Aventuras das duas Verônicas

Por Webster Franklin

Carta Capital: filha de Serra expôs sigilo de milhões de pessoas

A revista CartaCapital que está nas bancas nesta semana traz reportagem de Leandro Fortes que vai colocar em apuros o tucano José Serra. Segundo a reportagem, baseada em documentos oficiais, por 15 dias no ano de 2001, no governo FHC/Serra a empresa Decidir.com abriu o sigilo bancário de 60 milhões de brasileiros. A Decidir.com é o resultado da sociedade, em Miami, da filha de Serra, Verônica Serra,  com a irmã de Daniel Dantas. Veja abaixo a reportagem de CartaCapital.

Extinta empresa de Verônica Serra expôs os dados bancários de 60 milhões de brasileiros obtidos em acordo questionável com o governo FHC

Em 30 de janeiro de 2001, o peemedebista Michel Temer, então presidente da Câmara dos Deputados, enviou um ofício ao Banco Central, comandado à época pelo economista Armínio Fraga. Queria explicações sobre um caso escabroso. Naquele mesmo mês, por cerca de 20 dias, os dados de quase 60 milhões de correntistas brasileiros haviam ficado expostos à visitação pública na internet, no que é, provavelmente uma das maiores quebras de sigilo bancário da história do País. O site responsável pelo crime, filial brasileira de uma empresa argentina, se chamava Decidir.com e, curiosamente, tinha registro em Miami, nos Estados Unidos, em nome de seis sócios. Dois deles eram empresárias brasileiras: Verônica Allende Serra e Verônica Dantas Rodenburg.

Ironia do destino, a advogada Verônica Serra, 41 anos, é hoje a principal estrela da campanha política do pai, José Serra, justamente por ser vítima de uma ainda mal explicada quebra de sigilo fiscal cometida por funcionários da Receita Federal. A violação dos dados de Verônica tem sido extensamente explorada na campanha eleitoral. Serra acusou diretamente Dilma Rousseff de responsabilidade pelo crime, embora tenha abrandado o discurso nos últimos dias.

Naquele começo de 2001, ainda durante o segundo mandato do presidente FHC, Temer não haveria de receber uma reposta de Fraga. Esta, se enviada algum dia, nunca foi registrada no protocolo da presidência da Casa. O deputado deixou o cargo menos de um mês depois de enviar o ofício ao Banco Central e foi sucedido pelo tucano Aécio Neves, ex-governador de Minas Gerais, hoje candidato ao Senado. Passados nove anos, o hoje candidato a vice na chapa de Dilma Rousseff garante que nunca mais teve qualquer informação sobre o assunto, nem do Banco Central nem de autoridade federal alguma. Nem ele nem ninguém.

Graças à leniência do governo FHC e à então boa vontade da mídia, que não enxergou, como agora, nenhum indício de um grave atentado contra os direitos dos cidadãos, a história ficou reduzida a um escândalo de emissão de cheques sem fundos por parte de deputados federais.

Temer decidiu chamar o Banco Central às falas no mesmo dia em que uma matéria da Folha de São Paulo informava que, graças ao passe livre do Decidir.com, era possível a qualquer um acessar não só os dados bancários de todos os brasileiros com conta corrente ativa, mas também o Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos (CCF), a chamada “lista negra”do BC. Com base nessa facilidade, o jornal paulistano acessou os dados bancários de 692 autoridades brasileiras e se concentrou na existência de 18 deputados enrolados com cheques sem fundos, posteriormente constrangidos pela exposição pública de suas mazelas financeiras.

Entre esses parlamentares despontava o deputado Severino Cavalcanti, então do PPB (atual PP) de Pernambuco, que acabaria por se tornar presidente da Câmara dos Deputados, em 2005, com o apoio da oposição comandada pelo PSDB e pelo ex-PFL (atual DEM). Os congressistas expostos pela reportagem pertenciam a partidos diversos: um do PL, um do PPB, dois do PT, três do PFL, cinco do PSDB e seis do PMDB. Desses, apenas três permanecem com mandato na Câmara, Paulo Rocha (PT-PA), Gervásio Silva (DEM-SC) e Aníbal Gomes (PMDB-CE). Por conta da campanha eleitoral, CartaCapital conseguiu contato com apenas um deles, Paulo Rocha. Via assessoria de imprensa, ele informou apenas não se lembrar de ter entrado ou não com alguma ação judicial contra a Decidir.com por causa da quebra de sigilo bancário.

