Educação: desconstruindo Serra

Acusa-se a mídia de ter escondido o verdadeiro Fernando Collor, à época da sua eleição. A blindagem em torno de Serra foi muitissimo mais ampla. Esconderam-se suas atuações políticas de bastidores, sua indecisão crônica, sua absoluta falta de aptidão gerencial.

Folha de S.Paulo - Entrevista da 2ª - Herman Voorwald: Estado não se preocupou em ter docente motivado - 10/01/2011

ENTREVISTA DA 2ª HERMAN VOORWALD

Estado não se preocupou em ter docente motivado

NOVO SECRETÁRIO DA EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO AFIRMA QUE PROFESSORES ESTÃO SEM MOTIVAÇÃO DEVIDO A BAIXOS SALÁRIOS, CARREIRA PROFISSIONAL RUIM E FALTA DE DIÁLOGO

DENISE CHIARATO
EDITORA DE COTIDIANO

FÁBIO TAKAHASHI
DE SÃO PAULO

Dois dias após assumir a Secretaria da Educação de SP, o ex-reitor da Unesp Herman Voorwald, 55, já tem uma avaliação da rede: os professores estão desmotivados e com salários baixos.

Indicado pelo governador Alckmin, cujo partido, o PSDB, está há 20 anos no comando de SP, Voorwald afirma que o Estado não se preocupou em aumentar o comprometimento dos servidores. Mas ele, que não é filiado a partido político, diz não saber o porquê dessa situação.

A prioridade agora, afirma, é "resgatar a dignidade" dos professores, por meio de diálogo, aumento salarial e uma nova carreira -os recursos para isso, porém, ainda não estão garantidos.

Em sua primeira entrevista exclusiva, concedida à Folha na sexta-feira, o novo titular da gestão Alckmin (PSDB) sinalizou que deverá alterar o exame implementado pelo governo Serra (PSDB) que concede reajuste salarial aos professores mais bem-classificados em uma prova.

O problema, diz, é que no máximo 20% dos docentes podem receber o reajuste -ainda que parcela maior tenha atingido a nota mínima fixada. Essa e outras constatações surgiram após reuniões do secretário com os seis sindicatos da categoria.
Engenheiro com carreira na Unesp, Voorwald (lê-se Vuervald) afirma que ainda não conhece as escolas estaduais. Abaixo, a entrevista em que analisa a situação da maior rede de ensino do país.

FOLHA - Qual sua avaliação inicial da rede?
Herman Voorwald - A informação que tive das entidades é que há muito pouco contato [da administração] com a rede. Se o objetivo é dar o melhor aprendizado ao aluno, a pessoa que dá o aprendizado precisa se manifestar sobre as atividades que fará na aula.

Alguma preocupação se destacou nas conversas?
Já tinha isso comigo: a qualidade de ensino está relacionada ao comprometimento das pessoas.
Nas universidades estaduais paulista ocorreu isso. Em 1989, quando conseguiram autonomia, sempre priorizaram recursos humanos, para assegurar um quadro de servidores que garantisse qualidade institucional.

Não sinto o mesmo na educação fundamental e média. Honestamente, em uma semana que estou aqui, não sinto que a preocupação seja ter um quadro comprometido. Pretendo resgatar a dignidade dos professores, o que passa por salário e carreiras dignos. Se conseguir dar um passo nesse sentido, acho que trarei algo novo.

Outro fator importante é o diálogo. As pessoas reclamam que a rede não consegue se manifestar.

Eles colocaram isso de uma forma muito clara na progressão continuada. A fala foi que o sistema foi gestado na administração e imposto, de cima para baixo.

As entidades são unânimes na defesa da progressão, mas não no modelo de hoje. A solução é avaliar se o conteúdo foi absorvido. Em não sendo, precisamos encontrar maneira de recuperar o conteúdo -foi o que faltou.

Como o sr. analisa a situação dos professores temporários?
Temos cerca de 30 mil temporários [sem estabilidade]. A proposta é que até 2013 cheguemos a 10 mil. Tenho claro que deve haver uma carreira. Num processo que você não tem correção linear do salário ao longo dos anos, aqueles que não tiverem compensação [por meio de exame] ficam desestimulados.

