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Caso Dolabella: punição excessivaEnviado por luisnassif, sex, 06/08/2010 - 09:44De O Globo Punição exemplar ou drástica? Condenação de ator a dormir na prisão por quase 3 anos por agressão levanta polêmica sobre exagero da pena Daniel Brunet e Selma Schmidt A condenação a dois anos e nove meses de prisão em regime aberto, imposta ao ator e cantor Dado Dolabella por agredir a atriz e sua então namorada Luana Piovani e a camareira Esmeralda de Souza — com um empurrão, segundo ele; com um tapa, segundo ela —, levantou polêmica sobre a dose da pena aplicada. Ninguém contesta a necessidade de punição. Mas, às vésperas de a lei federal Maria da Penha (11.340) — que torna mais rígidas as punições à violência doméstica contra a mulher e que foi usada neste caso — completar quatro anos, criminalistas argumentam que a sentença foi drástica, comparando-se o tempo de prisão ao dano causado. Já pessoas ligadas à luta em defesa dos direitos das mulheres consideram exemplar a decisão da juíza Ane Cristine Scheele Santos, do 1oJuizado de Violência Doméstica Familiar. Para o criminalista Paulo Ramalho, a decisão judicial é exagerada, socialmente inútil e inadequada. Ele ressalta que, como não atua no caso, analisa a sentença em tese. Ele ainda dispõe de poucas informações, já que o processo corre em segredo de Justiça. — Qual seria a utilidade de uma sentença como esta para a sociedade e para o réu? Também entendo que não se aplicaria a Lei Maria da Penha neste caso, já que os dois artistas eram namorados, não sendo casados nem companheiros. Por que a ex-amante do goleiro Bruno (Eliza Samudio) teve a proteção negada pela Justiça? Porque a juíza entendeu que os dois não tinham uma relação familiar — diz Ramalho. Pela lei comum, pena seria menor A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Alerj promoveu ontem um ato, nas escadarias do Legislativo, para lembrar o aniversário da Lei Maria da Penha. Para a deputada Inês Pandeló (PT), presidente da comissão, a punição a Dado é justa: — Uma das conquistas da Lei Maria da Penha é a proibição de transformar a prisão em medidas alternativas, como a distribuição de cestas básicas e prestação de serviços comunitários. A violência contra a mulher não é só a agressão física. A própria ameaça já constitui violência. O criminalista Renato Tonini, também falando em tese, cita o artigo 129 (lesão corporal) do Código Penal para reforçar o quanto a punição a Dado foi severa. Quando a lesão é leve, a pena é de três meses a um ano de prisão. Câmaras flagraram Dado empurrando Luana e a camareira, que caem no chão. As duas sofreram lesões leves. Esmeralda ficou com o braço imobilizado, mas não teve fraturas. Se fosse o inverso — uma mulher provocando lesão leve em dois homens — a pena seria, no máximo, de dois anos. No recurso que apresentará segundafeira e, agora, será julgado pelo Tribunal de Justiça, o advogado Michel Assef Filho, que defende Dado, vai questionar o fato de o ator ter sido enquadrado na Lei Maria da Penha: — No meu entendimento, essa lei foi criada para proteger o âmbito familiar, que é muito distante do que Luana tinha com Dado. Assim como o promotor Rodrigo Octávio de Arvellos Espínola, o ator não quis comentar a sentença, alegando que o processo corre em segredo de Justiça. Mesmo com a condenação, Dado continuará em liberdade aguardando o julgamento do recurso. Se for condenado em segunda instância, poderá recorrer aos tribunais de Brasília. Ratificada a condenação, pelo regime aberto poderá trabalhar normalmente, devendo retornar a uma casa de albergados à noite, a não ser excepcionalmente com autorização judicial. Entre os que defenderam o caráter exemplar da sentença está a empregada doméstica Sirlei Dias, que, em junho de 2007, foi espancada num ponto de ônibus por jovens de classe média na Barra: — O Dado é uma pessoa pública. A decisão vai servir como exemplo. Os homens vão pensar: "se uma pessoa como ele é condenada, eu é que não vou encostar a mão numa mulher". A superintendente dos Direitos da Mulher da Secretaria estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, Cecília Soares, também se posicionou a favor da condenação a quase três anos de Dado: — É uma