Dilma sanciona Plano Plurianual 2012-2015

Da Agência Senado

Com ênfase na área social e tendo como prioridade o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o programa Brasil Sem Miséria, o Plano Plurinual 2012-2015 (Lei 12.593/12) foi sancionado nesta quarta-feira (18) pela presidente Dilma Rousseff. O PPA, aprovado pelo Congresso Nacional em 20 de dezembro de 2011, corresponde ao planejamento de médio prazo do governo e define diretrizes e metas da administração pública federal para o próximo quadriênio.

O Plano prevê dispêndios totais de R$ 5,4 trilhões, além de R$ 102 bilhões em emendas, acrescentados durante a tramitação no Legislativo. A peça está estruturada em 65 programas temáticos divididos em quatro grandes áreas: Social, Infraestrutura, Desenvolvimento Produtivo e Ambiental e Especiais.

A área social aparece como destinação de maior parte dos recursos públicos (R$ 2,58 trilhões). O governo prevê, por exemplo, a inclusão de 495 mil domicílios rurais no Programa Luz para Todos; a expansão da internet banda larga para 40 milhões de domicílios; a inclusão de mais 800 mil famílias no Bolsa Família; a construção de 2 milhões de casas com o Minha Casa, Minha Vida e o investimento de R$ 18 bilhões em empreendimentos de mobilidade urbana nas grande cidades.

Economia

O PPA também leva em conta previsões macroeconômicas para os próximos anos. Segundo o texto analisado por deputados e senadores, o mínimo deve chegar, em em 2015, a R$ 817,97, um aumento de 31,5% em comparação com os atuais R$ 622, em vigor desde 1º de janeiro de 2012.

O método de reajuste do salário mínimo foi definido pela lei 12.382/11, segundo a qual o valor será reajustado, até 2015, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.

A previsão é de que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro chegue a R$ 6,1 trilhões em 2015, contra R$ 4,1 trilhões obtidos em 2011. Já a taxa básica de juros da economia (Selic) deve ter queda gradual, caindo a 8%, também em 2015.

Vetos

A presidente Dilma Rousseff vetou dispositivos dos anexos I e III da lei. Foram 17 iniciativas vetadas, incluídas em diferentes programas. Sobreposições de iniciativas, perda do objeto, custos fora dos valores de referência e até falta de estudos prévios de viabilidade técnica estão entra as razões dos vetos.

Revisão

Segundo o senador Walter Pinheiro (PT-BA), relator do PLN 29/11, que resultou na lei publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (19), o Congresso Nacional receberá anualmente relatório de acompanhamento da execução do Plano, que poderá ser analisado não só pela Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO), como pelas comissões permanentes das duas Casas.

O PPA vige do segundo ano do mandado presidencial até o fim do primeiro ano do mandato seguinte.

Parâmetros macroeconômicos previstos no PPA 2012-2015:

                                         2012        2013      2014        2015

Salário mínimo          (R$)622,73*     676,18    741,94      817,97

PIB (em trilhões)                 4,51       5,00        5,53         6,08

IPCA acumulado                  6,00         4,5          4,5          4,5

Taxa Selic (%)                      10,5         11           9,5         8,00

Dólar (média)                      1,80       1,72         1,74        1,77

* Valor já revisto e incluído no Orçamento de 2012. Inicialmente o PPA previa R$ 619,21.

Pontos do PPA 2012-2015 vetados pela presidente:

Iniciativas:

* Construção da Ferrovia Transcontinental de Vilhena (RO) a Boqueirão da Esperança (AC);

* Implantação da rede de fibra ótica no trecho de Macapá a Oiapoque;

* Adequação da BR-040;

* Construção do Rodoanel Sul de Belo Horizonte (MG).

Razões do veto: As Iniciativas em questão se sobrepõem a outras já previstas no PPA, não se justificando serem tratadas de forma separada.

Iniciativas:

* Implantação de infraestrutura para realização da Universíade de Verão 2017 no Distrito Federal.

Razões do veto: A escolha de Brasília para a realização do evento não se concretizou, portanto houve perda do objeto da iniciativa.

Iniciativas:

* Construção de novo porto em águas profundas no Estado da Paraíba;

* Implantação do novo porto na Cidade de Natal (RN);

* Construção do Arco Rodoviário Norte - BR-369 (PR);

* Construção do 2o Anel Rodoviário no Estado do Ceará - BR-116, BR-020 e BR-222;

* Construção de ponte interligando a BR-319 à Rodovia AM-070 no Amazonas;

* Construção do ramal Paraíba da Ferrovia Nova Transnordestina (EF-232/116/225);

* Construção e adequação de ferrovia (Maringá-Cianorte-Umuarama-Guaíra- Cascavel);

* Construção de eclusas no complexo do Rio Madeira;

* Construção de eclusa no Acre;

* Implantação de adutoras para distribuição das águas provenientes do PISF (Eixo Leste) nas regiões do Cariri, Brejo e Seridó;

* Integração das bacias do São Francisco com as bacias da Fronteira Seca do Piauí;

* Implantação da usina hidrelétrica do Ribeirão no Rio Madeira.

