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As suspeitas sobre as gravações da VejaEnviado por luisnassif, dom, 28/08/2011 - 20:24VEJA passou recibo do crime » Ponto e Contraponto
VEJA passou recibo do crime Antes de publicar a edição dessa semana, a revista VEJA já tinha se complicado com a denúncia de José Dirceu. Foi aberto boletim de ocorrência no 5º distrito policial de Brasília, que conta com o depoimento da camareira e do chefe de segurança do hotel. Na edição dessa semana, por burrice ou amadorismo, a revista produz prova robusta contra si mesma. Com a denúncia de tentativa de invasão e falsidade ideológica pesava contra a revista apenas o fato do jornalista estar a seu serviço, o que poderia ser justificado com a alegação que o seu contratado agiu por conta própria, sem o aval da direção, mas ao usar as imagens obtidas pelo repórter, a VEJA assume cumplicidade e beneficiamento com os crimes conhecidos. Na reportagem que fez com acusações contra José Dirceu, a VEJA afirma que “obteve” imagens de circulação do hotel, dando a entender que se tratava de imagens da câmera de segurança, só não admitiu que obteve imagens ilegalmente através de equipamento instalado pelo seu jornalista. Vamos aos fatos: quando me deparei com as imagens, vi na hora que não se tratava de imagem de câmera de segurança interna, pois estas não apresentam data e horário, tem resolução baixa para câmeras normalmente usadas para esse fim e o posicionamento e foco que não privilegiam a tomada de todo o corredor, mas apenas de quem passava por ela. A câmera que foi usada pelo repórter da Veja provavelmente é uma mini-câmera espiã wi-fi ( imagem abaixo) que pode ser instalada facilmente pois não precisa de fios ligando ao monitor que recebe as imagens. Ela tem uma fonte que pode ser facilmente instalada na fiação de um suporte de luz por algum funcionário da manutenção do hotel, regiamente pago para a função. A câmera infravermelho acima ( à esquerda), por ter tamanho reduzido, é específica para espionagem e não possui leds IV, e diferente de câmeras usadas em segurança ( acima à direita) que tem uma quantidade desses leds para fornecer a iluminação que vai ser usada para captar as imagens, ela não “enxerga” no escuro como as câmeras comuns e precisam de alguma luz branca para captação de imagens. Analisando as imagens da VEJA, percebe-se com facilidade se tratar de uma mini-câmera para espionagem. Câmeras de segurança, por ter fonte de luz IV própria, não são instaladas próximas à anteparos de iluminação, pois o reflexo da luz branca atrapalha. As imagens divulgadas pela VEJA identificam que a câmera usada para captá-las estava instalada junto ao anteparo de luz. Eles usam normalmente esse artifício para ocultar o equipamento, ter uma fonte de luz e energia para ligar a câmera. Perceba na imagem abaixo, os reflexos nas cabeças de José Dirceu e Fernando Pimentel que estão mais próximos a câmera, demonstrando que foi ocultada em um anteparo de luz. As provas que a VEJA produziu contra si mesma agravaram a sua situação, agora além de tentativa de invasão de domicílio e falsidade ideológica, existe a confissão de invasão de privacidade, não só de José Dirceu e os políticos mostrados, mas de todos os hóspedes desse andar e dos funcionários do hotel. Apesar da vergonhosa operação abafa ( Omertá tupiniquim) movida pelos principais veículos de comunicação, que demonstra um corporativismo criminoso ( se não for rabo preso por culpa no cartório), ainda restam aos atingidos, como o PT, acionar a Polícia Federal e o Procurador Geral da República por se tratar de um crime ainda mais grave quando atinge ministros de estado e põe em risco o estado democrático de direito. Não sei quanto a vocês amigos, mas esse que vos escreve já está cheio desses abusos, é hora de dar um basta. A minha esperança se renova quando presencio manifestação do deputado Paulo Pimenta no twitter, que apesar de não ser do grupo do ex-ministro José Dirceu, exigiu do presidente José Eduardo Dutra, que o partido tome providências drásticas. Nem tudo está perdido, o deputado mostra que ainda restou algo da velha combatividade do PT. Clique aqui para acompanhar no Twitter
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Comentários + votados
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Rodrigo Rod
28/08/2011 - 11:40
Tá na hora de botar a boca no trombone e convocar uma coletiva da presidência da república acerca da tentativa de intimidação pelo meio de crime contra o governo brasileiro.
E não para por aí. Como é...
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Marco St.
28/08/2011 - 11:42
Já havia escrito sobre isso aqui, ontem. Não precisa ser especialista para notar que as imagens são de camêras espiãs. Nada a ver com circuito interno. Por qual motivo um "repórter" se...
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IV AVATAR DO RIO MEIA PONTE
28/08/2011 - 11:42
Lucro da Editora Abril, parte do Império Civita: R$ 1,644 bilhão, (2007). Através de uma CPI da mídia o Brasil ficaria sabendo pq estes bilonários safados fizeram de tudo para acabar a CPMF que,...
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Marco Antonio L.
