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Associação de Moradores festeja suspensão do Nova LuzEnviado por luisnassif, dom, 29/01/2012 - 14:11
Por Assis Ribeiro
Do Terra Magazine Entidade comemora suspensão do Nova Luz: Era banquete imobiliário Ana Cláudia Barros A decisão da Justiça de paralisar, mais uma vez, o Nova Luz - iniciativa da prefeitura de São Paulo para revitalizar parte do Centro, incluindo a região conhecida como Cracolândia - foi comemorada pela Associação dos Moradores do Bairro Santa Ifigênia (AMSI), que questiona a forma como o projeto tem sido executado. - Foi mais uma vitória. Isso (a suspensão) só prova o quanto é nebuloso esse processo. Só prova o quanto a Justiça está questionando. É mais uma ação. A única coisa que nós queríamos era participar do projeto, mas ele está sendo, na verdade, banquete para o ramo imobiliário - diz o presidente da AMSI, Antônio Santana. E foi justamente a falta de participação popular que motivou a suspensão, em caráter liminar, divulgada na quinta-feira (26). Na interpretação do juiz Adriano Marcos Laroca, da 8ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, "a decisão política de aplicar no projeto Nova Luz o instrumento da concessão urbanística, de fato, não contou com a participação popular, sobretudo da comunidade heterogênea (moradores de baixa renda, pequenos comerciantes de eletrônicos, empresários etc) atingida pela intervenção urbanística em tela", afirmou na liminar. O Executivo pode recorrer. O magistrado questionou ainda o argumento que justificava a utilização da concessão urbanística no projeto, alvo de insatisfação de moradores e comerciantes do bairro. Eles criticavam o fato de a administração municipal ter delegado à iniciativa privada o poder de desapropriar imóveis da área, atividade exclusiva das autoridades públicas. Na decisão, o juiz Adriano Marcos Laroca enfatizou que o principal motivo para a utilização da concessão era o de que ele propiciaria, com investimentos da iniciativa privada, a execução de obras e serviços públicos sem a necessidade de "grandes investimentos pela Prefeitura", o que foi refutado. Segundo estudos da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o projeto só se concretizaria com investimentos públicos em torno de R$ 600 milhões. Para o magistrado, o motivo, portanto, "revelou-se falso". - O juiz embasou os argumentos apresentados nos despachos dele na liminar no livro A batalha pelo Centro de São Paulo, de Felipe Francisco Souza, lançado no ano passado. Foi a tese de mestrado dele na FGV. Agora, há muito mais provas. O recurso da prefeitura vai ser mais complicado. Foi muita coragem do juiz ir contra esse poder tão grande. A gente espera que a liminar não caia. Vamos torcer. Não dá para saber o que vai acontecer - diz o presidente da Associação dos Moradores do Bairro Santa Ifigênia. A ação foi proposta pelo cirurgião-dentista Andre Carlos Livovschi sob a alegação de que a prefeitura não teria promovido nenhuma audiência para apresentar o projeto à população. Decisão anterior Em abril de 2011, a Justiça havia determinado a suspenção do Projeto Nova Luz, respondendo a uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) proposta pelo Sindicato do Comércio Varejista de Material Elétrico e Aparelhos Eletrodomésticos no Estado de São Paulo. A ação questionava as leis municipais 14.917/2009 - que dispõe sobre a concessão urbanística da cidade de São Paulo - e 14.918 - que autoriza o Executivo a aplicar a concessão urbanística na área da Nova Luz. Em linhas gerais, o argumento era que o projeto foi estabelecido a partir de regras que feriam a Constituição do Estado. Poucos dias depois, a prefeitura reverteu a decisão.
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O que quer a Datafolha com suas pesquisas?
Saiu matéria no IG.com, com base na pesquisa da Datafolha com o título: 82% concordam com "ação da PM".
No entanto, no corpo da matéria diz que 82% concordam com a repressão, mas 54% concordam totalmente com a "ação da Polícia Militar". Ora, então são 82% ou 54%.
Já a própria Folha.com coloca como manchete "Polícia na cracolândia é aprovada por 82% em SP.
Não tive acesso à pesquisa completa porque não sou assinante da Folha porisso queria muito saber o que exatamente foi perguntado. Porque se me perguntarem se concordo que o poder público deve intervir para evitar a concentração de usuários e portanto traficantes de drogas em determinados bairros ou regiões da cidade, eu direi que sim. Mas se me perguntarem se eu concordo com a forma como foi feita a invasão da cracolândia, eu direi que não. Se me perguntarem se acho que foi eficaz, também direi que não, porque o problema não foi sequer parcialmente resolvido.
Mas o que interessa à Folha não é uma pesquisa honesta, que ajude a entender o que os cidadãos pensam efetivamente sobre esse problema. O que interessa é passar a mensagem que os paulistanos apoiam o governador e sua polícia truculenta.
Será que vão fazer uma pesquisa sobre Pinheirinho perguntando se achamos que a lei deve ser cumprida e se a polícia deve garantir o cumprimento da lei?
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