China invade espaço do Brasil na América Latina

Por Oswaldo Conti-Bosso

Do Portal Luís Nassif

Do Blog de COnti-Bosso

Brasil perde espaço para China na America Latina

China, Brasil e os "CABEÇAS-DE-PLANILHAS"

Caros geonautas, 

Leiam aqui esse artigo da CartaCapital, e depois compare com outro artigo, também da Carta, do Nassif: NASSIF: A falta de visão de futuro do Brasil e

com o trecho do Livro, do Nassif (2007), sobre Friedrich List de 1841: Friedrich List, 1841: "Chutando a Escada".

E aí a pergunta: 

Os economistas (Gov. Dilma) também são "cabeças de planilha"? 

Livro - Os cabeças-de-planilha

(Adicionado por Conti-Bosso em 8 dezembro 2011)

CartaCapital: Brasil perde espaço para China na America Latina

China vem aumentando sua influência comercial na América Latina. Foto: Sterlic/Flickr

O cenário econômico incerto nos Estados Unidos e na Europa, devido à crise mundial, deve impulsionar ainda mais os esforços da China para os mercados da América Latina em 2012. A relação da potência asiática com a região, intensificada nos últimos anos, já reduz a participação dos países mais influentes, como Brasil e Argentina, no comércio com os vizinhos latino-americanos.

Especialistas ouvidos pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontam que o Brasil deixou de exportar 2,5 bilhões de dólares para países da América Latina entre 2005 e 2009 devido à concorrência chinesa.

A Argentina foi o segundo local mais atingido, com 730 milhões de dólares de exportação a menos no mesmo período. Ambos perderam mercado no setor de químicos, informática, telecomunicações e máquinas e equipamentos.

A China replica no continente, em menor escala, a estratégia utilizada na Ásia e no Pacífico com base em acordos de livre comércio bilaterais para impulsionar sua relação com os países. Com isso, segundo o semanário britânico The Economist, a América Latina hoje é o segundo destino mais importante de investimentos para negócios chineses, com mais de 30 bilhões de dólares por ano, ou 12,5% de todo o aporte da nação asiática fora de seu território.

Leia mais:

Brasil mira relações comerciais com países em desenvolvimento
‘A China define a pauta comercial brasileira’
China: Previsão para o país 2012-16
A falta de visão de futuro do Brasil

Luciana Acioly, pesquisadora do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e especialista em China, revela que a participação brasileira na corrente de comércio da América do Sul está estagnada há mais de uma década em 11%. “Em 2000, os chineses detinham 2,5% de participação. Em 2010, esse número  saltou para 12,5%.”

Só com o Peru, que faz fronteira com a região norte brasileira, a expectativa de comércio com a China para 2012 é de 15 bilhões de dólares – enquanto, no último ano, o Brasil exportou apenas 2,2 bilhões de dólares para o mesmo país vizinho.

Para reverter esse cenário, a analista defende que o País trabalhe para estreitar os laços com as nações vizinhas a fim de fortalecer a região como um todo. “O crescimento do Brasil não tem sido acompanhado pela melhora no relacionamento com os outros Estados da América do Sul”, diz. “Precisamos fazer mais acordos para conquistar uma complementação industrial e exportar mais produtos manufaturados e com valor agregado.”

Esse aprimoramento nas relações deve focar principalmente a Argentina, destaca Soraya Rosar, gerente-executiva de negociações internacionais da CNI. Segundo ela, o empresariado brasileiro se queixa das restrições da nação vizinha à exportação nacional sob a alegação de estimular a recuperação de sua indústria. “Mas a fatia do mercado que a Argentina diz proteger está sendo ocupada por produtos chineses.”

Algo evidenciado nos primeiros dez meses de 2011, quando o comércio sino-argentino registrou 14,6 bilhões de dólares. Além disso, a China é o segundo maior parceiro econômico do país – atrás do Brasil – e possuí investimentos na Argentina nos setores de energia, petroquímico, transporte e agronegócio, aponta a Economist.

De acordo com o Ministério de Comercio Chinês, China e América Latina realizaram transações de mais de 183 bilhões de dólares em 2010, um aumento de 28,4% em relação ao ano anterior. Enquanto isso, as exportações brasileiras para América Latina e Caribe somaram 57,1 bilhões de dólares em 2011.

Para reconquistar a força no mercado latino-americano, Rosar aponta que o Brasil precisa realizar uma reforma tributária e investir na melhoria da infraestrutura para baixar custos. “A falta de competitividade do País está densamente relacionada com problemas internos.”

Planejamento

O avanço chinês na América Latina, diz Acioly, deve-se à agilidade do país em fazer negócios e colocar em prática o plano de operação para alcançar as metas planejadas de forma rápida. Por outro lado, o Brasil tem procedimentos institucionais excessivamente burocráticos que impedem a conclusão ágil de empreendimentos comerciais. “Falta essa estratégia para o Brasil. Nossas políticas estão fragmentadas e é preciso integração na América Latina.”

A pesquisadora do Ipea destaca que o bloco é estratégico para o Brasil tanto no comércio, pela proximidade regional, quanto para investimentos. “Devemos começar a pensar em perder um pouco no saldo comercial e importar mais desses países, procurando outro sistema de compensação, como financiar a importação de produtos brasileiros, para aproximar as nossas relações.”

Outra saída para ajudar os manufaturados brasileiros a reconquistar mercado, aponta Rosar, é investir em serviços que a China tem dificuldades de fornecer.  “Falamos uma língua próxima, nossos produtos atendem diretamente ao nível de exigência destes mercados e sempre nos garantimos por uma boa assistência técnica”, diz. “Isso poderia ser muito mais explorado.”

