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Cruzeiros marítimos e sustentabilidadeEnviado por luisnassif, dom, 22/01/2012 - 09:00
Por Andre Araujo
CRUZEIROS MARITIMOS E SUSTENTABILIDADE - Os cruzeiros maritimos, como ramo da navegação de passageiros distinto do transporte de linha, nasceram nos anos 20 e se expandiram nos anos 30 para uma clientela basicamente anglo-americana que curtia o verão no Mediterraneo e ocasionalmente em longos roteiros volta ao mundo ou continentais. Um livro hoje clássico LINERS TO THE SUN, em grande formato, de John Maxime-Graham, descreve essa epoca glamourosa que foi muitas vezes fixada em romances e filmes, aonde os passageiros eram ricos com muito tempo e dinheiro, os cruzeiros desses anos dourados duravam no minimo 20 dias e muitos 30 ou 40 dias, o celebre cruzeiro do luxuoso NORMADIE de Nova York ao Rio de Janeiro, em 1938, durou 35 dias e foi materia de intensa cobertura nas colunas sociais da época, eu mesmo autorei aqui no blog um post sobre esse cruzeiro. Os passageiros tinham que levar muta bagagem, os cruzeiros, como todos os navios de linha (na primeira classe) exigiam traje a rigor para jantar e eram palco de um desfile fashion durante o dia e noite no navio e nos passeios nos pontos de visita. Tenho coleção da revista FORTUNE dos anos 30 com muitos anuncios de cruzeiros da Italian Line, France Line, Loyde Triestino, Hamburg Amerika Line, Cosulich Line, os cruzeiros ja tinham se tornado um negocio de importancia. Ja nessa decada alem do Mediterraneo os cruzeiros descobriram as Bermudas e a Ilha da Madeira, os navios da Union Castle faziam o tour da Africa, que tambem fazia sucesso, a Africa colonial eram bem mais civilizada e segura do que a Africa de hoje, com cidades limpas e organizadas, os cruzeiros dos Castle ofereciam tambem safaris. No após guerra os cruzeiros voltaram para o mercado dos EUA que descobriu o Caribe como roteiro Nos anos 60 e 70 todas as grandes companhias ja estavam no Caribe, com destaque para os nooegueses, a Royal Norwegian, os holandeses, como a Holland America, a Costa italiana e novas americanas como Premier, Celebrity, Dolphin e a que seria a maior de todas depois, a Carnival. Tambem ressurgiram os cruzeiros para a Europa, com linhas suecas, alemãs e gregas se juntando ao mercado. Foi nos no fim dos anos 60 que começou o ciclo de massificação e popularização do preço das passagens, fator que está na raiz dos problemas de sustentabilidade do setor nos nossos dias. A competição com preços cada vez mais baixos levou a grandes mudanças na operação dos cruzeiros, quais sejam: 1.Navios com tonelagem cada vez maior. 2.Tripulações originarias de paises de mão de obra barata, especialmente Indonesia, Malasia e Filipinas. 3.Redução geral da qualidade de serviços, comida, espaço das cabines. 4.Introdução dos cassinos nos navios, arrendados para as grandes empresas de jogos de Las Vegas. 5.Redução da oficialidade tradicional dos navios, cada vez menos oficiais de maquinas e de navegação,, substituidos por automação cada vez maior na operação da nave. As categorias de passageiros desapareceram dentros dos navios e foram substituidas por classes de navios. As linhas se especializaram,o Grupo Carnival comprou a Costa e a Holland America e passou a se concentrar no mercado classe C, os noruegueses ficaram com a classe média ou B e poucas linhas dedicaram ao mercado mais exclusivo, a Cunard e os Silverships, navios pequenos e muito caros. Os preços de passagens se medem pela escala preço dia por passageiro, começando em 130 dolares e chegando a 1000 dolares por passageiro dia No começo dos anos 2000 as linhas classe C descobriram o Brasil com a grande vantagem de ter um mercado interno que não exige transporte aereo para chegar aos portos, no mercado americano a passagem aerea do passageiro para chegar aos portos da Florida é paga pela companhia de navegação e uma enorme descoberta: os cruzeiros no Brasil são na baixa estação do Hemisferio Norte, quando a maioria dos navios ficam parados, a alta estação é no verão