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Dilma sobre Pinheirinho: "não foi ação policial. É barbárie"Enviado por luisnassif, qua, 01/02/2012 - 09:52
Por esquiber
E aí eu entro na história do Pinheirinho. Quando nós soubemos do Pinheirinho, o ministro Gilberto [Carvalho, da Casa Civil] foi encarregado de conversar com todas as lideranças políticas dos governos em questão para impedir o que nós acreditávamos estar em andamento. Mas não paramos aí não. O ministro [da Justiça] José Eduardo Cardoso falou com o governador, com o presidente do Tribunal de Justiça, com o juiz encarregado, e ninguém disse para o senhor ministro que ia ter massacre. Agora, este país é uma federação, o governo federal não tem poderes ilimitados para interferir no governo do Estado, no municipal, no judiciário e no legislativo. Interferir, impedir que eles façam, só tem um jeito: a parte interessada tem que entrar na Justiça e pedir apoio do governo federal. E um juiz tem que despachar. Eu concordo que aquilo ali não foi uma ação política ou policial. É uma barbárie. Do Repórter Brasil Íntegra da fala da presidente Dilma Rousseff em encontro com movimento sociaisTranscrição do pronunciamento da presidente Dilma em reunião com representantes da sociedade civil em 26 de janeiro de 2012, durante o Fórum Social Temático em Porto Alegre (RS) Por Verena Glass Porto Alegre (RS) - Íntegra da fala da presidenta Dilma Rousseff. Leia mais sobre a reunião aqui. "Eu queria dizer pra vocês que eu represento um projeto que está sendo levado a cabo desde a eleição do presidente Lula. Este é um projeto que tem alguns desafios e uma grande missão, que é ter um país em que a desigualdade social não seja tão avassaladora como foi desde a sua formação. Um país que foi escravista, que teve uma gestão colonial, que num segundo momento tentou a sua industrialização e no qual um presidente foi levado ao suicídio e outro foi deposto. E também, ao contrario do que acontece hoje na Europa, que teve sua experiência neoliberal muito cedo. Nós passamos praticamente 20 anos sob estagnação, 10 anos sob o neoliberalismo, onde a receita era o ajuste fiscal que hoje praticam lá na Europa. Então nessa situação nós não nos julgamos nem um pouco ameaçados por qualquer volta do neoliberalismo. Esse povo aqui está vacinado. Não só porque sofreu; porque começou a ganhar. Porque se você olhar qualquer país do mundo, dos desenvolvidos e dos emergentes, um dos países que reduziu a sua desigualdade social foi esse. Na última estatística disponível, tirou 40 milhões da pobreza. Para nós é muito significativo. Essa é uma ambição que explica um pouco o que é a nossa diferença em relação a visões que vocês e a ONU chamam de economia verde. Para nós não há possibilidade de desenvolvimento sustentável sem redução da desigualdade social. E não é redução da pobreza stricto sensu, porque há um conceito que a redução do nível de desconforto social é uma equação de desemprego mais inflação. Aqui no Brasil tem alguns que tentaram formular a seguinte tese: se a população brasileira cresce a 1,2%, 1,4%, se nós crescermos a 3% está bom porque nós estamos no nível de pleno emprego. Esses que pensam assim têm a versão de que pra nós basta crescimento econômico e emprego. Não. Num país desigual como esse, você tem que crescer a mais para poder distribuir renda. Porque senhores, nós tratamos de questões práticas. Eu tenho que distribuir renda. Tem 190 milhões que nós não podemos deixar na situação que estão. Não são só negros, quilombolas, indígenas. 