decisão pedagógica. O regime aberto é mais pena pedagógica do que de privação da liberdade. A coordenadora municipal dos Direitos das Mulheres de Mesquita, Judite das Graças Mendonça, reforçou: — A decisão mostra que a Lei Maria da Penha está sendo cumprida, independentemente da classe social e do poder aquisitivo do réu. Para a professora Ludmila Fontenele, da Escola de Serviço Social da UFRJ, a Lei Maria da Penha tem grande importância por combater a violência doméstica, que historicamente é tolerada pela sociedade: — Há um problema histórico, uma permissão social para esse tipo de agressão. Quando a mulher era agredida pelo marido, os agentes da rede de saúde, da polícia, não levavam a sério. A lei surge para reforçar que isso é crime e precisa ser punido. A Lei Maria da Penha está longe de ser uma injustiça contra os homens. A coordenadora de acesso à Justiça e combate à violência da Secretaria nacional de Políticas para as Mulheres, Ana Teresa Iamarino, diz que a Lei Maria da Penha não foi criada para proteger a família, e sim para combater a violência contra a mulher: — Tanto no caso da Eliza Samudio (que teve a proteção judicial negada porque ajuíza considerou que ela não tinha relação familiar com Bruno) como no caso da Luana, a Lei Maria da Penha é válida. Ela se aplica a toda e qualquer relação íntima de afeto, que é diferente do ambiente de família. Não importa, inclusive, se o agressor e a vítima morem separados.
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Comentários + votados
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Edson o Primeiro
06/08/2010 - 09:51
Ele foi condenado a tal por ter dado um tapa... Ja o Pimenta, reu confesso e condenado, continua solto apos pratica de um homicidio covarde.
A justica nesse pais eh uma piada de mal gosto....
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D
06/08/2010 - 09:53
A Justiça brasileira parece uma gangora,,,,...tem hora que é tão dócil a ponto de dar 2 habeas corpus em 48 horas para um banqueiro bandido que roubou bilhões, e olhe lá, em ato assinado pelo...
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jb
06/08/2010 - 09:59
É pouco tempo e a pena esta muito condencendente com o agressor!!!! ele é figura pública deve dar exemplos publicos.
Certa vez prendi um militar no quartel, por agredir uma militar..... quase fui...
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Romanelli
06/08/2010 - 10:00
..CUM NÓIS é assim
EM crimes que atentam contra a VIDA ...assassinato, sequestro, chacina por polícia e milícia, pra latrocínio por exemplo ..pro pior dos crimes, praquele que NÂO tem recuperação nem...
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neide
06/08/2010 - 10:04
O Dado tem que ser punido sim, mas é claro que essa pena é excessiva, ninguém se machucou seriamente e o que se ouve falar dele é que é um bobo alegre, mimado e não um homem perigoso. Essa Justiça...
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Sergio Saraiva
06/08/2010 - 10:13
" De cabeça de juiz e de bunda de criança ningúem sabe o que vai sair" ,é assim que a justiça brasileira é vista nos níveis populares. Eles, por certo, estão errados.
O caso Donabella, no entanto,...
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Vera das Alterosas
06/08/2010 - 10:13
Esta semana li que a pena já foi convertida, como era mesmo de se esperar; uma pena privativa de liberdade menor que três anos é, em regra, convertida em pena alternativa. Onde e o que li:
Dado...
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jb
06/08/2010 - 10:31
Édson me desculpe, mas acho que uma injustiça, não justifica a outra, ou seja por não terem punido o Pementa Neves como deveria, não se justifica não punir o Dado como se deve.
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Vivian S.
06/08/2010 - 10:42
Parece-me que as penas aplicadas no Brasil são mais ou menos duras conforme quem é o vitima e, na maior parte dos casos, o réu.
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priscila maria presotto
06/08/2010 - 10:52
Achei a pena só um pouquinho exagerada.
Mas ele tinha que ser punido .
Não é de hoje que este moço tem atitudes agressivas .
Há algum tempo atrás ,ele foi ao programa do jõao Gordo na MTV,levou uma "...
