Democracia e manipulação da realidade, por Lawrence Davidson

Por Marco Antonio L.

No Midiacrucis's Blog

Manipular a realidade é atacar a democracia

Por Lawrence Davidson, do Consortium News
Traduzido pela Vila Vudu

Entreouvido na Vila Vudu:

Fato é que os norte-americanos médios são MUITO dignos de pena. 
É como se os coitados vivessem dia e noite sob as metralhadoras de trocentas redes Globo!
Quem pensar que a Folha de S.Paulo é o pior jornal do mundo, não conhece o New York Times, o Wall Street Journal! (E os americanos médios, aqueles infelizes, sempre ameaçados de sem mandados morrer à toa no Vietnã, no Iraque, do Afeganistão, no Paquistão, no Irã...)

Em meados de fevereiro, alguns dos principais comandantes da inteligência dos EUA compareceram ante a Comissão de Inteligência do Senado para apresentar seu relatório anual sobre “ameaças mundiais atuais e futuras” à segurança nacional dos EUA. Depuseram naquela Comissão, dentre outros, o diretor da CIA David Petraeus, o Diretor da Inteligência Nacional James Clapper, o diretor da Agência de Inteligência da Defesa tenente-general Ronald Burgess e o diretor do FBI Robert Mueller.

O que disseram sobre o que é e não é ameaça real aos EUA e a reação dos senadores daquela Comissão revelou-se exercício de pensamento unidimensional. O que é fato? Ora, o que concorde com o ponto de vista deles. Aqui, dois exemplos daqueles depoimentos:

1. Sobre o “inimigo interno” – Indivíduos renegados que operam “dentro das fileiras” da comunidade de inteligência e das forças armadas são hoje grave ameaça à segurança dos EUA. Segundo o tenente-general Burgess, são “lobos solitários autorradicalizados”[1]. Falou sobre “vazamentos massivos pelo site WikiLeaks”. 

Todos os presentes envolvidos naquelas audiências concordaram, mesmo sabendo que é ideia baseada no pressoposto duvidoso, mas não questionado, de que o comportamento das forças do governo dos EUA seria modelo de comportamento aceitável normal de militares e agentes de inteligência. Os que trabalham para o governo, mas consideram inaceitável esse comportamento, os que o veem de fato como traição criminosa contra toda a decência humana, e, por isso, trabalham contra aquela pré-condenação, são perigos “autorradicalizados” à segurança nacional.

Mas e se o apoio a regimes opressores e racistas, a invasão de outros países baseada em mentiras, a matança de milhares e mais milhares de civis e o uso oficial de tortura e da prática das “entregas excepcionais” [prisioneiros entregues pelos EUA a outros governos, para serem torturados] for considerado comportamento radical e inadmisível? Nesse caso, os que denunciem esse extremismo não poderiam ser vistos como radicais. Seriam campeões da normalidade mais racional, seriam os heróis dos tempos que vivemos.

Entendo que se trate exatamente disso. A busca em que os EUA se empenham hoje por alegados interesses nacionais está sendo conduzida por uma gangue metida em ternos caros, que tomaram para eles a tarefa de definir como radicais os heróis cidadãos que denunciam aquela gangue e fatos conhecidos de muitos. A gangue teme que mais e mais norte-americanos vejam afinal a natureza bárbara das políticas da gangue e levantem-se contra ela e a acusem. Então, para impedir que assim seja, a gangue criminaliza (e demoniza) os que veem e dizem a verdade.

2. A ameaça iraniana – Segundo James Clapper, diretor da Inteligência Nacional, “apesar do alarido que cerca os movimentos do Irã em busca de tecnologia nuclear, é baixa a probabilidade de os líderes iranianos desenvolverem armas nucleares, se não forem atacados.” E além disso, disse também Clapper, dificilmente os iranianos iniciarão ou provocarão intencionalmente um conflito”. 

Como os senadores da Comissão de Inteligência receberam essa opinião de especialista? A maioria deles recusou-se a acreditar, fazendo eco ao que a maioria do Congresso diz e praticamente toda a imprensa dos EUA repete. A norma, nesse caso, é a que o Sen. Lindsey Graham, Republicano da Carolina do Sul respondeu a “Pessoalmente, estou convencido de que os iranianos estão a caminho de desenvolver uma bomba atômica.” 

Calma lá! Isso, só o senhor e sua gangue, Sen. Graham. Como?! O senhor e sua gangue não vivem dizendo que os serviços de inteligência dos EUA são os melhores do mundo e sabem do que estão falando? E, de repente, o senhor não acredita no que dizem?! Por que não?! Que outras fontes de informação os senhores têm sobre o Irã, que os autoriza a dizer o que dizem? E é fonte mais confiável de informação que a CIA, a DIA, a NSA, etc.?

