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Dilma muda o presidencialismo de coalizão, diz ViannaEnviado por luisnassif, ter, 10/01/2012 - 08:29
Por raquel_
Do Valor Econômico "Dilma será constrangida à infidelidade" Por Cristian Klein | Do Rio Raros analistas, transcorrido apenas um ano de observação, afirmam de modo tão categórico que a presidente Dilma Rousseff conduz um governo essencialmente diferente ao de seu antecessor Luiz Inácio Lula da Silva. Para o sociólogo Luiz Werneck Vianna, de 73 anos, professor da PUC-Rio, Dilma realiza mudanças profundas que abrem novos caminhos na prometida marcha de continuidade à era Lula. Dilma separa-se do padrinho nos direitos humanos, na relação com os sindicatos - "a armação que Lula concebeu e fez funcionar está destruída" - e será cada vez mais impelida à infidelidade. Montará um governo com cara própria e o tocará sob a égide da racionalidade; e não para atender aos caprichos dos amigos e aliados. Dilma, afirma o pesquisador, já está introduzindo uma guinada no presidencialismo de coalizão brasileiro, com ministérios sem "porteira fechada". A tendência, prevê, é de uma coalizão mais programática. A "estatolatria" de Lula, que significou uma volta ao varguismo e ao regime militar, dá espaço a uma presidente sintonizada com a agenda internacional de uma nova época em emergência, onde o Estado-nação perde força. Dilma é, e será, diferente de Lula, em primeiro lugar, por chegar ao poder em circunstâncias distintas - num mundo em mutação e em crise financeira - e, em segundo lugar, por estar dotada, com sua formação universitária em economia, da capacidade de calcular os riscos por ela mesma. "É uma inflexão importante. Dilma está introduzindo uma mudança de fundo no presidencialismo de coalizão" Ex-militante do Partidão, o PCB, quando foi aluno de curso de formação de quadros comunistas internacionais na então União Soviética, em 1974, Luiz Werneck Vianna mantém a posição em causas consideradas polêmicas. Defende as férias de 60 dias dos magistrados e critica o acerto de contas com o regime autoritário, nos moldes realizados pelos vizinhos sul-americanos: "Os direitos humanos dizem respeito aos vivos", afirma o sociólogo, que considera o empresário Eike Batista e a senadora Kátia Abreu (PSD-TO) símbolos do capitalismo brasileiro em expansão. A seguir, os principais trechos da entrevista concedida por Werneck Vianna ao Valor: Valor: Qual é a sua avaliação do primeiro ano de Dilma Rousseff? Luiz Werneck Vianna: Mudou em relação ao governo anterior, em que pese a própria Dilma. Valor: Como assim? Werneck Vianna: Independentemente de querer ser fiel ao patrono, ela vai ser constrangida à infidelidade. Já está montando um governo com cara própria. Caíram seis ministros, por denúncias de corrupção, sendo que o sétimo, o Nelson Jobim [ex-ministro da Defesa], era absolutamente chave. Foi uma perda imensa. Os outros significavam bem essa política do presidencialismo de coalizão do Lula. E essa é uma inflexão importante. A Dilma está introduzindo uma mudança de fundo na arquitetura do presidencialismo de coalizão no Brasil: [o ministério] não vai ser de porteira fechada. Tende a ser uma coalizão programática, o que nunca ocorreu no Lula. Era "Vem cá meu bem, que para você tem" e com isso você pode atender seu partido, seus amigos. A primeira implicação é uma mudança no sentido de partidos que parecem mais estruturados do que nossa filosofia admite. Para que o presidencialismo de coalizão programático funcione é preciso que os partidos estejam mais estruturados do que estão. Valor: Quais são as evidências? Werneck Vianna: Ela está conversando mais com os secretários-executivos sobre a realização de programas de governo. Na reforma ministerial, isso vai aparecer de forma mais definida. Valor: A reforma vai ser importante para dar a cara dela. Werneck Vianna: Vai definir qual será a natureza do presidencialismo de coalizão. Porque não há sociedade que tolere, com esse sistema de freios e contrapesos, e porque não há recursos para esses gastos perdulários. Tende a enxugar, tende a racionalizar. Essa é uma tendência do governo Dilma: racionalização. Valor: O desafio é encontrar uma fórmula que não desagrade tanto a classe política, como a contenção de emendas parlamentares. Werneck Vianna: E nem [desagrade] embaixo. Dependendo de como ela manobre, podemos ter turbulências. Politicamente, ela não tem ninguém relevante do lado dela. Perdeu o [Antonio] Palocci [ex-ministro da Casa Civil] e o Nelson Jobim. São quadros que ela não tem como recuperar. Valor: O senhor critica uma certa "estatolatria" que haveria no Brasil. Dilma mudou em relação a Lula? Werneck Vianna: Com ela, tende a diminuir. Se eu estiver certo, nós vamos ver nos próximos meses um progressivo distanciamento dos sindicatos e dos movimentos sociais em relação ao governo. O MST [Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra] já começou. Valor: Isso é bom? Werneck Vianna: Dá mais autonomia para a sociedade. "Eike Batista e Kátia Abreu são os novos personagens do capitalismo brasileiro. Vigorosos, sem ostentação" Valor: Por que Dilma abriria mão do arranjo político que foi tão bem sucedido com Lula? Werneck Vianna: Porque ela está vivendo um outro mundo, onde terá que fechar o cofre. E porque nós estamos vivendo uma mudança de época. O mundo mudou. Sabemos do que estamos nos afastando, mas ainda não pressentimos para onde vamos. Valor: De que nos afastamos? Werneck Vianna: Do que se poderia caracterizar, como no diagnóstico da [filósofa] Nancy Fraser, de um paradigma keynesiano-westfaliano. Estamos indo para um mundo onde temas centrais da vida moderna são tratados por organismos que exercem jurisdição internacional, por exemplo os que mexem com economia, meio ambiente e terrorismo. Exemplo forte é o da Justiça internacional, com o Tribunal Penal, acima dos Estados nacionais. É uma época de inovação, de criação. Valor: O Brasil, com o recente fortalecimento do peso do Estado, não seria um contraponto à tendência? Werneck Vianna: Esse deslizamento está acontecendo numa escala mundial. O Estado-nação perde força. E as ideologias, comportamentos e atitudes que vieram com ele vêm se esmaecendo. Mas no segundo mandato de Lula, houve uma mirada no retrovisor. Foi um momento de forte adesão ao paradigma keynesiano-westfaliano, no momento em que esse paradigma no mundo perde força. Valor: Como isso se deu? Werneck Vianna: Houve um retorno a um repertório dos anos 30, do Estado Novo, do regime militar, do "Brasil país grande potência". O tema [westfaliano] da grandeza nacional foi um retorno quanto à política do regime militar, especialmente a do governo Geisel. Esse eixo Getulio-JK-regime militar se projetou inteiro no segundo mandato de Lula. Isso envolvendo políticas e valores do nacional-desenvolvimentismo. [O economista] Celso Furtado [1920-2004] foi guindado a uma figura ícone do governo. Agora mesmo, um navio importante recebeu o nome dele. Na política externa, teve acompanhamento, especialmente, nas relações com o mundo árabe, América Latina... Para não falar da forte "estatalização" do movimento sindical. Valor: A relação com os sindicatos mudou muito? Werneck Vianna: A Dilma herda esse eixo, mas só que o mundo deslizou, vem deslizando. A armação que Lula concebeu e fez funcionar está destruída. Este sindicalismo não tem mais o velho lugar, quando sentava com o presidente da República e deliberava como ia ser o salário mínimo futuro - tanto de produtividade, tanto de inflação - e que virou lei agora. Isso foi feito com Lula e eles. Não tem mais Dilma e eles. Valor: Ter os sindicatos por perto não seria uma medida mais racional para Dilma? Werneck Vianna: Mas a conta também é alta. Passa pela Previdência, pelo salário mínimo, ajuste fiscal, custo Brasil, não dá mais. Essa crise está limpando a névoa, está obrigando a que o argumento econômico seja mais respeitado. Há exemplos de fora: Itália, Espanha. As medidas dela não terão como objeto