Razões do veto: São empreendimentos de grande porte, que não possuem estudos prévios de viabilidade técnica, econômica, ambiental e social necessários à sua implementação. O início de obras nessas condições aumentaria significativamente o risco de pulverização de recursos, de dilatação dos prazos de execução e de paralisação das obras.

Iniciativas:

* Adequação da BR-153;

* Adequação de estruturas de acostagem e de operação de cargas no Porto de Santana (AP).

Razões do veto: O custo total dos empreendimentos é inferior ao valor de referência necessário para individualização como Iniciativa, o que contraria o art. 10 do PPA.

Anderson Vieira / Agência Senado
Média: 3 (2 votos)
14 comentários
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Homero Pavan Filho

Meu palpite: na melhor das hipóteses, 10 comentários. Na pior, só este, o meu.

 
 
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João Paulo Sousa

Este tipo de noticia tão incrivel ( mais importante que qualquer privataria, ou BBB ) quase não chama atenção dos comentaristas...mas independente disso, meu coração se enche de alegria quando vejo que o nosso Governo Federal é hoje, um dos melhores do mundo !!!

 
 
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Homero Pavan Filho

Observem a tabela e vejam o que ocorre, ou melhor, a velocidade com que ocorrem mudanças na área econômica.

Esse PPA deve ter sido elaborado no primeiro semestre de 2011 e não conseguiu acertar, sequer, o valor do salário mínimo deste ano, o mais próximo, que dirá nos vindouros?

A inflação de 6,0% deve estar superestimada. O crescimento do PIB de 4,51% para este ano é irreal, dizem que não passará de 3%, o que joga por terra os valores do SM para os próximos anos.

A Taxa Selic para 2012 está estimada em 10,5%, ou seja, para que o PPA acerte este número não poderá oscilar nos próximos 11 meses.

O dólar não sei a quantas anda e, pelo jeito, a ira do Nassif contra essa valorização do Real não refluirá. Continuaremos na rota suicida (industrialmente falando).

 
 
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Maria Lucia de Andrade Pinto

Diante da profunda crise internacional do sistema capitalista, os fatos que assinala são mais do que compreensíveis.

O Plano constitui um documento a merecer detida análise. Num primeiro exame, dá para entender que o Governo Dilma quer cumprir o que prometeu na campanha.

 

Maria Lucia

 
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Homero Pavan Filho

Não foi o que eu disse?

Descontando os meus comentários, acho que o prognóstico que fiz acertar na melhor das hipóteses...rs

 
 
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Fabio.

Nassif , desde do anuncio do PAC 1 não consigo saber o que foi feito e o que não foi executado, vc sabe onde se pode pesquisar estas informações?

 
 
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Avelino

Caro Fabio

Concordo, além da mídia que se esforça em arrebentar com os governos Lula/Dilma, não se acha nada sobre os PACs e como eles estão. Tente achar sobre a Transposição?!

Esse governo facilita para a mídia.

Saudações

 
 
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Tio_Zé

Concordo homero.

 
 
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Gabriel A. Boscariol

O grande problema desses planos até hoje, digo desde até os militares até hoje em dia, foi a centralidade desses planos em serem perseguidos as metas discutidas. Como não se sentem obrigados a cumprir tudo, em um plano desse porte é dificil realizar tudo, pois prioridades mudam e certas iniciativas perdem viabilidade, como outros problemas que podem surgir de imprevisto. O que existe no plano é ficção até sair do papel, enquanto houver esforço para cumprir o plano ele será útil, se no meio do caminho nãao se importarem mais com o que foi escrito ele vira somente um pedaçõ de papel.

 
 
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Marco Cardoso

A Selic prevista para 2013 é 11% ? Significa então que o governo planeja aumentar?

 
 
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Homero Pavan Filho

Pq tem que deixar 6% pra caderneta de poupança (pelo menos foi o que aprendi na escola)

 
 
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PedroAurelioZabaleta

4 anos para reduzir em 2,5 pp a taxa Selic, chegando a 8% em 2015.

Não tô enteeendeeeeeendo!

8% ainda será uma taxa pornográfica, inominável.

Eu quero Selic a 2%!

Por que não?

 
 
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Ygor C.S.

Com juros reais muito negativos, de -2,5% num cenário de inflação de cerca de 4,5%? Não tem a mínima chance. Além disso, as mudanças que precisam acompanhar a queda da Selic não são feitas em meses ou poucos anos, salvo se se quiser privilegiar a rapidez sobre a segurança (ao menos é o que me parece). Acredito que o ideal seria ver a Selic cair um pouco mais, pelo menos para 6,5%, de modo que, com uma inflação de ~4,5%, ter-se-ia um juro ainda muito alto, mas extremamente menor que o de meados dos anos 2000, ou seja, cerca de 2%.

 
 
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tioalb

Quais os parametros para melhorar o desempenho da máquina e custos estatais???

 

 
 

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