Como o mercado projeta inflação e Selic em 2012

Por Marco Antonio L.

Do Valor Econômico

Inflação aponta para baixo e autoriza visão de Selic menor

O mercado de juros futuros já trabalha com Selic pouco abaixo de 9,25%. São dois cortes de meio ponto percentual nas reuniões de março e abril do Comitê de Política Monetária (Copom) e um terceiro corte superior a 0,25 ponto no encontro de maio. Atualmente o juro básico está fixado em 10,5% ao ano.

Entre os vetores que dão suporte à formação dessas apostas de juros cadentes no mercado futuro está o comportamento da inflação corrente e a visão de que os preços não devem surpreender para cima no curto prazo.

Hoje, sai o Índice de Preços ao Consumidor Amplo -15 (IPCA-15) de fevereiro e a prévia da inflação oficial deve ficar entre 0,50% e 0,55%, contra 0,65% registrado em janeiro.

O sócio da Platina Investimentos, Marco Franklin, trabalha com variação menor, de 0,48%. E para o IPCA fechado do mês, a visão é de inflação em 0,35%. Se tal previsão for confirmada, a inflação oficial no acumulado em 12 meses sai dos atuais 6,22% para cerca de 5,7% a 5,8%.

De acordo com o especialista, o mercado pode ser surpreendido com uma inflação caindo mais forte e por mais tempo do que o estimado. “Devemos ver preços em baixa até agosto”, diz.

Pelas estimativas de Franklin, uma série de fatores deve levar o IPCA acumulado em 12 meses para algo entorno de 4,5% a 5%, no começo do segundo semestre. “O famoso 4,7% do modelo do Banco Central”, lembra.

No Relatório de Inflação do quarto trimestre, divulgado no fim de dezembro, o BC afirma que o cenário de referência (câmbio em R$ 1,80 e taxa Selic em 11,00%) projeta inflação de 6,5% em 2011 – como se confirmou -, e variação de 4,7% em 2012 e 2013.

Vejamos qual a dinâmica considerada por Franklin. Primeiro, se divide o ano em três quadrimestres. Os primeiros quatro meses de 2011 mostraram inflação média de 0,80%. No período, alimentação, energia elétrica e etanol subiram com força.

Agora, esses itens estão mais comportados e é possível estimar inflação média para os mesmos quatro meses ao redor de 0,50%.

Um ponto destacado por Franklin é a possibilidade de reajuste zero ou mesmo negativo nas tarifas de energia agora em 2012.

Umas das primeiras negociações, da Coelce, parte de queda de 10% no preço da energia. “Se isso for um bom indicador do que poderá acontecer em outras capitais, podemos ter surpresa positiva no lado da inflação”, diz.

Passando para o segundo quadrimestre (maio a agosto), sazonalmente a inflação já é menor. Não há concentração de reajustes de tarifas, nem pressão de entressafra de carne pesando sobre o grupo alimentação.

No ano passado, a inflação acumulada nesse período foi de 1,15%. E dada a dinâmica melhor desse ano é possível estimar variação entre 0,75% e 0,80%.

“Esses efeitos combinados devem levar a inflação em 12 meses para 4,5% a 5% em agosto”, diz Franklin, indicando que o cenário do BC pode se mostrar correto.

Avaliando, agora, o último quadrimestre do ano, Franklin não vê fatores com força suficiente para colocar o IPCA muito acima ou abaixo desses 4,5% a 5%.

Os condicionantes da análise são a continuidade de uma dinâmica favorável para o preço das commodities agrícolas (evento de elevada probabilidade) e a suposição de que a inflação de serviços não vai piorar ainda mais.

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10 comentários
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alext4e

e o spreed bancário para os consumidores, quando vai cair e trabalhar com índices moralmente aceitáveis? Sou capaz de apostar que se a selic chegar a zero o spreed bancário continuaria o mesmo!

 
 
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Marcos C. Campos

Mas é isto que já está acontecendo na Europa com o euro. Os bancos "pegam" grana no BCE com baixos juros e emprestam aos estados a 7% a.a.

 
 
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aliancaliberal

Juros representam a preferência temporal do consumo.

