Direitização e radicalismo no debate da atuação do CFP?

Autor: 

Tenho participado de algumas discussões em torno do forte viés político-ideológico contido nas ações do Conselho Federal de Psicologia.

Minha opinião aqui colocada é influenciada por uma percepção esquerdista, crítica ao neo-liberalismo, além de refratária aos grandes mecanismos de divulgação da informação na mídia.

Acredito que seja muito tênue a separação entre as ecolhas adotadas pela atual Gestão do Conselho Federal de Psicologia para os debates junto à sociedade e a utilização da instituição como plataforma de expressão de concepções políticas de seus dirigentes.

Cabe colocar que sou a favor das ações dos inúmeros Movimentos Sociais os quais o CFP se associou para criar o debate sobre temas da Sociedade. No entanto, percebo que estas discussões não são conduzidas de modo a trabalhar a inserção do Psicólogo na Sociedade. As temáticas são debatidas muitas vezes sem a presença de Profissionais da área, até mesmo sem uma linha de ação que insira o Papel da Psicologia como Ciência nesse debate.

Tal posicionamento tem feito aflorar manifestações entre a classe que beiram as propagandas midiáticas do tea party na fox news. O que me faz refletir sobre como podemos quando situação vir a adotar posicionamentos que antes combatíamos quando oposição, sem qualquer crise ou demonstração de dissonância cognitiva.

Claro que defendo e acredito que a Psicologia possa  vir a contribuir com a questão da terra em nosso País, que devemos estar inseridos e fornecendo embasamento para o debaate sobre as cotas sociais, porém, quando nossa entidade abre discussão sobre temas como os citados sem vinculá-los às formas de atuação do Psicólogo nessa temáticas, tenho que admitir, estamos fazendo propaganda midiática também! Impedindo na  maioria das vezes que posicionamentos contrários aos nossos sejam colocados, aliás, funcionando inclusive como plataforma para os condutores do pseudo-debate.

Creio que adotar um posicionamento plural para as questões a serem debatidas com a chancela do CFP torna-se mister, fundamentalmente inserindo a Psicologia como Ciência com espinha dorsal dos debates, de modo a contribuir efetivamente na solução de problemas intrínsecos à nossa formação histórica.

Abrindo mão de tal perspectiva, possibilitaremos a expressão de vozes cada vez mais acaloradas e extremadas, uma extrema direita da Ciência do Comportamento. Além de dificultar um visão positiva das teses que historicamente são de posse da Esquerda, ainda mais em nosso Brasisilsil.

Cabe uma reflexão urgente e profunda do CFP acerca de seu posicionamento, sem o qual teremos que admitir: Falhamos!

Nenhum voto
5 comentários
imagem de Rafanduas
Rafanduas

Não entendi onde o autor desse artigo quer chegar. Achei muito confuso e sem uma posição clara do que ele está combatendo. Sinceramente não entendi qual a pertinência desse debate e qual o ponto do artigo. A seleção dos textos do Nassif deixou passar esse panfleto mau escrito

 
 
imagem de Anoimo
Anoimo

Vale ressaltar os valososos trabalhos que os psicólogos prestam ao Brasil, tais como;

a) Examanindo todo para tirar carteira de motorista, o que nos faz ter nível de desastre automobilistico dentro do previsto;

b) examinando todo funcionário público no ato da contratação e manter a corrupção dentro de um nível razoável. 

 
 
imagem de Miryam Mager
Miryam Mager

A Psicologia está muito distante da sociedade. Falta currículo e principalmente, vontade para que os psicólogos (e há sempre aqueles que fazem seu trabalho com afinco e comprometimento) olhem para o seu entorno e "inventem" intervenções mais adequadas a nossa realidade social. Muitas das nossas "velhas" e tão cultuadas teorias não permitem a convergência com a realidade social do Brasil. Falta arrojo e coragem para uma ação mais adequada. Isso sem falar no "código de ética" que tem mais de reserva de mercado do que de ética e de direitos humanos.

 

Miryam

 
imagem de Márcia Regina
Márcia Regina

 Também não entendi onde o autor do post quis chegar. Poder  aser mais objetivo?

 
 
imagem de Luciana X. Senra
Luciana X. Senra

Como disse um sábio Psicólogo Social recentemente na explanação de um tema muito pertinente à Psicologia, o psicólogo precisa, inicialmente, sobretudo, compreender que fazer/ser política não é fazer ciência, e que para fazer ciência, promover conhecimento e intervenções que proporcionem bem-estar às pessoas e aos gupos aos quais pertencem, não é necessário fazer/ser política. Ele pode fazer as duas coisas, porém, cada uma a seu tempo e no contexto em que cabe cada uma para que nenhuma se perca, se esvazie, e permaneça num debate eterno sem nenhuma finalidade efetiva. Vejamos o exemplo de Noam Chomsky. Luis Nassif talvez esteja alertando para isso, não? Ainda que timidamente.

 
 

Postar novo Comentário

O conteúdo deste campo é privado não será exibido ao público.
CAPTCHA
Esta questão é para testar se você é um visitante humano e impedir submissões automatizadas por spam.
CAPTCHA de imagem
Digite os caracteres exibidos na imagem acima.

Faça seu login e aproveite as funções multímidia!