28/08/2011 - 11:44
Entre o desespero da vingança, do ódio e da inveja contra a razão e o bom-senso do bom jornalismo. Isso torna as decisões insensatas. O desespero pela queda de sua credibilidade...
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Marco Antonio L.
28/08/2011 - 11:46
28 de agosto de 2011 às 1:52Devanir Ribeiro:”Aonde vamos parar com esse jornalismo tão podre, tão mentiroso?”
por Conceição Lemes
Desde quarta-feira, 24 de agosto, quando Gustavo Nogueira Ribeiro,...
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Raí
28/08/2011 - 11:46
O PT cansou de ser vítima, agora vai retrucar.
A serem confirmadas as primeiras impressões e articulações dentro da direção do partido, desta vez, o PT,não ficará parado, esperando que o tempo mostre...
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José Maia
28/08/2011 - 11:48
Agora, suponha que as gravações entre Gilamar "Dantas" e Torres tenham existido. Agora suponha também que foram feitas de forma clandestina pela veja e não pela PF, como ela acusou. Só suponha. Onde...
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Aracy_
28/08/2011 - 11:53
Dizem que cada povo tem o governo que merece, mas não consigo acreditar que mereçamos uma imprensa tão sórdida quanto o PIG. O que mais falta para vir a Ley de Medios brasileira?
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Malú
28/08/2011 - 12:22
Dá para ficar pensando... esse é o modus operandi da Veja(revistinha de 5ª) de fazer reportagens? Em quantas casas, escritórios, empresas ela já entrou furtivamente? Será que outros do PIG também...
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Cafezá
28/08/2011 - 12:22
Depois da farsa global Molina e a bolinha de papel, esse episódio sobre as gravações e a invasão de Veja é o mais sério.
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César
28/08/2011 - 12:40
Rapaz, a coisa parece grave mesmo! Se existe a tal operação abafa por parte do corpo midiático cabe a nós cidadãos brasileiros denunciar, espalhar, dissiminar o ocorrido e exigir providências.
Espero...
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Raí
28/08/2011 - 12:52
Resposta ao Marcio Aurélio Cruzeiro, e aos reclamantes contra uma ação de pêso, do Ministro da Justiça.
Quem já sentiu na pele, ou pelo menos leu, como o Jose Eduardo Martins Cardos, o "modus...
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Francisco Ernesto Guerra
28/08/2011 - 12:54
É o caso de se criar uma CPI, sem sobra de dúvida, para que o fato tenha a dimensão que merece.
Adoraria ver o sionista argentino, Civita, comparecer para depor e um deputado mandar o mandante do...
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Samuel Maice
28/08/2011 - 13:01
Político - enquanto homem público - não tem direito ao mesmo grau de privacidade que o cidadão comum. Ainda mais se for para fazer conchavos em bunkers. Há interesse público e jornalístico na...
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Paulo Bomfim
28/08/2011 - 13:44
É assim: um homem, que está sendo acusado de ser chefe de quadrila, que já incitou suas hordas contra o governador Mario Covas, que já participou de um ato que culminou na agressão física do...
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Pisquila Wine
28/08/2011 - 13:44
Não temos justiça inglesa, mas em compensação temos justiça para inglês ver...
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Ana Barbosa
28/08/2011 - 13:45
O preocupante estágio em que se acham alguns órgãos da imprensa brasileira revela que tem havido omissão por parte de algumas autoridades, conivência de outras e uma total inércia corporativa por...
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Paulo Ribeiro
28/08/2011 - 13:52
Pelo fechamento de Veja!
Pelo fim da mídia golpista!
LEY DE MEDIOS JÁ!!!!
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Está na hora de alguém dar um basta nesta revista mentirosa e criminosa! Cadeia neles!
Onde está nossa Justiça?
Com a palavra o ministro da |Justiça Zé Cardoso......
Pelo fechamento de Veja!
Pelo fim da mídia golpista!
LEY DE MEDIOS JÁ!!!!
Lembrando que o AA afirmou mais essa pérola:
"A Veja dos Eua é TIME, o que é essa Fox Nation?"
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/como-age-a-veja-dos-eua
Excelente análise! Digna de um repórter com 'R' maiúsculo.
Agora, 'Ley de Medios' num país de língua portuguesa, o maior da América Latina e 7ª economia do planeta, não dá.
O melhor seria nem aventar a hipótese de controle, ferramental característico de regimes ditatoriais (Chavez, Kadafi, etc etc etc, PT também!?!?! Não creio!!)
Mas se querem mesmo insistir, por favor o façam em português!
Li essa frase de um comentarista no blog do Zé Dirceu, e ela é a mais prefeita tradução da situação: a Veja pratica o cangaço midiático!
Demóstenes Torres na cadeia: uma campanha pelo bem do Brasil!
Reparem o padrão PIG e me corrijam , se estiver errado .
O PIG trata alguém preso em flagrante transportando 200 KG de cocaina como suposto traficante .
Batisti é tratado como assassino terrotista e Zé Dirceu , como chefe de quadrilha .
Vai ser parcial assim nos quintos dos infernos . Murdock é um juvenil , se comparado com Civitta .