85% da população se declarou oriunda da raça negra. É essa população que nós vamos ter que dar conta. Nós não estamos aqui fazendo uma política, vamos dizer, de faixas sociais. Trata-se de fazer, de fato, com que este país tenha capacidade de ter um nível de desenvolvimento que lhe permita distribuir riqueza. Que gere emprego suficiente. E que ao mesmo tempo garanta, através de políticas sociais comprometidas, distribuição de renda. E por distribuição de renda nós entendemos educação de qualidade, porque educação de baixa qualidade é excludente. Porque saúde de baixa qualidade é excludente. O Brasil tinha uma prática de não distribuição de renda via péssima qualidade dos serviços públicos. Os companheiros do movimento de moradia sabem perfeitamente bem que a solução de mercado para moradia no Brasil é inviável. Como você fecha a seguinte equação: uma casa de no mínimo 42 mil reais em São Paulo e um salário de 1.600 reais (três salários mínimos)? Não fecha a equação. Nós voltamos a fazer abertamente uma coisa que o neoliberalismo proíbe: o subsídio. O Estado faz escancaradamente, e se vangloria disso, subsídio. Para que se possa ter moradia decente neste país. E não faz política sem considerar grandes números. Temos que fazer para 2,4 milhões de famílias. Então nós temos de fato uma política nesse âmbito. Eu concordo com o Stedile que é necessário a gente retomar a reforma agrária num ritmo eficaz. Agora, Stedile, eu quero te dizer uma coisa: eu não vou aceitar que o nível dos assentamentos seja o que é. Quando nós tratarmos do Brasil sem Miséria, eu quero assentamentos decentes neste país. Eu não quero ninguém vivendo em condições sub-humanas como ocorre nos assentamentos. Eu faço absoluta questão de que a reforma agrária aqui seja de qualidade. Eu quero produtores, eu quero pessoas vivendo da sua renda. Porque nós sabemos que nós temos, da época do neoliberalismo, uma reforma agrária que deixa extremamente a desejar. Queremos mudar isso porque faz parte da política de elevação social da população. Não basta de jeito nenhum fazer transferência de renda. Você tem que ter condições de sobreviver de forma decente com a sua família. Então eu queria dizer pra vocês o seguinte: esse país foi um dos poucos que foi sério na questão da mudança do clima. Eu estive em Copenhague, eu sei como era a discussão entre os Estados. Se a China não está comprometida com tanto, bastiões da defesa ambiental não fazem reduções de 30% da emissão de gases de efeito estufa. Fazem 20%, senão perdem competitividade. Nós assumimos a redução voluntária de 36% a 39%. Nós somos um dos poucos países que não têm matriz energética fóssil. Todos eles têm problemas. Vendem aos países africanos, por exemplo, que é importante ter energia solar. Energia solar é caríssima. Fazer isso num país africano é crime. Vendem porque suas empresas controlam a energia solar ou eólica, quando alguns deles podem perfeitamente explorar a hidroeletricidade. Eu discordo que o Brasil teve, em relação aos outros países, uma atitude imperial. Eu acho que a fala do meu companheiro Mujica, que o Brasil não tem culpa de ser tão grande, e o Uruguai, de ser tão pequeno, é uma fala perfeita. A lucidez de um líder como o Mujica justifica que ele tenha dito que nós temos de completar nossas cadeias produtivas. O presidente Chavez diz que ele era instruído de que o programa Calha Norte era pra que a gente tomasse conta da Amazônia. Eu acho que a América Latina passa por uma situação diferenciada. Cada país com seu momento político, enfrentando seus desafios. Mas a América Latina mudou. Nós fizemos no final do ano uma reunião fundamental, uma reunião do México para baixo. Pela primeira vez se fez isso. Eu acho que tem um novo mundo nascendo. Mas também acho que tem características no Brasil que tem que mudar, não somos perfeitos. Acho que nós temos tido sim uma política ambiental. Nós temos de resolver todas as contradições do Código Florestal. Eu passei por um processo duro de negociação quando estava na câmara. Acredito que nós vamos ter de construir uma solução consensual. Não será, adianto para vocês aqui, o sonho dos ruralistas. Não será também um código ambiental perfeito. Tem ruralista e tem ruralista; como tem pequeno agricultor que tem horror ao código florestal. Principalmente