Baleado na desocupação do Pinheirinho

Da Carta Capital

Baleado na desocupação não mexe a perna esquerda e teme pelo futuro

Por Daniella Cambaúva e Murilo Machado

Quando, no penúltimo domingo de janeiro, por volta das 6h da manhã, um efetivo de 2 mil homens da Polícia Militar iniciou a operação de reintegração de posse na ocupação do Pinheirinho, em São José dos Campos, o maranhense David Furtado, de 30 anos, demorou para perceber o que estava acontecendo. Em meio ao tumulto, deixou o local às pressas, com a família, tentando se livrar dos tiros disparados em direção aos moradores.

Não imaginava que a expulsão ocorreria naquela manhã. Nem que corria em direção ao perigo.

Nos dias anteriores, diante das muitas liminares sobre a desocupação, ele a família esperavam pelo pior: todos dormiam vestindo roupas normais, em vez dos pijamas.

O sistema de alerta também estava montado. Caso a PM chegasse, os moradores do soltariam fogos de artifício para avisar a vizinhança. A ordem era resistir.

Entre sábado e domingo, porém, o clima era de alivia. Na véspera da expulsão, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), o deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) e vereadores do Partido dos Trabalhadores estiveram no local. Com os moradores, eles comemoravam um acordo feito entre as lideranças e a massa falida da Selecta, dona do terreno, que supostamente garantiria a suspensão da ordem de reintegração por 15 dias. Para o domingo à tarde, estava previsto até mesmo um show com o rapper Lurdez da Luz.

Até que a ordem da Justiça Estadual colocou todo mundo para correr – e colocou também ao chão todo o sistema de alerta montado nos dias anteriores.

Pego desprevenido, David Furtado correu com a mulher e os filho em direção a uma quadra poliesportiva onde a prefeitura havia montado estandes para orientar os moradores, a algumas dezenas de metros da ocupação. Ali, justamente onde deveria estar protegido, foi alvejado pelas costas – e o tiro não era de borracha.

O disparo, conforme a Prefeitura de São José dos Campos (SP) reconheceu, partiu do revólver de um homem da Guarda Civil Metropolitana, que assistia à atividade e acertou a coluna do rapaz.

“Quando nós saímos de dentro do acampamento, você não entendia o que estava acontecendo, aquele barulho, aquele tumulto. A gente achava que indo naquela direção ia se livrar das balas, mas corremos exatamente na direção do perigo”, relatou Laura Furtado, mulher de David.

Na terça-feira 31, David aceitou conceder sua primeira entrevista desde que foi atingido. Ele nos recebeu no quarto de 7 m² que divide com um homem de cerca de setenta anos no Hospital Municipal de São José dos Campos.

Morador do Pinheirinho desde o início da ocupação, David era funcionário de uma empresa que presta serviços à prefeitura de São José dos Campos na construção e manutenção de calçadas.

Dias depois de passar por uma cirurgia para retirar a bala, sua fala é lenta e arrastada, e seu futuro é incerto. Ainda não há previsão de alta e ele teme não poder voltar ao trabalho, já que não consegue realizar qualquer movimento com a perna esquerda.

Em conversa com a reportagem de CartaCapital, ele conta que sua maior preocupação agora é ter condições para sustentar sua mulher e filho. Confira:

CartaCapital - Como souberam que a operação de reintegração de posse já havia começado?
David Furtado - Acordamos com fogos de artifício lá no Pinheirinho. A população estava preparada, a gente estava esperando, mas não naquele domingo, naquela covardia. No domingo, as famílias dormem até mais tarde, foi uma estratégia deles. E a gente conseguiu sair [de casa], eu, minha esposa e meu filho. Ficamos sabendo através do povo que mora ali mesmo no Pinheirinho.

CC – Que fogos de artifícios eram aqueles?
DF - A gente tinha planejado [a queima de fogos] na comunidade mesmo para avisar. Era para correr para frente da fronteira, para esperar eles.

