Como será a bala de prata na campanha

Qual a bala de prata, a reportagem que será apresentada no Jornal Nacional na quinta-feira que antecederá as eleições, visando virar o jogo eleitoral, sem tempo para a verdade ser restabelecida e divulgada?

Ontem, no Sarau, conversei muito com um dos nossos convivas. Para decifrar o enigma, ele seguiu o seguinte roteiro:

1. Há tempos a velha mídia aboliu qualquer escrúpulo, qualquer limite. Então tem que ser o episódio mais ignóbil possível, aquele campeão, capaz de envergonhar a velha mídia por décadas mas fazê-la acreditar ser possível virar o jogo. Esse episódio terá que abordar fatos apenas tangenciados até agora, mas que tenham potencial de afetar a opinião pública.

2. Nas pesquisas qualitativas junto ao eleitor médio, tem sobressaído a questão da militância de Dilma Rousseff na guerrilha. Aliás, por coincidência, conversei com a Bibi que me disse, algo escandalizada, que coleguinhas tinham falado que Dilma era "bandida" e "assassina". Aqui em BH, a Sofia, neta do meu primo Oscar, disse que em sua escola - em Curitiba - as coleguinhas repetem a mesma história.

As diversas pesquisas de Ibope e Datafolha devem ter chegado a essa conclusão, de que o grande tema de impacto poderá ser a militância de Dilma na guerrilha. A insistência da Folha com a ficha falsa de Dilma e, agora, com a ficha real, no Supremo Tribunal Militar, é demonstração clara desse seu objetivo. Assim como a insistência de Serra de atropelar qualquer lógica de marketing, para ficar martelando a suposta falta de limites da campanha de Dilma – em cima de um episódio que não convenceu sequer a Lúcia Hipólito.

Aliás, o ataque perpetrado por Serra contra Lúcia – através do seu blogueiro – é demonstração cabal da importância que ele está dando à versão da falta de limites, mesmo em cima de um episódio que qualquer avaliação comezinha indicaria como esgotado.

A quebra de sigilo é apenas uma peça do jogo, preparando a jogada final.

A partir daí, meu interlocutor passou a imaginar como seria montada a cena.

Provavelmente alguém seria apresentado como ex-companheiro de guerrilha, arrependido, que, em pleno Jornal Nacional, diria que Dilma participou da morte de fulano ou beltrano. Choraria na frente da câmera, como o José Serra chora. Aí a reportagem mostraria fotos da suposta vítima, entrevistaria seus pais e se criaria o impacto.

No dia seguinte, sem horário gratuito não haveria maneiras de explicar a armação em meios de comunicação de massa.

Será um desafio do jornalismo brasileiro saber quem serão os colunistas que endossarão essa ignomínia – se realmente vier a ocorrer -, quem serão aqueles que colocarão seu nome e reputação a serviço esse lixo.

Essa loucura - que, tenho certeza, ocorrerá - será a pá de cal nesse tipo de militância de Serra e de falta de limites da mídia. Marcará a ferro e fogo todos os personagens que se envolverem nessa história. Incendiará a blogosfera. Todos os jornalistas que participarem desse jogo serão estigmatizados para sempre.

Todas essas possibilidades são meras hipóteses que parte do pressuposto da falta de limites total da velha mídia.

Mas a hipótese fecha plenamente.

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373 comentários
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hugo

Sob 'guru' indiano, site de Serra aposta naquilo que o internauta mais abomina

 

O site oficial da campanha do candidato à Presidência José Serra (PSDB) se transformou desde que o norte-americano de ascendência indiana Ravi Singh assumiu sua administração, há dez dias.

A página abandonou produção de conteúdo e atualização frequente para virar mera caçadora de contatos, recorrendo justamente ao expediente que o internauta mais odeia: os cadastros.

Onde se clica surge um formulário. A intenção é angariar voluntários (ainda não se sabe exatamente para que) e obter listas de e-mails e contatos em redes sociais.

