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Compartilhar é crime?Enviado por luisnassif, ter, 17/08/2010 - 09:52
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Posts de hoje
Comentários + votados
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odair de souza
17/08/2010 - 10:38
Desde que as duas bicicletas tenham vagas suficientes no estacionamento. Nada contra.
Porque cópia significa multiplicação, não?
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Ivan Moraes
17/08/2010 - 10:47
"Compartilhar é crime?":
Nao, eh cricrime. Cricriminalizaram uma montanha de coisas por 30 dinheiros.
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Nilson Fernandes
17/08/2010 - 11:09
Se fosse crime eu já estava preso por ter compartilhado aqui no Nassif desde o início de 2009.
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S.V.
17/08/2010 - 11:12
Sua argumentação parece conter um erro básico. Você está confundindo os conceitos de cópia com plágio. Compartilhar arquivo não é o mesmo que plagiar arquivo.
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Pedro Ramos de Toledo
17/08/2010 - 15:38
Posso concordar quanto ao direito do artista em receber contrapartida por seu trabalho. No entanto devemos ficar atentos para quando esse argumento é utilizado para...
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Ney Henrique
17/08/2010 - 13:04
O criador Original é lesado em ambos os casos.
No plágio através da concorência direta de um produto plagiado.
No segundo pela falta de contrapartida na utilização de sua criação....
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Ney Henrique
17/08/2010 - 10:16
O conceito funciona quando se trata de objetos físicos ... mas em termos de propriedade intelectual é enviasado.
Achon que o caso crítico é o de gravadoras e empresas de entretenimento me geral.
Se...
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Compartilhar o que? Se for bobageira não é crime, é chateação.
O conceito funciona quando se trata de objetos físicos ... mas em termos de propriedade intelectual é enviasado.
Achon que o caso crítico é o de gravadoras e empresas de entretenimento me geral.
Se tais empresas têm ganhos legítimos é uma outra discussão, mas não acho justo fayer dowload ilegal de musica (especialmente de selos pequenos), pois o trabalho dor artista tb é prejudicado.
O mesmo vale para software ...
Se achamos normal copiar obras de arte e ferramentas de computador, por que se incomodar com pirataria industrial? Seria errado então empresas chinesas copiarem tudo e vender mais barato, eliminando o custo do P&D? Seria errado eu copiar textos dos colegas do blog e publicar como se fossem meus?
Eu sou a favor da democratização dos meios e acesso à arte e tecnologia para todos. Mas não se deve perder de vista que o trabalho e esforço intelectual também deve ser valorizado.
Ney
Sua argumentação parece conter um erro básico. Você está confundindo os conceitos de cópia com plágio. Compartilhar arquivo não é o mesmo que plagiar arquivo.
O criador Original é lesado em ambos os casos.
No plágio através da concorência direta de um produto plagiado.
No segundo pela falta de contrapartida na utilização de sua criação.
A diferença existe, mas na minha opinião ambas atitudes são moralmente condenáveis.
Se eu não acho que o trabalho de alguém vale o preço que colocam, eu não compro ... mas tb não uso.
Posso concordar quanto ao direito do artista em receber contrapartida por seu trabalho. No entanto devemos ficar atentos para quando esse argumento é utilizado para defender o monopólio cultural das indústrias de entretenimento. Essa grita não é nova: Ela existe desde a difusão comercial das fitas cassetes, seguidas pelas Fitas VHS, que "iriam quebrar a industria de cinema". O fato é que os artistas ganham valores ridículos pela venda de CDs e DVDs, chegando a R$ 0,50 por unidade vendida, restando à gravadora lucros de, no mínimo, três digitos. Esse debate pode ser enriquecido com as experiências de outras empresas de entretenimento. A ver:
- A Indústria de Entretenimento mais punjante da atualidade é a indústria dos jogos digitais. Todos sabem que os jogos são fartamente piateados, relativamente mais do que faixas musicais e produções cinematográficas e televisivas. No entanto, é a indústria que melhor se adaptou às novas tecnologias de transmissão de dados e expansão das tecnologias de informação. A Blizzard, por exemplo, proprietária da franquia milionária Warcraft (Apenas o World of Warcraft tem oito milhões de jogadores) e Starcraft, investiu pesadamente na venda de DLCs (Downloadable contents) que incrementam a experiência lúdica de seus jogos. Hoje é possível baixar gratuitamente a maior parte dos jogos e pagar um Subscription fee de $10 mensais para ter acesso à segurança da Battlenet, um compentente serviço de suporte, servidores rápidos que quase nunca caem, DLCs, etc. Em suma, é uma empresa que tomou medidas para que os estusiastas prefiram pagar pequenas parcelas mensais por uma experiência que não podem ter com cópias piratas. Essa política é compartilhada por outras Softhouses importantes, como a Bioware, Activision, Biosoft, Etc...