Antonio José Esteves Amorim
A frase é boa mesmo. Mas depois dessa trapalhada acho que fica melhor ainda se retirarmos a única letra "n" que ela contém.
Milicos de pijamas não terão mais sossego em suas camas! Comissão da Verdade já!
Nassif,
Não li se já foi alertado abaixo, mas o texto precisa de um reparo, o Pres. do PT não é mais o Zé Eduardo Dutra, mas sim o Rui Falcão!
Muito boa sua matéria, e mais o sensação de que BASTA de tanta canalhice das grandes corporações midiáticas!
E vamos PT, reagir é o que tem que ser feito!
Flw
Nassif
De qual Hotel ou rede de Hotéis nós estamos falando? Qual é a empresa que não preserva a privacidade de seus hospedes? Por dever jornalístitco os senhores devem passar esta informação ao público!
A população tem o direito de saber em qual dos hotéis de Brasília este fato ocorreu. É uma questão de segunça pessoal!
Devemos fazer uma campanha para que coisas como essa não voltem a ocorrer. Pois de empresas jornalísitas como a Veja o país está cheio. Essas não tem nenhum respeito pelas leis do país.
Mas de empresas hoteleiras como essa nós podemos nos defender. Por favor de o nome da empresa ou rede para que possamos repassar ao público! Vamos fazer uma campanha contra esse Hotel ou Rede de Hotéis na internet. Para que eles pelo menos passam a respeitar os seus hospedes.
Ou que, pelo menos, processem a Veja pelo ocorrido. O que parecer que não vai ocorrer...
Neroli
Prezados, se vocês acompanharam desde o início, o hotel é o Naoum, um 5 estrelas bem conhecido na capital. Foi o próprio hotel que providenciou o BO de invasão.
Esse mesmo post está no Blog do Azenha. Lá tem um comentarista que passa o telefone da supervisão do hotel, para que as pessoas possam ligar pressionando o hotel para que prossigam com as providências já tomadas, como o BO, por exemplo.
Dê um "pulinho" lá e tome nota do telefone e faça sua reivindicação. Acho importante fazermos isso.
Tá na hora de botar a boca no trombone e convocar uma coletiva da presidência da república acerca da tentativa de intimidação pelo meio de crime contra o governo brasileiro.
E não para por aí. Como é possível alguns órgãos de imprensa saberem de detalhes de conversas telefônicas? Detalhes de conversas entre assessores e a presidenta?
Só pode ser grampo.
É questão de Estado. Isso sim é caso de CPI pois foi uma ação de espionagem contra membros do ministério.
Uma CPI para investigar abusos e práticas de crimes por veículos de comunicação seria um grande passo para a aprovação de uma lei de Meios.
CPI já!!!!
Se o Serra vencesse a eleição (esconjuro/pé de pato/mangalô 3x!) e FHC se reunisse com ministros, a Veja diria que ele estava "colaborando com o Governo" e "repassando sua experiência". Com o Zé Dirceu ela faz toda sorte de ilações acusatórias...
Demóstenes Torres na cadeia: uma campanha pelo bem do Brasil!
Já havia escrito sobre isso aqui, ontem. Não precisa ser especialista para notar que as imagens são de camêras espiãs. Nada a ver com circuito interno. Por qual motivo um "repórter" se hospedaria em um quarto ao lado?? E não estranharia se a intenção dele era entrar no quarto não para ver "os documentos" do José Dirceu e sim para grampear todo o quarto e ouvir tudo o que era dito ali. O que explica que quando flagrado o "repórter" fugiu do hotel, (levando os seus equipamentos, é claro!) .
Esse flagrante, desnuda completamente os métodos da revista. E explica vários audios e grampos e "grampos sem áudio" que já tivemos em nosso noticiário.
A partir de amanhã, espero que as providências comecem a ser tomadas. Esse silêncio da grande mídia e também de políticos e partidos (inclusive do PT), precisa ser quebrado.
E o José Dirceu, quem diria, está com o grupo Abril em suas mãos. Essa é a oportunidade de se por a limpo o comportamento da imprensa corporativa no Brasil. Resta saber se vão ter interesse em fazer isso, ou vão apenas fazer "acordos internos" e tudo permanecerá como antes.
Infelizmente a justiça inglesa não é aqui.
"Se você não cuidar, os jornais farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo." Malcolm X
Ainda que fosse ou seja camera do CFTV do hotel, suas imagens devem ser protegidas e, no mínimo, a revista estaria envolvida nesta quebra de privacidade pública (todos que passam pelo local), seja através de roubo das imagens, seja através de corrupção ativa, comprando as imagens do hotel ou de alguém dele, autorizado ou não.
Imprensa de esgoto, como de hábito.
Não temos justiça inglesa, mas em compensação temos justiça para inglês ver...
Lucro da Editora Abril, parte do Império Civita: R$ 1,644 bilhão, (2007). Através de uma CPI da mídia o Brasil ficaria sabendo pq estes bilonários safados fizeram de tudo para acabar a CPMF que, como se sabe, rastreava o dinheiro sujo e obrigava-os a dar uma contribuição irrisória para o custeio da saúde dos brasileiros desamparados.
