Boas vindas a Eleonora Menecucci

Por Ana Maria Costa

Presidente do CEBES 

Léo Menecucci, como nós amigas feministas a chamamos , é uma mulher que dedicou sua vida e talento às varias frentes de luta por justiça social, pela dignidade do trabalho, pelo direito a saúde e , especialmente, pela igualdade de direitos entre homens e mulheres.

Nesse sentido e perspectiva tem na sua  historia,  ativa participação nos movimentos feministas,  no partido politico e na vida acadêmica como docente e pesquisadora no campo da saúde das mulheres e direitos sexuais e reprodutivos. Léo foi nossa companheira de fundação da Rede Feminista de Saúde e Direitos Reprodutivos, primeira e mais importante iniciativa de articulação de ativistas e entidades nacionais na luta pela saúde das mulheres. Também conosco integra o GT Gênero e Saúde da Associação Brasileira de Saúde Coletiva, a ABRASCO, o Grupo de Estudos sobre o Aborto da SBPC entre tantas outras caminhadas. É por isso que Léo é, como diria Clair Castilhos, outra feminista histórica, “testada na luta”.

Desde que as iniquidades de gênero saíram do espaço privado e  domestico  para a esfera publica,  foram surgindo  novos confrontos políticos nem sempre bem acolhidos pelos setores clássicos da politica. Também é certo que nem sempre os atores do campo da esquerda sejam mais receptivos às demandas por ampliação da igualdade de direitos para as mulheres. É  que as questões que sufocam e que são reclamadas pelas mulheres  envolvem mudanças de valores culturais e morais conformados na naturalização dos papeis sociais e da desigualdade entre os sexos que são cristalizados pela  moralidade e pelas religiões, particularmente as evangélicas e católica.

Hoje contabilizamos grandes avanços  tanto no plano legal como nas politicas sociais e na sociedade. Estas mudanças tem sido construídas pelo trabalho e atuação de mulheres e homens que, com coragem e sensibilidade politica, deram conta de assumir compromissos de justiça pela dignificação das mulheres brasileiras. O contexto da participação das mulheres na força de trabalho e na economia nacional tem um papel importante nisso tudo. Mas se muito já andamos, mais ainda há que ser feito. O caminho envolve ação  da sociedade, das mulheres mas também do Governo, do Parlamento, enfim, do Estado no sentido amplo que significa.

A legalização do aborto é exemplo da dívida que o país ainda tem com as mulheres brasileiras, com a democracia e a saúde publica. É a ilegalidade que remete as mulheres à condição de barbárie da pratica clandestina do aborto, responsável por mortes e comprometimento da saúde das mulheres. Todas as mulheres, de todas as classes sociais e níveis de escolaridade engravidam sem querer  ou sem poder prosseguir na gestação e acabam recorrendo ao aborto. As pobres arriscam suas vidas e morrem. Essa injustiça é intolerável.  A despeito do Ministro Temporão ter solitariamente pautado o tema na sua gestão, pouco pode ser feito. O Ministério da Saúde atual tem feito ouvidos de mercador a esta situação perversa para a saúde das mulheres. A Ministra Eleonora Menecucci terá a tarefa de pautar o assunto no interior do Governo. Contará com o apoio das mulheres brasileiras e também dos homens que conseguem distinguir valores e moralidades religiosas pessoais de sua ação publica , a qual deveria sempre preservar o interesse publico no centro dos objetivos da politica.

O Brasil perseguiu um lugar no mundo conquistando um papel protagonista no plano da politica internacional  e, nesse cenário se impôs entre as  economias mais robustas contemporâneas.   Se ,na visibilidade externa o Brasil está bem na foto, internamente nossos problemas são persistentes ou mesmo agravados: desigualdades sociais , recuo e fragilidade das politicas sociais universais, dos direitos sociais, dos direitos humanos e dos direitos sexuais e reprodutivos , apenas para citar alguns desses problemas. Estes persistentes problemas se interagem e se acumulam determinando a precariedade das condições de vida dos pobres, negros e outros grupos sociais, nos quais as mulheres são especialmente atingidas. Logo, os desafios para nossa Ministra são enormes e é por isso que desejamos, vida longa à Ministra Léo.