CC – Deu tempo de pegar alguma coisa? Você conseguiu recuperar seus pertences?
DF – Nada. Só o bebê. Trocamos de roupa e saímos.

CC – Como foi o momento em que você levou o tiro?
DF – Eu e minha esposa estávamos subindo lá de volta para a casa do meu irmão. Não deixaram a gente entrar para fazer a inscrição [na quadra poliesportiva onde a prefeitura montou os estandes]. E aí eles já tinham dado vários tiros, mas, como eles já tinham abaixado as armas, mas estava em punho ainda, nós dois resolvemos voltar para ir na casa do meu irmão. A gente estava ciente de que não podia mais entrar. Aí foi a hora que ele [o policial da Guarda Civil] estava com a arma na mão atrás do poste. Ele e mais alguns começaram a atirar. Foi na hora que eu mandei a minha esposa correr, e quando eu me vi eu estava no chão.

CC – Você conseguiu ver o rosto de quem disparou?
DF – De onde eu estava para ele… Eu sei mais ou menos a fisionomia, como ele se comporta. Mas o rosto não dá para discriminar bem. Mas assim, a fisionomia, do jeito que ele estava muito nervoso, carregando aquela arma direto…

CC – Ele atirou uma vez só?
DF - Ele atirou uma vez e o meu colega foi me socorrer, graças a Deus, e ele atirou outra vez. Não sei se foi ele, porque eu estava no chão, não deu para ver porque eu estava nervoso, perdendo muito sangue.

CC – Você já sabe se vai ficar com o movimento das pernas prejudicado?
DF - Bom, o doutor disse que a bala ficou entre um nervo e o osso. Ele disse que, aos poucos, eu vou caminhar, mas estou com muita dificuldade na perna esquerda. Vou fazer exames para saber qual nervo foi atingido e fazer uma série de fisioterapia para ver se realmente eu vou voltar a andar normal.

CC – O que você pensa em fazer quando sair daqui?
DF - Não sei. Não tem nem previsão de alta ainda….

CC – E o seu trabalho?
DF – Por enquanto…também não sei, não tem nem como pensar, né? Não tem como voltar ainda, não tenho condições de nada, precisa de fisioterapia. Eu sinto ainda o impacto da bala nas costas, não tenho condições de trabalhar, de fazer nada.

CC – Em que você pensa quando fica aqui, sozinho, na maior parte do tempo?
DF – Na minha esposa e no meu filho. Em mais nada.

CC – Você acredita que alguém será responsabilizado pelo tiro que você levou?
DF - Sim, porque a justiça de Deus não falha.

CC – Qual é seu maior medo a partir de agora?
DF – Meu maior medo é não voltar a andar normal, não conseguir trabalhar, não conseguir sustentar nem meu filho, nem minha esposa. Espero que não aconteça nada pior, nem comigo, nem com outras pessoas.

CC – Como você avalia a atuação da polícia naquele domingo?
DF – A tropa de choque… Eu achei muito errado. Saíram jogando bomba pra todo mundo, pra tudo quanto é lado. Muito errado mesmo, um monte de gente despreparada. E da guarda municipal pior ainda. Despreparados. Eles são de uma faixa etária que a maioria toma remédio de pressão, não sabe controlar uma arma. Então pra que colocar esse pessoal para trabalhar sem qualificação nenhuma? Isso é uma pergunta para o Cury [Eduardo Cury, PSDB, prefeito de São José dos Campos] responder. Todos os que estavam ali, se você passar nas casas por ali, todos vão dizer da mesma maneira.


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28 comentários
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dida

 

Não se preocupem, a PM de todo o Brasil vai entrar em greve, essa malvada, e a paz baiana descerá sobre todos.

