Brasilianas.org sobre a Usina de Belo Monte

Os bordões sobre Belomonte

Um pouco antes da divulgação desse vídeo com atores globais especializados em energia, conversei com algumas colegas jornalistas sobre Belo Monte.

Elas tinham um nível de indagação similar ao exposto no vídeo. Sinal de que a campanha contra Belo Monte fixou-se em alguns pontos focais, de fácil assimilação e de fácil espraiamento pelas redes sociais. Ou seja, um marketing profissional.

Uma das questões paradoxais é o fato da usina receber - do mesmo grupo - dois tipos de críticas distintas e opostas:

A usina desrespeita totalmente o meio ambiente e os direitos dos índios.

A usina não é eficiente, por só aproveitar parte do potencial do rio.

Ora, há duas maneiras de se construir uma usina. Se se basear exclusivamente no critério de eficiência, teria que dispor de um lago enorme, alagando regiões amplas. Optou-se por um sistema energeticamente menos eficiente - o de geração de energia em cima da correnteza do rio - justamente para privilegiar questões ambientais. Ou seja, a usina não é 100% eficiente em respeito a questões ambientais.

Mas não se informa sobre esse ponto.

Não foi apenas o único preço pago em respeito ao meio ambiente. Pelo menos R$ 1 bilhão a mais foi investido para remanejamento de aldeia com poucos índios. Há um conjunto enorme de contrapartidas, assinadas em contrato e sob fiscalização das autoridades e das população locais.

A maneira como a campanha foi montada desinforma. Critica genericamente a usina, como se não houvesse nenhuma contrapartida. Não há uma crítica objetiva à qualidade ou suposta ineficiência das contrapartidas.

Depois, criam-se mitos, como o da energia eólica substituindo completamente as novas usinas hidrelétricas. Não se mostram as limitações de custo, de instalação, os problemas ambientais embutidos nela. Não se analisa a matriz energética, para avaliar a viabilidade ou não de se abrir mão das usinas amazônicas.

Longe de mim duvidar das boas intenções ambientalistas dos globais - diretamente proporcionais ao seu baixo nível de informação, inclusive para formular a crítica técnica contra Belo Monte. Mas a massificação de bordões através de personagens de largo alcance popular me soa mal. É profissional, tão profissional quanto consegue ser uma campanha publicitária bem planejada.

Exibido em 13/06/2011

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109 comentários
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Assis Ribeiro

O post anterior, com os artistas globais, gerou polêmica entre os comentários.

Porque artistas globais não podem participar de uma campanha publicitária? Os mesmos que criticaram essa campanha, também defendem a critica da igreja contra a campanha da Benetton?

 

Assis Ribeiro

 
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Morales

Se os artistas globais aparecerem apoiando a campanha eleitoral do PT, isso, também, significa que o PT está no bolso da Globo e do PIG ou é só um argumento casuísta para criticar os argumentos dos "ecologistas"?

 
 
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Gilson Raslan

Vai aqui uma continha para os incautos não caírem nesta vigarice desses artistas globais nem dos ditos ambientalistas, que não passam de uns ECOCHATOS, que não têm noção do que falam:

1)a Amazônia legal tem uma área de 5.500.000 de km2;

2)o lago de Belo Monte vai inundar uma área de 640 km2;

3)portanto a área do lago de Belo Monte corresponde a apenas 0,0116% da área da Amazônia legal.

Para se ter uma idéia desta área alagada, vamos fazer a seguinte comparação com a área de um lote urbano:

1)um lote urbano tem, em média, uma área de 360 m2;

2)assim, 0,0116% de 360 m2 corresponde a 0,04176 m2.

3)0,4176 m2 corresponde a 417,6 cm2.

4)417,6 cm2 correspondem a 20 cm de comprimento por 20 cm de largura.

CONCLUSÃO: o estrago que o lago de Belo Monte vai causar na Amazônia é o mesmo estrago que um pocinho de 20 cm por 20 cm vai causar em um lote urbano, ou seja, nenhum estrago.

 
 
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Assis Ribeiro

Usando seu raciocínio.

1) A cidade do Rio de Janeiro tem  X  kilômetros quadrados.

2) Há uma neccessidade de se ampliar a lagoa Rodrigo de Freitas.

3) A proposta é ampliar até as imediações do "garota de Ipanema", uma área ínfima se considerada a cidade e os benefícios que a obra trará.

Essa é a diferença quando se trata de decisões que afetará os da "Casa Grande" e os da "Senzala".