CPI da mídia já
CPI da mídia já
CPI da mídia já
CPI da mídia já
OOO http://www.advivo.com.br/user/13544 Juriti do Cerrado http://www.advivo.com.br/user/7757 Tatu Bola http://www.advivo.com.br/user/3084 D http://www.advivo.com.br/user/7514 Spin http://www.josecarloslima.blogspot.com
Uma CPI da mídia serviria para trazer à tona a podridão que há anos vem infestando o Brasil. Como se sabe os governso tucanos finanancia a mídia nacional para este trabalho sujo, daí o silêncio dos demais veículos, claro, não podem desobedecer ao comando central tucano-serrista. Assunto é que não falta para uma CPI, embora este caso escabroso, fosse noutro país, seria motivo de escândalo, como ocorreu na Inglaterra de Murdoch. Incrível a surdez e a cegueria da mídia quando se trata de assuntos como este da arapongagem do nosso Murdoch. Não custa refrescar a memória destes "santinhos" da imprensa tupiniquim:
Fundacentro desviou verba no governo de FHC Fundacentro desvia R$ 32 mi na era FHC e Valério recebe a maior parte
Roney Domingos
Do Diário do Grande ABC
A Fundacentro, uma autarquia do Ministério do Trabalho, desviou R$ 32 milhões dos cofres do governo federal, a maior parte para agência de Marcos Valério Fernandes de Souza, em 1998, durante gestão do tucano Fernando Henrique Cardoso. A maior beneficiária dos recursos é a SMP&B, empresa do publicitário, que reconhece ter contribuído financeiramente, no mesmo ano, para a campanha derrotada à reeleição do então governador de Minas Gerais, o tucano Eduardo Azeredo, que no mês passado renunciou à presidência do PSDB por causa das denúncias. O Ministério Público Federal está exigindo que os recursos desviados sejam devolvidos.
O subrelator de contratos da CPMI dos Correios, José Eduardo Martins Cardozo, e o Ministério do Trabalho querem investigar mais a fundo para saber se recursos da Fundacentro foram drenados para campanhas políticas. O diretor financeiro da autarquia, que tem sede em São Paulo, era, à época, Marco Antônio Seabra de Abreu Rocha, morador em Belo Horizonte e funcionário licenciado do governo de Minas. Apesar do escândalo, descoberto em 1999, o então presidente da Fundacentro, Humberto Carlos Parro, permaneceu no cargo até o fim do governo FHC. Hoje, ele trabalha como assessor da presidência da Emplasa (Empresa Paulista de Planejamento), subordinada ao governo Geraldo Alckmin (PSDB).
O MPF pediu e a Justiça Federal concedeu a indisponibilidade dos bens e a quebra do sigilo bancário de Humberto Carlos. A mesma medida caiu sobre Marco Antônio Seabra, destituído do cargo de diretor assim que as denúncias surgiram. Ele trabalha no Rio e afirma que é consultor, afastado do serviço público desde 1995.
Em 1998, sob a gestão Parro e Abreu Rocha, a Fundacentro deixou vazar R$ 25 milhões para contas da SMP&B em São Paulo e para a gaúcha Quality por serviços não realizados ou superfaturados, de acordo com ação civil pública movida pelo MPF. Além de pagar contas que não existiam, o dinheiro pago às agências foi destinado, em parte, a empresas fantasmas. Em outra ação, os procuradores da República exigem ainda, dos mesmos réus, a restituição de R$ 5,8 milhões usados ilicitamente em serviços de publicidade e propaganda. E de R$ 1,4 milhão gastos indevidamente em contratos de terceirização com a Fit Service Serviços Gerais S/C Ltda., também de São Paulo.
"A minha idéia é justamente apresentar requerimento para que os responsáveis por aqueles contratos sejam ouvidos. Para que possam prestar esclarecimentos sobre esses contratos, uma vez que há uma ação civil pública proposta pelo MP", afirma o subrelator da CPMI dos Correios, José Eduardo Martins Cardozo. Ele evita fazer ligações entre o dinheiro oficial desviado e um suposto financiamento de campanha. "Não podemos fazer nenhum pré-julgamento. Há indícios sérios de irregularidade. Se houve ou não corrupção e dinheiro para campanha, acho que seria precipitado qualquer afirmação antes da investigação."
Parro teve seus bens declarados indisponíveis e responde à Justiça Federal por improbidade administrativa. Há acusações contra ele na Secretaria Federal de Controle Interno, no Tribunal de Contas da União e no MPF. Ex-prefeito de Osasco, voltou à cidade como ouvidor na gestão Celso Giglio. Em 2005, chegou a ser convidado para assumir a Subprefeitura da Vila Maria, no início da gestão José Serra (PSDB), mas o projeto foi abortado, segundo o próprio Parro, porque um cargo de visibilidade traria à tona a necessidade de explicar publicamente por que o Ministério Público Federal insiste em reaver o dinheiro.
