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Carta aberta aos profissionais da indústria do livroEnviado por luisnassif, sab, 21/01/2012 - 12:18
Autor:
Tereza Kikuchi
Por Tereza Kikuchi
Senhores(as) Escritores(as), Editores(as) e Profissionais do setor de livros Pretendo aqui levantar questões muito simples, para refletirmos juntos sobre o futuro da indústria do livro. Pois vivemos um momento de mudanças de paradigmas e é preciso criar novas soluções para velhos problemas. Portanto, permita-me usar um método socrático de reflexão, por meio de perguntas bem dirigidas. Espero que elas lhes despertem dúvidas. Claro que vou expor aqui meu ponto de vista, mas o objetivo é o diálogo e o compartilhamento de ideias. Dito isso, vamos ao tema. 1. A indústria do livro no Brasil quer se associar a ações de censura? Ações que tentam impedir o livre acesso aos produtos culturais? 2. Será mesmo que essa é a melhor alternativa? Será mesmo que basta dizer, "pirataria é crime" e pronto, tudo se resolve? Cidadãos comuns do mundo inteiro e inúmeras empresas ponto com se mobilizaram antes de ontem, dia 18/01/2012, contra os projetos de Lei dos EUA: SOPA e PIPA. Estes projetos de Lei visam criminalizar e censurar sites e usuários que disponibilizarem arquivos protegidos pelas LDAs (Leis de Direitos Autorais) na Internet. Dito tudo isso, volto à pergunta: A indústria do livro deseja se associar aos censores? 3. Deseja ter sua marca manchada, como ocorre com a Warner Music? Ou como a Disney? Sim, as marcas sofreram grande desgaste, porque essas empresas insistem em ir contra os interesses da sociedade. Vale a pena? 4. Não há como criar soluções que integrem o interesse público e o interesse privado? 5. Estou disposta a pensar em soluções! Quem quer participar?
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Comentários + votados
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luka
21/01/2012 - 12:39
Embora exista a paixão pelo papel, parece meio óbvio que o futuro dos livros não passará por esta matéia prima.
O mercado editorial tem que se preparar. É um caminho sem volta.
Se hoje não há nada...
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Emilio GF
21/01/2012 - 14:06
As vezes falta bom senso.
Eu, pessoalmente, fui e sou autor de textos didáticos. Para escrevê-los (o que aliás, estou fazendo neste momento) abri mão de remunerações, de noites e madrugadas e da...
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huluky
21/01/2012 - 16:12
O problema é que pensam em ganhar muito. Vejam só, o livro "Privataria tucana" para baixar o PDF o preço é 25 reais. Não acho justo isso, ja que o livro empresso custa uns 32,00.
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JA
21/01/2012 - 17:05
Respondendo a todos os que criticaram a proposta da Teresa:
Ela trouxe uma proposta de discussão. Ela não veio trazer uma solução acabada de que o produto cultural tem que ser gratuito. E mais, é...
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Carlos Henrique Machado
21/01/2012 - 18:47
Só faltou um detalhe em sua retorica: a produção nacional de cultura, hoje, é quase toda bancada por leis de incentivo ( inclui agora meu caro- feiras de editoras, tipo paraty, tradução e publicação...
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W K
21/01/2012 - 20:01
Tereza Kikuchi,
Você ainda perde o seu precioso tempo em discutir essas questões a respeito de papel ?
Que coisa mais ultrapassadérrima ! Será que Você está com vontade de trocar TODOS (repito...
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Luiz Eduardo Brandão
21/01/2012 - 21:18
Trabalho há 40 anos no ramo editorial e não conheço nenhuma editora privada que viva do tal "mecenato público". As editoras bancam por conta própria seus autores, ganham com uns, perdem com outros....
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urbano
21/01/2012 - 13:41
Uma observação sobre a primeira pergunta, que não deveria ser dirigida somente às editoras: A livraria do Aeroporto de Porto Alegre continua a exercer censura sobre livros que não agradam as opções...