- A partir das conexões de banda larga superiores à 2 MB, o uso de torrents se tornou trivial e é bobeira brigar contra essa realidade. As TVs a cabo brasileiras pagam por sua incompetência ao não transmitir em prazos mais próximos das estréias americanas e com regularidade os seriados mais assistidos. É muito mais cômodo simplesmente baixar o seriado por torrent, colocar uma legenda, e assistir a hora que você quiser e como bem entender, sem ter que esperar três meses pela boa vontade de um CEO inepto para dar a ordem de transmissão. Os canais poderiam reduzir os valores de contrato - o que reduziria o valor dos pacotes de tv por assinatura - e vender subscription fees que possibilitariam o download irrestrito de episódios em seus respectivos sites. Mas preferem dar murro em ponta de faca.
- O download de músicas não afeta todos os artistas com a mesma intensidade. Os principais prejudicados são os artistas mais vinculados ao MAINSTREAM do grande mercado fonográfico, cujas obras são amplamente divulgadas pelos grandes meios de comunicação. Artistas mais alternativos são, de certa forma, auxiliados pela pirataria, pois tem suas obras divulgadas. Ocorreu em Abril, no Brasil, o Show do Social Distortion, uma banda cult do movimento punk americano. O show estava totalmente lotado, mal tendo espaço para respirar. É óbvio que a difusão de suas músicas, inclusive para as gerações mais novas, não se deu através da venda regular de CDs, até porque eles só chegam aqui por lojas especializadas. Sabendo que o grosso dos artistas ganha mesmo através dos shows, é facil entender como essas bandas lucram indiretamente com a pirataria. O mesmo não se pode dizer sobre a Beyonceé ou o Metallica, cujas as obras são amplamente divulgadas pelos meios de comunicação. Assim, quando dizemos que o artista é prejudicado, temos que nos perguntar antes: "mas que artista"?
- O esquema de subscription fee poderia funcionar para os músicos também. Poderíamos ter um site com 5 músicos (ou bandas) cadastrados, que cobrariam R$ 20 por mês para oferecer experiências para os membros: Acesso ilimitado de download das músicas; transmissão ao vivo de ensaios; vendas de camisetas e acessórios a preço de custo; sorteio de ingressos e souvenires; etc... Falta à industria do entrenimento uma melhor compreensão da importância e oportunidade das novas tecnologias. Menos que isso é gritar no deserto.
É possível o Copyleft conviver com a remuneração dos artistas. O que não pode é achar que hoje há qualquer possibilidade de se monopolizar o conhecimento e a informação sob uma ótica do lucro nascida no século XIX.
Desde que as duas bicicletas tenham vagas suficientes no estacionamento. Nada contra.
Porque cópia significa multiplicação, não?
"Compartilhar é crime?":
Nao, eh cricrime. Cricriminalizaram uma montanha de coisas por 30 dinheiros.
Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.
Se fosse crime eu já estava preso por ter compartilhado aqui no Nassif desde o início de 2009.
Nilson Fernandes
Excelente texto do Alexandre Oliva sobre compartilhamento:
http://www.fsfla.org/svnwiki/texto/copying-and-sharing-in-self-defense.p...
que papo de malandro, não?
Acho que é necessário diferenciar o plágio da partilha do produto. O plágio independe do meio há músicas copiadas, texto acadêmicos citados sem a devida referência desde muito antes da internet.
Outro problema é com o detentor dos direitos de distribuição do bem, pois não se baixa um livro, uma musica ou filme para se modificar a autoria, faz-se isso para usufruir do produto, e aí os grandes estúdios/editoras são lesados. O centro da questão, portanto, não é o artista, ou quem empreende o esforço intelectual, mas quem se apropria ou adquire o direito de comercializar sua obra.
Gostaria de saber mais sobre outras experiências, embora pelo que se ve na mídia, essa é a questão: democratizar o acesso sem permitir que essa liberdade de consumo permita a pirataria,. Afinal, nem todos dispõem de conexão rapida para fazer download por exemplo e por aí é que acabam proliferando os "genéricos".
Sendo um bocado tautologico, é crime a partir do momento que é definido como tal em uma lei. Mas como nao é punido, ninguém liga e todo mundo segue pirateando.
Estou me sentindo uma criminosa...rs...(brincadeira)
Reproduzir um vídeo de um sítio público, a exemplo do youtube, não é crime
Se o autor do tópico quis dizer compartilhamento de arquivos, softwares e afins, eu uso uma regra deveras simples: A pessoa em questão está compartilhando visando lucro? Caso não, não considero crime. Caso sim, considero crime.
