Brasil é destaque em publicações francesas de design

Por Marcos RTI

Do RFI

Brasil é tema de edições especiais em revistas francesas de design

Silvano Mendes

Revista francesa dedica edição inteira ao Brasil.
Revista francesa dedica edição inteira ao Brasil.

A criatividade e o dinamismo brasileiros foram escolhidos como tema de duas publicações francesas de design e tendências. A revista Ideat publicou um número especial “100% Brasil”, enquanto The Good Life escolheu a cidade de São Paulo como foco principal de sua segunda edição.

A visibilidade do Brasil na cena internacional, alimentada principalmente pelo desenvolvimento econômico do país, tem chamado cada vez mais a atenção da imprensa estrangeira. A edição do mês de março da revista francesa Ideat é mais uma prova desse fenômeno. A publicação, especializada em design e arquitetura, traz um número totalmente dedicado à criatividade brasileira, no qual apresenta um panorama detalhado do país.

A escolha da revista se deve à efervescência cultural e à energia brasileiras, como explica o editor da publicação em seu editorial intitulado Saravah. “Uma energia que vamos buscar no Brasil nesse momento, assim como fazíamos em Nova York nos anos 20”, pode-se ler no texto.

Em mais de 200 páginas Ideat traz nomes conhecidos do design, da arquitetura e da arte contemporânea, como os irmãos Campana, Oscar Niemeyer e Vik Muniz, mas também a nova geração de talentos nessas áreas, como Bruno Jahara ou Rodrigo Almeida. O mundo da moda também é representado por estilistas como Ronaldo Lourenço, Juliana Jabour, Alexandre Herchcovitch, Maria Bonita e Osklen. Um ensaio fotográfico realizado em São Paulo com a modelo Daiane Conterato faz o paralelo entre moda e arquitetura.

The Good Life

Já The Good Life escolheu a cidade de São Paulo como porta de entrada no Brasil. “Com seus cerca de 20 milhões de habitantes, São Paulo, a maior cidade do continente sul-americano”, reflete bem o crescimento brasileiro, explica a revista masculina de lifestyle. Focada principalmente no mercado do luxo, a revista, que se impõe entre os antenados franceses por sua abordagem da arte contemporânea, arquitetura, música, moda e decoração, escolhe uma cidade a cada edição para sua seção Good Trip.

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20 comentários
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Andre Araujo

Antes que os habituais santelmos digam que é só agora que o Brasil é notado , bla, bla, bla, o

Brasil é capa de revistas internacionais há decadas, na inauguração de Brasilia foi materia especial  de 

Time, Life, Paris Match, Economist Oggi, Spiegel , a Bienal de São Paulo é uma das cinco principais mostras de arte contemporanea  do planeta e Oscar Nyemaier é capa de revistas de arquitetura há cinquenta anos, o IV Centenario de São Paulo em 1954 foi capa de TIME.

 
 
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baarbaaraa

Até que enfim o André falou coisa com coisa. 

Aliás, não seria uma forma sutil de demonstrar o complexo de vira-lata dando saltos de alegria toda vez que o Brasil aparece aqui e acolá? Tá na hora de naturalizarmos isto...

 
 
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Wilsoleaks Alves

Engraçado...

Reacionários passam todo o tempo desqualificando o Brasil, mas quando alguma entidade internacional elogia têm sempre uma resposta na ponta da língua para banalizar a reverencia, vale até citar reportagens de 50 ou 60 anos atrás.

É... Talvez nosso país seja mesmo conhecido por suas bailarinas, menos mau que não é conhecido por suas cabeças conservadoras.

 
 
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Andre Araujo

Estou dizendo exatamente o contrario. Eu sempre digo e reafirmo aqui que o Brasil é um Pais importante desde que existe, por sua dimensão, sua população, sua historia e seus recursos naturais. Vira latas são os que acham que o Brasil só começou agora.

 
 
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gbarreiro1984

Tipo, como você.

 
 
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Antônio ***

VC vive sim, de detratar o País.

O seu país fracassado realmente não começou agora. Ficou hibernando em berço explendido, condenado ao baixo metabolismo basal por gente com sua cabeça.

O Brasil que se comemora aqui, é o Brasil que começa o ocupar o lugar que sempre mereceu. Isto tem data certa. E é recente.

 
 
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Andre Araujo

Não tem que comemorar,  o Brasil é um grande Pais e ponto, não misture politiquinha com

um Pais que é importante há muito tempo, só ignorantes acham que o Brasil começou ontem.

 
 
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Wilsoleaks Alves

Realmente o Brasil não começou ontem, apenas nossa soberania explicitada no fim da mania de tirar sapatos para ingressar nos EUA.

 
 
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joão33

  andré araujo , o Brasil agora é respeitado , não como há pouco tempo atrás , quanto um embaixador foi obrigado a tirar os sapatos e ser revistado em aeroporto , sabe por que , foi explorada a baixa condição moral da corja que na época dirigia este país , e teve que aguentar calada a humilhação , mesmo sabendo-se da imunidade do itamaraty , por que não tinha moral e agiram assim porque todos sabiam das falcatruas dessa corja.