Na época do ocorrido, a reportagem da Folha ignorou a presença societária na Decidir.com tanto de Verônica Serra, filha do candidato tucano, como de Verônica Dantas, irmã do banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunity. Verônica D. e o irmão Dantas foram indiciados, em 2008, pela Operação Satiagraha, da Polícia Federal, por crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, sonegação fiscal, formação de quadrilha, gestão fraudulenta de instituição financeira e empréstimo vedado. Verônica também é investigada por participação no suborno a um delegado federal que resultou na condenação do irmão a dez anos de cadeia. E também por irregularidades cometidas pelo Opportunity Fund: nos anos 90, à revelia das leis brasileiras, o fundo operava dinheiro de nacionais no exterior por meio de uma facilidade criada pelo BC chamada Anexo IV e dirigida apenas a estrangeiros.

A forma como a empresa das duas Verônicas conseguiu acesso aos dados de milhões de correntistas brasileiros, feita a partir de um convênio com o Banco do Brasil, sob a presidência do tucano Paolo Zaghen, é fruto de uma negociação nebulosa. A Decidir.com não existe mais no Brasil desde março de 2002, quando foi tornada inativa em Miami, e a dupla tem se recusado, sistematicamente, a sequer admitir que fossem sócias, apesar das evidências documentais a respeito. À época, uma funcionária do site, Cíntia Yamamoto, disse ao jornal que a Decidir.com dedicava-se a orientar o comércio sobre a inadimplência de pessoas físicas e jurídicas, nos moldes da Serasa, empresa criada por bancos em 1968. Uma “falha”no sistema teria deixado os dados abertos ao público. Para acessá-los, bastava digitar o nome completo dos correntistas.

A informação dada por Yamamoto não era, porém, verdadeira. O site da Decidir.com, da forma como foi criado em Miami, tinha o seguinte aviso para potenciais clientes interessados em participar de negócios no Brasil: “encontre em nossa base de licitações a oportunidade certa para se tornar um fornecedor do Estado”. Era, por assim dizer, um balcão facilitador montado nos Estados Unidos que tinha como sócias a filha do então ministro da Saúde, titular de uma pasta recheada de pesadas licitações, e a irmã de um banqueiro que havia participado ativamente das privatizações do governo FHC.

A ação do Decidir.com é crime de quebra de sigilo fiscal. O uso do CCF do Banco Central é disciplinado pela Resolução 1.682 do Conselho Monetário Nacional, de 31 de janeiro de 1990, que proíbe divulgação de dados a terceiros. A divulgação das informações também é caracterizada como quebra de sigilo bancário pela Lei n˚ 4.595, de 1964. O Banco Central deveria ter instaurado um processo administrativo para averiguar os termos do convênio feito entre a Decidir.com e o Banco do Brasil, pois a empresa não era uma entidade de defesa do crédito, mas de promoção de concorrência. As duas também deveriam ter sido alvo de uma investigação da polícia federal, mas nada disso ocorreu. O ministro da Justiça de então era José Gregori, atual tesoureiro da campanha de Serra.

A inércia do Ministério da Justiça, no caso, pode ser explicada pelas circunstâncias políticas do período. A Polícia Federal era comandada por um tucano de carteirinha, o delgado Agílio Monteiro Filho, que chegou a se candidatar, sem sucesso, à Câmara dos Deputados em 2002, pelo PSDB. A vida de Serra e de outros integrantes do partido, entre os quais o presidente Fernando Henrique, estava razoavelmente bagunçada por conta de outra investigação, relativa ao caso do chamado Dossiê Cayman, uma papelada falsa, forjada por uma quadrilha de brasileiros em Miami, que insinuava a existência de uma conta tucana clandestina no Caribe para guardar dinheiro supostamente desviado das privatizações. Portanto, uma nova investigação a envolver Serra, ainda mais com a família de Dantas a reboque, seria politicamente um desastre para quem pretendia, no ano seguinte, se candidatar à Presidência. A morte súbita do caso, sem que nenhuma autoridade federal tivesse se animado a investigar a monumental quebra de sigilo bancário não chega a ser, por isso, um mistério insondável.

Além de Temer, apenas outro parlamentar, o ex-deputado bispo Wanderval, que pertencia ao PL de São Paulo, se interessou pelo assunto. Em fevereiro de 2001, ele encaminhou um requerimento de informações ao então ministro da Fazenda, Pedro Malan, no qual solicitava providências a respeito do vazamento de informações bancárias promovido pela Decidir.com. Fora da política desde 2006, o bispo não foi encontrado por CartaCapital para informar se houve resposta. Também procurada, a assessoria do Banco Central não deu qualquer informação oficial sobre as razões de o órgão não ter tomado medidas administrativas e judiciais quando soube da quebra de sigilo bancário.