Só quem tiver a curiosidade de rolar até o fim da página (hospedada no endereço www.serra45.com.br) e clicar no site oficial do PSDB, que aparece discretamente sob um ícone, terá acesso à cobertura das atividades diárias de Serra _ainda que a atualização seja discutível e a navegação, nada amigável. Trata-se de uma inversão de hierarquia inexplicável.

O site é o que o candidato (que na quinta-feira festejou, numa entrevista ao vivo a uma rádio, a conquista de seu seguidor 401 mil) indica em seu perfil no Twitter.

Outro erro flagrante da página proposta por Singh (cujo primeiro ato ao ser contratado foi criar o slogan "é a hora da virada") é o apelo, quase em tom comovido, que aparece na home page.

"Ajude-nos a enviar este vídeo para todos os seus amigos AGORA!" é tudo o que não se deve suplicar quando a pretensão é distribuir conteúdo. Isso quebra a própria etiqueta na rede.

Afinal, se for bom ou pertinente, seu vídeo será distribuído espontaneamente pelas pessoas _e engajamento espontâneo na internet é tudo o que pode fazer a diferença numa eleição.

Singh tem um longo histórico de participação em campanhas eleitorais. Na mais recente, na Colômbia, trabalhou para Juan Manuel Santos, que se elegeu presidente. Seu rival nas urnas, Antanas Mockus (PV), porém, provocou muito mais barulho e repercussão na web.

Enquanto os tucanos patinam, suas principais adversárias na corrida ao Planalto (Dilma Rousseff e Marina Silva) têm feito a lição de casa em suas páginas oficiais.

Primeiro, a acertada opção pelo formato jornalístico para contar o dia a dia da campanha, além de atualização frequente de conteúdo mais chamativo, como fotos em tamanhos panorâmicos.

As páginas de PT e PV ainda ressaltam com destaque a possibilidade de contribuir financeiramente com suas candidatas. Há, é claro, inevitáveis atalhos para cadastros e formulários. Mas eles são apenas uma opção, não a principal (ou única, no caso de Serra) destaque do site.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/794203-sob-guru-indiano-site-de-serra-aposta-naquilo-que-o-internauta-mais-abomina.shtml

 
 
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Rogerio Martins

Alguém pensou em qual será a reação das pessoas diante desse tipo de armação? Não acha que é temerário demais achar que tais procedimentos serão aceitos passivamente?

 

Afinal, até onde vai a paciencia do cidadão...?

 
 
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Franco Atirador

.A globo já deu a dica na matéria de capa da revista época.
Às vésperas da eleição, ela própria vai responder, na RGTV, todas aquelas perguntas que ficaram no ar.
.
Entendo que aquele assunto, assim como qualquer outro que possa servir de objeto de factóides, deveria ser bem esclarecido e, desde agora, banalizado.
.
Eles sabem, melhor do ninguém, manipular, através das suas equipes de especialistas em marketing e propaganda, o inconsciente coletivo, como já dizia o velho, porém atual, Jung.
. Há também a possibilidade de tentarem atingir Lula e sua família, numa espécie de reação simulada ao que disseram que aconteceu com a filha do Zé Mané..
Estive relendo matérias da mídia corporativa de setembro de 2006 e veriquei que a situação eleitoral daquela época se assemelha por demais com a de agora.

Os artigos naquele período abordaram assuntos similares aos que ocorrem hoje.

O fato que deflagrou o tal "escândalo dos aloprados" ocorreu em 15 de setembro de 2006, com as prisões realizadas pela PF em MT.

A eleição foi em 1º de outubro.
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A BALA DE PRATA PARECE QUE, EM BREVE, VIRÁ MESMO.
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O ELEITOR BRASILEIRO PODE ATÉ JÁ ESTAR VACINADO,

MAS É MELHOR SE CALÇAR !
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eliz

Desde que tive conhecimento deste guru tenho pensado qual o real papel dele nas eleições.

Neste cadastro no site do PSDB é solicitado o número do titulo de eleitor?

 
 
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Alexandre Araújo - O Excluído do Twitter.