Se a  tendência do consumo  é imediatista mas demanda por financiamento, se o consumo se direciona para o futuro mais recursos disponiveis no presente , desta maneira qualifica o consumo para as necessidades que realmente demandam prioridaden no presente.

O governo é um consumidor que age como um consumidor afoito, pq a eleição esta logo ali.

Assim nivel de poupança baixo + preferência temporal do consumo no presente = taxa de juros alta.

O inverso taxa de poupança alta  + preferência temporal do cunsumo para o futuro = juros baixos. 

Juros versus poupança, o resto é proselitismo politico apenas.

 

"Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta." Nelson Rodrigues.

 
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João L.

Não sou especialista, apenas curioso: como explicar as taxas de juros altíssimas, cobradas antes e durante o governo FHC, quando havia pouca demanda por dinheiro, visto que a relação dívida do consumidor/PIB era baixissima e o país pouco crescia ou decrescia(quebrou)?

O que se vê , hoje, no mundo em recessão(como na época de FHC) são países praticando taxas de  juros próximo a zero.

O sistema bancário do Brasil é diferente ?

 
 
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João L.

Nassif: seria possível uma análise sobre o motivo dos juros pelo consumidor/pequenas e médias empresas  serem tão altos no Brasil ?

`Pouco se vê este assunto sendo debatido e repercutido, como é a taxa Selic.

Será porque a Selic interessa aos grandes tomadores/rentistas e os juros pagos pelo consumidor/pequenas e médias empresas é assunto de interesse da ralé e não merece um debate ?

A única justificativa divulgada sobre estes altos juros pagos pela ralé, sempre é dada pelos representantes dos bancos, como sendo consequência do alto indice do risco/ inadimplência.(o malfadado spreed alto)

Comparativamente com outros países  a relação inadimplência/juros pagos pelo consumidor?

Além da justificativa divulgada pelos bancos, pode-se elencar outras?

Alguém (economistas/governo,jornalistas econômicos) tem alguma solução divulgada ou proposta para que os juros pagos pela ralé brasileira , atinjam patamares daqueles praticados na grande maioria dos países?

O mercado de juros é livre (?) , ou há possibilidade  de que na  formação do custo do dinheiro exista uma pitada de cartel ?

 
 
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Roberto São Paulo-SP 2012

Creio que os juros futuros estão recuando em função da percepção lenta mudança da Política Monetária, onde há vária indicações de uso da demais ferramentas da Politica Monetária, além dos juros da Selic.

A atual crise econômica internacional, está demonstrando que em determinadas condições é possível manter os juros básicos da economia negativos, sem que ocorra explosão do consumo, ou inflação.

Outros fatores, como renda, emprego, consumo, ativos reais, dívida pública, gastos públicos, regulação financeira, também interferem no comportamento da economia, para uma relação destes fatores podemos tem juros básicos maiores ou menores.

O fato é que nada mais justifica o Brasil praticar juros muito acima da média dos juros internacionais.

O que torna necessário ajustar as demais ferramentas da Política Monetária e Fiscal para reduzirmos os juros da Selic para a média dos juros internacionais.

Quanto aos juros dos financiamentos destinados ao consumo, creio que com a queda dos juros da Selic e dos juros da rolagem da dívida pública, as instituições financeiras terão que buscar outras alternativas  de manter os lucros, e certamente o mercado de crédito será uma destas alternativas, o que acirrará a disputa no mercado de crédito o que pode provocar uma substancial queda dos spreads.

Além disso a redução dos juros da Selic, permitirá ao governo reduzir a principal e maior despesa dos gastos público, o que permitirá reduzir gradualmente  a carga tributária dos financiamentos destinados ao consumo,  para evitar um aumento exagerado do consumo das famílias.

 

2010

 
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Roberto São Paulo-SP 2012

Banco Central coloca em audiência pública proposta de regulamentação de regras de Basileia III Banco Central, 17/02/2012 18:01:00

Clique para ver tabelas ...............Clique para consultar edital da audiência pública.