Fundada em 5 de março de 2000, a Decidir.com foi registrada na Divisão de Corporações do estado da Flórida, com endereço em um prédio comercial da elegante Brickell Avenue, em Miami. Tratava-se da subsidiária americana de uma empresa de mesmo nome criada na Argentina, mas também com filiais no Chile (onde Verônica Serra nasceu, em 1969, quando o pai estava exilado), México, Venezuela e Brasil. A diretoria-executiva registrada em Miami era composta, além de Verônica Serra, por Verônica Dantas, do Oportunity, Brian Kim, do Citibank, e por mais três sócios da Decidir.com da Argentina, Guy Nevo, Esteban Nofal e Esteban Brenman. À época, o Citi era o grande fiador dos negócios de Dantas mundo afora. Segundo informação das autoridades dos Estados Unidos, a empresa fechou dois anos depois, em 5 de março de 2002. Manteve-se apenas em Buenos Aires, mas com um novo slogan: “com os nossos serviços você poderá concretizar negócios seguros, evitando riscos desnecessários”.

Quando se associou a Verônica D. Na Decidir.com, em 2000, Verônica S. era diretora para a América Latina da companhia de investimentos International Real Returns (IRR), de Nova York, que administrava uma carteira de negócios de 660 bilhões de dólares. Advogada formada pela Universidade de São Paulo, com pós-graduação em Harvard, nos EUA, Verônica S. Também se tornou conselheira de uma série de companhias dedicadas ao comércio digital na América Latina, entre elas a Patagon.com, Chinook.com, TokenZone.com, Gemelo.com, Edgix, BB2W, Latinarte.com, Movilogic e Endeavor Brasil. Entre 1997 e 1998, havia sido vice-presidente da Leucadia National Corporation, uma companhia de investimentos de 3 bilhões de dólares especializada nos mercados da América Latina, Ásia e Europa. Também foi funcionária do Goldman Sachs, em Nova York.

Verônica S. ainda era sócia do pai na ACP – Análise da Conjuntura Econômica e Perspectivas Ltda, fundada em 1993. A empresa funcionava em um escritório no bairro da Vila Madalena, em São Paulo, cujo proprietário era o cunhado do candidato tucano, Gregório Marin Preciado, ex-integrante do conselho de administração do Banco do Estado de São Paulo (Banespa), nomeado quando Serra era secretário de Planejamento do governo de São Paulo, em 1993. Preciado obteve uma redução de dívida no Banco do Brasil de 448 milhões de reais para irrisórios 4,1 milhões de reais no governo FHC, quando Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-arrecadador de campanha de Serra, era diretor da área internacional do BB e articulava as privatizações.

Por coincidência, as relações de Verônica S. com a Decidir.com e a ACP fazem parte do livro Os Porões da Privataria, a ser lançado pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr. Em 2011.

De acordo com o texto de Ribeiro Jr., a Decidir.com foi basicamente financiada, no Brasil, pelo Banco Opportunity com um capital de 5 milhões de dólares. Em seguida, transferiu-se, com o nome de Decidir International Limited, para o escritório do Ctco Building, em Road Town, Ilha de Tortola, nas Ilhas Virgens Britânicas, famoso paraíso fiscal no Caribe. De lá, afirma o jornalista, a Decidir.com internalizou 10 milhões de reais em ações da empresa no Brasil, que funcionava no escritório da própria Verônica S. A essas empresas deslocadas para vários lugares, mas sempre com o mesmo nome, o repórter apelida, no livro, de “empresas-camaleão”.

Oficialmente, Verônica S. e Verônica D. abandonaram a Decidir.com em março de 2001 por conta do chamado “estouro da bolha” da internet – iniciado um ano antes, em 2000, quando elas se associaram em Miami. A saída de ambas da sociedade coincide, porém, com a operação abafa que se seguiu à notícia sobre a quebra de sigilo bancário dos brasileiros pela companhia. Em julho de 2008, logo depois da Operação Satiagraha, a filha de Serra chegou a divulgar uma nota oficial para tentar descolar o seu nome da irmã de Dantas. “Não conheço Verônica Dantas, nem pessoalmente, nem de vista, nem por telefone, nem por e-mail”, anunciou.