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José Carlos Peliano
21/01/2012 - 14:25
Sou a favor da internet sob qualquer ponto de vista pois é o instrumento de democratização da informação e do conhecimento. Ok, nem todos têm acesso ao computador e nem todos são santos no mundo...
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foo
21/01/2012 - 15:13
Eu defendo que o Governo pare de negociar com as grandes editoras e passe a negociar diretamente com os autores.
Ao invés de pagar R$ 10 milhões para distribuir 1 milhão de livros de papel; o Governo...
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motoboy
21/01/2012 - 15:29
cê que saber mesmo? por mim a indústria de livros já tinha ido pro saco em detrimento da internet. só ainda não foi porquê tão fazendo um fuzuê danado pro governo não lançar o "meu computador minha...
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Luiz Eduardo Brandão
21/01/2012 - 15:38
"1. A indústria do livro no Brasil quer se associar a ações de censura? Ações que tentam impedir o livre acesso aos produtos culturais?" Parei aqui. Que história é essa de que não temos livre acesso...
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Embora exista a paixão pelo papel, parece meio óbvio que o futuro dos livros não passará por esta matéia prima.
O mercado editorial tem que se preparar. É um caminho sem volta.
Se hoje não há nada como o cheiro do livro novo, amanhã certamente representará um meio anti ecológico de edição.
O que se vê hoje é uma grande disputa para saber quem controlará o mundo virtual.
Acho que não acontecerá pois a internet já nasceu com a filosofia da liberdade e sempre que houve tentativa de livrar o indivíduo de sua liberdade ele se rebelou.
A rebelião agora não tem pátria, não tem tempo, não tem nome.
Uma observação sobre a primeira pergunta, que não deveria ser dirigida somente às editoras: A livraria do Aeroporto de Porto Alegre continua a exercer censura sobre livros que não agradam as opções politicas de seus donos. Ainda ontem não encontrei à venda nenhum exemplar do livro mais vendido no pais ( " A Privataria Tucana") nem estava disponivel a biografia da presidenta Dilma Rossef( "A vida quer coragem") Fiquei constrangido quando fui com convidados Uruguaios aos quais tinha recomendado os dois livros e as atendentes disseram que esses titulos não são vendidos naquela livraria ( a unica disponivel no local). E não se trata de qualquer livrarizinha mas de loja em ponto estrategico para vendas.
OLHA o S.O.P.A AZEREDO ae!!!!
AZEREDO---DOUTOR CENSURA.
As vezes falta bom senso.
Eu, pessoalmente, fui e sou autor de textos didáticos. Para escrevê-los (o que aliás, estou fazendo neste momento) abri mão de remunerações, de noites e madrugadas e da maioria dos fins de semana. E gostaria de receber por isso.
Trabalhadores que produzem tênis, automóveis, roupas ou vergalhões de ferro recebem por isso.
Produtores de cultura também devem fazê-lo, não é?
Mas o busilis é outro, creio.
Um livro ou música digitais têm a produção muitíssimo mais barata que pelos meios convencionais. Não há praticamente custos de estoque, transporte ou loja física.
E o que ocorre hoje? Uma música na Amazon custa uns (por baixo) U$ 2. Um antigo LP com 12 músicas sairia U$ 48 ou R$ 84!!!!
As produtoras devem aprender a controlar seus lucros e os consumidores a não piratear.
Eu defendo que o Governo pare de negociar com as grandes editoras e passe a negociar diretamente com os autores.
Ao invés de pagar R$ 10 milhões para distribuir 1 milhão de livros de papel; o Governo poderia pagar ao autor (digamos) R$ 250 mil pelos direitos do livro, e colocá-lo na web com uma licença de documentação livre.
Este seria o primeiro estágio para preparação do estágio seguinte, que será a distribuição de e-readers ao invés de livros de papel.