Perfeita observação, Nassif! Seria bom que os outros blogs independentes como o Vi o Mundo, Conversa Afiada e do Rodrigo Vianna reproduzisse este post. Precisamos expor na blogosfera essa armação antes que ela se concretize!

 
 
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Alexandre Weber - Santos -SP

Não creio que deixaremos a campanha à presidência da República do Brasil baixar a níveis tão sórdidos, tenho certeza que estaremos discutindo problemas como a educação efetiva da vontade da população para que uma virada real na economia, uma sustentável, possa ser implementada nos próximos 20 anos. Mais comezinhamente, discutiremos o problema fiscal, atrelado a reforma política, tema tão caro ao presidente Lula  e que por sua benéfica influência já contaminou a Dilma e sua campanha.

Assim, caros colegas de blog, não se preocupem !

A eleição já está definida e os bons venceram.

 

Follow the money, follow the power.

 
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Edson Joanni

É uma possibilidade. Imaginando que farão isso, podemos imaginar também que o depoimento do "guerrilheiro arrependido" será, de alguma maneira, corroborado pelo Gabeira.

 

Nem SOPA nem PIPA! Abaixo a censura na Internet!

 
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Fabiano Arruda

Não dúvido nada, eles colocarem um ator qualquer pra fantasiar uma história... mais uma vez não iremos apenas vencer o psdb, venceremos a GLOBO NOVAMENTE.

 
 
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Marcos Doniseti

O mais interessante disso tudo, Nassif, sera ver o fracasso dessa jogada suja.

A verdadeira `bala de prata` ja foi usada e foi o apoio do Presidente Lula para Dilma

Tal episodio, se ocorrer, ira apenas servir para desmoralizar totalmente a Grande Midia Golpista. Mais nada.

Nao acredito que o povo brasileiro trocara todas as melhorias ocorridas em suas vidas durante 8 anos de governo Lula por causa de uma mentira de ultima hora. Acredito que os brasileiros, na sua imensa maioria, ja estao vacinados contra esse tipo de baixaria. E justamente por isso essa `bala de prata` nao passara de uma `bala de latao`.

Obs-Estou com problemas no teclado do pc, dai a ausencia dos acentos nesta mensagem.

 

Marcos Doniseti

 
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Adriano S. Ribeiro

Putz, vão ser dias estressantes. Tomara que acabe logo essas eleições.

 
 
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Marcio Augusto

Nassif, acho que estaria mais para Sexta-Feira do que para Quinta-Feira. Sempre foi assim. Debate Lula X Collor, delegado Bruno com o dinheiro, etc... Mesmo porque o debate na Globo está marcado para od ia 30/09, quinta-feira. Eles vão jogar tudo na sexta-feira, dia 01/10.

 
 
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João Paulo Ferreira de Assis

 

Apoiado, senhor Marcio Augusto. Assim será. Lembro-me como se fosse hoje. Eu cursava Direito na UNIPAC em Barbacena. Naquela sexta-feira, como de costume encerrei as aulas em Carandaí, às 22 e 25, e corri para a rodoviária, onde logo chegou o Belo Horizonte-Juiz de Fora, que sai de BH às 20 e 15, e passa em Carandaí às 22 e 40. Fui direto para Barbacena, onde na manhã seguinte estaria cumprindo horário no Núcleo de Prática Jurídica. Desci do ônibus e me encaminhei para a Pç Pedro Teixeira, ''varado'' de fome, e parei na carrocinha do cachorro quente. Uma televisão ligada mostrava exatamente a pantomima do delegado Bruno.

 
 
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maria nadie rodrigues

Caro Nassif,

Ao ler o post, estou a me perguntar se o texto não está favorecendo justamente a oposição, caso as hipóteses sequer tenham sido levantadas por ela. Tomara que não.

Hoje a CBN já apresenta a fala de um tucano relacionando o caso atual - quebra de sigilo da filha de Serra - com Amaury R. Junior, colocando que esse jornalista é mestre em dossiês. Significa, então, que a partir de hoje amaury será a bola da vez, em função, é claro, do que já se sabe a respeito do livro a ser editado. Nesse sentido, de acordo com as rajadas de balas, seria até o caso de amaury lançar logo esse danado desse livro, que eu, particularmente, tô doida pra lê-lo.