deles, Julho a Setembro.. Como até então toda a panilha de custo-ano do navio era calculada com o investimento no navio ocioso entre Novembro e Março, o fato de poder usa-lo nesse periodo parte de um custo de investimento ja amortizado pelos cruzeiros de verão no Hemisferio Norte, dai as passagens no Brasil serem tão baratas. Os preços baixos para atrair clientela gerou a necessidade de baixar custos ao maximo e nesse ninho foi chocado o Comandante Schettino que afundou o Costa Concordia. Um bufão que não tem experiencia, estatura e curriculo para comandar um gigantesco navio, trez vezes maior que o Titanic, no momento do desatre não apareceram os oficiais que deveriam organizar a evacuação da nave, não porque fugiram, é porque o navio simplesmente não tinha oficiais em proporção ao tamanho do barco e ao numero de passageiros, um oficial custa caro e quanto menos menor o custo de operação. Lembro-me do GIULIO CESARE em 1967, quando viajei de Santos a Lisboa, não se andava dez metros no navio sem cruzar com um oficial de elegante uniforme da Cia.Italia, em 2005, viajei no Costa Vitoria, em uma semana não vi um único oficial no navio, de italiano só o velho maitre do Restaurante Social, os demais tripulantes eram todos filipinos que só falavam tagalogue. É outro mundo, um navio com controle de navegação e maquinas completamente computadorizado, aonde qualquer minimo problema nos controles não encontra um humano experiente para assumir a solução, agravado por um comandante com cara de galã de pizzaria, sem nivel pessoal ou profissional para ser barman do navio, é uma especie de desastre anunciado como final de um processo de impossivel continuidade. O Ministro do Meio Ambiente da Italia, Orlando Clini, declarou após o desastre do Costa Concordia que navios desse tamanho são insustentaveis, são uma ameaça ao meio ambiente e proibiu sua aproximação de varias areas protegidas do litoral da Italia, inlusive Veneza. A navegação maritima, ao contrario da aerea, não tem normas internacionais rigidas. O transporte aereo tem duas grandes organizações normatizadoras, a ICAO e a IATA, o maritimo tem a velha União Maritima Internacional, que tem mais de 150 anos mas que nunca teve autoridades para impor regras de aceitação geral. No Brasil os cruzeiros maritimos vão levar este ano 1 milhão de passageiros, não tem regras, os navios pulam de porto em porto em cais sem instalações e sem condições, ancoram em frente à Ilhabela e Buzios aonde despejam mais sujeira que receita de turismo, os portos do Nordeste, Ilheus, Salvador e dai para cima não tem a minima estrutura para esse turismo, é tudo improvisado, um turismo predatorio para o Brasil, não gera receita interna, poucos empregos e prejudica enormemente os nosos hoteis resorts. Esse é um tema que vai começar a ser tratado pela midia e pelo Governo, é a hora do debate.
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Comentários + votados
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luzete
22/01/2012 - 09:26
extraindo todas as observações do andré acerca do aspecto social de um cruzeiro marítimo, e também as ideológicas (a maneira como descreve o comandante do navio nada fica a dever a lombroso, bem como...
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Lena Torres
22/01/2012 - 09:28
Muito do lixo produzido por 4/5 mil pessoas passeando em alto mar, vai para o fundo do mar. Um dia o mar o devolve
http://www.youtube.com/watch?v=2bSN9JXsS90&feature=related
Muito dos problemas...
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Paulo Kautscher
22/01/2012 - 09:50
"[...] Africa colonial eram bem mais civilizada e segura do que a Africa de hoje, com cidades limpas e organizadas, os cruzeiros dos Castle ofereciam tambem safaris.
Bwana Zé Colméia ( ou comédia)....
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Mario Siqueira
22/01/2012 - 10:05
Eu ia comentar essa frase, mas voce chegou antes, Paulo.
Chocante.
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Dê
22/01/2012 - 10:06
Puxa vida....roubou meu comentário........