Como o sr. avalia a rede, em termos de infraestrutura, de organização pedagógica?
Ainda não conheço as escolas. Vamos fazer um diagnóstico, objetivando que a infraestrutura seja a ideal.

De qualquer forma, tive um sentimento da rede de absoluto desconforto de como a administração entende o processo de educação. O sentimento é muito ruim. Senti uma desmotivação, uma leitura de desconsideração do papel do professor.

Há o sentimento que o Estado não tem preocupação em formar bem os jovens. Esse sentimento não é bom.

A fala foi geral, e a sinalização foi o quanto se paga para um professor que ingressa [R$ 1.835, para jornada de 40 horas semanais]. Como você quer ter alguém comprometido, formado em boa universidade?

Qual é o salário adequado?
É difícil dizer. A fala aqui foi que deveria ser aumentado, o que eu concordo.

Então está definido que haverá aumento?
Não conversei com o governador sobre isso. Mas ele já colocou que educação é sua prioridade.

O PSDB está há quase 20 anos no poder. O que levou a esse quadro de desestímulo que o senhor aponta?
Não sei dizer se foram apenas implicações econômicas ou de prioridade. Sei que minha prioridade é que recursos humanos serão o diferencial. Os programas da secretaria são bons, a gestão é boa, o material é bom.

Podemos fazer reformas de prédios, se necessário. Tudo isso é administrável. O que não se consegue administrar matematicamente é o sentimento daquele que ministra dentro da sala de aula.

O sr. já estabeleceu metas de melhoria no ensino?
Não pensei quantitativamente. Apesar de ser engenheiro, não tenho olhar só para tabelas. Sei que número você trabalha como quiser.

Mas tenho a leitura que um trabalho muito forte precisa ser feito no ensino médio, que está enfrentando os piores indicadores. Sem isso, você não terá ensino superior de qualidade, e o menino não vai ingressar no mercado.

A proposta, que já vinha sendo discutida, é integrar o ensino médio com o profissional. Permitir, por meio de convênios, que o menino complete sua formação com disciplinas técnicas, para habilitá-lo para o mercado de trabalho. Ele já sairia com uma habilitação, como técnico em mecânica ou eletrônica. Claro que o aluno não será obrigado a fazer isso.

Em outra vertente, ele pode ter disciplinas gerais para o mercado de trabalho dentro do currículo do ensino médio. E as universidades podem oferecer cursinho para os que decidirem não ir para habilitações técnicas.

O sr. manterá a política de pagamento aos professores com base no desempenho?
O mérito tem de estar presente numa discussão de carreira. O que eu entendo é que, se é para avaliar o mérito, a regra precisa estar clara e as pessoas que atingiram o mérito devem ter o resultado.

As falas foram que isso não ocorreu. Uma quantidade atingiu a nota mínima, mas só uma porcentagem obteve o resultado financeiro. E aqueles que também atingiram e não ganharam?

O deputado Gabriel Chalita (PSB) teve influência na escolha do seu nome?
Conheço o deputado Chalita não com profundidade. Tenho respeito por ele, mas não há nenhuma ligação que possa levar à conclusão que houve ligação da parte dele. Não tenho essa informação.

O sr. conhece alguém que tenha filho em escola estadual?
Meus filhos são mais velhos. Minha família mora na Holanda. Meus parentes aqui são os da minha esposa, nenhum em idade escolar.

Fiz o antigo primário, colegial, em escola pública. Claro, era uma outra época.

Não teria dificuldade em colocar meu filho em uma escola pública. O que temos de buscar é a qualidade. O Estado teve uma política de expansão violenta. Agora precisa de uma política de qualidade, outra etapa da história.

Clique aqui para ir à notícia

Para acompanhar pelo Twitter: http://twitter.com/luisnassif

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29 comentários
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Vanda

Secretário antenadissímo, leitor assíduo do Blog do Nassif.......aqui todos sabiam da situação dos Professores de sampa...rsrsrs.

 
 
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Hans Bintje

Menos, Vanda, menos...