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Ivan Moraes
06/08/2010 - 10:53
"tem que se aplicar a pena alternativa, por o cara para varrer rua, dar assistencia às mulheres (...)":
Dele nao, pessima ideia. Nao sei quem eh, e nao me interessaria em 20 mil anos, mas o que...
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Ivan Arruda
06/08/2010 - 10:58
Vivemos num País condenado ao arbítrio e autoritarismo. Seja de um modo ou de outro. Ressalta contudo, as injustiças, as perseguições e porque não dizer tortura, moral, num chamado estado de direito...
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alext4e
06/08/2010 - 10:58
Violência maior ele comete a música brasileira
abraços a todos
alex
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Caesarea
06/08/2010 - 11:03
Por ser "artista" causa comoção...e se fosse o "zé da esquina"??? alguém falaria contra? Todos nós do Rio sabemos da vida de playboy desse "bom moço"...Vamos tomar vergonha na cara e parar...
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Rogerio Martins
06/08/2010 - 11:06
Nossos juizes comeram (e gostaram do sabor) da fruta da vaidade. E estar na midia, ainda mais num caso envolvendo "celebridades" é um prato cheio! A juizada assim como muitos promotores querem...
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Odair rodrigues
06/08/2010 - 11:07
A punição não foi excessiva. É necessario deixar claro a mensagem que agressão contra a mulher não é mais "natural" como muita gente supõe, parta de quem partir.
As falhas da justiça não invalidam a...
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barbara
06/08/2010 - 11:12
Eu estou muito mais preocupada com a efetivação da lei Maria da Penha do que em se foi ou não foi excessiva a punição. Será que é esta mesmo a questão mais importante neste caso?
As penas para...
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Maurício José Lima
06/08/2010 - 11:15
Depois dizem que os pais não serão presos com a "Lei do Tapa" por causa de um tapa no bumbum da criança!!!!
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Breno Gonzaga
06/08/2010 - 11:20
Particularmente acho correto a aplicação da lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006, principalmente pela definição contida no art. 5º e incisos.
Houve uma violência em âmbito doméstico,...
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tonico
06/08/2010 - 11:22
É bom lembrar que ele quebrou o braço da camareira no episódio.Começa assim;depois,piora.
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Ele foi condenado a tal por ter dado um tapa... Ja o Pimenta, reu confesso e condenado, continua solto apos pratica de um homicidio covarde.
A justica nesse pais eh uma piada de mal gosto.
Edson, o Primeiro.
Édson me desculpe, mas acho que uma injustiça, não justifica a outra, ou seja por não terem punido o Pementa Neves como deveria, não se justifica não punir o Dado como se deve.
Oras, o Pimenta Neves foi sim condenado. Assim como o Dado, ele pode recorrer em liberdade até que haja o trânsito em julgado.
A Justiça brasileira parece uma gangora,,,,...tem hora que é tão dócil a ponto de dar 2 habeas corpus em 48 horas para um banqueiro bandido que roubou bilhões, e olhe lá, em ato assinado pelo presidente do STF (Gilmar Mendes).
Em casos bem menores como esse do Dado mostram serviço e chegam ao ridículo da desproporcionalidade da pena
Nestes casos tem que se aplicar a pena alternativa, por o cara para varrer rua, dar assistencia às mulheres ao invés de mandá-lo para a prisão para ter contato com o mundo do crime, das drogas, etc
Muito lamentável
"tem que se aplicar a pena alternativa, por o cara para varrer rua, dar assistencia às mulheres (...)":
Dele nao, pessima ideia. Nao sei quem eh, e nao me interessaria em 20 mil anos, mas o que ja me disseram eh que ele passou a infancia raptado pelo pai e sem contato com a mae. Se for verdade (que seria prohibida na media brasileira, certamente, especialmente se ele for funcionario da rede golpe) ha uma excelente chance dele passar o resto da vida maltratando mulheres.
Esse comentario eh fofoca que a gente escuta em NY, e repito que nao sei quem ele eh nem se a historia eh verdade.
Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.
