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Bresser e a privatização da telefoniaEnviado por luisnassif, dom, 18/07/2010 - 12:22Por Hamilton O que será que FHC e Serra vão achar disso? LUIZ CARLOS BRESSER-PEREIRA O menino tolo Só um bobo dá a estrangeiros serviços públicos como as telefonias fixa e móvel JOÃO É DONO de um jogo de armar. Dois meninos mais velhos e mais espertos, Gonçalo e Manuel, persuadem João a trocar o seu belo jogo por um pirulito. Feita a troca, e comido o pirulito, João fica olhando Gonçalo e Manoel, primeiro, se divertirem com o jogo de armar, e, depois, montarem uma briga para ver quem fica o único dono. Alguma semelhança entre essa estoriazinha e a realidade? Não é preciso muita imaginação para descobrir. João é o Brasil que abriu a telefonia fixa e a celular para estrangeiros. Gonçalo é a Espanha e sua Telefônica, Manuel é Portugal e a Portugal Telecom; os dois se engalfinham diante da oferta "irrecusável" da Telefônica para assumir o controle da Vivo, hoje partilhado por ela com os portugueses. Mas por que eu estou chamando o Brasil de menino bobo? Porque só um tolo entrega a empresas estrangeiras serviços públicos, como são a telefonia fixa e a móvel, que garantem a seus proprietários uma renda permanente e segura. No caso da telefonia fixa, a privatização é inaceitável porque se trata de monopólio natural. No caso da telefonia móvel, há alguma competição, de forma que a privatização é bem-vinda, mas nunca para estrangeiros. Estou, portanto, pensando em termos do "condenável" nacionalismo econômico cuja melhor justificação está no interesse que foi demonstrado pelos governos da Espanha e de Portugal. O governo espanhol, nos anos 90, aproveitou a hegemonia neoliberal da época para subsidiar de várias maneiras suas empresas a comprarem os serviços públicos que estavam então sendo privatizados. Foram bem-sucedidos nessa tarefa. Neste caso, foram os espanhóis os nacionalistas, enquanto os latino-americanos, inclusive os brasileiros, foram os colonialistas, ou os tolos. Agora, quando a espanhola Telefônica faz uma oferta pelas ações da Vivo de propriedade da Portugal Telecom, o governo português entra no jogo e proíbe a transação. A União Europeia já considerou ilegal essa atitude, mas o que importa aqui é que, neste caso, os nacionalistas são os portugueses que sabem como um serviço público é uma pepineira, e não querem que seu país a perca. O menino tolo é o Brasil, que vê o nacionalismo econômico dos portugueses e dos espanhóis e, neste caso, nada tem a fazer senão honrar os contratos que assinou. Vamos um dia ficar espertos novamente? Creio que sim. Nestes últimos anos, o governo brasileiro começou a reaprender, e está tratando de dar apoio a suas empresas. Para horror dos liberais locais, está ajudando a criar campeões nacionais. Ou seja, está fazendo exatamente a mesma coisa que fazem os países ricos, que, apesar de seu propalado liberalismo, também não têm dúvida em defender suas empresas nacionais. Se o setor econômico da empresa é altamente competitivo, não há razão para uma política dessa natureza. Quando, porém, o mercado é controlado por poucas empresas, ou, no caso dos serviços públicos, quando é monopolista ou quase monopolista, não faz sentido para um país pagar ao outro uma renda permanente ao fazer concessões públicas a empresas estrangeiras. A briga entre espanhóis e portugueses pela Vivo é uma confirmação do que estou afirmando.
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Comentários + votados
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Marcel Ribeiro
18/07/2010 - 12:33
Nassif:
Achei tão legal esse vídeo que quis logo compartilhar com todos os amigos aqui do blog. Por isso, não vou esperar um trivial para postar. Veja, tenho certeza de que você vai gostar.
...
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sergiolmrivero
18/07/2010 - 12:42
Eita!
Bresser chama de "meninos bobos" aqueles que entregaram a telefonia (e uma posição privilegiada nos mercados derivados dela) a empresas estrageiras. Bom...Também tivemos os "meninos...
