Coimbra ataca Datafolha

Por comentador

E por falar nisso, Marcos Coimbra também resolveu dar nome aos bois. respondeu diretamente ao Datafolha, que em sua pesquisa apontou "disparada" de Dilma, alegando que dois programas de TV, vistos por menos que 2/3 do eleitorado, foram responsáveis por tal "disparada", eufemismo para justificar o que os outros institutos apontavam há tempos.

Do Correio Braziliense 25/8/2010

Marcos Coimbra

Pesquisas polêmicas

Pesquisas nas quais não se pode confiar são um problema. Elas atrapalham o raciocínio. É melhor não ter pesquisa nenhuma que tê-las.

Ao contrário de elucidar e ajudar a tomada de decisões, confundem. Quem se baseia nelas, embora ache que faz a coisa certa, costuma meter os pés pelas mãos.

Isso acontece em todas as áreas em que são usadas.

os estudos de mercado, dá para imaginar o prejuízo que causam? Se uma empresa se baseia em uma pesquisa discutível na hora de fazer um investimento, o custo em que incorre? Na aplicação das pesquisas na política, temos o mesmo. Ainda mais nas eleições, onde o tempo corre depressa. Não dá para reparar os erros a que elas conduzem.

Pense-se o que seria a formulação de uma estratégia de campanha baseada em pesquisas de qualidade duvidosa. Por mais competente que fosse o candidato, por melhores que fossem suas propostas, uma candidatura mal posicionada não iria a lugar nenhum.

Com a comunicação é igual. Boas pesquisas são um insumo para a definição de linhas de comunicação que aumentam a percepção dos pontos fortes de uma candidatura e que explicam suas deficiências. As incertas podem fazer que um bom candidato se torne um perdedor.

E na imprensa? Nela, talvez mais que em qualquer outra área, essas pesquisas são danosas. Ao endossálas, os veículos ficam em posição delicada.

Neste fim de semana, a Folha de São Paulo divulgou a pesquisa mais recente do Datafolha. Os problemas começaram na manchete, que se utilizava de uma expressão que os bons jornais aposentaram faz tempo: Dilma dispara.... Dispara.., afunda... são exemplos do que não se deve dizer na publicação de pesquisas. São expressões antigas, sensacionalistas.

Compreende-se, no entanto, a dificuldade do responsável pela primeira página. O que dizer de um resultado como aquele, senão que mostraria uma disparada? Como explicar que Dilma tivesse crescido 18 pontos em 27 dias, saindo de uma desvantagem para Serra de um ponto, em 23 de julho, para 17 pontos de frente, em 20 de agosto? Que ganhasse 24 milhões de eleitores no período, à taxa de quase um milhão ao dia? Que crescesse nove pontos em uma semana, entre 12 e 20 de agosto, apenas nela conquistando 12,5 milhões de novos eleitores? O jornal explicou a disparada com uma hipótese fantasiosa: Dilma cresceu esses nove pontos pelo efeito televisão. Três dias de propaganda eleitoral (nos quais a campanha Dilma teve dois programas e cinco inserções de 30 segundos em horário nobre), nunca teriam esse impacto, por tudo que conhecemos da história política brasileira. Aliás, a própria pesquisa mostrou que Dilma tem mais potencial de crescimento entre quem não vê a propaganda eleitoral. Ou seja: a explicação fornecida pelo jornal não explica a disparada e ele não sabe a que atribuí-la. Usou a palavra preparando uma saída honrosa para o instituto, absolvendo-o com ela: foi tudo uma disparada.

É impossível explicar a disparada pela simples razão que ela não aconteceu. Dilma só deu saltos espetaculares para quem não tinha conseguido perceber que sua candidatura já havia crescido. Ela já estava bem na frente antes de começar a televisão.

Mas as pesquisas problemáticas não são danosas apenas por que ensejam explicações inverossímeis.

O pior é que elas podem ajudar a cristalizar preconceitos e estereótipos sobre o país que somos e o eleitorado que temos.

Ao afirmar que houve uma disparada, a pesquisa sugere uma volubilidade dos eleitores que só existe para quem acha que 12,5 milhões de pessoas decidiram votar em Dilma de supetão, ao vê-la alguns minutos na televisão. Que não acredita que elas chegaram a essa opção depois de um raciocínio adulto, do qual se pode discordar, mas que se deve respeitar.

Que supõe que elas não sabiam o que fazer até aqueles dias e foram tocadas por uma varinha de condão.

Pesquisas controversas são inconvenientes até por isso: ao procurar legitimá-las, a emenda fica pior que o soneto. Mais fácil é admitir que fossem apenas ruins.