Africa colonial eram bem mais civilizada .....para quem???
Ohhh!!! Céus.....Ohhh!!! Dia......
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Jorge Stolfi
22/01/2012 - 10:09
Li em algum lugar que Schettino foi inicialmente contratado como segurança, e formou-se Capitão "a bordo" da empresa.
Por outro lado, a empresa adorava essas passadas rasantes nas ilhas. Schettino...
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Dê
22/01/2012 - 10:11
Sr. AA para não dizer que sou sempre do contra....devo dizer que tocas em assunto de relevância....ao final do seu post
"pulam de porto em porto em cais sem instalações e sem condições..............
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Dê
22/01/2012 - 10:20
Quer dizer que o certo é vender uma realidade diferente para os turistas?? oras...quem faz turismo quer justamente conhecer lugares diferentes....ver novas realidades....
Agora, em sendo "...
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Luiz Claudio Leão
22/01/2012 - 10:23
Achei interessante me deparar com este post justo hoje. Cheguei ontem ao Rio de Janeiro em um cruzeiro de 7 dias no navio Grand Holiday (aquele que fez a manobra de emergência próximo à Vitória). Foi...
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Carlos Arrikitown
22/01/2012 - 10:29
"a Africa colonial eram bem mais civilizada e segura do que a Africa de hoje, com cidades limpas e organizadas, "
http://www.youtube.com/watch?v=MwHWbsvgQUE
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economista_frustrado
22/01/2012 - 11:23
"If you're blue and you don't know where to go to Why don't you go where fashion sitsPuttin' on the ritz..."
rsrsrsrs...
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JArlindo
22/01/2012 - 11:40
Tenho a impressão de que nosso AA viajou n'"A Nau dos Insensatos", não a de Sebastian Brant (1494) mas a de Katherine Anne Porter (1962).
Quanto a esse trecho "O Ministro do Meio Ambiente da Italia,...
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Ivan Moraes
22/01/2012 - 11:44
"Quer dizer que o certo é vender uma realidade diferente para os turistas??":
Sim, infelizmente isso eh turismo, De. A mencao aos "resorts" brasileiros eh clara alusao a isso, alias. Tem...
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paulo sp
22/01/2012 - 12:24
Notei que vc nem tem aparecido mais por aqui.
Sempre leio seus" post's".
Bom revê-la !
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Juninho
22/01/2012 - 13:12
Aproveitando o seu comentário, gostaria de questionar aos cariocas do blog sobre a poluição na costa da cidade do Rio de Janeiro , pois neste início de ano fui passar as férias no litoral do estado...
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Sanzio
22/01/2012 - 13:21
Muito bem lembrado.
Have you seen the well-to-do Up and down Park Avenue On that famous thoroughfare With their noses in the air
High hats and narrow collars White spats and lots of dollars Spending...
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Jofran Oliva
22/01/2012 - 13:40
Não vi elitismo post, mas sim um resumo muito elucidativo das mudanças ocorridas depois da popularização dos cruzeiros, a perda de qualidade é inevitável quando isso acontece.
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extraindo todas as observações do andré acerca do aspecto social de um cruzeiro marítimo, e também as ideológicas (a maneira como descreve o comandante do navio nada fica a dever a lombroso, bem como a descrição dos frequentadores não foge do elitismo que o andré sempre nos brinda) entendo que os aspectos técnicos que descreve são, de fato, fatores de risco: profissionais sem qualificação, em pequeno número, além da dimensão gigantesca deste tipo de embarcação.
da minha parte acho uma estupidez ficar confinado em um navio, mal vendo o mar e os seus encantos. fica apenas do glamour que povoam mentes de gente que não sabe o quanto é gostoso andar e sentir a areia da praia e o barulho das ondas do mar, além de poder parar a qualquer momento prá saborear um peixinho frito, quentinho, regado com gotas de limão e lambuzados na farinha de mandioca. com uma cervejinha bem gelada.
ah, sim, adorei o verbo autorar! nem sabia que existia, ainda que saiba que existe o andre, autor de temas interessantes, povoados de elitismo. mas assim é a vida!
mas eu gostei de um cruzeiro: aquele descrito por isaias pessoti e que forma o cenário inicial do livro a lua da verdade. perca um cruzeiro mas não perca a leitura do livro. vale mais a pena!
