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No dia de São Nunca:
http://www1.folha.uol.com.br/multimidia/podcasts/793140-para-tucanos-indignacao-de-serra-so-vai-surtir-efeito-nas-pesquisas-da-proxima-semana.shtml
02/09/2010 - 22h07Para tucanos, indignação de Serra só vai surtir efeito nas pesquisas da próxima semana
DE SÃO PAULO
O comando da campanha de José Serra (PSDB) vai explorar, ao máximo, o caso de violação do sigilo fiscal da filha do candidato, Verônica.
Por mais que esse seja um assunto árido, a intenção é insistir na ideia de que a eleição da petista Dilma Rousseff representaria uma ameaça às instituições, como informa Catia Seabra, repórter especial da Folha.
Nesta quinta-feira, o assunto ocupou todo o horário eleitoral do PSDB. A aliados, Serra se disse "indignado" com a exposição da filha e chegou a repetir a expressão no programa de TV.
Apesar do esforço para elevar a credibilidade do tucano juntos aos eleitores, os membros do partidos estão resignados com números de suas pesquisas internas.
"A expectativa, dentro da campanha, é que o programa só produza efeito nas pesquisas a partir da semana que vem. Até lá, Dilma continuará com ampla margem de vantagem sobre Serra", ressalta Seabra neste podcast.
O dia de São Nunca (01/11) é após as eleições de 03/10.
A casa caiu.
Bye Bye Zé.
http://oglobo.globo.com/pais/eleicoes2010/mat/2010/09/02/atella-envolve-outro-contador-no-caso-da-fraude-contra-veronica-serra-917548305.asp
Atella envolve outro contador no caso da fraude contra Verônica SerraPublicada em 02/09/2010 às 21h00mTatiana Farah
SÃO PAULO E RIBEIRÃO PIRES. O técnico contábil Antonio Carlos Atella Ferreira envolveu hoje o nome de mais uma pessoa no caso do vazamento de dados sigilosos da Receita Federal. Ademir Estevam Cabral, segundo Atella, é a pessoa que contratou seus serviços para entregar e buscar na Receita Federal do ABCPaulista os dados fiscais de Veronica Serra, filha do candidato do PSDB à Presidência, José Serra. Atella fez a declaração ao Jornal Nacional, da Rede Globo, alegando que não sabia que a procuração de Veronica era falsa. Depois da entrevista, o técnico contábil anunciou à imprensa que só daria novas entrevistas mediante o pagamento de R$ 10mil.
- Eu não sabia que ela era filha de uma pessoa de que eu admiro e respeito - disse Atella, referindo-se ao candidato Serra.
Segundo Atella, ele atende a pedidos de "serviço" contábil vindos de Brasília, Minas e outros estados. Sobre Ademir, Atella afirmou:
- Ele tem muito contato com os advogados porque os anos de trabalho que ele tem e a reputação profissional de fazer trabalhos rápido, ser uma pessoa que agiliza os documentos dos órgãos. Então, ele é uma pessoa muito conhecida de todos nós. Se for na Receita Federal, vai saber dele, se perguntar do Ademir, qualquer pessoa vai informar.
De acordo com Atella, a falsa procuração de Veronica estava em um lote de documentos pedidos por Ademir Cabral, que teria pedido pressa no levantamento dos dados.
- Todos os meus clientes utilizam do meu serviço porque sabem que eu faço para ontem. Agora esse serviço não veio isoladamente, a pedido de uma única pessoa. Porque ele não seria aceito nem por mim nem por ninguém. A moça da Receita, com certeza, pegou esse lote (de procurações).
Ademir trabalha em um escritório de contabilidade no centro de São Paulo, onde sua colega de trabalho, Helena Barbosa, afirmou que ele não teria como falsificar a assinatura de Veronica por falta de competência.
- Ademir não sabe nem escrever direito, como ele vai falsificar alguma coisa? Ele é um tipo de boy. Vai, pega os documentos dos advogados e vai protocolar.
Acusado por Atella, Ademir negou ter participado da fraude.
- Isso aí eu desconheço completamente - disse Ademir à Rede Globo.
Até esta quarta-feira, Atella dizia que não se lembrava de quem havia encomendado o trabalho que envolveu Veronica Serra. Nesta quinta-feira, ele se "lembrou", mas, depois, afirmou a diversos veículos de imprensa que só falaria sobre o caso se recebesse R$ 10 mil por entrevista.
- Por que vocês não podem pagar R$ 10 mil para ter uma informação privilegiada? - perguntou ele à reportagem do GLOBO, para negar, logo em seguida, que daria informações sobre quem havia contratado seu serviço caso fosse pago para isso: - Vocês estão tomando o meu tempo de serviço. Esse é o valor dos meus honorários. Forneço até nota fiscal (pela entrevista).
Atella, que se diz advogado, mas que concluiu o curso técnico de contabilidade há poucos anos para trabalhar no escritório da irmã, em Ribeirão Pires, afirmou que estava ingressando nesta quinta-feira mesmo com seis processos "criminais e de danos morais" contra pessoas que estariam usando seu nome.
- Todo mundo está passível disso (ter sua vida investigada ilegalmente). Esse é o Brasil dos filhos da puta (sic) - disse ele, por telefone, ao GLOBO.
Desde o início dos anos 2000, Atella saiu de Rondônia (onde responde a dois processos sigilosos) voltou a viver no estado de São Paulo, onde mora sua família. Morou com a mãe, idosa, até janeiro, quando ela morreu, em uma casa de poucos cômodos, alugada pela irmã, Neide, em Ribeirão Pires, no ABC Paulista.
Segundo seus familiares, Atella trabalha no escritório de contabilidade da irmã e do marido dela. Desde que a mãe morreu, mora na casa da irmã, também em Ribeirão Pires. Em um processo no Fórum da cidade, ele sofreu um mandado de busca e apreensão de um carro que ele não teria pago. Hoje, usa o transporte coletivo para seguir do ABC para o bairro de Moema, região nobre de São Paulo, onde ele disse à família ter montado seu próprio escritório.
O técnico contábil tem quatro filhos. A mãe de dois desses filhos, já adultos, Gredy Regina de Francisco, de Nova Resende (MG), é beneficiária do Bol-
sa Família, segundo dados do site Transparência do governo. Ela receberia R$ 112 mensais desde setembro do ano passado.
Atella disse não saber do caso e chegou a dizer que tem "um monte de filhos espalhados pelo mundo".
- É um privilégio uma mulher ser amada por mim. Mas da minha vida particular eu não falo. Agora, a senhora viu se fui que pedi (o Bolsa Família)? Viu meu nome lá? Não pedi.
Ele negou ter vinculação política, mas disse que quer aproveitar a fama e candidatar-se a vereador. Não disse por qual partido nem em qual cidade.
http://oglobo.globo.com/economia/mat/2010/09/02/cvm-vai-analisar-capitalizacao-da-petrobras-917548178.asp
CVM vai analisar capitalização da Petrobras
Plantão | Publicada em 02/09/2010 às 20h49m
Valor Online
RIO - A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) vai analisar o processo de capitalização da Petrobras, iniciado ontem com a cessão onerosa de seis blocos pela União, mais um bloco contingencial, caso seja necessário, para chegar ao volume de 5 bilhões de barris de óleo equivalente.
A análise pela CVM faz parte de uma postura tradicional da autarquia, que normalmente analisa operações relevantes entre partes relacionadas.
"No caso deste contrato de cessão onerosa, a transação toda será analisada pela Superintendência de Relações com Empresas da Autarquia assim que seja concretizada", informou a CVM em nota.
A autarquia vai analisar também a operação de aumento de capital, com a oferta de ações, cujo prospecto deverá ser apresentado ao mercado nesta sexta-feira.
A CVM declarou ainda que a legislação não coloca sob sua alçada o poder de sancionar declarações de pessoas que não sejam administradores de companhia aberta, "por mais que interfiram nas condições do mercado".
(Juliana Ennes e Rafael Rosas | Valor)
http://oglobo.globo.com/economia/mat/2010/09/02/petrobras-ve-possibilidade-de-unitizacao-em-iara-917548824.asp
Petrobras vê possibilidade de unitização em Iara
Plantão | Publicada em 02/09/2010 às 21h23m
Valor Online
RIO - A Petrobras acredita que a área do entorno de Iara, que será uma das regiões cedidas onerosamente pelo governo para a companhia, tem possibilidades de unitização com a atual concessão de Iara, na bacia de Santos, no litoral do Rio de Janeiro.
"Os blocos de que temos mais informações são Iara e Franco. Sobre os outros não temos informações completas", disse o presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, em teleconferência com analistas. "Analisamos Franco como um projeto de longo prazo e Iara como uma possibilidade de unitização com a atual concessão de Iara", acrescentou.
Gabrielli explicou ainda que para os projetos das sete áreas abarcadas pelos contratos de cessão onerosa anunciados ontem a taxa de retorno utilizada foi de 8,83% ao ano, com preços em dólar real e constantes.
Para o executivo, sinergias e reduções de custos operacionais conseguidos com o apoio das operações da companhia já existentes nas bacias de Santos e Campos poderão contribuir para aumentar a taxa de retorno estipulada.
"Tem pelo menos duas grandes áreas que podem gerar valores adicionais", afirmou Gabrielli. O diretor financeiro e de relações com investidores da empresa, Almir Barbassa, fez questão de frisar que um "princípio basilar" dos contratos fechados com a União é a garantia de risco zero na exploração. Segundo ele, a Petrobras poderá trabalhar até atingir o limite de 4,999 bilhões de barris de óleo equivalente.
Gabrielli explicou que o governo terá que ser informado com antecedência de três anos antes que o limite de produção em um campo seja atingido.
"O governo terá que nos informar o que fará, se vai parar ou não. O excedente não será da Petrobras, será do governo", disse Gabrielli.
Barbassa lembrou ainda que no balanço do terceiro trimestre da companhia já vai aparecer o direito adquirido da empresa de produzir 5 bilhões de barris, que representam 35% do total das reservas que a Petrobras, mas que só poderão ser considerados como parte integrante das reservas depois da declaração de comercialidade, prevista para acontecer em até quatro anos.
Pelo projeto de exploração e produção dos campos cedidos na cessão onerosa, a Petrobras exigirá 37% de conteúdo local na fase de exploração e 65% na fase de desenvolvimento da produção. Para o primeiro óleo, o conteúdo local exigido para o que entrar em produção até 2016 será de 55%, com 58% para o que iniciar entre 2017 e 2018 e 65% para os projetos que começarem a produzir depois de 2019.
Questionado sobre o custo desses projetos, Gabrielli afirmou que ainda não há uma definição de valores, apenas estimativas feitas pela companhia certificadora De Golyer McNaughton, contratada pela estatal para certificar as reservas envolvidas na cessão onerosa. O executivo disse ainda não poder afirmar se haverá deslocamento de recursos de outros projetos para a cessão onerosa.
"É uma possibilidade [que os investimentos anteriores fiquem mantidos], mas não posso nem dizer isso, porque pode ser também que alguns projetos que temos sejamos deslocados no tempo. Não os prioritários, evidentemente, mas projetos menores", destacou Gabrielli.
(Rafael Rosas e Juliana Ennes | Valor)
http://oglobo.globo.com/economia/mat/2010/09/02/petrobras-ve-alta-de-35-em-reservas-com-capitalizacao-917548190.asp
Petrobras vê alta de 35% em reservas com capitalização
Plantão | Publicada em 02/09/2010 às 20h51m
Reuters/Brasil Online
RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras prevê que poderá obter um aumento de 35 por cento nas suas reservas provadas como resultado do plano de capitalização da estatal, que envolverá a cessão de reservas de petróleo e gás natural da União para a companhia, afirmou o presidente da empresa, José Sergio Gabrielli, em teleconferência nesta quinta-feira.
Esse incremento só irá ocorrer, no entanto, após a declaração de comercialidade dos campos, algo que levará no mínimo quatro anos, período previsto para a fase de exploração.
Segundo Gabrielli, o primeiro campo deve entrar em produção em 2015 (Franco) e o último entre final de 2019 início de 2020 (entorno de Iara).
"Como temos a fase de exploração de quatro anos, teoricamente (as reservas) não entram antes de quatro anos", explicou.