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GalileuGalilei
18/07/2010 - 12:46
Faz tempo tenho observado os artigos do Bresser destoando severamente da cartilha tucana.
No entanto, como ministro de FHC, Bresser não foi capaz de sair do rame-rame que caracterizou aquele...
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Bel Brunacci
18/07/2010 - 12:50
Agora é tarde, PSDB. Por que o Bresser não disse nada quando estava no governo?
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Gilson Raslan (Jaru-RO)
18/07/2010 - 12:52
Será que o Bresser Pereira caiu na real, ou está delirando?
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6
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luciano gonçalves coelho
18/07/2010 - 12:54
É bem interessante a análise política e ecônomica do Sr. Bresser Pereira na atual conjuntura do Brasil de hoje. Mais interessante é este ilustre economista do PSDB, que foi até ministro da fazenda,...
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Jairo Medeiros
18/07/2010 - 12:59
Essa análise é tardia, mas serve ainda de alerta.
Foi no governo FHC que ocorreram tais privatizações, sabemos o que acontecerá cseo candidato dos demotucanos e da mídia atual e sempre golpista for...
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Wilson Ribeiro
18/07/2010 - 13:01
O Bresser acertou em cheio. Curto e grosso. Objetivo. E os tucanos ainda ficam criticando a recriação da Telebrás para levar internet banda larga a todos. Se fosse a AT&T, a Quest, a Orange...
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Tony
18/07/2010 - 13:06
Só "jênio" para acreditar que telefonia celular, internet e demais tecnologias iriam desembarcar nestas terras e chegar nesse estágio somente se privatizadas e totalmente doadas ao capital...
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Neves
18/07/2010 - 13:07
"O que será que FHC e Serra vão achar disso"?
Eles já acharam, ou melhor, se perderam. Conduziram a desnacionalização, no limite da irresponsabilidade.
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11
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romério cordeiro
18/07/2010 - 13:07
hamilton:
resta ao bresser votar na dilma. o mais é conversa mole.
romério
5
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George vidipo
18/07/2010 - 13:08
Seria interessante fazer uma revisão do posicionamento de Bresser no periodo FHC. Temos agora a verdade revelada de Serra hoje.
Por isso voto Dilma. Será Bresser mais um ex-psdb.
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Fabiano
18/07/2010 - 13:08
Agora imaginem o menino tolo entregando o petróleo e o pre-sal... É o desejo do PSDB/DEM
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Marcos Doniseti
18/07/2010 - 13:12
Infelizmente, Bresser Pereira tem pouca influência dentro do atual PSDB. É um dos poucos e dignos sobreviventes do processo de direitização e de radicalização pelo qual o partido passou nos últimos...
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dimitri
18/07/2010 - 13:14
Eu gosto dos textos do Bresser, mas aqui duas ressalvas:
1. o Joao (bobo) nao eh o Brasil, mas sim, o Brazil - e tem grande diferenca entre esses dois se ele nao sabe;
2. Com toda sua lucidez, como...
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Lopiccoli
18/07/2010 - 13:22
Vamos ver quem são os meninos bobos quando for aberta a caixa preta chamada BANESTADO.
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Giovanni Oliveira - N. Iguaçu/RJ
18/07/2010 - 13:25
Seria uma tentativa de descolamento de uma ala do PSDB em relação a "banda podre" aliada ao Serra. Uma tentativa de salvar parte da legenda para o pós eleição.
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José Maia
18/07/2010 - 13:25
Finalmente alguém entendeu tudo: Bresser Pereira!
A verdadeira história da privatização das telecomunicações é essa: o setor sempre foi competente e gerou os recursos para atender ao país. E porque...
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José Maia
18/07/2010 - 13:28
É claro que Bresser Pereira fez parte da turma que entregou aos estrangeiros. Mas parece que consegue enxergar agora. Mas o mau está feito.
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Gunter Zibell
18/07/2010 - 13:30
Acho que a nacionalidade do capital, se é estrangeiro ou nacional, não é o ponto fulcral. Se um governo recebeu dinheiro e há livre movimentação de capitais, ele pode investir em empresas do exterior...
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O Bresser acerta em cheio. Análise corretíssima.