Aliás, para usar situações reais, os projetos do metrô em Higienópolis (SP) e da estação na própria Ipanema e as discussões em um post aqui no blog  ilustraram bastante essa diferença.

 

Assis Ribeiro

 
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Professora Nina

Para construir o metrô e ampliar avenidas se expropiam casas, tb... Fazer o que?

 
 
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Tibério Barreira

Exatamente, se expropriam as casas diante dos olhos da cidade mediante uma "justa" remuneração. Ainda que essa não seja tão "justa" assim. 

Acho que quem tem um pouco menos que 25 graus de miopía consegue ver que a situação é um pouquinho diferente, não acha? Se na cidade cheia de gente, câmeras e meios de comunicação já é difícil de fiscalizar as agressões ao meio ambiente, imagina lá.

Então vamos dar uns trocados pros índios que moram lá e beleza. Meia dúzia de espelhinhos e o ouro da terra nova é nosso! hahahaha!

Notícia, para os colonizadores de plantão: O oceano não acaba num abismo... A terra é redonda e vez por outra estamos tropeçando nas pedras que colocamos e caíndo nos buracos que não cansamos de cavar.

 
 
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Emanoel Rego Filho

Não vi até agora nada de consistente que possa me dizer que Belo Monte será ruim em termos ambientais para o País. Vejo um bando de gente desinformada, que jamais viajou para conhecer a floresta de perto, se quer quando vai para Miami, olha pela janela do avião para baixo, quando passa pela Amazonia. O caboclo é gente como nós, que sabe o que quer e não é preciso que atores profissionais, que defendem o pensamento de uma FAMIGLIA, tentem numa campanha desavergonhadamente mentirosa ludibriar a opinião de que, É POSSÍVEL O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DA AMAZONIA SER CONCILIADO COM OBRAS DO PORTE DE BELO MONTE! 

 
 
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Ezequiel

Espelhinhos?? Acho que você tem uma idéia muito romântica dos índios. Índio não se contenta mais com espelhos e pinga. A verdadeira injustiça que o Brasil comete contra os índios é deixa-los à margem da sociedade. Índio quer internet, quer casa, quer saúde, quer viver até 80 anos igual o homem "branco", e tem direito a isso. Se o Brasil não fizer isso por eles, índios e não-índios vão continuar morrendo igual a moscas, como acontece hoje em dia. O Brasil tem o dever de usar os recursos naturais da Amazônia para tornar-se um país melhor para seu povo. Ou isso, ou vamos esperar os americanos, europeus e chineses virem aqui, buscar as riquesas que estamos guardando pra eles? Porque a hora que a fome apertar amigo, quem puder mais, chora menos.

 
 
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Egon H. Koppe

Ué!!  Já estão levando nosso NIÓBIO, e você sabe disso?

 
 
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Jo Rolex

Então, pela sua ótica, para acabar com o carrapato tem que matar a vaca.

Ora se há dúvidas quanto a suficiência ou a efetiva aplicação das contrapartidas oferecidas aos habitantes das áreas impactadas seria justo que se alertasse a população com campanhas visando a que se pressionasse governo e empreiteiras a indenizar no mais justo valor aqueles afetados pelo empreendimento.

Daí a sugerir o abandono puro e simples de um  projeto que vem sendo estudado há mais de 20 anos, com argumentos superficiais e equivocados, para não dizer falaciosos, em alinhamento com os interesses estrangeiros em internacionalizar a amazonia, é insultar o discernimento de quem realmente pensa o país como uma potência comercial e ambiental.

Ingênuos, no mínimo, pois estão compromentendo sua credibilidade diante de sua plateia, ainda que estejam apoiados pela venus platinada e o PIG.

 
 
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natalia

sao 640 000 km²!!!!

Parabens! Voces todos devem se orgulhar do pais que querem deixar para os seus filhos!

 
 
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Sandra Lúcia

Que conta maluca vc fez prá chegar aos 640.000 km²??????????????? Geografia e Matemática não se coadunaram nesse cálculo.