 

 
 
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J.Antonio

Esse livro deveria ser lançado na quarta-feira dia 29/09!

 
 
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Antonio Deiró

Nassif

Depois que vi Serra usar a filha e até as netinhas em seu programa eleitoral, nada mais me surpreende. Fiquei sem entender como um pai e avô é capaz de fazer isso, em nome de uma ambição desmedida. Qualquer pai e avô que tenha um pouco de amor e respeito pelos seus familiares, procuraria preservá-los, em vez de jogá-los nessa lama podre e fétida de uma campanha política suja e irresponsavel como essa dos Demo-Tucanos.

 

 
 
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NeyLima

Possível sim. Vão tentar qualquer jogada torpe ao menos para ir ao 2º turno. Bom que, em não acontecendo, a mídia vai descobrir que não tem mais o poder de influência que considerava ter. Mas eles estão indo atrás. A Folha gastou até para mandar alguém até Sofia na Bulgária e trazer fato de um meio-irmão de Dilma, que deve ter vida própria mas será culpada pelos destinos dele.

A Bulgária dos Rousseff

Perseguido pelos comunistas , meio-irmão de Dilma queria viver no Brasil com o pai, Pétar

VAGUINALDO MARINHEIRO
ENVIADO ESPECIAL A SÓFIA

Pode parecer irônico, mas enquanto Dilma Rousseff lutava contra uma ditadura de direita no Brasil, seu meio-irmão, Luben Russév, sofria com a ditadura de esquerda na Bulgária.
No Brasil, Dilma era considerada perigosa por ser comunista. Na Bulgária, Luben era visto como não confiável pelo governo comunista por ter um pai que havia fugido para um país capitalista.
Política à parte, poucos são os laços que ligam os irmãos, que jamais se viram. Luben é o filho que o pai de Dilma, Pétar Russév (que aportuguesou seu nome para Pedro Rousseff), teve na Bulgária com Evdokia Yankova, sua primeira mulher.
Pedro também não conheceu o filho. Ele fugiu da Bulgária em 1929, pouco antes de a criança nascer.
Segundo informações dadas por Luben a um jornalista em 2004 (três anos antes de morrer), o pai prometeu à mulher que iria voltar.
Pedro viveu na França e passou pela Argentina antes de se fixar no Brasil, onde conheceu a mãe da candidata do PT, também chamada Dilma. Eles se casaram e tiveram três filhos. Dilma é a filha do meio.
As promessas de voltar à Bulgária e reunir a família nunca foram cumpridas. Pedro Rousseff morreu em 1962, em Belo Horizonte.
Há pouquíssimos registros sobre ele na Bulgária. Há também versões desencontradas sobre sua vida.
Dizem que nasceu em 1900 em Gábrovo, cidade ao norte do país famosa por ter muitos mercadores de tecidos. A família dele também era de comerciantes.
Depois, mudou-se para Sófia, onde se alinhou aos comunistas. A Bulgária vivia tempos turbulentos nos anos 20. Era uma monarquia e tinha um governo fascista.
Os comunistas tentavam desestabilizar o governo com atos terroristas. Eram reprimidos e perseguidos.
Dilma já disse em entrevistas que o pai deixou a Bulgária por razões políticas. Luben, seu meio-irmão, afirmou que foram razões econômicas: o pai estava falido.
Estudiosos dizem que pode ser uma combinação das duas coisas. Além de politicamente conturbada, a Bulgária estava com sua economia em frangalhos.
O primeiro contato de Luben com o pai se deu em 1948, por carta. Ele tinha 18 anos e estudava engenharia.
Os comunistas haviam tomado o poder, com a ajuda da União Soviética, e reduziam os direitos individuais.
Tentaram expulsar o meio-irmão de Dilma da faculdade pelo fato de ele ter feito parte de um grupo juvenil que apoiava a social-democracia.
Luben era considerado um aluno brilhante, e a faculdade impediu sua expulsão.
Mas o governo o mantinha sob vigilância, como fazia com a maioria dos que tinham algum parente fora do "mundo socialista".