Ele destacou que o aumento se dará em cima das reservas de 14 bilhões de barris de óleo equivalente no Brasil e no exterior registradas em 2009 pelo critério da Sociedade dos Engenheiros de Petróleo (SPE, na sigla em inglês).
A empresa terá que informar ao governo três anos antes de as reservas esgotarem o volume combinado no contrato, e será decisão do governo se a empresa permanecerá ou sairá do ativo, disse o executivo.
"Do ponto de vista econômico racional sim, existe a possibilidade da Petrobras continuar nessa exploração, estará bem posicionada economicamente depois de estar produzindo há algum tempo", avaliou ao ser perguntado se a estatal poderia continuar atuando na bloco após extrair o volume contratado.
Pelo contrato assinado na véspera com a União, a Petrobras ganhou o direito de explorar 5 bilhões de barris de óleo equivalente em áreas não-licitadas no pré-sal da bacia de Santos, pagando 42 bilhões de dólares à União por esses ativos.
A empresa recebeu do governo sete novas áreas para explorar e obter o volume acordado -Franco, entorno de Iara, Florim, Nordeste de Tupi, Sul de Guará, Sul de Tupi e Peroba-, sendo este último uma espécie de "curinga" para o caso de a empresa não encontrar o volume pretendido nas demais áreas.
"Peroba só entra se não conseguirmos 5 bilhões de barris nas outras áreas", informou.
Pelo contrato, a Petrobras também poderá realocar áreas se não obtiver sucesso. A empresa arcará com o custo de eventuais poços secos que forem encontrados nas referidas áreas.
"Poço seco faz parte do risco do negócio", explicou Gabrielli.
Gabrielli informou que o pagamento da cessão onerosa no valor de 74 bilhões de reais será feita à vista, mas que uma revisão prevista para depois que forem declaradas as comercialidades dos campos vai ajustar qualquer eventual perda ou ganho da Petrobras.
O preço médio do barril usado como base para o contrato foi de 8,51 dólares, mas cada área tem seu preço sendo o mais baixo o entorno de Iara (5,82 dólares), por ser o último que será explorado, e o mais alto de Franco, o primeiro a entrar em operação.
"Teremos revisões para cada bloco. Vai considerar a variação do preço do petróleo, entre vários outros fatores, e será feita após o programa exploratório mínimo (que durará quatro anos)", disse Gabrielli um dia após a divulgação dos termos do contrato com a União.
Presente na teleconferência, o diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, lembrou que se não houver óleo em nenhuma das áreas concedidas, o que não é esperado, a União terá que ressarcir financeiramente a companhia. "Não há risco nesse contrato", afirmou.
Não haverá incidência de Participação Especial nas áreas concedidas, como já era previsto, mas a empresa terá que pagar 10 por cento de royalties ao governo pela área cedida.
Segundo Gabrielli, após atingir o limite estipulado no contrato com a União, a Petrobras terá que devolver as áreas.
"Se restar petróleo nos campos após retirarmos os volumes previstos no contrato, será devolvido para o governo. Daí o governo vai ver o que faz", informou.
(Por Marcelo Teixeira e Denise Luna)
O vice entra na campanha: "não é questão eleitoral".
http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/temer+questao+eleitoral+sufoca+exame+de+sigilo+violado/n1237769072472.html
Temer: questão eleitoral sufoca exame de sigilo violadoPara candidato a vice-presidente de Dilma, problema é quebra de sigilo de "centenas de pessoas" e não de "três ou quatro do PSDB"
Agência Estado | 02/09/2010 21:33
O candidato a vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff (PT), Michel Temer (PMDB), afirmou que a questão eleitoral "está sufocando o exame da quebra do sigilo fiscal" por parte da Receita Federal e que o grande problema é a violação de sigilo de "centenas de pessoas" e não de "três ou quatro" indivíduos ligados ao PSDB.
O peemedebista afirmou também que a polêmica em torno do assunto não terá efeito eleitoral porque "a Dilma não tem nada a ver com isso". Temer participou no início da noite do Encontro Regional de Apoio à Dilma Rousseff Presidente, evento que reuniu mais de duas mil pessoas em Santos, no litoral paulista."A quebra é muito mais ampla e isso que é grave, isso que deve ser apurado. Lá em São Paulo se vende CDs com dados referentes à Receita Federal de centenas de pessoas e isso é que tem que ser apurado, não se deve fazer isso apenas no campo eleitoral", disse.
Questionado a respeito de seu partido estar dividido em São Paulo - onde o presidente estadual da legenda, Orestes Quércia, é candidato ao Senado ao lado dos tucanos, Temer afirmou que a grande maioria do partido apoia a chapa Dilma-Temer. Porém, ele não respondeu se será preciso realinhar a legenda após as eleições.
Segundo Temer, o PMDB reuniu centenas de lideranças em Jales e em Ribeirão Preto, no interior do Estado, onde muitos prefeitos apoiam a coligação com o PT. "A unidade do PMDB está se fazendo com muita tranquilidade e naturalidade", disse, ignorando a pergunta sobre o fato de o prefeito de Santos, João Paulo Tavares Papa (PMDB), ser um forte aliado da candidatura de José Serra (PSDB) e ter sido porta-voz do grupo de prefeitos que manifestou apoio ao tucano ontem.
Temer, o PMDB e os prefeitos gaúchos:
http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1§ion=Política&newsID=a3026709.xml
Eleições | 02/09/2010 | 15h09min
Em Porto Alegre, Temer recebe apoio de prefeitos do PMDBCandidato participou de ato político em churrascaria nesta quinta
Apesar da neutralidade assumida na campanha do candidato a governador pelo PMDB, José Fogaça, o presidente nacional da sigla e candidato a vice-presidente na chapa da petista Dilma Rousseff, Michel Temer, recebeu o apoio de 102 prefeitos e vices do partido de várias regiões do Estado durante um ato político em Porto Alegre nesta tarde.
Temer discursou em meio a cerca de 300 pessoas, que participaram de um almoço na churrascaria 35. O candidato relatou aos apoiadores que é presidente da legenda há cerca de nove anos e os momentos mais "incentivadores" de sua trajetória são ocasiões como as que encontra na campanha do Rio Grande do Sul.
Durante o ato de apoio, o candidato foi bastante assediado pelos correligionários, que queriam fotos junto ao presidente do partido.
Temer saiu do evento sem almoçar, por volta das 14h30min, para voltar a São Paulo.
Herança diplomática: a Folha não gosta, mas é tinta na caneta até o último dia.
http://www1.folha.uol.com.br/mundo/793218-a-poucos-meses-de-deixar-cargo-lula-cria-mais-quatro-embaixadas.shtml
02/09/2010 - 19h32A poucos meses de deixar cargo, Lula cria mais quatro embaixadas
FÁBIO AMATO
DE BRASÍLIA
Faltando menos de quatro meses para deixar o cargo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cria quatro novas embaixadas do Brasil. As representações serão na Estônia, Bósnia e Herzegovina, Belarus e Afeganistão.
Os decretos que criam as embaixadas foram publicados na edição desta quinta-feira do "Diário Oficial da União."
Com estas quatro, o Brasil tem agora embaixadas em pelo menos 142 países. Destas, ao menos 43 (quase um terço) foram criadas durante o governo Lula.
O Itamaraty defende a ampliação da representação diplomática brasileira como medida para alavancar a exportação de produtos nacionais.
A medida também visaria aumentar a influência do país no exterior, necessária às pretensões brasileiras, entre elas a conquista de um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas).
Das embaixadas criadas por Lula, a maioria foi na Ásia, África e Caribe --entre elas as de Mianmar, Coreia do Norte e Guiné Equatorial,--países acusados de desrespeito aos direitos humanos e à democracia.
Lula, agora na vez dos governadores:
http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/estado/pr/em+foz+do+iguacu+lula+fala+em+virada+de+osmar+dias/n1237768490965.html
Em Foz do Iguaçu, Lula fala em virada de Osmar DiasPresidente disse a pedetista que pressente inversão do quadro na disputa e brincou: "coração corintiano não se engana"
Francisco Camargo, iG Paraná | 02/09/2010 16:24
O presidente Lula, que chegou ontem à noite a Foz do Iguaçu, disse ao candidato Osmar Dias, do PDT, hoje, durante café da manhã no Hotel Cataratas, que vai se empenhar com muita garra para a virada. E que já pressentia a inversão do quadro na disputa ao governo estadual a partir do comício desta noite, que foi remarcado das 18 para as 19 horas. Lula, segundo ainda relato do pedetista, brincou que “coração corintiano não se engana”.
Lula recepcionado no Paraná por Osmar Dias, Roberto Requião e Rodrigo Rocha Loures
“O presidente disse que minha eleição representa a garantia de continuidade dos programas sociais e da parceria efetiva entre os governos federal e estadual”, acrescentou, segundo sua assessoria de imprensa.
Sobre Dilma Rousseff (PT), Lula comentou estar convicto da vitória já no primeiro turno, e que vai participar mais das campanhas nos estados. Osmar revelou também que o presidente Lula acredita que o povo paranaense compreende a importância de eleger um governador sintonizado com a presidenciável.
Fé corintiana
Dias contou que o presidente Lula estava bem-humorado e que os dois chegaram a conversar sobre futebol. “Como nós dois somos corintianos, claro que falamos do nosso time do coração e do centenário do clube. O presidente até brincou, dizendo que o coração dele, que é corintiano como o meu, não se engana e que o comício desta noite vai marcar a nossa arrancada para a vitória”.
Fundo de Catástrofe
O candidato do PDT, segundo a assessoria, agradeceu a sanção da lei do Fundo de Catástrofe, proposta apresentada por Dias no Senado há 10 anos no Senado, que foi aperfeiçoada e sancionada na semana passada. “Lutei durante anos para que isso virasse realidade, pois significa a garantia que os produtores rurais precisam”, disse. “É uma vitória para os agricultores e o presidente me honrou, dizendo que eu posso me considerar o patrono da causa dos produtores rurais no país, pelas lutas que venho travando no Senado há 16 anos em benefício da agricultura brasileira.”
No desembarque, Lula foi recebido por Osmar Dias, pelo governador Orlando Pessuti, mais Jorge Samek, presidente da Itaipu Binacional, e Paulo McDonald Ghisi, prefeito de Foz, e por Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffmann (PT), candidatos ao Senado.
Eduardo aparentemente arranjando umas 500 assinaturas a cada 6 horas (!!!).
Participe. Assine:
http://www.blogcidadania.com.br/2010/09/apoie-a-nova-representacao-do-ms...
Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.
Recado para Serra?
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,lula-chama-atencao-para-desestruturacao-da-familia,604396,0.htm
Lula chama atenção para 'desestruturação da família'02 de setembro de 2010 | 18h 36
EVANDRO FADEL - Agência Estado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que "cuidar da família é tão importante quanto cuidar da economia". "Houve um tempo em que se dizia que era preciso criar um novo modelo de economia, uma nova política econômica, e que estaria tudo resolvido, mas aprendi que um dos principais problemas que nós construímos no Brasil, sobretudo naquelas décadas que considerávamos perdidas, foi a desestruturação da família", afirmou ele, em Foz do Iguaçu (PR), durante abertura do Seminário Latino-Americano de Acolhimento Familiar.
Para Lula, a desestruturação familiar não é totalmente explicada pela pobreza. Ele disse que falta principalmente o diálogo entre pais e filhos. Em discurso regado a emoção, Lula quase foi às lágrimas ao contar uma história de um filho que queria pagar pela hora de trabalho do pai apenas para ter atenção. "Por mais pobre que seja, uma casa tem que ser o amparo para quem vive em situação difícil", afirmou. "A estrutura da família é sagrada."
O presidente disse ainda que durante muitos anos o Estado cometeu um erro achando que é possível recuperar crianças sem recuperar as famílias. "Muitas vezes é preciso descobrir se não são os pais que são problemas para os filhos", explicou. "O Estado precisa ser um indutor para criar condições de as crianças serem ajudadas dentro de casa."
Lula criticou também a programação televisiva, dizendo que nem em sua mão de apenas quatro dedos conseguiria contar os programas educativos. Segundo ele, o sexo é apresentado desde o início da manhã. "E nós (pais) achamos que não é conosco", afirmou.
Independência
Logo depois, em aula inaugural na Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), Lula destacou que a América Latina, depois de 200 anos, está "aprendendo a andar por suas próprias pernas, falar por suas próprias bocas e pensar pela nossa cabeça". "E quando isso acontece estamos conquistando nossa independência", afirmou.