 
 
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joão bittar

a area de 640 mil klms quadrados corresponde a 90% da area de Tocantins ee Goiasm juntos. da uma checadinha ee volta aqui

 

 
 
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Thuany

Gente, não importa se a usina vai ocupar bem menos de 1%, a questão é que as consequências ambientais devem ser muito bem pensadas! Biodiversidade não existe a toa e muitas, mas com certeza MUITAS espécies serão extintas, pois muitas delas podem viver apenas naquele local. Aliás, muitas espécies que ainda nem conhecemos serão extintas. Outra ponto fundamental é: esses 640 m2 serão desmatados? Há um planejamento para que as árvores sejam retiradas? Porque o que se observa são inundações dos lagos sem o corte dessa matéria orgânica, que debaixo d'água, dá início ao processo de decomposição, gerando gases que são liberados na atmosfera. Isso quer dizer que: além de todos os gases produzidos pelos automóveis, indústrias, vacas (sim, elas são fundamentais para o efeito estufa), há toda essa massa de matéria orgânica contribuindo ainda mais para o efeito estufa. Colhemos os frutos da industrialização desordenada, falta de planejamento para construções e a intensa destruição do meio ambiente. O problema mais grave não vai surgir imediatamente. Toda alteração ambiental gera problemas gravíssimos a longo prazo! Digo isso porque sinto na pele as consequências ambientais de uma região com usinas hidrelétricas por perto. Frio, calor, seca, enchente, desastres ambientais totalmente descontrolados! Não, eu não sou uma ambientalista chata e não, eu não sou contra o progresso. A meu ver, o ser humano não pode interferir em um meio que está em equilíbrio.

 
 
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Cynthia

Sinto informar que a degradação das árvores etc. não geram volume maior de gases de efeito estufa. Se fosse assim, a própria floresta amazônica seria um problema pelo seu alto teor de umidade e constante degradação natural de matéria orgânica.

 
 
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Vinicius N

Engraçado reduzir a questão humana a mera estatística. Não estamos falando de um impacto pequeno. Estamos falando em aniquilar todo o modo de vida e destruir a cosmovisão de um povo inteiro, os caiapós. Todo trabalho, sobrevivência, história, mitos, tudo gira em torno do Rio Xingu, que vai secar com a obra. Sem o rio eles perdem o seu sustento e seu ícone mais importante. Por esse mesmo raciocínio, as torres gêmeas representam uma àrea muito pequena dos estados unidos, portanto podem ser derrubadas. Por esse mesmo raciocínio estatístico, não precisamos nos preocupar com as minorias. A questão é que o que está em jogo é um modo de vida delicado que entrou em equilíbrio e nós não podemos simplesmente patrolar com tudo. Não podemos. Imagine quando você era criança. Agora imagine desalojar a sua mãe e seu pai da casa onde vocês moravam, e despedir seu pai de seu trabalho a força. E dizer a ele: não trabalhe mais com isso. Ache outra coisa para fazer. Vamos dar um terreno a vocês em Osasco. 

O "bem maior"- o mercado, o crescimento econômico deve se adaptar ao homem. A ver pela crescente crise dos países desenvolvidos, o modelo de crescimento descontrolado está falido. O países desenvolvidos exauriram a maior parte de suas reservas e de seus bens naturais. O seu modelo de crescer a todo custo está decadência. Vamos adotar esse mesmo modelo? O homem está se consumindo, consumindo seus semlhantes e consumindo o planeta pelo mercado. Será que é tão difícil perceber isso?

 
 
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Paulo Cezar

O problema não são os artistas.

E a desinformação que eles ajudam a dissseminar com sua fama.

Deveriam buscar se informar minimamente antes de ir para a tv defender bordões e frases feitas que não correspondem a realidade, e pior as vezes são amplamente contraditórias à realidade, como o exemplo do Nassif mostrou claramente.

A Usina só não é 100 % eficiente para defender o meio ambiente !!

 
 
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Rúbia Gomes

Falou tudo! "O problema não são os artistas. É a desinformação que eles ajudam a dissseminar com sua fama."

 
 
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Lúcia Rodrigues

Acho que não se deve brincar com a crença de seu ninguém e a Benneton é mestre em fazer essas coisas. Não apoio, não gosto e não divulgo.

Mas o que entende de ecologia, de meio ambiente, uma desqualificada como a Maitê Doença, que defende transgênicos? Propaganda paga? Ah, faz sentido. 

Artistas se se engajam, por mais que eu xingue quando não é do meu lado, são muito bem vindos no mundo democrático, onde os que se abstem, pra mim, não valem a pena.

Mas propaganda financiada por quem? Quem tá pagando? Quais são os interesses pro trás? Eu sei. Você sabe?

 
 
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kaka13

O problema não é os globais participando contra Belo Monte,o que é democrático.O problema é os dados falsos que eles estão propagando..