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27 comentários
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alexis

O setor privado brasileiro é resistente à integração latino-americana e depende muito de vasos comunicantes com o comércio global centrado nos EUA. A China possui economia planejada e centralizada (restos do seu comunismo em transição) de modo que suas atitudes são ousadas, ágeis e objetivas.

Não pudendo contar com o setor privado (com contadas exceções, como Elke Batista), nesta disputa, é o governo e a sua economia parcialmente planejada que poderia tentar esta ação. Obras de infraestrutura, integração energética, etc.

A Petrobrás também poderia atuar, como está sendo em algumas parcerias.

Na contramão, a VALE investe no Canadá, no Omã, na Malásia, etc., mas parece muito longe da América-latina.

O tema é muito interessante e merece aprofundar a discussão

 
 
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Oswaldo Conti-Bosso

Caro Alexis,

Vou resumir para ver se entendi: o governo é beleza, a culpa é do mercado, certo?

 

Engenharia de idéias e dos laços sociais: “A vida é o que acontece com você, enquanto você está muito ocupado fazendo outros planos”.

 
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alexis

Não!, não entendeu!

 
 
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luiz antonio antunes machado

Com certeza não.

Se a China tem uma "economia de estado" agressiva, e com poucas exceções brasileiras do setor privado que possuem uma atuação mais contundente (Eike Batista e outros poucos), a sugestão é de que Estado Brasileiro "acorde" e tenha uma atitude semelhante à da economia planejada de Pequim.

Daí a citação da Petrobrás, por exemplo. Foi isso que o Alexis disse.

 
 
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Fuhgeddaboudit™

RECORDAR É VIVER, mas, o Fuhgedaboudit, ninguém quer ler.

sab, 21/08/2010 - 13:58 - Fuhgeddaboudit™

Se, realmente, a CUT, tem como uma de suas missões, defender os interesses dos trabalhadores, passados os dias festivos, da inauguração de sua TV, creio, poderia estabelecer como uma de suas metas, a discussão com o Governo Federal,  Federação das Indústrias & entidades afins o sério problema que já se apresentou: o "Custo de nossa Mão de Obravis à vis o da CHINA (de 10 a 20% da nossa - difícil precisar; o grau de informalidade e a menor incidência de encargos sobre os salários seriam dois pontos importantes).

Penso que o momento é crítico, já que as nossas exportações de manufaturados começam a perder o fôlego e, ainda, enfrentamos os aumentos das importações, em especial de veículos. Nas exportações de deste importantíssimo item, dificilmente conseguiremos competir com a China, principalmente no segmento de carros populares, já que os nossos não são tão populares assim. Aí, provavelmente, poderemos ser "esmagados" pelos chineses.

Sugestão: Menos "showmícios", menos conversamais trabalho; em defesa do emprego dos trabalhadores.

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qua, 04/08/2010 - 20:25 - Fuhgeddaboudit™

O Brasil precisa, imediatamente, adotar medidas preventivas, contra a dificuldade que teremos, daqui para a frente, de exportar manufaturados (veículos, linha branca etc ...).

A solução mais visível e prática é fortalecer o mercado interno, revendo os tributos que incidem sobre eles.

Continuaremos a ser grandes exportadores de grãos e alimentos em geral, mas, dificilmente, no mesmo ritmo de três anos atrás.

 

Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.

 
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Fuhgeddaboudit™

Alexis: nem tanto ao mar, nem tanto à terra !

VALE & PETRO são empresas que precisam prestar contas e mostrar competência  aos investidores/acionistas; não são "Casas de Caridade", embora a última, via Fundo Petros, se preste a isso, "de quando-em-quando e, de-vez-em-vez". Essa afirmação é tão verdadeira, que o governo, via Congresso, impediu a um altissimo custo, uma CPI, séria, nas Contas da PETROS, depois de seu último rombo de R$ 10 Bilhões, coberto pela empresa, com o aval de LULA, às vésperas das eleições. Isto causou enorme prejuízo a cerca de 200 milhões de brasileiros, em favor de, apenas, dezenas de milhares de Diretores e empregados da Estatal.

Ao levar à despesas, mesmo que diferidas, a PETROBRÁS, diminuindo seu lucro líquido/tributável (além de reduzir o seu Caixa) deixou de pagar em dividendos, ao Tesouro, e em tributos, à SRF/MF, cerca de R$ 3,5 bilhões, que deveriam estar sendo aplicados na Saúde e Saneamento Básico, por exemplo.  E, pior, LULA, após a medida, passou a visitar plataformas e refinarias às vésperas das eleições. Enfim, uma facada nas costas do povo sofrido, que disso nada entende e pasou ao largo. No último debate, Alckmin perguntou à LULA sobre isto e, este, saiu pela tangente faltando com a verdade: disse, rispidamente que era um assunto da empresa e não dele. Como sabemos, os Diretores da PERTROBRÁS são vinculados ao PETROS como beneficiários e, como tal, não poderiam decidir em causa própria. O Governo, que detém o controle da empresa, precisaria (como foi) ser consultado. LULA faltou com a verdade.

ET. Votei em Dilma.

 

Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.

 
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evandro condé

Funge, se pesquisar bem, posso até postar alguns comentários meus (não tão bem fundamentados quantos os teus, sublinho), mas há inúmeros aí pra trás ja denunciando que ou se toma providências ou ouviremos, como diz um grande colega, "o canto mavioso do papacu de cabeça vermelha.

Enviado por luisnassif, ter, 21/12/2010 - 09:22

Coluna Econômica

Esta semana, centrais sindicais e federações de indústria resolveram unir forças contra a invasão chinesa nos importados.