os que estão em cima, as elites econômicas, mas quem está embaixo. Você continua a viver num condomínio entre governo e elites econômicas do país. Sempre disse isso. Valor: O combate à pobreza e a ascensão de uma nova classe média não contradizem essa ideia? Werneck Vianna: Está sendo importante. Mas são processos que requerem muita maturação. Valor: Que outras diferenças marcam o estilo Dilma? Werneck Vianna: Há uma diferença irremovível: ela tem formação universitária e numa área determinada, em economia. Alguma coisa de economia ela entende. O Lula, não. Delegava. A crise chega com a presidente no olho do furacão, sabendo ler, interpretar e calcular os riscos por ela mesma. Valor: O país está em boas mãos? Werneck Vianna: Não estou avaliando se é melhor ou pior. Só sei que quando os sindicatos chegam, com as suas pretensões, ela tem objeções a fazer, como fez na época da votação do salário mínimo. "Isso eu não posso dar". Ela sabe que não pode dar. E em outras coisas, como Previdência, saúde, ela é obrigada a se adaptar a uma agenda mais racional-legal do que Lula, por razões econômicas e por razões de fortalecimento de um sistema de freios e contrapesos que foi se tornando cada vez mais importante, além da mídia. Valor: Nestes termos weberianos, Dilma busca legitimar seu poder no mundo da técnica enquanto a fonte de Lula era o carisma? Werneck Vianna: Pode-se dizer. Mas, independentemente desse cálculo, há constrangimentos que fazem com que ela seja orientada para esta direção, e não outra. Não tem como não aderir a este movimento. A cognição política pode ser a mesma, o que muda é a circunstância, é a "fortuna", para ficar na imagem cediça do Maquiavel. E, aí, a "virtù" tem que mudar também. O tema dos direitos humanos ganhou uma projeção no governo Dilma, que não teve no governo Lula. O movimento sindical sofreu - a meu ver foi uma ferida funda - um abalo, com a saída desse ministro [Carlos Lupi, do PDT], que vinha do atraso sindical. Valor: Qual é a consequência? Werneck Vianna: O movimento sindical vai conhecer a divisão real entre as centrais, por exemplo, entre CUT, Força... Valor: Mais competitividade? Werneck Vianna: Sim, e também mais independência em relação ao governo. Com o Lupi, houve a ampliação da vida sindical em torno dos projetos governamentais. O sindicalismo foi se expandindo, com todos os sindicatos se arregimentando ao governo. Valor: Fora o acesso aos recursos do imposto sindical. Werneck Vianna: E Lupi dando carta sindical para todo mundo e tudo isso aparelhado com ONGs. Mas, independentemente disso, o Lupi não caiu por causa da Dilma. Valor: Por que ele caiu? Werneck Vianna: Porque as instituições democráticas se reforçaram no país. Valor: A Comissão de Ética da Presidência da República ganhou um peso que não tinha. Werneck Vianna: A Comissão de Ética era para ter um outro papel, mais dócil. E não teve. Valor: A recomendação de saída do ministro deixou a presidente numa saia-justa. Werneck Vianna: Para ela, destituir a Comissão seria um desastre, nem poderia fazer. A Comissão teve uma importância inesperada. E mais: deixou uma raiz, um sedimento, deixou, digamos, uma jurisprudência. Valor: Foi o nascimento de uma nova instituição de controle? Werneck Vianna: Isso ao lado da Controladoria Geral da União e desses mecanismos todos que foram criados pela Constituinte ou depois dela, para que a sociedade pudesse fiscalizar o Executivo. Era tudo nominal, no papel. A esquerda em 1988 - consideradas as forças que mais tarde fundaram o PSDB e o PT, que já existia - não tinha a menor ideia do papel que essa institucionalidade iria ter. A presença dessas instituições e do Judiciário na vida política brasileira não foi algo que surgisse daquela intelligentsia e daquela esquerda. Isso não estava na cabeça do Fernando Henrique [Cardoso, ex-presidente], não estava na do Lula, do Ulysses [Guimarães, ex-presidente da Câmara dos Deputados e da Assembleia Nacional Constituinte]. Valor: Estava em quem? Werneck Vianna: Parece que foi uma associação entre juristas e [o ex-governador de São Paulo] Mário Covas, especialmente o José Afonso da Silva [constitucionalista, ex-secretário de Segurança Pública de 1995 a 1999 e principal assessor jurídico de Covas quando ele era senador, na Constituinte]. Valor: Como deve ser a sucessão no Ministério do Trabalho? Werneck Vianna: É difícil. Porque também não dá para entregar para um petista, que vem com a agenda prontinha lá daquele fórum de 2004 [o Fórum Nacional do Trabalho], com uma carga doutrinária sobre o assunto e a defesa da pluralidade sindical. Não pode entregar a um [Ricardo] Berzoini [ex-ministro do Trabalho, do PT, entre 2004 e 2005]. Valor: O PT no Ministério do Trabalho é um complicador? Werneck Vianna: Acho impossível [a nomeação de um petista]. Ele é obrigado a fazer reforma. O Berzoini tentou. Fez uma emenda constitucional. Valor: O senhor costuma mencionar em suas análises o processo de expansão do capitalismo no país. Quem o lidera e para onde ele vai? Werneck Vianna: Vai sem projeto, politicamente desarmado. Mas tem sua energia, é voraz. Esse Eike Batista [presidente do grupo EBX e oitavo homem mais rico do mundo] pode ser considerado uma figura emblemática. Tem essa ética, com uma vida de monge, não é um homem de consumo conspícuo. Vive para servir à riqueza, à acumulação, como se fosse um herói calvinista. Ele é bem representativo. E os homens do agronegócio também. A [senadora] Kátia Abreu [do PSD de Tocantins e presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)] é outra. São os novos personagens do capitalismo brasileiro. Vigorosos, sem fraquezas, sem ostentação. Os Matarazzo [de São Paulo] tinham uma vida mais aristocrática. Valor: Seu trabalhos sobre judicialização da política são referência. Como o senhor avalia as críticas às tentativas de se podar o Conselho Nacional de Justiça (CNJ)? Werneck Vianna: Isso vai na esteira do mesmo processo de intensificação do mecanismo de controle [das instituições brasileiras]. Valor: O CNJ é importante? Werneck Vianna: Freios e contrapesos fazem parte de uma dinâmica que tem funcionado cada vez mais. Valor: Prerrogativas dos magistrados, como férias de 60 dias, são justificáveis? Werneck Vianna: É uma atividade terrível. Há determinadas profissões que também têm férias mais extensas, escafandristas, esse tipo de coisa. A sociedade é que tem que estabelecer isso. Valor: A Comissão da Verdade não chega tardiamente? Werneck Vianna: A minha posição não acompanha as posições majoritárias aí na intelligentsia. Acho que a gente deve recuperar a história, mas o passado passou. Página virada. Cada país fez, em circunstâncias diferentes. Você, à esta altura, rasgar a Lei da Anistia, seria jogar o país numa crise, não sei para quê. Valor: E para conhecer as circunstâncias das mortes, sem punição, como aprovado? Werneck Vianna: Isso deve existir, com estes limites. Valor: Os militares recorrem sempre à acusação de revanchismo. Werneck Vianna: Mas, vem cá, as grandes lideranças que nos trouxeram à democracia tiveram muito clara essa questão: anistia real, geral e irrestrita. As forças derrotadas, ou seja, a luta armada, querem reabrir esta questão? Não foram elas que nos trouxeram à democracia. Nos momentos capitais, ela não estava à frente, na luta eleitoral, na luta política, na Constituinte. Era um outro projeto. Valor: Por isso ela é menos legítima para reivindicar investigações sobre o período? Werneck Vianna: É politicamente anacrônica. O país foi para frente. Tem uma ex-prisioneira política na Presidência da República. Altos dignitários da administração têm a mesma origem que ela. Valor: Os direitos humanos não deveriam estar além do conflito entre projetos à esquerda ou à direita? Werneck Vianna: Os direitos humanos dizem respeito aos vivos. Aos mortos, o velho direito de serem enterrados como Antígona [protagonista da tragédia grega de Sófocles] quis enterrar o irmão em solo pátrio. É o que esta Comissão da Verdade está fazendo.
