Casos do Brasil Sem Miséria

Por Webster Franklin

Da Carta Maior

Uma história do Brasil Sem Miséria

 

No dia 11 de junho de 2011, numa noite fria do inverno de Porto Alegre, seu Valdir e sua cadela Princesa dormiram sob um teto e não mais sob a marquise que os abrigava até então. No dia 13 de setembro o Seu Valdir tocou o interfone. Estava trêmulo e com os olhos mareados. Tinha três folhas de papel em mãos e uma carta, da Previdência Social, com um texto que começava assim: “Em atenção ao seu pedido...informamos que foi reconhecido o direito ao Benefício de Prestação Continuada...”. Acionado em um desafio para dar vida nova a um morador de rua, o Estado brasileiro respondeu com políticas de carne e osso.


É verdade que muitos dentre os que Jack London chamou de o povo do abismo já se quebraram, e a sua ida para as ruas não é outra coisa que a porta de entrada para todo tipo de quebradeira: a psíquica, a física, a emocional, a social. Os moradores de rua e a população excluída das cidades parecem existir para interpelar, intermitentes, o poder do estado, os governos, a assistência social. 

Muitos do que se julgam bem informados leem nas magazines de fofocas semanais que o governo ou os governos seriam entidades comandadas por ladrões manipuladores. Indignados sem saber ao certo o porquê, passam pelos moradores de rua invariavelmente com raiva, quando não tampam os narizes e saem esbravejando contra o governo, que “permite” essa “palhaçada” ou “sujeira” ou “vagabundagem”.

Com tudo isso em mente e de certa forma apesar de tudo isso, eu quis testar o Estado brasileiro para ver se esses milhões tinham “carne”. Eu quis saber se esses números são reais ou ao menos se faz sentido e como pode fazer sentido ter gerado uma ascensão de classe social de 60 milhões de pessoas, em menos de dez anos. E isso sem um Plano Marshall, e sem um New Deal, e com uma política monetária determinada pela finança globalizada, engessada pela trindade do superávit primário, do câmbio flutuante e controle inflacionário via taxação de juros.

Um carrinho de supermercado era a sua casa
Mas essa decisão foi movida por um encontro, mais do que por informação. Eu quis testar o Estado brasileiro depois de ter conhecido o Seu Valdir e a sua filhote, a cadela Princesa, caminhando nas ruas do Bairro Bom Fim, em Porto Alegre. Ele, empurrando um carrinho de supermercado que era a sua casa, cheio de coisas, bolsas, cobertores, tudo muito organizado, sob a triunfante Princesa, sentada sobre o carrinho. Pensei que não podia ser pelas razões que imaginava, então perguntei-lhe por que ela estava sobre o carrinho, ao que ele me respondeu, confirmando a hipótese mais estapafúrdia que eu imaginara: “é que ela não tomou todas as vacinas, ainda, e a doutora disse que não era para pôr os pés na rua”. (Uma veterinária, Marília Jaconi, cuidou da Princesa gratuitamente, em solidariedade).

Começamos a conversar e eu perguntei se ele tinha o Bolsa Família. Não tinha. Perguntei se tinha documentos; tinha todos, aliás, além dos documentos, retirou do seu lar móvel uma pasta com uma inacreditável quantidade de exames, laudos, prescrições médicas e medicamentos (ordenados por cor, já que é analfabeto). “As radiografia e aqueles outros, né, de imagem, ficam lá no posto, lá, no meu arquivo”. 

O Seu Valdir cuidava da Princesa (que salvou de um espancamento por um drogadito) e cuidava de si mesmo, inclusive tomando antidepressivos, “daquele comprimido branco (prozac), que a doutora, lá do Posto Santa Marta, me deu, pra meus problemas de depressão”. Também não se droga, não bebe. “O que mais o senhor tem?” “Ah”, disse, “tive um joelho esmagado na construção civil, né, quando trabalhava de assistente de pedreiro, também tenho uns problemas de coluna” e seguiu falando. Tinha carteira de isenção de passagem de ônibus, estadual e municipal, como deficiente físico.