Segundo ela, a irmã do banqueiro nunca participou de nenhuma reunião de conselho da Decidir.com. Os encontros mensais ocorriam, em geral, em Buenos Aires. Verônica Serra garantiu que a xará foi apenas “indicada”pelo Consórcio Citibank Venture Capital (CVC)/Opportunity como representante no conselho de administração da empresa fundada em Miami. Ela também negou ter sido sócia da Decidir.com, mas apenas “representante”da IRR na empresa. Mas os documentos oficiais a desmentem.

Fonte: CartaCapital

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79 comentários
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vangelis54

http://charges.uol.com.br/2010/09/10/cotidiano-o-povo-nao-entende/

Mais uma bola fora do candidato JSerra, pelo menos da forma que eu entendo, é o que parece!

E o povo entende mesmo é o tanto que a vida deles melhorou, sem deixar de mencionar que podia ter melhorado muito mais.

O resto é vacina para o "day after".

day after do Jserra
 
 
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Donizeti

Meu Deus! 

Olha nas mãos de que tipo de gente e de quais interesses nosso País estava no período de 1994 - 2002 !

O PSDB, FHC, José Serra (chefe das privatarias tucanas), o banqueiro Daniel Dantas,  seus aliados e grande mídia (Veja, Estadão, Folha, rede Globo0  se achavam realmente os " donos do Brasil "!

Sociedade comercial (?! ?!)  entre a filha do então  Ministro do Planejamento do governo FHC José Serra  (Verônica Serra) e da irmã do banqueiro-bandido Daniel Dantas ( Verônica Dantas ) para bisbilhotar a vida de 60 milhões de cidadãos brasileiros, eu incluso.

Será que agora com a exposição desse verdadeiro crime de lesa-pátria e dessa negociata asquerosa da  cúpula do PSDB no governo FHC,  teremos editoriais indignados do Estadão chamando o "FHC de chefe da quadrilha e da bandidagem" ?  Ou essa indignação é seletiva  e privilégio apenas dos inimigos dos iluminados tucanos et caterva, como o Presidente Lula e o PT ?

Teremos capas da Veja mostrando como  interesses escusos dominavam os subterrâneos do governo FHC ?

A Folha de São Paulo dará manchetes e matérias intermináveis sobre o " Escândalo da Receita sob FHC " ?

Como diz o povão, Deus é Pai e definitivamente acho que é mesmo brasieliro !

Agora começamos a perceber do que nos livramos com a derrota que impusemos às forças neoliberais em 2002 e agora com a nova derrota da última esperança dos vendilhões da pátria, o tucano José Serra,  sem ética e sem vergonha na cara, prontos para terminar o serviço  dos serviçais dos interesses estrangeiros no Brasil, associados a uma mídia venal e criminosa.

 
 
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MOM

Que diferença vc vê entre este fato e o mensalão, mensalinho, etc, etc, do governo Lula? Tudo farinha do mesmo saco!

Me preocupo com a volta dos protagonistas daqueles episódios ... mas também deste!

Por isso opto por uma mudança radical no governo. Prá Valer!

 
 
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foo

Este vai ser um verdadeiro teste de imparcialidade para a mídia:

1) Um funcionário desconhecido da Receita Federal vasculha o sigilo da filha de José Serra em 2009: escândalo durante várias semanas, com direito a diversas capas.

2) A filha de José Serra, em sociedade com a filha de Daniel Dantas, quebra o sigilo de milhões de brasileiros com apoio do governo FHC: qual será a resposta da imprensa?

Será que a Folha vai dar matéria de capa? Será que o Estadão vai publicar um editorial raivoso? Será que a Veja vai mencionar o caso?

Se a mídia não dedicar ao caso pelo menos um décimo do que dedicou às quebras de sigilo realizadas por funcionários desconhecidos, sua credibilidade vai pro brejo.

E agora, José?

 
 
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magina  ..já perdi a conta de saber quantas vêzes eles já foram testados e desperdiçaram?

 
 
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foo

Eu ainda espero que um jornalista de verdade, que honre sua profissão, ligue o gravador e comece a documentar o que acontece nas reuniões onde se define a pauta da próxima edição.

O quarto poder está podre, e precisamos de jornalistas revelar o que ocorre lá dentro.

"Mas não é anti-ético revelar segredos da sua própria empresa?"

Não. Anti-ético é compactuar com a mentira, com a corrupção. O papel do jornalista é revelar a verdade, mesmo que inconveniente. Mesmo que esteja acontecendo dentro de sua própria organização.

