Associação Juízes para a Democracia e Rodas

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Associação de Juízes critica Rodas e defende ocupação da reitoria realizada pelos estudantes da USP

12:30h - 30 de novembro de 2011

 

A “Associação de Juízes para a Democracia” emitiu um comunicado manifestando sua opinião contra o reitor da USP, João Grandino Rodas e defendendo a ocupação da reitoria realizada pelos estudantes.

A entidade se coloca contrária à presença de forças policiais no Campus e contra a mesma atitude do reitor da Unicamp de criminalizar os estudantes que ocuparam a reitoria.

 

Veja aqui a nota:

"A Associação de Juízes para a Democracia - AJD, entidade não governamental e sem fins corporativos, que tem por finalidade trabalhar pelo império dos valores próprios do Estado Democrático de Direito e pela promoção e defesa dos princípios da democracia pluralista, bem como pela emancipação dos movimentos sociais, sente-se na obrigação de desvelar a sua preocupação com os eventos ocorridos recentemente na USP, especialmente em face da constatação de que é cada vez mais frequente no país o abuso da judicialização de questões eminentemente políticas, o que está acarretando um indevido controle reacionário e repressivo dos movimentos sociais reivindicatórios.

Com efeito, quando movimentos sociais escolhem métodos de visibilização de sua luta reivindicatória, como a ocupação de espaços simbólicos de poder, visam estabelecer uma situação concreta que lhes permita participar do diálogo político, com o evidente objetivo de buscar o aprimoramento da ordem jurídica e não a sua negação, até porque, se assim fosse, não fariam reivindicações, mas, sim, revoluções.

Entretanto, segmentos da sociedade, que ostentam parcela do poder institucional ou econômico, com fundamento em uma pretensa defesa da legalidade, estão fazendo uso, indevidamente, de mecanismos judiciais, desviando-os de sua função, simplesmente para fazer calar os seus interlocutores e, assim, frustrar o diálogo democrático.

Aliás, a percepção desse desvio já chegou ao Judiciário trabalhista no que se refere aos “interditos proibitórios” em caso de “piquetes” e “greves”, bem como no Judiciário Civil, como ocorreu, recentemente, em ação possessória promovida pela UNICAMP, em Campinas, contra a ocupação da reitoria por estudantes, quando um juiz, demonstrando perfeita percepção da indevida tentativa de judicialização da política, afirmou que “a ocupação de prédios públicos é, tradicionalmente, uma forma de protesto político, especialmente para o movimento estudantil, caracterizando-se, pois, como decorrência do direito à livre manifestação do pensamento (artigo 5º, IV, da Constituição Federal) e do direito à reunião e associação (incisos XVI e XVII do artigo 5º)”, que “não se trata propriamente da figura do esbulho do Código Civil, pois não visa à futura aquisição da propriedade, ou à obtenção de qualquer outro proveito econômico” e que não se pode considerar os eventuais “transtornos” causados ao serviço público nesses casos, pois “se assim não fosse, pouca utilidade teria como forma de pressão”.[1]

Ora, se é a política que constrói o direito, este, uma vez construído, não pode transformar-se em obstáculo à evolução da racionalidade humana proporcionada pela ação política.

É por isso que a AJD sente-se na obrigação de externar a sua indignação diante da opção reacionária de autoridades acadêmicas pela indevida judicialização de questões eminentemente políticas, que deveriam ser enfrentadas, sobretudo no âmbito universitário, sob a égide de princípios democráticos e sob o arnês da tolerância e da disposição para o diálogo, não pela adoção nada democrática de posturas determinadas por uma lógica irracional, fundada na intolerância de modelos punitivos moralizadores, no uso da força e de expedientes “disciplinadores” para subjugar os movimentos estudantis reivindicatórios e no predomínio das razões de autoridade sobre as razões de direito, causando inevitáveis sequelas para o aprendizado democrático.

Não é verdade que ninguém está acima da lei, como afirmam os legalistas e pseudodemocratas: estão, sim, acima da lei, todas as pessoas que vivem no cimo preponderante das normas e princípios constitucionais e que, por isso, rompendo com o estereótipo da alienação, e alimentados de esperança, insistem em colocar o seu ousio e a sua juventude a serviço da alteridade, da democracia e do império dos direitos fundamentais.

Decididamente, é preciso mesmo solidarizar-se com as ovelhas rebeldes, pois, como ensina o educador Paulo Freire, em sua pedagogia do oprimido, a educação não pode atuar como instrumento de opressão, o ensino e a aprendizagem são dialógicos por natureza e não há caminhos para a transformação: a transformação é o caminho."

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17 comentários
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Jorge Nogueira Rebolla

Acredito que a democracia destes juízes, que num manifesto declaram explicitamente que existem pessoas acima das leis, nada melhor que uma pessoa não só democrata, mas também popular, para demonstrar o que realmente quer esta associação.

Re: Associação Juízes para a Democracia e Rodas
 
 
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Turco

Considerando que o sujeito acima é o troll mais desqualificado deste espaço, será que não dá para bloquear o acesso dele?