Brasília - O Banco Central do Brasil divulgou o Edital de Audiência Pública nº 40/2012, contendo propostas de resolução que regulamentam a implementação no Brasil das novas recomendações do Comitê de Supervisão Bancária de Basileia, conhecidas por Basileia III. As novas regras aprimoram a estrutura e os requerimentos de capital aplicáveis às instituições financeiras, conforme compromissos assumidos no âmbito do G-20. A audiência pública terá duração de 90 dias.

 

As recomendações de Basileia III visam aperfeiçoar a capacidade das instituições financeiras de absorver perdas vindas de choques do próprio sistema financeiro ou dos demais setores da economia, auxiliando a manutenção da estabilidade financeira e a promoção do crescimento econômico sustentável. Espera-se que as novas exigências de capital regulamentar reduzam a probabilidade e a severidade de futuras crises bancárias e seus potenciais efeitos negativos sobre a economia real.

 

De acordo com as recomendações internacionais, e em linha com as práticas adotadas atualmente, o nível mínimo de capital será estabelecido como uma porcentagem dos ativos ponderados pelo risco. A minuta de norma propõe a exigência de três requerimentos independentes que devem ser observados continuamente pelas instituições financeiras. Os três requerimentos mínimos dizem respeito ao (ver Quadro I):

 

• Capital Principal, composto principalmente por ações, quotas e lucros retidos;
• Capital de Nível I, composto pelo capital principal e outros instrumentos capazes de absorver perdas com a instituição em funcionamento; e
• Total do Patrimônio de Referência (PR), composto pelo Capital Nível I e por outros ins-trumentos capazes de absorver perdas em caso de instituição em liquidação.
 

 

A implementação de Basileia III no Brasil seguirá o cronograma internacional acordado, mediante a adoção das definições e dos requerimentos de capital de maneira gradual ao longo dos próximos anos, com início em 1º de janeiro de 2013 e conclusão em 1º de janeiro de 2019.

 

Buscando suavizar movimentos bruscos de expansão ou retração do crédito, as minutas de resolução também criam o Adicional de Capital Principal. Este Adicional de Capital Principal é um colchão amortecedor macroprudencial previsto em Basileia III.  Ao final de um período de transição (ver Quadro 2), o Adicional de Capital Principal deverá ser de, no mínimo, 2,5% e, no máximo, 5% dos ativos ponderados pelo risco. Seu valor será estabelecido pelo Banco Central do Brasil de acordo com as condições econômicas. Em condições normais de mercado, espera-se que as instituições financeiras mantenham um excedente de capital em relação aos requerimentos mínimos em valor superior ao Adicional de Capital Principal fixado.

 

A insuficiência no cumprimento do Adicional de Capital Principal implicará restrição à distribuição de bônus, participação nos lucros e incentivos remuneratórios associados ao desempenho dos gestores das instituições. 

 

As recomendações de Basileia III aumentam significativamente o requerimento de capital das instituições financeiras. Entretanto, a regulamentação prudencial brasileira é mais conservadora do que o padrão internacional atual, o que coloca os bancos brasileiros em posição mais confortável do que a maioria dos seus pares internacionais.

 

As propostas normativas também conduzem à substancial melhora da qualidade do capital, restringindo o reconhecimento de ativos que podem ter o seu valor significativamente reduzido em condições de estresse. Esses ativos que comprometem a capacidade de absorção de perdas da instituição, por sua baixa liquidez, difícil mensuração ou dependência de lucro futuro para serem realizados, deverão ser deduzidos do Capital Principal. 

 

Também serão aumentadas exigências para que instrumentos de dívida sejam autori-zados a compor o PR, tendo em conta a percepção de que instrumentos dessa natureza não foram efetivamente capazes de absorver perdas durante a crise global financeira iniciada em 2008.

 

No final do período de transição, os índices mínimos de capital no Brasil devem convergir para o novo padrão internacional. Contudo, devido à maior exigência do padrão atual brasileiro em relação ao recomendado em Basileia II, o cronograma de transição brasileiro partirá de valores mais elevados em relação aos valores mínimos internacionais (ver Quadro II).

 

O cronograma para introdução das medidas busca dar tempo suficiente para a adaptação das instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional, permitindo que cada uma, quando necessário e segundo sua estratégia, ajuste a base de capital. Estudos do Banco Central do Brasil mostram que, de forma geral, os bancos conseguirão se adaptar aos novos limites, mantendo o crescimento da carteira de crédito, mediante a retenção de parcela dos seus resultados.