Buscando as políticas em carne e osso
Depois de dois encontros e muitas perguntas respondidas, tomei a decisão de buscar a carne ou alguma carne do número de 60 milhões de brasileiros. Fazer esse cara acessar ao menos o Bolsa Família ou quem sabe o BPC, pensei, tinha de ser possível e relativamente fácil. Estávamos em maio de 2011 e hoje, passados mais de 8 meses, digo sem pestanejar que foi fácil, rápido e uma experiência surpreendente.

No dia 13 de maio de 2011, fui com o Seu Valdir à Fundação de Assistência Social – FASC, de Porto Alegre. Tinha na mente a informação de que o programa Bolsa Família havia se ampliado para abranger a população em situação de rua, desde 2010. Tinha também a informação de que o Seu Valdir preenchia requisitos para receber o BPC (embora julgasse esse um desejo irrealizável, um benefício no valor de um salário mínimo, para um cara que tá na rua e caminha?). No dia 23 de maio entramos juntos pela primeira vez no Prédio da Previdência Social, quando se abriu o processo de requerimento do BPC.

Depois de aberto o processo na Previdência, fui impedida de acompanhar o Seu Valdir. Dali em diante eu poderia ter me despedido dele, e esperaria pelas respostas que o Estado iria ou não dar, a contento. Se o Estado denegar, vou à Defensoria Pública Federal, pensei, entro com um mandado de segurança. Em um ano, no máximo, a vida desse cara vai mudar. Porque se não mudar, então esses números todos, todos esses milhões, isso tudo é mentira. Se é verdade que o Seu Valdir foi resgatado, em termos de saúde e alguma qualidade de vida, de integridade física e psíquica, pelo SUS, na pessoa da médica comunitária Isabel Munaretti, também é verdade que não cabe ao SUS tirar ninguém da rua.

Porque existe o SUS e ele funciona
O sujeito pode viver na rua, não ter onde dormir, nem como cozinhar, e ter assistência médica, acesso a medicamentos e exames. Porque existe o SUS e ele funciona. “Quando o senhor vai no Posto Santa Marta (ele tinha uma carteirinha de consulta em mãos), onde deixa o seu carrinho, com a Princesa?”. Respondeu-me que deixava na portaria, porque o vigilante gostava muito de brincar com ela e cuidava do carrinho dele. Na volta dessa consulta, que já estava marcada antes mesmo de nos encontrarmos, ele tocou o interfone de meu apartamento. Queria me mostrar o laudo que a doutora escreveu, recomendando a concessão do benefício. Um laudo escrito com clareza, cheio de detalhes.

Era inacreditável. Cada etapa da história parecia desmontar parte de um certo universo de crenças de classe média que eu cultivava, talvez nem sequer lendo as magazines de fofocas (que não leio nem nunca li), mas simplesmente com aquela percepção meio consolidada, embora pouco vivida, de que o estado não funciona, de que os médicos do SUS não querem saber dos pacientes, de que os funcionários públicos são inoperantes, toda essa tralha simbólica que tornou intuitiva a crença nas decisões, expectativas e apostas unicamente privadas e particulares. Tão extraordinário como cuidar da saúde de sua cadela foi saber que aquele homem, que estava na rua há mais de dez anos, tinha mais exames e diagnósticos e assistência médica do que eu, usuária de plano de saúde.

O acesso ao poder público, por meio da inscrição nos programas sociais não apenas requer um certo tempo, como pode ser insuficiente para a garantia da dignidade. Dizer que o Estado funciona não é dizer, pelo menos não ainda, que no Brasil a miséria deixou de ser uma chaga e a desigualdade, um tumor maligno. Além disso, estamos em Porto Alegre, o estado mais meridional do país, onde o frio é hostil e às vezes mortal, para quem está vulnerável. O inverno se aproximava e o Seu Valdir iria enfrentá-lo, uma vez mais, na rua. Não iria para um abrigo, nem mesmo nos piores dias, dessa vez porque não abandonaria a sua Princesa, ao relento. (O capítulo do descaso do poder público com os animais de estimação dos moradores de rua ainda será escrito com as denúncias cabíveis. A única exceção de que tenho notícia se deu na gestão de Marta Suplicy, na prefeitura de São Paulo, quando abrigos para moradores de rua contemplavam canis).

