Como países controlam a internet, por Zuckerman

Por wilson yoshio.blogspot

Da Galileu

Especialista explica como funciona a censura na web

Ethan Zuckerman analisa como diversos países lidam com a internet

por Guilherme Rosa

WikipediaCrédito: Wikipedia/Divulgação

A batalha em torno da liberdade de expressão na internet está cada vez mais evidente. Em países como Síria e Vietnã, que censuram o conteúdo de sites, governos combatem ativistas pelo controle do que é dito na web. Mesmo em locais como os Estados Unidos, onde os discursos políticos não são censurados, novas leis como o SOPA são propostas para controlar o que seus cidadãos postam em redes sociais e blogs. Para entender exatamente o que se passa nessa disputa, a GALILEU entrevistou Ethan Zuckerman, especialista em liberdade de expressão na internet, fundador de grupos como o Geekcorps e Global Voices e diretor do Centro de Mídia Cívica do MIT. A seguir, ele explica como funciona a censura na internet: 

O que exatamente aparece na tela de um computador quando uma pessoa tenta acessar um conteúdo censurado? 

Depende. Normalmente, você vê uma página de bloqueio. Por exemplo, na Arábia Saudita, eles são muito honestos quanto a isso. Eles dizem: “este conteúdo está bloqueado, se você acha que cometemos um erro, pode apelar”. São transparentes quanto à censura. Mas alguns países simplesmente mentem quanto a isso, e mostram páginas de erro. A Tunísia, por um longo tempo, mostrava a página de erro do Internet Explorer, mesmo se você estivesse usando o Chrome ou Mozilla. A página estava em francês, mas escrita com erros. Eles tentavam disfarçar a censura e fazer o usuário pensar que o navegador estava com problemas. É como muitos governos gostariam que as pessoas se sentissem. 

Como funciona a censura nesses países? 

Em um país como a China, a internet é censurada de 3 modos. Primeiro, o governo bloqueia o acesso a certos sites. É muito difícil acessar o Twitter, por exemplo. Em segundo, há censura extensiva nas ferramentas que a maiorias dos usuários têm acesso. Então, ao invés de usar Twitter, os chineses usam o Weibo, onda há certos termos que não poderão usar. Se usar, sua conta será fechada. O terceiro modo é encorajando a visão nacionalista para dominar as conversas na internet, tornando mais difícil colocar outras opiniões. 

Quando falamos em se livrar da censura, falamos de uma tarefa especializada. Se você quiser acessar Twitter na China, você vai precisar de um proxy [servidor que permite conectar-se a computadores no exterior, livres da censura]ou um software como o Tor. Alguns chineses que querem ter contato com a audiência internacional escolhem fazer isso. O problema é que se você for um usuário chinês e usar o Twitter, você vai falar com americanos, brasileiros e europeus, mas não estará falando com chineses, porque eles usam Weibo. Então você pode pensar como se o país tivesse duas internets. Uma domestica controlada principalmente pela censura e outra internet internacional para quem domina a tecnologia. 

Essas ferramentas para driblar a censura têm suas limitações? 

O que essas ferramentas são boas em fazer é passar pelo primeiro tipo de censura, quando o país diz que você não pode acessar um tipo de conteúdo. Essas ferramentas são perfeitas para isso, mas muito lentas. Outro problema é que elas quebram algumas páginas, páginas muito interativas, que usem Java. 

O grande problema com essas ferramentas é que são muito pouco usadas. Fizemos um cálculo um ano e meio atrás e tentamos descobrir quantos usuários em países que censuram a internet as usam. Chegamos à estimativa de 3%, o que é menor do que esperávamos. Ficamos surpresos, mas parece que muitos chineses pensam: “Que chato não conseguir acessar o Twitter, mas todos os meus amigos estão no Weibo. Então é com isso que me importo”. Isso é mais comum do que pensamos. 

Esses governos teriam como saber quem tenta acessar algum site proibido? 