É um fenômeno que se amplia, especialmente devido às diferenças de política cambial entre os dois países: a China jogando tudo para manter sua moeda desvalorizada (o que barateia seus produtos permitindo ampliar sua expansão no comércio mundial) e o Brasil com uma das moedas mais valorizadas do planeta.

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Ontem o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico s Social) divulgou a edição de dezembro de sua revista "Visões do Desenvolvimento", com um artigo dos economistas Fernando Puga e Marcelo Nascimento analisando a invasão chinesa.

O trabalho "O efeito China sobre as importações brasileiras" estudou o período de 2005 a 2010.

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As conclusões não são animadoras.

Até recentemente, as importações brasileiras de produtos chineses estavam restritas a bens intensivos em mão de obra. Agora tornam-se cada vez maiores em produtos intensivos em conhecimento, aumentando consideravelmente a relação de setores onde a China detém participação relevante.

Em 2005, a China respondia por mais de 10% das importações brasileiras em apenas 6 se 19 setores da indústria. De setembro de 2009 a agosto de 2010, esse total aumentou para 12 setores.

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Nos últimos tempos, essa penetração acelerou-se de maneira exponencial. No acumulado de 12 meses até agosto de 2010, as importações da China atingiram US$ 21,4 bilhões, 37,2% a mais do que em todo ano de 2009.

A China passou a responder por 14,5% de todas as importações brasileiras, dobrando sua participação de cinco anos atrás.

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Para produtos intensivos em recursos naturais, o aumento foi de apenas 0,7 ponto percentual. Já em produtos intensivos em trabalho aumentou em 14,8%; e intensivo em conhecimento, em 11,1%.

Em produtos intensivos em trabalho, quase 40% das importações vêm da China. No caso de produtos intensivos em conhecimento, a participação chinesa saltou de 15,4% em 2005 para 26,4% em 2010.

No grande fantasma atual – importação de máquinas e equipamentos – a participação chinesa saiu de 4,8% em 2005 para 14,9% em 2010.

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Um dado relevante é o chamado coeficiente de importação. Ele mede a participação das importações no consumo total do brasileiro. Pega-se a produção total do país, desconta-se a parcela exportada, depois soma-se a restante com as importações.

Entre 2005 e 2010 o coeficiente de importação saltou de 14,2% para 19,8% do consumo total. É o que explica o aumento das vendas do comércio não ter sido acompanhada pelo aumento da produção industrial.

Nesse período, o coeficiente de importações de produtos chineses subiu de 1,1% para 2,9% - respondendo por um terço da variação do coeficiente total.

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Os três setores mais afetados foram o de Material Elétrico, Complexo Eletrônico e Têxteis.

Conclusão do trabalho: "A indústria chinesa tem se tornado altamente competitiva tanto com a sustentação de uma taxa de câmbio valorizado, quanto com a implementação de políticas industriais, melhoria na infraestrutura e avanço no sistema educacional".

 

evandro

 
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Gabriel Boscariol

A questão é a falta de um planejamento integrado com setor público e o privado. O setor privado brasileiro é pouco aberto e possuí resquícios de uma mentalidade fechada do empresariado, que procura maximizar lucros sem risco e faz sempre um jogo perigoso que o impede de avançar ao ficar empurrando para cima e para baixo os valores de seu produto, mais para cima do que para baixo. O governo não tem como exigir dos empresários uma contraparte e os empresários não tão nem aí para o governo, o Brasil e o resto.

 
 
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Luiz Lima

Aí é que está, Alexis. O Brasil está integrando a AL... para exportar matérias-primas para a China e países centrais. Outro não é o objetivo da IIRSA (Iniciativa para a Intgração da Infraestrutura Regional Sul-Americana). A "perda de espaço" da manufatura brasileira é um corolário deste movimento. O Brasil não está "de costas" para a América do Sul, muito pelo contrário. Está trabalhando, e muito, para criar uma "infraestrutura" logística e energética destinada a viabilizar o processamento e a exportação dos recursos naturais da região. É o projeto arcaísta elevado à escala subcontinental.

A CVRD é, hoje, uma "empresa global", e o setor de mineração assiste a um período de concentração acelerada. É de se esperar que intensifique a sua presença em outras regiões que não a América do Sul. A aparente contradição com um projeto de "presença" brasileira na América do Sul é enganosa. O que acontece é que a CVRD não quer, e nem precisa mais, criar a infraestrutura para seus próprios projetos na região. São "externalidades" que, em sua visão, terão de ser resolvidas pelos governos locais, e isto está acontecendo. Pode ter a certeza de que, à medida que os resultados da IIRSA forem se materializando, a empresa voltará seus olhos para o subcontinente. 

 
 
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alexis

Luis e Gabriel (acima)

Achei ótimas as duas colocações

Produto barato chinês a 1,99 não é o principal problema (que exista bobo para comprar, também não é o principal assunto). Existem no artigo postado acima indicação de assuntos bem maiores, como investimentos chineses em diversos segmentos. Existe também a gradativa entrada chinesa a estes mercados que permitiria intercâmbio recíproco cada vez maior de produtos, tecnologias e matérias primas. O texto acima ilustra, em resumo, que o Brasil está perdendo espaço com os nossos “hermanos” da América latina perante os chineses.

O conjunto da ação pública brasileira deve fazer a sua parte, como antes comentado: melhorando a regulamentação comercial, aprofundando a união entre os países, criando cultura local que faça preferir os nossos produtos, etc. na parte prática, investindo em infra-estrutura comum e aproximando as grandes empresas públicas com as contrapartidas dos nossos vizinhos. Aproximação cultural também é importante, intercâmbio estudantil, etc. Em soma, devemos tentar construir um grande mercado onde tenhamos preferência por ele.