Não conheço o novo secretário, mas certamente ele não é "leitor assíduo do Blog do Nassif". Se fosse, eu teria alguém aqui para trocar notas e impressões sobre a Holanda.

 
 
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Alan Souza

Serra agora é um malcheiroso bode no meio da refinada e aristocrática sala de estar dos Tucanos...

Sua campanha ultradireitista, seu discurso ultraconservador, de cunhom profundamente moralista e religioso, talvez sejam hoje mais incômodos ao PSDB do que a baixa popularidade de FHC e as três vezes em que ele quebrou o Brasil!

 

Demóstenes Torres na cadeia: uma campanha pelo bem do Brasil!

 
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george vidipo

Curiosamente este foi o discurso da Dilma na eleição melhor salario para os professores. Esta seria sua busca. O psdb parece que tenta tomar a dianteira, lembrando que o Mec dizia que não esparerai mais os estados e municipios na questão salarial.

Caberia que os comentarista levantar este discurso e posições, para que tomassemos ciência.

 
 
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Jorge Stolfi

Observem que, no esquema brilhante do Paulo Renato, no máximo 20% dos professores ganharia no máximo 10% de aumento. Para quem ainda não tomou sua dose mínima de cafeína hoje, isso significa um aumento de no máximo 2% com a folha dos professores. 

O arrocho salarial dos funcionários públicos e o sucateamento da educação pública não é um "mérito" só do Serra. Quando foi governador, Geraldo Alkmin foi igual ou pior.  Teve ano em que ele concedeu 0% (zero) de aumento.  Isso lhe valeu o apelido de "Zeroaldo".  

A constituição do estado exige que 30% do ICMS seja investido em educação. Mas há muitos anos --- desde o governo Covas, se não me engano --- que o governo paulista dribla essa lei, descontando primeiro do ICMS a percentagem compulsória dos programas habtacionais, e calculando os 30% da educação sobre o saldo, em vez de sobre o total. 

Desconfio que o Prof. Voorwald ainda não entendeu o que tucanos querem dizer com "educação é prioridade".  Não dá para concluir que o Alkmin vai aumentar os gastos com edicação. É mais provável o contrário...

 
 
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Arnaldo Costa

Devemos lembrar também que correram com ele do ministério do planejamento por sua falta de aptidão, incompetência para a função. É como falei e volto a repetir: onde tem demotucanos, tem censura na imprensa. É a ditadura dos meios de comunicação. Blindaram o sujeito mesmo. Como Collor, ele é mais uma grande farsa criada pelo PIG.

 
 
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Geraldo Roberto Pereira de Carvalho

não é do ramo! o governo do estado faz sucessivamente saresp, mede o equivalente ao ideb (o idesp), tem a prova brasil , feita pelos mucicípios (pode ser usada tb como uma referência). os alunos respondem questionários qdo da aplicação dessas avaliações, professores e equipes tb. instrumentos para um diagnóstico já existem. deveriam ter convidado alguém mais próximo á escola pública . com td o respeito , um engenheiro, me passa a idéia de q é um problema administrativo (logística). parece aquele treinador de futebo q assume o time e chama td mundo ( aqueles jogadores antigos ) para avaliar (e ganhar tempo é claro). p mim, já chegou empurrando com a barriga.

 
 
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João Sal

"Meus filhos são mais velhos. Minha família mora na Holanda".

Como se vê este secretário de educação está muito antenado com a realidade da educação de SP.

Por que os governadores não nomeiam para a educação pessoas que entendem de educação, este secretário, apesar de reitor, é um engenheiro. Será que na faculdade de educação da USP, UNICAMP ou Unesp não tem ninguém da área de educação mais habilitado que este engenheiro.

O que ele falou à FSP o sindicato dos professores já vem denunciando a séculos, sendo sempre desqualificado pela grande mídia, inclusive pela FSP. A fala deste secretário cheira a demagogia, para o bem dos professores, espero estar enganado.

 
 
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Coyote

Fernando Haddad é bacharel em Direito.

E agora?

 
 
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João Sal

O Fernando Haddad, além de bacharel em direiro  é doutor em ciências sociais.