 
 
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Joãozinho

André, imagina se o Brasil tivesse sido entregue totalmente pela privataria do governo fhc e serra, como os mesmos queriam, se teríamos tantos comentários bons a respeito do nosso país atualmente por toda a imprensa estrangeira !!!!

Graças a DEUS que isso não aconteceu ! A Providência Divina livrou nosso país de criaturas tão ruins e nefastas ! Eles iam entregar o pré-sal, o Banco do Brasil, a Petrobrás e a Caixa Econômica também !!! Dá nojo de pensar nesses vendilhões safados !

 
 
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Ygor C.S.

Como assim desde que existe? Não viajemos, cara. O Brasil nunca havia tido importância mundial realmente digna de nota até os anos 1940 para 1950. Ele só tinha mesmo, antes disso, um território muito grande, mas num continente dos menos importantes em termos de riqueza e população até meados do século XX, e o Brasil até recentemente não era importantíssimo; eram importantes uma ou duas commodities do país. Tudo bem, o Brasil era quase que o sustento de um país, Portugal, durante pelo menos uns 150 anos (basicamente depois do fim da União Ibérica, ao fim da qual Portugal estava lascado), mas em nível mundial? Não mesmo. E você fala de população, mas a verdade é que o Brasil tinha uma minúscula população até 1800 - para o tamanho do território - e em 1900 até a Polônia tinha mais gente que o Brasil (com seus 18 milhões de habitantes então). Em praticamente tudo, a grandeza do Brasil cresceu mesmo do fim do século XIX para cá. Em 1900 a renda per capita da Argentina girava perto de US$ 3.000, enquanto a do Brasil não passava de US$ 800. No século XVIII e até o XIX, até o Peru era infinitamente mais importante e rico que o Brasil. 

 
 
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Adamastor

Bom dia, André. E Buenos Aires como está? Bonita como sempre, né? :)

 
 
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Ygor C.S.

Não à toa quase tudo que você cita diz respeito a outra fase de valorização internacional e destaque do Brasil, que foram os anos 50 e o início dos anos 60. O fato de o Brasil já ter tido atenção da mídia apenas confirma que os países só têm essa valorização quando estão em uma fase relativamente próspera e estável de sua história. Quero ver você mostrar onde estava toda a atenção da mídia internacional ao Brasil - salvo no noticiário policial ou econômico (para falar de crises, quase sempre) - nos anos 1980 e 1990, que não à toa foi uma época de marcado declínio relativo da posição do Brasil no mundo.

 
 
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ademar

o brasil não começou agora,mais o mundo sente esta sensação deste despetar,qdo tudo que era raro,passa a ser rotina,"aa"basta ver alguem soprando o nome do nunca dantes(pha)p/ o banco mundial,imagine o torneiro que ajustou o brasil,ajustar o planeta

 
 
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Gilberto .

O post gerou comentários feitos em cima de um falso dilema.

Na arquitetura, tivemos uma geração que destacou nos anos 50.  Daí para frente, não houve renovação. Nossa arquitetura passa, há anos, por uma crise. Nenhum arquiteto, chegou perto da projeção internacional que tiveram Niemeyer, Paulo Mendes da Rocha, Lina Bo Bardi, Rino Levi, Lúcio Costa, Vilanova Artigas, para citar alguns.

A arquitetura que produzimos hoje, com raríssimas exceções, é extremamente pobre, de mau gosto e sem nenhuma linha que a caracterize como brasileira. Basta olhar para a maior parte do que é produzido nos grandes centros urbanos. Lixo mal copiado de Miami ou neoclássicos geridos a partir de sei lá qual influência (ou falta de)...  

Gostaria que alguém me mostrasse alguma produção arquitetônica recente que seja motivo de orgulho para nós. Se paramos para pensar vamos perceber que as poucas, dignas de menção, foram produzidas pelos nossos "velhos" arquitetos.

Não há uma política pública preocupada com isto. Não houve modificação nas últimas décadas em relação ao assunto. Não há, nas obras públicas recentes, preocupação com a promoção da arquitetura. Ela não é marco pessoal dos últimos governos (Como foi, flagrantemente,  no de JK). FHC e  Lula, nunca pensaram à respeito. Nem mesmo agora, nos projetos para a Copa e Olimpíadas. O interesse, infelizmente, é outro...

As excessões citadas na reportagem, não passam de excessões... Nenhuma delas foi ou é resultado de uma política de governo à respeito. Vivemos preocupados com estas políticas de governo, com o que queremos para o país... Fica aí uma idéia aos governantes. 