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Comentários + votados
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Laudir Seger
10/01/2012 - 08:47
Será que pagam esse sujeito para falar essas besteiras na universidade? Pobre PUC. Se bem que quem paga a conta são os alunos, que devem amar ouvir falarem mal do Lula, nem para isso tenham que...
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marcccio
10/01/2012 - 09:03
Que coisa de maluco. Tudo começa com a consideração que a saída de Jobim foi uma grande perda? Só se for uma grande perda para a oposição.
Depois vem falar que o Estado-nação está enfraquecido e que...
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Luis Roberto
10/01/2012 - 09:05
Parei de ler quando ele citou a saída do Johnbeen como uma "grande perda".... depois dessa Nassif, só falta fazer um concurso para escolher a melhor performance na dancinha do Michel Teló....ninguém...
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Rodrigo Gonçalves
10/01/2012 - 09:05
Eu realmente tentei. Tentei. Tentei encontrar pelo menos alguma coisa que ele disse, que teria a mínima procedência, correspondência e substância. Mas realmente, ele não deu uma dentro que seja. É...
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Marco Barreira
10/01/2012 - 09:05
Papo de intelectual frustado que só reconheçe valor em quem tem formação universitária. Nunca é demais lembrar que foram os intelectuais que entregaram o Pais, cito como exemplo maior FHC. Quem...
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Arthos
10/01/2012 - 09:07
Puxem o Werneck Vianna de volta, o cara tá sem chão... e há ainda quem o repercuta...
Argh!
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Ernesto Ge
10/01/2012 - 09:08
A melhor é comparar férias de juízes com escafandristas. Eu nunca tinha pesando nessa justificativa para as férias do judiciário.
Caralho!!!!
Eu não fumo, mas queria beber o que esse cara bebe.
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Joaquim Aragão
10/01/2012 - 09:10
Realmente, é um dinossauro da era neo-liberal, que não entendeu que 2008 foi um 1989 às avessas: a desmoralização de todo esse lenga-lenga, em função da salvação maciça dos especuladores,...
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Ed Döer
10/01/2012 - 09:12
Caíram seis ministros, por denúncias de corrupção, sendo que o sétimo, o Nelson Jobim [ex-ministro da Defesa], era absolutamente chave. Foi uma perda imensa.
Depois dessa parte foi difícil continuar...
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LEN
10/01/2012 - 09:13
atenção: o texto do post apresenta alta concentração de baboseiras por cm quadrado, ler sem apurado senso crítico pode transformá-lo irreversivelmente em uma poliana desvairada.
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KURK
10/01/2012 - 09:15
"por estar dotada, com sua formação universitária em economia, da capacidade de calcular os riscos por ela mesma"
Parei aqui.
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Dimas de Arimatéia Martins Renó
10/01/2012 - 09:16
Depois dessa entrevista que li, lembrei-me de um velho ditado:"É melhor ouvir besteira que ser surdo". Então tá!
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João Sabóia Jr.
10/01/2012 - 09:18
"Para o sociólogo Luiz Werneck Vianna, de 73 anos, professor da PUC-Rio, Dilma realiza mudanças profundas que abrem novos caminhos na prometida marcha de continuidade à era Lula. Dilma separa-se do...
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rogerio marques
10/01/2012 - 09:20
É impressionante. Tudo o que está acontecendo na Europa, EUA, e o estudioso consegue fazer uma leitura tão distorcida da realidade. Fim do Estado-nação. É isso que os países do Euro estão tentando...
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Carlos Henrique Machado
10/01/2012 - 09:23
Werneck Vianna é a propria pedagogia do racionalismo ideologico contra as ideologias.
Entre o "ingenuo e o astuto" ele faz um sopão fernandista pois seu compromisso é com a "realidade"
com uma...
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Luiz Gonzaga da Silva
10/01/2012 - 09:24
"...Os outros significavam bem essa política do presidencialismo de coalizão do Lula."
Por que do Lula? Todos os governos pós-redemocratização para tocarem o governo tiveram que se coligar....
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Edir Vidal
10/01/2012 - 09:26
Fiz um esforço pra ler o ex-comunista(será que existem ex-anão, ex-gay, ex-comunista) mas não aguentei. É muita asneira. Acho que ele tem vaga no partido(minúsculo mesmo) do ex-comunista Roberto...
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Nossa! Assim você me mata...
Desejos para 2014.
Orides (terça-feira, 10/01/2012 às 09:34),
Inciei meu comentário ontem, terça-feira, 10/01/2012, mas só hoje, quarta-feira eu tenho condições de completá-lo. Embora não me ficou claro, creio que com a sua ironia você teve uma reação semelhante a maioria dos que criticaram esta entrevista do professor Luiz Werneck Vianna.
Eu também faço uma avaliação um tanto depreciativa desta entrevista de Luiz Werneck Vianna e penso que ele se engana em muita coisa. Há muita previsão dele de que muita coisa vai mudar ainda no governo de Dilma Rousseff que talvez nem mesmo os netos dele vão poder verificar.
Ele faz várias afirmações peremptórias que espelham idéias que até podem ser verdadeiras, mas só como um desiderato de Luiz Werneck Vianna há a possibilidade de elas terem os efeitos que ele imagina. Escolho duas dessas idéia que, embora sejam verdadeiras, parecem-me com poucas chances de produzirem qualquer efeito mais substancioso no curto prazo como servem de exemplo o caráter racionalista do governo Dilma Rousseff e o enfraquecimento do Estado-nação.