 

Ainda do ponto de vista da ação pública, o contrário acontece principalmente vindo dos partidos da América latina apoiados pelos EUA, que fazem de tudo para que o anterior não aconteça, ora o Brasil (Serra) ameaçando invadir a Bolívia, ou o senado direitista do Paraguai freando a entrada da Venezuela ao MERCOSUL, etc.

 

Na parte do setor privado, é lamentável. Se depender apenas do setor privado o Brasil continuaria no tempo da colônia, trocando bananas por espelhos. A maior participação no PIB brasileiro deve ser da VALE, vendendo apenas minério. A venda de soja, suco de laranja e carne devem seguir bem mais embaixo. Fazer um produto mais elaborado ao preço chinês será uma tarefa quase impossível, por agora.

 

A escala formidável da China permite sim uma redução de custos (além dos outros aspectos perversos na área trabalhista levantados pelos colegas). Aqui, se não se desenvolver o mercado interno não teremos adequada escala de produção. Também, se não for verticalizada a produção industrial, não sairemos do ambiente atual de meros exportadores de commodities.

 

Reclamo sim do setor privado, mas não sinto esse tipo de pensamento sobre ser o Estado o bonitinho e o setor privado o vilão, como falou um colega acima.

 

Mas, depois de ver os grandes investimentos privados irem regularmente fora deste mercado latino-americano, inclusive em termos pessoais (casas em Miami, bilhões depositados na Suíça e nas ilhas caimã, etc.). Ver como a VALE compra briga e cria atritos com outros países (greves de empregados canadenses, discussões com o governo Argentino, etc.), investe em vagões de trem e navios importados, etc., sou obrigado a pensar que temos no setor privado uma grande maioria que não colabora para resolver o problema colocado neste post acima.

 

 

 

 

 
 
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divaldo

Enquanto vamos discutindo em conversações por demais demoradas os chineses vão em frente e solidificam as suas posições comerciais. Tempo, é dinheiro.

 
 
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Guigo Barros

Desculpem-me, mas está todo mundo olhando o produto final, sem se preocupar como se chegou lá. As "coisas" baratinhas, mêidinxáina, não são as resultantes de nenhum avanço ou maravilha recém-descoberta; há uma ferida exposta e há que pôr o dedo nela.

Não dá para competir com a China, quando:

- usa-se lixo hospitalar, produtos re-reciclados, resíduos urbanos e industriais, para produzir roupas, calçados, artigos diversos, brinquedos, produtos infantis;

- usa-se aço e outras matérias-primas recusadas em quase todo o mundo, por não atender normas mínimas de produção, em carros, motos, veículos em geral;

- desprezam-se leis trabalhistas, trabalham-se de 12 a 14 horas por dia, sem direito a horas extras e férias, sem alimentação e transporte conveniente para os empregados, pagam-se salários, para trabalhadores especializados, que até em países do 3o Mundo, são considerados vergonhosos;

- não há o menor respeito ao meio-ambiente, às reservas naturais, às comunidades atingidas, resultando em custo zero de mitigação e compensação pelos altíssimos danos.

- usa-se e abusa-se do 'dumping', usam-se artifícios como enviar produtos como sendo feitos em Bangladesh ou Camboja, procura-se atingir de forma predatória toda a concorrência;

- e muito mais.

Dirão alguns: mas como isso acontence, nas barbas de Tio Sam, sob a juba do leão inglês, do dogue alemão, debaixo dos narizes dos japoneses? Ora, o grande capital está sorrindo de orelha a orelha, ganhando muito dinheiro... e que se danem os empregos deixados para trás, perdidos em seus países de origem.

Será essa a meta de governo que desejamos? Serão estes os planos de governo que alguns tanto pedem para o Brasil? Então vamos deixar como está e consumir lixo em forma de roupa, brinquedo, autos, ok?

Faço a minha parte, timidamente: não compro nada que tenha o rótulo Made In China ou que eu desconfie que possa ter sido feito lá. São mais baratos, mas são umas porcarias - não duram nada!

Em Londres, semana passada, procurando umas camisetas para dar de lembrança a alguns jovens da família, só via coisas chinesas e pavorosas; aqui, no Rio, no SAARA, se compra bem melhor e com preços compatíveis. Até que achei umas camisetas ótimas: tecido de primeira, costuras duplas, reforçadas, e no rótulo "made in Honduras". O vendedor, sujeito do Sri Lanka, me garantiu que todo o material que recebe da América Latina é de boa qualidade, bem melhor que o equivalente chinês, mas que vinha em pequena quantidade. Ah, o preço, apenas 1 libra (cerca de R$ 3,00) a mais que as porcarias chinocas, mas feitas para durar pelo menos o dobro do tempo, com certeza.

Portanto, em minha modesta opinião, essa lenga-lenga que a China isso, que a China aquilo, não me convence: temos que ir até a fonte, à raiz e tomar as decisões cabíveis - este o primeiro plano a ser assentado.

 
 
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Alexandre Tambelli

Sabe Guigo!

Comprei certa vez um rádio de pilha chinês de presente para meu pai. Ele tinha um monte de faixas de sintonização, até faixa de TV. Ficamos contentes, felizes com o preço: 12 reais e não é que durou menos de duas semanas. Não sintonizava direito nenhuma rádio e pifou num piscar de olhos. Sobrando apenas um monte de chiado. 

E, lembrar! que por mais de 30 anos meu pai e eu ouvíamos nosso rádio de pilhas da marca Phillips, provavelmente produzido no Brasil. Até que parou de funcionar um dia e o custo do conserto não compensava.

E, lembrar! do rádio de pilhas do meu tio, que quando ia na casa dele sintonizava muitas estações, do mundo inteiro. 