Mas, como eu disse: Para o bem dos professores e da educação,espero estar enganado.

 
 
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Sandra Zarpelon

A ideia do "secretário sem nenhuma experiência em escola pública" de criar um  plano de carreira e valorizar o professor é senso comum. Todos sabem dessa necessidade. Acho que ele não sabe é onde está pisando. Sou professora e duvido que o governo tucano faça isso. Vão continuar as compras exageradas de material, sem ao menos reformas necessárias nas escolas (onde trabalho sequer tem sala de informática ou biblioteca; os livros que chegam sem parar competem por espaço com os professores na sala de reuniões...) e o professorado vai continuar sendo espinafrado na mídia, a serviço do governo. 

 
 
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Stanilaw Calandreli

"Os programas da secretaria são bons, a gestão é boa, o material é bom". Tudo é excelente mas não funciona.

Quem sabe trocando os alunos a coisa funcione.

 

CLCAL

 
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Alberto Lakatos

- Para motivar o professor, o sr. secretário tem dar um gesto concreto. Saberemos no início de fevereiro, quando ocorre a atribuição de aulas.

-O  salário citado é para quem ministrar 32 aulas semanais, com 8 horas atividades. Depedendo da disciplina, o professor terá 16 turmas (no ensino médio, cada sala funciona com o mínimo de 40 alunos, o que totaliza 640 alunos).

 
 
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Moacir Teles Maracci

Está na moda a ideia de renunciar à "herança serrista". A mais nova agora é a "desconstrução". O moço do Vale do Paraíba eleito governador vai nos oferecer um "Relatório Krushev" caipira, onde serão denunciados os crimes de Stalin (perdão, as "caqueiras" administrativas de Serra, agora pouco a pouco transformado em cachorro morto...pelos tucano-alckministas). Tal como aquele relatório, esse também é tímido. Tal como aquele relatório, esse será sob o signo da blindagem da imprensa. Só há uma diferença: Serra não morreu, "é só o começo da luta". É para rir?  

 
 
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Patricia R

Tudo o que o PSDB fez de ruim está sendo colocado na conta do Serra. Interessante. Parece até que ele governou S. Paulo sozinho nesses vinte anos. Não gosto do PSDB desde o dia em que se aliaram ao PFL. Cheguei  a acreditar que seriam um partido sério durante a eleição de 89 e o apoio a Lula. Que engano. Agora esse movimento em relação aos Serra... será que ele vai deixar barato ? Cenas do próximo capítulo.

 
 
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Isabel Domingues

Tá tudo uma m&rd@!

O PSDB no poder há 20 anos...

O sucateamento da Educação Pública..

A excelência (?) dos livros e materiais...

O descaso com professores e consequentemente com os alunos e população...

O antigo secretário de educação...

O novo secretário de educação é engenheiro...

O baixo salário...

O descredito...

O Rio está igual...

O Rio está pior, pois ainda acredita que a meritocracia seja a solução

Tá tudo uma m&rd@!

 

Isabel Domingues

 
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Marcos Doniseti

A Grande Mídia não sabia de nada? - por Marcos Doniseti!

Não me lembro de um secretário de Educação paulista criticar, de forma tão dura e sincera, a situação catastrófica em que se encontra o setor no estado de SP.

O novo secretário de Educação reconheceu que tudo o que a Apeoesp e os professores da rede estadual diziam era a pura verdade: Os baixos salários, o desestímulo generalizado entre os profissionais da educação, a falta de diálogo com as entidades representativas das categorias, o autoritarismo na imposição das políticas e dos projetos educacionais e pedagógicos.

As declarações do novo secretário comprovam que todo o discurso de Serra, de que estava investindo no setor e valorizando os professores, era uma mentira deslavada, tal como a Apeoesp e os professores do estado sempre disseram.

O diagnóstico correto da situação caótica em que se encontra a educação pública de SP já foi feito pelo novo secretário de educação do estado de SP.