 
 
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Ronaldo22

Respondendo às suas perguntas:
1) Os globais podem, tanto é que eles estao fazendo, mas o poder de influencia destes sobre os sapiens ignorantes é devastador!
2) Qual é? Nao se pode ser a favor da igreja também nao? E respondendo a sua pergunta, nao, apesar de 100% a favor do desenvolvimento do país, sou contra a postura da igreja e á favor da abertura de nossas mentes, contra o preconceito! Seria lindo ver nosso papa amigo de outros líderes religiosos, dando selinho ou nao.
Obrigado

 
 
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Assis Ribeiro

O post anterior, com os artistas globais, gerou polêmica entre os comentários. (2)

Agora, afirmar que o blog do Nassif não é plural, é um atestado de falta de frequência ao blog.

 

Assis Ribeiro

 
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Erly Ricci

Exatamente Assis.

Pois aqui mesmo neste espaço - no Brasilianas - tem um documento importante sobre Belo Monte que todos deveriam ler - ou melhor, estudar - antes de entrar no debate. 

http://www.advivo.com.br/sites/default/files/documentos/painel_especialistas_belo_monte_1.pdf

 

"pelos caminhos que ando um dia vai ser, só não sei quando" - Paulo Leminski

 
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Assis Ribeiro

Concordo plenamente com as opiniões de Célio Bermannn. A energia no Brasil é extremamente mal distribuída. É preciso rediscutir essa distribuição. Criar novas fontes energéticas, mantendo essa política atual, é gastar irresponsavelmente as nossas fontes.

 

Assis Ribeiro

 
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Assis Ribeiro

As empresas de alumínio hoje em dia utilizam 8% de toda a energia elétrica do país e no mundo cerca de 2%.

 

Assis Ribeiro

 
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Paulo Cezar

A matriz energética brasileira é uma das mais limpas do mundo justamente porque é concentrada em hidroeletricidade !!!!

 
 
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Assis Ribeiro

Para Bermann, a explicação para a obsessão por Belo Monte é a aliança Lula-Sarney, que abarca figuras historicamente ligadas ao setor eletro-intensivo, de forma a manter a subordinação da política energética nacional aos interesses de grandes corporações econômicas. Desse modo, estaríamos vendo o início de uma radicalização na apropriação das riquezas do território amazônico, que só pode gerar trágicas conseqüências ambientais e sociais.

 

Assis Ribeiro

 
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Assis Ribeiro

O projeto de construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte  surgiu há mais de trinta anos, ainda no período de ditadura militar. O projeto foi engavetado em 1989, sob pressões de grupos indígenas liderados pelo cacique Raoni e o cantor Sting, ex-vocalista da banda “The Police”.

http://www.infoescola.com/geografia/usina-hidreletrica-de-belo-monte/

 

Assis Ribeiro

 
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Assis Ribeiro

 

Segundo a professora Sônia Barbosa Magalhães, da Universidade Federal do Pará, em análise crítica ao Estudo de Impacto Ambiental (EIMA-RIMA) de Belo Monte, a obra gerará sérias consequências:

  • Inundação constante dos igarapés de Altamira, no lugar da inundação sazonal;
  • Redução da vazão da água e bloqueio do transporte fluvial até o Rio Bacajá;
  • Remanejamento de famílias locais;
  • Alteração do regime do rio relacionado aos meios bióticos e socioeconômicos;

SÔNIA BARBOSA MAGALHÃES, doutora em antropologia pela Universidade
Federal do Pará (UFPA) e em sociologia pela Universidade de Paris 13, é
professora da UFPA.
FRANCISCO DEL MORAL HERNANDEZ, mestre em energia pela USP, é
pesquisador do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP.

http://www.provedor.nuca.ie.ufrj.br/eletrobras/estudos/magalhaes1.pdf

 

Assis Ribeiro

 
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DanielQuireza

Assis,

Sem dúvida que haverão impactos. Por isso mesmo que existe uma quantidade enorme de recursos para o trabalho sócio-ambiental.

Qual a alternativa proposta ? Parar de aumentar a oferta de energia e o país parar de crescer ? Pois foi isso que aconteceu nos anos 90, culminando com o racionamento de 8 meses em 2001. Utilizar outras alternativas como eólicas ? Imagine voce a área que teria que ser devastada para se fazerem campos eólicos para gerar esse montante de energia ?

Se tem gente que quer retroceder no desenvolvimento, na geração de energia, eles tem todo o direito de opinar, sem dúvida, já que estamos em uma democracia. Mas as consequencias disso tem que ficar bem claras e aposto que a grande maioria da população brasileira prefere o desenvovimento, o crescimento, a geração de energia ao retrocesso.

 

@DanielQuireza

 

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