Abolicionismo penal
Autor: Viriato, no blog Pimenta Negra (Portugal)
A história passada e do presente tem-se encarregado de mostrar que o direito penal não consegue resolver as questões para as quais foi criado, envolvendo-se antes numa espiral que tem contribuído não só para alimentar o círculo vicioso da violência e da delinquência social, como se transformou num puro instrumento do poder arbitrário sem qualquer outra finalidade que não seja a materialização da política conjuntural do poder instituído.
Preocupando-se exclusivamente com o autor do delito, e sua punição, o direito e o actual sistema penal ignora todas as outras pessoas, incluindo a própria vítima, que deveria merecer antes toda a atenção. Apresentando-se como pacificador e preventivo, e um meio para garantir a segurança das pessoas, a verdade é que o direito e o sistema penal modernos não poucas vezes tornaram-se num agente da própria violência e incerteza.
Aliás, um dos argumentos dos defensores do abolicionismo penal é mostrar que nas nossas sociedades já se prescinde do sistema penal tal como está actualmente configurado. Com efeito, um número cada vez maior de pessoas procuram encontrar soluções pacíficas para litígios através de mecanismos de conciliação e de carácter compensatório, sem recorrerem à máquina punitiva do sistema penal do Estado.
Por outro lado, está provado que o direito penal não alcança muitíssimas situações sociais que, de outro modo, seriam penalmente tuteladas: falamos das chamadas «cifras negras» que traduzem numa infinidade de delitos que não entram sequer no sistema penal, ficando os seus intervenientes sem qualquer tutela penal. Este facto mostra, se necessário fosse, a crescente desadequação do tradicional direito penal - especialmente na sua vertente de direito criminal, com o uso e abuso das penas privativas de liberdade - às realidades sociais dos nossos dias.
Por mais reformas que sejam introduzidas, por mais descriminalizações que sejam decididas, o que realmente está em xeque é toda a filosofia que serve de base ao direito penal e ao sistema que ele materializa, tal como o conhecemos desde o século XVIII.
Só a abolição do direito penal, e não simplesmente a simples descriminalização, permitirá às ciências criminais uma abordagem multidisciplinar do fenómeno, assim como a substituição do primado da punição sobre o delinquente pela consequente valorização e intervenção das vítimas e de todo a comunidade no sentido de garantir a justiça compensatória que o delito praticado venha a determinar e exigir.
Pouco a pouco emerge um novo paradigma de justiça social diametralmente diverso daquele que tem existido, e que teve no aparelho repressivo do Estado o seu principal esteio e na pena privativa de liberdade a sua penalidade de eleição, com todo o cortejo de perversões e contra-sensos que tem acompanhado o sistema penitenciário e as prisões em geral.
À medida que o aparelho de Estado vai declinando, depois de ter preenchido as suas funções históricas que lhe foram atribuídas ao longo da modernidade capitalista dos últimos três séculos, assiste-se também ao naufrágio dos fundamentos que originaram o sistema penal estatal, com os seus códigos, as suas perseguições policiais, as suas prisões, e todas as instituições que lhe sobrevieram para o materializar naquilo que hoje todos nós conhecemos.
Não é, por acaso, que os próprios profissionais forenses (magistrados, juízes, advogados e juristas em geral) fogem instintivamente dele, tal é o descrédito em que, já há muito tempo, o sistema jus-criminalista e o seu direito penal caiu.
O paradigma emergente da justiça penal valoriza mais a vítima que o delinquente, a justiça compensatória mais que a ideia de punição em termos de privação da liberdade, a intervenção comunitária e social em vez do sistema punitivo estatal.
http://pimentanegra.blogspot.com/2005/07/abolicionismo-penal.html
Para quem quiser se inteirar mais sobre o assunto, segue uma relação de links sobre o assunto
http://www.google.com.br/#hl=pt-BR&q=o+que+%C3%A9+abolicionismo+penal&aq=f&aqi=g1&aql=&oq=&gs_rfai=&fp=a20bce6ba6a9df77
Meu comentário
No momento não, estou um pouquinho cansado, estou me preparando para viajar, estou de férias, quem sabe depois eu dê continuidade a este assunto
Esqueci que é impossível editar resposta,,,portanto aqui
cont.... na verdade nem sei se a pena é justa ou injusta, sou é a favor do abolicionismo penal, a ausência total de penalidade, a cura no lugar da condenação, mas onde tratar disso? Aqui? Trata-se de uma longa história que envolve uma nova cosmogonia, novas leis, uma nova religião que, alguém já disse por aí, do IV Avatar do Rio Meia Ponte. Quem há de me suportar. Mudando de assunto, alterei minha assinatura para incluir a frase "Dilma Presidente Para o Brasil Seguir Mudando"
É pouco tempo e a pena esta muito condencendente com o agressor!!!! ele é figura pública deve dar exemplos publicos.