 

 

 

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48 comentários
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J

A ministra precisará de ser forte e ter apoio. Nem uma, nem outra coisa lhe faltará, creio eu. A causa da igualdade entre homens e mulheres ainda não é totalmente pacífica, infelizmente. Mas por isso mesmo devemos redobrar nosso apoio a ela. E quanto aos direitos sexuais e reprodutivos, como mineiro devo dizer: vixe maria! Aqui é que o obscurantismo e a repressão pegam pesado. Mas é possível, sim, vencer. Avante, portanto.

 
 
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Laudir

Tartarugas são animais protegidos, como sabemos. Eu aposto que há mais ONGs empenhadas em salvá-las do que entidades dedicadas ao combate ao aborto. Mas não são apenas as tartarugas nascidas que estão sob tutela. Não! Não só é proibido comer a carne do bicho como também é proibido se alimentar de seus ovos, hábitos de várias comunidades no Brasil que foram postos na ilegalidade.

Se alguém argumentar que um ovo de tartaruga ainda não é uma tartaruga, será tomado por idiota ou cínico. Porque é certo, salvo algum evento da natureza, que, lá vem um quase-poema concreto, no ovo está o novo que renova o velho.

Por alguma estranha razão que ainda não foi suficientemente explicada — e não há um só abortista que tenha conseguido fazê-lo — há quem considere que o “ovo” humano não contém o humano.

Dona Eleonora comparou um aborto a uma infecção, ao vírus da AIDS, ao crack. A imoralidade dessa gente me obriga a animalizar o humano para protegê-lo de certos humanos. Que o feto da nossa espécie ganhe o status de um ovo de tartaruga!

Que o Ibama cuide dos fetos do Homem, já que os humanistas de Dilma o consideram um vírus a ser combatido por políticas públicas! RA

 
 
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Sergio Saraiva

Laudir, agora fiquei preocupado.

Você quer me dizer que o ser humano está em extinção? Nem a guerra, nem a praga e nem a fome ainda conseguiram isso. Vamos ter que aguardar o que a queima de combustível fóssil poderá fazer.

Falando em guerras, você apoiou a interveção americana no Iraque ou no Afeganistão? Lá morreram muitas crianças.

Crinças, não embriões, que aliás são diferentes de fetos.

De uma pesquisada, Laudir, e responda: qual a diferença entre embrião e feto?

Ainda, aproveitando a sua comparação entre o direito dos animais e dos humanos, você come carne, Laudir?

Que mistureba esse meu post, não? É que foi necessário para ver se eu encontrava o fio da meada do seu.

 
 
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Laudir

Meu Querido, esse texto não é meu, fiz um copy'n'past do texto de Reinaldo Azevedo publicado em seu blog ontem (terça), tanto que no pé do post coloquei um RA. Copiei e colei para ter uma resposta óbvia, e vc foi mais óbvio, grata surpresa, do que eu imaginava.

Então vamos:

Ponto 1. Você quer me dizer que o ser humano está em extinção? .......

Não né meu caro, dizemos que na ordem das questões humanas, pouco importa se uma espécie ou outra está sob extinção, o que interessa é a preservação da vida.

Ponto 2. Falando em guerras, você apoiou a interveção americana no Iraque ............

Sim, claro, inclusive a guerra do Vietnan, o bambardeio sobre Dresden e as bombas sobre o Japão. (*)

Ponto 3. Qual a diferença entre embrião e feto?

Nenhuma. Entre matar um humano de meio segundo  e um humano de 7 meses para mim não existe diferença, ainda prefiro a vida.

Ponto 4. Você come carne, Laudir?

Claro que sim, os humanos somos unívoros, comemos carnes de outros animais e coufe-flor, é da natureza, ou vc acha que um leão tem mais direito do que eu, um pobre hominídeo que rasteja por este planeta? O leão infelizmente não tem o privilégio de desfrutar uma picanha na brasa acompanhada de um belo cabernet.

Ponto 5. Que mistureba esse meu post, não?

Se vc notar o teu post não foi mistureba nenhuma, vc defende o teu ponto de vista e eu defendo o meu (e sou intransigente em defender o direito de os fetos humanos  existirem). 