"saborear um peixinho frito, quentinho, regado com gotas de limão e lambuzados na farinha de mandioca. com uma cervejinha bem gelada."
Fala a verdade, você escreveu isto só para causar uma indigestão no autor e estragar o seu Sunday Brunch de caviar Beluga grade one, sobre um leito de blinis com sour cream, regado com duas gotas de limão Femminello Sorrento, acompanhado por um champagne Perrier Jouet.
Quanta maldade, Senhor Sanzio. Para salvar o brunch do Senhor AA, aqui vai um convite, para ele conhecer a Praia de Ramos e entrar no nosso clima. Abaixo dois vídeos apresentando a praia e o Hino Oficial do Farofeiro (granfino na praia também se enquadra, só muda o preço do frango e da farofa).
Almeida
“Instrui-vos, porque precisamos de vossa inteligência. Agitai-vos, porque precisamos de vosso entusiasmo. Organizai-vos, porque carecemos de toda vossa força.” Revista Lórdine Nuovo
Muito do lixo produzido por 4/5 mil pessoas passeando em alto mar, vai para o fundo do mar. Um dia o mar o devolve
http://www.youtube.com/watch?v=2bSN9JXsS90&feature=related
Muito dos problemas ambientais nas costas marinhas do planeta estão sendo produzidos pelo que se transporta pelo mar.
http://www.youtube.com/watch?v=yQ6rnMaGgT8
Muito breve este planeta será muito diferente do que conhecemos. Não se pode viver saudavelmente (e luxuosamente) em meio ao próprio lixo. Só mentes adoecidas acreditam ser possível subsistir, sendo meros produtores e transportadores de lixo
Aproveitando o seu comentário, gostaria de questionar aos cariocas do blog sobre a poluição na costa da cidade do Rio de Janeiro , pois neste início de ano fui passar as férias no litoral do estado do Rio em cidades do interior e voltando para o meu estado, passei pela capital via ponte Niterói e fiquei triste com que vi próximo ao início e final da ponte, muito lixo e um mau cheiro enorme. Como tinha uns 25 anos que não passa nesta região, fiquei me perguntando se esta situação é atual ou se esse problema é antigo, e aos colegas cariocas fica minha pergunta se existe algum ação para solução destes problemas?
Quase fui às lágrimas com esse texto singelo do grande mestre AA. Quando li como ele guarda com afeição os seus exemplares da maravilhosa Fortune tive que parar, não consegui ir adiante sem antes procurar um lenço. Que maravilha esse mundo descrito por nosso sapiente e elitista colaborador, quantas descrições maravilhosas (aquela do oficial na coberta do barco que não era galã de pizzaria foi tão reveladora). Só um errinho, Liners to the Sun de John Maxime-Graham (who?) não é clássico nem aqui nem na China, rsrsrsrsrsrsrsrsrsrs
sustentabilidade tem que ser equacionada no início. comercialmente se a coisa expande alem do inicialmente previsto o remédio é reestruturar e óbviamente continuar crescendo para atender a todos que podem pagar e gostam da coisa. com relação a acidentes e naufrágios seria interessante fazer uma comparação com levantamento de dados para verificar se proporcionalmente o antes com inúmeros oficiais a bordo e sem computadores éra melhor do que o improvisado e predatório de hoje. e o bão mesmo é fazer um cruzeiro dêsses em embarcação própria ao estilo do capitão proprietário da barcaça o resto é québra galho.
e não é que é verdade! uma porrada prá fazer nêgo enxergar estrelinhas. 5 estrêla.
"[...] Africa colonial eram bem mais civilizada e segura do que a Africa de hoje, com cidades limpas e organizadas, os cruzeiros dos Castle ofereciam tambem safaris.
Bwana Zé Colméia ( ou comédia).
Limpas e organizada para quem?