Certa vez prendi um militar no quartel, por agredir uma militar..... quase fui preso no lugar do agressor, pois a mentalidade machista/retrograda, achou um absurdo eu ter dado voz de prisão " só porque ele deu um empurrãozinho", e outra militar que era companheira dele...
..CUM NÓIS é assim
EM crimes que atentam contra a VIDA ...assassinato, sequestro, chacina por polícia e milícia, pra latrocínio por exemplo ..pro pior dos crimes, praquele que NÂO tem recuperação nem reparo pra NENHUMA das vítimas ..NADA, só regalias , redução de pena, decurso por tempo, idade etc ..
Noutros então ..noutros que falamos de USURA, corrupção, crime contra a NAÇÃO, ambição ..estes que perpetuam e criam vidas miseráveis em tudo quanto é morro do país ..estes, parece, nem existem entre nós
..já pra outros de ordem social e cultural ..que envolve reintegração e educação, desenvolvimento econômico, reparação ..enfim, como com o tráfico de drogas e agressão a criança, jovens e mulheres ..aqui se desce o pau
haja CADEIA ..e da-lhe sensação de impunidade
Romanelli,
Pelo que já li sobre punições e crime, o cumprimento rigoroso da lei para os chamados pequenos crimes é fator primordial para corrigir o crescimento do crime e "matar" no nascedouro a sensação de impunidade do infrator.
Sendo assim, e como a nossa sociedade considera crime pequeno a violência contra a mulher a julgar pelas críticas à punição do infrator neste e em casos similares, a aplicação da Lei Maria da Penha é, sim, uma ação preventiva contra os crimes sexistas e contra os crimes contra a pessoa, principalmente a tentativa de homicício e o homicídio.
Assim como a punição rigorosa de castigo físico contra crianças e adolescentes é uma ação preventiva contra a violência doméstica, esta também associada à história de psicopatas e sociopatas, como tenho lido.
O Dado tem que ser punido sim, mas é claro que essa pena é excessiva, ninguém se machucou seriamente e o que se ouve falar dele é que é um bobo alegre, mimado e não um homem perigoso. Essa Justiça brasileira não tem pé nem cabeça.
A punição foi justa. E se houvesse mais firmeza do Judiciário ao julgar todos os demais casos de abusos cometidos , como esse , certamente que a situação mudaria, dado o efeito intimidatório que provocaria. Talvez não asssitiríamos a casos como o de Mércia Nakashima (perdão se grafei o nome de forma errada ).
O problema é que a pena foi excessiva dentro do contexto do enorme quadro de impunidade e lassidão (frouxidão) da Justiça brasileira. Enquanto alguns assassinos brutais e notórios perambulam por aí , ou ficam administrando seus negócios via celular de dentro da penitenciária, fica parecendo que DADO é um anjinho levado e severamente punido , visto que deu " APENAS " uns tabefes na namorada.
Assim como o pai de um daqueles rapazes que espancaram uma empregada doméstica que estava no ponto de ônibus , no Rio de Janeiro, há alguns anos (alguém ainda se lembra ? ) , disse que " NÂO FOI NADA , MULHER FICA ROXA Á TOA " . Pena que não era a esposa dele que estava no lugar de empregada doméstica!
A sentença é rigorosa, sim, como deveria ser. Para mim, é o efeito didático que conta. Uma pessoa qualquer não tem o direito de fazer o que ele fez. Quanto mais um ator de TV, uma pessoa pública. A sentença é boa como efeito-demonstração.
É a frase do Otto...
" De cabeça de juiz e de bunda de criança ningúem sabe o que vai sair" ,é assim que a justiça brasileira é vista nos níveis populares. Eles, por certo, estão errados.