(*) o único ponto que não consegui defender com convicção: o ponto crítico é a questão moral. O ataque, sob a pressão do Eixo. a Dresden e ao Japão foi justo? Não sei. Na contabilidade dos estrategistas militares, para desarmar o fanático exército imperial Japones, seriam necessárias a morte de 500 mil soldados americanos e japoneses  e, por baixo, o dobro de civis. É o simples custo-benefício? Não, de novo entra a questão moral, seria melhor estender a guerra e perder tantas vidas ou simplesmente jogar as bombas sob civis e crianças e abreviar a guerra? Não me pergunte que não sei.  

 

 
 
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Paulo Erivan de Sousa

A folha, que gerou um filho bastardo da ditadura, já que não teve casamento, mas tão somente um amancebamento. Foi  assim:  Na época da ditadura, a folha foi estuprada ou amancebou-se com o regime, de quem engravidou. Como não sabia quem era o pai, a folha tentou abortar e não conseguindo o seu intento, e com a promessa de casamento posterior, conformou-se em gerar o filho até o nascimento. Na tentativa de aborto o feto foi seriamente atingido e nasceu com uma deformidade congênita, parecendo um monstro. A folha apresentou a fatura aos torturadores e entregou o rebento dizendo: toma que o fiilho é seu. Sem tratamento no Brasil, o monstrengo foi encaminhado ao Chile e depois aos Estados Unidos, retornando tempos depois ao país, difarçado de gente e com um diploma falso de economista. Após ser rejeitado por duas vezes pela população brasileira, por conta da sua deformidade de caráter, o monstrengo anda pelas ruas de São Paulo como um zumbi e atende pelo nome de José Serra, o monstro da privataria tucana. E quem quiser que conte mais. O aborto de Mônica Serra...

 
 
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História para boi dormir e porco acordar

E que tinha mais poder, a Folha ou Golbery. Basta dizer que Golbery tinha bilhões nas mãos do imposto sindical e só dava nas mão dos que lambia a sua. E o lulismo nunca ficou sem um centavo.E quanto ir para os EU unidos fazer curso, Lula foi só que os petista nada dizem.

 
 
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Paulo Erivan de Sousa

A conversa não chegou nem no curral e nem na pocilga.

 
 
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Orlando

J

O aborto é algo complexo e, sua solução, está muito longe da leitura feminista e simplista da ministra.

1. Fazer sexo é uma opção. Caso haja estupro/problemas com o feto/risco de saúde da mulher a lei já contempla a possibilidade de aborto/interrupção da gravidez;

2. Existem contraceptivos, inclusive de graça, de vários tipos e formatos - inclusive femininos [pílula ou camisinha etc.];

3. O feto não é algo que pertença, exclusivamente, à mulher - esse feto tem um pai. Esse pai, por direito, tem que ser consultado sobre a interrupação da gravidez, pois, o filho, é também dele;

4. Usar o aborto como pós contraceptivo é lesar o erário público [HÁ PROBLEMAS DE SAÚDE MUITO MAIS GRAVES], isto é, muito dinheiro seria gasto para resolver problemas de logistica de sexo que não deu certo;

5. Não há   nenhum programa de prevensão de cancer na prostata [milhares de homens morrem todo o ano à espera de vagas/leitos e datas para operação], - é extremamente difícil se fazer exame preventivo de cancer de prostata nas redes públicas. Só restando hospitais/médicos particualres,  e isso, para aqueles que têm convênio. INFELIZMENTE, CANCER DE PROSTATA NÃO É UMA OPÇÃO!.

6. A REDE DE SAÚDE PÚBLICA JÁ ESTA ABARROTADA DE PROBLEMAS MAIS GRAVES E, NÃO RARO, GENTE MORRE EM CORREDORES DE HOSPITAIS E PRONTO SOCORROS SEM CONSEGUIREM SER ATENDIDAS. ISSO QUANDO CONSEGUEM UM LOCAL QUE AS ACEITE!

ENFIM, SEXO É UMA OPÇÃO E DEVE SER FEITO COM RESPONSABILIDADE, SOBRETUDO, NÃO TERCEIRIZANDO  EVENTUAIS FALHAS DE PREVENSÃO/CONTRACEPTIVOS E ONERANDO TODOS POR NEGLIGÊNCIA PESSOAL.

 
 
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Sergio Saraiva

Orlando, qual risco de você engravidar?