Você tocou na ferida! Qual o custo do avanço Chinês pelo mundo? Salários insignificantes, desrespeito ao meio-ambiente, produtos de qualidade duvidosa? 

Abraços,

Alexandre!

 
 
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luiz antonio antunes machado

Tenho um receiver, comprado em 1979, da marca Gradiente. Funciona até hoje, amplifica legal, recepção boa, atende bem,  totalmente analógico. TEnho um toca-discos Garrard que funciona também. Tenho um equalizador Tarkus, nacional, atuando. Quando e onde começamos a vacilar e não apostar e investir numa tecnologia nacional ? 

Acho que nessa época ainda não existia a tal reserva de mercado. Foi um desperdício de oportunidade.

 
 
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Fuhgeddaboudit™

"AVE DILMA"! (IV)

Perfeito. Porém, discutir os métodos utilizados, como rotina institucional, na China (para que o povo não passe necessidades primárias, é, literalmente, "chover no molhado"; eles só mudarão quando julgarem ser necessário, comercialmente. Difícil convencer ao dragão a não cuspir fogo.

O problema não está lá, está aqui, debaixo de nosso nariz, ou melhor, em Brasília, no Congresso Nacional (hoje sob a batuta petista e aliados) e no Judiciário. No executivo a Presidente DILMA ROUSSEFF, age como uma ESTADISTA, contornando  os problemas gerados pelos maus políticos e conduzindo o país com extrema habilidade e inteligêncoa. Sua visão de futuro (se tivesse ocupado o lugar de LULA, já em 2006) já teria colocado o Brasil em uma posição muito mais privilegiada, pois, nesses quatro anos, perdemos ótimas chances de aproveitar os ventos que o Universo fez soprar em nosso favor. Infelizmente, ela não estava lá. Mas, chegou ao comando, ainda, a tempo.

DILMA ROUSSEFF se transformará na mulher mais popular e poderosa do Planeta Terra, sem que para isso, precise fazer comícios populistas inflamados e demagógicos. Dilma é uma mulher abençoada, e, passou por sofrimentos, pelos quais, os iluminados, por algo que jamais saberemos, costumam passar.

"AVE DILMA"

 

Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.

 
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Leonardo M. G.

Ainda insisto na minha tese de que a grande façanha do Lula foi dar uma banana pra Dirceu, Palocci e outros do PT-SP e colocar a Dilma na Casa Civil, depois catapultando-a para a Presidência, e usando seu prestígio para elegê-la... Do perfil assemelhado ao dela, temos o Haddad (ainda assim mais apagado) e a Gleisi Hoffman (reserva pra sucessão), com o Eduardo Campos também rondando o Planalto pra 2018... Creio que viveremos tempos interessantes aqui no Brasil... Apesar de alguns por aí...

 
 
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Filipe Rodrigues

O número de greves vem aumentando na China, o governo mesmo autoritário não pode reprimir demais pois estamos em época de primavera árabe, a insatisfação já está influênciando o Partido Comunista, cresce o apoio para mudar o modelo econômico do país, tornando o menos liberal:

 

                                                    Dois modelos disputam o futuro da China em 2012

Em meio à crise global e com a sucessão do atual líder Hu Jintao à vista, dois modelos disputarão o futuro no Congresso Geral do Partido Comunista, em novembro. No gigantesco município de Chonging, Bo Xilai (foto) encabeça um novo estatismo para lidar com a crescente desigualdade no país. Na usina exportadora chinesa, Guagndong, o secretário geral do PC, Wang Jiang, propõe um modelo liberal que aprofunde a abertura econômica e estimule a independência dos poderes. O artigo é de Marcelo Justo.

O pacto fáustico da China com a globalização – salários rebaixados e descomunal crescimento exportador – está atingindo seu limite em um ano político fundamental. Em meio à crise global e com a sucessão do atual líder Hu Jintao à vista, dois modelos disputarão o futuro no Congresso Geral do Partido Comunista, em novembro. No gigantesco município de Chonging, o populista Bo Xilai encabeça um novo estatismo para lidar com a crescente desigualdade de um país nominalmente comunista. Na usina exportadora chinesa, Guagndong, o secretário geral do PC, Wang Jiang, propõe um modelo liberal que aprofunde a abertura econômica e estimule a independência dos poderes.

Bo Xilai é a cabeça visível de uma “nova esquerda” que reivindica a mística igualitária do maoísmo e tem sua vitrine política em Chonging, um dos quatro municípios autônomos do país (juntamente com Pequim, Shangai e Tianjin). Com uma população de mais de 28 milhões de habitantes – equivalente á população da Venezuela, quase três vezes a da Bolívia e quase dez vezes a do Uruguai – Chonging é um microcosmo da China.

Em uma clara alusão a Adam Smith e a já célebre mão invisível do mercado, o modelo implementado por Bo Xilai foi apelidado de “terceira mão” (Di san zhi shou) pela intervenção do estado na marcha da economia e na distribuição de seus benefícios. Um conglomerado de empresas estatais e um esquema de subsídios para atrair o investimento estrangeiro resultaram em um assombroso crescimento anual de 16% que está financiando um ambicioso programa social em habitação, saúde e educação.

À esta terceira mão, Bo Xilai acrescentou duas campanhas que lhe deram grande popularidade não só em Chonging, mas no resto da China. Com mais de três mil prisões que incluíram juízes e membros do Partido Comunista, Bo Xilai desmembrou a poderosa máfia local e desferiu um duro golpe contra a corrupção partidária. Em uma tentativa de deixar clara sua marca ideológica, Bo Xilai acompanhou estas políticas com um chamado à mobilização social usando consignas e canções maoístas revolucionárias (“chang hong”) que desenterrou o traumático fantasma da Revolução Cultural dos anos 60. Segundo seus detratores, seu governo é um regresso ao autoritarismo arbitrário dos guardas vermelhos encoberto por uma retórica igualitária e populista.