Ah! É o lobby sionista! A fonte de informação de Graham e dos senadores que o seguem, sobre qualquer coisa que tenha a ver com Israel (e assunto iraniano é caso exemplar, sempre, da paranóia dos israelenses) é a cartilha das declarações do AIPAC (American Israel Public Affairs Committee).

Esses políticos jamais discordarão desse lobby, nem quando o que dizem contradiz o que diz a inteligência dos EUA. Isso, porque o lobby contribui com dinheiro para suas campanhas eleitorais e ameaça impedir que se reelejam, se os senadores não obedecerem. A comunidade de inteligência dos EUA simplesmente não consegue fazer-se ouvir, contra o lobby.

Assim, mais uma vez, somos todos obrigados a ouvir ‘notícias’ construídas para apoiar as ideias de um grupo. O que significa ser um perigoso “radical”? Ser um perigoso “radical” é denunciar os crimes do governo. E o que é “fato”, quando se trata de Irã? “Fato” será o que o comitê que financia a reeleição de um senador decida que seja “fato”.

E o que é “fato” para o resto dos norte-americanos?

Fato é o que cremos e vemos. E, em vários sentidos importantes, nós sabemos dos fatos. Sabemos que se alguém pula da janela de um prédio, a lei da gravidade cobra seu preço. Em termos gerais, muitos de nós conhecemos os fatos que nos cercam no ambiente imediato no qual vivemos todos os dias. O que quero dizer com isso?

Vivemos a vida de todos os dias em ambiente relativamente limitado, local. Nesse espaço temos experiências diretas, interativas, diárias, a partir das quais conseguimos saber razoavelmente o que esperar. Nossas experiências têm bom valor preditivo. Se alguém aparece dizendo sandices – que quem vive na cidade vizinha está fabricando uma bomba atômica que usará para nos explodir –, sabemos imediatamente que é sandice, loucura.

Mas e quando nos falam de gente que vive longe? Quem de nós conhece o Irã, quantos viveram lá, quantos conversam com iranianos? Nada, na nossa vida diária, nos habilita a emitir julgamentos sobre o que é real é o que não é real, do que se passa por lá.

Fazemos o quê, nesse caso? Em geral, vivemos como se aqueles lugares distantes não existissem, a menos que haja motivo próximo para crer que o que aconteça por lá venha a ter algum impacto em nossas vidas. Para isso, muitos de nós confiam cegamente nos que nos são apresentados como “especialistas”: praticamente sempre são funcionários do estado ou ‘especialistas’ de mídia, “cabeças falantes”.

Aí pode haver um grave problema. O que assegura que sejam especialistas e mereçam confiança? Como se pode saber que aqueles ‘especialistas’ do governo ou da imprensa não trabalham por agendas próprias que nunca nos são expostas e que modelam todos os seus julgamentos? Como sugerem os dois exemplos acima, políticos eleitos também podem perfeitamente trabalhar a partir de pressupostos que, se olhados a frio, são pressupostos anti-humanos. Qualquer deles, aliado a interesses especiais e que jamais se veem com clareza, é perfeitamente capaz de declarar que todas as informações dos serviços de inteligência dos EUA são falsas, não passam de bobagens. ‘Real’ é o que já tinham na cabeça antes de os serviços de inteligência porem-se a trabalhar. E quanto a nós, os que dependemos, para viver, da nossa experiência diária, imediata, acreditaremos em quê, em quem? 

Quando não se consegue saber o que é fato e o que é opinião, o que é fato e o que é ficção, talvez possamos usar algumas regras simples, para assim forçar os políticos a agir de modo a minimizar (em vez de multiplicar por mil) os erros. Por exemplo, em caso de dúvida quanto a em quem ou em que acreditar, os cidadãos podemos começar por:

1. Duvidar sempre, o mais possível, em tudo que digam os políticos e a imprensa. Lembremos os últimos desastres, nos EUA (o maior dos quais foi a invasão do Iraque), quando o que nos diziam sobre o que seria ‘fato’ não passou de mentiras e mais mentiras. Os cidadãos temos o dever, para conosco e para com nosso país, de buscar várias, muitas, fontes de informação.

2. Exigir que os políticos eleitos trabalhem a partir do melhor cenário possível, por mais que se preparem para o pior. Na maior parte das vezes, a opinião dos ‘especialistas’ sobre o que seriam ameaças externas contra nós é opinião ideologicamente distorcida; muitas vezes é exagerada; muitas vezes, também, é simplesmente errada (por exemplo, o que tantos ‘especialistas’ nos diziam sobre o Vietnã); ou é opinião que segue uma ou outra agenda específica, interesses especiais (por exemplo, no caso do Iraque, no caso do Irã e sempre que a imprensa fala sobre o “santificado” estado de Israel e o estado “terrorista” dos palestinos).