Marco Antônio Seabra, ex-diretor financeiro da Fundacentro, afirma que não lembra detalhes, mas nega que tenham ocorrido desvios de recursos durante sua passagem pela autarquia. Informado de que o ex-chefe Parro deixa claro que foi traído e que o responsabiliza pelas irregularidades apontadas pelo Ministério Público, ele nega.
Advogado do publicitário Marcos Valério, Paulo Sérgio Abreu e Silva afirma nunca ter ouvido falar das relações da SMP&B com a Fundacentro. "Ele assume ter participado da campanha de Azeredo, mas tanto o dinheiro do Azeredo quanto o do PT foram conseguidos por meio de empréstimos bancários", afirma. "Óbvio que nas campanhas correu muito mais do que isso, mas só agora a imprensa começa a desbravar a origem do dinheiro. Se no final das abobrinhas, o Marcos não for imputado, para mim não será nenhuma surpresa."
Quem é quem no caso Fundacentro
- Com sede em São Paulo, a Fundacentro (Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho) foi criada em 1966. Produz e difunde estudos técnicos sobre segurança e saúde no trabalho.
- A Fundacentro é mantida com recursos do Ministério do Trabalho e Emprego, mas tem autonomia científica, financeira, patrimonial e administrativa. Em 1996, recebeu orçamento de R$ 91,9 milhões, mas utilizou apenas 15%. Em 98, recebeu 49,8 milhões e usou 70%. Em 2001, usou todo o orçamento de R$ 34,5 milhões.
- A direção da Fundacentro é subordinada a um Conselho Curador, formado por dirigentes do Ministério do Trabalho, representantes dos sindicatos de empregadores e dos empregados, e dos ministérios da Previdência e da Saúde.
- Ex-prefeito de Osasco, Humberto Carlos Parro assumiu a presidência da Fundacentro no final de 1995, primeiro ano da gestão Fernando Henrique Cardoso. O diretor administrativo Marco Antônio Seabra de Abreu Rocha, funcionário licenciado do governo de Minas Gerais, então sob comando de Eduardo Azeredo (PSDB), assumiu o cargo dois meses depois.
- Em 1997, a Fundacentro fechou contratos com a SMP&B em São Paulo e com a gaúcha Quality. Em 1998, a fundação preparou o XV Congresso Mundial de Segurança e Saúde no Trabalho, que ocorreria em 1999. O evento custou R$ 7.453.292,99, mas o valor executado superou em R$ 4.527.621,96 o que estava planejado.
- Para o evento que teve participação de 3 mil pessoas, foram impressos 1,3 milhão de folhetos diversos, 181,3 mil encartes em espanhol, 223,3 mil encartes em português, 199 mil encartes em inglês, 3 milhões de encartes não especificados, 610 mil fascículos e 600 mil programas técnicos.
- Os gastos excessivos chamaram atenção do Conselho Curador, que aprovou as contas de 1998, mas não avalizou os gastos com publicidade e propaganda. A Secretaria Federal de Controle Interno promoveu auditoria e a Fundacentro determinou Tomada de Contas Especial e processo administrativo interno.
- O presidente da Fundacentro na época, Humberto Carlos Parro, permaneceu no cargo até o final da gestão FHC, em 2002. Marco Antônio Seabra de Abreu Rocha foi destituído em 1999, um ano após as supostas fraudes. A partir de 2000, o Ministério Público indiciou os dois e mais os sócios da SMP&B e da Quality em ações civis públicas, cobrando a devolução de R$ 30 milhões.
- Hoje Parro trabalha como assessor da presidência da Emplasa (Empresa Paulista de Planejamento), autarquia ligada ao governo Geraldo Alckmin (PSDB). Ele não quer cargos que o exponham. Marco Antônio é funcionário licenciado do governo Aécio Neves (PSDB) em Minas Gerais e atua como consultor.
‘Se ele disse isso, tenho dó dele’, diz ex-diretor
Roney Domingos
Do Diário do Grande ABC
O ex-diretor administrativo e financeiro da Fundacentro Marco Antônio Seabra de Abreu Rocha foi exonerado em 1999, durante as investigações sobre o desvio de recursos da autarquia para agências de publicidade, entre as quais, a SMP&B do publicitário Marcos Valério. Funcionário licenciado do governo de Minas Gerais, na época sob comando do hoje senador Eduardo Azeredo, Seabra nega que o dinheiro desviado tenha abastecido campanhas políticas. Azeredo, como provado pela CPMI dos Correios, obteve ajuda financeira de Marcos Valério na campanha em que tentou a reeleição para o governo, em 1998. Seabra nega responsabilidade. Acusado por seu superior Humberto Parro, retrucou: “Se ele disse isso, tenho dó dele.”
DIÁRIO – O ex-presidente da Fundacentro Humberto Parro o responsabiliza por supostos desvios de recursos. SEABRA – Primeiro que o presidente era ele; eu, subordinado a ele. Depois eram duas agências, SMP&B e uma outra que não lembro o nome. Foi licitação normal, igual a todas que participei na vida. Depois, se ele fala isso, só tenho dó dele.