Prova de que ainda há sanidade dentro do psdb.
Nem todo o partido se comporta como braço político da revista veja...
Seria uma tentativa de descolamento de uma ala do PSDB em relação a "banda podre" aliada ao Serra. Uma tentativa de salvar parte da legenda para o pós eleição.
Não acho. Duvido que Bresser tenha ilusões sobre o psdb.
Bresser quer preservar é o próprio nome. Sua reputação.
O psdb não será alternativa para nada enquanto o joaquim silvério dos reis não for dessa prá melhor...
Ah, ah, ah, sugiro uma vaquinha para o Bresser comprar uma passagem para Caracas, só de ida e levando o psicanlista junto, lá teria boa companhia, ah, ah, ah, nisso o Sarney tinha razão.
Bom... quando o joaquim silvério dos reis bater as botas você poderá exumar ele e mandar para miami.
Teria um dedo do Aécio nisso? alguém sabe se existe alguma ligação entre os dois?
Que nada... aécio é um neoliberal deslumbrado.
Bresser é um pensador denso e nacionalista.
Pode se que haja estas pessoas, mas que nao cabe na palma de uma mao. Nao chega a preencher tres dedos. Se existem porem, estao fora do jogo, nao palpitam nada. O programa do PSDB eh o programa do PIG. Estas pessoa nao gostam do Brasil, nao pensam o Brasil, sao manipuladas por um midia internacional, que consegue convence-los(nos) de que o pior para nos e o melhor para nos(eles).
Ethevaldo Siqueira tentou responder:
http://blogs.estadao.com.br/ethevaldo-siqueira/2010/07/19/a-fabula-nacionalista-de-bresser/
A fábula nacionalista de Bresser
19 de julho de 2010 | 15h16
Ethevaldo Siqueira
Nunca soube que Luiz Carlos Bresser Pereira fosse contrário à privatização das telecomunicações, quando ela ocorreu. Igualmente, nunca ouvi nem li nenhuma crítica sua à situação do monopólio da Telebrás até 1998. Nunca imaginei que ele tivesse apoiado o modelo estatal anterior. Supunha até que, como tucano que foi, Bresser conhecesse e concordasse com os argumentos do ex-ministro Sérgio Motta, tantas vezes anunciados para privatizar esse setor. Esperava que, como economista de renome e culto, pudesse avaliar os resultados concretos do novo modelo setorial.
Manifesto essa surpresa porque poucas vezes discordei tanto de um economista e intelectual que aprendi a admirar ao longo dos últimos 30 anos, como discordei do conteúdo do artigo “O Menino Tolo”, que Bresser publicou na Folha de S. Paulo, de domingo, 18-07-2010, fico assustado com suas afirmativas, sintetizadas numa das frases mais polêmicas que já li: “Só um bobo dá a estrangeiros serviços públicos como as telefonias fixa e móvel”.
No caso, o bobo é o Brasil, porque privatizou suas telecomunicações e permitiu que investidores estrangeiros comprassem operadoras de telefonia fixa e móvel. A historinha do menino que troca seu pirulito por um jogo de armar não tem nenhuma analogia com o que ocorreu no Brasil.
Eis o nosso pirulito
Valeria a pena examinarmos apenas os números mais representativos do desenvolvimento das telecomunicações brasileiras a partir da privatização da Telebrás (28-07-1998) até hoje. O Brasil que a Telebrás nos legou tinha 24,5 milhões de telefones. Hoje tem 227 milhões. Ou seja, quase 10 vezes mais. A penetração da telefonia, que era de apenas 14 telefones por 100 habitantes, hoje é de 128. Isso significa que o Brasil tem mais telefones do que gente. Ou que universalizou o serviço.
O sistema anterior para aquisição do direito de uso de um telefone era altamente elitista porque exigia a aquisição do plano de expansão por um valor equivalente a US$ 1.000 – sim, mil dólares – em outras oportunidades chegou a US$ 3.000. Com prazo de instalação de dois anos, muitas vezes alongado para 4 ou 6 anos. Nem a classe média podia ter telefone. No mercado negro, uma linha telefônica chegou a ser vendida em 1991 pelo equivalente a US$ 10.000 no bairro de Alphaville, na Grande São Paulo. Um recorde mundial.
