Egito: números de guerra civil em briga de torcidas

Por baarbaaraa

Do Globo Esporte

Distúrbios em jogo de futebol deixam dezenas de mortos no Egito

Segundo rede de TV estatal, mais de mil pessoas ficaram feridas após invasão de torcedores ao término da partida entre Al Masry e Al Ahly

Ao menos 74 mortes e mais de mil feridos - 150 deles em estado crítico. Esse é o saldo dos distúrbios ocorridos nesta quarta-feira na cidade de Port Said, no nordeste do Egito, após o jogo entre Al-Masry e Al Ahly, pelo Campeonato Egípcio. As informações são do Ministério da Saúde do Egito, conforme publicou o "Ahram Online", site de um dos mais importantes jornais do país.

De acordo com Hisham Shiha, porta-voz do Ministério, a maioria dos feridos apresentava cortes profundos ou traumas. O tumulto começou após o fim do jogo, quando o campo foi invadido pelos torcedores dos dois times.

Empolgados com a vitória de virada sobre o atual campeão nacional por 3 a 1, torcedores do Al Masry, que já haviam paralisado a partida no meio do segundo tempo por conta de fogos de artifício lançados após a comemoração de um dos gols, invadiram o gramado e agrediram jogadores e comissão técnica do Al Ahly, que ainda não havia sido derrotado na temporada.

- Todos jogadores foram brutalmente agredidos – disse o lateral-direito Ahmed Fathi em entrevista por telefone ao portal “Ahram Online”, lembrando que a partida, marcada para 14h45 (horário de Brasília), começou com 15 minutos de atraso pelo fato de muitas pessoas, entre elas torcedores, estarem dentro do campo.

Com os jogadores refugiados, os torcedores do Al Masry, alguns deles armados com facas, partiram em direção aos fãs do Al Ahly, que eram visitantes, e a confusão piorou.

‘Um torcedor morreu na minha frente’

Os jogadores, que se refugiaram da confusão no vestiário em um primeiro momento - depois foram para um quartel do exército -, não esconderam o desespero na hora da tragédia.

- Pessoas morreram e estamos vendo corpos agora. Um torcedor morreu no vestiário na minha frente – disse o meia Mohamed Abou-Treika, aos gritos, durante entrevista à emissora oficial do Al Ahly.

O meia-atacante Mohamed Barakat reclamou da passividade dos policiais diante do caos.

- Não tinha ninguém para nos proteger. Mas acho que é a nossa culpa porque fomos a campo jogar a partida. As autoridades tinham medo de cancelar o campeonato porque eles só pensam em dinheiro. Eles não ligam para as vidas das pessoas – afirmou Mohamed Barakat, dando a entender que a liga local já sabia que o jogo era de risco.

Campeonato suspenso

O Al Ahly conta no elenco com o atacante brasileiro Fabio Junior, ex-Vasco e Flamengo. O jogador foi o autor do gol de honra da equipe, cujo treinador é o português Manuel José, na derrota para o rival.

De acordo com a agência de notícias "EFE", helicópteros do exército egípcio transportaram os feridos para hospitais da região e também ajudaram a retirar os jogadores do Al Ahly do estádio.

A Federação de Futebol do Egito anunciou que o campeonato nacional do país está suspenso por prazo indeterminado. O jogo entre Zamalek e Ismaily SC, que estava acontecendo na capital Cairo no mesmo momento do confronto entre Al Masry e Al Ahly, foi suspenso no intervalo por conta da tragédia em Port Said e, também, devido a um incêndio em um setor das arquibancadas que teria sido causado por foguetes lançados de forma errada por torcedores.

O Ministério da Justiça já acionou procuradores locais para investigarem os motivos da invasão e apontar os responsáveis. Por sua vez, o presidente do Parlamento egípcio, Saad al Katani, convocou uma reunião de urgência para debater os incidentes em Port Said.

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Uiran Gebara da Silva

O que a Globo não está dizendo:

http://passapalavra.info/?p=52090

Torcidas e política no Egito: um massacre

1 de Fevereiro de 2012   
Categoria: Destaques

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Muitos companheiros estão dizendo que isto é uma punição coletiva, organizada pela polícia, para se vingar dos torcedores do Ahly, que estiveram nas linhas de frente dos confrontos com a políciaPor Aldo Cordeiro Sauda


phpupuves-300xHoje, 1º de fevereiro, morreram 73 companheiros da torcida do Ultras Ahly, a maior torcida organizada do Egito. Foram assassinados pelos torcedores do Massry, um time de Port Said. Antes do jogo começar foram espalhados boatos em Port Said de que os torcedores do Ahly estavam armados e iriam atacar e destruir a cidade. De acordo com alguns jornalistas, estes boatos fizeram com que os torcedores do Massry, com medo de serem massacrados pelos torcedores do Ahly, se armassem para enfrentar seus inimigos. O Massry é um time relativamente pequeno quando comparado com o Ahly (o maior) e o Zamalak (o segundo maior).