 Vai ser um tempo de fartura e alegria, onde o império da lei e da ordem não mais vigorará - essa coisa de burguês, que foi teimosamente invocada pelo Jaques Wagner, traidor da causa esquerdista! -  e todos poderão tranquilamente invadir e ocoupar, sem se preocupar com instrumentos legais utrapassados, tais como pedidos de reintegração de posse  (só o Jaques Wagner que entrou com pedido de reintegração de posse dos veículos da PM em poder dos grevistas. Mas, ele traidor da causa esqyerdista, já disse!).

Aguardem, o paraíso está próximo.

 

 
 
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Ivan Moraes

Pra chamar alguem de traidor de esquerdistas voce bem podia apresentar seu historico de comentarios de nao traidor de esquerdistas.

De outra maneira fica parecendo que voce eh mais oportunista que o cara da greve.

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 
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dida

O grau de oportunismo aqui é muito equilibrado...

 

 
 
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Ivan Moraes

HISTORICO, foi o que eu disse. SEU HISTORICO de comentarios. Mostre nos seu HISTORICO de comentarios nao-traidores porque turma de invasores "defendendo" acoes policiais -especificamente militares- ja invadiu o blog antes e nenhum deles tinha historico tampouco.

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 
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Wilsoleaks Alves

E se não for Dida?

 
 
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Fuhgeddaboudit™


AS CARPIDEIRAS DO PINHEIRINHO (Parte I)

Todos já sabem das atrocidades cometidas, desde a estranha “catarata” do Judiciário até a truculência da Polícia Militar. Todos já tomaram conhecimento das omissões criminosas do Prefeito e do Governador e do consequente (e óbvio) favorecimento ao especulador e empresário Naji Nahas. Todos já tomaram conhecimento de que houve furtos e relatos de abusos sexuais. E, creio, embora o assunto não possa ser esquecido (é preciso, mesmo, mantê-lo, diariamente, nas redes sociais, de forma a pressionar o Ministério Público e/ou autoridades competentes, para que as providências que levem às punições sejam tomadas.

Entretanto, todas as “redes sociais” esqueceram de que a prioridade é resolver, de imediato, o problema de moradia das famílias que foram expulsas (com cerca de 2.500 crianças), já que as punições dependerão, sempre, da JUSTIÇA; mesmo que, da “COMISSÃO NACIONAL DE JUSTIÇA”.  Mas, como “carpideiras” contratadas para chorar alto e aumentar a emoção do velório e valorizar o a figura do falecido, parece que elas continuam a procurar mais motivos para continuar chorando e o velório não ter fim. Enquanto isso, quem poderia estar colaborando, em busca de soluções, permanece, lá, dentro, na “câmara ardente”.

Ninguém mais do que eu tem, diariamente, muito antes de a tragédia ocorrer, apontado as causas que estão afastando, cada vez mais, os menos favorecidos do “Sonho da Casa Própria”:OS ESPECULADORES IMOBILIÁRIOS”, todos devidamente cadastrados e conhecidos na “CEF”.