Em relação à questão de racionalidade do governo Dilma Rousseff vê-se que para Luiz Werneck Vianna a mera mudança de estilo deixaria marcas indeléveis demonstrativas da mudança do governo de Dilma Rousseff em relação ao governo de Lula. Eu penso que esse entendimento é falho à medida que para a concepção desse entendimento se imagina que a máquina pública pode ter seu curso de funcionamento alterado de noite para o dia. Há vários posts tanto aqui no blog de Luis Nassif como em outros blogs em que eu considero que essa expectativa de mudança profunda não tem muito fundamento e permite supor um desconhecimento da forma de funcionamento da máquina pública. Serve como exemplo de post onde há comentários meus criticando a crença na importância da mudança de estilo, o post no blog de Alon Feuerwerker "O custo de um estilo" de terça-feira, 08/02/2011 e que pode ser visto no seguinte endereço:
http://www.blogdoalon.com.br/2011/02/o-custo-de-um-estilo-0802.html
A idéia principal que eu tento mostrar no post "O custo de um estilo" é que dado o tamanho gigantesco que o Estado contemporâneo alcançou, o aparelho estatal tem um ritmo e direção de percurso próprios e não se submete aos caprichos do governante de plantão, mesmo quando há mudança de ideologia, mais do que a mera mudança de estilo em governos de continuidade.
Aqui no blog de Luis Nassif há muitos posts falando sobre o estilo de Dilma Rousseff sendo que há uns três com títulos muito semelhante e pelo menos em um deles eu faço um comentário em que eu considero que seria pouco provável que ocorressem as mudanças que muitos predizem com base na alteração do estilo entre Dilma Rousseff e Lula.
Há um post anterior, no início do ano intitulado "O estilo Dilma de governar" de terça-feira, 04/01/2011 às 19:37, oriundo de um comentário de Michel que faz chamada para reportagem no IG intitulada "Pontual e exigente, Dilma inaugura nova rotina no Planalto" de autoria de Andréia Sadi e Adriano Ceolin no iG Brasília de 04/01/2011 às 15:21. O endereço do post "O estilo Dilma de governar" é:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-estilo-dilma-de-governar
Não fiz comentário para o post "O estilo Dilma de governar", mas a reportagem do IG não trazia nenhuma revelação importante, ainda que me parecesse bastante factual, não havendo razão para muito da polêmica que se instalou.
Outro post com quase o mesmo título e mais recente é o post "O estilo Dilma" de quinta-feira, 18/08/2011 às 20:44, oriundo de um comentário de Joaquim Aragão e que consta uma atualização às 19:43, provavelmente pela complementação ao post de um comentário de Chato Feliz, se bem que o comentário dele e que se encontra na página 2 fora enviado na quinta-feira, 18/08/2011, mas às 20:33. O endereço do post “O estilo Dilma” é:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-estilo-dilma
E há aqui no blog de Luis Nassif um terceiro post com o mesmo título do anterior “O estilo Dilma” de quinta-feira, 24/11/2011 às 17:39 com texto do próprio Luis Nassif. Para distinguir o post anterior do novo post com o mesmo nome, Luis Nassif acrescentou um zero ao novo post “O estilo Dilma” e o endereço ficou assim:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-estilo-dilma-0
Em meu comentário de sexta-feira, 25/11/2011 às 09:05 e que se encontra na primeira página do post eu enfatizo a necessidade de se analisar os governos em um contínuo, em que há pouca alteração entre eles principalmente quando o que se considera é questões de estilo. Nesse sentido critico o comentário de Wannabe, enviado quinta-feira, 24/11/2011 às 17:55, que diga-se de passagem corretamente salienta a principal distinção entre Dilma Rousseff e Lula: a ausência de carisma em Dilma Rousseff. Embora eu valorize o carisma, penso que se a economia estiver gerando empregos conforme a necessidade do país e se a inflação estiver dentro da faixa de controle, a falta de carisma pode ser suprida por um bom trabalho de marketing. E é o que penso que Dilma Rousseff vem fazendo bem e até usando os meios de comunicação mesmo quando lhe são hostis.
Também sob essa ótica de que tudo muda, mas tudo muda muito pouco, pareceu-me o comentário de Chato Feliz, crítico em relação aos que elogiavam a Dilma Rousseff por qualquer motivo e que foi acrescido ao post “O estilo Dilma” de quinta-feira, 18/08/2011 às 20:44 oriundo de um comentário de Joaquim Aragão elogioso para com Dilma Rosseff (Salienta-se que as críticas de Chato Feliz não me pareceram ser direcionadas a Joaquim Aragão, mas sim aos que na análise de Joaquim Aragão eram criticados). As críticas de Chato Feliz pareceu-me críticas de quem é contrário ao governo, mas pareceram-me válidas no sentido que enfatizam uma realidade cheia de problemas que não vão ser resolvidos só porque se mudou a forma de governar.
Aliás, na entrevista ao dar destaque para a mudança de estilo produzindo mudança de conteúdo, embora eu pense que os efeitos dessa mudança sejam só expectativas, Luis Werneck Vianna deixa transparecer em certas passagens mais um ranço preconceituoso. É o caso, por exemplo, da resposta que ele dá sobre a pergunta "Que outras diferenças marcam o estilo Dilma?" Segundo Luiz Werneck Vianna:
“Há uma diferença irremovível: ela tem formação universitária e numa área determinada, em economia. Alguma coisa de economia ela entende. O Lula, não. Delegava. A crise chega com a presidente no olho do furacão, sabendo ler, interpretar e calcular os riscos por ela mesma”.
Ora, a decisão sobre economia é do presidente, mas somente após ver brotar a decisão entre os assessores que entendem profundamente de política econômica. Não se pode saber de antemão quais assessores são mais competentes: o do governo de Lula ou os do governo de Dilma Rousseff, mas certamente eles são mais competentes que Lula e que Dilma Rousseff na área específica de economia para a qual eles foram chamados para opinar ou dar o parecer.
Quanto a crença de Luiz Werneck Vianna do enfraquecimento do Estado-nação, penso que ele tem razão, mas trata-se de um processo que se realiza desde o fim da Segunda Guerra Mundial, mas caminhou a passos lento durante o período da Guerra Fria, pela proeminência da disputa entre os Estados Unidos e União Soviética, e que reduziu-se também no governo de George Walker Bush, pela supremacia militar americana e pelo fato da falta de respeito de George Walker Bush com os organismos mundiais.
Trata-se, entretanto, de um processo que encontrará um problema muito grande representado pela revolução islâmica no mundo árabe. Talvez agora tenha-se iniciado no mundo árabe uma repetição da Revolução no Irã em 1979. A Revolução no Irã foi uma revolução para tirar do Irã um ditador amigo do mundo ocidental. Trata-se de um país que ficou isolado no mundo árabe desde então, pois a Revolução do Irã não se repetiu em mais nenhum país. A derrubada de Saddam Hussein, um ditador um tanto hostil ao mundo ocidental, mais de vinte anos depois, parecia indicar que o caminho do mundo árabe seria o contrário do Irã. No entanto, a chamada primavera árabe atingindo governos ditatoriais não só governos pró-ocidente como governos que mantinham ou mantêm relação hostil ao países ocidentais e aproximando do poder uma irmandade mulçumana dificilmente permitirá que o conceito de Estado-nação enfraqueça mais do que enfraqueceu nos últimos anos quando os Estados Unidos se agigantaram como Estado-nação no sentido de poder imperial.