O presidente ressaltou que, em 1982, quando perdeu a eleição para o governo de São Paulo, achou-se a pessoa mais derrotada do mundo e pensou em abandonar a política, mas, em 1985, o cubano Fidel Castro o reanimou quando lhe disse que nenhum operário no mundo havia conseguido fazer 1 milhão e 250 mil votos.
Antes dessa atividade, Lula participou de cerimônia em que foi enterrada uma cápsula com detalhes sobre a construção da Unila, mensagens de crianças e fotos. A cápsula será aberta no dia 12 de janeiro de 2060, quando a instituição completará 50 anos.
Sem dormir com o inimigo:
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,pt-programa-pesquisa-para-medir-impactos-das-acusacoes-sobre-quebra-de-sigilo,604371,0.htm
Quebra de sigilo de filha de Serra em telejornais preocupa campanha de DilmaPreocupados com a divulgação do escândalo da quebra de sigilo da filha de Serra, organizadores de campanha de Dilma planejam estratégias para não perderem a ponta02 de setembro de 2010 | 17h 49
Andréa Jubé, Vianna, da Agência Estado
BRASÍLIA - A ampliação da cobertura jornalística do escândalo da violação do sigilo fiscal da empresária Verônica Serra, filha do presidenciável do PSDB, José Serra, acendeu o sinal vermelho no comando da campanha de Dilma Rousseff. O PT decidiu encomendar uma pesquisa qualitativa para aferir o impacto político do escândalo na campanha eleitoral.
Além disso, o partido vai analisar com lupa os levantamentos que saem nos próximos dias. O Ibope divulga nova pesquisa amanhã e o Instituto Datafolha no sábado. Um dos coordenadores da campanha de Dilma admitiu à Agência Estado que depois que a cobertura do episódio ganhou espaço nos telejornais, principalmente no Jornal Nacional - acompanhado diariamente por milhões de brasileiros -, a repercussão será muito maior junto ao eleitorado.
Na quarta-feira, 1, o Jornal Nacional - telejornal com maior audiência no País e alto índice de credibilidade - dedicou um bloco inteiro, ou seja, mais de sete minutos ao noticiário sobre a violação do sigilo fiscal da filha de José Serra. Pouco antes, o Jornal do SBT também noticiou o episódio, com a presença de Dilma Rousseff na bancada do telejornal, apresentado por Carlos Nascimento. Depois da veiculação da matéria, Dilma teve de dar explicações no ar, e ao vivo, sobre os desdobramentos do escândalo, que atingiu a filha de seu principal adversário na corrida presidencial.
A denúncia também ganhou maiores contornos com as declarações de José Serra, que responsabilizou diretamente Dilma Rousseff e a coordenação de sua campanha pelos atos criminosos. Hoje o presidenciável tucano dedicou uma parte do horário eleitoral para reiterar as acusações. Ontem o PSDB ingressou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com ação para tornar Dilma inelegível, acusando-a de uso político da máquina pública na campanha.
Com isso, a percepção entre os petistas é de que a maior exposição das denúncias nos principais telejornais do País pode influenciar negativamente o eleitorado de Dilma. A maior preocupação é com a fatia de indecisos, que por causa do escândalo, pode se decidir por um dos adversários da petista, especialmente por Serra, que desponta como "vítima", porque sua filha foi alvo da quebra de sigilo.
Horário eleitoral
Por enquanto, a coordenação da campanha de Dilma não cogita repetir a estratégia do tucano, ou seja, utilizar o horário eleitoral para responder aos ataques de Serra. Um dirigente da campanha afirma que o espaço da petista no rádio e na televisão continuará reservado para a apresentação de propostas e discussão de projetos.
A ideia é que ela se limite a se pronunciar sobre o caso apenas quando necessário, nas entrevistas coletivas e nos três debates aos quais se comprometeu a comparecer. Nessas ocasiões, ela vai repetir as explicações que já vem dando: de que a investigação cabe à Receita e a Polícia Federal e de que não há provas da participação de integrantes de sua campanha nesses crimes. O próximo debate que contará com a participação da petista será promovido pela Rede TV, em parceria com a Folha de S. Paulo, no dia 12 de setembro. Depois ela reafirmou presença nos debates da Rede Record e da TV Globo.
"A ampliação da cobertura jornalística do escândalo da violação do sigilo fiscal da empresária Verônica Serra, filha do presidenciável do PSDB, José Serra, acendeu o sinal vermelho no comando da campanha de Dilma Rousseff":
Mentira do estadao. O incendio eh no PSDB.
"O PT decidiu encomendar uma pesquisa qualitativa para aferir o impacto político do escândalo na campanha eleitoral":
Perdoem me por nao acreditar no estadao, mas no que se apoia essa afirmacao? Eh invencao ou distorcao? Alguem sabe?
Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.
Supervisão financeira européia:
http://g1.globo.com/economia-e-negocios/noticia/2010/09/ue-chega-a-acordo-sobre-supervisao-do-setor-financeiro.html
02/09/2010 17h32 - Atualizado em 02/09/2010 18h09
UE chega a acordo sobre supervisão do setor financeiroNovo sistema terá três autoridades de supervisão para serviços financeiros.
Acordo inicial abre caminho para votação formal pelo Parlamento Europeu.
Agencia Estado
A União Europeia chegou a um acordo preliminar sobre novos poderes para supervisionar a indústria de serviços financeiros da região. Negociações de última hora entre governos nacionais, o Parlamento Europeu e a Comissão Europeia, com intenção de alcançar um compromisso, foram concluídas com sucesso.
O acordo inicial pavimenta o caminho para uma votação formal no Parlamento no fim deste mês e para que o novo sistema de supervisão esteja pronto e em funcionamento até janeiro de 2011.
O novo sistema vai ter três autoridades europeias de supervisão para serviços financeiros, para o sistema bancário e para os setores de seguros e vai criar um Conselho de Risco Sistêmico Europeu para elaborar um sistema de alerta antecipado para maiores riscos que estejam se acumulando na União Europeia.
Nassif e Pessoal!
Podíamos discutir este novo Brasil da Era LULA numa ótica diversa.
A partir da compra de outro símbolo americano por bilionários brasileiros, o Burger King! O que é este novo Brasil? Alguém arrisca um palpite?
Burger King aceita oferta de compra
de R$ 7 bi de bilionários brasileiros
Grupo que vai adquirir rede de fast food tem brasileiros que fundaram a AmBev
Do R7:
Primeiro foi a bebida. Agora é a comida. Os brasileiros vêm dominando os ícones do cardápio dos norte-americanos: o gigante americano do fast-food Burger King aceitou nesta quinta-feira (2) uma oferta de compra de cerca de R$ 7 bilhões (US$ 4 bilhões) do grupo financeiro 3G Capital, dos bilionários brasileiros Marcel Telles, Jorge Paulo Lemann e Carlos Alberto Sicupira.
Trata-se do segundo ícone americano que passa para as mãos de brasileiros - o primeiro foi a cerveja Budweiser, fabricada pela Anheuser-Busch (que foi comprada em 2008 pela InBev, comandada pelo brasileiro Carlos Brito). Telles, Lemann e Sicupira, por sua vez, são os fundadores da AmBev - que faz parte da InBev.
Segundo reportagem no site do jornal americano The New York Times, o negócio “marca a contínua ascensão do Brasil como um grande jogador entre as grandes corporações”.
Em um comunicado divulgado no site do Burger King, o sócio da 3G Alexandre Behring disse que a marca de fast-food tem uma sólida rede de franqueados, uma marca simbólica e uma grande oferta de produtos, que fazem da operação uma “perfeita combinação” para a 3G, que tem um “longo registro de investimentos em marcas globais de consumo e de empresas de varejo”.
Em julho de 2005, o Burger King abriu seu primeiro restaurante de rua na cidade de São Paulo, entre as avenidas Santo Amaro e Hélio Pellegrino, na zona sul, mas a rede está no país desde 2004.
O sistema Burger King opera mais de 11 mil restaurantes em 65 países e territórios no mundo todo; desse total, 90% são de propriedade de franqueados independentes.
http://noticias.r7.com/economia/noticias/burger-king-aceita-oferta-de-r-...
Brasil: predomínio em todos os setores.
http://portalexame.abril.com.br/negocios/noticias/compra-burger-king-reforca-dominio-brasil-carnes-diz-nyt-593521.html
Compra do Burger King reforça domínio do Brasil em carnes, diz NYTDonos da AB InBev adquirem rede de fast food e confirmam o predomínio do país em todos os elos do setor de proteína animal
Beatriz Olivon, de EXAME.com
02/09/2010 | 16:49São Paulo - A compra do Burger King, anunciada hoje (02/09), realizada pela 3G Capital é uma daquelas transações emblemáticas que parece anunciar o surgimento de um novo jogador no negócio global, segundo reportagem do jornal americano The New York Timesassinada pelo jornalista Larry Rohter. A 3G capital tem entre os sócios os brasileiros Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles, que estão entre os principais acionistas da AB InBev.
A reportagem destaca que o crescimento da economia brasileira nos últimos anos criou uma nova classe de empresários ricos que estão procurando oportunidades para investir suas fortunas e não estão assustados com a ideia de tentar sua sorte além das fronteiras do Brasil. Os negócios brasileiros não são mais dominados por uma elite cautelosa sitiada em São Paulo, segundo a reportagem. Eles citaram como exemplos Jorge Paulo Lemann e Joesley Batista.
Enquanto Jorge Paulo Lemann é filho de imigrantes suíços e ex-aluno de Harvard, muitos dos novos ricos brasileiros são self-made men, em um modelo familiar aos americanos, segundo a reportagem. Exemplos disso são o comandante Rolim Amaro, da TAM, e o próprio Joesley Batista. Para o NYT, Joesley é "talvez o mais intrigante e dinâmico novo empresário no Brasil, que mesmo antes de sua adolescência trabalhava como açougueiro em Goiás e agora lidera a JBS Friboi".
Entre 2006 e 2008, o número de milionários no Brasil aumentou cerca de 70%, para 220.000, segundo pesquisa da Boston Consulting Group citada pela reportagem. Com cerca de 1/6 da população da Índia, outro país do Bric, o Brasil tem mais milionários do que esse país".
O que fica claro, após essa aquisição, é o domínio do Brasil em todas as fases da indústria global de carne bovina. O país já é o principal exportador em carne bovina e agora, graças ao acordo de hoje, tem outra saída para incentivar o consumo global.
Espiritualidade, Economia e o mundo dos negócios
O português Paulo Vieira de Castro, consultor de empresas e diretor do Centro de Estudos Aplicados em Marketing do Instituto Superior de Administração e Gestão (Porto) e o economista brasileiro, Marcus Eduardo de Oliveira, professor e especialista em Política Internacional, dialogam sobre espiritualidade, economia social e humana e o mundo dos negócios.
Na essência, ambos os especialistas conversam sobre a necessidade de integrar o ser humano numa visão mais abrangente, tanto no contexto da economia, quanto dos negócios, envolvendo desde a busca da felicidade à realização plena de cada um, comungando, nesse aspecto, a vida humana e a espiritualidade.
MEO – Eu creio que a mais desafiadora tarefa que cabe ao mundo da economia nos dias de hoje é romper, sistematicamente, com a visão que predomina na teoria econômica tradicional que insiste em ignorar o ser humano e centralizar ações apenas nos mercados e, por conseguinte, nas mercadorias. A economia (enquanto ciência) é muito mais que meros gráficos e índices, taxas e projeções matemáticas. Sendo as ciências econômicas uma ciência puramente social, nada mais justo que priorizar e colocar as pessoas em primeiro lugar. Para tanto, é necessário afirmar algo mais: faz-se imprescindível, nesse intento, despertar nos economistas modernos, que são vistos, em geral, como sendo de natureza estreita e egoísta, um sentimento de sensibilidade às dimensões éticas e sociais da economia.
PVC – Aqui na Europa existe a idéia que esta crise vai durar mais um ou dois anos.. A questão é: enquanto não mudarmos o sistema econômico esta crise vai durar! Como poderá a crise ser datada se ela é estrutural.
A lógica dos mercados terá deixar de se basear na expectativa, ela terá de ter como outrora lastro.. a economia baseada na especulação chegou ao seu término, afinal não é correto vender aquilo que não se tem..