Lamentavelmente, a origem de todos os problemas que levam as famílias a invadirem propriedades (e, aqui, inútil alegar se de “Nahas ou João”) é apenas um: eles invadem porque não lhes dão condições de terem moradias “minimamente dignas”. E, no governo LULA, criou-se com alarde e como “a mãe da solução de todos os problemas de moradia dos brasileiros, sem-teto, favelados ou de baixa renda, oPROGRAMA MINHA CASA MINHA VIDA”. E, em nome  dessa bandeira os Especuladores Imobiliários consumiram em quatro anos (mesmo que não destinados, unicamente, ao Programa) R$ 50 Bilhões liberados pela CEF. Eles enriqueceram com o “Golpe da Alta dos Terrenos”, estocados por eles mesmos, para auferirem lucros astronômicos quando os incorporavam aos empreendimentos, por preços inconcebíveis, aceitos como “de mercado”. Sim, claro que “de mercado”; o mercado criado por eles, que poderia ter sofrido impedimento e sido inibido pela CEF, já que eles passariam a fazer parte da Garantia dos pagamentos dos imóveis construidos, financiados por ela. Mas, a estratégia deles deu certo, MAS, PARA ELES INCORPORADORES E CONSTRUTORES. Para que se comprove isto, basta mandar auditar a história da evolução dos preços de todos os terrenos incorporados aos empreendimentos, pois, aí, foi que o lucro indecente obtido na arbitragem em causa própria, fez a fortuna de uns poucos, contaminou o mercado real, levado na “onda verde” (nenhum botão para acender o sinal vermelho foi instalado pelo governo), e levou de roldão e à desgraça os menos favorecidos, REPITO: não há mais volta, dezenas de milhões de “Sonhadores da Casa Própria” (incluídos os 10 milhões que o governo diz que tirou da miséria), terão que comer na mão de quem comprou os imóveis para investimento e vai querer o seu retorno; na média, 1,2% a.m. do que pagou, vez que, a maioria dos imóveis (apartamentos, em especial), são pequeníssimos e, como tal e de praxe não serão alugados por um percentuais padronizados e históricos, sobre o que se entende ser seu valor (no caso dos novos, o que pagaram os investidores).

Diriam outros sonhadores e inocentes úteis: --- Nada disso, as pessoas não irão pagar!!!  E, digo eu, Claro que sim,  TERÃO DE PAGAR, pois as dezenas de milhões de pessoas de baixa renda, que não conseguiram comprar, dado ao alto preço, estão concentradas, em peso, nos grandes centros, suas periferias e municípios limítrofes. Esses, engrossarão o contingente de candidatos a locatários, aumentando a demanda (como já está acontecendo – 18,5% foi o aumento dos novos aluguéis, em 2011, à vontade do locador, não sujeito a tabelamentos, quando de um novo Contrato). E esses candidatos, terão de “comer na mão” de quem pagou o preço com ágio / “over-price”. Entre eles, os “investidores profissionais”, ligados ao setor imobiliário, que tudo farão para que os preços, nos novos empreendimentos, continuem a “puxar o mercado” ou, pelo menos o mantenha no nível em que está. Apenas, como já está acontecendo, os antigos que tinham subido demais, já vem enfrentando baixas, provocadas por quem precisa vender. Mas, os novos, a “ fada madrinha” banca, e eles os seguram, até vender pelos “seus preços”, que não resistiriam à avaliação de uma “Consultoria Especializada”, séria.

Uma solução para isso existe: é muito melhor os Governos Federal e Estaduais comprarem os terrenos (sob uma severa auditoria permanente dos TCUs), concorrendo com o segmento imobiliário e contratarem a construção para aqueles que adquirirem. Os preços finais rapidamente se ajustarão (ficarão muito menores) e os imóveis serão vendidos muito mais rápido e, para quem, de fato, o Programa se destinar. Do jeito que está, é uma loucura e não pode ser dada a continuidade, em função do alto risco que o ágio representa.

Mas, um alento nos conforta; temos uma ESTADISTA na Presidência, e ela não cai nessas nem joga lenha na fogueira. Tem o pé no chão e evoluiu antes da Evolução da Espécie chegar à Terra. AVE DILMA !!!

 

Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.