DIÁRIO –O sr. é um militante de algum partido? SEABRA – Nunca fui inscrito em partido. Nunca fui de partido. Não sou militante de partido.
DIÁRIO –O dinheiro foi utilizado em campanha política? SEABRA – Que eu me lembre, não houve desvio de dinheiro. Pode ter havido uma série de erros comuns na administração pública. Sempre teve auditoria, sempre foi correto. Não tive conhecimento. Eu sai antes do Parro. O Parro continuou nas administrações. O Parro, se não me engano, era do PSDB. Eu era funcionário de carreira comum, nomeado para poder zelar. Não era nem de lá (São Paulo), eu morava em Belo Horizonte.
DIÁRIO – O sr. permanece como funcionário público do governo de Minas? SEABRA – Não. Sou licenciado há muitos anos. Eu não trabalho em serviço público desde 1995. Trabalho fazendo consultoria. Faço coisas que não têm a ver com o serviço público.
DIÁRIO – O sr. conheceu Marcos Valério e o Cristiano Paz? SEABRA – Tive contato com ele, mas apenas profissional. Só da parte de criação. Quem mexia com essa parte era o assessor de imprensa.
DIÁRIO – Quem indicou o sr. para o cargo? SEABRA – Quem me nomeou foi o Parro.
DIÁRIO – Por que o ministro não puniu Parro? SEABRA – Não sei. Era apenas funcionário. Só te peço que lembre que tenho filho e tenho uma vida para viver.
Parro: ‘Sou um soldadinhho raso’
Do Diário do Grande ABC
DIÁRIO – O dinheiro desviado da Fundacentro foi para campanha política? PARRO – Se foi, não fiquei sabendo. Não quero entrar nessa vala comum de que não vi, não conheço. Realmente não sei disso. Como um diretor faz uma coisa dessas? É o mesmo que te assaltarem na rua.
DIÁRIO – O diretor financeiro teria desviado os recursos para campanhas? PARRO – Eu sou do PSDB e jamais faria isso. Na ocasião ele era do PTB. Ele é funcionário público do Estado de Minas.
DIÁRIO – Quando o senhor soube dos desvios ocorridos em 1998? PARRO – Peguei em fevereiro de 1999 e exonerei o diretor em maio de 1999.
DIÁRIO – Quem é culpado? PARRO – A empresa e o diretor que eu exonerei.
DIÁRIO – O então ministro do Trabalho Francisco Dornelles foi informado e manteve o sr. no cargo? PARRO – Pedi minha demissão. Falei com os ministros Dornelles (Trabalho) e Clóvis Carvalho (Desenvolvimento): ‘Olha, é o caso de eu sair.‘ Eles disseram: ‘De jeito nenhum. Fica aí que você não deve nada.‘ Tenho uma história. Organizei o MDB, com Covas, Fernando Henrique, Serra. Qualquer pessoa de bom senso (me) manteria. A ação tem várias incongruências.
DIÁRIO – A auditoria da Secretaria de Controle Interno tem incongruências? PARRO – Não, essa não.
DIÁRIO – Ela mostra, por exemplo, que foram contratados 3 mil panfletos e pagos 3 milhões de panfletos... PARRO – Eu autorizei três mil e o sujeito lá colocou três zeros a mais.
DIÁRIO – Quem assinava as notas fiscais? PARRO – Não era eu. Eu assinava o contrato. E ainda exigi que todos os serviços fossem submetidos a mim. Tem várias autorizações de 3 mil e depois de três milhões. Algumas ele tirava xerox.
DIÁRIO – O sr. perdeu o controle? PARRO – Estatutariamente é o diretor administrativo e financeiro quem toma conta.
DIÁRIO – O valor é alto para passar despercebido... PARRO – Mas não passou despercebido. Eu mandei apurar.
DIÁRIO – Uma das ações pede devolução de R$ 25 milhões... PARRO – Isso é um absurdo. Não existe. Eu podia gastar R$ 45 milhões e gastei R$ 24 milhões. É esse valor que a procuradora, erroneamente, acha que eu desviei. Acha que eu fiz o contrato de três anos e gastei R$ 8 milhões por ano em média e que eu não fiz nada com esse contrato, que eu só desviei dinheiro. É isso que está na ação contra mim. Uma parte é verdade e outra não é verdade. É uma coisa quase kafkiana. Eu, de vítima, virar réu.
DIÁRIO – Foi por causa desse escândalo que o sr. não foi para a Subprefeitura da Vila Maria? PARRO – Talvez subjetivamente tenha pesado. Mas não foi por isso. Fiquei no governo Fernando Henrique até o fim. Eles me conhecem. Tem esse detalhe. Subjetivamente, do ponto de vista pessoal, decidi que não procuraria cargos em que me expusesse. Não estava mais a fim de dar explicações de fatos que eu não devo. Eu não quero cargo nenhum mais de visibilidade. Mas eu ajudo o partido.