Acredito numa economia que, enquanto disciplina intelectual, possa ser diferente da estudada nas universidades portuguesas, onde falta uma concepção de justiça económica baseada em algo mais elevado que o dinheiro, longe da especulação de um mercado que tantas vezes vai por si mesmo, colocando-se, por isso mesmo, longe de compromissos profissionais, morais, éticos, espirituais.
Teremos de abandonar a perspectiva que atribui um poder sobrenatural ao dinheiro. O dinheiro não é o “Deus do Mundo”. O dinheiro, assim como a felicidade, o sucesso.., não é uma estação de partida, ou mesmo de chegada.. Ele poderá ser uma ponte para algo maior..
O enfoque terá de ser na empresa humana! Certo é que a empresa humana chegou a um ponto em que terá de abandonar o ideal de crescimento para amadurecer, encontrando – finalmente – um sentido mais amplo para tudo o que faz ou diz. Esta idéia aplica-se ao que é realização humana, pelo que também a economia, a política, a religião, os negócios,.., terão de amadurecer.
Este é um esforço que não depende de estratégias de guerra, muito menos de um qualquer enigma, nem tão pouco dos mercados financeiros,.., apenas do recentrar em torno desta idéia de o mundo muda se eu mudar.
Lembro que a crise presente, em especial a econômica é, mais que qualquer outra, resultado do nosso desamor. Aliás, cuidar tornou-se a palavra mais esquecida do competitivo mundo das empresas e, talvez por isso, das nossas vidas.
Também nas empresas, cuidar é poder existir, ter novamente esperança, promovendo condições de reciprocidade, cooperação e aceitação plena. Esta transformação será um elemento de distinção na construção de uma nova forma de ver o mundo com base em novos questionamentos. Para isso teremos de deixar de nos ver a nós próprios desde o exterior, voltando à espiritualidade como centro de vida. Para que isso aconteça no ambiente empresarial talvez seja necessária uma nova transparência de propósitos, novos valores e expectativas, um novo enfoque relacional.., refiro-me à criação de verdadeiras comunidades de proximidade real.
Relembro que será necessário voltar à verdadeira dimensão da transformação interior, deixando partir o que tem de partir. Para simplesmente – ser humano, porque não começar por aí?!
MEO – Há certa pobreza de raciocínio dentro das ciências econômicas em torno da questão social. Mesmo a questão da ética e do discurso sobre a liberdade do homem. Muitas coisas relevantes, nesses aspectos, não são discutidas a fundo. É impossível aceitarmos, por exemplo, de forma pacifica, sem uma reflexão mais calorosa que, num país como o Brasil, com todas as potencialidades para ser uma das maiores economias do mundo, com mais de 600 milhões de hectares agricultáveis, com clima bom o ano inteiro e com muita gente disposta a trabalhar na terra, ainda tenhamos mais de 30 milhões de pessoas passando fome diuturnamente e uma produção agrícola de menos de 160 milhões de toneladas de grãos ao ano. Isso nada mais é que uma verdadeira patologia econômica. O que falta é justamente incutirmos nas políticas públicas, e na cabeça de quem as faz, esse “compromisso” com o social.
PVC – As revoluções não acontecem pela fome nem pela miséria, elas são sempre fruto de uma nova consciência. O medo e o sofrimento de uns, o ego de outros,.., são forças que – tantas vezes – contaminam a nossa realidade, impedindo-nos de expressar a consciência de nós próprios em tudo o que realizamos. E, esta é, sem margem para dúvidas, a maior de todas as crises! E como o mundo se cria a partir das nossas próprias razões, alguns entre nós iremos até onde os pensamentos os deixarem, outros até onde os pensamentos os levaram.. Acredito que o retorno a nós próprios, assumindo definitivamente a espiritualidade como o mais alto patamar ético, poderá ser a solução para quase tudo. Freqüentemente encontro pessoas que me dizem estar à espera de um sinal do lado espiritual,.., algo que lhes diga onde ou como mudar.. Perante esta inquietação, geralmente respondo: estás enganado! O mundo espiritual é que está à espera de um sinal teu, por isso te deixou livre, por isso te deu total liberdade para escolheres o teu próprio caminho.
Preocupa-me pensar que há quem gaste uma vida inteira nesta expectativa de ser tocado pela espiritualidade. Pela minha parte acredito que o mundo só muda se eu mudar, não tenho por que ou por quem esperar.. É, pois nessa escolha de caminho que reside a honra de ser humano e, conseqüentemente, a atitude de cuidar, não havendo nada que melhor defina uma pessoa que aquilo que ela faz quando tem total liberdade de escolha..
E porque aquilo que faço e o que me acontece são uma e a mesma coisa, a espiritualidade não poderá ser um mero momento de contemplação; a espiritualidade é ação! A transformação, a mudança, a verdadeira revolução começará por esta tomada de consciência.
MEO – No entanto, me parece clara a idéia de que a mudança reside em nós mesmos. Concordo contigo Paulo Vieira quando afirma, em um de seus textos, que “ninguém é vítima do mundo, mas sim da forma como o percebe”. E mais ainda: que é necessário, primeiro, procurar um caminho e deixar, a seguir, surgir a solução.
PVC – Feliz o nômade que, sem questionar a sua sorte, sem hesitar perante o seu destino, percebe o caminho em tudo o que faz, em todas as coisas, pois só assim se tornará caminho. Esta é a mais antiga de todas as leis.
Na realidade é neste confundir entre o futuro e o caminho que nos perdemos vulgarmente. É que todos queremos ir para o céu, mas nem todos queremos ir por onde se vai para o céu. Tantas vezes estamos unidos quanto ao destino, mas não quanto ao método que nos leva até ele..
O problema do Homem contemporâneo é que parte – quase sempre – de meio do caminho.. Há que despertar a certeza ética da conquista de resultados com sentido para todos, permitindo elevar o nível de auto-realização de cada um através do desenvolvimento de afetos verdadeiros, propiciando deste modo o vôo espiritual, facilitador de uma comunidade de valores centrais à responsabilidade de ser humano.
Ao contrário da idéia avançada pela sociedade da informação e do conhecimento, onde se mostrava central conhecer, a proposta será a de auto-realizar integralmente o que se diz saber. Não é suficiente conhecer a responsabilidade como caminho para um mundo mais justo, é necessário cumpri-la, experimentando-a diretamente. Lembro que conhecer o caminho não é a mesma coisa que trilhá-lo até ao seu termo. Garanto-lhe que no final da caminhada estará alguém, muito importante, à sua espera: você! Sinto que, a todos os níveis, existe uma emergente necessidade de assumir novos vínculos relacionais, assim será o seu mais elevado desígnio, expressão maior da intencionalidade e propósito da existência humana.
Certo é que a perda de um centro de valores robusto colocou, muitos entre nós, á espera de “algo”, perdendo-se neste emaranhado de coisa nenhuma.. Esta é uma postura que condiciona, irremediavelmente, a nossa atitude em todos os projetos, afetando vida profissional, afetiva, familiar..
MEO – Escrevi recentemente que a Economia e a Teologia precisam se “conhecer” melhor uma a outra, afinal, há um discurso de ambas as formas de pensar na mesma linha: qual seja, a valorização da vida humana (pelo lado da economia social e humana, e não da economia tradicional) e, pelo lado da teologia, quando resgata seu preceito mais importante: promover a libertação do homem. Nesse pormenor, urge entendermos que a qualidade de vida, que a ciência econômica tradicional estuda com certo desdém, é medida no eixo da liberdade.
PVC – Existe uma prece védica, samatwa, que nos fala do que fazer para trazer de volta a liberdade de ser humano. Para que tal seja possível a muito ajudará a leitura deste pequeno trecho: ‘Senhor, dá-me serenidade para aceitar o que não pode ser mudado, dá-me coragem para mudar aquilo que pode ser mudado. E principalmente, dá-me sabedoria para discernir aquilo que pode ser mudado daquilo que não pode ser mudado’.
Concordo que necessitamos de devolver ao Homem o seu verdadeiro lugar, e esse não se compadesse com o fazer o papel de Deus. Nem tão pouco nenhum de nós será a mensagem; apenas o mensageiro.
Claro que se faz habitualmente alguma confusão entre religião e espiritualidade. De uma forma muito simplista diria que religiões há muitas, enquanto espiritualidade há só uma, aquela que reside em todos nós, sendo muitas às vezes em que ambas andam de mãos dadas.
A teologia e a economia só se poderão encontrar através dos Homens. Na prática, antes de poder alinhar as minhas crenças pessoais com os valores de uma equipa, deverei refletir em torno dos vários níveis de consciência que estão a ser jogados, só depois disto poderei assumir um compromisso para algo maior. Por exemplo, nenhum de nós poderá almejar desenvolver a sua espiritualidade sem antes ter ultrapassado a responsabilidade de ser íntegro, ético, responsável perante os outros. A religião, a espiritualidade são compromissos consigo mesmo, em nada dependente da vontade dos outros..
MEO – O “Dharma Marketing”, cujo princípio essencial é o de criar a auto-liderança tem alguma relação com a economia quando se pensa especificamente nos atores econômicos que interagem na atividade produtiva?
PVC – Certo é que a competência organizacional, não depende exclusivamente de um conjunto de formalidades, de motivações externas ou materiais, existindo um grupo alargado de padrões não convencionais/inconscientes que constantemente interferem nas decisões empresariais, tornando-se, também por isso, necessário agir a um nível mais íntimo, muito especialmente quando pretendemos fundar-nos em valores tão profundos quanto os espirituais.
Assim, também nas empresas encontramos o potencial do princípio animador ou vital do ser humano (a espiritualidade), afirmando-se, deste modo, a existência de uma identidade supra-humana, através de uma imperceptível teia organizacional, pelo que o mundo das empresas deverá ser visto como um todo, em constante relacionamento, e conseqüentemente, em transformação.
Costumo explicar esta idéia dando como exemplo o momento em que nos deparamos com alguém. Deste encontro nasce uma terceira entidade que é a alma da relação; porque seria diferente nas relações empresariais? Por estranho que pareça, esta é a única dimensão que perdura para além do tempo e do espaço, sendo a este nível – mais subtil – que se funda o inconsciente organizacional. E, se a espiritualidade tem a ver com ação logo é produção, então porque não administrar este capital relacional? A liderança para o terceiro milênio vai nessa direção.
Para que tal seja possível será necessário assumir um novo regime de serviço e de transparência, só concebível pela abertura dos canais intuitivo-anímicos da relação: o inconsciente organizacional.
Ao imaginarmos o Dharma Marketing propomos um conceito que se inscreve dentro da linha de entendimento do marketing relacional, não esquecendo que as organizações deverão estar focadas em valores, em estratégias,.., dependentes de hábeis negociadores, criativos, empreendedores, que saibam trabalhar sob pressão. Mas, ser-lhes-á isso possível na ausência da consciência e si mesmo?! Partindo desta questão surge um novo conceito de marketing que se propõe chegar a mais inconsciente dimensão do psiquismo humano, antecipando o caminho para um marketing de proximidade real.
Se a consciência da oferta e da procura se altera, porque não mudaria o marketing?! Este tem vindo a evoluir na sua orientação, indo para além do produto, da venda, do mercado, do cliente,.., assim, depois do marketing massificado, do marketing de segmentação, do marketing one to one,.., surge igualmente o marketing orientado para a perspectiva holística da relação: o inconsciente organizacional.
Habitualmente explico a mudança de focus estratégico proporcionado pelo Dharma Marketing utilizando a parábola da terceira margem do rio. Do rio que tudo arrasta, dizemos que é violento, esquecendo-nos o quão arrebatadoras são as margens que o comprimem. A violência do rio enquanto questão estratégica não está nele próprio, mas sim nas suas margens, ou seja, no constrangimento imperceptível que tudo condiciona. Ao transportamos este modelo para as relações humanas em contexto empresarial surgem novos desafios e, com estes, um renovado marketing: a quarta vaga do marketing relacional.
MEO – Talvez seja necessário, ademais, reforçarmos a idéia de que a vida humana e a espiritualidade jamais poderão ser separadas. Há que enfatizar-se, no entanto, que a espiritualidade – e não as diversas formas de religiões – têm muito a ajudar na construção de uma nova sociedade, à medida que faz também surgir um “novo homem”, despido de velhos vícios. Afinal, a espiritualidade está dentro de cada um de nós. O Reino de Deus não está no mercado e nem nas prateleiras de algum shopping center, mas sim dentro de nós.