Se você não corre o risco de engravidar, por que se mete a dar palpites no que não é da sua conta?

Sua mãe, sua esposa, suas irmãs e suas filhas devem ser ouvidas e opinar sobre a assunto.

Você não. Ouça-as e aceite a opinião delas.

Ou, então, arranje um jeito de engravidar, gerar, parir, amamentar e cuidar dos filhos.

Nós homens contribuimos muito pouco com tudo isso. Um espermatozóide por filho e um monte deles desperdiçados em cada ejaculação. Claro, alguns de nós também contribuimos com o sustento material e, alguns menos, emocional dos filhos gerados. Mas não somos todos, não.

 
 
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Orlando

Sérgio Saraiva

Acho que você não percebeu que estamos no século XXI e, desde início dos anos de 1960, temos a pílula que, inclusive, é distribuída de graça em qualquer rede de saúde pública. Temos, hoje em dia, a camisinha feminina [Se o homem não quiser usar a dele, bingo, a mulher já tem a dela]. Ademais, já temos a pílula do dia seguinte. Ou seja, não faltam meios de prevenção de gravidez. Exceção feita ao bom senso. Homens e mulheres são responsáveis por gravidez indesejada e não vitimas.

Gravidez por "acidente" é, sobretudo, irresponsabilidade e negligência - sexo sem proteção é risco para saúde e ônus financeiro para todos: AIDS, hepatite e outras doenças sexualmente transmissíveis podem estar à espreita e, com efeito, as consequências e gravames originam muito mais melindres e transtornos, de toda a ordem, do que fazer ou não fazer o aborto. 

 
 
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Jorge Nogueira Rebolla


Afiando garras e presas 

A nova ministra petista eleonora menicucci, da petista presidente dilma rousseff, compara um ser humano inocente com tóxicos, bactérias e vírus. Para ela o assassinato de uma criança é um tratamento de saúde, como se a gravidez fosse uma doença infecto-contagiosa. A pessoa humana reduzida a um agente patogênico.

 

Esta é apenas mais sincera que a chefe e as antecessoras no cargo de ministra da secretaria de políticas para as mulheres. Irá continuar a obra iniciada pelo ex-presidente lula da silva, conforme as diretrizes do partido dos trabalhadores determina. Veremos aumentar a pressão do governo federal sobre o congresso para a aprovação da legalização do aborto.

 

Cabe aos defensores da vida impedir que este crime hediondo planejado dentro do governo seja consumado. O pestismo arreganha suas presas e mostra as garras.

 
 
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Paulo Paiva

Curioso, não sabia que esta era uma bandeira do "petismo", pois que me lembre a Soninha (PPS) e a Mônica Serra (exposa do Serra - PSDB) também tem "atitudes"  pró-aborto (no caso delas, para as mulheres pobres, cadeia claro). Talvez por que elas se sintam como "gente diferenciada". 

 
 
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Jorge Nogueira Rebolla

Você desconhece as resoluções do pt? Envio uma trecho para você.

http://www.pt.org.br/arquivos/Resolucoesdo3oCongressodoPT.pdf

Re: Boas vindas a Eleonora Menecucci
 
 
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Jorge Nogueira Rebolla

Quero que as duas assassinas sofram bastante... muito mesmo. Que tenham uma qualidade de vida tão ruim que reste apenas a eutanásia para aliviar o sofrimento.

 
 
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João Maria Fernandes de Sousa

Devo entender que isso faz parte da sua filosofia de defesa da vida?

Desejar que alguém, que não coaduna com suas opiniões, sofra ao ponto de cogitar a eutanásia?

O bom é que nesses momentos vocês, da direita, se entregam e se mostram ao mundo como são de verdade e depois, quando são pegos pelos fundilhos das calças entregando o ouro, desconversam e vem com aquele papinho manjado de que "fui mal interpretado, não era bem isso que queria dizer".

 
 
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Jorge Nogueira Rebolla

Não é porque pensam diferente de mim, mas por terem friamente eliminado um filho...

 
 
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Nilson

Rebolla a discussão é outra. Existe a pratica do aborto no Brasil ? Existe !

De que forma ? Clandestino !

Morrem mulheres por fazer esta prática criminosa ? Morrem !