Certamente o conceito de Estado-nação vai-se enfraquecer na Europa, principalmente se daqui a dez anos o euro permanecendo como moeda única tenha se mostrado forte para recuperar a economia européia. E para isso a União Européia terá que aumentar a carga tributária, ou seja, terá que aumentar a força da União Européia. No mundo árabe, entretanto, tal conceito de Estado-nação deve-se fortalecer. Ora, o mundo islâmico guarda muita diferença da ordem estabelecida pós Segunda Guerra Mundial que é um mundo judaico-cristão-cartesiano-darwinista. Talvez o mundo islâmico vá precisar de mais cem anos para chegar ao mundo atual e estabelecer uma ordem mundial judaico-cristão-maometano-cartesiano-darwinista. Antes disso haverá o surgimento do mundo chinês e até mesmo o mundo indiano com um enfraquecimento relativo dos Estados Unidos de tal modo que o projeto de globalização marxista de que Luis Werneck Vianna advoga talvez demore muito mais tempo para ocorrer.
Farei aqui um adendo. Vi hoje, quarta-feira, 11/01/2012, por volta de 1 hora da tarde no blog de Alon Feuerwerker na parte referente ao Twitter dele uma chamada para um artigo de Thomas L. Friedman no The New York Times. Não sou admirador de Thomas L. Friedman, mas achei o artigo interessante no que diz respeito ao Islã. O título do artigo é “Political Islam Without Oil” e foi publicado terça-feira, 10/01/2012 e pode ser visto no seguinte endereço:
http://www.nytimes.com/2012/01/11/opinion/friedman-political-islam-without-oil.html?_r=1
A meu ver em uma abordagem acertada, Thomas L. Friedman discute qual será o futuro árabe sob o manto do islamismo. Penso que o Islã tem duas dificuldades para gerenciar um Estado. A religião é contrária ao Estado, e o Estado moderno, ainda que não seja o Estado-nação, precisa ser forte e para ser forte ele precisa aumentar a carga tributária. E o islamismo como todas as religiões não é muito benevolente com os cobradores de tributo. Sobre o futuro do mundo árabe indico o post “Os cavalos correm” de sexta-feira, 21/10/2011 no blog de Alon Feuerwerker e que pode ser visto no seguinte endereço:
http://www.blogdoalon.com.br/2011/10/os-cavalos-correm-2110.html
Lá eu falo mais da dificuldade da realização da globalização (Aqui a globalização deve ser entendida no sentido marxista) no mundo árabe a medida que o mundo árabe se torna mais islâmico.
E há também no blog de Alon Feuerwerker o post "A equação dos profissionais" de segunda-feira, 18/07/2011 e que pode ser visto no seguinte endereço:
http://www.blogdoalon.com.br/2011/07/equacao-dos-profissionais-1807.html
Em comentário enviado quarta-feira, 20/07/2011 às 21h57min00s BRT, eu falo das dificuldades dos governos árabes para enfrentar a tendência à baixa carga tributária em países dominados pelo islamismo.
Bem, vi este post “Dilma muda o presidencialismo de coalizão, diz Vianna” de terça-feira, 10/01/2012 às 09:29, oriundo de comentário de Raquel_ e trazendo uma entrevista de Luiz Werneck Vianna, publicada no jornal Valor Econômico com o título de "Dilma será constrangida à infidelidade" e concedida a Cristian Klein, enquanto escrevia um comentário para Roberto Veiga junto ao post “A decepção com Aécio, por Josias de Souza” de segunda-feira, 09/01/2012 às 08:48, oriundo de chamada de Adamastor para post no Blog do Josias de Souza intitulado “2014: decepção com Aécio desnorteia oposição”. O endereço do post “A decepção com Aécio, por Josias de Souza” é:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-decepcao-com-aecio-por-josias-de-souza
Ao redigir o meu comentário resolvi utilizar minha resposta para comentário resposta de Roberto Veiga, enviado segunda-feira, 09/01/2012 às 22:13 para mim. A parte que me interessava da entrevista era a parte crítica ao fisiologismo (Na entrevista de Luiz Werneck Vianna chamado em uma simplificação minha de “presidencialismo de coalizão de porteira fechada”). Fisiologismo que dependendo da definição eu defendo e que Roberto Veiga e Luiz Werneck Vianna dentro do que eles entendem por fisiologismo são críticos. Revendo o comentário de Roberto Veiga, pareceu-me que ele não chega a ver o fisiologismo como um crime, como eu pensei que era o entendimento dele, mas que para ele no mundo ideal, o fisiologismo não seria necessário.
Reproduzo então a parte do meu comentário, enviado terça-feira, 10/01/2012 às 14:56, que eu penso que acrescenta para a discussão sobre esta entrevista de Luis Werneck Vianna, retirando apenas os links que ou já foram indicados ou retirando o link para o próprio post:
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“Hoje [na verdade ontem, terça-feira, 10/01/2012], há um post aqui no blog de Luis Nassif intitulado “Dilma muda o presidencialismo de coalizão, diz Vianna” de terça-feira, 10/01/2012 às 09:29, oriundo de comentário de Raquel_ e trazendo uma entrevista de Luiz Werneck Vianna, publicada no jornal Valor Econômico com o título de "Dilma será constrangida à infidelidade" e concedida a Cristian Klein. O post “Dilma muda o presidencialismo de coalizão, diz Vianna” pode ser visto no seguinte endereço:
[Tirei o link daqui porque ele ficaria rebarbativo]
O interessante é que o discurso de Luiz Werneck Vianna é um discurso contra o fisiologismo e é ao mesmo tempo um discurso de base marxista ou gramsciana. É a esquerda quem mais combate o fisiologismo. Só que o fisiologismo como eu disse é da essência da democracia. Ser contra o fisiologismo é ser contra a democracia ou querer que a democracia funcione em termos de um modelo ideal que evidentemente não existe.
As idéias que estão na entrevista no jornal Valor Econômico com Luiz Werneck Vianna já haviam sido motivo de outro post no blog de Luis Nassif como se pode ver junto ao post “O enquadramento Keynesiano-Westfaliano em pauta” de sábado, 10/12/2011 às 13:02, e oriundo de chamada de Raquel_ para o artigo no jornal O Estado de S. Paulo intitulado “Lula, Dilma e o repertório Keynesiano-Westfaliano” de Luiz Werneck Vianna e que pode ser visto no seguinte endereço:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-enquadramento-keynesiano-westfaliano-em-pauta
E menciono ainda o post "Nada será como antes" de 28/12/2010 no blog Possibilidade da Política do Marco A. Nogueira. O endereço do post "Nada será como antes" é:
http://marcoanogueira.blogspot.com/2010/12/nada-sera-como-antes.html#links
No post que é anterior ao início do governo de Dilma Rousseff, Marco A. Nogueira põe grande expectativa de que se tenha um governo mais racional, diferente do estilo de Lula que teria sido um governo mais emotivo. Marco A. Nogueira também é gramsciano. Há então entre os gramscianos que são pessoas de esquerda a defesa do caráter racional de um governo. Evidentemente como Dilma Rousseff não tem carisma é de se avaliar que ela vai tentar impregnar o governo dela desse caráter de racionalidade. Certamente essa é a mesma avaliação que todos os gramscianos devem fazer da substituição de Silvio Berlusconi por Mario Monti. Penso que embora Silvio Berlusconi e Mario Monti sejam de direita e Lula e Dilma Rousseff sejam de esquerda trata-se de situação semelhante. Agora, a substituição de Silvio Berlusconi por Mario Monti também pode ser vista como a suspensão da democracia.