PVC – Tem uma história – que conheço como sendo brasileira – onde um homem por ser tão apaixonado pelas estrelas inventou a luneta para vê-las melhor. Certo dia formou-se uma escola para estudar a sua luneta. Desmontaram a luneta, analisaram-na por dentro e por fora, observaram os seus encaixes mediram as suas lentes e estudaram a suas características ópticas. Sobre a luneta de ver as estrelas escreveram-se muitas teses de doutoramento, assim como muitos congressos aconteceram para investigar a luneta. Toda a gente estava encantada,.., tão fascinados ficaram pela luneta que nunca mais olharam para as estrelas. Do mesmo modo, os humanos especializaram-se no acessório esquecendo o essencial, o estruturante à vida.. Infelizmente, há muito que deixamos de nos encantar com as estrelas..
Pretendendo explicar esta afirmação coloco uma simples questão: porque é que a vaca está feliz no pasto? A resposta é simples; porque lhe pedem – simplesmente – para ser vaca..O ser humano distraiu-se do devir de viver a sua verdadeira natureza, a sua realidade primeira. E aqui o problema não está na economia.. Acontece que no mundo dos conceitos, muitos são os que andam enredados numa vida que não é a deles.. O despertar espiritual ajuda ao entendimento que todos os caminhos vêm do centro e voltam para o centro.
Nós somos os únicos seres da natureza capazes de nos imaginarmos fora dela, vivendo num mundo fora do mundo onde tudo são conceitos. Para isso em muito tem contribuído o marketing, e em especial a publicidade ao passar de um registo lingüístico de denotação, para outro de conotação. Esta mesma lógica foi-se estendendo à felicidade, ao sofrimento, ao sucesso ou à falta dele..
Por exemplo, se perguntarmos a um operário fabril, há 30 anos funcionário da mais famosa marca de roupa intima feminina: o que é que você faz? Ele vai responder soutiens, slips,.. Se colocarmos essa mesma pergunta ao responsável pelo marketing, a resposta será: SONHOS! Ou, dependendo do posicionamento estratégico da empresa: EROTISMO!
Então, parece que o grande pecado das empresas terá sido querer dar às pessoas o que elas tanto desejavam, colocando-se novamente a responsabilidade do lado dos consumidores. Por exemplo, muitas vezes ouvimos comentários pouco elogiosos á programação televisiva e eu pergunto, porque é que à noite só passam telenovelas? A resposta é simples: porque as pessoas só querem ver telenovelas.. Eu sei que isto é cruel, mas é real!
Para, além disso, o Homem tornou-se um ser de convicções, animado pelo desejo de convencer. Aliás, persuadir é uma experiência específica do gênero humano. Os restantes seres da natureza informam e exprimem, nunca assumindo a postura do convencer, pelo que só o ser humano pode fantasiar a respeito de si mesmo e dos outros. É aqui que um novo Homem terá de aprender mais com a Natureza, e menos com a Civilização.
Para o desnorte dos consumidores muito terá contribuído o ideal neoliberal, associado à concepção de “um mundo que vai por si mesmo”. O mercado torna-se, deste modo, uma entidade não controlável, afetando irremediavelmente o comportamento do homem moderno, transformando-se a exaltação do consumo de tal modo presente no indivíduo que a Organização Mundial da Saúde se viu forçada a atribuir à Oniomania (febre das compras) a referência IM-10 da classificação internacional das doenças, sendo-lhe, ainda, atribuída a menção DSM-IV na Statistical Manual of Mental Disorder. A minha apreensão a este respeito tem sido, essencialmente, ao nível da responsabilidade e da ética nas empresas. Aqui nenhuma organização poderá ser maior que o horizonte espiritual dos seus lideres. O mesmo se aplicará aos países, mas também às famílias, logo a todos nós.
MEO – Certo é que não dá mais para negar a natureza social da economia. Assim como não se pode ocultar – ainda que os tradicionais queiram – que há mecanismos econômicos que “geram” e perpetuam a pobreza.
PVC – A noção de interdependência econômica tem de ser ajustada a outros vínculos. Certo é que o ser humano sai altamente prejudicado pela forma redutora como tem entendido o mundo como algo que pode ser só de alguns, em especial no contexto da economia e dos negócios. Mas de que mundo falo eu?
Marcus, imagine a sua vida representada por uma velha cabana construída em madeira. As dificuldades que vão surgindo ao longo da sua existência deixam vestígios, estes são aqui representados por fendas que a marcam, mais ou menos, violentamente.
Agora que está lá dentro olhe o enegrecido telhado. Se eu lhe der a escolher um dos buracos e lhe pedir para o descrever, como é que o referiria? Preto? Castanho? Azul..? Ou limitar-se-ia a ver o contorno, isto é a parte do telhado à volta do buraco?
Sem que nos apercebamos disso, esta é uma escolha que temos de fazer todos os dias, cometendo, invariavelmente, o mesmo erro. Não é possível separar o buraco do telhado e vice-versa. Afinal, a sua vida e a dos outros são uma mesma tela; inseparáveis.
Pela mesma ordem de razões vida humana e a espiritualidade jamais poderão ser separadas, assim como o conhecimento não poderá ser separado de quem conhece, acontecendo o mesmo na relação professor aluno, ou entre o dançarino e a dança.. É isto que se passa com a nossa vida, não sendo, por isso mesmo, possível separar nenhum momento de uma existência, onde problemas e soluções são duas faces de uma mesma moeda. Este entendimento traz-nos outro horizonte sempre que tomamos decisões, pelo que para além de partirmos das questões certas, teremos de seguir o caminho menos trilhado: a via interior dos negócios. A economia terá de estar – definitivamente – ao serviço de uma visão integral do ser humano.
MEO – Pergunto-lhe se, no mundo dos negócios, é possível estabelecer laços de sociabilidade repletos de comunhão e solidariedade? E que tipo de sucesso se deve perseguir nas empresas? Afinal, os economistas, em geral, confundem sucesso e prosperidade com aquisição e acúmulo de bens materiais.
PVC – A palavra central na resposta à sua pergunta é: felicidade! Tenho para mim que a felicidade não repousa em grandes posses, mas sim em grandes anseios. Esta é, afinal, a única grande riqueza da vida humana; ser lembrado pela nossa generosidade, pela nossa gentileza,..Como acontece com o bem, a felicidade é pré-existente à natureza do mundo, pelo que é algo que está desde sempre em nós, isto ao contrário da infelicidade. Esta última é uma criação exclusiva dos Homens. Isto acontece porque existe uma resistência inconsciente que nos obriga a procurar sempre fora de nós, levando-nos a seguir pensamentos dos outros, o sucesso dos outros,.., a felicidade dos outros..
Aquilo que não custa dinheiro será o que mais nos poderá inspirar. Veja; para si qual é o valor real de um sorriso, ou de um abraço sincero? Refiro-me, ainda, a outros recursos infinitos de sentido, patrimônio de todos os homens e mulheres, valores como a bondade, a compaixão, o desapego, etc..
Certo é que todos viemos ao mundo de mãos vazias, regressando de mãos vazias; sem exceção..
Tendo como intenção gerar felicidade aos outros e a si mesmo, dar é a mais profunda das formas de purificação. Só o que você der será eternamente seu; o que não der tiram-lhe; acredite!
Mas, porque será que quando falamos em dar tendemos a pensar em dinheiro? Essa é uma resposta que facilmente encontramos em cada um de nós..
No futuro teremos de valorizar essencialmente o dar responsável, relegando para um segundo plano a solidariedade meramente material.
Aceitar a importância de tais dimensões da existência humana, obriga a que cada um de nós seja um cientista interior, cuja maior valência será a de experimentar a (sua) própria realidade interdependente.
Tratando-se de uma terra sem caminho, viver nesta convicção será assumir a maior responsabilidade das nossas vidas: ter como missão o confiar que é possível um mundo melhor para todos. Para que isso aconteça já hoje faça o que é necessário, amanhã o que é possível, e de repente estará a realizar o impossível.. Lembre-se que os milagres não acontecem em contradição com a natureza, mas sim com o que dela conhecemos. Certo é que nas organizações, como em tudo na vida, existem unicamente duas escolhas para todos os problemas. A primeira é aceitar as condições que existem, a outra é aceitar a responsabilidade de as mudar.
* Paulo Vieira de Castro, Consultor de empresas português, professor e diretor do Centro de Estudos Aplicados em Marketing (Porto).
Contato: geral{at}paulovieiradecastro.com
** Marcus Eduardo de Oliveira, colunista do EcoDebate, é Economista e professor de economia da FAC-FITO e do UNIFIEO. Especialista em Política Internacional pela (FESP) e mestre pela (USP). Contato: prof.marcuseduardo{at}bol.com.br
http://www.ecodebate.com.br/2010/07/30/espiritualidade-economia-e-o-mundo-dos-negocios-por-paulo-vieira-de-castro-e-marcus-eduardo-de-oliveira/
Dilma para Serra: "se pode até perder a eleição, mas não se pode perder a dignidade".
http://oglobo.globo.com/pais/eleicoes2010/mat/2010/09/02/em-porto-alegre-dilma-ataca-serra-nao-se-pode-perder-dignidade-917542208.asp
Em Porto Alegre, Dilma ataca Serra: 'Não se pode perder a dignidade'
Publicada em 02/09/2010 às 16h55m
Clarissa Barreto - Especial para O Globo
PORTO ALEGRE - A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, fez fortes ataques contra o adversário José Serra (PSDB) na tarde desta quinta-feira, em Porto Alegre, onde esteve para gravar programa de TV. A petista anunciou também que entrará pessoalmente com uma representação judicial contra Serra por divulgação de crime por fato inverídico.
A princípio, em forma de pronunciamento, Dilma rebateu as acusações que ligam sua campanha aos casos de violação de sigilo fiscal na Receita Federal da filha de Serra, Verônica Allende Serra, e de outros tucanos. Disse que a "campanha do adversário e o partido dele estão desesperados" e que "estão querendo ganhar no tapetão".
Segundo Dilma, tentar atribuir à sua campanha o crime da violação é uma tentativa "de virar a mesa da democracia". A petista disse ainda que a apuração tem que ser feita rapidamente para "acabar com o factóide".
Em seguida, ao responder perguntas dos jornalistas, a candidata afirmou ser uma das mais interessadas na apuração do caso e voltou as ataques:
- É importante perceber que no processo democrático se pode até perder a eleição, mas não se pode perder a dignidade.
A petista disse ainda que deve-se tomar cuidado em criticar instituições públicas como a Receita Federal e a Polícia Federal.
O próximo senado:
http://oglobo.globo.com/pais/mat/2010/09/02/projecoes-apontam-para-uma-base-mais-forte-para-dilma-no-senado-917541761.asp
Projeções apontam para uma base mais forte para Dilma no Senado
Plantão | Publicada em 02/09/2010 às 16h27m
Reuters/Brasil Online
Por Eduardo Simões e Vladimir Goitia
SÃO PAULO (Reuters) - Caso seja eleita presidente, a atual líder nas pesquisas, Dilma Rousseff (PT), deve contar com ampla maioria no Senado, conforme apontam projeções de consultorias políticas e de análise parlamentar.
Já o principal adversário da petista, José Serra (PSDB), na hipótese de vitória, precisaria compor sua base de sustentação com outros partidos políticos que não fazem parte, nestas eleições, da coligação que o apoia.
Para os especialistas ouvidos pela Reuters, a coligação que apoia Dilma, composta por 10 partidos, deve ficar com 39 a 58 senadores. A faixa, muito larga, se deve ao ainda grande número de disputas indefinidas.
Essa margem pode subir para 46 a 69 cadeiras se PTB, PP e PV -que atualmente compõem a base de apoio ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas não estão na coligação de Dilma- migrarem para o bloco governista após eventual vitória da petista.
No caso de Serra, caso vitorioso, as projeções mostram hoje um apoio de 27 a 34 senadores.