Dinheiro para um VW
O meio-irmão de Dilma disse que pediu várias vezes ao pai para ajudá-lo a sair da Bulgária e levá-lo ao Brasil.
Pedro enviou ao filho alguns pacotes com presentes. Às vezes, punha dólares escondidos entre cartões postais, para que passassem despercebidos pela polícia.
Com esse dinheiro, Luben conseguiu comprar um Volkswagen. Em 1962, o engenheiro soube da morte do pai e solicitou várias vezes ao governo permissão para viajar ao Brasil para tratar de sua herança.
Ele sabia, por meio de uma poeta búlgara, amiga de seu pai, que Pedro tinha se tornado um homem rico.
Mais uma vez, não obteve autorização para viajar.
Tempos depois, foi informado pelo Departamento de Relações Exteriores de que tinha recebido do Brasil a quantia de US$ 1.500 referentes a sua herança.
Luben acreditava que tinha direito a mais dinheiro, mas achou que era melhor pegar os US$ 1.500 do que ficar sem nada.
O engenheiro se casou e não teve filhos. Nos últimos anos de vida, morava com a mulher, Margarita, no centro de Sófia. Sofria de reumatismo e andava de muletas. Seus vizinhos dizem que ficava o tempo todo em casa. Só saía para ir ao hospital.
Bozhidar Baykushev, que é filho de uma irmã de Margarita, disse a um jornal local que o tio era fechado e que nunca falou do pai ou dos meio-irmãos brasileiros.
Segundo Momchil Indjov, jornalista que entrevistou Luben em 2004, ele falava do pai com carinho e desilusão, por não ter tido ajuda para fugir do comunismo.

Dinheiro de Dilma
Rumen Stoyanov, um professor de literatura brasileira que viveu por cerca de dez anos no Brasil, foi um dos últimos amigos de Luben.
Ele afirma que, em 2005, recebeu um pedido do Brasil, via embaixada, para que procurasse o meio-irmão da então ministra Dilma Rousseff.
Ele o encontrou e o ajudou a se corresponder com a irmã. Numa das cartas, Luben comentou com Dilma que estava com dificuldades financeiras. Segundo Rumen, Dilma, então, remeteu dinheiro.
Rumen conta que poucos dias antes de morrer, em fevereiro de 2007, Luben ligou para sua casa pedindo que traduzisse uma carta que iria escrever à irmã brasileira.
"Combinei de ir à casa dele dias depois. Não deu tempo. Ele morreu antes, e nunca vamos saber o que ele gostaria de falar para a irmã."

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po0509201043.htm

 
 
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Marco St.

Não haverá "bala de prata" nenhuma!! A grande massa de eleitores pouco está interessada em saber do passado político da Dilma e as manipulações da mídia. Essas reportagens escandalosas da velha mídia tem consumo apenas interno. A população brasileira está suficientemente vacinada contra esse tipo de armação. Basta lembrar do caso Dunga. Ele mesmo, um cara mal humorado, arrogante, mesquinho e sem nenhuma simpatia, ganhou o apoio de praticamente todo o Brasil, quando ficou claro que a Globo estava insatisfeita com o trabalho dele.

Já são 8 anos que a velha mídia metralha com "balas de prata" o governo Lula!!! Só serviu de fermento. Agora faltam os últimos 20 dias, a estratégia do Serra vai ser essa mesma. São os últimos momentos. Dia 3 de Outubro o povo dará o tiro de misericórdia na candidatura tucana e por tabela, na velha mídia.

PS: A candidatura Dilma só vai correr algums risco se essa imprensa que está aí comecar a elogiá-la. Aí sim ela poderá ganhar a antipatia de muitos....

 

"Se você não cuidar, os jornais farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo." Malcolm X

 
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Rodrigo Lima

Tomara que você esteja certo. Mas, se levarmos em conta que a mídia faz de tudo, absolutamente de tudo, para manter seus interesses (edição do debate Collor vs Lula, sequestradores do Abílio Diniz com material do PT, o dinheiro dos "aloprados" e o delegado Bruno, etc), não espero alívio, não.