Senadores denunciam espionagem
Da AE
Mais quatro casos de suspeita de espionagem foram denunciados quinta-feira no Senado. O senador Romeu Tuma (PFL-SP) informou, em discurso no plenário, que o escritório dele em São Paulo foi invadido na madrugada de quinta-feira. Outros três parlamentares, também em pronunciamento público, anunciaram ter sido vítimas de escuta telefônica: os senadores Álvaro Dias (PSDB-PR), e Paulo Paim (PT-RS) e a presidente nacional do P–Sol, Heloisa Helena (AL).
De acordo com Tuma, os invasores não levaram nenhum objeto do lugar. “Mexeram apenas em documentos”, afirmou. “Prefiro acreditar que existam interessados em promover um choque entre governo e situação.” Segundo o senador do PFL de São Paulo, a polícia do Estado investiga o caso.
Diante de tantos casos de grampos, Tuma, corregedor-geral do Senado, criticou investigadores que teriam banalizado a prática de escuta clandestina. “O grampo existe para auxiliar as autoridades policiais a combater o crime organizado. O que está ocorrendo hoje é a banalização total”, protestou.
O senador do PFL disse que a Casa realiza varreduras períodicas nas linhas dos gabinetes. Por isso, Tuma acredita ser impossível serem feitas escutas clandestinas no Senado. O senador alertou, porém, para o risco de serem montadas escutas ambientes nos gabinetes. Há cerca de um mês, a senadora Ideli Salvatti (PT-SC) reclamou do vazamento de algumas das conversas dela no gabinete e por telefone, mas a polícia do Senado não detectou nenhum grampo.
Famosa por suas críticas ácidas ao governo, Heloisa Helena contou que chegou a telefonar para a PF (Polícia Federal) para dar todos seus números de telefone e pedir que, se a PF quisesse ouvir suas conversas particulares, providenciasse uma autorização da Justiça para que fosse grampeada.
Segundo Dias, há um mês um funcionário da empresa Telepar lhe avisou que uma de suas linhas telefônicas, em sua casa no bairro de Água Verde, em Curitiba (PR), havia sido grampeada. Ele disse que não pediu providências da Polícia Federal por entender que novos grampos poderiam ser instalados por funcionários da PF. “Não quis que a PF mexesse nos meus telefones”, limitou-se a dizer.
Para o senador Pedro Simon (PMDB-RS), a escuta telefônica clandestina se tornou tão corriqueira que chegou ao ponto de profissionais do ramo oferecerem o serviço ilegal sem o menor contrangimento. Ele disse que uma pessoa cujo nome não revelou já lhe ofereceu serviços para “grampear” algum adversário. “Tudo ficou tão fácil que uma pessoa veio falar comigo oferecendo para grampear alguém. A pessoa chegou e perguntou: você quer grampear alguém?”, disse Simon, informando que recusou a oferta.
Apuração – O presidente da Câmara, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), enviou ofício ao ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, pedindo a “rigorosa apuração” de possíveis grampos em telefones dos deputados Osmar Serraglio (PMDB-PR), relator da CPI dos Correios, Antônio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA), também membro dessa CPI, e Ricardo Izar (PTB-SP), presidente do Conselho de Ética. Aldo também conversou por telefone com Bastos, solicitando as providências cabíveis para a apuração.
Ministro manteve suspeito no cargo
Roney Domingos
Do Diário do Grande ABC
Em maio de 1999, o Conselho Curador da Fundacentro só aprovou as contas da entidade referentes ao exercício do ano anterior depois de excluir do total aprovado os gastos com publicidade e propaganda. A restrição chamou a atenção da Secretaria Federal de Controle Interno, que determinou a realização de auditoria especial. Realizada em junho de 1999, a auditoria verificou que em 1998 foram feitos gastos excessivos na preparação do 15º Congresso Mundial de Saúde e Segurança do Trabalho.
Em agosto de 1999, Humberto Carlos Parro nomeou pessoas de sua confiança para fazer uma TCE (Tomada de Contas Especial), que em novembro do mesmo ano apontou apenas seu subordinado Marco Antônio Seabra de Abreu Rocha como culpado pelos desvios, ao lado das empresas SMP&B e Quality. A TCE acionou a procuradoria jurídica da Fundacentro, o Siset (órgão de controle do Ministério do Trabalho), TCU (Tribunal de Contas da União) e o então ministro do Trabalho, Francisco Dornelles (PP-RJ), que, apesar das denúncias, manteve Parro na presidência da Fundacentro.
Em fevereiro de 2000, a TCE deu origem a PAD (Processo Administrativo Disciplinar), que recomendou o encaminhamento do caso ao Ministério Público Federal e à Procuradoria Jurídica da Fundacentro. O parecer jurídico da autarquia recomendou a destituição de Marco Antônio Seabra de Abreu Rocha e o envio de cópias do processo ao então governador de Minas Gerais, Eduardo Azeredo (já que Marco Antônio é servidor licenciado). Requisitou ainda a declaração de indoneidade da SMP&B e da Quality, que, apesar de tudo, não foram incluídas no Cadin (Cadastro de Inadimplentes).