Não seria muito difícil para eles saberem quem quer acessar esses conteúdos, mas não temos visto esses governos perseguindo esse tipo de usuário. Eles seguem os agitadores e ativistas, não os cidadãos comuns que buscam informação. Essa não a principal ameaça para eles. Há muitas histórias de governos prendendo gente por postar coisas na internet. 

Então o governo, além de proibir o acesso a certos sites pode partir para uma censura mais... física, prendendo seus cidadãos? 

Nós já discutimos 3 formas de censura. Existem mais duas formas importantes. Uma é intimidando as pessoas, fazendo elas sentirem medo de criar conteúdos e de escrever online. Outra forma é fazendo ataques contra sites que te incomodam. 

Alguns paises usam só um desses modos? 

Claro. Por exemplo, a Rússia é boa em alguns tipos de censura, mas não se envolve com outros. Ela muito raramente bloqueia o acesso a conteúdos. Mas eles intimidam pessoas, principalmente jornalistas. Eles promovem vozes pró-governo e fazem ataques de negação de serviço a algumas páginas. É interessante que eles não sintam necessidade de usar a censura de modo tradicional, uma vez que as outras ferramentas são tão eficientes.

 

>>>Site permite que você pergunte o que quiser aos governantes
>>>Google é acusado de ignorar privacidade do iPhone para espionar usuários

Como você vê o SOPA nessa discussão sobre censura? 

É importante perceber que quase todos os paises tentaram controlar os discursos na internet de algum modo. Nos EUA não há controle na fala política, porque isso é proibido pela constituição. Mas há um modo de controlar o discurso comercial, que viole os direitos autorais. Se eu usar o Twitter e colocar o endereço de um vídeo com direitos autorias, eles podem retirar meu link do ar, há mecanismos na lei americana para isso. No entanto, os mecanismos que os EUA estão querem colocar em prática com o SOPA podem ser usados por outros países para tentar controlar discursos políticos. A China pode querer tirar um conteúdo do ar porque ele viole o copyright do partido comunista, por exemplo. 

Mas as principais críticas contra o SOPA são os compromissos necessários para ele funcionar. Você poderá processar o Twitter por conta de algo que um de seus usuários fez. Esse compromisso fez com que muitas empresas fossem contra a lei. O Youtube talvez nunca existisse se eles fossem responsáveis pela publicação de material com direitos autorais. Isso poderia acabar com as inovações na web. 

Então os dois lados têm interesses financeiros? 

Claro. Os detentores dos direitos autorais querem tirar a pirataria do ar. Eles podem estar certos ou errados (alguém pode dizer que a pirataria abre mercados, pode dizer que ela abre novos modos de negócios), mas acham que a pirataria é uma ameaça ao seu negócio. O Google por outro lado pensa que se puder ser processado só porque sua busca tem um link para um conteúdo pirata, será um perigo ao seu negócio. Dos dois lados há empresas ameaçadas. O interessante é notar que nos Estados Unidos os usuários começaram a lutar em favor dessas companhias da web. Eles simplesmente disseram: “nós gostamos do Tumblr, Twitter e Google. E vamos pressionar nossos legisladores contra a SOPA.” Pouquíssima gente ficou a favor dos estúdios e gravadoras. 

Essa postura dos usuários pode ser vista como uma mudança de geração? 

Pode sim. Para meus pais, poderia ser legal ir trabalhar para uma grande gravadora. Mas para a minha geração o legal seria começar uma companhia de internet. É uma mudança cultural sobre o que é legal e excitante. 

Mas agora que o SOPA caiu essa discussão acabou? 

O interessante é que logo que a lei foi retirada de votação, o Departamento de Justiça americano atacou o Megaupload, um negócio que parecia estar fazendo muito dinheiro com pirataria. Você pode ver esse ataque como um modo de dizer que os EUA não precisam de novas leis, eles já são capazes de ir atrás dos donos dessas companhias usando as atuais. 