Uma amiga teve a ideia, diante de minha angústia frente ao frio que se aproximava, de alugarmos uma casa para ele e a cadelinha passarem pelo inverno. Com uns trezentos reais por mês isso seria possível. Mas e a comida, e os cuidados veterinários, e a luz? Estava fora de cogitação. Sozinha, não poderia arcar com isso, ainda mais correndo o risco de os benefícios não saírem. O que estava fazendo, adotando um sem teto? Mas o objetivo não era testar o Estado, além de ajudar esse homem a acessar os seus direitos? Irrefletidamente, a pergunta que fazia era: daqui para a frente eu não tenho mais nada a ver com isso, por que me envolver? Ele só não seria invisível porque, a título do teste em curso, eu aguardava as respostas do estado brasileiro. Até lá, a sua estada na rua não era problema meu.

Generosidade, amizade e solidariedade
A segunda parte desta história é feita da generosidade, da amizade e da solidariedade, como valores cultivados. A sua relação com o governo é inexistente. Testar o Estado teve um efeito rebote: e se as minhas crenças na delegação republicana das tarefas próprias do estado democrático de direito estivessem, eventualmente, a serviço da manutenção de preconceitos e de um universo de crenças mesquinhas de classe média, que mira a pobreza com uma tonalidade de indecência intolerável?

Escrevi um e-mail, contando essa história toda, para 30 pessoas, alguns mais, outros menos, amigos. Pedi ajuda para tirar o Seu Valdir da rua. Disse que ele tinha 53 anos, que era analfabeto, que tecnicamente não tinha como conseguir trabalho, dadas as suas (não) qualificações. E que a marquise onde se abrigava iria levar muita água, nos meses que se aproximavam. Seria um inverno chuvoso, além de frio. Contei que tinha encontrado uma casa, na região metropolitana. A duas quadras da casa da amiga, havia uma casa com pátio para alugar. Pelo menos até que a concessão dos benefícios ocorresse (pensava que esperaríamos 10, 12 meses, sem falar nas eventuais ações judiciais que teríamos de ajuizar), ele teria um teto, se cada um desse uma pequena quantia, seria possível. 20 pessoas responderam, topando a empreitada. Eu alugaria no meu nome, dois seriam fiadores. Cada um daria entre 20 e 50 reais por mês. “Se eu soubesse que com 50 pilas por mês tiraria um cara da rua, já estaria fazendo isso há muito tempo”, disse uma das amigas. Dentre os 20 amigos e parceiros na empreitada, há jornalistas, professores universitários, estudantes, advogados e servidores públicos.

Nem todos podiam contribuir com dinheiro, ou queriam fazê-lo. Mas todos, sem exceção, tinham em casa provas de uma certa abundância de consumo que tem acometido a classe média brasileira, para além dos 60 milhões: um colchão de casal novo, uma cama de casal, botijão de gás, um fogão, banco, mesa, cadeiras, sofá, guarda-roupa, máquina de lavar roupa, talheres, panelas, copos, lençóis, toalhas, roupa, muita roupa. Tudo sobressalente. Em dois meses, o Seu Valdir tinha tudo isso e ainda uma televisão de 20 polegadas, colorida, com antena, para ver o jogo do Internacional. Compramos um balcão de pia em aço inox e uma geladeira (o sogro de nossa amiga resolveu trocar de geladeira, para abrigar as cervejas geladas num novo modelo, e vendeu uma geladeira seminova, por 240 reais).