“Instrui-vos, porque precisamos de vossa inteligência. Agitai-vos, porque precisamos de vosso entusiasmo. Organizai-vos, porque carecemos de toda vossa força.” Revista Lórdine Nuovo
Para os turistas. O tema do post é turismo.
Ach so. Os nativos ficavam nos Bantustões.
“Instrui-vos, porque precisamos de vossa inteligência. Agitai-vos, porque precisamos de vosso entusiasmo. Organizai-vos, porque carecemos de toda vossa força.” Revista Lórdine Nuovo
Andy au Congo
"Para ser tolerante, é preciso fixar os limites do intolerável." (Umberto Eco)"
Quer dizer que o certo é vender uma realidade diferente para os turistas?? oras...quem faz turismo quer justamente conhecer lugares diferentes....ver novas realidades....
Agora, em sendo "colonizador" provavelmente não queira ver o desastre que provoca e toda a miséria que acarreta. Neste caso, melhor Paris, onde o cheiro de "CC" dentro do metro, é insuportável......très chic, para o francês, claro...para o africano é terrível!!!
Fatos que gostaria de testemunhar antes de morrer: 1-político bandido, preso; 2-juiz, promotor, procurador bandido, preso 3-Corinthians, campeão da Libertadores.....
"Quer dizer que o certo é vender uma realidade diferente para os turistas??":
Sim, infelizmente isso eh turismo, De. A mencao aos "resorts" brasileiros eh clara alusao a isso, alias. Tem que haver uma separacao entre a realidade e o mundo dos turistas pros sonhos dos endinheirados nao encontrarem a dura realidade.
Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.
Notei que vc nem tem aparecido mais por aqui.
Sempre leio seus" post's".
Bom revê-la !
AA, uma curiosidade, não é provocação, juro. Muitos amigos meus (capitalistas de 4 costados) dizem que o melhor turismo que fizeram foi a Cuba, e não foi pelos hotéis 5 estrelas, mas pela atmosfera, clima, cultura e receptividade do povo cubano.
Eu ia comentar essa frase, mas voce chegou antes, Paulo.
Chocante.
Puxa vida....roubou meu comentário........
Africa colonial eram bem mais civilizada .....para quem???
Ohhh!!! Céus.....Ohhh!!! Dia......
Fatos que gostaria de testemunhar antes de morrer: 1-político bandido, preso; 2-juiz, promotor, procurador bandido, preso 3-Corinthians, campeão da Libertadores.....
Até o poeta "comuna" Pablo Neruda elogiava a antiga Rangoon dos tempos coloniais, quando morou lá como consul do Chile, e tinha pena do que ela se tornou depois da independência (hoje chama-se Yangon, Myanmar).
É importante notar que a urbanização na era colonial era menor do que é hoje, portanto as grandes cidades coloniais eram habitadas em boa parte pelos governantes estrangeiros e seus empregados, que tinham renda muito maior do que o resto do país.
Acho que só Cingapura e Hong-kong melhoraram depois da era colonial.
Esse glamour descrito dentro dos navios de outrora, existia também dentro dos aviões. Lembro-me que mesmo nos idos 60 dificilmente alguém viajava de avião sem estar muito bem vestido. As mulheres usavam roupas de classe, sapatos muito altos, e até chapéus, além de muitas joias. O negócio nos tempos que já lá vão, era exibição de luxo. Dentro de uma aeronave, não se vai muito tempo, o passageiro se servia com pratos de porcelana, talheres de prata, copos e taças de cristal. Isso quando as empresas ofereciam refeições normais aos passageiros e tripulantes. Tudo mudou, não apenas dentro de um navio, mas em tudo na vida do homem. Sinto saudade de algumas coisas, mas feliz pela mudança de outras, como poder embarcar hoje em dia com uma roupa ou calçado qualquer, que me deixem mais à vontade. Saudade mesmo é da alimentação, hoje reduzida a um pão ordinário com manteiga e um pedacinho de queijo.
Também estou de acordo que um acidente de tal magnitude ocorrido há pouco na Itália, há de servir para muitos questionamentos mundo afora sobre as condições pelas quais essas embarcações estão navegando pelos mares.