É importante entender que o debate sobre o SOPA não é o mesmo da censura em paises como a China. Eles costumam ser citados juntos porque usam algumas técnicas parecidas, mas é importante reconhecer que há diferenças entre os dois e que cada discussão terá de ser ganha usando argumentos diferentes.

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11 comentários
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Daniel Campos

No fundo o que está em jogo é recuperar o controle do que pode ser dito e do que não pode ter dito, que os governos tinham quando só existia televisão, rádio e jornais. A regra era "se não está escrito no jornal não existe", então bastava controlar o jornal para fazer desaparecer o que incomodasse. A Internet quebra isso, dá o poder "proibido" à massa de poder se expressar sem ter que passar pelos filtros oficiais. E isso é considerado (com razão) perigoso para os "manda-chuvas de sempre" que precisam controlar a informação para manter a massa sob controle.

 
 
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josé adailton

"Custo Brasil" mantém alto o preço de iPhone fabricado no PaísVersão 4 de 8GB, montada pela Foxconn, em Jundiaí (SP), começou a ser vendido por R$ 1.799, mesmo valor do modelo importado.

 

 

 

 

http://macworldbrasil.uol.com.br/noticias/2012/02/27/custo-brasil-mantem-preco-de-iphone-fabricado-no-pais/

 
 
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magsoa

 

http://www.baixaki.com.br/download/tor.htm

Um pacote de ferramentas para organizações e pessoas que desejam segurança e anonimato na Internet.

 

Por Felipe Vieira Karas

 

Tor é um pacote de ferramentas para organizações e pessoas que desejam mais segurança na internet. Usando ele, o tráfego de dados gerado por mensageiros instantâneos, IRC, navegadores, SSH e outros aplicativos que usam o protocolo TCP se torna anônimo. O Tor também fornece uma plataforma na qual os desenvolvedores podem construir novos aplicativos baseados no anonimato, segurança e privacidade.

 

 

Como funciona

 

O tráfego é mais seguro ao usar Tor, pois as comunicações são ligadas através de uma rede distribuída de servidores, chamados roteadores onion (Onion Router), um projeto que visa a proteção e o direito do usuário de permanecer anônimo na Internet.

Em vez de direcionar a rota da fonte para o destino, os pacotes de dados da rede Tor assumem um caminho aleatório através de vários servidores que cobrem os traços para que nenhum observador inoportuno saiba de onde vieram e para onde vão os dados. O propósito dessa tecnologia é proteger os usuários da Internet contra a "análise de tráfego", uma forma de monitoramento de rede que ameaça o anonimato e a privacidade, atividades comerciais confidenciais e relacionamentos, além da segurança de Estado.

 

Interface gráfica e configurações

 

A interface gráfica do Tor chama-se Vidalia. Ela é instalada automaticamente e permite que o usuário acesse as configurações do Tor com facilidade.

 

 

Além disso, um complemento para o navegador Firefox permite habilitar/desabilitar a utilização do Tor durante a navegação, trata-se do Tor Button, que é gratuito e está incluído na instalação.

 

Análise de tráfego

 

 A análise de tráfego -- também conhecida por traffic shaping -- é usada diariamente por corporações, governos e indivíduos que desejam manter um banco de dados do que fazem pessoas e organizações na internet. Em vez de procurar o teor das comunicações, a análise de tráfego rastreia de onde vêm e para onde vão os seus dados, assim como quando foram enviados e a quantidade.

 

Por exemplo, companhias usam a análise de tráfego para armazenar um registro de que páginas da internet você visitou para construir um perfil dos seus interesses. Vamos supor que uma indústria farmacêutica use essa análise ao pesquisar um nicho de mercado, monitorando o website do concorrente para saber quais os produtos que lhe interessam. Uma lista de patentes pode ser consultada, rastreando todas as buscas feitas.

 

Uma das grandes vantagens é que o Tor dificulta a análise de tráfego ao evitar o rastreamento de dados online, permitindo que você decida se deseja se identificar ou não ao se comunicar. A segurança é aperfeiçoada enquanto mais pessoas se voluntariam a executar servidores. Parte do objetivo do projeto Tor é fazer um experimento com o público, ensinando as melhores saídas para obter privacidade online.