Espera-se, agora, que medidas concretas sejam tomadas pelo novo governo paulista para reverter esta situação, criando-se um novo plano de carreira, repondo-se as gigantescas perdas salariais acumuladas ao longo dos últimos governos, investindo-se em programas que efetivamente melhorem a qualidade da educação pública do estado de SP, reformando a chamada 'progressão continuada', que virou, na prática, mera aprovação automática dos alunos, mesmo que eles não tivessem aprendido o mínimo necessário para serem aprovados.

Além disso, o estado de SP, que é o mais rico e desenvolvido do Brasil, não pode pagar o 14o. salário para os seus professores entre as 27 unidades da federação. Isso é o fim da picada! Os professores paulistas merecem ser respeitados e valorizados, o que não acontecia, tal como reconheceu o novo secretário de educação do estado.

Outra questão importante e que tem que ser debatida: Será que a Grande Mídia paulista nunca soube da verdadeira e catastrófica situação da educação pública do estado? Ou sabia de tudo isso, mas mantinha tudo escondido da população para não prejudicar a candidatura presidencial de José Serra?

Com a palavra, a Mídia.

 

Marcos Doniseti

 
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gustavo antonio

No discurso da Dilma, sobre o tratamento aos professores acho que ela deveria ter sido explícita em dizer que não deveríamos tratar os professores com gás-pimenta, balas de borracha ou cassetetes. Perdeu uma excelente oportunidade de mandar um recado aos paulistas.

Em relação ao secretário acho que ele fez um diagnóstico correto mas incompleto. Do ponto de vista de gestão ele tem que dar atenção aos diretores das escolas que estão sózinho uma vez que as coordenadorias regionais de educação estão esvaziadas e politicamente ocupadas. Diretores tem deveres mas não tem poderes e estão na linha de frente, com os professores, nos ataques de alunos e pais e na maioria das cidades sem respaldo da policia e dos juizes da Infancia e Juventude. Não podem fazer greve e nem se expressar, mas são pessimamente remunerados e aguentam as reclamações de professores, funcionários e alunos. Ou seja, eles são o recheio do sanduiche estado-professores. E nos próximos um % muito grande será aposentado. 

 
 
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Augusto da Fonseca

Por falar em desconstrução do Serra...

Alckmin (na TV) e este FBI mostram o desastre que foi o desgoverno Serra na Saúde

http://migre.me/3uko4

(tudo fundamentado, não tem achismo!)

***

 
 
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francisco pereira neto

 Juntou-se nessa entrevista a fome com a vontade comer.

O entrevistador, " muito preparado" com perguntas dígnas do jornal em que trabalha.

Por outro lado, parece que não só a família do secretário vive na Holanda. Dá a impressão que ele desembarcou em São Paulo dia primeiro de janeiro para assumir a secretaria da educação.

Se essa superficialidade for o tom, não será desta vez que a educação em São Paulo sairá do buraco.

 
 
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Maria Lourdes

E o professor aposentado que não faz a prova- como fica seu salário?

 

 

 
 
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lauro castro de lima oliveira

Boa prioridade, desejo sucesso.N

 
 
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luiz claudio pontes

O PIAUÍ NÃO É ALI, É AQUI... OU, VERGONHA, VERGONHA, VERGONHA.

PEÇO DESCULPAS AOS PIAUIENSES PELO TROCADILHO

Pasmem! São Paulo paga mal aos seus professores, mas o Rio, segunda maior economia do Brasil e estado mais beneficiado com obras federais durante o governo Lula, paga aos seus professores do ensino médio, pouco mais de um salário mínimo. Mesmo com esse quadro absurdo, o atual secretário de educação do estado teve a insensatez de afirmar que os professores de sua secretaria (sic) "ganhavam bem". O que pouca gente sabe é que o atual secretário nunca teve experiência na área educacional e afirmou que tratará as escolas como EMPRESAS, a partir do início do próximo ano letivo, implantando o sistema de MERITOCRACIA nas escolas estaduais, ou seja, o mesmo método que afundou com a educação no Estado de São Paulo nas gestões do PSDB e que agora o governador Sérgio Cabral pretende implantar na já combalida educação fluminense, uma das piores do Brasil, segundo o IDEB (índice que mede a qualidade da educação no Brasil). Segundo esse índice a educação do RJ só ganha da educação do Piauí, estado infinitamente mais pobre que o RJ.