Boas pesquisas são um insumo para a definição de linhas de comunicação que aumentam a percepção dos pontos fortes de uma candidatura e que explicam suas deficiências. As incertas podem fazer que um bom candidato se torne um perdedor. 

https://conteudoclippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2010/8/25/pesquisas-polemicas

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64 comentários
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franciscão

Deusôlivre... Arrasador!

 
 
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João Aguiar

lascou

 

água mole em pedra dura tanto bate que a água acaba

 
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Flavio Patricio Doro

Me desculpem, mas não concordo com a análise. Só com base na evolução dos dados não dá para cravar que as pesquisas Datafolha (e, por extensão, Ibope) foram manipuladas intencionalmente. Desconfiar, sim. Afirmar categoricamente, só se adicionarmos outros elementos.

"Disparadas" anteriores já houve em eleição presidencial, em curto espaço de tempo. Lembram-se de 1990, quando Collor saltou de 17% a 42% em pouco tempo? E foram só algumas aparições na TV.

 

 
 
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Nossa, que paulada. E sem querer puxar d+, mas o texto é muito bem escrito, o cara abre a ideia, desenvolve e depois a fecha muito bem fechadinha.  Muito bom.

 
 
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Cafezá

O datafaia, também chamado de dataserra, jamais voltará a ser o que era. Quem contrataria um instituto de pesquisa que não é isento? Que engana para favorecer algum chegado seu? Já era!

 
 
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Carlo

Parabéns, mais uma vez, ao sr. Marcos Coimbra. Tivesse no Brasil um Ministério Público decente e teria ele material de sobra para uma demana judicial, partindo da ação "engana bobo" da FSP contra os demais institutos, que apontavam grande vantagem de Dilma frente à Serra, no dia do lançamento da candidatura deste. Como diria aquele pulha: Isto é uma vergonha...

 
 
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Raí

Traduzindo o que o Marcos Coimbra quis dizer: Pesquisas devem ser feitas,para saber-se a tendencia de determinadas faixas sociais,a respeito de determinados assuntos,e não para tentar-se "levar"a corrente pesquisada,para a resposta e/ou a finalidade da pesquisa.

Quando um instituto de pesquisa,usando de critérios pouco ortodoxos,tenta encaminhar o pesquisado,para a resposta que interessa a quem encomendou a pesquisa,ele entra em contradição com os princípios que norteiam esta atividade,ou seja,ele não deveria tomar partido,e apenas levantar a tendencia do entrevistado,e observando um mínimo de coerencia e ética,para não desacreditar de vêz,estas consultorias.

Bem que o Datafolha,assim como o Ibope tentaram organizar uma "manada"e somente quando todos os demais institutos de pesquisa constataram o óbvio ululante,deixando-os falando sozinhos,é que eles resolveram aceitar o fato,de que contra os reais números,não há argumentos que se sustentem. 

 

Sempre ficamos mais experientes, após perdermos algumas batalhas, na guerra diária da vida.

 
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Marco

Ataca é força de expressão.
Massacra, é o verbo correto.
heheheheh

 
 
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Marco

Do Blog do Bueno:

CHILE E BRASIL

http://blogjoelbueno.blogspot.com/2010/08/chile-e-brasil.html

Re: Coimbra ataca Datafolha
 
 
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Fabio Dantas

Péssima analogia!

 
 
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Laudir Seger

Péssima, digna de censura por parte do blog. Não quero desanimar quem montou a imagem, mas dá pra fazer muitíssimo melhor.

 
 
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Tomás Rosa Bueno

O Marcos Coimbra, como eu já disse alhures duas ou três vezes, é um sujeito elegante. Até dá nome aos bois, se for preciso, mas não chama o boi de ladrão. O método do Datafolha, que só computa os votos de quem tem telefone e não vai à zona rural, é falho. Mas o problema deles não é falta de método, é falta de vergonha na cara. Nenhuma falha metodológica explica a "disparada" de dez pontos do mau-caráter às vésperas das convenções partidárias que definiram as alianças e o tempo de TV, nem a diferença constante de dez pontos para baixo para a Dilma que o Datafolha manteve por meses com os demais institutos até duas pesquisas atrás. Nem, é claro, como aponta o presidente do Vox Populi, a tal "disparada" da Dilma.

 Aliás, sendo esse instituto de pesquisas o que é, nada impede que eles estejam agora inflando os próprios números para, depois de a fazer disparar, "afundar" a Dilma por conta de qualquer dos factoides que o jornaleco da empresa proprietária do Datafolha fabrica diariamente.

Ou seja, a Folha mente até quando diz a verdade.

 
 
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Stanley Burburinho

Mais um incêndio em favela de São Paulo:

Incêndio atinge favela em SP, não há informações sobre vítimas

Plantão | Publicada em 25/08/2010 às 09h17m

Reuters/Brasil Online

SÃO PAULO (Reuters) - Um incêndio atingia uma favela na zona sul de São Paulo nesta quarta-feira e, de acordo com o Corpo de Bombeiros, ainda não havia registro de vítimas.