O caso Donabella, no entanto, não segue esse adágio; ele está mais para uma nova e infeliz tendência do nosso judiciário - tirar o máximo proveito midiático de cada caso.
É por aí que vão surgindo as nossas autoridades "pop-stars" sempre prontas a dar "declarações à imprensa".
Esta semana li que a pena já foi convertida, como era mesmo de se esperar; uma pena privativa de liberdade menor que três anos é, em regra, convertida em pena alternativa. Onde e o que li:
Dado Dolabella já sabe qual foi a sentença que a juíza Ane Cristine Scheele Santos, do 1º Juizado de Violência Doméstica Familiar, aplicou em sua pena por agredir a atriz Luana Piovani. “Fui informado há pouco pelo meu advogado (Michel Assef Filho) que a minha pena foi convertida em ter que assistir a um vídeo sobre violência doméstica“, disse o ator, que completou: “A minha pena foi ter namorado com a Luana”.
Mesmo assim, Dado garante: “Vou recorrer, sim. Não preciso ir a delegacia nenhuma, assistir a vídeo nenhum. Sou contra qualquer tipo de violência, principalmente contra mulheres. Para mim, esta história está morta e enterrada. Isso já tem cheiro de naftalina”, disse Dado.
Além deste processo em que acaba de ser condenado, Dado responde a outros processos por desrespeitar as medidas protetivas da Lei Maria da Penha, de não se aproximar da vítima a menos de 250 metros. Esses dois processos ainda não foram julgados.
A briga entre Dado e Luana aconteceu em uma festa no Rio de Janeiro em 22 de outubro de 2008. Na ocasião, os dois discutiram e a camareira da atriz, Dona Esmeralda de Souza, acabou com o braço imobilizado ao ser empurrada pelo ator quando tentou defender Luana.
Fonte: http://kibeloco.com.br/kibeloco/2010/08/04/pena-de-que/
A se confirmar, já pode-se abrir um tópico com o título Caso Dolabella: a impunidade costumeira. Como é difícil achar o caminho do meio não?
A punição não foi excessiva. Se houve agressão,e é o que importa,a pena é justa. Ocorre que estamos acostumados com penas brandas,ou não cumpridas que,quando um juiz estipula uma pena correta,acabamos considerando drástica. As penas devem ter além do seu caráter punitivo,também um caráter pedagógico,de exemplo para toda sociedade.
Uma tendência parece se consolidar em questões policiais que despertam a atenção da mídia. As investigações e o processo judicial viram show, capítulos de novela. Não raro, os agentes públicos perdem a serenidade, a discrição e a necessária concentração. São arrastados pelo espetáculo. O resultado: desfechos cada vez mais controversos. É preocupante.
Ou a justiça funciona para todos ou ela não tem legitimidade, o que adianta prender o Bruno, os Nardoni, e tantos outros assassinos de UMA vitia, quando indiretamente, sonegadores biliardarios como Tranchesi e Dantas, que indiretamente "mataram" centenas de crianças estão soltos, tomando champagne? Não entendo a logica disto, fazem vista grossa a crimes muito mais serios (pelos motivos obvios - o vil metal) e querem que a maioria da popuação caia no conto da "Justiça Atuante"? Poupem-nos......
A mania brasileira de fazer leis em cima de fatos públicos, de grande repercução, é fator de distorção jurídica. "Ficha Limpa", "Crimes hediondos" são exemplos de leis feitas em cima do chamado "clamor público". Parece que a última o STF já brecou, a segunda provavelmente, será derrubada no Supremo.
O grande problema no Brasil não é a falta ou rigor das leis e sim, sua aplicação. Se todas as pessoas que cometem delitos sofressem punições, por menor que fossem as penas, esta sensação de impunidade acabaria.
Ainda bem que ninguém notou. Troca-se "repercução" por "repercussão"
Onde o Dantas está dormindo? E o Laulau? E o Pimenta? E ... os tantos outros que cometeram crimes centenas de vezes mais graves?
E este pessoal do judiciário ainda acha que ganha pouco ...
Chega a dar nojo!
Abs.
Nassif:
A punição ao ator Dado Dolabella só pode ser explicada como um ato de exemplo pedagógico – “Tão vendo, né? Até ator grobal a gente enquadra”.