Nesse sentido transcrevo trecho de comentário que enviei terça-feira, 15/11/2011 às 11h56min00s BRST, para um comentarista do blog de Alon Feuerwerker junto ao post ""Mas qual é a proposta?"" de sexta-feira, 04/11/2011 e que pode ser visto no seguinte endereço:
http://www.blogdoalon.com.br/2011/11/mas-qual-e-proposta-0410.html
Lá eu transcrevi a seguinte passagem do jornal Valor Econômico referente à matéria do Financial Times de autoria de Guy Dinmore, Rachel Sanderson e Peter Spiegel e intitulada “Sucessor de Berlusconi deve ser Mario Monti” e que foi publicada na página A10, na sexta-feira, 11/11/2011 (Coloquei em maiúscula a parte que eu queria realçar):
“Dirigentes empresariais acreditam que Monti conseguirá adotar medidas drásticas adicionais, como o imposto sobre fortunas, que pode arrecadar até € 100 bilhões, já que, nesse caso, não enfrentará a ira dos eleitores. "O QUE PRECISAMOS, NA VERDADE, É A SUSPENSÃO DA DEMOCRACIA POR 18 A 24 MESES, PARA QUE POSSAM SER TOMADAS DECISÕES DIFÍCEIS", disse um deles".
É isso, grande parte da esquerda combate o fisiologismo, tanto a esquerda emotiva como a intelectualizada, mas a ausência do fisiologismo requer a suspensão da democracia. Acho estranho é um liberal como você combater o fisiologismo, a menos que o modelo da União Européia em que, talvez até para assegurar mais igualdade (O que é meu ideário) o povo é cada vez mais afastado das decisões políticas (O que não é o meu ideário) seja o seu ideário.
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Bem, hoje (quarta-feira), 11/01/2012, vi mais dois posts importantes para fazer referência aqui. O primeiro é a análise que Luis Nassif fez da entrevista de Luiz Werneck Vianna concedeu ao jornal Valor Econômico e reproduzida neste post “Dilma muda o presidencialismo de coalizão, diz Vianna”. A análise de Luis Nassif consta do post “Sobre a entrevista de Luiz Werneck Vianna” de terça-feira, 10/01/2012 às 12:10, e pode ser vista no seguinte endereço:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/sobre-a-entrevista-de-luiz-werneck-vianna
A análise de Luis Nassif me parece muito boa, dizendo um pouco além do muito do que eu pretendia dizer e refutando as alegações de Luis Werneck Vianna de modo bem lógico e exemplificativo. Eu penso que algumas das alegações de Luiz Werneck Vianna não estão erradas para serem refutadas como fez Luis Nassif. Elas mostram uma mudança de direção, que, entretanto, não se dá nem com o ângulo, nem com a força, nem com a velocidade que ele imagina.
Com um tom crítico às idéias de Luiz Werneck Vianna e bem esclarecedores sobre a história de Luiz Werneck Vianna são os comentários que Fernando G. Trindade e João Carlos Cardoso fizeram junto ao post "Sobre a entrevista de Luiz Werneck Vianna" e que Luis Nassif consolidou no post “O pensamento de Werneck Vianna” de terça-feira, 10/01/2012 às 22:28 e que pode ser visto no seguinte endereço:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-pensamento-de-werneck-vianna
A análise de Luis Nassif é bem exaustiva da entrevista de Luiz Werneck Vianna enquanto as análises de Fernando G. Trindade e João Carlos Cardoso pareceram-me mais acadêmicas bem de acordo com o título que Luis Nassif deu ao post contendo as duas análises. As duas análises são importantes porque é preciso conhecer o emissor de uma idéia para se ter melhor entendimento da idéia em si ou do interesse por trás da idéia. Com todos esses posts sobre Luiz Werneck Vianna, penso que ele já pode ser considerado um íntimo nosso.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 11/01/2012
Será que pagam esse sujeito para falar essas besteiras na universidade? Pobre PUC. Se bem que quem paga a conta são os alunos, que devem amar ouvir falarem mal do Lula, nem para isso tenham que elogiar a Dilma.ax
Puts, me dá uma preguiça...
Franciscão, parei de ler quando vi mencionada a Katia Abreu como referência de capitalismo, logo no começo. Gosto de ler críticas políticas, mas quando observo um certo recalque, num guento não. E a repórter dizer que a análise é "contundente"...
Definitivamente os melhores críticos dos governos progressistas e trabalhistas estão à esquerda do pensamento político.
Viver é afinar um instrumento...
Voce ainda leu muito ... eu parei essa parte:
"..A "estatolatria" de Lula, que significou uma volta ao varguismo e ao regime militar..."
alexandre toledo
Nada pior do que um ex-comunista! O sujeito fica louco para ser aceito pelo sistema, daí passa a pagar pedágio para o capitalismo. É constrangedor ler a entrevista de ex- comunista!
Exemplo disto é o Ex-petista Reinaldo Azevedo. O Cara só falta babar de inveja quando fala no mome de Lula!!
"Quanto melhor é o homem, menos maldade vê nos outros" Cicero.
hahaha...
Falou tudo Sormani, ex-socialistas ou comunistas são a pior espécie que existe...Eles ainda acreditam em fim da história.
Algumas declarações de Vianna são inconsistêntes:
Como ele pode dizer que os estados-nações perdem força se estamos numa crise econômica causada na falsa crença do livre-mercado desregulado?
A tendência é que daqui pra frente idéias keynesianas ganhem força (Lula estava certo e antecipou o que vai acontecer), a utopia globalista da União Européia centralizada está ameaçada, cada estado europeu deverá retomar seu projeto de identidade nacional...
Eike Batista sem ostentação???? Se dependesse do Eike todo o Pré-sal brasileiro seria da China.
não existe ex-socialista , ex comunista ,ex esquerdista , os próprios direitistas é que criaram ,estes sempre estiveram é na verdade infiltrados em certas organizações para melhor controlar o povo de perto.
Que monte de idéias velhas! E isso passa por novidade! Quer dizer então que este maravilhoso e celestial " argumento econômico" vai ser imposto graças à crise? E que o distanciamento entre governo e movimentos sociais e sindicatos "dá mais autonomia à sociedade"? Qual sociedade? A sociedade anônima da Kátia Abreu?
Que coisa de maluco. Tudo começa com a consideração que a saída de Jobim foi uma grande perda? Só se for uma grande perda para a oposição.
Depois vem falar que o Estado-nação está enfraquecido e que o paradigma keynesiano-westfaliano está em frangalhos. Caramba.
E depois vem dizer que o mundo está migrando para uma situação onde temas centrais da vida moderna são tratados por organismos que exercem jurisdição internacional.
Aham, estamos vendo isso no caso do fechamento dos mercados internos e a forte atuação da OMC. Todo mundo criando restrições às importações e a OMC nada.