"Isso deve ser o paraíso, né?"
Uma casa metade de madeira, metade de alvenaria, com dois quartos, um pátio na frente e um atrás, uma sala. Ele e a Princesa lá, sob a marquise, estavam, prontos, aguardando a minha chegada, numa Kombi, para leva-los. Nervoso, em silêncio, o Seu Valdir olhava para mim como se perguntando se era verdade. Ele queria sair da rua, tinha dito isso, enfático. No dia 11 de junho, numa noite fria do inverno que ainda nem tinha chegado oficialmente, Seu Valdir e sua Princesa dormiram sob um teto. A luz só foi ligada 4 dias depois. Mas naquela noite, com as mãos trêmulas, ele se despediu de nós com a chave da casa nas mãos. Duas horas depois telefonou, para dizer que “isso deve ser o paraíso, né?”. Deve ser.

Em julho ele começou a plantar. Fez uma pequena lavoura, com tomates, alfaces, beterrabas (que chama de batata roxa, talvez porque seja guarani), espinafre, pimentão, temperos, abóboras. Pegou mais três cães, enxovalhados por donos cruéis ou simplesmente abandonados na rua. E os amigos começaram a se beneficiar da colheita desses vegetais feios, miúdos e deliciosos, sem nada de agrotóxico. Montamos um blog, ainda incipiente, para contar a história toda. Queríamos dizer às pessoas que é possível tirar um cidadão ou cidadã da rua, que há dinheiro e política em curso, no país, que é verdade e nós estávamos experimentando o quanto esse fato pode ser transformador na vida de uma pessoa.

Demos entrevistas a estudantes de jornalismo. Rejeitamos aparecer em televisões, invariavelmente dispostas a contar uma história bonita de voluntariado. A mais recente das tentativas veio com o estranho convite, feito pessoalmente a mim, a fim de que eu contasse sobre “a minha luta” para tirar um morador da rua. Todos os convites foram recusados. Não houve luta, nem voluntariado. Há um Estado e um governo que existem, nós testamos e testemunhamos isso. E há amizade e gente para quem a erradicação da miséria também implica mais felicidade e dignidade, inclusive frente a si mesmo, para além das mesquinharias de classe média.

No dia 13 de setembro o Seu Valdir tocou o interfone. Estava trêmulo e com os olhos mareados. Tinha três folhas de papel em mãos: uma com um comprovante de saque, no valor de 1291 reais, e uma carta, da Previdência Social, com um texto que começava assim: “Em atenção ao seu pedido...informamos que foi reconhecido o direito ao Benefício de Prestação Continuada etc....”. Nos abraçamos e tudo o mais que se diga sobre a alegria daquele momento é incapaz de descrevê-lo. Os 1291 reais eram retroativos ao dia 23 de maio, quando se abriu o processo de pedido do benefício.

Hoje, cada um dos amigos que participaram da ação entre amigos colabora oficialmente com 20 reais por mês. Oficialmente, porque a imensa maioria deles se recusou a parar de contribuir ou a diminuir a contribuição. Por decisão de todos, seguimos pagando o aluguel e a luz (valor total chega a trezentos e poucos reais), em troca dos produtos da lavoura orgânica. O Seu Valdir se matriculou e depois abandonou o EJA. Teve ataques de angústia e me telefonou muitas vezes, ansioso, receando que o benefício não saísse. Quando o benefício saiu, comprou uma máquina fotográfica digital, um pequeno cortador de canteiros, para aparar sua grama, um aparelho de som para ouvir música gauchesca e estendeu o braço para a mãe, uma descendente de guarani, também analfabeta. 

No momento, ele faz uma dentadura, com o superávit que as contribuições do grupo de amigos geraram. Uma veterinária amiga atende aos animais adotados por ele, inclusive a sua Princesa, a preço de custo. A outra cadela por ele adotada se chama Isabel, “como aquela princesa, né?”. E agora ele ficou sabendo que tem um programa chamado “Minha Casa, Minha Vida”. Eu o informei que as casas são muito pequenas, sem pátio, com quase nenhuma área verde. Ele respondeu: então eu vou ter de construir um lugar, comprar uma pré-moldada, né? Pode ser. Agora, pode ser.