 
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periguari oliveira paiva

O Governo Federal ja deu uma grande contribuicao para sanar o problema da falta de moradia popular criando o programa Minha Casa Minha Vida destinado para familias com renda de ate tres salarios-minimos, com subsidios bastantes significativos. Mas so isso nao basta. E preciso que os governos estaduais e municipais facam a sua parte, contribuindo, principalmente, para se fazer um banco de terras destinadas as moradias de interesse sociais, evitando a especulacao imobiliaria. E preciso, tambem, que o Poder Judiciario faca a sua parte, fazendo-se cumprir o papel social da terra urbana, qual seja: prioritariamente, habitacao; como tambem, ser rigoroso no combate a sonegacao de impostos territoriais urbanos, pratica usual no Brasil pelos especuladores imobiliarios, e que tem a complacencia deste poder. E esta sonegacao se faz, principalmente, atraves da subavaliacao dos imoveis para efeito de cobranca de IPTU. Tenho quase certeza de que o imovel de Pinheirinho esta subavaliado para a cobranca de IPTU em relacao ao seu valor de mercado. E e sempre assim, quando o poder publico vai desapropriar tais imoveis, seus proprietarios entram na justica reclamando que a avaliacao esta abaixo do valor de mercado; porem, para efeito de pagamento de impostos, eles ja entram na justica reclamando que o valor esta acima do praticado pelo mercado. E o valor que se perde com essa sonegacao seria suficiente para se criar um fundo de terra destinado a construcao de moradias de interesse social.

 
 
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Emilio GF

Já que você é tão legalista, saiba:

O pedido de reintegração de posse, que a juiza apresentou, já tinha sido rejeitado em 2005. O que ela fez foi ilegal, imoral e anti-ético.

E o comandante da operação negou acatar uma ordem de um juiz federal para suspender a operação.

Mas a culpada não é a polícia, não.

O culpado, é que manda nela, Adolf Ackimin.

 
 
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dida

 

Oh Emílio GF, vc reconhece que houve uma ilegalidade primária no caso do Pinheirinho, a invasão? E tudo o mais é consequencia dessa ilegalidade primária? Sou legalista, sim, com muito orgulho. E sempre, independetemente de quem esteja em litígio. Diferentemente da grande maioria daqui, que despreza solenemente a lei, quando lhe convém, e a usa, bem como a todos os remédios legais, apenas também quando lhe convém.

PM entrar em greve é um absurdo, seja aqui na Bahia ou em São Paulo ou em qualquer canto do mundo. Mas, por exemplo, a greve dos PM de 2001 foi totalmente apoiada por petistas. E agora essa não é? O que mudou, se o modus operandi é o mesmíssimo? Morreram pessoas agora? Naquela época também! Aconteceram saques e arrastões agora? Naquela época, também!

Então, sem hipocrisias pois não? Se a gente quer viver em sociedade, há de ser respeitado o império da lei - que foi invocado pelo Governador Jaques Wagner -  e da ordem (que foi invocado pela Presidenta Dilma). Não há como relativizar, meu caro. Ficam aqui defendendo a ilegalidade da invasão do Pinheirinho usando os argumentos mais estapafúrdios: o terreno era de uma megaespeculador que quebrou a bolsa do Rio (e daí?), o terreno foi conseguido pelo tal do especulador de maneira ilícita (e essa é a via legítima da contestação?), houve quebra de acordo (em meio a um conflito de competência, dirimido pelo STJ), ...

Ah, o enfoque é o drama humano. E inventam estupros, e mortes e abusos de todas as matizes. E vão encher de manchetes punjantes a cada dia, para manter a militância indignada contra o nazistão Alkimin. Isso é instrumentalização política do conflito, para a obtenção de dividendos políticos. O drama humano só interessa nessa medida, a da obtenção desses dividendos políticos. Nada mais, nada menos.

Imagino se metade das coisas que já ocorreram aqui em SSA - uma mãe amamentando sendo baleada, por exemplo - estivessem acontecendo em São Paulo...

Mas, aguardemos, pois não? As notícias dão conta que as PM de todo o Brasil irão aderir a esse movimento ILEGAL, mas tão a gosto dos petistas de priscas eras...

 

 

 

 

 
 
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João Aguiar

trollzinho, vc não diz coisa com coisa e se dissesse não era troll, né? 

 

você não pode vencer a morte, mas você pode vencer a morte em vida, às vezes. Charles Bukowski

 
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dida

"Não diz coisa com coisa?"