Finalmente, o entrevistado completa que na situação de crise mundial atual a saída é a conteção de despesas. Ele conhece o Paul Krugman? Não viu a demonstração feita pelo Krugman apontando que a pior ação que EUA e Europa fizeram foi conter os gastos e com isso aumentar a tendência de recessão?
Parei de ler quando ele citou a saída do Johnbeen como uma "grande perda".... depois dessa Nassif, só falta fazer um concurso para escolher a melhor performance na dancinha do Michel Teló....ninguém merece.
Eu também.
Este sujeito é o Merdal mais velho e professor da PUC-Rio ! Nada de novo no fronte ! O negócio é contar a história do Brasil esquecendo o Nunca Dantes ..!!! Viva o Lula !
Nilson Fernandes
O cara é o Lula
Nilson Fernandes
Fico a imaginar se fosse o Serra numa situação dessa! Teria essa empatia toda? O ao lado do Lula é o Celsão Amorim? Olha como se porta um ministro de verdade. Sem vaidades. Na hora fez a tradução do diálogo!
Klaus, o Cerra é uma améba !@ o Lula já outro departamento ......
Nilson Fernandes
O cidadão ao lado do ex-presidente é o tradutor do Lula! Se fosse o Celso Amorim, talvez a postura fosse menos elegante, meu caro. O nome dele é Sérgio e um dos melhores do ramo.
Eu realmente tentei. Tentei. Tentei encontrar pelo menos alguma coisa que ele disse, que teria a mínima procedência, correspondência e substância. Mas realmente, ele não deu uma dentro que seja. É como se ele deliberadamente escolhesse não falar coisa com coisa. Não houve uma resposta que tenha o mínimo de conteúdo digno de se levar a sério.
Realmente deu tiro para todos os lados, deve ter sido um dia de fúria.
Pincei esta frase:
" Não tem como não aderir a este movimento. A cognição política pode ser a mesma, o que muda é a circunstância, é a "fortuna", para ficar na imagem cediça do Maquiavel. E, aí, a "virtù" tem que mudar também."
Fortuna, carta X do Tarot :
CAPÍTULO XXV do Príncipe
DE QUANTO PODE A FORTUNA NAS COISAS HUMANAS E DE QUE MODO SE LHE DEVA RESISTIR
(QUANTUM FORTUNA IN REBUS HUMANIS POSSIT, ET QUOMODO ILLI SIT OCCURREN DUM)
Não ignoro que muitos têm tido e têm a opinião de que as coisas do mundo sejam governadas pela fortuna e por Deus, de forma que os homens, com sua prudência, não podem modificar nem evitar de forma alguma; por isso poder-se-ia pensar não convir insistir muito nas coisas, mas deixar-se governar pela sorte. Esta opinião tornou-se mais aceita nos nossos tempos pela grande modificação das coisas que foi vista e que se observa todos os dias, independente de qualquer conjetura humana. Pensando nisso algumas vezes, em parte inclinei-me em favor dessa opinião. Contudo, para que o nosso livre arbítrio não seja extinto, julgo poder ser verdade que a sorte seja o árbitro da metade das nossas ações, mas que ainda nos deixe governar a outra metade, ou quase. Comparo-a a um desses rios torrenciais que, quando se encolerizam, alagam as planícies, destróem as árvores e os edifícios, carregam terra de um lugar para outro; todos fogem diante dele, tudo cede ao seu ímpeto, sem poder opor-se em qualquer parte. E, se bem assim ocorra, isso não impedia que os homens, quando a época era de calma, tomassem providências com anteparos e diques, de modo que, crescendo depois, ou as águas corressem por um canal, ou o seu ímpeto não fosse tão desenfreado nem tão danoso.
Da mesma forma acontece com a sorte, a qual demonstra o seu poderio onde não existe virtude preparada para resistir e, aí, volta seu ímpeto em direção ao ponto onde sabe não foram construídos diques e anteparos para contê-la, E, se considerardes a Itália, que é a sede destas variações e aquela que lhes deu motivo, vereis ser ela uma região sem diques e sem qualquer anteparo, eis que se protegida por convenientes forças militares, como a Alemanha, a Espanha e a França, ou esse transbordamento não teria feito as grandes alterações que fez, ou não teria ocorrido. Penso que isto seja suficiente quanto ao que tinha a dizer acerca da oposição que se pode antepor à sorte em geral.
Mas, restringindo-me mais ao particular, digo por que se vê um príncipe hoje em franco e feliz progresso e amanhã em ruína, sem que tenha mudado sua natureza ou as suas qualidades; isso resulta, segundo creio, primeiro das razões que foram longamente expostas mais atrás, isto é, que o príncipe que se apoia totalmente na sorte arruina-se segundo as variações desta. Creio, ainda, seja feliz aquele que acomode o seu modo de proceder com a natureza dos tempos, da mesma forma que penso seja infeliz aquele que, com o seu proceder, entre em choque com o momento que atravessa.
Isso decorre de ver-se que os homens, naquilo que os conduz ao fim que cada um tem por objetivo, isto é, glórias e riquezas, procedem por formas diversas: um com cautela, o outro com ímpeto, um com violência, o outro com astúcia, um com paciência e o outro por forma contrária; e cada um, por esses diversos meios, pode alcançar o objetivo.
Vê-se, ainda, de dois indivíduos cautos, um alcançar o seu objetivo, o outro não, e da mesma maneira, dois deles alcançarem igualmente fim feliz com duas tendências diversas, sendo, por exemplo, um cauteloso e o outro impetuoso; isso resulta apenas da natureza dos tempos que se adaptam ou não ao proceder dos mesmos. Daí decorre aquilo que eu disse, isto é, que dois indivíduos agindo por formas diversas podem alcançar o mesmo efeito, ao passo que de dois que operem igualmente, um alcança o seu fim e o outro não.
Disto depende, ainda, a variação do conceito de bem, porque, se alguém se orienta com prudência e paciência e os tempos e as situações se apresentam de modo a que a sua orientação seja boa, ele alcança a felicidade; mas, se os tempos e as circunstâncias se modificam, ele se arruina, visto não ter mudado seu modo de proceder. Nem é possível encontrar homem tão prudente que saiba acomodar-se a isso, seja porque não pode se desviar daquilo a que a natureza o inclina, seja ainda porque, tendo alguém prosperado seguindo sempre por um caminho, não se consegue persuadi-lo de abandoná-lo. Por isso, o homem cauteloso, quando é tempo de passar para o ímpeto, não sabe fazê-lo e, em conseqüência, cai em ruína, dado que se mudasse de natureza de acordo com os tempos e com as coisas, a sua fortuna não se modificaria.
O Papa Júlio II, em todas as suas coisas procedeu impetuosamente e encontrou tanto os tempos como as circunstâncias coincidentes com aquele seu modo de proceder, pelo que sempre alcançou feliz êxito. Considerai a primeira campanha que encetou contra Bolonha, sendo ainda vivo messer Giovanni Bentivoglio. Os venezianos estavam descontentes; o rei da Espanha, nas mesmas condições; com a França ainda discutia tal empresa. Isso não obstante, com ferocidade e ímpeto, deu início pessoalmente àquela expedição que, uma vez iniciada, fez com que ficassem suspensos e parados tanto a Espanha como os venezianos, estes por medo, aquela pelo desejo de recuperar todo o reino de Nápoles, de outra parte, arrastou consigo o rei de França porque, vendo-o esse rei em campanha e desejando torná-lo seu amigo para aviltar os venezianos, julgou não poder negar-lhe a sua gente sem injuriá-lo por forma manifesta.