Que o indivíduo tenha que ser punido, não cabe dúvidas, mas obrigar uma pessoa que trabalha em atividade que oferece oportunidade de viagens de cunho profissional, que, mesmo sendo um deslumbrado com a fama, não indica ser um perigo à sociedade, a pernoitar durante 33 meses por causa de um empurrão e um tapa me parece um exagero. Quanto ao fato de o agressor ser ou não casado, namorado ou amigo da agredida, entendo como detalhe irrelevante, uma filigrana jurídica que não pode ser levada em consideração, ainda mais num país em que este tipo de delito ocorre com enorme frequência.
A DDollabella poderia ser imposta, por exemplo, a obrigatoriedade de comparecer semanalmente a reuniões em diversas associações de mulheres espalhadas pelo RJ e também em outros estados, quando, além de devidamente “escovado” pelas participantes, poderia aproveitar o próprio oficio e tornar-se participante ativo de campanhas contra abusos como o que ele cometeu, logo, uma punição que renderia dividendos sociais infinitamente superiores à esta que foi escolhida, noite e noites numa albergue e pronto.
Vou aproveitar, com o objetivo de comparação, para relembrar o caso da mulher do também ator grobal Kadu Moliterno (será que intercederam por ele?), que botou o rosto bastante agredido pelo marido na capa da Veja e ninguém, nenhuma associação de mulheres, nenhum representante de ONG, ninguém da Justiça teve a decência de se manifestar sobre aquela agressão, todos em ruidoso silêncio, ou seja, o desprendimento da agredida foi inteiramente em vão. Não entendo este critério de dois pesos e quatro medidas diferentes.
Primeiramente, o ator em questão é um ex-global, atualmente nas fileiras e na folha de pagamento da tv do bispo... global é a agredida, e ao meu ver, a sentença...
Não me sentiria confortável em saber que estou pagando a noitada do Dado na cadeia. Pior ainda é saber que as custas foram para estas noitadas, mas que a punição será uma sessão de vídeo em TVs LCD numa delegacia moderna desas nossas capitais... vejam bem, a punição, neste caso, refere-se ao fato do "garotinho da mamãe Pepita" já ter dito "não quero ver esse filme, não fiz nada errado!".
Se pegarmos a ficha corrida do garotão, podemos contar um sem-número de demonstrações de sociopatias, dissimulação e afins. Casos como a briga na MTV, sua postura no "reality" show bucólico da Record, suas manifestações acerca dessas agressões...
Concordo quando dizem que ele deveria prestar serviços à comunidade. Só acrescento que além disso, seria importante um processo de acompanhamento psicológico para o resto de sua vida, principalmente devido ao risco de desenvolvimento de pequenos sociopatinhas em sua família.
Caro Bruno Neves:
Obrigado pelo retorno.
Me perdoe pelo fato de eu não saber precisamente onde este pessoal trabalha, uma vez que trata-se de matéria que não me interessa, mas esta sua afirmação de que DDolabella não é mais um global (era da Grobo, na época da agressão?) me chamou a atenção, não teria sido este o motivo do tratamento diferenciado dispensado a KMoliterno? Este, pelo menos à época era grobal.
Como já li em um comentário, DDolabella, pessoa notoriamente violenta, já conseguiu facilidades para o cumprimento da pena, fato que seria mais difícil de ocorrer caso tivessem optado pela punição alternativa; do jeito que a coisa parece estar caminhando, ocorrerá o pior dos exemplos, o de ficar tudo por isto mesmo.
Um abraço
A justiça no Brasil é viciada em práticas irregularidades que vai do nepotismo, aos remunerações fora do limite constitucional.
Veja no precisou a "Ficha limpa" para alguns inimigos da humanidade não se candidatarem.
Esse caso é mais um equívoco. Ao mesmo tempo, eu acho que ele deve ter uma pena proporcional ao agravo como qualquer cidadão que bata em mulher(ou qualquer pessoa).
Se fosse pobre e morasse em BH seria condenado por tentativa de homicídio.
Não entendo a justiça: depende do entendimento de quem julga, as vezes as leis ficam em segundo plano.
Crimes iguais penas diferentes.
Pessoas acima da lei.