3. Exigir que, nas relações exteriores, tente-se primeiro e principalmente, a via diplomática. A guerra deve ser necessariamente o último recurso, recurso extremo, que poucos conhecem de perto e a maioria dos políticos só viu em livros ou no cinema. Se a conhecessem de perto, com certeza não seriam tão rápidos em mandar para o front, na imensa maioria das vezes, só os filhos dos outros.

4. Exigir punição exemplar aos que mintam sabendo que mentem e agridem leis internacionais e direitos humanos (como a Convenção de Genebra e as muitas leis que proíbem a tortura). Há várias boas razões para que aquelas leis existam. Atropelá-las é voltar ao estado de barbárie.

É estranho, mas, nas democracias, os que não se empenhem nas discussões políticas, que não se esforcem para influenciar o curso dos acontecimentos, acabam por ser responsáveis por tudo que seus governos façam. É assim, porque, nas democracias, quem não participa abdica do direito potencial de atuar no mundo. 

Ninguém pode recolher-se completamente à existência privada. Quem o faça, logo verá que a gangue dos ternos caros ganha novas chances de o derrotar. E afinal, a gangue dos ternos caros lá estará, agindo também em nome dos que abdicam do direito de participar e influir.

[1] 7/2/2012, BBC, em http://www.bbc.co.uk/news/mobile/uk-16920643

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12 comentários
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Luis Pereira

Eh o povo mais ignorante do mundo, os estadunidenses são arrogantes, rascistas, odeiam o restante do mundo e humilham todos, sem pensar duas vezes, então tudo o que de ruim acontecer-lhes, eh um ganho para a verdadeira humanidade, ok, ainda tenho esperanças, de que um dia os grandes países do mundo, unirão-se, para dar um fim à esse país NAZISTA, ok

 
 
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Morales

Não. Os estadunidenses não são nem melhores, nem piores do que qualquer outro povo. Suas opiniões são influenciadas pela ideologia da classe dominante como em qualquer outro lugar. Assim como a manipulação midiática, cultural e religiosa, no Brasil, afeta a opinião das pessoas quanto ao aborto, a reforma agrária, a demarcação de terras indígenas, as cotas raciais ou o casamento "gay", nos EUA, a propaganda militarista, o culto ao individualismo, o anticomunismo são largamente promovidos pela mídia e pelo "establishment", afetando a opinião das pessoas.


Se há um diferencial, ele está nos maiores recursos disponíveis à classe dominante estadunidense para efetuar essa manipulação e no alcance global das ações da elite dos EUA (enquanto que as consequências das ações de nossas elites são locais).


Mas, por outro lado, o povo americano tem uma tradição de lutas, pouco divulgada na mídia hegemônica (por razões óbvias). Desde John Brown:


http://es.wikipedia.org/wiki/John_Brown_(abolicionista)


http://en.wikipedia.org/wiki/John_Brown_(abolitionist)


passando pelos "wobblies":


http://es.wikipedia.org/wiki/Industrial_Workers_of_the_World


Big Bill Haywood:


http://es.wikipedia.org/wiki/Bill_Haywood


Eugene Debs:


http://es.wikipedia.org/wiki/Eugene_V._Debs


Mother Jones:


http://es.wikipedia.org/wiki/Mary_Harris_Jones


e pelo Partido Comunista:


http://es.wikipedia.org/wiki/Partido_Comunista_de_los_Estados_Unidos


e chegando à luta pelos direitos dos negros:


http://es.wikipedia.org/wiki/Malcolm_X


http://es.wikipedia.org/wiki/Martin_Luther_King


e o Partido do Panteras Negras:


http://es.wikipedia.org/wiki/Panteras_Negras


Até o Occupy Wall Street:


http://es.wikipedia.org/wiki/Occupy_Wall_Street


o povo estadunidense é bom de briga!


Então, não é uma questão de se opor à maioria trabalhadora do povo estadunidense, mas à sua elite exploradora e militarista.

 
 
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Manuell

Bom mesmo é o Pravda e o Gramma.

 
 
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JArlindo

 


Mané é mané em qualquer tempo e lugar...

 

JA-BH Belo Horizonte - MG

 
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Gabriel Braga

Que maniqueísmo idiota não Manuell?

Porque criticar o NYT ou WSJ é elogiar esses jornais que você citou?

Depois ainda criticam a esquerda porque esta,supostamente,apóia qualquer regime,por mais totalitário que seja,desde que seja inimigo dos EUA.

 
 
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Manuell

Que pena. Você não entendeu. Anatole France dizia que a ironia é uma musa que nos leva a rir daquilo que, sem ela, teríamos a fraqueza de odiar. Foi uma boutade. Uma brincadeira. Como o Gramma e o Pravda são voz única que repercute as ações positivos dos respectivos Governos, penso que são a expressão mais clara do autoritarismo,  da falta de transparência e da desinformação total.