Já fui a jogos com a torcida organizada do Ahly. Eles são extremamente pacíficos em relação às outras torcidas e muito politizados. Esta torcida está presente desde o início das mobilizaçõe na Praça Tahir e, ao lado da torcida Ultras Zamalak, promoveram uma fusão entre as torcidas organizadas e agora se apresentam como ”Ultras Freedom”, ou seja “Ultras Liberdade”. No início do jogo de hoje começaram a ofender do Marechal Tantawi, chefe da Junta Militar egípcia que preside o país.

O ataque aos torcedores do Ahly provocou uma reação da torcida do Zamalak. Alguns relatos contam que, em solidariedade aos que caíram, eles atearam fogo no Estádio do Cairo. Outros relatos informam que a torcida do Zamalak, principal rival do Ahly, falou que irá marchar até à cidade de Port Said para defender seus companheiros do Ultras Ahly que estão sendo massacrados pela polícia e pelos torcedores do Massry. É mais ou menos o equivalente à Mancha Verde [Torcida do Palmeiras] atear fogo no Pacaembu [estádio municipal de São Paulo] em solidariedade a um massacre da Gaviões da Fiel [torcida do Cortinthians] em um jogo contra o Sport Recife.

php7l29xx-300xMuitos companheiros estão dizendo que isto é uma punição coletiva, organizada pela polícia, para se vingar dos torcedores do Ahly, que estiveram nas linhas de frente dos confrontos com a polícia. O fato é que em todas a imagens podemos ver a polícia apenas assistindo ao massacre, o que é confirmado pelo relato de todas as testemunhas.

É provável que este episódio desencadeie um processo de vingança, porque, pela tradição familiar egípcia, é uma questão de honra vingar seus primos mortos. O massacre gera então um processo de destabilização das Ultras, importante grupo na Revolução Egípcia.

 

 

 

 

 

'Os torcedores do Ultras Ahly saudam os mártires de Suez, a mãe da revolução

Os torcedores do Ultras Ahly saudam os mártires de Suez, a mãe da revolução

Neste momento ocorre um ato em solidariedade aos mortos. Concentraram-se em frente à sede do clube, inicialmente com 300 pessoas, e foram caminhando até à estação de trem. Os relatos indicam que o ato não para de crescer e não sabemos ao certo quantas pessoas estão lá neste momento. Agora o ato se dirige a uma delegacia de Polícia. Entre os manifestantes existe a certeza de que o massacre foi obra de agentes provocadores.

Apesar de alguns gritos contra Massry, a grande maioria dos cantos exige a execução dos generais que comandam a junta militar.

 

 
 
imagem de Luiz Gonzaga da Silva
Luiz Gonzaga da Silva

O termo guerra civil está bem apropriado no título do post.

http://noticias.r7.com/internacional/noticias/tensao-politica-aumenta-no-egito-apos-violencia-em-jogo-de-futebol-20120202.html

publicado em 02/02/2012 às 05h25:

 

Tensão política aumenta no Egito
após violência em jogo de futebol

Militares e opositores se acusam depois do pior surto violento da história do futebol local

Do R7, com agências internacionais <A HREF="http://mfp1.adnetwork.com.br/mfp/adnetwork/maestro/rm/$d=426$u=2157677707966515014$t=1$s=63$b=83377$cr=31925$f=18680$c=0$n=31715232$ct=http://ad.doubleclick.net/jump/N6487.281614.R7/B6272300;sz=300x250;ord=31715232?"><IMG SRC="http://ad.doubleclick.net/ad/N6487.281614.R7/B6272300;sz=300x250;ord=31715232?" BORDER=0 WIDTH=300 HEIGHT=250 ALT="Advertisement"></A><a target="_blank" href="http://ad.doubleclick.net/click%3Bh%3Dv8/3c0f/7/87/%2a/f%3B252442903%3B0-0%3B0%3B76513813%3B4307-300/250%3B45857311/45874609/1%3B%3B%7Esscs%3D%3fhttp://mfp1.adnetwork.com.br/mfp/adnetwork/maestro/rm/$d=426$u=2157677707966515014$t=1$s=63$b=83377$cr=31925$f=18680$c=0$n=31715232$ct=http://www.netcombo.com.br/static/html/assine10mega/?utm_source=R7_ROS&utm_medium=Island&utm_campaign=R7_ROS_Island_NET_Fev&utm_content=10MegaRodaGigante"><img src="http://s0.2mdn.net/3206503/1-arroba_300x250_40k_03.gif" width="300" height="250" border="0" alt="Advertisement" galleryimg=

Mais do que uma simples rivalidade entre dois clubes rivais, uma briga pelo controle do país. É assim que o surto de violência em uma partida de futebol no Egito e que chocou o mundo está sendo visto pelas mais diversas alas do regime político egípcio. As tensões que resultaram em 74 mortos, pelo menos mil feridos – cerca de 150 em estado grave –, nesta quarta-feira (1º) também exacerbaram os ânimos nos palanques.