Com tantas carências em telecomunicações, a que tipo de menino poderia o Brasil da Telebrás ser comparado? Talvez, a um débil mental. Pena que você, Bresser, nunca tenha denunciado essa situação.
O sucesso da telefonia móvel pode ser medido pela expansão de 5,8 milhões de aparelhos há 12 anos para os atuais 185 milhões de celulares em serviço. Desse total, mais de 100 milhões são utilizados por cidadãos de baixa renda. Foi a maior inclusão digital da história deste País. E sem dinheiro público.
Mesmo com todas as queixas que tenho e com todos os problemas que tenho apontado nas telecomunicações brasileiras, entre os quais ao baixo padrão de atendimento dos assinantes pelas operadoras privadas nacionais e estrangeiras, acho que não podemos subestimar os resultados do novo modelo, responsável por investimentos da ordem de R$ 180 bilhões na infraestrutura setorial nos últimos 12 anos. O sistema Telebrás em 25 anos investiu apenas R$ 60 bilhões.
Com uma alíquota total de tributos da ordem de 43% sobre o valor dos serviços, os governos estaduais e o federal já arrecadaram uma média de R$ 30 bilhões por ano ao longo dos últimos 12 anos. Isso significa: R$ 360 bilhões carreados aos cofres públicos, sem nenhuma contrapartida em investimentos de ordem social nas telecomunicações. Só de fundos setoriais confiscados, o governo federal surrupiou mais de R$ 15 bilhões das telecomunicações.
Quantos tolos
É claro que eu prefiro que os serviços públicos brasileiros sejam explorados por brasileiros. Aliás, os investidores brasileiros tiveram a oportunidade de adquirir o controle das subsidiárias do Sistema Telebrás. Por falta de vontade ou de capitais, os investidores brasileiros não quiseram comprar as operadoras estatais no dia privatização. Apenas uma grande concessionária ficou com brasileiros, e assim mesmo com uma ajuda expressiva e decisiva do BNDES e dos fundos de pensão. Outras, menores, operadoras de celular, foram logo vendidas a grupos estrangeiros.
Se olharmos para o mundo, veremos que, pelo critério de meu amigo Bresser, quase uma centena de países são “meninos tolos”. Tomemos apenas o exemplo de uma única grande operadora de telefonia móvel: a Vodafone, inglesa, que está em diversos países europeus e asiáticos. Durante quase 10 anos, ela operou no Japão, que deve ter outro garoto bobo. E hoje está operando, entre outros, nos seguintes países ou “guris beócios”, como: Austrália, Alemanha, Espanha, Itália, Albânia, Turquia, República Checa, Egito, Grécia, Hungria, Índia, Irlanda, Portugal, Holanda, Nova Zelândia, Malta, Gana, Romênia, Catar e outros.
Diante de tantos “meninos tolos” fico pensando a falta que me fez não ter estudado economia com o professor Bresser. Talvez não tivesse me dedicado ao setor de telecomunicações. Quando vejo a Deutsche Telekom (T-System), gigante alemã explorando a telefonia celular nos Estados Unidos, fico desconfiado que esse país não passa de um “molecão estúpido”.
Se Bresser conhece as raízes da rivalidade Portugal-Espanha, entenderia a razão da oposição do governo (dono de uma golden share na Portugal Telecom). Se Portugal fosse tão nacionalista quanto argumenta o brilhante economista, expulsaria a Vodafone inglesa de seu território, não acha?
Mais surpreendente ainda é afirmar que a telefonia fixa e a móvel “garantem a seus proprietários uma renda permanente e segura”. Imaginem se, com base nesse mesmo argumento – o da “renda permanente e segura” – o nacionalismo de Bresser se aplicasse aos bancos estrangeiros no Brasil?
É provável que Bresser não saiba que evolução tecnológica arrasou com a rentabilidade das operadoras fixas, abrindo alternativas como o Skype e de dezenas de opções de telefonia baseadas em voz sobre protocolo IP. A Telefônica precisa de uma operadora móvel para sobreviver. Como todas as operadoras fixas do mundo, ela só será viável se transformar numa operadora multi-serviços, e prestar celulares, acesso à internet em banda larga, comunicação de dados de alta velocidade, a TV por assinatura, a telepresença e outros.