No extremo oposto, encontra-se o modelo de Guangdong. A província, que concentra uma terça parte das exportações chinesas, foi o trampolim inicial da reforma pró-capitalista de Deng Xiao Ping nos anos 80. Segundo seus defensores, o modelo Guangdong é uma tentativa de estimular o crescimento de uma incipiente sociedade civil impulsionando eleições locais mais livres e incentivando a participação social com consultas públicas pela internet.

Em matéria econômica, o modelo privilegia a eficiência sobre a equidade: fazer a torta crescer antes de distribuí-la. Mas em um claro eco do debate público gerado pela crescente desigualdade na China, o secretário geral da província, Wan Yang, introduziu como objetivo de um plano de cinco anos lançado em janeiro de 2011, a realização da “felicidade” (“xingfu Guangdong”): este “xingfu”, vagamente definido, seria o resultado da política social.

As duas Chinas
Em um importante debate sobre os dois modelos realizado em Beijing e publicado em dezembro pelo Asia Centre e pelo Conselho Europeu de Relações Exteriores (ECFR), a maioria dos funcionários e acadêmicos concordaram que a China se encontra em uma encruzilhada e que a própria legitimidade da Revolução e do Partido Comunista encontra-se em jogo.

O debate colocou em questão a existência de dois países. A costa leste, de Shangai e Guangdong, ponta de lança da abertura de Deng Xiao Ping nos anos 80, traz essas imagens de hiperdesenvolvimento capitalista que assombram todo o mundo. O interior do país, historicamente mais pobre, tem sido o foco da atenção desde que o Partido Comunista lançou, em 2000, um ambicioso programa de crescimento, batizado “Xibu Da Kaifa” (Grande Desenvolvimento do Oeste). Chonging faz parte desse segundo projeto. Mas os dois modelos em disputa representam as duas grandes matérias pendentes da Revolução: o déficit social e o déficit institucional.

Junto ao crescimento econômico espetacular das últimas décadas, a desigualdade deu um salto tal que o coeficiente Gini é hoje muito superior ao dos EUA. Há um abismo entre o festival luminoso das grandes cidades à noite e seus arranha-céus e as aldeias rurais, sem luz elétrica.

O mesmo abismo se percebe entre a vida dos 200 milhões de trabalhadores migrantes, na sua maioria camponeses, verdadeira coluna vertebral do milagre chinês, e os moradores permanentes das cidades. Enquanto os primeiros constituem uma nova subclasse que, em troca de trabalho nas grandes cidades, perdem o acesso à saúde, à educação e à moradia, só garantido para as pessoas que tem “houkou” (permissão de residência permanente), os segundos são os grandes beneficiários da abertura, formando uma nova classe média consumista.

No campo do estado de direito e da democracia a dívida é ainda mais pronunciada. Se atacar a pobreza faz parte da razão de ser do Partido Comunista, o campo dos direitos humanos nunca esteve entre suas prioridades e é um tema de eterna tensão com o Ocidente. Ninguém reivindica uma democracia multipartidária, mas o projeto Guangdong é uma tentativa de promover as ONG e uma maior independência do sistema judicial para formar uma sociedade civil e obter um equilíbrio de poderes entre uma tríade conformada pelo Partido Comunista, o mercado e a sociedade civil.

Quem ganhará?

Na China pós-Mao Tse Tung-Deng Xiao Ping, as decisões são tomadas por consenso entre os nove membros do Comitê Central do Partido Comunista e um grupo seleto de veterano que reúne ex-primeiro-ministros e figuras políticas relevantes. “No total, serão umas 20 pessoas que decidirão a conformação do novo secretariado geral”, explicou à Carta Maior François Goudemont, do ECBR, compilador da conferência de Beijing no ano passado.

Aparentemente, a sucessão da dupla formada pelo presidente Hu Jintao e o primeiro ministro Wen Jiabao já foi resolvida de forma salomônica. O atual vice-presidente Xi Jinping ocupará a presidência enquanto que o atual vice primeiro ministro Li Kegiang será o primeiro ministro: o primeiro mais pró-Chonging e i segundo mais pró-Guangdong.

A chave está na conformação do novo secretariado geral. No esquema de maior institucionalidade política da revolução, uma regra não escrita estabelece que os membros do Comitê Central se aposentam aos 70 anos. Isso implica que, além de Hu Jintao e Wen Jiabao, 5 dos atuais 9 membros serão substituídos. Um dos enigmas é se o ambicioso Bo Xilai assumirá o secretariado geral. “Se não o fizer agora, pela idade está descartado como futuro secretário geral. Se conseguir permanece na carreira e tudo depende do que aconteça depois”, observa Goudemont.

A favor de Bo Xilai está o fato de que o tema social é uma prioridade do Partido Comunista. Contra ele, está seu estilo populista e imprevisível e suas campanhas de purificação, que incomodaram muita gente em Beijing. Dependerá muito do que vai acontecer com a economia da China neste turbulento 2012. “O modelo de Bo Xilai depende da saúde do setor exportador. Dada a atual crise econômica, não há garantias a respeito. Mas seu apelo ao maoísmo apavorou muita gente. Ao mesmo tempo, se a crise econômica se aprofundar é possível que o PC cerre fileiras para evitar questionamentos políticos: isso impulsionaria mais seu modelo do que a proposta de abertura de Guangdong”, assinala Goudemont.