Um esquerdista típico: jogando a responsabilidade por não saber interpretar um texto em cima do emissor da mensagem. Desqualficação na fonte, para não ter de argumentar. Encerramento com a palavra mágica "troll". Nada de novo. Aliás, tava até demorando...

Mas, vamos ao mandamento máximo "não alimente os trolls" (faltou o complemento: eles crescem e te deixam sem argumento algum...)

 

 
 
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Natan Pardinho

Dida

existe uma jagunçadinha aqui que é terrível..troll, serrista, alckmista,pessedebista são os termos mais usados por eles...fazem o mesmíssimo jogo dos frequentadores dos blog de esgoto...estão interessados apenas no jogo sujo da partidarização, nem um pouco interessados na situação daquelas pessoas do lugar...importa sangrar em público a juíza, o governador, a PM...por isso as denúncias de mortos, estupros...antes do Pinheirinho, a causa era a última favela que incendiou...cadê a preocupação com aquelas pessoas?...serviram até aparecer o Pinheirinho...o quixotesco Eduardo Guimarães, que até cachorro baleado usa para demonstrar a monstruosidade da desocupação, afirmava, dizendo que moradores diziam, haver mortos dentro do prédio que ficou de pé após o incêndio e que a PM os escondia...ele está à procura de cadáveres até hoje...

esses mesmos jaguncinhos estão com dificuldades com relação à Bahia...o mesmo modus operandi usado pela PM em 2002 durante a greve era apoiado por Jaques Wagner e as desculpas do governandor de então, César Borges, são as mesmas usadas hoje por Wagner...estão extremamentes contidos...tem gente dizendo que foi uma armação pra tirar o foco do Pinheirinho...pra ver a que ponto chegou o embate desses grupos tanto à direita e à esquerda na política...essa jagunçada se atiça com o cheiro de sangue...mas só seletivamente...

 
 
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Antônia M.K

E os 50 MORTOS do massacre na Bahia? Eles não merecem atenção não?

Não vão entrevistar os parentes, os filhos, as mães daqueles mais de 50 que foram assassinados na Bahia nas últimas 24 horas, não?

 

Brasil voltando à Idade da Pedra. Sem lei, sem direitos humanos e sem governo.

 
 
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Ivan Moraes

"Brasil voltando à Idade da Pedra":

Dado a evidencia nas reportagens tem UM agitador ao centro dessa greve, e UM agitador somente.

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 
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dida

Eis a quantas está o movimento, liderado pelo fenômeno Marco Prisco...

 

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2012/02/04/greve-da-pm-na-bahia-ganha-forca-no-interior-29-pessoas-sao-assassinadas.htm

 
 
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Ivan Moraes

E sem greves militares, quantos bahianos eles assassinam a tiros no meio da rua?

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 
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Emilio GF

É claro que interessa.

Por isso estamos discutindo o fato aqui durante todo o dia. Com opiniões livres de todos. Inclusive a sua.

Ou você está achando que aqui é a Veja ou o Jornal Nacional.

 
 
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joão33

  antonia ,quanto voçe ganha para fazer esses comentários? essas mortes vão ser investigadas sim , esses policiais grevistas , minoria comamdada por ex- policial  filiado ao psdb da bahia , vai ter muito o que explicar.

 
 
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Wilsoleaks Alves

Antônia M.K.K

Cê fumou um baseadinho, foi minha nêga?

 
 
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Tiana

maranhense?

Ah, tá...

Deve se primo do Sarney ou do Renan....

 
 
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Alan Souza

Daqui a pouco o Aliança Liberal aparece aqui pra dizer que o baleado atirou-se na frente da bala, de propósito, só pra virar notícia... 

 

Demóstenes Torres na cadeia: uma campanha pelo bem do Brasil!

 
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Wilsoleaks Alves

É...

Tá demorando, se o Aliança já agredia antes do PSDB mandar, agora então...