Nenhum de nós precisou fazer isso, ninguém foi forçado e menos ainda foi requerida uma luta ou um grande esforço. A cada colheita, em cada conquista dele, a satisfação e a alegria de quem participa dessa ação entre amigos só se consolida. Há muitos capítulos nesta história e muitos são de angústia e medo. E há também um aspecto que habita um universo simbólico e afetivo de antes das palavras, que também comporta o afeto dele e nosso com os animais domésticos, então não dá para descrever, à altura, o que significa poder dizer que tiramos um cara da rua, que tem carne nos números do governo e, mais ainda, que somos parte dessa carne. Eu decidi testar o Estado e suas políticas e recebi, como resposta, na vida nossa e do Seu Valdir, que o Brasil Sem Miséria é uma realidade e, portanto, que um Brasil sem miséria é possível. Acionado em um desafio para dar vida nova a um morador de rua, o Estado brasileiro respondeu com políticas de carne e osso.

Fotos: Katarina Peixoto (interna) e Eduardo Seidl (capa)

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28 comentários
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Edivaldo Carvalho

Parabens a você pela iniciativa e aos seus amigos pela disposição em ajudar!

 
 
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Raí

Obrigado Webster, pela transcrição do têxto.

Ganhei o dia !

Mais uma vez, ficou confirmado, que é perfeitamente possível, a gente, simples mortais, "fazermos a nossa parte" e esta môça gaúcha, e seus magnânimos amigos, só deram um "empurrãozinho" e comprovaram que os programas sociais do atual governo, funcionam sim, e se não são utilizados em suas plenas capacidades, é não só pela falta de confiança de muitos cidadãos dos seu direitos, como tambem por desconhecimento de tais direitos e tais programas, pela maioria dos nossos habitantes.

De vez em quando, dá um orgulho danado de ser brasileiro ! 

 

Sempre ficamos mais experientes, após perdermos algumas batalhas, na guerra diária da vida.

 
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Webster Franklin

Um forte abraço, Raí!

 

webster franklin

 
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Antonio Nonato

Boa história, mas bem que esse texto poderia ser enxugado e reescrito. Está um tanto confuso, arrastado, mal redigido mesmo (com o perdão da sinceridade).

 
 
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Rgudes

Cada um contribui como pode. Com o perdão da sinceridade, obviamente.

 
 
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JigSawJr

Excelente! (Com o perdão da sinceridade, kkk)

 
 
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Celio Mendes

Em certas ocasiões, se não tem nada de bom a acrescentar, é melhor não se manifestar (com o perdão da sinceridade).

 

Srªs Senadoras e Srs. Senadores, a Transparência Internacional divulgou, nesta terça-feira, a classificação anual dos países mais corruptos do mundo, e a situação do Brasil, sob o império do “lulismo”, só piorou. Demóstenes Torres 08/10/2003

 
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vladcamp

Tem como votar na nota zero?

 
 
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Aprovadosdpu2010

Obrigada por nos presentear com esta linda historia.

Ela nos mostra que, quando se dah dignidade, as pessoas reconstroem suas vidas.

O maior legado do Governo Federal eh o de ter tirado milhoes de pessoas da miseria. Muito se tem a inda que andar, se fazer, lutar, mas a mudanca chegarah. Temos orgulho de fazer parte desta historia, de ver as pessoas ganhando dignidade, tendo sonhos como, por ex, de ir a uma universidade. Neste ponto o Governo foi imbativel. 

Uma das maiores criticas que tenho ao Governo eh quanto ao sistema de acesso aa Justica, pois ela tem uma Defensoria da Uniao que poderia fazer a diferenca, atendendo todos os necessitados. A Defensoria, se efetiva, poderia estar perto do povo em todas as cidades para demonstrar que existem sim direitos e que eles podem ser buscados. Todavia, sao apenas 489 Defensores da Uniao (Federais) para o Pais inteiro, o que faz com que o acesso a Justica nao chegue a quem precisa. 

Vejam o trabalho da Defensoria da Uniao - ela, mesmo diante da falta de prestigio, faz campanhas de conscientizacao de direitos, jah ganhou premios Inovare em programas de prevencao ao escalpelamento dentre tantos outros servicos.   