 
 
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Só para rebater essa materiazinha mequetrefe da Folha, seria bom dar uma revisada no livro que Beatriz Kushnir escreveu.  Muito mais picante, muito mais assustador e  muito mais lastimável do que tudo que se lê acima.  O livro se chama: "Cães de Guarda - Jornalistas e Censores, do AI-5 à Constituição de 1988".  Fala, entre outros,  dos bastidores da "Folha da Tarde", o jornal do grupo Folha que, todos nós sabemos,  prestou grandes serviços à repressão. Essa história sim,  não pode ser esquecida nunca e, esta sim, é motivo de vergonha e  indignação

 

 

Cosi è, si vi pare!!!

 
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Marcos Doniseti

A reportagem abaixo, publicada no Jornal da Tarde, mostra porque a tal bala de prata Normal 0 21 false false false PT-BR X-NONE X-NONE MicrosoftInternetExplorer4

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será apenas uma bala de latão, e dos bem vagabundos.

 

Futuro de filhos motiva apoio à petista

Neusa da Silva Chaves, 47 anos, nasceu em Aracatu, na Bahia. Ela e outros dez irmãos foram criadas na roça – o sustento da família sempre veio da terra. Era tanto trabalho que não havia tempo para estudo. “Pra bem dizer a verdade, só fiz o primeiro ano”. Em 1989, com dois filhos pequenos e grávida de mais um, decidiu arriscar a sorte em São Paulo. No dia 3 de outubro, Neusa vai votar em Dilma Rousseff (PT) à Presidência.

Na família de Neusa todo mundo trabalha. Como diarista, lava, passa e cozinha em seis ou sete casas por semana. Seus filhos formam escadinha: Renata, 20 anos; Reinaldo, 19 e Rodrigues. “Estão todos trabalhando em escritório. Mas, se Deus quiser (Neusa é religiosa e devota de Nossa Senhora), começam faculdade ano que vem.” Renata quer se formar em enfermagem; Reinaldo em Administração e Rodrigues quer ser engenheiro. “Eles até me ajudam quando tenho que ler alguma coisa que ainda não consigo.” O sonho de Neusa é ver os filhos formados – e a sensação de que eles podem conseguir algo que ela sequer sonhou é a base da opção eleitoral. “Não podia imaginar que veria meus três filhos estudando e prestes a entrar em universidade. Acho que isso acontece porque o País melhorou com o Lula”.

Mas o candidato não é o Lula, dona Neusa. “Eu sei, mas eles estão juntos, não é?”. E o fato de Dilma ser mulher, influencia o voto? “Isso, não. Pra mim não tem importância se é homem ou se é mulher”. Embora não se beneficie de programas sociais do governo (como Bolsa Família), Neusa acha que eles são importantes e devem continuar. “Eu não uso, mas conheço gente que precisa deles.”

Neusa pouco sabe sobre denúncias de corrupção ou a violação do sigilo fiscal de tucanos, que supostamente envolveria nomes ligados ao PT. Aliás, Neusa não identifica Lula ou Dilma como sendo do PT, mas políticos em que ela confia. Expressões como “gente como a gente” e “cara boa” fazem parte do discurso dela.

Por que Neusa não vota no Serra? Ela diz que “não vai com a cara” e não tem nenhuma empatia com ele. “Não acredito naquilo que ele fala”. Neusa ainda diz que não gostou do tucano como prefeito nem como governador. “Eu não sou, nem minha família é, bem atendida em posto de saúde. Outra coisa, eu pego ônibus todo dia – e todo dia tenho que ficar em pé, não tem lugar e é apertado”.

ENTREVISTA

JT – A senhora acha que a Dilma tem experiência política? A candidata não depende muito do Lula?

Neusa- Ela é como a gente. Acho que ela pode aprender como ser uma boa presidente. Ela vai se virar bem sem o Lula.