"Trata-se de uma projeção conservadora, porque o número de indecisos ainda é muito alto", disse à Reuters Rafael Cortez, analista político da Tendências Consultoria Integrada. (Para ver todas as projeções, clique em )
Segundo ele, candidatos do PT ao Senado que estão em terceira colocação em alguns Estados, segundo as pesquisas, ainda têm chances de se eleger, dado o nível de indecisão em torno dessa disputa, que, em alguns casos, chega a 30 por cento, como em Minas Gerais, e o crescimento de Dilma na corrida presidencial.
"Ainda não chegou o momento em que os eleitores decidem voltar seus olhos para candidatos ao Senado. Imagino que esse horizonte deva ocorrer só em meados de setembro", argumentou Cortez.
DESAFIOS
Para Ricardo Ribeiro, analista político da MCM Consultores Associados, a oposição será o menor problema para um eventual governo Dilma. Um dos grandes desafios para a petista, caso seja eleita, será controlar a base governista.
Cortez, da Tendências, avalia que Dilma terá de sinalizar, logo depois da posse, como conduzirá a disputa dos principais partidos da coligação por cargos no governo, assim como as presidências do Senado e da Câmara.
"Esse pode ser o maior sinal de complicação política para ela no início de seu governo", afirmou Cortez.
Mas o diretor de Documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antônio Augusto de Queiroz, acredita que PT e PMDB vão se revezar na presidência do Senado e da Câmara.
Para ele, "se o PT ficar sem a presidência de alguma das Casas, o PMDB perderá cota no ministério".
Já Ribeiro, da MCM, lembra de outro ponto. "Vai depender também de como vão se comportar os eventuais dissidentes do PMDB."
Alguns senadores peemedebistas, cujos mandatos terminam em 2015, têm histórico de atuação independente dentro da Casa, como Jarbas Vasconcelos (PE) e Pedro Simon (RS), que, atualmente, têm posição crítica ao Palácio do Planalto.
Mas Queiroz aposta que a decisão do Tribunal Superior Eleitoral sobre fidelidade partidária, que determina que os mandatos pertencem às legendas e não aos parlamentares, pode levar "maior coesão partidária" à futura legislatura.
PRIORIDADES E RADICALISMO
Outro desafio elencado pelos analistas é a escolha, já de cara, de temas prioritários para que o Brasil mantenha um patamar de crescimento econômico superior à média mundial.
"O fato de quase ninguém saber como Dilma conduzirá o governo, caso eleita, nos coloca diante de um dilema sobre suas condições de priorizar a pauta sobre o processo de reformas estruturais necessárias e sobre a manutenção da política econômica", disse Cortez.
Embora a bancada governista no Senado possa vir a ter ampla maioria, os analistas descartam eventuais radicalismos, mesmo que alguns setores dessa base estejam mais inclinados para o lado mais à esquerda do PT.
"Acredito que a base do futuro governo não será uma das mais radicais. A agenda (radical) pode até aparecer, mas não acho que venha a ter força suficiente para prevalecer", disse Ricardo Ribeiro.
Para quem acha que mais uma explosão é motivo para detonar o pré-sal, são mais de cem por ano, nos EUA.
http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default.jsp?uf=2&local=18§ion=Mundo&newsID=a3027818.xml&channel=65
Mundo | 02/09/2010 | 23h42min
EUA registram mais de cem explosões em plataformasEpisódio mais recente aconteceu nesta quinta-feira no Golfo do México
Enquanto a Mariner Energy prepara-se para investigar as causas de um incêndio em uma de suas plataformas no Golfo do México, estatísticas oficiais do governo dos Estados Unidos revelam que mais de cem incêndios e explosões ocorrem todos os anos na região desde pelo menos 2006.
No ano passado, por exemplo, houve 133 incêndios e explosões em estruturas de exploração de gás e petróleo no Golfo do México, segundo dados compilados pela Agência de Gerenciamento, Regulação e Fiscalização de Energia Oceânica. Em 2008 houve 139 incidentes similares.
A maior parte desses incêndios e dessas explosões é considerada de pequena proporção, causando danos inferiores a US$ 25.000 às plataformas e aos poços onde acontecem.
Em 2009, 130 dos 133 incêndios e explosões registrados pelo governo foram caracterizados como "incidentais"; os três episódios restantes foram qualificados como acontecimentos "menores". Os incêndios e as explosões "menores" são as que causam prejuízos entre US$ 25.000 e US$ 1 milhão.
Não ocorreu nenhuma morte nos incidentes ocorridos no ano passado.
Ainda não há detalhes sobre o incêndio na plataforma Vermillion, mas especialistas observam que episódios como o desta quinta-feira podem ser causados por diversos motivos. Um número relativamente elevado de substâncias inflamáveis é armazenado numa plataforma, e esses materiais podem entram em contato com uma fagulha, por exemplo. Também há casos de erro humano e de falha de equipamento.
A lenta e constante evolução da Lei:
http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4657945-EI306,00.html
AGU autoriza pensão para casos de união estável
03 de setembro de 2010 • 00h02
Os cônjuges de servidores públicos federais terão direto de receber pensão, nos casos de morte, caso comprovem união estável, sem a necessidade de processos judiciais, informou a Advocacia-Geral da União (AGU), na quarta-feira.
A súmula que assegura o benefício foi publicada no final de agosto pela AGU. A proposta havia sido apresentada pela Secretaria-Geral de Contencioso da AGU, com base no artigo 226 da Constituição, que reconhece a união estável como entidade familiar, usou ainda como argumentos decisões tomadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre o assunto.
De acordo com a súmula da AGU, os representantes judiciais da União poderão desistir das contestações já apresentadas contra os pedidos de pensão, em casos de união estável.
Entranhas do golpe – dossiê nasceu em ninho tucano mineiro
03/09/2010 por Nivia de Oliveira Castro
“Se non è vero, è ben trovato” (ditado italiano)
A CRONOLOGIA DA BALA DE PRATA
Por Alberto Bilac de Freitas *
Para se entender a lógica desse episódio da violação do sigilo fiscal de Verônica Serra, a gênese de tudo e as entranhas da que seja, talvez, a mais bem-urdida trama de espionagem político-eleitoral jamais tentada, há que se raciocinar como um deles; há que pensar como um, digamos, operador das profundezas do subterrâneo malcheiroso em que se transformaram o entorno e o núcleo da entourage próxima a José Serra.
A cronologia do bestialógico:
2005 – Passado o ápice do mensalão, Serra avaliava que Lula seria reeleito em 2006. A partir daí, seguiu-se o roteiro de empurrar Alckmin para a derrota anunciada. Decidira-se desde aí, que a chance de Serra seria em 2010, quando Lula já não poderia ser candidato. Mas o núcleo da inteligência serrista, coordenado por Marcelo Itajiba, sugeriu um laboratório do que seria aplicado em 2010: o escândalo dos aloprados, em 2006, por pouco não derrota Lula. Mas o objetivo era esse mesmo: um teste, para ver se o método aplicado com sucesso em 2002 com o caso Lunus, implodindo a candidatura Roseana, poderia ser reeditado. A armação com o delegado Edmilson Bruno, levando a eleição presidencial para o segundo turno, mostrara a viabilidade do método.
2008 – Com a articulação de Aécio Neves para o ser o candidato do partido em 2010, o staff de Itajiba começa a fazer um trabalhinho miúdo sobre o mineiro; coisa de pequena monta, que não inviabilizasse o apoio deste a Serra, no futuro, mas o suficiente para afastá-lo da disputa. Quando os esbirros de Serra na mídia lançaram a senha: Pó pará, governador! Aécio entendera que a turma era da pesada e não estava para brincadeiras. Nasceu aí o contra-ataque aecista: Amauri Ribeiro Júnior, então em um periódico mineiro, encabeçaria o projeto do contra-ataque e municiaria a artilharia mineira. Essa batalha subterrânea duraria até o final de 2009, quando Aécio recuaria.
2009 – Durante a batalha entre os dois grupos tucanos, Serra fica sabendo da farta e explosiva munição recolhida por Ribeiro Jr. O núcleo de sua equipe de inteligência, coordenado por Itajiba e que o acompanha desde os tempos do Ministério da Saúde, o adverte então: o material era nitroglicerina pura. Urgia providenciar um fogo de barragem, que pudesse ao menos minimizar o estrago quando o material viesse a público. Nasceu então, aí, nesse espaço-tempo, o hoje famoso dossiê “quebra de sigilo de Verônica Serra”! Notem que os personagens envolvidos na ‘quebra de sigilo’ são os mesmos do livro do Amauri: José Serra, Ricardo Sérgio de Oliveira, Gregório Marin Preciado, Mendonça de Barros e Verônica Serra (aí leia-se também Verônica Dantas e seu irmão, o querubim Daniel). Eduardo Jorge foi inserido aí como seguro. Próximo a FHC, mas não de Serra, EJ era o seguro contra qualquer atitude intempestiva de FHC, sabidamente não confiável, para que se mantivesse quieto quando a artilharia pesada viesse à tona.
2009 – Tomada a decisão, parte-se para o fogo de barragem. A parte mais fácil foi a montagem da ‘quebra’ de sigilo fiscal das vítimas. A incógnita, até agora, é que tipo de envolvimento tem o laranja Antônio Carlos Atella com a operação. Se é apenas mais um cavalo, o clássico operador barato, facilmente descartável, com acesso a algumas informações úteis e suficientes e lançador da isca fundamental: “Não me lembro quem foi… com certeza é alguém que quer prejudicar o Serra”. Ou se é alguém orgânico, um insider dos intestinos itajibistas!
2010 – Com a desistência de Aécio, o grupo fica com a arma na mão, à espera da publicação do livro. É aí que se opera a clivagem para o quadro definitivo que vemos hoje: não é suficiente esperar o ataque do Aécio, que pode não vir, já que o mineiro recolheu suas baterias para o front de Minas Gerais. É preciso partir para o ataque. Além de neutralizar o grupo de Aécio, jogar pensando na frente, em fubecar a campanha de Dilma Roussef. Reeditar o mesmo estratagema de 2006. Ganhar a eleição na mão grande. O delegado Onésimo (outro que acompanha o grupo desde os tempos do bureau de inteligência do Ministério da Saúde) seria despachado para contactar o inimigo. Pausa. Agora recortem os informes dos integrantes do ex-comitê de inteligência de Dilma: tanto Lanzetta quanto Amauri reportam que Onésimo sugeriu insistentemente ao comitê, a realização de ações de contra-inteligência contra Serra. O azar deles é que Amauri, jornalista macaco velho e com conhecimento da comunidade de informações, sentiu logo o cheiro de queimado e cortou, de pronto, as ofertas de Onésimo. Não houvesse a negativa de Amauri, o passo seguinte de Onésimo seria a oferta do dossiê (já pronto) com a quebra de sigilo fiscal dos 05 tucanos. Estaria pronta e armada a reedição do escândalo dos aloprados em sua segunda versão. A campanha de Dilma não resistiria. A versão dos aloprados de 2006, perto desta, seria pinto. Era o modo mais seguro de Serra se eleger presidente. Esse é o modus operandi de Serra.
Com a recusa do ex-comitê de Dilma em morder a isca, tiveram que refazer o plano. O PT aprendera com os aloprados de 2006. Dilma, nesse ponto, muito mais impositiva que Lula, decepa no nascedouro o comitê de inteligência. O projeto original se complicara. Com o dossiê pronto desde 2009, a solução era vazá-lo, aos poucos, para a mídia parceira. Primeiro, vaza-se o EJ. Cria-se uma comoção (se bem que EJ, como vítima, não ajuda muito). Depois, a conta gotas, vem o restante: Ricardo Sérgio, Marin Preciado e Mendonça de Barros. E por fim, a cereja do bolo: Verônica Serra. Observem que o momentum foi escolhido a dedo por Serra: a entrevista em um grande telejornal! De novo, a semelhança: em 2006, os pacotes de dinheiro do delegado Bruno saíram no Jornal Nacional, da Globo; agora, o momento ‘pai ultrajado’ de Serra, foi encenado no Jornal da Globo! A intelligentsia serrista já foi mais original.