Em menos de um ano soubemos de epidemias de gastroenterite dentro de navios - cruzeiros - aqui no Brasil. A causa sempre é comida passada, estragada. Uma doença dessa pode matar, sobretudo pessoas idosas e bebês. Imagine numa embarcação todo mundo evacuando e vomitando ao mesmo tempo, desidratando-se, sem os devidos tratamentos médicos.
Fui casada com homem da marinha mercante. Ele dizia que era normal os navios adentrarem a Baía da Guanabara tendo como ponto final o porto, claro. Mas, era pela Praia do Flamengo que se jogava a sujeirada, portanto pouco antes de atracar a embarcação. Aí eu vi a razão daquela praia ser uma das mais vistosas do Rio, mas impedida para o banho, por estar sempre muito suja.
Que essa tragédia sirva para que nosso governantes passem a ser mais exigentes quanto à navegação desses cruzeiros em águas brasileiras. O que não nos faltam são pessoas altamente qualificadas para conhecer a fundo os problemas e as medidas a serem tomadas doravante. Previnir é sempre melhor.
nassif, tenho a informação de que a policia entrou no pinheirinho.
Tem mortos e feridos. Não sabemos ainda o quantos. Precismos que vc divulgue a noticia.
ÚLTIMA HORA - PM iniciou invasão do Pinheirinho: informam de pessoas feridas
De maneira inesperada, a força policial está ocupando o Pinheirinho. Na operação, que pegou de surpresa os moradores, participam blindados e helicópteros.
Neste domingo, na manhã cedo, e sem aviso prévio, a Polícia Militar atacou já o Pinheirinho, num operativo para a descocupação do bairro ordenada pelo PSDB de Alckmin contra a população pobre. Algumas fontes diretas informam da resistência ativa das moradoras e moradores do Pinheirinho, no interior do estado de São Paulo, de pessoas feridas e até de eventuais mortes, não confirmadas ainda.
A ordem de suspensão parece ter ficado anulada, ou então foi desobedecida, já que um grande dispositivo policial participa na operação repressiva, na qual estariam sendo utilizadas balas e bolas de borracha contra as pedras jogadas pela população. Bombas de gás e pimenta são também utlizadas pela PM. O jornal O Vale informa de que no local se vive um clima de guerra, com todas as entradas barradas e controladas por efetivos da PM. Principais líderes populares terão sido já detidos, enquanto os moradores e moradoras fizeream barricadas com pneus ardendo para tentar deter o avanço da força repressiva.
A comunidade do Pinheirinho é um terreno de mais de 1 milhão de metros quadrados, situado em São José dos Campos, onde moram cerca de um ilhão de 10 mil pessoas desde 2004. A desocupação dos terrenos respondem à denúncia da empresa Selecta, do investidor libanês Naji Nahas, sendo protagonizada pela Polícia Militar sob as ordens do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.
Na passada terça-feira dia 17, a Justiça Federal ordenou deter a desocupação, enquanto a justiça estadual reclamava a incompetência dos tribunais federais para julgarem o caso.
fonte:http://www.diarioliberdade.org/index.php?option=com_content&view=article&id=23644:ultima-hora-pm-iniciou-invasao-do-pinheirinho-informam-de-pessoas-feridas&catid=242:repressom-e-direitos-humanos&Itemid=156
Li em algum lugar que Schettino foi inicialmente contratado como segurança, e formou-se Capitão "a bordo" da empresa.
Por outro lado, a empresa adorava essas passadas rasantes nas ilhas. Schettino afirmou a juiz que essa última na ilha de Giglio foi ordem explícita dela, e a empresa se recusa a comentar: http://www.guardian.co.uk/world/2012/jan/22/costa-concordia-captain-salu...
Sr. AA para não dizer que sou sempre do contra....devo dizer que tocas em assunto de relevância....ao final do seu post
"pulam de porto em porto em cais sem instalações e sem condições...........aonde despejam mais sujeira que receita de turismo, os portos do Nordeste, Ilheus, Salvador e dai para cima não tem a minima estrutura para esse turismo, é tudo improvisado, um turismo predatorio para o Brasil, não gera receita interna....."