JT - E o passado dela? Ela participou da luta armada…

Neusa - Ah, meu filho, isso não interessa muito, não. Além do mais, faz tanto tempo. E acho também que as pessoas mudam.

JT - A história do Mensalão do PT não incomoda a senhora? E ela ter o apoio do Zé Dirceu, do Sarney, do Collor…

Neusa - Acho que todos os políticos são a mesma coisa (ri). Quem fez coisa errada tem que pagar e pronto. Agora, vai dizer que só tem gente boa do lado do Serra?

JT - E essa história da quebra de sigilo na Receita Federal?

Neusa - Isso aí, não sei. Mas imposto é segredo? Achei que não era, que todo mundo sabia.

Link

http://guerrilheirodoentardecer.blogspot.com/2010/09/dona-neusa-da-uma-a...

http://blogs.estadao.com.br/jt-politica/futuro-de-filhos-motiva-apoio-a-...

 

 

Marcos Doniseti

 
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Nagib

" Acho que todos os políticos são a mesma coisa (ri). Quem fez coisa errada tem que pagar e pronto. Agora, vai dizer que só tem gente boa do lado do Serra?"

"Rouba mas faz" em versão petista ?

Maluf deveria pedir direitos autorais...

 
 
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Daniel Campos

Balas de prata para funcionarem precisam ser feitas de prata pura. E a prata da grande mídia e da atual oposição é tão genuína quanto a favela cenográfica da campanha do serra.

 
 
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Nilson Fernandes

Já falaram que a Dilma roubou o cofre da amante do Ademar de Barros que residia no Rio de janeiro  na década de 60. Agora quem tem fidelidade "canina" ao Ali Kamel para arrumar, quuem sabe o filho ou a filha de um suposto morto pela Dilma eu não tenho dúvida. O repórter Global será o Cesar Tralli.

 

Nilson Fernandes

 
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MRE1

Um amigo mineiro, que não gosta do carioca Aécio Neves acha que a bala de prata pode vir do tipo:"Bob Jefersson leva tiro de Dilma quando mostraria um dossiê de seu envolvimento com o esquema do mensalão" !

 Será ?

 
 
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Eugenio carlos

Isso me  deixa  muito triste e com raiva desta midia  e de alguns jornalistas.

 
 
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E como pode o PT não denunciar a rede globo, veja, fsp e estadão como braço midiátio da campanha de jose serra?

A mídia está trabalhando abertamente em favor de serra e o PT aceita isso passivamente?

 
 
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Luiz Lima

Aceita, caríssimo. Sabe por quê? Porque governa com essa imprensa, TAMBÉM. Afinal de contas, o gov Lula pode ser tudo, menos de esquerda. Essa imprensa presta-lhe o excelente serviço de justificar a sua política monetária; o "desenvolvimentismo" neocolonialista; o  silenciamento dos movimentos sociais etc. etc. Claro que agora o incomoda, fustigando a sua candidata; mas isto nada mais é do que a explicitação do conflito entre frações da classe dominante, somado a um preconceito idiota e injustificável - "nunca antes neste País", afinal, as empresas ganharam tanto dinheiro como quando neste governo que ora se encerra.

O problema é que nossa imprensa é de extrema-direita. Isto fica claro tanto por sua trajetória histórica, quanto pela tal "bala de prata" que, imagina-se, pretende explorar para impedir a eleição de D. Dilma em primeiro turno - sua militância pretérita em organizações de esquerda (dispenso a bobagem de dizer que ela ainda é de esquerda, hoje). O seu adversário também foi militante da AP; portanto, evidentemente, não tem, ou não deveria ter, nenhuma "ascendência" sobre D. Dilma neste particular. A própria D. Dilma, em outro contexto, já deu a resposta que tinha de dar a respeito deste assunto. Por outro lado, veja que, com todo esse furdunço, os quarteis estão bem quietinhos. Por quê será? Parece-me claro que não é por medo de D. Dilma...