Ela queer apenas legalizar o que já existe e lavar para o campo da saúde pública e tirar da esfera policial, entendeu Rebolla.

 

Nilson Fernandes

 
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alfredo machado

Caro Jorge:


Tudo bom?


Um pergunta, prá que pinçar seu próprio texto?


Da entrevista concedida pela Ministra Eleonora Menecucci, à FSP, parece que você pinçou o “Minha luta pelos direitos reprodutivos e sexuais das mulheres e minha luta para que nenhuma mulher neste país morra por morte materna só me fortalecem”, trecho também destacado por PHA, e, a partir do dito cujo, resolveu adaptar o discurso ao seu ponto de vista pessoal.


Você, ao menos, compreende que este é assunto do Legislativo, o que já é alguma coisa.


Quem não te conhece poderia imaginá-lo como dono de clínicas de aborto, certo? Sei que não é o caso, mas que parece, parece. De qualquer maneira, os aborteiros são os primeiros a te agradecer ajoelhados por seu empenho.


Pelo jeito, em sua opinião, que não é apenas sua, nem mesmo fetos anencefálicos podem ser motivo para um aborto- tudo muito perfeito, desde que esta anomalia não ocorra na família de quem pensa desta maneira.  


Não custa lembrar que, graças a pessoas que pensam como você, por pouco não tivemos um desclassificado no comando do país, um pilantra que tentou fazer do tema um norte de sua trágica campanha. Não fosse o depoimento da ex-aluna da mulher do mentecapto na internet, não sei até onde teria ido aquela patifaria, um tema do Legislativo decidindo uma eleição do Executivo, o fim.  


Um abraço

 
 
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Paulo Paiva

Perfeito Alfredo, não poderia ter sido mais claro.

 
 
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Jorge Nogueira Rebolla
Re: Boas vindas a Eleonora Menecucci
 
 
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Sergio Saraiva

Rebolla,

qual é fonte dessa foto?

Estou chutando que é um daqueles grupos norte-americanos anti-aborto.

Acertei?

 
 
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Jorge Nogueira Rebolla


Como mentem!

O número óbitos de mulheres devido a gravidez que termina em aborto é de cerca de 250 anualmente no Brasil. Aproximadamente o mesmo que por infecção puerperal e síndromes hemorrágicas. Inferior aos causados por síndrome hipertensiva.

Em torno de 13% da mortalidade materna deve-se a esta modalidade, neste total não é feita a distinção entre aborto natural e provocado. Recursos devem ser alocados para impedir estas mortes.

Mais de 4.000 mulheres entre 20 e 59 morrem anualmente por complicações provocadas pela diabetes mellitus no entanto desconheço programas das feministas da presidência da república para evitar estes óbitos.

 
 
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alfredo machado

Caro Jorge:


Obrigado por este retorno, mas dispenso o apelativo e de péssimo gosto, o da foto.


Como mentem! Onde eu menti?


Não falei em números, mas quantos abortos, de fato, são praticados anualmente no país? Favor não vir com dados de estatísticas oficiais, pois você sabe perfeitamente que são prá lá de fakes, longe de espelhar a realidade.


Não pense você que sou defensor da prática, apenas sei, como você também sabe, que existem casos em que a providência extrema tem sentido, um deles o que citei, tanto que passaste ao largo por ser, compreensivelmente, incapaz de defender o contrário.


Repito o que disse, os aborteiros urram de alegria, quando lêem satisfeitos a discursos como o seu, que, reconheço, encontra eco em vários ambientes, principalmente os religiosos. Bem lá atrás, no tal curso obrigatório de noivos, feito em colégio de “gente fina” no Leblon, agüentei calado (por promessa rsrs) aquela xaropada até o último palestrante, o médico, que resolveu escolher, logo para aquela platéia de 32 casais, sendo 31 da zona sul do RJ, a cantilena habitual. Prá total desespero de minha mulher, interpelei o palestrante, disse que todos ali, inclusive ele, conheciam uma fábrica de anjos, o tempo fechou e fechado ficou. Ao final, todos prá missa de encerramento e minha mulher com o tal do certificado, um pedaço de papel debaixo do braço. É assim que funciona o trololó na ICAR, à meia bomba.   


