Carlssen x Topalov

Por FabioREM

Aqui uma partida bem interessante entre Carlssen e Topalov, de 2009. 

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7 comentários
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CARLOS PINHEIRO JR.

O norueguês Magnus Carlsen, de apenas vinte anos de idade, já é um dos maiores enxadristas vivos e, juntamente com o grande dinamarquês Bent Larsen - que aliás morreu em setembro último, aos setenta e cinco anos - o maior que a Escandinávia já produziu. Seu estilo é fortemente posicional, mas decididamente agressivo. Quanto ao búlgaro Veselin Topalov, é o atual vice- campeão mundial, tendo perdido a disputa pelo título para o campeão Wiswanathan Anand em maio deste ano por apenas um ponto (6,5 a 5,5). Ou seja, é outro craque do xadrez. Apreciemos essas duas feras em ação !    

 
 
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FabioREM

O Carlssen é o número  2 do mundo atualmente, atrás apenas do Anand ( a diferença entre os 2 é de apenas 2 pontos no rating: 2804 x 2802 ). Ele tem apenas 20 anos, mas já é muito respeitado pelos seus rivais top, ascendeu muito rapidamente nos últimos 3 anos. Provavelmente vá ser o campeão do mundo em breve, quando permitirem que ele participe de um match de disputa de Campeão do Mundo de xadrez. Parece que há uma questão de histórico, que é exigido para que um candidato participe deste matches que apontam o campeão do mundo: os que ascendem muito rapidamente tem que ficar um tempo nas primeiras posiçoes, antes de estar habilitados a disputar o título mundial. 

Acho curioso que ele seja da Noruega, um país sem muita tradição no xadrez, que eu saiba. 

A outra curiosidade é que ele é treinado por nada mais nada menos que pelo Garry Kasparov. 

Ontem assisti a um vídeo no mínimo curioso em que o Carlssen é derrotado pela atual mulher campeã do mundo, a Alexandra Kosteniuk. ( No universo do xadrez existe uma separação entre homens e mulheres, embora o esporte seja apenas cerebral, digamos assim. Há o ranking dos homens, e o ranking das mulheres, o campeão do mundo homem, e o campeão do mundo mulher, embora esta divisão seja por vezes questionada. )

Bem, a partida era pelo Mundial Blitz ( partidas rápidas ) de 2009, em Moscou ( 2009 World Blitz Championship ). Carlssen perdeu porque depois de ter cometido um erro grosseiro que o faria perder rapidamente,"voltou o lance" rapidamente, o que viola as regras do campeonato, sendo eliminado automaticamente. Depois disso ele se levanta da mesa revoltado pelo fato, sem o cumprimento de mãos natural entre os enxadristas, quando a partida encerra - o perdedor cumprimentando o vencedor. Obviamente, ele comete o erro devido à pressão do tempo. 

A partida com análise da Alexandra Kosteniuk:

( o momento derradeiro acontece  de 1:50 a 2:25 no vídeo )

 
 
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Ivan Moraes

Eu vi e achei que ambos foram infelizes em suas escolhas de movimentos.  E a partida eh mesmo muito boa...  mas nao pra ser imitada kkkkk...

(O voice over do Killegar eh muito rapido e aas vezes voce tem que ficar parando o filme pra acompanhar.)

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 
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FabioREM

Ivan, vc está falando da partida contra o Topalov, no topo do tópico, ou a contra a Kosteniuk?

Acho interessante como seguidamente as enxadristas mulheres top são bonitas. A Kosteniuk, a Judith e Susan Polgar( nos seus bons tempos ), e outras. Lembro de uma enxadrista espanhola cujo nome escapa agora, que dava simultâneas no Internet Chess Player que era bem bonita também. 

Isto deve até atrapalhar o oponente. :)

Carlos, bem lembrado: havia o Bent Larsen da Dinamarca, enxadrista de referência, natural da Escandinávia também. Havia me esquecido dele. 

 
 
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Maicon Saul Faria

A densidade de mulheres bonitas na escandinávia e no leste europeu deve contribuir muito para este fato !

 
 
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Alexandre Weber - Santos -SP

Xadrez têm seu encanto, e estratégia e tática são coisas que devemos conhecer. Mas se eu fosse adolescente, seria difícil me convencer a não ter um destes.

 

Follow the money, follow the power.

 
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Sininho

O xadrez é maravilhoso e ainda me pergunto pq o Brasil não o adota de vez nas escolas...

Os benefícios didáticos do xadrez são incomensuráveis para qqr idade, ainda mais se for uma criança, ainda em formação. Uma criança pensar que, ao visulaizarmos as muitas opções, uma delas pode ser adequada ao nosso modo de agir, faz com que passe a refletir antes de tomar decisões.

Deixo com vocês um texto de um educador que defende ferrenhamente a inclusão do xadrez nas escolas brasileiras. O nome dele é Alberto filho.