Nao digam que sao servidores de Gabinete - dao a alma por um pais melhor e poderiam estar mudando junto com o Governo o Pais. 

 

 
 
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Ramalho

Concordo. As defensorias são fundamento da democracia e têm de ser mais prestigiadas. Se crítica há aos governos de esquerda, é a de, como governos de direita, deixar à míngua os poucos advogados dos necessitados.

 
 
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Luiz Gonzaga da Silva

Belo exemplo, roteiro perfeito de como ser cidadão.

 Enquanto isso, as magazines de fofocas  semanais estão pesquisando o que o avô do ministro fez no século passado.

 
 
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Ramalho

Relato comovente, emocionou-me. No reino do egoísmo em que a competição é tomada como fundamento econômico, histórias como esta de solidariedade e associação para o exercício concreto do humanismo renovam a esperança. E o melhor é que a empreitada deu certo!

Minhas reverências a todos que se engajaram no resgate do "seu" Valdir e da Princesa.

 
 
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Romualdo

     Parabéns,

      É muito bom perceber que a vida das pessoas estão melhorando através da generosidade e também pela efetiva ação das políticas públicas Brasileiras.

 

           Excelente texto Webster!!!

 

Romualdo

 
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Gerson Roque

Estou ficando muito sentimental!


Chorei o tempo todo! Parabéns!


Quero ter essa iniciativa e coragem de ser e ajudar alguém a ser,plenamente humano.


Muito obrigado pelo texto e pelo exemplo!


Quanto ao Antonio Nonato, qume sabe lê e o faz com despreendimento, compreende, sem dificuldades!


Abraços!

 
 
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Cláudio Engelke

Um belo,esclarecedor e reconfortante texto,sem pieguices,para se lido numa manhã quente de sábado.

 
 
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Cláudio José

Quase chorei com essa história. É esse Brasil que queremos, um Brasil mais justo e solidário!!

 
 
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Raí

"Um Brasil mais justo e solidário"

Cláudio, você disse tudo !

O Brasil está virando um país mais justo e solidário e se Deus quiser, dentro em breve, relatos como este, deixarão de ocorrer, pois o governo federal vai erradicar definitivamente a miséria e as injustiças sociais, que atingem ainda a outros "Valdís" da nossa pátria, e que só encontram saídas, quando pessoas sensíveis e cristãs, na mais verdadeira acepção da palavra, resolvem "fazer a sua parte".

Quando toda a sociedade civil, aliar-se aos organismos governamentais que estão nesta empreitada, para erradicar a miséria no Brasil, e dar um pouco de solidariedade ao seu próximo, seremos o celeiro do mundo, e a terra para a qual os antigos profetas anteviram  a fartura e a bonança, onde jorraria "o leite e o mel"

Com o perdão pela sinceridade, e com o sonho com esta utopia, obviamente. 

 

Sempre ficamos mais experientes, após perdermos algumas batalhas, na guerra diária da vida.

 
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Cláudio José

Raí esse sonho é nosso!! Quando vejo uma parte da velha mídia jogando contra fico revoltado. E o pior, é que infelizmente tem muita  gente que não tem amor no coração, e que não vê que isso com bons olhos, que isso é bom para todo mundo!! Quanto mais gente fora da linha da pobreza o gingante adormecido  se levanta um pouquinho mais.

 
 
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Frederico69

O Seu Valdir cuidava da Princesa (que salvou de um espancamento por um drogadito) e cuidava de si mesmo, inclusive tomando antidepressivos, “daquele comprimido branco (prozac), que a doutora, lá do Posto Santa Marta, me deu, pra meus problemas de depressão”. Também não se droga, não bebe. 

e desde quando remédio não é droga???  recomendo a leitura do dicionário, farmácia = drogaria



 

Se for dirigir, não beba. Se for beber, me chama!

Frede69

 
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Raí

Frederico, você perdeu uma grande chance de ficar calado, e não ser citado !

É uma pena ter que ler certas asneiras, porem é melhor saber ler, que pensar que as pessoas que frequentam blogs sérios e progressivos como este, só postam coisas sérias.