Um abraço

 
 
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Jorge Nogueira Rebolla

O como mentem é o título de um posto no humilde blog com os dados do ministério da saúde sobre mortalidade materna, o link quebrou...

O aborto é a questão na qual sou mais agressivo. Não transijo em hipótese alguma. Não recuo um milímetro.

A aberração feminista finge-se de morta com o maior feminicídio da história da humanidade, que ocorre há mais de trinta anos na china. A limitação do número de filhos imposta pelo pcc (uma das mais perigosas organizações criminosas do mundo e a mais sanguinária da história) e a prática legal do aborto exterminaram neste período mais de 100.000.000 (CEM MILHÕES) de mulheres. Sobre isto elas se calam...

 
 
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alfredo machado

Caro Jorge:


Sobre o que ocorre na China, concordo com vosmicê, é um absurdo.


Aqueles que conseguirem andar naquele país fora do circuito oficial, o que é prá poucos, certamente observarão bebês meninas jogados nas sarjetas, estão por todos os lados, isto noves fora os abortos.


Aquela “política” de governo está sendo objeto de reavaliação, pois o desequilíbrio verificado na quantidade de homens e mulheres já preocupa o governo chinês.  


Quanto à sua confessada intransigência para o tema aborto, compreendo discordando.


Um abraço

 
 
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Laudir

Por que te escandalizasse tanto com a foto? É apenas um feto humano, desses que Dilma, a Ministra e vc querem descartar como lixo hospitalar. 

Steve Tyler (Aerosmith)
Tyler também reflete em sua experiência de aborto na autobiografia. “Foi uma grande crise. É uma grande coisa quando estamos criando algo com uma mulher, mas nos convenceram de que nunca daria certo e arruinaria nossas vidas… Fomos ao médico, onde enfiaram uma agulha na barriga dela, e injetam o conteúdo na barriga dela, enquanto eu estava lá assistindo. E o bebê saiu morto. Senti-me devastado. Na minha mente, eu estava dizendo: ‘Deus, o que foi que eu fiz?’”

O teatro dos horrores:

O médico saiu do quarto e Steven entrou. Ele contou que eu precisava realizar o aborto por causa dos danos da fumaça ao meu pulmão e da falta de oxigênio que eu havia sofrido. Eu disse que não. Eu queria o bebê. Eu estava grávida de cinco meses. Não conseguia acreditar que ele estava me pedindo para abortar naquela altura. Ele passou mais de uma hora me pressionando.

Finalmente ele desistiu e disse: “Ok, você pode ir para a casa da sua mãe e ter o bebê lá”. Eu estava exausta e comecei a me sentir sem esperança. Minha mãe e meu padrasto não ficariam felizes com a minha gravidez. Achei que eles também iriam querer que eu abortasse. Comecei a sentir que a vida estava desabando sobre mim. Eu não tinha plano de saúde ou dinheiro e não acreditava que Steven pretendia me ajudar com o bebê. Ele não estava fornecendo tratamento médico para mim até então. Achei que ele estava me abandonando da mesma forma que meu pai e minha mãe. Comecei a chorar e concordei com o aborto. Steven ficou aliviado e feliz. Ele garantiu que ele cuidaria de mim e que depois do aborto tudo ficaria bem.

Fui levada para outra parte do hospital e um médico diferente realizou o aborto. Foi um pesadelo horrível que eu nunca vou esquecer. Fiquei traumatizada com a experiência. Meu bebê tinha apenas uma defesa na vida: eu. E eu desabei sobre a pressão por causa do medo da rejeição e do futuro desconhecido. Queria voltar atrás e ter mais uma chance, dizer não ao aborto uma última vez. Queria de coração ver aquele bebê crescer e se tornar um homem.

O médico não explicou como seria o procedimento. Steven viu o médico perfurar o meu útero com uma grande agulha. Então fui levada para um quarto para esperar pelas contrações. Steven ficou ao meu lado até o final. Quando a enfermeira saia do quarto, ele cheirava cocaína na mesa ao lado da minha cama. Ele até me ofereceu uma vez, mas eu simplesmente me afastei, me sentindo mal. Steven, louco de cocaína, estava emocionalmente avulso, testemunhando o procedimento, mas sem a reação normal e os sentimentos de horror que se espera. Na época, fiquei chocada com o comportamento dele.