Como pode o estado que um dia já foi a capital cultural do Brasil amargar essa triste derrota(INTERROGAÇÃO)

Na semana passada os já sacrificados professores fluminenses sentiram-se violentados com o anúncio do "choque de gestão na educação" proposto pelo governador Sérgio Cabral. Todos esperavam que houvesse um aumento salarial que desse aos professores estaduais pelo menos condições de fazer três refeições diárias com o salário pago pelo estado. Para espanto da categoria, o governador afirmou que continuará pagando os R$ 600,00 e que os professores terão que passar por diversar PROVAÇÕES (e privações) para obterem "prêmios financeiros" em seus salários, ou seja uma espécie de "Big Brother Pedagógico". É um absurdo! Esse Choque de gestão, construído pelos neoliberais paulistas do PSDB que agora ocupam cargos na administração dos ex-atuais-sempre-tucanos Sérgio Cabral e Eduardo Paes, teve forte influência da atual secretária de educação da cidade do Rio de Janeiro, Claudia Costin, ex-secretária de José Serra e ex-ministra de Fernando Henrique (também ligada ao Instituto Millenium, às Fundacão  Victor Civita e Roberto Marinho e à empresa SANGARI).

Temo que com a saída de Lula do poder os tucanos Sergio Cabral e Eduardo Paes coloquem as manguinhas de fora e vendam as quase 2500 escolas localizadas no estado Rio para o o SR di Gênio do grupo Objetivo e criem aulas virtuais ministradas pela Fundação Roberto Marinho e pela Fundação Civita. Embora esse meu temor pareça estapafúrdio, ele já começa a tomar corpo, pois há dois anos a Fundação Roberto Marinho implantou nas escolas estaduais do nosso estado um projeto denominado "AUTONOMIA", nesse projeto, apenas um professor ministra aulas de TODAS AS DISCIPLINAS (contenção de custos), apoiado por DVDs ideologicamente produzidos pelas Organizações Globo.

 

 
 
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Felipe K

Discordo integralmente com a opinião dos amigos que concluem que a formação do secretário da educação irá comprometer a sua capacidade de gestão. Como os próprios amigos também escreveram, o problema da educação em São Paulo a muito já é discutido e conhecido. Indo mais ao cerne da questão, é de conhecimento amplo que a remuneração dos professores é baixa e que a comunicação entre os professores e estado foram quase nulas nos últimos 20 anos. Entretanto, nunca vi um secretário da educação reconhecer tão abertamente o problema da educação em São Paulo.

 

Em primeiro lugar, discordo que o secretário ou ministro de alguma coisa deva ser expert na área da função, apesar de que em hipótese alguma deva ser uma pessoa totalmente afastada da área. A maior qualidade de um secretário estadual ou de um ministro federal deve ser a de saber criar e coordenar políticas públicas. Esse é o principal problema de nossos ministros e secretários. A solução de um problema desse não passa por um mandato, mas passa por uma gestão de uma política pública com direção, sentido e intensidade. Quem define esses elementos são o secretário e o jogo político, culminando com a decisão do governador. Acredito que a definição do secretário foi correta, não a ideal, mas correta pensando nos limites que o Alckmin poderia ter feito.  O Engenheiro em questão é professor, apesar de universitário. O que isso significa? Ao meu ver ele sabe ao menos quais os problemas da profissão.

 

Não sei se O Sr. Zeroaldo Alckmin, que vetou o aumento da verba para educação e para as universidades públicas (foi em 2006, não lembro), realmente pretende mudar alguma coisa, pelo seu histórico na educação acredito que não ( eu sou alundo da UNICAMP e participei de greves contra medidas dele). Entretanto, fica claro que o mesmo tenta dar uma repaginada na sua imagem, e uma valorização da educação pode ter um grande impacto nisso.

 
 
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Paulo Sevalho

Penso que salário é uma condição básica para se ter o bom profissional. Mas muita gente fica ainda naquele papo de que o professor tem uma missão e que salário é secundário, como se professor querer ganhar bem fosse sinônimo de mercenário.