Opiniões divergentes são ótimas e construtivas, arruaças e bravatas são disperdício de espaço e fonte de aborrecimento.

 
 
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marcelo

Pra mim ficou claríssimo: acima das leis ordinárias estão os preceitos constitucionais.

Obviamente que seria pedir demais de seu pensamento maniqueísta que compreende-se qualquer coisa que exigisse mais de dois neurônios, mas acho que se vc se esforçar um pouquinho consegue.

 
 
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Sergio Saraiva

Ou, as vezes para protestar contra a lei é necessário descumpri-la.

 
 
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Marco Antonio L.

Ir contra a quem prega a democracia e defende a truculência é digno de repulsa.

 
 
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Ivan Moraes

CUUUU BA, cham cham cham!

CUUUU BA, cham cham cham!

CUUUU BA, cham cham cham!

CUUUU BA, cham cham cham!

CUUUU BA, cham cham ch...

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 
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Klaus

Esse é que é legal, gento boa!

 
 
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Sergio Saraiva

O que dizer de tais juizes?

São maconheiros vagabundos,

ou como diria Gilberto Dimenstein "são apenas delinquentes mimados".

 
 
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André Paulistano

Esse manifesto é para a gente pendurar na parede e ler todos os dias!

Quem dera ter conhecimento destas palavras ao ler as decisões contra a "Marcha da Maconha" ou assistir as manifestações de Tóffolis, Mendes, Pertences e comparsas.

 
 
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Roberto Veiga

Pendurar na parede? Esse palavrorio insano não serve nem pra papel higiênico. Pobre do infeliz que tiver uma causa contra algum dos "acima da lei" eleitos pelos doutos e cair num tribunal conduzido por eles.

 
 
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Fabio SP

Fu... com o direito agora!

 
 
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paulo sp

 

Magnífico o texto da AJD !!! (e nao reitor da USP)

Sim, acima da lei, estão os princípios constitucionais, SIM !

Grandino Rodas eh uma vergonha para  a nossa sempre nova velha Academia do Largo São Francisco.

Professor medíocre, jurista insignificante, conservador tacanho, terceiro colocado da lista tríplice  votada pelo Conselho Universitário, por todo esse conjunto de sua "obra" é que foi escolhido Reitor da USP, pelo "genial" gestor público José Serra, que agiu em exemplo didático do que vem a ser "dolo eventual": sabia muito bem o despreparado que estava nomeando e o mal que iria causar para a maior e mais conceituada Universidade do País.

Mas, talvez o então governador Serra tenha se entusiasmado pelos "feitos" desse infame Diretor, depois oficialmente  agraciado pela Congregação da Faculdade,  persona non grata: nomear a uma  sala de aula da Faculdade com o nome de um Banqueiro, de NENHUMA contribuição acadêmica para as ciências jurídicas  do Brasil, ou abandonar livros raros de uma das bibliotecas em péssimas condições de armazenamento, o que só mudou com ordem judicial.

Mas a São Francisco, a USP e a Democracia sao maiores que esse indivíduo, e a história lhe reservará o seu devido lugar: o esquecimento.

Dias melhores , com certeza, virão.

 
 
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Samuel Maice

"Dias melhores , com certeza, virão."

Tomara que seja o Erasmo...Dias, nestes tempos em que a universidade virou baderna.

 
 
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paulo sp

SIM, dias melhores, com certeza virao !

Vc compreendeu !!!

Mas  inverteu a ordem das coisas.

Nao é o "Erasmo", ou um erasmo qualquer que voltará, mas o Rodas que se juntará a eles na lata lixo da história.

 

ps: mas o texto da AJD vc nao compreendeu nao ...  nao entendeu ...  nada.

 

 

 
 
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Zilda
 
 
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Roberto Veiga

>>> Não é verdade que ninguém está acima da lei, como afirmam os legalistas e pseudodemocratas: estão, sim, acima da lei, todas as pessoas que vivem no cimo preponderante das normas e princípios constitucionais e que, por isso, rompendo com o estereótipo da alienação, e alimentados de esperança, insistem em colocar o seu ousio e a sua juventude a serviço da alteridade, da democracia e do império dos direitos fundamentais.

Quem escreveu isso deve ter achado, com certeza, muito bonito o resultado final. O que é compreensivel do que vai acima é, sem meias palavras, uma grande bosta, e não tenho razões pra crer que cheire melhor o incompreensivel...

 
 
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Ana Barbosa

Os tucanos insistem em afirmar que o PT roubou sua agenda.

 

Mas tratam trabalhadores, estudantes, sindicalistas etc. como caso de polícia.

Na política tentam criminalizar o embate que deveria ser de idéias.

Reúnem-se entre quatro paredes para discutir como se aproximar do povo e no dia seguinte botam a polícia e os cachorros pra cima desse mesmo povo.

FHC é a favor da descriminalização da maconha, mas Alckmin manda a polícia descer o porrete em manifestantes que pensam o mesmo que FHC.

E agora Alckmin acha normal a Polícia Militar fazer parte da vida estudantil.

Nem Freud explica.

 
 

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