Diante desse quadro, o leitor inquieto deve estar se perguntando: o que deve fazer o PT e a campanha de Dilma? Assistir, inertes, a mais uma escalada golpista, como foi a de 2006? Tentar fazer o contraponto em uma mídia claramente parcial, golpista e oposicionista, conforme confessou dona Judith Brito, diretora da ANJ? O que fazer? O governo sabe onde está o antídoto ao veneno golpista da oposição! Não sei até que ponto o jornalista Amauri Ribeiro Júnior está integrado à campanha de Dilma Roussef. Também não sei até que ponto vai o empenho dele em livrar o país do ajuntamento político mais nefasto que o infesta, desde a redemocratização. O fato é que o seu livro, Os Porões da Privataria, é esse antídoto! Esse livro, verdadeira bateria anti-aérea que pode abater o núcleo duro do tucanato ligado à Serra, e o próprio Serra, de uma só vez, pode ajudar o Brasil a virar uma das páginas mais negras de seu curto período democrático!
webster franklin
Ajuda econômica:
http://www.dci.com.br/noticia.asp?id_editoria=2&id_noticia=340911
03/09/10 - 00:00 > INTERNACIONAL
Desempregado espanhol terá ajuda milionária
MADRI - A Comissão Europeia (CE, braço executivo da UniãoEuropeia) aprovou ontem uma ajuda de 2,75 milhões de euros (US$ 3,52 milhões) para mais de 1.400 trabalhadores da indústria automobilística espanhola, demitidos em consequência da recente crise financeira e econômica.
O dinheiro será destinado a 1.429 dos 2.330 funcionários que perderam o emprego no setor automotivo da região da Catalunha, com o objetivo de ajudá-los a encontrar um novo trabalho. A crise teve impacto na demanda por veículos na Espanha e em seus mercados de exportação, levando as empresas, em muitos casos, a cortar funcionários.
A ajuda aprovada pela Comissão Europeia, que agora precisa do aval dos 27 países da UE e do Parlamento, viria do Fundo Europeu de Adaptação à Globalização.
O desemprego voltou a subir na Espanha em agosto, após quatro meses consecutivos de baixa, com 61.083 pessoas a mais na comparação com julho, o que deixa o número total próximo de quatro milhões, anunciou o ministério do Trabalho ontem. No total, o número de desempregados na Espanha fechou agosto com 3,97 milhões de pessoas. Em ritmo anual, a alta do desemprego foi de 9,3% no país.
França
O índice de desemprego na França caiu 0,2 ponto percentual no segundo trimestre, a 9,3% na região metropolitana. Segundo o Insee, no período a França tinha 2,624 milhões de desempregados e no geral 3,3 milhões sem emprego mas que desejam trabalhar.
http://moglobo.globo.com/integra.asp?txtUrl=/pais/eleicoes2010/mat/2010/09/02/a-exemplo-do-que-foi-feito-na-receita-pf-investiga-se-servidores-do-banco-do-brasil-violaram-contas-de-eduardo-jorge-917549054.asp
A exemplo do que foi feito na Receita, PF investiga se servidores do Banco do Brasil violaram contas de Eduardo Jorge
02/09 às 23h32
Gerson Camarotti e Jailton de Carvalho
BRASÍLIA - Além da quebra ilegal do sigilo fiscal de Verônica Serra , filha do candidato do PSDB à Presidência, e de outros políticos tucanos, a Polícia Federal passou a investigar uma suposta ação ilegal no Banco do Brasil para violar as contas bancárias do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge. A exemplo do que foi feito na Receita, onde os registros no sistema apontaram as senhas de quem devassou os dados fiscais de tucanos, a PF quer saber a identidade dos servidores do BB que podem ter extraído informações das contas de Eduardo Jorge. A PF já encaminhou à Justiça um pedido para que o banco seja obrigado a fornecer os dados do sistema de controle.
(Entenda o caso do suposto dossiê)
A denúncia foi feita por Eduardo Jorge em depoimento prestado à PF , em 5 de agosto. Ele atribui o vazamento ao comitê da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. Apesar da denúncia ter sido levada à PF há quase um mês, o BB informou nesta quinta-feira que "não há fato concreto" e, por isso, não determinou qualquer medida para apurar a denúncia. Segundo o banco, o caso só será apurado internamente se houver "fato concreto".
A PF decidiu apressar a apuração da quebra do sigilo fiscal de Verônica Serra e de Eduardo Jorge e intimar para depor o técnico contábil Antônio Carlos Atella Ferreira, acusado de usar uma procuração falsa para violar o sigilo fiscal de Verônica. A polícia tentaria interrogá-lo ainda nesta quinta-feira. A polícia também quer ouvir Verônica. Ela já declarou que não assinou a procuração usada por Atella.
Peritos vão analisar procuração
Com autorização judicial, a PF também já teve acesso e está analisando o disco rígido do computador de Adeildda Ferreira Leão Santos, servidora da Receita acusada de vasculhar indevidamente às declarações de Eduardo Jorge. O Ministério Público pediu e a juíza Pollyana Alves, da 12ª Vara, autorizou que a polícia abra e confira as informações registradas no computador da servidora.
A PF também pediu a quebra do sigilo bancário e telefônico de Adeildda. Quer saber com quem a servidora manteve contato no período das quebras de sigilo, e se fez movimentações bancárias suspeitas.
Peritos do Instituto Nacional de Criminalística (INC) vão analisar também a procuração usada por Attella para obter uma cópia da declaração de renda de Verônica Serra. A polícia pedirá que Verônica escreva algumas frases à mão para comparar com o padrão grafotécnico da assinatura registrada na procuração. Confirmada a irregularidade, Attela será indiciado por uso de documento falso.
Falta a parte mais importante: identificar os mandantes da quebra de sigilo. A PF interrogou o jornalista Luiz Lanzetta, dono da Lanza Comunicações, empresa encarregada de contratar repórteres na fase da pré-campanha de Dilma. Lanzetta foi acusado por Onésimo Souza de pedir um levantamento sobre Serra e o deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ). Ex-delegado da PF, Onésimo entendeu que o serviço teria que ser feito inclusive com grampo.
Lanzetta diz que foi o ex-delegado quem se ofereceu para investigar o suposto grupo de Itagiba, que produziria dossiês contra aliados de Dilma. Também foi interrogado o sargento da reserva da Aeronáutica Idalberto Mathias, o Dadá. Onésimo, Dadá e o jornalista Amaury Ribeiro seriam contratados por Lanzetta. Mas o grupo não chegou a ser constituído.
O presidente Lula determinou nesta quinta-feira que a PF apresse as investigações sobre a quebra de sigilo. Segundo o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, Lula espera que os culpados sejam devidamente punidos.
UE x Sarkozy:
http://www.prensa-latina.cu/index.php?option=com_content&task=view&id=217298&Itemid=1
União Europeia analisa política francesa de expulsão
Bruxelas, 2 set (Prensa Latina) A Comissão Europeia pôs hoje sob a lupa o procedimento que segue a França com a expulsão de ciganos romenos e búlgaros, cujos direitos à livre circulação pelo espaço comunitário poderiam ter sido vulnerados, segundo organizações defensoras.
Fontes do organismo executivo da União Europeia (UE) informaram que a diretora avalia se Paris cumpre com o regulamento comunitário e procede a partir de um exame caso por caso ou leva a cabo de maneira deliberada deportações em massa dessa singular etnia de origem indo-europeu.
A política de expulsões adotada este verão pelo presidente francês Nicolás Sarkozy levou a uma onda de críticas por parte de organizações defensoras dos direitos das minorias na Europa, de partidos políticos progressistas e até da Igreja Católica.
O debate chama a atenção basicamente no tratamento discriminatório para cidadãos europeus de origem romena e na maneira inescrupulosa de "estigmatizar" a determinados povos para justificar políticas nacionais no âmbito da segurança interna, como é o caso francês.
Relatórios circulados por diversas organizações não governamentais do continente e os protestos dos governos de Romênia e Bulgária obrigaram à diretora da UE a pedir explicações ao executivo francês.
O secretário romeno de Estado para Assuntos Europeus, Bogdan Aurescu, reclamou à UE que analise se as deportações foram "verdadeiramente voluntárias" ou se forçaram aos imigrantes gitanos a aceitar os 300 euros oferecidos a mudança de abandonar esse país.
Aurescu acusou ao governo francês de maquiar as estatísticas sobre criminalidade dos deportados para impressionar à opinião pública.
O líder do bloco socialista no Parlamento Europeu, Martín Schultz, deplorou a falta de transparência das autoridades comunitárias ao criticar a decisão da comissaria de Justiça, Viviane Reding, de velar à opinião pública o exame do caso francês.
Segundo um porta-voz da Comissão Europeia, supõe-se que uma reunião fixada para esta sexta-feira com representantes do governo de Sarkozy contribua informação mais detalhada sobre o controvertido procedimento com cidadãos em situação irregular, conforme à versão oficial da França.
Ao defender a política de expulsões, o ministro francês de Imigração, Eric Besson, assegurou na quarta-feira passada em Bruxelas que França respeitou "escrupulosamente" as normas comunitárias, mas alegou que a liberdade de movimento não pode ser incondicional.
Uns mil ciganos foram deportados em agosto, com o que ascende a quase nove mil os cidadãos dessa etnia expulsos da França durante 2010, desde que o executivo iniciou o desmantelamento dos acampamentos instalados em todo o país.
O ministro búlgaro de Relações Exteriores, Nikolai Mladenov, expressou nesta semana desconcerto pelo fato de que nem Bulgária nem Romênia fossem convidadas a um encontro internacional convocado por Paris para debater essa problemática.
O encontro, segundo Sofía, convidaram delegados da Alemanha, Espanha, Itália, Grécia e Reino Unido, estados que albergam um maior número de imigrantes zíngaros, de uns 10 milhões que habitam na Europa.
O Movimento Associativo Cigano Madrilenho convocou para o sábado 4 de setembro a uma mobilização pacífica ante a sede da UE na capital espanhola em apoio aos ciganos romenos que são deportados pelo Governo francês, segundo um comunicado dessa entidade.
A concentração se levará a cabo também em Barcelona e em outras cidades europeias, inclusive Paris, de maneira simultânea, indica uma nota da União Romena.
lac/oda/bj
União radical: contra do teatro da "paz".
http://www1.folha.uol.com.br/mundo/793254-radicais-palestinos-unem-forcas-para-atacar-israel-em-meio-a-negociacoes-de-paz.shtml
02/09/2010 - 20h40Radicais palestinos unem forças para atacar Israel, em meio a negociações de paz
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
Treze grupos militantes palestinos uniram forças para ampliar os ataques a Israel, possivelmente incluindo ataques suicidas, anunciou o Hamas nesta quinta-feira. O anúncio é feito no mesmo dia em que os líderes palestino e israelense retomaram as negociações diretas de paz, em Washington.
"Decidimos criar um centro de coordenação para nossas operações contra o inimigo", anunciou Abu Obeidah, porta-voz das Brigadas Ezzedin al Qasam, braço armado do Hamas, falando em nome dos 13 grupos em entrevista coletiva em Gaza.
Ele prometeu atacar "o inimigo sionista em qualquer lugar e a todo momento". Perguntado se isso incluía ataques suicidas, ele respondeu: "Todas as opções estão abertas."
Ele também pediu que a Autoridade Nacional Palestina (ANP) pare com as detenções de simpatizantes do Hamas na Cisjordânia.
EM BUSCA DA PAZ
Os líderes israelense e palestino abriram as negociações diretas de paz sob mediação americana nesta quinta-feira. Eles concordaram em se encontrar a cada duas semanas para tentar chegar a um acordo dentro de um ano, e pôr fim a um conflito que se arrasta a seis décadas.
O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, e o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, vão se encontrar novamente em 14 e 15 de setembro no Oriente Médio. Segundo diplomatas, o encontro deve ser no no balneário egípcio de Sharm el Sheik. A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, e o enviado especial dos EUA, George Mitchell, também devem participar desse próximo encontro, segundo Mitchell, que disse que o local da reunião ainda não foi decidido.
Jason Reed/AP"Nosso objetivo é resolver os principais assuntos dentro de um ano, e as partes sugeriram e concordaram que o caminho lógico de se proceder, para atacá-los, é tentar alcançar um acordo sobre uma agenda primeiro", disse Mitchell aos jornalistas, enquanto Abbas e Netanyahu continuavam em reunião particular, que durou cerca de 90 minutos e encerrou as negociações do dia.
Mais cedo, os dois líderes se reuniram com Clinton e Mitchell por mais de uma hora, e tiveram uma sessão separada com a delegação completa de negociadores. Ontem, Abbas e Netanyahu se encontraram separadamente com o presidente Barack Obama.