Tradução: Katarina Peixoto

 
 
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Francisco niteroi

Concordo plenamente com vc. Aliás, adoto o mesmo procedimento que vc. Acho que o seu comentário deveria ser um Post ( desculpas ao nassif por querer pautá-lo, rsrs ). Sabe por que o capital tá rindo à toa com essa situação? Porque as mesmas empresas que ontem ganhavam no México maquiando produtos, hoje estão na China, amanhã não sabemos onde mas podemos ter uma certeza: será um local sem proteção social, sem direitos trabalhistas, etc. Assim, temos que saber calibrar a importância das importações pra equilibrar preços no mercado interno, promover atualização tecnológica,etc., com a necessária proteção ao nossos produtores.

 
 
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JarbasPassarão

Prezado Nassif

Talvez seja pertinente ao tema da chamada , a minha resposta ao colega Ivan Moraes , na chamada de ontem sobre  a Verdadeira Cidadadania (por santayana) .Ei-la :

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Prezado Ivan Moraes

Em relação ao aspecto (sórdido) desta campanha de espionagens e conspirações , convém lembrar a guerra entre o Ministério da Defesa e Secretaria de Assuntos Estratégicos , comandadas por Civis de forte viés de esquerda (China e França)) juntamente com  os "militares Engenheiros -Cientistas"  contra  a linha "Silvio Frota" (Direita, EUA -OTAN e PSDbista) das FAs .Neste contexto , houve e ainda tem havido toda uma mobilização  política por parte do governo Lula e Dilma Roussef em usar na "marra" o nome internacional de cientistas Nacionais e estrangeiros , nesta guerra visceral .Claro , nesta guerra as benesses dos cientistas  co-optados pela governança  salta aos olhos (CNPq, Comendas, Bolsas , cargos, etc...) .Mas estes são fatos de uma Política de Terceiro Mundo , como no Brasil .Nada de novo para se indignar  na "bandalha" da politica Brasileira .

Entretanto o fato de extrema gravidade para Nação , em minha percepção , é que o motivo desta guerra de Poder e Aparelhamento político partidário de Esquerda (MR 8 ?) do Ministério da Defesa e SAE , são na verdade  , aqueles  Bilionários programas de compra de armas e (pseudo  )transferências de tecnologia patrocinados pelo Ministério da Defesa (governança Petista) .E aí advindo a necessidade  da utilização propagandística  dos nomes de cientistas de currículos  internacionais para "enfeitar" de vistosos currículos tal Ministério nestes processos de compras envolvendo transferencias de tecnologia  militares e  interação com  a indústria Nacional .E tudo em estratégia com o CNPQ  .Claro que programas como o Prosub e o FX2 com a França, com os Raffaele superfaturados , são as meninas dos olhos deste novo "Mandarinato " no MD de cientistas civis e políticos de esquerda e os Militares clasificados como  "Engenheiros e cientistas ".Até o anúncio do domínio tecnológico de armas nucleares (falso!) foi realizado .

E aqueles cientistas independentes como eu ?. Bem a eles aplica-se a máxima Mafiosa : quem não está do meu lado , está contra ! .

E aí só nos resta os Blogs sérios para expormos as dúvidas , os erros crassos e as tentativas de superfaturamento  de projetos e programas farsantes e  reputações politicamente e mafiosamente construidas   , lesando  a defesa militar da Nação .E tudo  em público . Como deve ser feito em nome da cidadania e democracia neste País , mesmo passando por todos estes processos de assédio, espionagem e conspirações .

Nomes de militares que podem esclarecer alguns destes fatos ?. Suponho que o Cel Aviador Gilson caputo barros filho e o CMG (H?)Eraldo Nogueira conheçam alguma coisa a respeito destas "tramas" !

 

Floresta!

 
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Hermar Pereira

A China está invadindo nosso quintal, já invadiu nossa casa e segue firme em seu intento de invadir o mundo, tal qual a retórica do desenho animado "Pink e o Cérebro" poderia ser um vôo curto (dominar o mundo), porém não se trata disso. Com uma economia industrial baseada inicialmente em salários aviltantes, patentes pirateadas, desrespeito ao meio ambienta, ignorando direitos sociais e trabalhistas, tornava-se facil concorrer em qualquer parte do planeta de forma avassaladora.

Porém a China já começa a avançar para um novo estágio da sua evolução para uma sociedade industrial mais atenta a inovação tecnológica, aos avanços na melhoria e upgrade de seus produtos. E é aí que mora o perigo, de outro lado a falta de continuidade por parte do Brasil nas políticas de integrção mais amplos e mais presenciais aqui na América Latina, estao deixando baixar a guarda para cada vez mais constante presença chinesa aqui em nossa regiao. Onde obrigatoriamente o Brasil deveria exercer sua liderança politica e economica. Essa é uma questao vital do ponto de vista estrategico, portanto diplomacia brasileira, sebo nas canelas e vamos redescobrir a América Latina e cobrir po Brasil antes que seja tarde demais.

Hermar Pereira

Itapevi - SP

 
 
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Marcos Antônio

Há diferenças gritantes entre China e qualquer outro país do mundo!

Quem perdeu espaço para o Brasil e China na américa latina foram os EUA!

Estamos lutando por um mercado que era dos americanos!

A China é controlada verticalmente por uma "decisão central", oposição lá dá cadeia!

Direitos trabalhistas não se comparam aos daqui!

E a politica SEM CONTESTAÇÃO NA EXECUÇÃO é de subsídios a exportação!

Soma-se a isto politicas de inovação formuladas verticalmente e OBDECIDAS durante décadas!

Já estão chegando à lua, possuem supercomputadores, aviões invisíveis e outras coisas!

Se cemeçarmos agora poderemos daqui a alguns anos poder competir!

Mas para isso teríamos que fazer uma reforma tributária que depende de cada estado!

Só uma COMOÇÃO NACIONAL para termos uma reforma tributária neste momento!