Antes de instalar o " Tor " você pode criar um ponto de restauração do Windows, assim, se não gostar do programa ou se ele não funcionar corretamente, você pode simplesmente restaurar o sistema para um ponto anterior à instalação do programa.Clique aqui e aprenda a criar um ponto de restauração.



 
 
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KNeto

O link do Baixaki está quebrado.

 
 
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KNeto

Este está bom: http://www.softpedia.com/get/Security/Security-Related/Tor-Browser.shtml

 
 
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Cláudio José

Censura nunca mais, quanto mais gente se manifestar na internet melhor para o mundo. Ninguem pode se perseguido por ter opiniões divergentes. As ditaduras com as do nazismo e facismo já deixaram muitas marcas nesse mundo!!

 
 
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Guto Oliveira

A matéria falou que a China e a Rússia censuram e os amantes da esquerda somem dos comentários...

Podiam trazer bons argumentos para desmerecer as afirmações do entrevistado, em especial criticar o gigante malígno do imperislismo, que "tolera" a política na internet...

 
 
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Morales

Só tolera a política na rede enquanto ela não alcance influência de massas. Já a política nas ruas:

 
 
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Morales

Montam operações secretas e ilegais da polícia para espionar, desestabilizar organizações de esquerda e assassinar seus líderes:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Programa_de_Contraintelig%C3%AAncia

Constituído por uma enorme série de operações ilegais e clandestinas conduzidas pelo FBI - a Polícia Federal Americana - (Federal Bureau of Investigations, em Inglês), entre os anos de 1956 até após 1971, que tinham por objetivo desestabilizar grupos de protestos, de esquerda, ativistas e dissidentes políticos dentro dos Estados Unidos.

Dentre as atividades ilegais realizadas pelo FBI estavam interceptação de correspondência e comunicações, incêndios provocados e assassinatos. COINTELPRO constituiu-se como um terrorismo de Estado conduzido em nome da "Segurança Nacional".

 
 
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Morales

Perseguem militantes e simpatizantes de esquerda, quando há qualquer perigo de influência de massas:

http://es.wikipedia.org/wiki/Paul_Robeson#La_persecuci.C3.B3n_pol.C3.ADtica

[Sufrió la persecución feroz del macartismo y del propio FBI. Durante un interrogatorio ante el Senado norteamericano, cuando le preguntaron que por qué no se quedaba en la Unión Soviética, contestó: "Porque mi padre era un esclavo, y mi gente murió para construir este país, y voy a permanecer aquí y a tener una parte de él, exactamente igual que usted, y ningún fascista importado me sacará de él."

El Comité de Actividades Antiamericanas acabó declarando que Robeson había intentado construir un Estado prosoviético en el sur de los Estados Unidos y le privó de su pasaporte.

Este hecho acabó con su carrera. Cerca de 80 de sus conciertos fueron cancelados. En 1949, dos conciertos al aire libre en Peekskill (Nueva York) fueron atacados por grupos racistas sin que la Policía estatal hiciera nada para impedirlo. Para la ocasión, Robeson declaró: "Voy a cantar donde quiera que la gente quiera que cante... y no me asustan las cruces que arden (en alusión al Ku Klux Klan), ni en Peekskill ni en cualquier otro lugar".]

Robeson foi impedido de trabalhar nos EUA, teve seu passaporte cassado e foi impedido de viajar ao exterior:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Paul_Robeson

[Impedido de cantar nos EUA e impossibilitado de viajar para o estrangeiro, após ter seu passaporte revogado, Robeson teve de esperar quase uma década para poder cantar de novo.]