Mitchell afirmou que os detalhes do primeiro diálogo de paz direto em 20 meses serão mantidos em sigilo, a pedido dos dois líderes, devido à sensibilidade das conversas.
Questionado por jornalistas, ele afirmou que os assuntos mais cruciais, como a existência dos dois Estados, o fim de todas as formas de violência e os assentamentos judaicos na Cisjordânia, foram debatidos na reunião preliminar. "Nenhuma determinação foi feita. [...] Não foi uma ampla e significativa discussão em assuntos específicos", explicou Mitchell, acrescentando que o tema central de acordo entre os dois lados foi a necessidade de definir uma agenda para a discussão.
Clinton declarou que os EUA não têm ilusões sobre uma resolução rápida. "Estivemos aqui antes, e sabemos como o caminho adiante é difícil", disse ela. "Haverá obstáculos e contratempos. Aqueles que se opõem à causa da paz vão tentar de todos os modos possíveis sabotar esse processo, como já vimos esta semana."
Ela referia-se aos ataques de extremistas palestinos contra israelenses na região disputada da Cisjordânia na terça e quarta-feira.
TERMOS
Mais cedo, Netanyahu e Abbas fizeram uma declaração à imprensa em Washington (EUA). O líder israelense destacou a necessidade de garantir a segurança de Israel e do reconhecimento do Estado como nação dos judeus. Já o palestino lembrou que já há conquistas de acordos anterior que não devem ser ignoradas e reforçou o pedido pelo fim dos assentamentos em território palestino ocupado e o encerramento do bloqueio à faixa de Gaza --dois pedidos que Israel já demonstrou não estar disposto a ceder.
Netanyahu, o primeiro dos dois líderes a falar, adotou um tom cauteloso e disse que os dois lados terão que fazer duros comprometimentos para conseguir uma paz duradoura. Ele listou ainda o que considera os dois itens essenciais dentro das exigências israelenses --reconhecimento do Estado judeu e a garantia da segurança do território nacional.
Jim Young/Reuters
Secretária de Estado americana, Hillary Clinton, dá declarações à imprensa ao lado dos líderes israelense, Binyamin Netanyahu, (esq.) e palestino, Mahmoud Abbas (dir.); os três retomam hoje as negociações diretas
"O povo de Israel está preparado para seguir por este caminho e avançar para trazer paz genuína, para trazer segurança, prosperidade e bons vizinhos", disse o premiê. "Desenhar uma realidade diferente entre nós envolverá uma grande negociação. E os principais assuntos são os que discordamos", reconheceu o premiê.
Netanyahu pediu assim que os palestinos estejam prontos para reconhecer Israel como Estado-nação do povo judeu e ressaltou que isso não significa que os cerca de 1 milhão de palestinos que vivem em Israel não terão seus direitos reconhecidos. Um discurso que parece ser um recado aos palestinos em seu pedido para que Israel encerre a construção dos assentamentos judaicos na Cisjordânia e aceitem eles também os israelenses que vivem em seu futuro Estado.
"Esse mútuo reconhecimento é indispensável para esclarecer para os dois povos que o conflito acabou", declarou o primeiro-ministro, que voltou ainda ao discurso da segurança e ressaltou que um acordo precisa incluir garantias de que Israel não será mais alvo de ataques com foguetes palestinos (a maioria lançados da faixa de Gaza, comandada pelo grupo rival de Abbas, o Hamas).
"É necessário garantir que possamos interromper outros assassinos. Eles querem matar nosso povo, nosso Estado, nossa segurança. Segurança é a fundação da paz, uma paz pode ser estável e durável".
METAS
Em seguida, o líder palestino Abbas também reconheceu que as negociações vão enfrentar obstáculos difíceis. Depois de garantir a Netanyahu que o reconhecimento do Estado judeu e a segurança de Israel são parte das concessões palestinas, o presidente da ANP revelou ainda a sua lista de pedidos: o fim das construções nos assentamentos e do bloqueio israelense à faixa de Gaza.
"Nós não estamos começando do zero. Tivemos várias rodadas de negociações entre OLP (Organização para a Libertação Palestina) e Israel, trabalharemos em todas as questões: água, segurança, refugiados e prisioneiros", disse. "Nós queremos marcar nosso compromisso, incluindo a segurança, e pedimos que Israel avance para encerrar os assentamentos e o bloqueio à Gaza".
Os pedidos, contudo, não devem ser bem recebidos por Netanyahu. O primeiro-ministro já declarou nesta quarta-feira que não está disposto a prorrogar o congelamento nas construções de assentamentos que acabará em 26 de setembro.
Horas antes, colonos judeus na Cisjordânia ocupada começaram novas construções, quebrando a moratória, e ameaçaram ainda um golpe para depor Netanyahu se ele não permitir oficialmente a retomada das obras após o dia 26.
O bloqueio à Gaza, importo por Israel em 2007, quando o Hamas tomou o controle do território à força, também não é um tema de concessões. Israel defende o bloqueio como forma de evitar que os milicianos do Hamas se armem e, diante da nova onda de violência protagonizada pelo grupo, vê seu argumento ainda mais fortalecido.
Abbas ressaltou ainda diversas vezes as conquistas já alcançadas em negociações anteriores de paz, como o acordo de Oslo, em 1993. Ressaltou que o pedido palestino para o direito de retorno de cerca de 4 milhões de refugiados palestinos, em sua grande maioria descendentes de 700 mil palestinos que fugiram ou foram expulsos de suas terras durante a criação do Estado de Israel, em 1948, não é novidade e foi determinado em acordos internacionais.
"A solução justa dos refugiados palestinos está nas resoluções internacionais, não queremos mais, nem menos. Queremos uma nova era para o nosso povo, que traga prosperidade e paz".
Segundo Abbas, o acordo de Oslo servem ainda como prova de que as intenções palestina são boas. "Comprometimentos foram exigidos de nós e nós respeitamos nossos comprometimentos", disse.
"O que nos dá confiança [...] é que o caminho da lei internacional está representado pelo Quarteto do Oriente Médio.Todas estas posições representam referências internacionais nos objetivos que buscamos', disse Abbas, em referência ao grupo formado por EUA, Rússia, ONU e União Europeia, representado pelo ex-premiê britânico Tony Blair.
As Ouvidorias de Polícia e os governos estaduais:
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/793312-brasil-ainda-tem-nove-estados-e-o-df-sem-ouvidorias-de-policia.shtml
02/09/2010 - 23h03Brasil ainda tem nove estados e o DF sem ouvidorias de polícia
DA AGÊNCIA BRASIL
Passados 15 anos da criação da primeira ouvidoria de polícia no país, em São Paulo, nove estados e o Distrito Federal ainda não contam com estruturas independentes para receber queixas da população contra abusos na área de segurança. Entre as razões, está o temor de governos estaduais em dividir informações sobre processos disciplinares das corregedorias com ouvidores, que na maior parte dos casos são civis e ligados aos direitos humanos.
A análise é da coordenadora adjunta de Direitos Humanos e Segurança Pública da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Alessandra Gomes Teixeira da Costa. Ela participou nesta quinta-feira da 31ª Reunião do Fórum Nacional de Ouvidorias de Polícia, que prossegue até amanhã (3), no Rio de Janeiro, reunindo ouvidores de diversos estados brasileiros.
"Existe uma grande resistência dos governos em instalar uma ouvidoria de polícia, por causa da transparência e do controle sobre as corporações que isso causa. Os ouvidores podem acabar incomodando os governos", afirmou Alessandra Costa. Segundo ela, uma das tarefas das ouvidorias é acompanhar os processos disciplinares das corregedorias. "Para se ter um braço da sociedade civil atuando naquela corporação, que pode estar muito protegida e hermética", explicou.
A corregedoria de São Paulo é considerada por ela como a melhor do Brasil, por ser a mais antiga e também por ter mais recursos --como funcionários, equipamentos e automóveis-- e respaldo do governo estadual. Os demais estados que já implantaram corregedorias são: Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Alessandra Costa adiantou que mais dois estados devem implantar ouvidorias ainda este ano: Alagoas e Sergipe. Mas ressaltou que não basta ter um ouvidor, se o governo estadual não der respaldo e condições de atuação. "Muitas ouvidorias estão sucateadas, estranguladas pelo estado, com muitas dificuldades para o ouvidor conseguir atuar. No Maranhão, o ouvidor inclusive está no Programa de Proteção de Defensores de Direitos Humanos, protegido, porque estava acompanhando um caso sobre denúncia no sistema penitenciário e a testemunha direta foi assassinada, apesar de todos os apelos de pedido de custódia", disse.
http://g1.globo.com/economia-e-negocios/noticia/2010/09/exportacoes-da-america-latina-para-a-china-cresceram-45-no-1o-semestre-diz-cepal.html
02/09/2010 19h20 - Atualizado em 02/09/2010 19h36
Exportações da América Latina para a China cresceram 45% no 1º semestre, diz CepalRelatório do órgão da ONU prevê crescimento de 21,4% das exportações da região em 2010.
BBC
As exportações da América Latina e Caribe para a China cresceram 44,8% no primeiro semestre de 2010 em relação ao mesmo período de 2009, de acordo com a Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal). O dado fazem parte do relatório Panorama de Inserção Internacional da América Latina e Caribe, 2009-2010, divulgado nesta quinta-feira pelo órgão da ONU em Santiago do Chile.
O crescimento foi impulsionado principalmente pela exportação por parte de países da América do Sul de matérias-primas como produtos agrícolas, agropecuários e minério. Países menores, importadores de produtos básicos e "dependentes do turismo e das remessas" de dólares, como os da América Central e do Caribe, exportaram menos para o mercado chinês.
Perspectivas
No documento, a Cepal projeta que as exportações da região como um todo devem crescer 21,4% em 2010. No ano passado, ainda refletindo a crise econômica mundial, as exportações da região diminuíram 22,6%.
O crescimento previsto para este ano reflete a recuperação das exportações para a Ásia, particularmente para a China, e a "normalização" da demanda dos Estados Unidos, disse a Cepal.
A secretária-executiva do órgão, Alicia Bárcena, afirmou que o "Brasil foi o país que mais diversificou suas exportações" na última década. O país aumentou de 13% para 20% sua participação nas exportações totais da região. Já o México viu sua participação cair de 40%, no ano 2000, para 30%, em 2009.
A outra obsessão do homem dos dossiês:
http://www.google.com/hostednews/epa/article/ALeqM5jsJBpvwKXpAb8PtZsjdd2d4yR1fw
Serra diz que se vencer as eleições vai declarar as Farc como terroristas
De Agencia EFE – Há 2 horas
São Paulo, 2 set (EFE).- O candidato José Serra, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), disse nesta quinta-feira após um encontro com o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, que se vencer as eleições irá classificar as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia como grupo terrorista.
"Atuarei ativamente e direi que as Farc são um grupo terrorista vinculado ao narcotráfico", afirmou o candidato do PSDB em declarações a jornalistas após a reunião.
Serra disse que "não há dúvida" de que a guerrilha das Farc "são uma força terrorista que perdeu de vista sua natureza revolucionária tradicional".
"Ficou claro que a Colômbia os consideram uma força terrorista ligada ao narcotráfico. O Brasil deveria esclarecer isso.", afirmou Serra, que considerou que a política externa do Governo de Luiz Inácio Lula da Silva "não defende os interesses do Brasil".
"A Colômbia tem uma política positiva e clara no combate ao narcotráfico, diferente do Governo boliviano", disse Serra. Além disso, defendeu que o Brasil deve fazer uma pressão diplomática sobre a Bolívia para impedir a entrada de drogas no país.
No mês de maio, Serra causou polêmica ao acusar o Governo da Bolívia de ser "cúmplice" do narcotráfico devido à grande quantidade de drogas que chega ao Brasil.
Em relação às Farc, Serra reiterou que "os vínculos políticos" do PT "são inadequados".
Nesse sentido, denunciou que Dilma Rousseff, quando foi ministra-chefe da Casa Civil, deu um posto no Ministério da Pesca à esposa do ex-padre colombiano conhecido como "Oliverio Medina", a quem chamou de "embaixador internacional das Farc no Brasil".
Sobre seu encontro com Santos, revelou que falaram de relações internacionais, tanto da América Latina como das relações entre Brasil e Colômbia, e trataram do comércio conjunto e da oportunidade de realizar intercâmbios tecnológicos.
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