Redução dos custo Brasil em infra-estrutura e etc..

Isso para podermos competir AGORA!

Temos disputas políticas rasteira, uma imprensa que faz politicagem!

Perdemos o foco por causas miudas!

Deveríamos estar OBSESSIVAMENTE buscando inovação!

O que causa frisson na China?

Ipad, I4S, mercedes bens, Audi!

 
 
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Durvalino

.... continuamos a andar em circulo !!

só o povo basileiro quer crescer, quer melhorias.  

o GOVERNO e os POLITICOS nao tem interesse em mudar o STATUS QUO. 

do jeito q esta tá bão demais soh ....

 

será q a turma do deixa disso ja ouvir falar em PLANEJAMENTO !!

 
 
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motoboy

como a China não invade nada, compra quem qué, nem vou lê éssa meléca dessintonizada da real.

 
 
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divaldo

Quando a China mal deixava de ser comunista com a morte do Mao Tze Tung e davam os primeiros passos nas vendas das sua bugigangas eu comprei por curiosidade nessas lojas de "tudo por 1 real" um chave de fenda. Aparafusei apenas uns 5 parafusos e a fenda já estava torta. Logo entendi que de nada adiantaria as tais de normas técnicas tipo ABNT, ISO, etc, até a mais moderna ISO 9000 internacional. Os produtos chineses são ainda um lixo em se tratando de qualidade e o mundo exigindo norma ISO 9000. Hoje, nem se fala mais nesta norma, citam apenas a ISO 14000 que se relaciona ao meio ambiente. Depois disto, a China disparou em vendas de produtos acabados. Outro dia fui a uma revendedora de automóveis importados da China e não precisou mais de 10 minutos para achar dezenas de defeitos de fabricação de um carro chinês em exposição, portas mal ajustadas, falta de alinhamento nas junções da lataria, ferrugem no parabarro embaixo das rodas, por exemplo. Além de não pagarem salarios justos aos seus colaboradores, os preços dos veículos eram pouco mais baratos não compensando que teria que gastar depois para fazer uma reforma a menos de um ano de uso.

 
 
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JarbasPassarão

Prezado Nassif( da chamada - O verdadeiro exercício da Cidadania-Mauro Santayanna)

Complementando o meu comentário acima realizado :

Prezado Ivan Moraes

Mas o fato mais asqueroso nesta campanha de "171' aplicado aos  meus trabalhos científicos , foi a cooptação por grupos corruptos da Marinha (?) de dois  ex-colegas meus e que somente tinham assinado-sem nenhuma contribuição  a pesquisa em sua integridade  -; algumas notas científicas  comigo e publicadas previamente no CBPF-Centro Brasileiro de Pesquisa Científica   : Srs Edson de Pinho da Silva (da Silva EP) e Jorge Carvalho de Mello (de Mello JC) -Professores do Departamento de Física  da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro , universidade onde fui professor titular durante tristes 07 anos (1997-2004) .

Existia toda uma trama para transferir (sem o meu conhecimento!) os créditos dos meus trabalhos sobre Navier Stokes estocástica e Teoria de efeito Ahranov Bhom na QCD , para estes ex-colegas que tinham assinado as notas científicas acima citadas   . Estes  meus ex-"colaboradores" simplesmente passavam-se para a comunidade científica internacional  como especialistas no tema, sem ao menos entenderem as técnicas matemáticas das pesquisas apresentadas !. Até a esposa de um deles (da Silva EP)  chegou a obter o seu Doutoramento no COPE em engenharia Nuclear, estudando estocacidade em sua Tese de Doutoramento .E para trabalhar futuramente  no projeto PROSUB!.

Acredito que toda  uma trama para se aproveitar indevidamente dos créditos de minha pesquisa no tema Navier Stokes tenha sido montada nos últimos 10 anos !.E com apoio de Colegas cientista mais eminentes e de outros Centros científicos do Rio de Janeiro .

Todo cuidado é pouco !.

 

Floresta!

 
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aliancaliberal

Estão esquecendo pra variar que a america latina nos considera um "império" , não somos irmãos de continente como a esquerda fantasia.

A Argentina barra nossos produtos para fazer "show" com brios nacionalistas , a Bolivia estatiza a petrobrás-bolivia, Equador  expulsa empreiteira e ameaça não pagar a divida, Venezuela não cumpre acordos, Brasiguaios são mortos ou presos  sem que a embaixada brasileira se de ao trabalho de dar assistência e ainda como "represália" triplicar os repasses de Itaipu e o governo vem falar que não vai dar prejuizo aos brasileiros .

O mercosul em resumo é dar de bandeja o nosso mercado interno para empresas da AL se fartar sem vantagem para o Brasil.

Agora a parte boa ficará com os Chineses e o ônus com o Brasil, não duvido que o dinheiro do BNDES será usado para financiar a hegemonia chinesa na AL.

 

"Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta." Nelson Rodrigues.

 
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Stanilaw Calandreli

Muito se falou acima que o produto chinês não presta e é verdade, não passam de chingling baratos. Porém, eu me lembro bem, que os produtos japoneses também foram chingling, e numa guinada sensacional comandada pelo Sr. Toyota, o Japão atingiu níveis, até então nunca vistos, de qualidade em seus produtos e continuam liderando o mundo nesse quesito.


Eu acredito que a China chegará a uma etapa neste seu processo de ser o líder mundial de produção, em que se dedicará quase que exclusivamente à qualidade, e aí que faremos?


É a velha piada da feia e o bêbado, onde o bêbado diz que no outro dia ele estará são. Hoje a nossa sociedade está lotada de vícios e ficamos dizendo que o produto do concorrente é ruim. E amanhã?


 

 

CLCAL

 

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