beso
Sin forzar el momento
Hacía parte de una verdad
Porque el tiempo pasa
Nos vamos poniendo viejos
Yo el amor
No lo reflejo como ayer
En cada conversación
Cada beso cada abrazo
Se impone siempre un pedazo
De razón
A todo dices que sí
A nada digo que no
Para poder construir
Esta tremenda armonía
Que pone viejo los corazones
Porque el tiempo pasa
Nos vamos poniendo viejos
Yo el amor
No lo reflejo como ayer
En cada conversación
Cada beso cada abrazo
Se impone siempre un pedazo
De temor
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