Nesse segundo estágio o Governo reduziria as compras de livros de papel e passaria a distribuir e-readers, cujo custo/benefício hoje é bastante vantajoso: por menos de US$ 100 (ou R$ 175, o preço de 17 livros de papel) poderíamos oferecer uma biblioteca completa para cada estudante brasileiro, contendo obras que vão do período greco-romano até o início do século XX.
(Infelizmente o século XX tornou-se um buraco negro da propriedade intelectual, em que obras dificilmente caem em domínio público. Para citar apenas um exemplo, a obra de José Saramago só entrará em domínio público em 2080. Mas ainda assim sobra muita coisa boa, chegando até Machado de Assis, Euclides da Cunha, Fernando Pessoa, Franz Kafka, Dostoievski e Tolstoi. É uma bela biblioteca, muito mais do que a maioria de nós teve acesso durante a juventude.)
Sou a favor da internet sob qualquer ponto de vista pois é o instrumento de democratização da informação e do conhecimento. Ok, nem todos têm acesso ao computador e nem todos são santos no mundo capitalista. Mas muitos grandes grupos editoriais e musicais já conseguiram se aproveitar da internet vendendo seus produtos mais barato ganhando às vezes mais dinheiro do que antes - exempo: a venda de 10.000 CDs a R$ 20,00 cada um não chega aos pés da venda de 1.000.000 de downloads de música na internet por, digamos, R$ 3,00, e assim por diante. Logo, a coisa é simplesmente, de novo, mais uma vez, quem consegue tirar a maior fatia do bolo da dinheirama do conjunto dos consumidores, a chamada demanda! Mal ou bem a internet traz a marca da força do povo, cada indivíduo pode ver o que quer, quando quer e bem entende, comprar idem, e tudo o mais, e tudo isto incomoda as redes mundiais de venda que não se aparelharam para entrar na economiweb! Minha cara Tereza Kikuchi pode contar comigo em sua chamada a favor de abaixo a censura à internet!!!
cê que saber mesmo? por mim a indústria de livros já tinha ido pro saco em detrimento da internet. só ainda não foi porquê tão fazendo um fuzuê danado pro governo não lançar o "meu computador minha vida", seu malaco safado!
"1. A indústria do livro no Brasil quer se associar a ações de censura? Ações que tentam impedir o livre acesso aos produtos culturais?" Parei aqui. Que história é essa de que não temos livre acesso aos produtos culturais? Ainda mais no livro! A malandragem por trás desse tipo nada socrático de raciocínio -- Sócrates não confundia as coisas para vender suas teses! -- é montar essa equação falsa: livre acesso = grátis. Por esse raciocínio, não temos de fato livre acesso à cultura, mas também não a coisas bem mais básicas: aos supermercados (saco vazio não para em pé, diz o ditado, logo não terá acesso a produto cultural algum), nem a medicamentos, nem a hospitais, nem a nada. É só ir utilizar o SUS e as farmácias populares. De fato, o acesso aí é livre, mas não é grátis: é pago, pagamos todos por ele via impostos. Ora, talvez alguém diga, então é só subsidiar cinemas, livrarias, editoras, gravadoras etc., via impostos, que todo mundo poderá ter "livre acesso" a esses produtos. Propor isso pelo menos seria decente, é uma ideia, que a meu ver traria mais problemas (e custos) do que soluções. E sairia bem mais caro. P. ex.: quem detesta certo tipo de música, de que jamais compraria um CD, ou certo autor, de quem jamais leria um livro, estará pagando também por ele. Tem tanto sentido quanto exigir que um vegetariano, tornando-se grátis o acesso aos supermercados, rateasse o bife dos carnívoros.
Se existe alguma preocupação com o acesso das camadas mais desfavorecidas à cultura, mais simples, barato e justo -- isso mesmo, justo: porque cada um escolheria o produto cultural que mais lhe agrada ou convém -- seria criar-lhes subsídios financeiros para isso. E criar uma rede consistente de bibliotecas, discotecas, pinacotecas, salas e programação de concertos etc.