 
 
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Claudio Almeida

 É amigo, o PIG é mundial. Do jeito que se conhece hoje, relevando-se as honrosas excessões, o menor de todos os defeitos da imprensa é a HIPOCRISIA. Os crimes comuns são incontáveis. E se você não concordar, o criminoso é você, que não aceita a liberdade de expressão. No Equador, por decisão judicial, bastava colocar uma nota na primeira página, reconhecendo o êrro  ( no caso, uma mentira covarde ), e preferiram a recusa arrogante. Tomaram um ferro, e fugiram para a verdadeira pátria amada, a América. Na Globo informaram que a liberdade de imprensa tinha sido violentada. JN, o maior dos manipuladores, inimigo público número 1 da democracia brasilleira. O resto vem atrás.

 
 
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Fabio (o outro)

Aqui cabe o conceito de PODER COMPENSATÓRIO , elaborado por J. K. Galbraith : quanto mais extremada uma situação , mais ela alimenta e fortalece uma contrapartida .


Se nos EUA há uma imprensa com alto poder de disseminar desinformação , é no mesmo EUA que existe a principal fonte de contrapartida crítica ao sistema -  Noam Chomsky , Paul Krugman , Paul Craig Roberts , Occupy , etc.


Se no Brasil o complexo de desinformação GLOBO-FOLHA-VEJA (a que chamam de PIG e que define as linhas gerais de atuação , enquanto o restante da imprensa simplesmente o segue) é mirrado em comparação ao mesmo poder de alienação do complexo americano , no mesmo Brasil o ativismo combativo a esse complexo também é medíocre quando comparado ao engajamento ativista americano. Por aqui esse ativismo (crítico e de qualidade) se resume a meia dúzia de BLOGs e algumas publicações de pouca expressão nacional .


Se você pesquisar no YOUTUBE , verá que a produção de documentários americanos denunciando todo tipo de coisa é enorme : pedofilia , poder abusivo do sistema financeiro , picaretagem das empresas contra o consumidor , etc .  Sem contar aquele de  maior sucesso entre todos , premiado com OSCAR  - INSIDE JOB.


As reações , denúncias e movimentos de associações que surgem após acontecimentos relevantes são incríveis .  É o que acontece desde a Guerra do Vietnã , e mais recentemente com o 11 de setembro , a invasão do Iraque ou colapso financeiro de 2008 .


Por aqui não vemos nada parecido. Pra fazer um documentário , montar um BLOG , uma associação ou uma publicação fica-se aguardando alguma verba pública , via repasses a ONG´s ou LEI ROUANET .


Então cada um tem o PIG que merece !

 
 
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A.ALVARO GUEDES

O PIG internacional é sionista. Muitos por parte de pai e mãe, outros o são para não perderem seus emprêgos. Qualquer semelhança com o PIG no Brasil* não é coincidência.

 

*noBrasil - nem nacional, nem brasileiro.

 
 
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A.ALVARO GUEDES

Qual o documentário americano que fala explicitamente do sionismo sem se acusado de antissemita?

Até os cristãos fundamentalistas acreditam na mistura de "destino manifesto" com "povo eleito".

 
 
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Luiz Gonzaga da Silva

"É estranho, mas, nas democracias, os que não se empenhem nas discussões políticas, que não se esforcem para influenciar o curso dos acontecimentos, acabam por ser responsáveis por tudo que seus governos façam. É assim, porque, nas democracias, quem não participa abdica do direito potencial de atuar no mundo. "

É o estranho sistema político americano o culpado por essa apatia. O Voto distrital que transforma o debate político em discussões paroquiais. O voto facultativo que faz com que grande parte do eleitorado ignore o processo eleitoral. Colégio eleitoral que permite, em alguns casos, que candidatos minoritários derrotem majoritários, vide exemplo Gore x Bushl, e por aí vai.

Na política americana os lobbies são mais importantes e influentes do que o eleitorado. Esse não está nem aí para o que acontece em Washington. Mesmo os que se dão ao trabalho de votar, logo após a posse esquecem seu eleito. Obama com  dois anos de mandato perdeu sua maioria na Câmara, então, o homem ficou a mercê das feras de Washington. Não existe o compromisso de ir com um candidato até o fim.

O pior é que existe gente no Brasil fascinado pelo sistema americano. Volta e meia tem alguém defendendo o voto distrital e facultativo. Por trás da ideia do não obrigatoriedade do voto está a intenção de alienar o povo das decisões políticas e entrega-las a uma minoria. É certo que essa tendência já existe, mas o voto facultativo  iria escancarar de vez.

 

 
 
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Doney

Meu Deus, não deixem o capacho do André Araújo ler esta postagem, se não ele periga ter uma complicação cerebral (agravá-la, aliás).

 
 

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