 
 
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Cafezá

Quanto mais o massacre da população do Pinheirinho se distancia no tempo, mais surgem os efeitos deixados pelos criminosos. Esses amontoados de destruição são parecidos com aqueles dos filmes que retratavam cowboys criminosos atacando e destruindo as cidades do Velho Oeste. Deixavam seus rastros de ódio, com homens, mulheres e crianças mortas, e as casas incendiadas. São José dos Campos não está situada no Oeste norte-americano, mas tem um prefeito do PSDB que não difere em nada daqueles que detinham o poder, juntamente com os xerifes, juízes e fazendeiros, nas cidades de madeira do séc. XIX  e começo do XX nos EUA. Lembrei-me destas imagens dos filmes de cowboy ao ler o relato do morador baleado. Observem como é muito parecido com as cenas do Velho Oeste gringo:

CC – Deu tempo de pegar alguma coisa? Você conseguiu recuperar seus pertences?
DF – Nada. Só o bebê. Trocamos de roupa e saímos.

CC – Como foi o momento em que você levou o tiro?
DF – Eu e minha esposa estávamos subindo lá de volta para a casa do meu irmão. Não deixaram a gente entrar para fazer a inscrição [na quadra poliesportiva onde a prefeitura montou os estandes]. E aí eles já tinham dado vários tiros, mas, como eles já tinham abaixado as armas, mas estava em punho ainda, nós dois resolvemos voltar para ir na casa do meu irmão. A gente estava ciente de que não podia mais entrar. Aí foi a hora que ele [o policial da Guarda Civil] estava com a arma na mão atrás do poste. Ele e mais alguns começaram a atirar. Foi na hora que eu mandei a minha esposa correr, e quando eu me vi eu estava no chão.

CC – Você conseguiu ver o rosto de quem disparou?

DF – De onde eu estava para ele… Eu sei mais ou menos a fisionomia, como ele se comporta. Mas o rosto não dá para discriminar bem. Mas assim, a fisionomia, do jeito que ele estava muito nervoso, carregando aquela arma direto… 


No relato do ex-morador do Pinheirinho, David Furtado, que, por essas estranhas e interessantes coincidências de nomes, foi Furtado na saúde e na casa, afirma que   "mandei minha esposa correr" . Entenda-se que obviamente a esposa correu com o bebê do casal nos braços. Agora, mirem e vejam na cena relatada:

Uma família, composta por um pai (de 30 anos), uma mãe e uma criança de colo, correndo embaixo de balas, tentando escapar da morte. E - detalhe revelador - não eram balas de borracha, David foi alvejado pelas costas e encontra-se no estado de saúde noticiado pelo post, com a bala ainda encravada em seu corpo. 

Mesmo com todos esses acontecimentos que têm emergido nos últimos dias, o nosso Poder judiciário, muito semelhante àquele do Velho Oeste norte-americano, ainda não anulou a reintegração de posse. É como o juiz de futebol que apita o penalti inexistente e não volta atrás nem ouvindo milhares de xingamentos. Nos casos envolvendo crimes do colarinho branco, tal como aqueles apurados na operação Satiagraha, uma minúscula alegação de erro na colheita de provas, que em nada afetaria no cômputo total, basta para anular toda uma investigação de anos a fio. E tudo é mandado pelos ares pelos julgadores.

Quando o caso envolve simples pessoas do povo, o procedimento é outro, nem erros colossais, que assomam por todos lados, são suficientes para uma revisão mais do que justa. 

A realidade do injustificado massacre do Pinheirinho tem explodido em sangue e dor, porém isso não comove aqueles que poderiam, em razão de suas investiduras,  trazer Justiça. 

 
 
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armando botelho

Muitas vítimas ainda vão aparecer , é a guerra suja da política , que jogam uma instituição na lama , corporação esta que nos proteje da melhor forma possivel com os recursos que tem , quem esta na frente de batalha do dia a dia são eles , cara a cara com bandidos que estão dispostos a tudo . Se alguem ameaça seu patrimonio sua familia ou sua integridade física , é o numéro da polícia que lhe vem a cabeça e não dos políticos trapaceiros e velhacos que vivem de trambiques .