Quem tem poder sempre fica impune !
Por que não uniformizar os procedimentos judiciais ?
Se for verdade.
Em Lauro Jardim
A pesquisa ibope que o JN apresentará hoje a noite trará más noticias para a campanha de José Serra. na sexta - feira passada, o ibope mostrou Dilma cinco pontos a frente de Serra.Agora a diferença cresce- sobretudo por votos perdidos por Serra no Sudeste.
Por falar em violência, dia desses, o Bom Dia São Paulo, naquelas de fazer utilidade pública, civismo etc., me brindou com uma reportagem dando a entender que os municípios paulistas que receberam cadeiões tiveram um incremento em suas economiasm melhoraram. Uma inverdade. Esses presídios tiraram o sossego de muitos municípios pacatos. É o caso de Marília, conforme reportagem de um jornal tucano de lá (www.diariodemarilia.com.br):
06/08/2010 08:00:20
Insegurança impõe toque de recolher na zona sulComércio, escola e moradores comentam assunto de forma velada; polícia pede calamAnt1 de 1ZoomProxRegião sul estaria sob toque de recolher desde quarta-feira - Foto: Paulo Cansini
A ‘Saidinha de Dia dos Pais’, iniciada às 6h de ontem e que liberou quase 600 condenados pela Justiça nas ruas até a próxima terça-feira, mudou a rotina dos moradores da zona sul da cidade. Isto porque, desde a noite de quarta-feira, estaria vigorando na região um toque de recolher imposto por uma facção criminosa que disputa o controle do tráfico.
De acordo com a vice-diretora Maura Neves Tavares, da Escola Estadual Professora Sylvia Ribeiro de Carvalho, localizada no Nova Marília, o assunto foi comentado nos corredores e salas de aula na noite de quarta-feira.
“Tudo o que ouvimos foram especulações, mas as pessoas que diziam isso garantiam que esta ordem existia. Alguns professores ficaram assustados, nas as aulas prosseguiram normalmente”, relata.
Uma enfermeira (ela pediu para não ser identificada) da UBS do mesmo bairro também confirmou os boatos. Ela ainda afirmou que quatro pequenas cirurgias em crianças que seriam feitas por alunos de medicina da Famema na manhã de hoje foram canceladas. Saidinha, aliada a guerra do tráfico na região, foi a alegação do grupo. A faculdade nega esta informação.
Comerciante que não quis se identificar acredita no toque de recolher. “Esta região está tomada pelos bandidos. Se eu pudesse, já teria transferido meu negócio daqui”, desabafa.
Moradores evitam sair de casa à noite
A informação do toque de recolher parece ter se propagado rapidamente na zona sul. A grande maioria dos moradores da região, ao serem abordados pela reportagem do Jornal Diário, se esquivam do assunto, mas confirmam temer pela segurança com o anoitecer.
Questionado, um trabalhador da construção civil de 47 anos disse temer os recentes acontecimentos.“Evito ao máximo sair de casa depois que volto do trabalho. Só saio mesmo em caso de vida ou morte. Até durmo cedo, assim evito até ouvir algo anormal”, relata. O medo é compartilhado por uma proprietária de ferro-velho. Ela conta que, ao encerrar o expediente, logo tranca todas as portas e janelas. “Sair de casa a noite só em último caso”, diz.
Polícia pede calma à população
O capitão da Polícia Militar, Marcelo Martins, confirmou ontem à reportagem do Jornal Diário que a corporação já havia sido informada do boato sobre o toque de recolher na região sul. Entretanto, ele afirmou que as informações colhidas pelo setor de inteligência desmentiram as especulações.
“Claro que quase 600 condenados a mais nas ruas, beneficiados pela saidinha, criam um certo pânico, mas peço que a população mantenha a calma. Está tudo dentro da normalidade na região”, diz.
Martins também diz que o patrulhamento na região está intensificado e dá dicas de segurança. “Nesta ou em qualquer outra época, é preciso ter cautela, como não transportar grandes quantias em dinheiro e evitar deixar objetos no interior de veículos”, finaliza.
Parece-me que as penas aplicadas no Brasil são mais ou menos duras conforme quem é o vitima e, na maior parte dos casos, o réu.
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