no nosso Sul Maravilha. No Sul Maravilha, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, onde tem o maior número de agricultores familiares, há um movimento forte pra impedir que tenhamos reserva legal em uma pequena propriedade. Vocês sabem disso. Nós vamos ter clareza disso. Eu considero que o FSM tem uma coisa muito importante pra dar, que é o mote Um Outro Mundo é Possível. Isso devia ser a fala da Rio + 20. Temos que construir isso. Eu concordo com o Stedile que é importante o exemplo. Mas é importante explicar como, é importante um projeto que fala das coisas que queremos mudar radicalmente. Nós vivemos uma situação dramática no mundo. A Europa passa hoje por um processo muito mais perverso do que a América Latina passou. Porque a Europa teve conquistas sociais, chegaram a ficar ricos. Ainda são ricos. Mas a distribuição da riqueza se tornou completamente perversa. As pessoas que estão desempregadas, que são objeto da concentração de renda que a própria OCDE [Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômicos] reconhece, elas estão vivendo algo que os nossos povos não experimentaram: perda de direitos. No Brasil o neoliberalismo foi até um certo ponto, mas ele não conseguiu tirar todos os direitos. Eu considero essencial na Rio + 20 discutir um outro paradigma nos seguintes termos: eu não acredito que dê pra ser dentro do Fórum governamental um outro paradigma anti-capitalista. Não dura 5 segundos. Agora, eu acredito que a sociedade civil pode sempre estar um pouco além. Então vocês discutam os novos paradigmas, se vocês quiserem, anticapitalistas. Agora, nenhum país fará isso. Nenhum país. Nem-um-único! Porque não pode fazer isso. Não pode porque nós temos uma coisa terrível: todos nós governantes temos o compromisso de entregar a coisa amanhã. Não é daqui a 10 anos. O meu governo tem que entregar amanhã, tem que ter eficiência sim. Se antes os serviços privados eram pra classe média-alta, e os serviços públicos para o povão mais pobre, hoje, quando nós conseguimos constituir uma nova classe média, nós temos obrigação de ser eficientes. E não é tecnocrata, é política. Porque a minha população tem direito de abrir a boca. E aí eu entro na história do Pinheirinho. Quando nós soubemos do Pinheirinho, o ministro Gilberto [Carvalho, da Casa Civil] foi encarregado de conversar com todas as lideranças políticas dos governos em questão para impedir o que nós acreditávamos estar em andamento. Mas não paramos aí não. O ministro [da Justiça] José Eduardo Cardoso falou com o governador, com o presidente do Tribunal de Justiça, com o juiz encarregado, e ninguém disse para o senhor ministro que ia ter massacre. Agora, este país é uma federação, o governo federal não tem poderes ilimitados para interferir no governo do Estado, no municipal, no judiciário e no legislativo. Interferir, impedir que eles façam, só tem um jeito: a parte interessada tem que entrar na Justiça e pedir apoio do governo federal. E um juiz tem que despachar. Eu concordo que aquilo ali não foi uma ação política ou policial. É uma barbárie. Eu conto com vocês na Rio + 20. A função da Rio + 20 é colocar entre os governos a questão da crise e como sair dela. Discutir a desigualdade social que atinge países do terceiro mundo e emergentes. O acesso à água. Eu concordo que, quando se tratar da irrigação, é preciso garantir o acesso à terra irrigada ao pequeno agricultor. Porque aumenta a produtividade dele, permite que as condições de assentamento sejam melhores do que aquelas que deram no passado ao agricultor assentado no meio da Amazônia, em locais longínquos, e agora nós temos que consertar. Considero também que a questão... houve uma questão que foi errada por parte do governo, a gente sabe que é errada, a gente tem que baixar a cabeça e ser humilde e mudar. Houve uma redação incorreta naquela medida provisória, não sei quem elencou, se não me engano é a MP 