Em tempo: a grita geral contra o fechamento do tal Megaupload oculta, involuntariamente prefiro crer, uma face nada bonita dessa ideologia do livre acesso: os donos do site encheram a burra de dólares, milhões deles, vendendo espaço publicitário etc. graças à sua carteira de clientes. Os dólares que caberiam aos autores (ai, que coisa mais ultrapassada essa de autor, música, literatura são produto social: e a medicina, os alimentos etc. etc. etc., não?) foram engordar particulares. Um torpe exemplo de apropriação privada dos resultados do tal livre acesso público.
“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil quanto ela mesma”. (Joseph Pulitzer – 1847/1911)
Só faltou um detalhe em sua retorica: a produção nacional de cultura, hoje, é quase toda bancada por leis de incentivo ( inclui agora meu caro- feiras de editoras, tipo paraty, tradução e publicação de obras e autores brasileiros no exterior) enfim..não me venhas falar das delicias de ser uma editora que adora um estado paternalista (via mecenato publico) e não querer ver e ouvir a grita da sociedade que ta pagando todos os banquetes com o suor de seu trabalho.
Trabalho há 40 anos no ramo editorial e não conheço nenhuma editora privada que viva do tal "mecenato público". As editoras bancam por conta própria seus autores, ganham com uns, perdem com outros. Há também as que publicam com o financiamento do autor. Quanto à promoção da literatura brasileira no exterior, v. acha que não deve ser política de governo? Não cabe ao Estado promover a cultura, aqui e lá fora?
E, depois, Carlos, a grita não é da sociedade, é uma grita restrita a algumas pessoas e setores. Que fazem muito barulho, decerto, mas não podem se autoatribuir o papel de representantes da sociedade.
“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil quanto ela mesma”. (Joseph Pulitzer – 1847/1911)
O problema é que pensam em ganhar muito. Vejam só, o livro "Privataria tucana" para baixar o PDF o preço é 25 reais. Não acho justo isso, ja que o livro empresso custa uns 32,00.
Respondendo a todos os que criticaram a proposta da Teresa:
Ela trouxe uma proposta de discussão. Ela não veio trazer uma solução acabada de que o produto cultural tem que ser gratuito. E mais, é claro que o criador de produtos culturais também tem que ser remunerados por seu trabalho. O que está em discussão - e eu estenderia a qualquer produto - é uma nova forma de distribuição e consumo, menos mercantilista e capitalista. Onde todos, eu disse TODOS, ganham! Tem é que ter coragem de quebrar paradigmas e é isso que o Anonymous está propondo.
Nunca haverá solução enquanto dominar o valor de troca sobre o de uso. A questão fulcral de tudo isso é a mercadorização dos bens culturais, quando estes se tornam, no sistema capitalista, em mercadorias para satisfazer o valor de troca. As empresas que exploram os bens culturais (cinema, livros, músicas, etc.) jamais aceitarão a livre troca dos produtos, pois isto significa perda de lucros virtuais (que poderiam ser efetivados caso não houvessem os compartilhamentos). Toda a discussão "conciliadora" que vise estabelecer algum "acordo" quanto ao assunto é inócua.
A "sorte" dos usuários da internet é que com ela se estabeleceu uma "nova indústria dos bens culturais", e tal indústria é fundada no "livre" compartilhamento de informações pelos usuários. É por isso que estas indústrias se posicionam tão ferrenhamente contra as leis de controle. Neste momento, vivemos uma briga titânica entre a "velha indústria de bens culturais" e a "nova", é claro que pela perspectiva dos usuários a nova indústria é que deve sair vencedora.