William Hinton foi à China, durante a II Guerra, como técnico auxiliando a resistência chinesa contra o Japão. Acabou na área sob controle dos comunistas, participou da reforma agrária e aderiu à Revolução Chinesa. Quando voltou aos EUA:

http://en.wikipedia.org/wiki/William_H._Hinton

[On his return to the United States after the conclusion of the Korean War in 1953, Hinton wanted to chronicle his observations of the revolutionary process in Long Bow. But on his return, at the height of McCarthyism, customs officials seized his papers, and turned them over to the Senate Committee on Internal Security (chaired by Senator James Eastland). Hinton was subjected to continual harassment by the FBI, his passport was confiscated, and he was barred from all teaching jobs. At first permitted to work as a truck mechanic, he was later blacklisted and denied all employment. He then took up farming on some land inherited from his mother, and farmed for a living for some fifteen years. During this period Hinton continued to speak out about the successes of the Chinese Revolution and waged a long (and eventually successful) legal battle to recover his notes and papers from the Eastland Committee.

Quando retornou aos Estados Unidos, depois da conclusão da Guerra da Coreia, em 1953, Hinton queria relatar suas observações sobre o processo revolucionário na comuna de Long Bow. Mas, ao retornar, no auge do macartismo, funcionários aduaneiros confiscaram suas notas e as repassaram para o Comitê do Senado para a Segurança Interna (dirigido pelo senador James Eastland). Hinton foi submetido a um contínuo assédio do FBI, seu passaporte foi confiscado e ele foi proibido de exercer a atividade de professor. Primeiro, permitiram que trabalhasse como mecânico de caminhões, mas, posteriormente, foi incluído em uma lista negra e todos os empregos lhe foram negados. Ele, então, passou a cultivar um fração de terra que herdara de sua mãe e viveu da agricultura por cerca de quinze anos. Durante este período, Hinton continuou a defender os sucessos da Revolução Chinesa e levou a cabo uma longa (e, finalmente, bem-sucedida) batalha legal para recuperar suas anotações e papeis da Comissão Eastland.]

Charles Chaplin foi banido dos EUA por suspeitas de simpatia com a esquerda:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Charlie_Chaplin#Era_McCarthy

[Hoover soube da viagem e negociou com o Serviço de Imigração para revogar o visto de Chaplin, exilando-o do país.]

Como eles, milhares de militantes e outros cidadãos estadunidenses foram perseguidos, impedidos de trabalhar, assassinados por suas convicções.

Invariavelmente, quando as massas trabalhadoras, nos EUA, começam a se organizar e questionar a ditadura de classe do capital, as chamadas liberdades democráticas passam a ser violadas sistematicamente pelo Estado capitalista e pelas corporações.

Isso ocorreu nos anos 20, logo após a Revolução Russa:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Amea%C3%A7a_vermelha_nos_Estados_Unidos

http://en.wikipedia.org/wiki/Red_Scare

Ocorreu logo após a II Guerra Mundial:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Macartismo

http://en.wikipedia.org/wiki/MacCarthyism

Ocorreu no fim dos anos 60 e início dos anos 70 com a radicalização do movimento negro e dos protestos contra a Guerra do Vietnã e pode ocorrer novamente se a classe operária estadunidense começar a se organizar e se mobilizar.

 
 
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Morales

E não podemos esquecer da censura que a própria classe capitalista faz, em seus meios monopolistas de comunicação de massas. Lá não aparece, JAMAIS, qualquer posição de esquerda ou que desafie o sistema (a não ser para ser ridicularizada). Todos os fatos que possam por a nu o sistema de exploração, ou são ignorados, ou - como grandes protestos - descaradamente distorcidos e criticados.

A burguesia estadunidense exerce sua ditadura de classe diretamente, por seu monopólio dos meios de disseminação de informações e cultura de massas, ou indiretamente, pelo controle da instituições do Estado.

Nessas condições, ela pode permitir-se uma certa liberalidade com as opiniões divergentes DESDE QUE ELAS PERMANEÇAM PULVERIZADAS E SEM INFLUÊNCIA DE MASSAS.

O resto é balela para enganar trouxas!

 
 

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