A mídia, hoje, tornou-se notícia. Só falta um jornalista de coragem, que queira fazer a matéria de sua vida.

 
 
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jimesvm

Taí o wikileaks para isso... Já é hora dos intestinos da mídia começarem a aparecer...

 

-- -- Quem foge de seus deveres como cidadão, joga fora a autoridade para exigir seus direitos. -- --

 
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Artur Marques

Embora a matéria da Carta Capital seja um verdadeiro exemplo de bom jornalismo e seu conteúdo seja bombástico, eu dúvido que a mesma tenha qualquer repercussão na grande mídia. A credibilidade da mídia já não existe há muito tempo, o que eles tentam agora é lutar pela sua sobrevivência financeira, que estará fortemente ameaçada se tivermos mais 4 (ou 8) anos de governo do PT. O que interessa é eleger Serra a qualquer custo, para que a época de bonança vista com FHC retorne.

Enquanto os grande veículos de comunicação forem  comandados pelos Marinhos, Frias e Civitas a população será sempre refém da desinformação, dos factóides e da completa parcialidade eleitoral, principalmente em ano de eleições presidenciais. 

Aos que desejam informação de qualidade, a internet é um bom contraponto, mas somos apenas uma pequena minoria. Para o grande público, só restam meia-verdade e editoriais inflamados.

 
 
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Leandro Almeida

Saiu meia página no bom jornal O Dia  aqui do Rio de Janeiro. Aliás, O Dia anda mais arejado, com conteúdo mais relevante do que em outros tempos. Agora que somos órfãos no papel do JB aqui no Rio, O Dia me parece uma alternativa boa.

 
 
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Ricardo Maioli

Amigo, ninguém é imparcial. Todo mundo tem uma visão de mundo e a reproduz. E isso não é errado, faz parte da democracia.

A Carta Capital não é mídia? Ela já divulgou o caso. Então seu desejo já foi atendido.

Esperar que jornais privados publiquem o que você acha que é importante não é indício de imparcialidade é indício do desejo de impor sua visão de mundo aos outros.

 
 
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Donizeti

Interessantíssimo o conceito de mídia do Maioli. 

Quer dizer, quando pegos com a boca na botija, não há que invocar os sacrossantos decálogos da livre imprensa, que a grande midia diz que pratica dia e noite, mas na realidade somente publica o que lhes interessa e aos grupos políticos e economicos aos quais serve.

A mídia brasileira, com raras exceções é uma vergonha ética, uma verdadeira escola de amoralismo.

Publicar somente o que lhes convém, manipular dados, fatos  e distorcer a realidade do seu próprio País, mentir descaradamente para a sociedade, parece estar dentro dos parâmetros dos defensores de uma mídia que, como admite o próprio comentarista, tem a liberdade de publicar somente o que reproduz seu ponto de vista do mundo e de seus interesses. 

Quer dizer, no fundo, a grande mídia não tem nada a ver com questões éticas, a verdade e os interesses da coletividade e da liberdade de imprensa enquanto parâmetros necessarios para uma informação de qualidade num estado democrático de direito.

 

 

 
 
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silas32

Eu gosto do biscoito "agua e sal".

O mar é ägua e sal".

Eu gosto do mar porque ele é um biscoito!

 
 
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Caro Sr. Ricardo, a questão não é essa.....o fato é o seguinte...pau que bate em Chico, bate em Francisco.  Ninguem quer impor desejo/ vontade alguma.  Queremos a verdade. 

O sr. faz idéia do mal que isto causou ao nosso país??  Passa pela sua cabeça quantas pessoas morreram por falta de atendimento médico, quantas pessoas ficaram sem estudar, quantas pessoas morreram por falta de segurnça...enfim, quantos problemas o país teve só para que apenas alguns pudessem lucrar???  O Sr. já parou para pensar que muito mais que  lesar a pátria, o que está embutido nestes golpes, é bem mais sórdido que só roubarem(furtarem) dinheiro.  Um golpe deste ceifa uma nação inteira.  Vidas são perdidas meu caro.  Futuros promissores foram arruinados. O país perde muito, mas muito mais, que só dinheiro.  Isso que precisamos enxergar.  Se tivessemos uma imprensa correta, e não uma midia venal como a nossa, essa matéria meu caro era pra ser manchete em todos os jornais, revistas etc..... Meu senhor isso é um crime terrível e as pessoas envolvidas a muito deveriam estar atrás da grade e nao querendo e fazendo campanha pra  presidente.  É chamar o sr., eu e todos de otários...Se tivessemos uma midia de verdade....se......