 

Alguns Benefícios Didáticos do Jogo de Xadrez

"Um problema e mil alternativas, eis a visão de um jogador de xadrez..."

Parece que um dos grandes problemas dos nossos tempos, é a visão quase sempre parcial que temos das coisas à nossa volta. Isso normalmente ocorre porque valorizamos a especialização. Desde cedo somos condicionados a buscar na especialização uma resposta para todos os nossos problemas. Isso limita nossa visão do mundo, uma vez que passamos a ver tudo como fragmentos. É como se olhássemos o mundo de uma janela e a parte visível representasse tudo o que existe. Se emocionalmente reagimos de uma maneira bem peculiar a cada situação, assim como nós, todas as outras pessoas tem seu próprio modo de reagir às mesmas situações. Podemos constatar isso facilmente pela observação dos nossos gostos, particularidades, nossos medos, etc. Um dos grandes desafios do educador, deveria ser o formar alunos dentro de uma filosofia integral. Por integral entendemos, ver o movimento da vida como uma coisa só, não estática, sempre dinâmica, e não como fragmentos, como é a visão especialista. Entendemos que a vida como um todo, retrata todas as faces do ser humano, suas crenças, os medos, os conflitos, as incertezas, a angústia e todo sofrimento ao qual está sujeito; seu funcionamento fisiológico e principalmente psicológico. Não podemos compreender um ente humano a partir de uma parte do seu comportamento, de uma posição social, de uma situação étnica, de uma postura ideológica. Ele é tudo isso e muito mais, mais do que podem perceber nossos sentidos e nossa mente condicionada, e limitada pela especialização. De certo modo somos orientados desde cedo, a seguir uma carreira, a pensar dentro de uma metodologia, dentro de uma doutrina ou conjunto de regras, o que acaba se tornando o nosso mundo. Um mundo privado e cercado pelas muralhas desse conhecimento, que é o nosso saber, e atrás das quais nos escondemos, o que de certa forma nos conforta, pois é um terreno sempre conhecido, mas é como se além daquilo nada mais existisse.

Entender que a vida é dinâmica e está sempre em transformação, que é um mundo onde as alternativas mudam de posição à todo momento, como exige o próprio ir e vir do viver, capacita o estudante a ter uma mente mais flexível, com disposição a se renovar sempre, o que o facultará a acompanhar com mais realismo este incrível movimento. Uma mente flexível, sabe que as alternativas existem, e nunca se contenta com respostas prontas, é por natureza curiosa, está sempre aberta ao que é novo. O raciocínio lógico de algum modo capacita o jovem a pensar logo em alternativas, como possíveis respostas para seus problemas. Essa visão o impede de tomar decisões precipitadas em sua vida adulta, pois saberá que para todo problema, sempre haverá uma solução, e muitas alternativas para se chegar a ela. Uma mente assim é sem dúvida uma mente mais capacitada para lidar com a dinâmica da vida.

Um dos maiores dilemas do ser humano é sentir-se encurralado diante de uma situação. Nesse momento, nossa mente não consegue raciocinar de uma forma lógica, os pensamentos são mais ou menos fixos, ou ficarão girando em torno de uma mesma coisa, normalmente as implicações do problema, como se estivesse presa numa espécie de vácuo mental. Numa condição assim, desaparecem as respostas prontas, como que por encanto não conseguimos vislumbrar alternativas, há como que uma espécie de engasgo temporário, do qual nossa mente não consegue se libertar. Isso acontece na maioria das vezes, devido ao nosso condicionamento rígido que valoriza a visão fragmentária das coisas. Quase nunca somos capazes de ver um problema a partir da sua origem, mas apenas aquilo que se nos apresenta como um. Tentamos solucionar um problema pelos seus efeitos, o que é um grande erro, pois a conseqüência de um problema, pode muito bem ter como origem, outro problema esquecido ou mal resolvido, e assim podemos resolver aquilo que nos parece ser o problema, mas sua origem permanecerá nas sombras.

Essa visão parcial limita nosso pensar, limita nossas ações diante de problemas simples ou complexos. O indivíduo que se especializa numa determinada área do conhecimento, por certo terá uma visão bastante restrita de tudo que não diga respeito aos seus domínios. Isso é muito simples e lógico, mas nunca é tratado como uma das razões da angústia humana. Uma visão parcial, cria um individuo temeroso de tudo que possa encontrar além da sua área de atuação, se sentirá naturalmente inseguro diante de qualquer situação que fuja ao seu controle, terá determinação e dinamismo apenas dentro dos limites do seu saber, o que criará entre ele e o resto do mundo um distanciamento natural. Será por natureza conservador, e sempre dependente de outros para guiar seus passos fora daquilo que conhece; um indivíduo inflexível que dificilmente conseguirá ser feliz diante de uma vida, que está sempre em movimento, sempre a se diversificar, em constante renovação.