1557, não, 557, e o governo esta redigindo novamente. Asseguro que os companheiros que fizeram não tinham a intenção, asseguro. Não é uma questão de convicção diferente daqueles que acham que ela tava errada. Estava na Constituição e eles copiaram. Então, para não alterar a lei do SUS, esta retirado o artigo*. Vou fazer um pronunciamento: nós não podemos aceitar que o pós-neoliberalismo seja também a pós-democracia. Tudo que está acontecendo na Europa indica neste sentido. A partir do momento em que as agencias de risco e os mercados têm mais poder do que os povos que elegeram os governantes, eu acho que todo mundo fica muito preocupado. Agora, eu reitero que nós não voltamos a isso. Nós temos uma trajetória que uma parte substantiva se deve ao metalúrgico que veio lá do Nordeste, Luis Inácio Lula da Silva, que me deu um legado. O meu legado é o seguinte: eu tenho que dar qualidade ao povo. Tenho que entregar ao povo serviços públicos de qualidade. Nós todos aqui criamos os que vão reivindicar. Todos têm o direito de reivindicar. Por isso Pinheirinho está errado. O que leva alguém a retirar com tanta ânsia 1.700 famílias de uma área que é parte de uma massa falida do Naji Nahas, me intrigou muito. O que leva tanto empenho de reintegrar uma massa falida que deve estar sendo objeto de uma intensa disputa, a mim intrigou muito. Fora o fato de eu considerar um absurdo. O acesso à moradia, que dentro do BNDES era restrito, eu acho que nós modificamos com o Minha Casa minha Vida. Finalizando, agradeço a atenção de vocês e quero dizer o seguinte: é normal que as visões sejam diferentes. Vocês são movimentos sociais e eu sou governo. Tem que ser assim mesmo, está certo assim. " * Texto atualizado às 19h15 de terça-feira, 31 de janeiro, após alerta da leitora Jolúzia Batista. Por um erro de montagem, o trecho referente à MP 557 havia sido apagado da transcrição original.
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Comentários + votados
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marcos nunes
01/02/2012 - 10:16
O problema é o choque dos discursos; Dilma diz que o governo tentou de tudo para suspender a ação policial; o governador de São paulo diz que não aconteceu nada disso, até porque "nada havia a fazer...
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Alipio09
01/02/2012 - 10:28
[Quando nós soubemos do Pinheirinho, o ministro Gilberto [Carvalho, da Casa Civil] foi encarregado de conversar com todas as lideranças políticas dos governos em questão para impedir o que nós...
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Mamaco
01/02/2012 - 10:35
Emocionante e impressionante, li como se estivesse ouvindo-a com aquelas mudanças de Tons empolgantes, consegui ver uma pessoa íntegra dentro da nossa querida presidente, preocupada tb com o...
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Jandui Tupinambás
01/02/2012 - 10:40
"O que alguns dos comentários demonstra é que há uma total incompreensão a respeito das responsabilidades e dos poderes da presidência da República. Não sabem, não compreendem, e o pior, nem buscam...
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joão33
01/02/2012 - 10:43
luis lima , não seja ingênuo , a mídia não mostraria um discurso da dilma nesse tom , as declarações dela , quando dadas ,são mostradas cortando sua voz e editadas , pode ser que ele...
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aleXandre
01/02/2012 - 10:55
também assino embaixo. irretocável. o mais estarrecedor é alguns queremistas do Lula. como se o governo lula fõsse Revolucionário e tivesse emparedado a direita. mudaram-se pruma realidade...
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Cafezá
01/02/2012 - 11:01
Que piada! Todos nós falamos às pessoas de forma diferenciada. Numa reunião com empresários, obviamente Dilma irá falar sobre as circunstâncias importantes para eles. Numa reunião com os Movimentos...