Outro equívoco que Bresser repete é a de que a telefonia fixa é monopólio natural. Isso era verdade no mundo analógico e antes das redes compartilhadas (unbundling). O Reino Unido demonstra exatamente a possibllidade de competição sobre uma única rede compartilhada, desagregada, na qual todas as operadoras podem operar de forma concorrencial.
Mais polêmica ainda é a afirmativa de que “nestes últimos anos, o governo brasileiro começou a reaprender, e está tratando de dar apoio a suas empresas”. E que “para horror dos liberais locais, está ajudando a criar campeões nacionais”. Um desses campeões seria, por acaso, a Oi?
A briga entre espanhóis e portugueses pela Vivo é uma história bem mais complexa do que a do seu menino tolo, meu caro Bresser. Tem raízes culturais, políticas e econômicas milenares, além de interesses locais recentes.
Etevaldo ????? ele não é o empregado da Globo que fala algumas coisas sobre informática na CBN? Porque se for a mesma figura, ele não poderia escrever coisa diferente, claro!!!
Ethevaldo!?!?... não é o que escreve pro Estadão, fala na cbn (globo), aparece na folha? Se for o mesmo, não poderia dizer outra cois...
Nassif:
Achei tão legal esse vídeo que quis logo compartilhar com todos os amigos aqui do blog. Por isso, não vou esperar um trivial para postar.
Veja, tenho certeza de que você vai gostar.
Abraço,
Marcel Ribeiro
http://www.youtube.com/watch?v=aUiWgtIGJwU
Caro Marcel Ribeiro:
Posso estar enganado, mas parece que este vídeo já passou por aqui e eu não abri.
A Mercearia Paraopeba merece um programa em horário nobre de televisão, pelos mais variados motivos.
Fazem falta armazéns como este, precisamos de muitas Paraopebas neste país, comércio local de pai prá filho com aquele formidável ambiente onde a amizade e a confiança prevalecem, haja vista a “venda no caderno” até hoje.
No programa, dentre outros produtos de antigamente, dei de cara com o mandiopã- eu não gostava daquilo, mas o fato é que fui imediatamente remetido à minha infância.
Um abraço
MARAVILHOSO!!! Que bons tempos.
Marcel Ribeiro, assisti o vídeo e achei sensacional. Gaúcho, acho o sotaque mineiro uma delícia de ouvir. Conforta ver quanto ainda existem pessoas autênticas e verdadeiras. Obrigado.
Eita!
Bresser chama de "meninos bobos" aqueles que entregaram a telefonia (e uma posição privilegiada nos mercados derivados dela) a empresas estrageiras. Bom...Também tivemos os "meninos espertos" que ajudaram o Gonçalo e o Manuel a comprar o brinquedo de armar e ficaram com mais que um pirulito.
Agora, sobra uma daquelas perguntas que não querem calar...
A que meninos bobos o Bresser ser refere? Será que estamos falando de gente que está concorrendo a cargos majoritários esse ano?
Vamos ver quem são os meninos bobos quando for aberta a caixa preta chamada BANESTADO.
Com todo respeito ao Bresser Pereira e concordando com o artigo de cabo a rabo, gostaria de perguntar onde ele estava quando esses 'meninos bobos', seus correligionários, cometiam essa insanidade? Ele ficou ao lado dos 'meninos bobos' ou dos então apelidados de 'neo-bobos' entre os quais eu me incluia?
Meu caro:
Antes da 1ª eleição de FHC foram feitas em quase todos os Estados brasileiros convenções regionais que debateram teses encaminhadas, posteriormente, à Convenção Nacional.
Uma delas era sobre a privatização das telecomunicações.
A maioria das convenções regionais aprovou teses contrárias à privatização.
Eu sei, porque a minha tese contrária à privatização foi aprovada por aclamação na Convenção Regional do DF.
Um dos argumentos-chave era esse que o Bresser defende. Coisa simples: não precisa de muita elaboração mental.