Fatos que gostaria de testemunhar antes de morrer: 1-político bandido, preso; 2-juiz, promotor, procurador bandido, preso 3-Corinthians, campeão da Libertadores.....
(Foi o ponto que eu gostei tambem, mas o Andre nao nota o contraponto entre o turismo predatorio ao Brasil e a estrutura predatoria que explora os funcionarios.)
Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.
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“Instrui-vos, porque precisamos de vossa inteligência. Agitai-vos, porque precisamos de vosso entusiasmo. Organizai-vos, porque carecemos de toda vossa força.” Revista Lórdine Nuovo
Achei interessante me deparar com este post justo hoje. Cheguei ontem ao Rio de Janeiro em um cruzeiro de 7 dias no navio Grand Holiday (aquele que fez a manobra de emergência próximo à Vitória). Foi a primeira experiência que tive em cruzeiros e a meu ver ainda existe um certo glamour que envolve os cruzeiros. Para quem adquire o passeio, o custo benefício me parece muito bom. Todas as noites temos shows e bares com música de qualidade ao vivo. Os jantares são bem legais e a comida eu achei boa. Acho só que não há outro jeito senão analisar os fatos no contexto atual. Os cruzeiros hoje podem ser usufruídos por muito mais gente no Brasil. Isso é muito bom! É claro que isso leva a situações meio chatas. Por exemplo, em 7 dias, poucas vezes consegui tomar o café da manhã no restaurante buffet pois ele mais parace uma praça de alimentação de shopping e muitos se comportam como se estivessem em uma guardano lugares tal qual o brasileiro costuma fazer numa fila de supermercado. Porém a solução não foi tão difícil. Havia outro restaurante onde o garçom nos conduzia até a mesa onde por nos forçar a compartilhar com outras pessoas levava a uma rica troca de experiências. O aspecto oculto e talvez mais interessante é abordado no post em relação à tripulação. Por lei são exigidos ao menos 25% dos tripulantes brasileiros caso o navio passe mais de 30 dias no Brasil. Pelo que percebi, a compania coloca esta força de trabalho que fala portugês para lidar com o público e os demais, tal qual citado, filipinos, indonésios e outros "mais baratos", são colocados para trabalhos de limpesa e afins onde não é preciso interagir tanto assim. Mesmo em apenas 7 dias, a interação com a tripulação é natural e em conversas com eles conheci um camareiro da Nicaragua que estava lá para juntar dinheiro para tratar a filha com síndrome de down, uma jovem da Colômbia que precisava ajudar o pai doente e também casos como de um brasileiro que estava mais por curtição com a finalidade de conhecer lugares e enriquecer o currículo. No navio em que estava parece que ao menos os oficiais foram competentes. Ainda não ficou claro o real perigo que corremos mas se foi evitado um choque realmente, parabéns para eles e ainda bem que nosso comendante não era o italiano que fez a lambança na semana anterior.
"a Africa colonial eram bem mais civilizada e segura do que a Africa de hoje, com cidades limpas e organizadas, "
http://www.youtube.com/watch?v=MwHWbsvgQUE
"If you're blue and you don't know where to go to
Why don't you go where fashion sits
Puttin' on the ritz..."
rsrsrsrs...
Muito bem lembrado.
Have you seen the well-to-do
Up and down Park Avenue
On that famous thoroughfare
With their noses in the air
High hats and narrow collars
White spats and lots of dollars
Spending every dime
For a wonderful time
Now, if you're blue
And you don't know where to go to
Why don't you go where fashion sits
Puttin' on the Ritz
Different types who wear a daycoat
Pants with stripes and cutaway coat
Perfect fits
Puttin' on the Ritz
Dressed up like a million dollar trooper
Trying hard to look like Gary Cooper
Super-duper
Come, let's mix where Rockefellers
Walk with sticks or "umberellas"
In their mitts
Puttin' on the Ritz
------ short instrumental break ------
Tips his hat just like an English chappie
To a lady with a wealthy pappy
Very snappy
You'll declare it's simply topping
To be there and hear them swapping
Smart tidbits
Puttin' on the Ritz
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