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alfredo machado
01/02/2012 - 11:07
Caro marcos nunes:
A possibilidade de choque de discursos inexiste.
De um lado, um governador que não passa de um chimpanzé dentro de uma loja de cristais, o sacripanta que já não consegue tirar do...
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Antonio Carlos Silva - RJ
01/02/2012 - 11:09
Sempre me orgulhei dos meus candidatos .
E a minha Presidenta Dilma não seria diferente, vejam que maravilha :
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sergio@dppg.cefetmg.br
01/02/2012 - 11:29
Mas nada fez. Poderia ter enviado Maria do Rosário para aocmpanhar in loco a situação. Poderia ter entrado como parte interessada na ação, através da AGU. Poderia ter feito muito, mas nada fez. Foi...
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jc.pompeu
01/02/2012 - 11:41
Em tempo... numa certa elite que desde 1808 de D. João VI no Brasil é chegada em títulos e comendas agraciadas por conveniências, interesses, vaidades, soberbas, pelo rei d'então, e que tais...
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Luiz Lima
01/02/2012 - 11:45
É fato, Márcia. Mas também é fato que a imprensa, hoje em dia, não é mais impermeável. Uma declaração numa conferência pode até ser "interpretada" - isto é, manipulada e distorcida - por articulistas...
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Cláudia Stefani
01/02/2012 - 11:45
Resposta de Celso Lungaretti a outro comentarista no post aberto por ele mesmo no Portal, a respeito de Pinheirinho. O negrito e sublinhado é meu.
"concordo inteiramente: cabe às...
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aleXandre
01/02/2012 - 11:55
a gora a direita e a esquerda que a direita adora vão festejar juntinhas. com voc~es, o "Pinheirinho da Dilma"(Ironia no dez)
"
PF comanda reintegração de posse no sul da Bahia
Sex, 27 de...
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alfredo machado
01/02/2012 - 12:01
Ivan:
Tudo em paz neste frio de rachar?
Basta ao governo federal proceder à desapropriação da área.
Como já apareceram no noticiário duas avaliações inteiramente discrepantes para uma mesma área...
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Fernando Rodrigues
01/02/2012 - 12:03
Que piada! Um governo que foi oficiado em 2004 pelo juiz do processo na época fingir que não sabia de nada...
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Soares Feitosa
01/02/2012 - 12:03
Excelente comentário. Assino em baixo e digo mais: pelo tipo de comentário desabonador do discurso da Presidenta que estou lendo por aqui, deduzo facilmente que ela está com absoluta razão, pois está...
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André LB
01/02/2012 - 12:12
Blaya, limpe a baba. Está escorrendo da sua camisa. Depois olhe embaixo da sua cama para ver se lá não tem nenhum peão defensor... OLHA LÁ, OLHA LÁ!!! Ah, desculpe, era só um peão de Ludo...
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Leonardo Ja.
01/02/2012 - 12:33
se a 5º frota estacionar próximo ao litoral de São Paulo, a Dilma e o governo federal vão dizer que existe um pacto federativo e que a questão é estritamente estadual, e que, portanto, não poderiam...
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Ótimo. Parabéns. Fico muito feliz em saber que a Presidente da República condena a barbárie fascista em São Paulo. Agora, que tal falar isso num microfonezinho, em vez de pregar para convertidos?
É a democracia do casuísmo, sua fala muda de acordo com o microfone e a platéia.
Que piada! Todos nós falamos às pessoas de forma diferenciada. Numa reunião com empresários, obviamente Dilma irá falar sobre as circunstâncias importantes para eles. Numa reunião com os Movimentos Sociais, o enfoque também não será outro a não ser sobre questões que os afetam.
Que piada! Um governo que foi oficiado em 2004 pelo juiz do processo na época fingir que não sabia de nada...