A famiglia Marinho é fascista. No "Globo", em 2008, podia-se ler, na seção "Há 50 anos", a festa que o jornal fez quando da visita ao Brasil do presidente de Portugal salazarista, Craveiro Lopes. A famiglia Frias foi operadora logística da Oban. A famiglia Mesquita finge-se de civilizada, mas foi também entusiasta do golpe de 64. Só ganha pontos pela coerência. É antipetista de berço. A famiglia Sirotsky... sobre essa, por gentileza consultar o Cloaca News. A famiglia Civita... No entanto, estas famiglias têm sido ajudadas pelo gov Lula! Não vou nem falar dos milhões de reais que recebem em publicidade oficial - mas sim de medidas, digamos, estruturais, como a abertura do setor ao capital estrangeiro, a regulação da TV digital etc. Compare, por exemplo, o que ocorre no Brasil com o que se passa entre o gov Kirchner, na Argentina, e o grupo Clarín, que o ataca frontalmente. Dá pra imaginar o gov Lula remexendo, por exemplo, na concessão do canal 5 de SP à TV Globo? O caso da Papel Prensa ocorreu durante a ditadura militar local.

 

 

"A anarquia econômica da sociedade capitalista como existe atualmente é, na minha opinião, a verdadeira origem do mal" (Albert Einstein)

 
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Paulo Maurício Machado

Da mesma forma que nós já sabemos com antecedência o que virá pela frente - afinal, eles continuam a usar a receita previsível de sempre -, o comando da campanha só pode estar se precavendo contra a investida final da velha mídia. Ninguém mais é ingênuo para ser pego com as "calças na mão" nessa altura dos acontecimentos.

Observe-se que o marqueteiro João Santana, nos programas televisivos, tem utilizado muito parcimoniosamente as falas de Lula e procurado ressaltar, firmar a imagem de Dilma, dar mais luz própria à candidata. A estratégia é clara nesta fase da propaganda eleitoral.

Não estaria, portanto, o Lula sendo "guardado" para o momento mais agudo, crítico, na última semana da campanha? A presença dele na TV em três ou quatro programas, falando com a mesma contundência como se referiu às dores de cotovelo do Serra na sexta-feira, teria o efeito de um tiro de canhão capaz de neutralizar o disparo da bala de prata.

 
 
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Paulo Maurício Machado

Da mesma forma que nós já sabemos com antecedência o que virá pela frente - afinal, eles continuam a usar a receita previsível de sempre -, o comando da campanha só pode estar se precavendo contra a investida final da velha mídia. Ninguém mais é ingênuo para ser pego com as "calças na mão" nessa altura dos acontecimentos.

Observe-se que o marqueteiro João Santana, nos programas televisivos, tem utilizado muito parcimoniosamente as falas de Lula e procurado ressaltar, firmar a imagem de Dilma, dar mais luz própria à candidata. A estratégia é clara nesta fase da propaganda eleitoral.

Não estaria, portanto, o Lula sendo "guardado" para o momento mais agudo, crítico, na última semana da campanha? A presença dele na TV em três ou quatro programas, falando com a mesma contundência como se referiu às dores de cotovelo do Serra na sexta-feira, teria o efeito de um tiro de canhão capaz de neutralizar o disparo da bala de prata.

 
 
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Paulo Maurício Machado

Da mesma forma que nós já sabemos com antecedência o que virá pela frente - afinal, eles continuam a usar a receita previsível de sempre -, o comando da campanha só pode estar se precavendo contra a investida final da velha mídia. Ninguém mais é ingênuo para ser pego com as "calças na mão" nessa altura dos acontecimentos.

Observe-se que o marqueteiro João Santana, nos programas televisivos, tem utilizado muito parcimoniosamente as falas de Lula e procurado ressaltar, firmar a imagem de Dilma, dar mais luz própria à candidata. A estratégia é clara nesta fase da propaganda eleitoral.

Não estaria, portanto, o Lula sendo "guardado" para o momento mais agudo, crítico, na última semana da campanha? A presença dele na TV em três ou quatro programas, falando com a mesma contundência como se referiu às "dores de cotovelo" do Serra na sexta-feira, teria o efeito de um tiro de canhão capaz de neutralizar o disparo da bala de prata.

 
 

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