 
 
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Fabio SP

Gostaria que a Carta Capital fizesse só uma perguntinha que faltou... 

ao responsável pelo Hospital, porque ele não chamou a Polícia Civil para abrir um B.O. Afinal, isso tem que ser feito quando alguém é atendido com ferimento de bala...?!?!?!

 
 
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IV AVATAR

Cade o advogado do PSDB, o blogueiro do esgoto ou Tio Rei

 
 
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Eva

Hospital Municipal de SJC nega informações a parlamentares

 

Durante visita da força-tarefa composta por parlamentares, advogados, jornalistas e entidades de direitos humanos nos abrigos de flagelados do bairro Pinheirinho, em São José dos Campos, em 4 de fevereiro, encontramos dificuldades para trabalhar.

Um dos desaparecidos durante a operação de reintegração de posse de 22 de janeiro (um idoso) apareceu hospitalizado, em estado grave, no Hospital Municipal de São José dos Campos. A força-tarefa, porém, não consegue da instituição que dê maiores informações.

Deixei aquela cidade no fim da tarde. Ao chegar em casa, por volta das 22 horas, descubro que o problema persistia. Encontrei o seguinte e-mail da vereadora Amelia Naomi:

—–

“Eduardo Guimarães,

Entidades de direitos humanos e parlamentares, após horas de espera no Hospital Municipal de São José dos Campos, ainda não receberam informações que requisitaram sobre Ivo Teles dos Santos, de 75 anos, que estava desaparecido desde 22 de janeiro, dia do massacre do Pinheirinho.

Santos foi localizado no dia 03 de fevereiro por sua ex-esposa, que fez peregrinação a diversos lugares para encontrá-lo. Achou-o internado na UTI daquele hospital, sendo que seu ingresso no pronto-socorro ocorreu no dia 22 de janeiro, quando o paciente teria sido registrado como vítima de agressão.

Abaixo, entidades e autoridades que permanecem no hospital esperando a informação:

  • Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe)
  • Defensoria Pública do Estado de São Paulo
  • Deputado estadual Adriano Diogo (PT-SP), presidente da comissão de direitos humanos da Assembléia Legislativa de São Paulo
  • Comissao de direitos humanos da OAB-SP
  • Vereador Tonhão Dutra (PT-SJC)
  • Vereadora Amélia Naomi (PT-SJC)
  • Vereador Vagner Balieiro (PT-SJC)

Parlamentares e Entidades exigem do administrador do hospital, Marcelo Garcia, o boletim de atendimento de urgência que descreve as agressões que teriam vitimado Ivo Teles dos Santos.

A recusa do hospital, controlado pela SPDM (entidade privada que administra a instituição), foi justificada por derivar de interferência direta do secretário de Saúde de São José dos Campos, Danilo Stanzani.

Caso essa sonegação de informações permaneça, entidades e parlamentares irão registrar o caso na polícia local.

Amélia Naomi”

—–

PS: pouco após a publicação deste post, recebo informação de que ao fim da tarde de sábado, 4 de fevereiro, um policial militar chegou ao Hospital Municipal de São José dos Campos e entrou em área vetada à força-tarefa, onde permaneceu por uma hora e meia. Depois saiu por uma porta lateral. Pessoas da força-tarefa que estavam do lado de fora do hospital o viram saindo. Tentaram falar com o PM e ele saiu correndo.

 

http://www.blogcidadania.com.br/2012/02/hospital-municipal-de-sjc-nega-informacoes-a-parlamentares/

 

“O que me amedronta, não é o grito dos maus, mas o silêncio dos justos” Martin Luther King

 
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Ivo M. Gloeden

Armando Botelho

Quem cuida do meu patrimônio e da minha segurança sou. Não preciso da polícia para isso.

 
 

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