A Convenção Nacional simplesmente ignorou o que defendiam as convenções regionais. Democracia partidária é isso aí.
FHC e sua tropa fizeram o que queriam e estão hoje todos milionários.
Eles não são tolos não. São muito espertos.
A sociedade brasileira é que é tola.
Jorge Vieira
O que se fez ou se pensa que criou no DF nos ultimos 16 anos deve ser desconsiderado.
Faz tempo tenho observado os artigos do Bresser destoando severamente da cartilha tucana.
No entanto, como ministro de FHC, Bresser não foi capaz de sair do rame-rame que caracterizou aquele governo.
Não sei o que ocorreu entre esses dois instantes. Mudou o Bresser? Mudou a conjuntura?
Agora é tarde, PSDB. Por que o Bresser não disse nada quando estava no governo?
Antes tarde do que nunca.
O serra, por ex, continua defendendo o ideário fhc.
Representa os mesmos interesses.
Caro Bel Brunacci:
Em minha opinião, LCBPereira, de uns tempos prá cá, passou a falar aquilo que realmente pensa, e interpreto esta atitude do experiente economista como lance de oportunismo, pois certamente não incorporou tais conceitos ao seu pensamento nestes últimos sete anos.
Quando ministro de FHC no primeiro mandato e início do segundo (justamente a época em que a privataria já estava a todo vapor), ocupando pastas em áreas que, embora distintas da econômica, mantém inter-relações com esta, LCBPereira não se fez notar por observações coerentes como a deste post, ou seja, perdeu uma excelente oportunidade para se manifestar em benefício do país.
Será que o Bresser Pereira caiu na real, ou está delirando?
Ele caiu na 'real' durante os governos de fhc. Agora ele caiu na lucidez.
É bem interessante a análise política e ecônomica do Sr. Bresser Pereira na atual conjuntura do Brasil de hoje. Mais interessante é este ilustre economista do PSDB, que foi até ministro da fazenda, não tenha procurado defender esses pontos de vista, na época das privatizações do governo FHC, aceitando como muito bom para o país entregar pontos estratégicos para estrangeiros. Comunicações e mineração não se vende a preço de bananas nem para empresas privadas nacionais. Hoje, essa lucidez tardia, incomoda bastante em quem o lê.
Tudo bem, Bresser acerta na mosca ao colocar o Brasil de FHC como o bobo da história, mas daí afirmar que o Brasil "dos últimos anos" está reaprendendo apoiar suas empresas nacionais vai um telescópio e meio de distância. Vide essa taxa de câmbio totalmente antinacional sob qualquer ponto de vista que, somada ao juros do arco-da-velha, faz do ingresso de moeda estrageira uma máquina de sugar e varrer riqueza para o exterior. Sem impostos, diga-se.
O que se passa, na verdade, é a construção de uma nova elite econômica a parir da ascensão de uma nova elite política. Ou seja, estamos trocando seis por meia dúzia. A acumulação primitiva dos novos donos do Brasil se faz pela expropriação de fundos de pensão, da colagem política com votos comprador por bolsas família e da desmontagem da história que os levou ao poder. Daí a candidatura de alguém que sequer pertenceu a essa história.
Os mais espertos das velhas elites estão fazendo apenas que sempre fizeram: agarram-se às bolas de quem está no governo e/ou tem mais condições de nele permanecer. Tal é o PSDB/DEMO que não se comporta como braço político da revista Veja. Estão em debandada. Só isso. Sabem para aonde ir e com quem podem contar.
(Perdão! Cliquei "enviar" por engano, antes da hora. Se possível, apague meu comentário anterior, incompleto)
Nassif , nem no Quississana , vc desliga o P C heim, Abcs .
Belíssimo o Bresser não ?
Ainda bem que ainda existe um lampejo de lucidez dentro do ninho tucano. Já é uma esperança de que ainda é possível haver, no futuro, uma oposição coerente para consolidar a discussão dentro do jogo democrático. Por enquando é só uma possibilidade. Talvez depois das eleições, se o governo for favorecido nas urnas e, pot consequencia, houver uma depuração nos demais partidos, isso possa se tornar realidade. Tomara.
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