Realizou Júlio, portanto, com seu movimento impetuoso, aquilo que jamais outro pontífice, com toda a humana prudência, teria feito, pois se ele, para partir de Roma, tivesse esperado estar com todos os planos estabelecidos e todas as coisas assentadas, como qualquer outro Papa teria feito, nunca teria obtido êxito, eis que o rei de França teria apresentado mil desculpas e os outros lhe teriam incutido mil receios. Desejo omitir as outras suas ações, todas semelhantes e todas com feliz êxito, sendo que a brevidade da vida não o deixou experimentar o contrário, dado que se tivessem sobrevindo tempos em que se tornasse necessário agir com cautelas, surgiria a sua ruína, pois jamais ele teria desviado daquele modo de proceder a que a natureza o inclinava.
Concluo, pois, que variando a sorte e permanecendo os homens obstinados nos seus modos de agir, serão felizes enquanto aquela e estes sejam concordes e infelizes quando surgir a discordância. Considero seja melhor ser impetuoso do que dotado de cautela, porque a fortuna é mulher e consequentemente se torna necessário, querendo dominá-la, bater-lhe e contrariá-la; e ela mais se deixa vencer por estes do que por aqueles que procedem friamente. A sorte, porém, como mulher, sempre é amiga dos jovens, porque são menos cautelosos, mais afoitos e com maior audácia a dominam.
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Brasil, Dilma e 2011
Denise Fernandes S. Marsiglia
Esse ano segundo as cartas e os planetas tende a ser um bom ano para o Brasil. Há a continuidade de dois trânsitos que tem favorecido o Brasil: Plutão em conjunção com Netuno e Netuno em conjunção com o Ascendente do Brasil. Esses dois aspectos planetários e outros que seria exaustivo citar aqui provocam um período de prosperidade para o país, descoberta de potenciais e forte espiritualização e progresso dos processos que envolvem espiritualidade no país. Mesmo que esse aspecto de Netuno provoque confusão também com o Brasil, ainda não sabendo quem é enquanto nação e potencial, é um período que o país está se descobrindo e que há uma grande possibilidade de melhora para as classes menos favorecidas. Esse ano tende a haver uma diminuição da miséria em todas as suas formas dentro do país com uma melhora visível para o país e também uma melhora no astral do país.
Não tende a ser um ano fácil para a classe média, para as classes dominantes, para a educação, para a agricultura e pecuária, para a política externa brasileira e para o poder judiciário no país.
É um ano de criatividade, trabalho, luta e progresso dentro do país.
De julho a outubro de 2011, o país tende a viver uma crise política, que pode desanimar alguns setores.
Para Dilma, os períodos mais difíceis do ano são de janeiro a março de 2011 e setembro, outubro de 2011. Nesses períodos ela tem Saturno em trânsito formando aspecto com sua Vênus natal em Capricórnio; com isso, ela tende a ter mais dificuldades para executar seus planos, tende a sofrer mais.
A Dilma tem esse seu planeta Vênus em Capricórnio na 11ª Casa do Brasil e com isso ela não deve ter grandes problemas com sua popularidade. Ela tem Sol, Mercúrio e Júpiter em Sagitário caindo na 10ª casa do Brasil. Com isso, ela tende a ser uma pessoa poderosa dentro do país, seu governo tende a acabar tendo uma marca diferente do governo do Lula. Ela tende a amar o poder e tende a se sacrificar pelo país. Saturno dela faz aspecto com o Ascendente do Brasil e com isso ela tende a ser séria e se dedicar mesmo à solução de questões brasileiras que tendem a surgir. Ela não tende a contar com uma equipe de trabalho que tende a deixar sossegada e muito do seu desempenho vai depender dela, de Deus e de nós.
A partir de março de 2011, a situação social do país tende a ficar movimentada e o país tende a iniciar uma nova fase na cultura que terá repercussões grandes não só dentro do país, mas também fora.
A crise política que tende a acontecer de julho a outubro de 2011 tende a envolver não só o governo, mas o poder judiciário principalmente e algumas instituições.
Para todos é um ano positivo, o que não quer dizer que seja um ano fácil. O conselho é: use sua criatividade, siga seu coração e trabalhe; há alegria para todos em 2011, não perca isso de vista!
Contato com a autora:
Denise Fernandes Silva - animadenise@uol.com.br
Outros trabalhos seus no Clube do Tarô: Autores
Follow the money, follow the power.
Papo de intelectual frustado que só reconheçe valor em quem tem formação universitária. Nunca é demais lembrar que foram os intelectuais que entregaram o Pais, cito como exemplo maior FHC. Quem sempre fez mudanças concretas foram aqueles que não estão apegados as formulas criadas nas universidades. Por fim a sabedoria está na simplicidade não na intelectualidade.
Sinceramente, isso é de uma burrice...Sem comentários.
Puxem o Werneck Vianna de volta, o cara tá sem chão... e há ainda quem o repercuta...
Argh!
A melhor é comparar férias de juízes com escafandristas. Eu nunca tinha pesando nessa justificativa para as férias do judiciário.
Caralho!!!!
Eu não fumo, mas queria beber o que esse cara bebe.
Realmente, é um dinossauro da era neo-liberal, que não entendeu que 2008 foi um 1989 às avessas: a desmoralização de todo esse lenga-lenga, em função da salvação maciça dos especuladores, protagonistas do salvacionismo anti-estatal, da desregulamentação e do desastre final, pelo tão maldito Estado. Mas eles ainda não perderam a pose!!!
E sempre a manjada e falida tentativa de colocar uma cunha entre Lula (o monstro, porque era do povão) e Dilma (mais inteligente, pois vem da classe média; mas fraca enquanto não der um basta nessa choldra petista). O resto das besteiras reacionárias é um mero corolário.
Já ouvi esse senhor em conversa particular, falando um monte de baboseira, afirmando que não poderiamos descontentar os Estados Unidos, e que teriamos, sim, de baixar a cabeça dado o nosso subdesenvolvimento e a nossa inferioridade. Como não conhecia de cara, perguntei, baixinho, quem era esse idiota. Mais baixinho ainda responderam: "Pssst, é o Luis Werneck Vianna!!". Respondi: "O que??? Esse daí?" É realmente de vomitar!
Por fim, a história, especialmente a brasileira, está repleta de ex-comunistas que viraram os expoentes mais ativos dos grupos reacionários: Chagas Feitas, Carlos Lacerda etc. etc.
Joaquim Aragão
Werneck, neoliberal? Dizendo que temos que aceitar a condicao de subserviente?
As pessoas que nao entendem a teoria dele sobre o Brasil deveriam se abster de comentarios ignorantes.
Caíram seis ministros, por denúncias de corrupção, sendo que o sétimo, o Nelson Jobim [ex-ministro da Defesa], era absolutamente chave. Foi uma perda imensa.
Depois dessa parte foi difícil continuar...
atenção: o texto do post apresenta alta concentração de baboseiras por cm quadrado, ler sem apurado senso crítico pode transformá-lo irreversivelmente em uma poliana desvairada.
Visitem o Blog Ponto & Contraponto. Twitter: @len_brasil Robozinho do blog: @pontoXponto
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