Peraí. Mas antes de condenar tem que dar aquela lavada de mãos:
"Agora, este país é uma federação, o governo federal não tem poderes ilimitados para interferir no governo do Estado, no municipal, no judiciário e no legislativo. Interferir, impedir que eles façam, só tem um jeito: a parte interessada tem que entrar na Justiça e pedir apoio do governo federal. E um juiz tem que despachar."
Esse discurso é maravilhoso, Luiz. Não pelo conteúdo em si, é claro, mas pelo recado dado. Se os mov sociais tinham alguma esperança em relação ao gov federal, D. Dilma fez questão de jogar a pá de cal por cima. Defender capitalismo num evento anti-capitalista? Incrível!
"Para ser tolerante, é preciso fixar os limites do intolerável." (Umberto Eco)"
É isso, Raquel. O discurso é tão representativo do ideário e da prática do social-liberalismo - exemplar, mesmo - que não cheguei a dar a devida atenção a isto. Mas está tudo ali.
Todos sabem que defendo os governos Lula e Dilma, governos que julgo estarem promovendo avanços no Brasil, e que não sou simpatizante do PSOL nem do PSTU...
Mas concordo inteiramente que a posição da Dilma em relação à ação fascista no Pinheirinho foi pra lá de insuficiente...
Independentemente dela ter ou não ter poderes institucionais para intervir na situação, ela deveria, no mínimo, ter se posicionado politicamente e publicamente...
Pode até ser parte de alguma estratégia, mas é uma estratégia inaceitável...
O que vocês queriam que ela( a Presidente) tivesse feito?
Que desrespeitasse a Constituição e o Poder Judicário, e intervisse ditatorialmente numa unidade da federação, e criasse um precedente que alem de inconstitucional, seria dar uma "rasgada"na nossa carta mágna, que pode não ser perfeita, porem é a que temos, e a quem temos que respeitar, senão voltamos aos tempos do "prendo e arrebento" pela qual a Dilma e alguns de nós, tanto lutamos ?
A democracia, que respeita os outros poderes constitucionais, pode não ser a melhor forma de governo, porem ainda não conhecemos nada melhor.
Quanto á sugestão do André LB, ela já foi posta em ação, mesmo que seja apenas um paliativo, É o único disponível nas atuais circunstancias, e ao alcance constitucional da União.
Sempre ficamos mais experientes, após perdermos algumas batalhas, na guerra diária da vida.
Tudo muito bom, tudo muito bem. Que tal agora ela, com todo o poder de que dispõe, dispor com urgência de verba para os flagelados do TJ-SP?
Não vou comparar as ações grotescas do Alckmin ou de outros com as atitudes de Dilma, mas agora que a situação está nesse pé ela vai continuar esperando o quê? O pior presidente da História da nossa República, o FHC, era ótimo de declaração, mas também ficava nessa de "pacto federativo" e blablabla. Sair por aí dizendo que o que ocorreu no Pinheiro é barbárie qualquer um pode, não precisa ser presidente.
luis lima , não seja ingênuo , a mídia não mostraria um discurso da dilma nesse tom , as declarações dela , quando dadas ,são mostradas cortando sua voz e editadas , pode ser que ele tenha dado declarações ao pig e eles não mostraram.
Não estou falando de declaração em saguão de aeroporto, meu caro. Já ouviu falar em "conferência de imprensa"?
Exato, João 33, o PIG só mostra o que quer, o que lhe convém.
É fato, Márcia. Mas também é fato que a imprensa, hoje em dia, não é mais impermeável. Uma declaração numa conferência pode até ser "interpretada" - isto é, manipulada e distorcida - por articulistas, editorialistas etc. Mas não há como o discurso "bruto" - ainda mais com os recursos midiáticos de que dispomos - permanecer inacessível.
É Luiz, mas para quem assiste, por exemplo a Globo, infelizmente a maioria dos brasileiros, receberá o discurso previamente editado como convém a emissora.