Manifestantes que há pouco mais de um ano foram às ruas do país para pedir a saída do então presidente Hosni Mubarak acusam o governo militar e a polícia de não terem feito nada para impedir o banho de sangue ao final em Port Said, a 207 km do Cairo, no jogo entre o time local, Al-Masry, e os visitantes do Al-Ahly, em jogo válido pelo Campeonato Egípcio. Um protesto em frente à sede do Ministério do Interior está marcado para esta quinta-feira (2).

A sede do Al-Ahly, no Cairo, reuniu centenas de torcedores e manifestantes que entoaram gritos como “Nós morreremos como eles ou garantiremos os direitos deles”, exigindo mais uma vez a saída dos militares do governo. Os mais exaltados iam além e diziam que tudo foi tramado pelo Exército, chefiado pelo comandante Mohamed Hussein Tantawi.

O tom mais agressivo contra o governo também foi adotado pela Irmandade Muçulmana, principal força política do Egito. O partido acusou partidário do ex-presidente Hosni Mubarak por “conspirarem e instigarem a violência”. Durante todo o período em que esteve no poder, Mubarak foi um grande incentivador do futebol no país, vislumbrando aumentar sua popularidade.

O governo negou todas as acusações por meio de um canal de televisão local. O próprio Mohamed Hussein Tantawi destacou que “esses tipo de eventos podem ocorrer em qualquer parte do mundo”, e que o momento é de ajudar as famílias de todas as vítimas e na recuperação dos feridos. Ele ainda confirmou que 47 pessoas foram presas por suposto envolvimento no surto de violência durante a partida, e que este número pode aumentar.

- Não iremos deixar quem estiver envolvido (nessa violência) sair impune. Vamos superar o que passou. O Egito terá estabilidade. Nós temos uma rota que nos leva à transferência do poder para civis eleitos. Se alguém está tramando pela instabilidade no Egito não será bem-sucedido. Todos terão o que merecem.

O Parlamento também foi convocado para uma reunião de emergência nesta quinta-feira (2), na qual outras medidas contra o incidente de violência deverão ser tomadas. Um comitê foi formado pelo governo e já iniciou as investigações para descobrir as causas de todo o violento tumulto.

Nas ruas, os militares determinaram que tanques e blindados deverão realizar patrulhas próximo aos hospitais e necrotérios, a fim de garantir a segurança e impedir que a violência volte a aparecer não só em Port Said, mas também no Cairo e em outras regiões do país.

Quanto ao Campeonato Egípcio, ele está suspenso por tempo indeterminado.

Times têm histórico de violência

O resultado de 3 a 1 a favor do Al-Masry contra o Al-Ahly é incomum na história dos jogos entre os dois times. O mesmo não vale para os registros de violência nas últimas décadas entre os torcedores das duas equipes. Os clubes possuem um histórico de violência e rivalidade, que muitas vezes já acabou em pancadaria.

Segundo um jornalista da rede árabe Al Jazeera que cobria a partida, os torcedores do Al-Ahly passaram todo o tempo provocando e ofendendo a torcida adversária. O mesmo jornalista afirma ainda que o cenário estava montado mas que, ainda assim, a polícia presente ao jogo parecia ignorar o que estava prestes a acontecer.

Após o apito final, os torcedores dos dois times, com maioria do Al-Masry, invadiram o gramado e começaram um violento confronto. Pedras, garrafas e fogos de artifício viraram armas nas mãos dos vândalos. Segundo as autoridades, a maioria dos ferimentos registrados entre mortos e feridos foram os cortes profundos e traumatismos.

Os jogadores correram para os vestiários, mas informações preliminares já apontavam para que pelo menos dois deles tivessem tido ferimentos leves. Entre os 22 atletas em campo estava o atacante brasileiro Fábio Júnior, que conta com passagens pelo Flamengo, Vasco e Internacional. Foi dele o gol do Al-Ahly na partida.

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, se disse “muito chocado e triste” por todo o acontecido em Port Said.

- Este é um dia negro para o futebol. Uma catástrofe como essa é imaginável e não deveria acontecer.

Veja o vídeo da invasão:

Veja a invasão de uma partida de futebol no Egito por thevideos no Videolog.tv.

 

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imagem de Ivan Moraes
Ivan Moraes

Ta com cara de organizadissimo...

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 

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