Você contraria esta tese !

 

Sempre ficamos mais experientes, após perdermos algumas batalhas, na guerra diária da vida.

 
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Ana Cruzzeli

 Sinceramente,  e com toda  sinceridade redundantemente falando

Acho que o relato de Katarina foi um bálsamo  que nesses momentos de angustia pela truculencia em alguns rincões desse pais de meu Deus contra os mais vulneráveis, limpa  a ferida aberta para sua cicatrização.

 Já tinha lido esse texto lá no Carta Maior tive a mesmo sentimento dos comentarista aqui. A esperança ainda resiste, pois as mudanças já chegam aos olhos.

Esse pais está ficando cada dia mais lindo.

Vê esse senhor com  tanto carinho com sua princesa e sabendo que agora sua casa já está se transformando em zona de refugiado dos pequeninos orfãos caninos me fez lembrar do Cachorro-lagosta, do Cachorrinho pulquento, do Nego ( o primeiro cão)  e também do cachorro-louco que ajudaram para que tudo isso fosse possivel trabalhando enormente para a campanha de Dilminha em 2010.

Sim eles devem está muito felizes.

 
 
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janes salete

A dignidade, para alguns, está no escrever bem e não fazer nada mais.Talvez as coisas demoram a mudar por causa desses "ilustres" parasitas. Minha conterrânea querida, que lindo trabalho fizeste. Também ajudei, com "bolsa escola" três meninos de rua. Doava todo o material escolar no inicio do ano letivo e, hoje, já estão  alfabetizados  e trabalhando. Dá um orgulho danado de ve-los. Nutro  admiração grande pelo Eduardo Guimarães, fundador do Mov. dos Sem Mídia, porque é como nós duas: mete a mão na massa! Ser cidadão é isso: participar. Posso não concordar com tudo o que ele diz, mas concordo com o que faz. E entre dizer e fazer, o relevante, o que faz a diferença, sem dúvida é o fazer.

 
 
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Maria Aparecida Bispo

Que linda história nos veio dos Pampas! Fiquei comovida com o belo, claro, enxuto e bem escrito texto da Katarina sobre seu teste à politica de redução de desigualdades do estado brasileiro. Nota dez para ela, para o seu Valdir, para a Princesa e suas novas amigas nobres e para os amigos solidários da Katarina. Ah, e dez também para o Benefício de Prestação Continuada. Viva o Lula. Viva a Dilma.

 
 
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Helenice

Uma bela história de gente e de bichos de carne e osso tratados com dignidade. Muito verdadeira. Muito emocionante. Destaque para o amor do homem sem teto com os cães e para o respeito a esse sentimento por parte dos que o ajudaram.  

 
 
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Grauninha

Katarina, você comprovou que o Estado somos nós. E que cidadania e solidariedade não é sinonimo de voluntariado. E que perguntar transforma a realidade a nossa e a dos outros.Sim os instrumentos políticos, programáticos e institucionais estavam lá, mas você com a sua pergunta fez o sistema se mover. E como você outros dentro e fora do sistema. É na ação que as coisas acontecem. Seja você, seus amigos ou a Dra Marilia e Isabel, esta última a verdadeira princesa do Seu Valdir.

 

Região Serrana Fluminense:Vergonha!Vergonha!Vergonha!

 
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Raí

Esta é a "nossa"querida Grauninha, na mais completa demonstração de solidariedade e confiança nas instituições e nas pessoas.

Como ela deixa transparecer em suas palavras, o Brasil e a solução dos seus problemas, passa por nós.

 

Sempre ficamos mais experientes, após perdermos algumas batalhas, na guerra diária da vida.

 
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Alipio

O mesmo petismo que tem dado  trilhões aos banqueiros, deixado corruptos levarem outros bilhões,  faz politicagem e patrocina milhões em mídia para divulgar   quando é apenas R$ 100 para um pobre.  

 
 
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Ni Lopes

Brilhante! Este fato é uma semente plantada em meu coração. Motivou-me a seguir o exemplo! Parabéns!

 
 

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