Até pode ser. Porém, isto vai acontecer de qualquer maneira; e o silêncio terá sido a pior opção. Pois a direita terá à disposição tanto a imagem "repsonsável" do governo (D. Dilma trocando gentilezas e sorrisos com os fascistas na semana seguinte à tragédia) quanto a "radical" (as condenações a portas fechadas, com os "subversivos" movimentos sociais). E usará ambas a seu bel-prazer, sem direito a contraponto. Até porque não se trata só do discurso. Pode ser que bilhões de reais estejam a caminho das gentes do Pinheirinho, e que saiam do inferno onde estão para bungalows cinematográficos onde jorre coca-cola das torneiras. Pode ser que este episódio dê uma excelente oportunidade para o governo mostrar às classes subalternas deste país, e de todo o mundo, afinal, como se pode combinar responsabilidade econômica com justiça social. Pode ser, pode ser... mas, pombas, dez dias se passaram, e cadê?!
de uma hora pra outra o termo "facista" entrou na moda no palavriado dos peões defensores da esquerda boçal, deve ser a ordem que receberam!
"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela." Max Frich
Blaya, limpe a baba. Está escorrendo da sua camisa. Depois olhe embaixo da sua cama para ver se lá não tem nenhum peão defensor... OLHA LÁ, OLHA LÁ!!! Ah, desculpe, era só um peão de Ludo. Ainda assim, procure com calma... caramba, ainda não limpou a baba???
DESPERTAR É PRECISO ( Vladimir Maiakovski )
Na primeira noite eles aproximam-se e colhem uma Flor do nosso jardim e nãodizemos nada.
Na segunda noite, Já não se escondem; pisam as flores, matam o nosso cão, e não dizemos nada.
Até que um dia o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua e, conhecendo o nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E porque não dissemos nada,
Já não podemos dizer nada.
Esse trecho é parte do poema "No Caminho, com Maiakóvski" de Eduardo Alves da Costa.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Eduardo_Alves_da_Costa
D'aprés André LB
O problema é o choque dos discursos; Dilma diz que o governo tentou de tudo para suspender a ação policial; o governador de São paulo diz que não aconteceu nada disso, até porque "nada havia a fazer senão cumprir a determinação judicial", o que é claramente uma mentira. Mas é ótimo que Dilma se contraponha à insensatez paulista; pena que a declaração foi dada em meio a um discurso longo, repleto de outros assuntos. Seria necessário que Dilma decalcasse essa parte do discurso e partisse para cima do governador, e até da Justiça, com argumentos ainda mais aprofundados, e contrários à ação policial e à decisão judicial. Senão isso ficará no disse-me-disse que será convenientemente sepultado pelos setores midiáticos que sabem muito bem a grande cagada que foi feita, que eles tentam varrer para debaixo do tapete e não tem adiantado, pois o fedor continua insuportável. Mais incisividade e cobrança sobre o governador de SP, obrigando-o a deixar de se eximir e assumir suas responsabilidades no caso.
Perplexidade aflita diante da perspectiva caótica
Caro marcos nunes:
A possibilidade de choque de discursos inexiste.
De um lado, um governador que não passa de um chimpanzé dentro de uma loja de cristais, o sacripanta que já não consegue tirar do próprio lombo as façanhas na Cracolândia e Pinheirinho, do outro lado o tal do “Poste”, capaz de fazer um pronunciamento como este, provavelmente de improviso, onde não deixa pedra sobre pedra, quem será que está ao lado da verdade?
Quando li, parecia que eu estava vendo aquela mulher, o tom de voz, a tesão que coloca em cima daquilo que fala.
Aquela Dilma Rousseff de 2010, a que tinha naturais dificuldades nos debates políticos, ficou prá trás. Já tenho dó do político que vier a enfrentá-la em 2014, pois será inevitavelmente massacrado ao vivo e a cores.
De vez em quando eu critico o governo dela aqui no blog, mas entendo-a como um verdadeiro vulcão, um vulcão benigno.