 

Gilberto . @Gil17

 
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Andre Araujo

Meu caro Gilberto, CEM POR CENTO DE ACORDO. Sou um antigo admirador da arquitetura brasileira, de MMM Roberto, Afonso Reidy, Carmen Portinho, Warchavishik, Paulo Casé, Botti, Jorge Wilhelm, Gasperini, Aflalo, Edo Rocha, Nyemaier (nem todas as obras),

Plinio Croce (que foi arquiteto de minha casa), Villanova Artigas, o fabuloso Rino Levi.

A arquiteura brasileira dos anos 40, 50, 60 e 7O foi um marco mundial, hoje é puro lixo.

Os predios de apartamento de luxo de São Paulo são PAVOROSOS , uma mistura kitsch, de gotico com georgiano com mexicano, pastiches horrendos sem qualquer resquicio de arte, para coroar nomes ridiculos, muitos grafados erradamente por iletrados em qualquer lingua, são as Piazzas, Maisons, Gates, Parcs,Gardes, invés doe um poetico nome da fauna, da flora, das montanhas, dos rios brasileiros, como nos anos 40 e 50.

Nas casas populares é concreto em estado puro, não tem um traço, um uma jardineira, ,

telhadinho mais arte,são caixotões feissimos, já nos predios publicos é o mesmo caixote

mais tenebroso, construções de foruns, delegacias, postos de saude, edificos administrativos que em 5 anos parecem velhos, gastos.

Não é queda de qualidade, é a inexistencia de qualquer resquicio de arquitetura.

Nas torres de vidro do mercado financeiro é cópia pura, projetos identicos aos centros financeiros americanos, não se aproveita qualquer coisa do meio ambiente, requer ar artificial todos os dias do ano, lampadas acesas mesmo com o maior sol, o mesmo projeto de Chicago se repete na Av.Faria Lima, sem adaptação.

Nos Jardins em São Paulo são duas ou tres casas de época por mês, lindas, que vem abaixo para dar lugar a muralhas feias, quase todas iguais, alias com dois os tres arquitetos que se repetem, vivem nos circuitos de celebridades em companhia de cableireiros, decoradores, chefs, peruas, fashionistas, estilistas, restaurateurs, arquitetos BBB que não tem qualquer parentesco com arte ou cultura.

Como ja dizem os grandes historiadores, a arquitetura reflete o meio, o momento e a cultura de cada época. A arquitetura brasileira está inteiramente de acordo com o Brasil que começou na Era Collor e atinge seu apogeu nestes cafonas anos 2000.

O Brasil breguissimo, aboçalado e ignorante, cuja unica  meta, de ricos a pobres, é o consumismo desenfreado, que alguns tomam como ""nunca antes neste pais"", não tem nenhuma materia prima indutora de uma arquitetura de qualidade. A arquitetura Daslu de hoje reflete essa pobreza cultural, é feia porque o entorno é feio e combina com ela.

 
 
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Gilberto .

André,

Grato pela complementação dos arquitetos. Desta época, sempre lembraremos de mais algum... Falando em design, vou lembrar de Geraldo de Barros (Labor e Hobjeto), Sérgio Rodrigues (Oca), Joaquim Tenreiro,  José Zanine Caldas, Michel Arnoult, Martin Eisler (Forma). Cada um deles contribuiu para marcar o nome do Brasil lá fora.

Suas experiências e tentativas para sair da pequena escala semi-artesanal,  para a industrial, e tornar assim seu design acessível a um público mais amplo fracassaram. Justamente pela falta de apoio e reconhecimento de suas capacidades pessoais. Em qualquer país seriam motivo de orgulho e se tornariam verdadeiras "marcas registradas" da cultura. Um dia o Brasil acorda e tirará proveito destas, por enquanto, "individualidades". Elas podem, muito bem,  ser um dos nichos que podemos ocupar no comércio mundial.

A criatividade pode ser estimulada através da recuperação da história, do apoio, da geração de núcleos, do reconhecimento público. Ela possui entretanto, um quê de inato, que não deveria ser perdido (como acontece com a geração que aqui recuperamos).  

 

Gilberto . @Gil17

 
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Klaus

Conhece o Marcelo Ferraz da Brasilarquitetura? Na minha opinião, brilhante!

 
 
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Gilberto .

Klaus,

Conheço e admiro o trabalho dele. O que eu coloquei é que não existe hoje um conjunto que forme, aquilo que poderíamos chamar de, uma "arquitetura brasileira". A geração dos anos 50 formou claramente este conjunto. Com isto ganhou espaço e visibilidade lá fora. Tanto que Niemeyer e Paulo Mendes da Rocha são os únicos arquitetos brasileiros a ganhar o Pritzker.

Existem as exceções, como Marcelo Ferraz. Discípulo aliás da Lina, o que só reforça minha tese. 

 

Gilberto . @Gil17

 
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pôla1

há sim esse conjunto qualificando uma arquitetura brasileira contemporânea e de qualidade.

convido os participantes a visitar sítios como o portal vitruvius (http://www.vitruvius.com.br/revistas), e  da revista arcoweb (www.arcoweb.com.br/).

 
 

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