 

2010

 
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Roberto São Paulo-SP 2012

BC propõe que bancos elevem piso de Basileia a 13% em 2017

 

Reuters Brasil/sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012 20:19 BRST...(Por Aluisio Alves)

SÃO PAULO, 17 Fev (Reuters) - O Banco Central anunciou nesta sexta-feira uma audiência pública sobre a implementação do calendário de novas regras prudenciais, o que deve exigir que bancos do país façam a alocação de mais capital para se manterem sólidos em períodos de iliquidez.

Seguindo as recomendações do Comitê de Supervisão Bancária de Basileia, com sede na Suíça, o BC propôs um calendário para adequação dos bancos nacionais às novas regras, conhecidas por Basileia III, que pode elevar o índice mínimo de alocação de capital, hoje em 11 por cento, para 13 por cento em 2017, num cronograma que começa em janeiro do ano que vem e vai até o começo de 2019.

A audiência terá duração de 90 dias.

"As recomendações (...) visam aperfeiçoar a capacidade das instituições financeiras de absorver perdas vindas de choques do próprio sistema financeiro ou dos demais setores da economia, auxiliando a manutenção da estabilidade financeira", diz trecho da nota da autoridade monetária.

A minuta de norma propõe a exigência de três requerimentos independentes que devem ser observados pelos bancos do país: a composição do capital principal -composto principalmente por ações e lucros retidos-; capital de Nível I (capital principal e instrumentos capazes de absorver perdas); e patrimônio de referência, composto pelo capital de Nível I e por instrumentos capazes de absorver perdas em caso de liquidação.

Para tentar suavizar movimentos bruscos de expansão ou retração do crédito, o BC propôs a criação de um Adicional de Capital Principal, um colchão amortecedor macroprudencial, também previsto em Basileia III, que poderá ser de 2,5 por cento a 5 por cento dos ativos ponderados pelo risco. O valor será definido pelo BC de acordo com as condições econômicas.

A proposta do regulador é que em condições normais as instituições financeiras mantenham um excedente de capital em relação aos requerimentos mínimos.

"A insuficiência no cumprimento do Adicional de Capital Principal implicará restrição à distribuição de bônus, participação nos lucros e incentivos remuneratórios associados ao desempenho dos gestores das instituições", segundo o BC.

Para a autoridade monetária, embora as recomendações de Basileia III aumentem significativamente o requerimento de capital dos bancos, a regulamentação prudencial brasileira é mais conservadora do que o padrão internacional, deixando o país em posição mais confortável do que a média global.

Além de exigências que podem determinar uma elevação no total de capital alocado pelos bancos, as regras propostas devem demandar também a melhora da qualidade dos ativos que poderão compor essa reserva.

COLCHÃO MAIOR

Pelas regras de Basileia II, em vigor, o nível mínimo de capital que deve ser alocado pelas instituições é de 8 por cento (sendo pelo menos 2 por cento de capital principal e 4 por cento de capital nível 1). No Brasil, o piso é 11 por cento (4,6 por cento de principal e 5,5 por cento de nível 1).

Pelo calendário global, que o BC propõe seguir, a cesta que compõe o chamado Patrimônio de Referência subirá gradualmente ao intervalo de 10,5 a 13 por cento (7 a 9,5 por cento de capital principal e 8,5 a 11 por cento de capital nível 1).

A reserva adicional, chamada de contracíclica, começa a ser observada no Brasil a partir de 1º de janeiro de 2014, com 0,625 por cento, subindo para um colchão adicional de 2,5 por cento, no início de 2017.

(Por Aluisio Alves)

 

2010

 
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Alexandre Weber - Santos -SP

A taxa Real de Juros Pornográfica paga pelo Brasil está aumentando, não diminuindo.

Taxa Real = Selic + deflação

Os credores agradecem penhoradamente rsrsrsrsrssss....

 

Follow the money, follow the power.

 
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Luiz Vieira

kkkkk....já me disseram que santistas eram idiotas....e não é que me posicionei contrariamente....to arrependido...

 
 

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