Ninguém tem um talento só. Se o salário de professor da pré-escola, do básico, do fundamental e do médio fosse bom, competitivo, um bocado de gente de alta capacidade que está focada em outras profissões estaria se inscrevendo em concursos públicos para professores e contribuindo para a construção de uma bela história neste país.

 
 
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F

Agora o pessoal que só lê o PIG, vai se perguntar:  ué, mas o Serra não era aquele goverandor competentíssimo??! 

Espera que agora eles vão começar a falar em "choque de gestão", a única frase dita pelo moço de Minas (para começar a nova propaganda).

 
 
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André LB

  Afinal, onde vai parar o dinheiro dos impostos cobrados pelo Estado mais rico do País? Estão "saneando as contas" há quase duas décadas, mas NÃO HÁ dinheiro para a Educação, NÃO HÁ dinheiro para a Segurança, NÃO HÁ dinheiro para os transportes, as maiores estradas deixaram de representar gastos e passaram a significar lucros e o Metrô é privatizado, NÃO HÁ política digna do nome para a Cultura - falando nisso, NÃO HÁ dinheiro para manter decentemente a Fundação Padre Anchieta, NÃO HÁ dinheiro para a Habitação... que estranho!

  Onde é possível acessar as contas do Estado de São Paulo? Da última vez em que tentei não encontrei nada.

 
 
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luiz claudio pontes

EDUCAÇÃO: RE-CONSTRUINDO SERRA... NO RIO DE JANEIRO

O governador Sérgio Cabral anuncia um "choque de gestão na educação do Estado do Rio"

Essa foi a manchete estampada pelos diversos jornais cariocas na sexta-feira da semana passada e que deixou alunos, pais e mestres esperançosos com as novas diretrizes  propostas pelo governador. Mas, para surpresa de todos, as "novas propostas" foram uma espécie de plágio do sistema de meritocracia implantado pela gestão tucana de S. Paulo nos últimos 16 anos e intensificadas no útimo governo Serra.  Por esse sistema de gestão, os professores fluminenses receberiam prêmios por seu desempenho, de acordo com critérios especificados pela secretaria de educação, espécie de Big Brother Pedagógico.

Todos esperavam que o Choque de Gestão trouxesse um aumento real de salário para os professores fluminenses, mas o que ele trouxe, na verdade, foi uma grande frustração, uma vez que os professores do Rio de Janeiro continuarão a receber R$ 600, 00 de salário, um dos menores proventos pagos a professores no Brasil. Pasmem! A segunda economia do Brasil paga um dos menores salários  aos seus docentes. Talvez por esse motivo a qualidade da educação  daqui esteja acima  apenas da educação do Piauí, estado infinitamente mais pobre que o Rio.

Esse choque de gestão de Cabral na educação, foi edificado pela atual secretária de educação da cidade do RJ, SRA Claudia Costin ex-secretária de Serra, ex-ministra de FHC (também ligada às Fundações Civita, Roberto Marinho e à empresa SANGARI).

Não se espantem se daqui a alguns anos o governador Cabral e o prefeito Paes (tucanos eternos)anunciarem a venda das escolas publicas de estado e da cidade do Rio para algum grupo de educação privado de S. Paulo e que a gestão da educação do RJ seja administrada pela Fundação Roberto Marinho ou Pela Fundação Victor Civita. Aliás parte do que falo já vem acontecendo há algum tempo, uma vez que a Fundação Roberto Marinho, através do Projeto AUTONOMIA, interfere fortemente no planejamento pedagógico das secretarias de educação do estado e da cidade do RJ.

 

 
 
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José Vitor

Esse negócio de "desconstrução" do Serra é papo-furado, é marketing. Não vai mudar nada, a não ser (um pouco) a forma com que a incompetência e a irresponsabilidade vai se manifestar na "nova" administração. Todo mundo aqui já conhece o Alckmin de outros carnavais, honestamente, é possível esperar dele algum arroubo de criatividade, de genialidade ? Vai ser mais do mesmo, a mesma mediocridade politiqueira de sempre.

 
 

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