A favela, localizada no bairro Parque Jabaquara, fica próxima ao aeroporto de Congonhas, um dos mais movimentados do país, e no final da avenida Roberto Marinho, uma das mais importantes da zona sul da capital paulista.

Seis viaturas do Corpo de Bombeiros combatiam o incêndio, informado à corporação por volta das 8h20 desta quarta-feira.

Segundo a Infraero, a fumaça provocada pelo incêndio não afetava as operações no aeroporto de Congonhas.

(Reportagem de Yukari Sekine)

http://oglobo.globo.com/pais/mat/2010/08/25/incendio-atinge-favela-em-sp...

 
 
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Vanda

A vingança é um prato que se come frio, né seu FRIAS!!!

 
 
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luizcpsilva

Então é um prato de Frias! Aconselho uma boa cerveja artesanal, uma stout ou bok, para harmonizar com o sabor amargo e salgado. hahahahahahahahaha

 
 
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Reinaldo_

"Boas pesquisas são um insumo para a definição de linhas de comunicação que aumentam a percepção dos pontos fortes de uma candidatura e que explicam suas deficiências. As incertas podem fazer que um bom candidato se torne um perdedor."

 

Este trecho final não está no link. Omissão de um ou inclusão por outro?

 

Reinaldo_

 
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L. Morais

O trecho citado está tanto no original do clipping do Planejamento como na mídia fisica do Correio Braziliense. A diferença é que na reprodução deste blog ele aparece como um parágrafo isolado, quando no original ele é a parte final do parágrafo anterior. Isso deve ter acontecido na edição do blog para facilitar a leitura.

 
 
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daSilvaEdison

 

Reinaldo,

É o primeiro parágrafo do acepipe original.

 

 
 
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Mario Sergio

Esse texto do Coimbra pode abrir a série:

Vingança é um prato que se come frio

 
 
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SáeBenevides

Como contribuição para a série:

O entusiasmo com que Aécio se dedica a promover a candidatura Serra em MG.

 
 
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Antônio CDS

O vingança é um prato que se come "frias". Mas neste caso, não deu tempo nem do prato do Coimbra ficar morno.

 
 
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sergiolmrivero

Minha sábia e saudosa avó diria...."Pá de cal."

 
 
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TFP

Taí o Marcos Coimbra... cobrando a fatura, e com todo direito, por ter antecipado as tendências eleitorais com alguns meses de antecedência. Nada mais justo que o Vox Populi e Sensus sejam colocados em um patarma acima do Datafolha e IBOPE.

 
 
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Alessandro

E agora, o mais interessante:

A editora Abril / Revista Exame contratando o Vox Populi para fazer uma pesquisa para presidente entre empresários...

http://tse.gov.br/sadAdmPesqEleConsulta/procDetalhe.jsp?pesquisaIndex=2

 
 
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Ivan Moraes

Metodo neocon.

Alguem sabe como o metodo empresarial neocon funciona?

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 
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O tavio

Caramba! Isto é que é um chute bem dado! Pegou em cheio! Curto e grosso!

 
 
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sergio luis brito

a falha não se emenda, o candidato dela foi derrotado na escolha, péssimo administrador, birrento, dorminhoco, querem o quê?

 
 
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jean carlos

 

Caro Nassif , achei bem interessante este texto do cientista político Carlos Melo, publicado no uol.

Análise: Oposição "café com leite"! Carlos Melo*
Especial para o UOL Eleições Em São Paulo

O presidente Lula, o PT e seus aliados, assim como qualquer partido político, têm objetivos projetados no longo prazo; perpétuos até, se possível; se deixarem. Sua conservação e seu alargamento são da lógica do poder. Estranho seria abrir mão do poder “apenas” porque a “alternância” é essencialmente boa. Sim, é. Mas o poder, como a liberdade, não pode ser dado; só se obtém de verdade quando se conquista!

Foi Sérgio Motta, o ex-ministro das Comunicações de FHC, amigo do presidente e expressiva liderança dos tucanos, quem logo após a eleição de Fernando Henrique falou em um projeto de 20 anos de poder, com base na aliança PSDB-PFL. Vários dos críticos de hoje brindavam àquela perspectiva e quase se deu assim. A oposição representada pelo PT por pouco não foi ao pó. Em inúmeras ocasiões falou sozinha; até apitaço fez no Congresso para chamar atenção.