Taí o motivo da viagem de FHC.....

 

Fatos que gostaria de testemunhar antes de morrer: 1-político bandido, preso; 2-juiz, promotor, procurador bandido, preso 3-Corinthians, campeão da Libertadores.....

 
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Webster Franklin

Pois é Dê, quantos pais de famílias perderam o emprego, a vida, a cidadania por conta das privatarias e falcatruas

do governo FHC/Serra. Para alguns, roubar dinheiro público é um fato irrelevante,.. até quando esses crimes ficarão impunes?       

 

webster franklin

 
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Juliano Santos

"Você acha que é importante" e "impor sua visão de mundo"?

Ora, não nos chame de idiota, meu caro. Primeiro a fiha de um ministro e futuro candidato do governo monta uma empresa que "facilita" negócios de empresas com o mesmo governo. Junto com a irmã do empresário que se beneficiou das privatizações desse prórpio governo. Depois consegue acesso ao sigilo bancário de todos os brasileiros, de maneira absolutamente obscura. 

Isso não é importante para você? O importante é só o sigilo de meia-dúzia de tucanos com rabo preso com a privataria?

Só não digo o que eu acho desse seu infeliz comentário em respeito às normas de conduta do blog do Nassif

 

Juliano Santos

 
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Roberto Veiga

Alguém tem uma edição da CartaCapital tratando do subito sucesso empresarial do primeiro filho?

 
 
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carlos c

Nem precisa se preocupar com imparcialidade.

Eles nunquinha ouviram isto e isto será um "tremenda mentira".

Mas é muito bom fazer ecoar diariamente até dezembro de 2010 e por todos os blogs esta parceria  honesta, isenta e com certeza profícua: filha de Daniel Dantas com a filha do Serra.

Não é atoa que o Daniel Dantas nunca será condenado neste país.

 

 
 
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José de Queiroz

Foo, não alimente falsas esperanças.

Basta olhar as páginas principais dos  portais IG, TERRA e UOL. Ainda não consegui ver uma linha sequer sobre essa reportagem. É a liberdade de imprensa sendo usada para interesses próprios.

 
 
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Marcos RTI

Não viu e nem vai ver.

Os grandes portais só vão divulgar o fato depois que o Serra e o PSDB tiverem montado uma versão absurda, tentando negar o inegável.

E lógicamente, jogando a culpa no colo do PT.

 
 
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Juliano Santos

Imagina se fosse a filha da Dilma e a matéria fosse capa da Veja? O mundo vinha abaixo. O JN ocuparia sua edição de hoje inteiro com o asunto. Manchetes garrafais amanhã na Folha, Estadão e O Globo. Os brasileiros passariam a ouvir só essa notícia, dia sim, dia também.

Serra iria correndo pedir a impugnação da Dilma. O pig praticamente exigiria a anulação da candidatura dela.

Não seria a bala de prata, e sim a "bala de ouro". E pronto conseguiriam eleger seu candidato e incendiar o país.

Mas como não é, não vai acontecer abslutamente nada. Ignorarão solenemente.

Quem merece uma imprensa assim?

 

Juliano Santos

 
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Mauro Segundo

Reportagem original da folha:

 

30/01/2001 - 03h2718 deputados emitiram cheques sem fundos

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WLADIMIR GRAMACHO, da Folha de S.Paulo

Na República, ninguém emite mais cheques sem fundos do que deputados federais. No último dia 18, a "lista negra" do Banco Central, que guarda os nomes de quem tem pendências nas agências bancárias do país, flagrava 18 deputados com 153 cheques emitidos sem o devido saldo.

Entre senadores, ministros de Estado e ministros de tribunais superiores não houve nem sequer um registro de cheques sem fundos em suas contas correntes naquele dia, segundo levantamento feito pela Folha sobre dados bancários de 692 autoridades brasilienses.

As informações foram obtidas no site Decidir.com (www.decidir.com.br), que divulga na Internet dados comerciais e bancários sobre consumidores e correntistas de todo o país -o que é irregular, segundo as regras do BC.

A maioria dos deputados federais flagrados integra o chamado "baixo clero", como ficaram conhecidos os parlamentares de pequena expressão, que em geral apenas seguem as orientações dos líderes partidários.