Contudo, como dizia, é inócuo discutir posições conciliadoras. A própria autora do texto mostra isso ao dizer que "não tem tido repercussão no mundo editorial suas propostas". Falta de vontade? Ignorância de alguns? Não. Pura e simplesmente porque tal proposta é impossível de ser aceita. A única forma da livre circulação dos bens culturais é a supressão do caráter de mercadoria que elas possuem, mas isso é impossível no interior do capitalismo. No interior do capitalismo esta circulação desimpedida sempre será combatida, pois aí não se estará realizando o valor de troca do bem, mas somente o valor de uso. Para o capital, o bem cultural, como tudo o que existe, é uma mercadoria, e como tal deve realizar sua "essência" de mercadoria: gerar lucro. Fora disso, não existe sentido, na ótica do capital.
Tentar encontrar acordos conciliatórios com a indústria dos bens culturais é tão inocente quanto propor que o capital deixa de remeter os produtos produzidos pela sociedade ao valor de troca, ou seja, seria o mesmo que pedir para o capital que deixe de ser capital.
No momento, a perspectiva "vanguardista" da "nova indústria de bens culturais" permite que se vença a guerra contra a "velha" e abre uma senda na livre circulação dos bens, contendo a reação "repressiva" da "velha indústria". Mas não se deixem iludir: a "nova indústria" é tão pautada pelo valor de troca quanto a antiga, e ela também vai querer a parte dela.
Tereza Kikuchi,
Você ainda perde o seu precioso tempo em discutir essas questões a respeito de papel ?
Que coisa mais ultrapassadérrima ! Será que Você está com vontade de trocar TODOS (repito: TODOS!!!) os seus livros em papel por livro equivalente em PDF, sem comprar scanner e sem pagar direito autoral, e tudo isso por apenas 1 dólar por livro ???
Seus problemas acabaram !!!!
Aqui: http://1dollarscan.com/
Mande seu livro para eles e mais um dólar por cada [livro] e Você o receberá de volta no formato PDF. Ah, e o papel do livro vai para a reciclagem.
Segundo estes empreendedores, não há problema com o direito autoral, pois ao comprar o livro, se ganha o direito de conhecer o conteúdo do mesmo e ao transformá-lo em PDF, o direito do comprador continua valendo !!
E quem ainda assim quer copiar o conteúdo, agora do PDF, basta adquirir um software do tipo OCR, que transforma textos de imagens em textos de arquivos.
E um argumento a favor da eliminação de papel é que as papeleiras são muitas vezes empresas poluidoras de primeiríssima linha !
O meio digital e a internet não foram feitos para dar posse sobre produtos, e sim acesso a eles. Livros de papel, no futuro, existirão como objetos de fetiche, na forma de presentes de aniversário e Natal. A leitura cotidiana será cada vez mais nos portáteis.
O erro é disponibilizar a rede somente para download de arquivos digitais ebooks. A leitura online ou aplicativos específicos para leitura de ebooks garante maior segurança de direitos autorais, juntamente com o menor preço e possibilidade de produção independente. Acredito q afetará muito o mercado de HQs impressas para as próximas gerações de leitores, pois o conteúdo digital é muito mais barato do q a produção colorizada de impressos. Tudo estará na mão da divulgação por redes sociais e cativar seu público.
No Brasil, o exemplo é o Quadrinhópole, q ainda engatinha mas está no rumo certo: http://www.qdcomics.com/pt-BR
Prezados
Estamos diante de um fato bem inusitado... E realmente o poder econômico americano vai continuar fazendo de tudo
prá ganhar muito dinheiro, quando a divulgação livre de conteúdos pela rede não impacta no faturamento, dizem que estão
exercendo a democracia, mas se afeta o bolso deles apelam pro direito autoral e a censura se for preciso.
Entendo que a Ética e o Direito não mudaram com a internet: com uma poesia do Drummond pode cortejar e conquistar quantas mulheres der conta,
Mas se alguém auferir ganho financeiro com que o grande poeta escrever, é preciso de autorização, e de repartir os ganhos.
Grato,
Edmundo
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