Possibilidades múltiplas precisam ser consideradas diante de cada problema. Essa bem que poderia ser a primeira diretriz que deveríamos passar para nossos filhos e alunos. Isso resolveria o problema das verdades únicas que afloram mundo afora. Teríamos um jovem sempre questionador, sempre disposto a aceitar, não apenas porque aquilo lhe é imposto, mas porque assim concluiu, depois de analisar dentre todas as possibilidades, que uma questão pode suscitar. Seguir sem questionar é fácil, é o que quase todos nós fazemos vida afora, mas um indivíduo só se torna questionador, quando sabe que para cada questão há sempre uma solução, dentre as inúmeras possibilidades que pode ter diante de si. Isso quer dizer, que uma mesma questão, apesar de ter apenas uma solução, tem vários caminhos para se chegar a ela, e não um só. Pode parecer simples, mas normalmente diante de um problema, ele emperra porque só conseguimos vislumbrar a solução que o mesmo exige, o caminho para onde o mesmo aponta, e nunca os caminhos alternativos, que também nos conduziriam a essa mesma solução. O caminho único pode limitar nossa ação, mas diante de alternativas acabaremos por encontrar uma sobre a qual possamos agir.

Uma visão mais ampla, quer dizer alguém que seja capaz de enxergar, não apenas o adversário que está diante de si, mas também todo ambiente à sua volta, todos os demais protagonistas que fazem parte da cena, todo o cenário onde se desenvolve a coisa, todas as possíveis saídas. Fitando apenas o adversário, nosso único sentimento será de estar completamente encurralado. A visão geral da situação, o que também inclui o adversário, nos permite fazer uma melhor avaliação do problema, ampliar o espectro de suas conseqüências, nos mostrar as opções das quais podemos dispor para solucioná-lo, e podemos mesmo concluir que, pode nem haver um problema; que o problema exista apenas devido à nossa visão limitada e restrita do mesmo, porque não olhamos o geral, e sim apenas a parte que se nos apresenta, como um suposto problema.

Um jogador de Xadrez, tem diante de si problemas, situações que se apresentam, de um modo inicial, como se não existisse solução. Mas eis que ao erguer sua vista, ele pode vislumbrar mais adiante, ter uma visão geral da coisa. Ao ver o tabuleiro por inteiro, ele pode avaliar melhor o problema que tem diante de si. Vê o problema, vê a origem do mesmo, vê o que tem em mãos para tentar solucioná-lo, pode antever se as soluções que imagina terão o efeito desejado, terá diante de si as conseqüências de cada decisão que resolva tomar. Ele tem uma visão privilegiada da situação por inteiro. Pode reconstituir todos seus passos, que o conduziram até aquele problema, e diante dos fatos, pode finalmente aprender sobre os efeitos de falhas cometidas. Saberá ainda como superar, no futuro ou no agora, cada dificuldade que se apresente diante dele. Para se aprender de forma adequada, a atenção é sem dúvida a qualidade mais importante. O jogo de Xadrez, se propõe a despertar em primeiro lugar, entre seus praticantes, esse essencial estado que é a atenção, o que os tornará observadores qualificados, mais cuidadosos com os detalhes, mais criteriosos e capazes em suas decisões.

Sua visão se renova, seu modo de pensar se amplia, e terá a seu favor dois fatores mais que importantes na solução de qualquer questão da vida; a lógica que o ensinará a sistematizar e organizar uma questão antes de tentar resolvê-la, e a versatilidade de uma mente aberta, que está sempre disposta a experimentar as novas possibilidades, além daquelas já existentes, para solucionar uma mesma questão. Na visão tradicional, temos diante de nós muitas soluções prontas para antigos e novos problemas. Se eles nunca se renovassem seria um mundo perfeito, mas eles mudam de forma, e as antigas soluções estão sempre atrás, se mostram obsoletas, incapazes de por um fim a coisa. Sendo orientado para a partir do todo se chegar à parte, o jovem praticante de Xadrez, desenvolve a capacidade de antecipar situações possíveis de criar problemas. Logo ele se torna mais capaz de solucionar problemas, não apenas os de natureza lógica, mas de qualquer natureza.

Uma mente vigorosa, ativa e cheia de músculos mentais bem desenvolvidos, é o benefício imediato de quem mentalmente articula muitos caminhos e possibilidades para se chegar a um objetivo. É a mesma coisa de um autor de ficção a criar uma trama onde, por exemplo, o personagem principal, ao caminhar por uma estrada cheia de obstáculos, tivesse que tratar cada um, de uma maneira sempre nova, o que não seria possível com uma mentalidade inflexível. Nessa prática, devemos ainda ensinar, que o jogo apesar de ser uma competição, não precisa tornar-se uma disputa, pois não deve existir perdedor ou vencedor, se ambos, jogador e adversário estão aprendendo juntos.

Tirei daqui: http://sitededicas.uol.com.br/art_jogo_de_xadrez.htm

 
 

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