Até mesmo o maior expoente desse grupo, o deputado federal Severino Cavalcanti (PPB-PE), candidato à presidência da Câmara, aparece na "lista negra", com cinco cheques devolvidos pela agência do Banco do Brasil instalada no prédio dos gabinetes de deputados. Em média, cada um tem valor de R$ 4.000.

"Eu fui traído por uma pessoa que depositou o cheque antes do prazo e desestabilizou minha conta", justifica Cavalcanti, que já pagou os cheques e agora aguarda que o Banco do Brasil retire seu nome da lista. "Isso para mim é um negócio terrível. Acaba comigo", disse o deputado, referindo-se à sua candidatura.

Além de candidato, Cavalcanti também é o corregedor-geral da Câmara, a quem compete investigar e denunciar parlamentares por quebra de decoro.

Mas, nesse caso, afirma que não há falta de compostura. "Isso acontece acidentalmente. Só valeria denunciar se houvesse alguém prejudicado", disse o corregedor.

Se fosse processar algum colega da "lista negra" do BC, Cavalcanti teria que começar pelo deputado Pedro Canedo (PSDB-GO), o recordista de cheques sem fundos, com 41 registros.

Desde 22 de abril de 1996, portanto há mais de quatro anos, existem 11 cheques sem fundos na agência 0005 da CEF (Caixa Econômica Federal).

E, desde o último dia 10 de janeiro, outros 30 cheques foram registrados na agência 2223 da Caixa, instalada nas dependências da Câmara dos Deputados.

"Isso é coisa de quem vive no baixo clero, capengando", afirma o deputado João Caldas (PL-AL), ao explicar o motivo de ter três cheques sem fundos no BB.

"Para atender os amigos, a gente tem que fazer o que não pode, um sacrifício. Tem muito pedido de matrícula, de pagamento de IPTU atrasado, de consórcio. E eu vou ajudando", explica o deputado, que aponta o salário baixo como razão dos calotes.

O salário dos deputados é de R$ 8.000, e alguns deles têm limites de cheque especial que superam os R$ 20 mil. Juntando tudo, dá mais de 180 vezes o salário mínimo em vigor, de R$ 151.

Dinheiro insuficiente para atender a todas as demandas da vida parlamentar, segundo a experiência do deputado Aníbal Gomes (PMDB-CE), 
que tem cinco cheques pendentes na Caixa Econômica Federal, há um mês.

"Eu custeei a corrida de uns 18 prefeitos aqui no Ceará, dos quais 13 foram eleitos", justificou o deputado, logo esclarecendo: "Não (eram cheques altos), eram de R$ 20 mil, R$ 30 mil".

As informações sobre os cheques sem fundos também ajudam a derrubar um 
mito: de que todos os deputados têm privilégios no Banco do Brasil. Todos, certamente não.

Dos 18 deputados flagrados na "lista negra" do Banco Central, 11 foram colocados ali pelo gerente da agência 3596 do Banco do Brasil, que fica no prédio dos gabinetes parlamentares.

"Aqui, a regra vale para qualquer correntista, seja ele deputado ou um cliente normal", afirma Luciano Moreira, gerente da agência do Banco do Brasil há um ano e meio. "E o nome só sai da lista depois que pagar todos os cheques e as taxas, tudo dentro das regras", diz Moreira.

Além do pouco prestígio e das pendências bancárias, outro dado une esse grupo de deputados federais. A maioria deles tem mais cheques sem fundos registrados no Banco Central que projetos apresentados em 1999, último dado disponível na Câmara.

Canedo, por exemplo, tem dois projetos e 41 cheques sem fundos. Carlos Batata tem um projeto e 28 cheques sem fundos. Ao todo, 13 dos 18 deputados citados na lista têm mais cheques pendentes que projetos apresentados. Textos aprovados, nenhum deles teve.

Link:http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u14604.shtml

 
 
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Marco St.

Uau!!!! Com certeza a Folha não vai repercutir esse assunto. Todos se calarão.

E agora José??....

 

 

 

 

"Se você não cuidar, os jornais farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo." Malcolm X

 
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Ronaldo Caetano

Nassif, notícia é como madeira caindo no meio da floresta; se ninguém ouviu, ela não caiu...

 

Essa verdadeira Máfia da notícia, que é a mídia golpista brasileira, informa apenas o que lhe convém. Se o JN não noticiar, o assunto ficará restrito apenas a poucos eleitores. Embora sem grandes consequências eleitorais, a Globo conspirou, e continua conspirando, contra a vontade do eleitor.