No Parlamento, a maioria PSDB-PFL reinava absoluta, aprovava o que bem entendida e se não aprovava tudo o que pretendia não era por força da oposição, mas por inépcia ou impossibilidade de condução da base governista. Por sinal, razão de muitos dos problemas se repetirem ainda hoje. A reforma da Previdência, por exemplo, deixou de ser aprovada por um único voto –um deputado do PSDB teria se “confundido” no apertar dos botões.

As diferenças para hoje, no entanto, estão mais nas circunstâncias e na habilidade dos atores do que na natureza do poder. Ao contrário do PSDB de hoje, não faltou à oposição de ontem a “convicção oposicionista”. Mesmo que não fosse para benefício do país, não vacilou; possuía raízes em movimentos sociais –mais ou menos corporativos, é verdade– que lhe serviam de amparo, estímulo e coerção. Ostentava também um líder, um símbolo de todas as horas: Lula.

A oposição de hoje se fiou em setores médios urbanos que simplesmente ojerizam ou, na melhor das hipóteses, ignoram a política. Distanciada da “res pública”, essa parcela da sociedade se afastou da polis. Além disso, os tucanos perderam seu centro diretivo quando Mário Covas se foi. Covas era um líder turrão, teimoso, cheio de princípios e convicções, mas um líder.

De sua morte –e com o término do mandato de FHC–, a oposição não mais encontrou coesão em torno de uma liderança. Sabe-se lá por que, mas pelo menos desde 2002, José Serra tem sido hostilizado pelas bases a que deveria liderar e que deveriam lhe dar apoio e legitimidade.

Outro ponto: morto o fantasma do risco-PT e aplainado o risco-país, no país do “investment grade” tudo foi alegria e despreocupação. A oposição não soube como se portar nesse ambiente. Preferiu duvidar da natureza e das qualidades de Lula. Acreditou que o presidente seria essencialmente incapaz; que não governaria; que não conseguiria aplacar os conflitos, idiossincrasias e vaidades ao seu redor; “analfabeto, tosco e despreparado”, seria manietado pelo PT. Preconceito não apenas cega como emburrece.

Tudo foi atribuído à sua “sorte” ou à herança bendita de FHC: “Lula só deu continuidade ao que FHC fez!” Imaginou-se que lhe faltaria consciência, ponderação e racionalidade para fazer a travessia da estabilidade econômica para a distribuição de renda e daí para o desenvolvimento. Mais fácil pensar assim. Diz uma antiga máxima que “não há nada melhor do que ser subestimado pelo inimigo”. Foi o que aconteceu. Enternecido, hoje Lula agradece.

O fato é que a oposição ajudou muito, não por colaborativa, mas por incapacidade de compreender a realidade, de agir, de articular setores políticos, sociais e econômicos; admitir os problemas do sistema político; exigir reformas pelo menos neste campo. Não precisaria ser o “PT de ontem” –nem faz seu estilo– mas, mostrar “como” e “porque” o “Brasil pode mais”; gritar que o Brasil “precisa de mais”. Preferiu, no entanto, adular Lula e esconder FHC. Inês fez-se morta e, agora, talvez Inês esteja morta de verdade.

Nada a ver com São Paulo e Minas, “Serra & Aécio”, “chapa dos sonhos”, coisas assim. Mas, depois da “política do café-com-leite”, só nos faltava a “oposição café-com-leite”. Os “grandes” nunca deixarão os pequenos pegar a bola; por que as regras do poder seriam aplicadas de modo mais brando à oposição do PSDB? A política é dura. A “oposição que não soube a ser” terá que crescer; aprender a jogar e a se impor. É do jogo e da vida. Qualquer criança aprende.

 
 
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SáeBenevides

A Vanda foi mais rápida. Nem por isso vou deixar de repetir:

A vingança é um prato que se come frio.

 
 
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sergioa

Se eu fosse o Serra (e graças a DEUS não sou), ou do PSDB, (que graças a DEUS também não sou), ou do DEM (e aí nem que DEUS quissesse eu seria) eu entraria com uma ação contra a FOLHA de SP e seu insitututo de pesquisa mequetrefe o DATAFOLHA. Por causa deles ele acreditou realmente que tinha 10 pontos de vantagem na semana que iria se lançar candidato. Por causa deles ele passou o pé no Aécio, diminiuindo substancialmente as chances dos demotucanos de disputar a eleição com um pouco mais de musculatura. Por causa deles, se nada mudar, a oposição será dizimada. Os DEMo vão para o lugar que lhes cabe, o ostracismo. O PSDB vai sentar no colo da extrema-direita, tomando o bastão que já foi do DEM, ex PFL, ex Arena ...

Foram todos iludidos e enganados pelo FRIAS e entraram numa fria.

Uma dúvida me consome no momento: SERIA A FOLHA NA VERDADE PETISTA, E FEZ TUDO ISTO SÓ PARA LIQUIDAR COM O PSDB?.

 
 

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