Um abraço
"a parte interessada tem que entrar na Justiça e pedir apoio do governo federal. E um juiz tem que despachar":
Ate agora so sabemos qeu a "parte interessada" de Nahas entrou na justica, pediu apoio do governo paulista, e os juizes despacharam. Quando foi diferente?
No entanto, ainda ha uma tremenda oportunidade: quando o dono da "massa falida" de 22 anos de idade aparecer.
Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.
Ivan:
Tudo em paz neste frio de rachar?
Basta ao governo federal proceder à desapropriação da área.
Como já apareceram no noticiário duas avaliações inteiramente discrepantes para uma mesma área terreno, uma de R$85 mi e outra de R$180 mi (como eu disse anteriormente, aparentemente exagerada), faz-se o “natural do bode” para este tipo de situação, uma terceira avaliação por empresa especializada. Logo que resolvida a provável contestação, fato rotineiro, seguem os procedimentos processuais normais, a quitação de dívidas pendentes conforme os critérios legalmente estabelecidos, a imissão de posse por parte do Estado e pronto. Nenhum mistério à vista.
[Quando nós soubemos do Pinheirinho, o ministro Gilberto [Carvalho, da Casa Civil] foi encarregado de conversar com todas as lideranças políticas dos governos em questão para impedir o que nós acreditávamos estar em andamento ] Ou seja, esses anos todo esconderam tudo do governo federal. O quê mias estariam esses fazendo escondido?
Emocionante e impressionante, li como se estivesse ouvindo-a com aquelas mudanças de Tons empolgantes, consegui ver uma pessoa íntegra dentro da nossa querida presidente, preocupada tb com o individuo e nao somente com o abstrato da Macro-economia.
"O que alguns dos comentários demonstra é que há uma total incompreensão a respeito das responsabilidades e dos poderes da presidência da República. Não sabem, não compreendem, e o pior, nem buscam entender melhor, lendo a Constituição, por exemplo. Só fazem cobrar e culpar, é mais fácil. Como pode acontecer um crime desse e a presidenta não ser culpada? - é o que pensam. Nem de longe imaginam o quanto estão longe da realidade. A história desse assessor foi divulgada aqui nesse blog há muito tempo, eu mesmo fui um a comentar. Não apareceu uma única manifestação de solidariedade, de reconhecimento à tentativa dele - quer dizer, do governo -de encontrar uma solução. Seguiram, impávidos, os comentários botando a Dilma junto ao Alkmin no mesmo saco de culpados. E vem as fotos, provas do suposto conluio. Depois, o povo pobre é que é taxado de "despolitizado".
comentário de Luiz Pinheiro em 'viomundo' sobre o depoimento de Paulo Maldos - secretário nacional de artibulação social
Assino embaixo.
também assino embaixo. irretocável. o mais estarrecedor é alguns queremistas do Lula. como se o governo lula fõsse Revolucionário e tivesse emparedado a direita. mudaram-se pruma realidade paralela e informam-se vendo JN.
Excelente comentário. Assino em baixo e digo mais: pelo tipo de comentário desabonador do discurso da Presidenta que estou lendo por aqui, deduzo facilmente que ela está com absoluta razão, pois está desagradando aqueles que merecem ser desagradados, e aqueles que, por má-fé ou ignorância mesmo, não têm qualquer compreensão a respeito da estrutura constitucionalista do sistema federativo brasileiro e, ao invés de se informarem, acham mais fácil agarrarem-se a seus posicionamentos simplistas e entrarem num blog para comentar.
Ótima fala de nossa Presidenta Dilma, politicamente perfeita .
Agora, o GF entra com ações reparadoras ( habitação e assistência jurídica e social para as vítimas ) .
Espero que a querida Maria do Rosário encomende ao Niemeyer um monumento para que a barbárie fique eternizada na memória dos paulistas/paulistanos ?
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