Bom, acho que cada caso é um caso. Quando se trata de um bem cultural sem fins lucrativos a cópia pode ser bem vinda, por que além de se tornar uma propaganda barata pro autor para o seu trabalho , ela cativa novos consumidores, acirra a competição e diversidade realimenta o processo de consumo. Se alguem tem duvida disso , vou citar só 2 industrias, a fonográfica e o cinema. Antigamente as pessoas tinham a mania de copiar em fitas cassetes as músicas de alguma banda nova e interessante que tenha ouvido ( já que quem não tem grana pra cganhar espaço nas rádios, com o famoso jabá, estava fora do contexto) graças a esse sistema rústico conheci Cartola, Adoniram, muita coisa do lado B dos Beatles, etc. Isso não só ajudava a conhecer algo diferente, como me incentivava as pessoas a consumirem bens culturais (discos , shows , etc) . Hoje o boca a boca e a internet podem tornar conhecida uma banda de rap do Maranhão ou um grupo de pífano de Recife, em larga escala. Bobagem que as pessoas nao consomem música, conheci cordel do fogo encantado pela net, baixei as músicas , fui em shows e compre cd deles sem arrependimento; motivo?
reço honesto e saber que a banda que eu gosto tanto que tá lucrando com aquilo. Radiohead liberou as músicas em troca de uma doação dos fãs , pagavam quanto queriam. Lucraram como nunca. Pergunte se algum fã do Teatro Mágico não compra produtos ou coisas deles - mesmo eles disponibilizando gratuitamente na internet? A liberdade da internet proporcionou a chance que milhares de músicos queriam pra disputar - sem jabá - o seu lugar ao sol. Além disso , forma novas gerações de consumidores e é a única maneira de se encontrar coisas raras que custariam muito tempo e esforço - além de terem risco de serem esquecidas. Ou como vc acha que essa geração atual conheceu Kid Morengueira ou Noel Rosa? Viu um cd largado numa reedição tosca de refugo de gravadora e pensou? Olha isso deve ser legal... ou foi apresentado por algum amigo - que gravou um cd caseiro e disse ; cara - olha esse som bacana que baixei esses dias. O que acabou é o monopólio das gravadoras.Para o cinema fica na mesma situação. Com salas recheadas de block busters, se não fosse a internet nunca conseguiria ver algum filme das amostras internacionais, como a de SP ou Rio. Considerando que infelizmente nem locadoras tendem a comprar filmes de pouca saída, depender apenas da distribuição é sacanagem. E pra quem acha que isso só acontece com filme de arte ou nacional, Death Proof , do Tarantino, saiu com quase 3 anos de atraso nos cinemas no Brasil. Vi graças a internet. Tbem pude ver classicos de Western, Filmes do Truffaut , Glauber Rocha e Hitchcock. Isso seria impossível sem a internet - até mesmo por que pra ver a obra desses autores só se estiver em um grande centro ou ter a sorte duma locadora diferenciada na cidade onde se vive. Nessa hora queria que alguem pudesse ressucitar Stanley Kubrick ou Glauber Rocha pra perguntar a eles o que preferem? Que as pessoas vejam e imortalizem sua obra ou que fique fadada a prateleiras e quem sabe um dia alguem com poder aquisitivo pague royalties e assista. Sobre os filmes novos - talvez tenha de se pensar a distribuição de forma diferente - Bollywood resolveu o problema da pirataria vendendo em mercados populares dvds com preços reduzidos - competindo de igual pra igual com os piratas. Estão lucrando muito.
Softwares já não funcionam nessa lógica, mas existem ferramentas mais efetivas pra evitar a propagação de um software pirata. O registro online por exemplo. Mas essa é uma area que eu não conheço.
Poxa, estou chegando atrasado na discussão (como de hábito). Mas, se alguém ainda estiver atento ao post, lanço a questão: se os direitos autorais já estivessem em vigor desde o primeiro homem, teríamos saído das cavernas? Seria pertinente o direito autoral sobre a técnica de lascar a pedra ou de organizar uma lavoura ou tais técnicas, a partir da descoberta por um ser humano, pertence a todos como membros de uma inteligência comunitária, universal, onde um avanço naturalmente conduz ao próximo? Em outras palavras, o direito autoral é um direito que surge, a priori, pelo mero exercício da razão, ou é antinatural, e portanto imoral, impedindo mesmo o crescimento intelectual, espiritual, do ser humano? E não estou falando da atividade artística, mas da atividade humana como um todo. Tampouco falo em plágio, que é ignóbil. O problema é que adotamos, e nem poderia ser diferente, a ideologia do capitalismo, sem problematizar e duvidar das instituições que herdamos. Há que se enfrentar esse dilema através do exercício crítico da razão. Percebam que não fiz afirmações, apenas lancei questionamentos. Não tenho idéia formada a respeito, apenas dúvidas.
vida é o primeiro passo para a compreensão.Postar novo Comentário