Mas sei que em algum nível inconsciente ele deve ter ficado traumatizado por testemunhar a morte do seu primeiro filho de uma maneira tão horrível e direta. Steven viu o bebê sair e me contou mais tarde, quando estávamos em New Hampshire, que ele tinha nascido vivo e sido deixado para morrer (eu não tive permissão de ver o bebê). Steven me contou depois que era um menino e que agora ele se sentia terrivelmente culpado e com uma sensação de pavor com o que havia feito. Não sabia que algo assim poderia ser legalizado. Não conseguia imaginar um mundo onde um bebezinho poderia nascer vivo e ser deixado de lado sem nunca ver o rosto da mãe.

Nada foi o mesmo entre nós depois daquele dia, apesar de eu não ter voltado para casa durante mais de um ano. Tornei-me muito quieta e afastada depois do aborto. Eu estava de luto pela morte do meu bebê e nunca conseguiria olhar Steven sem me lembrar do que ele tinha feito com o seu filho e comigo.

Todos ao meu redor pareciam estar seguindo em frente, mas eu estava carregando uma ferida que não ia embora. Steven já estava envolvido com outra mulher na época. O fato de que ele era meu tutor complicou as coisas para ele, pois ele era legalmente responsável por mim. Eu era nova, tinha largado a escola e não entendia meus direitos legais. Me senti completamente impotente.

Deixei Steven em fevereiro de 1977 e voltei a morar com minha mãe e meu padrasto. Steven ligou algumas vezes depois que eu voltei pra casa e depois nunca ouvi dele novamente.

 
 
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alfredo machado

Laudir:


O tema já é naturalmente controverso, e você, ainda assim, consegue tirar da cartola este retorno prá lá de brilhante.


Taí um negócio difícil, eu me escandalizar com uma foto sobre o que quer que seja, meu amigo, ainda mais as deste tipo, fuleiras e manjadas prá xuxu, pura apelação de pouca ou nenhuma utilidade. Mas não nego que o deveras emocionante, dramááático depoimento do Steve Tyler me pegou prá valer, quase me afoguei nas lágrimas.


Você faz parte daquela turma que, pelo fato de eu não conseguir acompanhar o sempre notável raciocínio, prefiro conceder a última palavra. Um dia eu chego lá, me basta ter fé e esperança, aleluia. Bye

 
 
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João Maria Fernandes de Sousa

Rebolla, cês da direitona são o suprasumo da hipocrisia, a Ministra não falou em assassinar crianças ou fetos e você sabe muito bem disso.

O aborto no Brasil se tornou uma questão de sáude pública e sabes o porque, milhares de mulheres o fazem sem orientação nenhuma em clínicas cladestinas de calhordas que se dizem médicos, algumas morrem sem direito à assistência adequada nesse matadouros, é disso que a Ministra quer tratar com a sociedade: escancarar as verdades sobre os abortos clandestinos que acontecem todo dia no país e, diante disso, propror uma política governamental de apoio às mães e aos seus fetos em casos onde o aborto for cogitado e, no caso de risco para qualquer um dos dois (mãe e embrião ou feto), apoiar sim, via SUS, a interrupção da gravidez.

Existem também os casos onde a gravidez é completamente involuntária por parte da mulher, quando ela sofrer estupro por exemplo, são esses casos que a sociedade tem o direito e o dever de discutir.

Não venha com esse papo reacionário de "preservação da vida" usando a falsa-moral como pano de fundo, em nome dessa mesma moral que você usa para atacar a Ministra, Dilma e seu Governo, canalhas ordenam a matança gradativa (pela exclusão social, por ex.) de milhões de pessoas e crianças no mundo.

 
 
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Jorge Nogueira Rebolla

Existem inúmeros programas governamentais de distribuição gratuita de contraceptivos. Em caso de estupro e risco de vida para a mãe é permitido desde 1943! E por mim o aborto no caso de estupro deveria ser proibido.

O embrião possui um dna totalmente distinto, já é uma pessoa humana única friamente assassinada.

 

 
 
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Paulo Paiva

"DNA totalmente distinto" - pelo amor de Deus que imbecilidade é esta? Nunca aprendeu biologia? Se fosse "totalmente distinto" como se pode reconhecer paternidade pelo DNA?

 
 

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