 

O roteiro do "escândalo" da Receita, lembra os folhetins eletrônicos e, com certeza, foi criado no Projac. Toda noite termina com um suspense que, no dia seguinte, por volta das 5 da tarde, começa a ser retro-alimentado pelos parceiros mafiosos (UOL, Globo.com, Estadão, Noblat, etc,).

 

É uma ficção com todos os ingredientes novelísticos... Espero que tenha um final bem infeliz para eles.

 
 
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teo

Nassif,

Esses fatos constituem crimes e ainda não estão prescritos. Assim, o MPF tem o dever de agir.

 
 
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Mauro Segundo

Aguardo ansiosamente a repercussão disso no blog do noblat....e alguma gracinha na "frase do dia" que remeta a essa malfeitoria.

 
 
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Jorge Nogueira Rebolla

Gracinha é esta frase: Por coincidência, as relações de Verônica S. com a Decidir.com e a ACP fazem parte do livro Os Porões da Privataria, a ser lançado pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr. Em 2011.

Se o livro já está terminando, as informações diziam que seria lançado em julho, após a copa do mundo, por quê perder a oportunidade de aproveitar este período, que com certeza seria o melhor para a vendagem? Ano que vem o apelo será muito menor. Até pelo marketing político que se formou devido ao suposto teor do livro e a candidatura tucana os lulistas comprariam com muito mais entusiasmo. Ano que vem não deve superar a primeira edição...

Só encontro duas possíveis justificativas para este adiamento:

a) É um código, tipo bata na cangalha para o burro entender, não fale sobre isto, isso e aquilo que eu fico quieto.

b) Não passa de copilação de matérias antigas reembaladas, que se lançado agora teria efeito oposto.

Quanto ao escândalo decidir.com ocorrido há nove anos, antes das eleições de 2002, que foi fato público, eu gostaria de perguntar:

Por quê não foi utilizado durante a campanha presidencial do lula na época?

Como diria o próprio mino, até o mundo mineral sabe que um marqueteiro não perderia uma oportunidade como esta para impulsionar o seu produto, ops... candidato. Se tivesse sustança este nhénhémnhém sua divulgação poderia ter evitado o segundo turno naquela eleição. Só agora se lembraram disto? Ou será que alguém da campanha do poste voador pediu que fosse utilizado como antídoto homeopático?

 

 
 
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Nilson Fernandes

Rebolla, se o Lula fosse com muita sede ao pote, ele não conseguiria ser eleito por que a mídia canalha iria dizer que o Lula é um mentiroso. O livro vai ser lançado no ano que vem porque a Dilma será presidente e ela não é o Lulinha paz e amor. Ou você acha que o Serra não está preocupado ? Quer valer uma aposta que antes de 1º de janeiro ele se refugia nos EUA de medo de ser preso com a santa filhinha dele ? Ma a Dilma tá doidinha para pedir ao embaixador a extradição do bandido Serra  e toda a sua trupe!

O Protógens será deputado federal e os canalhas que estão dentro da PF não poderão prede-lo, pense nisto Rebolla !

 

Nilson Fernandes

 
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Abel

Essa até uma anta autista saberia responder: é que o PT não desce ao nível da poça de lama para eleger seus candidatos. Agora, já que os demotucanos saíram a gritar aos quatro ventos que seus "fundos sigilosos" foram violados, não custa nada refrescar a memória ;)

 
 
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Alberto Lima

E eu achava que já tinha visto de tudo!!

Isso é nitroglicerina pura!!!

O mais engraçado (ou trágico) é a Senhora Verônica posar de vítima!

O Governo FHC, percebe-se, foi um verdadeiro mar de lama!!..rsrsr!!

E eu preocupado com minha prestação na Loja Riachuelo!!..Putz!!

 
 
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Fabioz

Eu aposto que agora via diminuir essa farsa do dossie que gera manchetes iguais na Folha, no Estadao, no Globo.

Aposto que foi o Daniel Dantas que armou tudo isso com seus espioes.

Aposto que Dantas armou tudo para tentar blindar suas sacanagens com a Veronica Serra.

Aposto que, se colarem o Dantas no Serra, a Marina passa ele. Em 2002 o Antonio Britto ia ganhar a eleição para Governador do Rio Grande do Sul no primer turno. Quando apareceu a denuncia que o Britto era funcionario do Dantas, ele teve 7% dos votos, ficando em terceiro lugar. Ė o "efeito Dantas" que em 2002 ainda nao era tao famoso na bandidagem qto hoje.

 
 

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