Fundação comprou 3 mil, mas pagou por 3 milhões
Roney Domingos
Do Diário do Grande ABC
Entre as irregularidades descobertas na Fundacentro estão pedidos sem especificação e com alteração nas quantidades, superfaturamento e inconsistência entre o serviço prestado e a discriminação das notas fiscais. Pedido de 3 mil encartes foi pago como se 3 milhões tivessem sido entregues à fundação. O congresso reuniu 3 mil especialistas, mas, para o evento, foram impressas 10 mil fichas de inscrição no valor total de R$ 419,6 mil.
O 15º Congresso Mundial de Medicina e Segurança do Trabalho, promovido em conjunto pela OIT (Organização Internacional do Trabalho) e a AISS (Associação Internacional de Seguridade Social), foi realizado apenas em abril de 1999, no Anhembi, em São Paulo, mas sua organização deu margem a uma série de irregularidades.
Nota fiscal – A Fundacentro requisitou às agências de publicidade a produção de panfletos e fascículos, mas não disse a quantidade que queria. Em resposta, recebeu uma só nota fiscal emitida em 15 de dezembro de 1998, autorizando o pagamento de 1,930 milhão de peças, ao preço total de R$ 1,290 milhão.
Um fotolito que deveria custar R$ 520 foi pago com valor 98 vezes maior: R$ 50.797. Produção de folders cotada pelo mercado em R$ 3,7 mil custou R$ 22 mil. Outro serviço do mesmo tipo cotado em R$ 35 mil recebeu quase o triplo (R$ 92 mil). O diretor administrativo solicitou encartes em várias línguas sem especificação de número. Foram produzidos 603,6 mil peças. A nota fiscal foi emitida e paga no mesmo dia: R$ 861.260,84.
Presidente passou ileso por auditorias
Roney Domingos
Do Diário do Grande ABC
A Fundacentro fechou contratos de publicidade e propaganda com a SMP&B e com a Quality no valor de R$ 15 milhões, válidos, com aditivos, entre maio de 1997 e maio de 2000. O presidente da Fundacentro à época era Humberto Carlos Parro, que assumiu em 1995 e ficou no cargo até o final do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP).
As empresas apresentavam notas fiscais cujos pagamentos eram autorizados pelo então diretor administrativo e financeiro da Fundacentro, Marco Antônio Seabra de Abreu Rocha.
Escorado em portaria de junho de 1996, que delega a Abreu Rocha, isoladamente, toda a competência para comprar e pagar despesas da Fundacentro, Parro passou ileso pelas auditorias internas e também do governo federal, mas entrou como réu nas ações civis públicas propostas em 2001 e 2002 pelo Ministério Público Federal.
Coincidência – Responsabilizado desde o início pelas auditorias internas, Marco Antônio teve de explicar os desvios. Na época, ficou apurado que o ex-diretor administrativo da Fundacentro liberou irregularmente R$ 4.994.870,61 e que a SMP&B, de Marcos Valério, recebeu, também irregularmente, R$ 5.754.015,69. A Quality recebeu indevidamente outros R$ 107.426,22. Os valores devem ser somados porque tratam de origem e destino distintos. Alcançam cifra próxima de R$ 11 milhões – coincidentemente o mesmo valor que SMP&B e a Quality teriam repassado para a campanha de Eduardo Azeredo à reeleição do governo de Minas Gerais em 1998.
Quantos parlamentares tem "peito" para esta iniciativa e enfretamento ???
É essencial que tenha repercussão internacional.
Entre o desespero da vingança, do ódio e da inveja contra a razão e o bom-senso do bom jornalismo. Isso torna as decisões insensatas. O desespero pela queda de sua credibilidade em franca manifestação.
28 de agosto de 2011 às 1:52Devanir Ribeiro:”Aonde vamos parar com esse jornalismo tão podre, tão mentiroso?”
por Conceição Lemes
Desde quarta-feira, 24 de agosto, quando Gustavo Nogueira Ribeiro, repórter da Veja, foi flagrado pela camareira, tentando invadir o apartamento de José Dirceu no Hotel Naoum, em Brasília, era previsível que mais uma “aula” de jornalismo esgoto estava a caminho. Não deu outra. Com capa e tudo.
Com a manchete “José Dirceu mostra que ainda manda em Brasília”, Veja chegou este final de semana às bancas. Logo no olho diz: “Com ‘gabinete’ instalado em um hotel, ex-ministro recebe autoridades da República para, entre outras atividades, conspirar contra o governo Dilma”.
A matéria traz uma sequência de dez fotos, provavelmente extraídas da câmera de segurança, tiradas do andar em que fica o apartamento de José Dirceu. Numa delas, aparece o próprio. Nas demais, ministros, deputados, senadores que lá estiveram.
Entre eles, o deputado federal Devanir Ribeiro (PT-SP), que, aparentemente, está acompanhado de duas pessoas, cujos rostos foram disfarçados pela revista para não serem reconhecidos. Legenda da foto:
07/6/2011 – 20:22:42 – Duração: 25 minutos | Deputado Devanir Ribeiro, PT: “Faz muito tempo que eu não vejo o Zé Dirceu. Nem lembro quando foi a última vez” – Reprodução/Veja
No início da noite desse sábado, conversei com Devanir: “Eu não li ainda a matéria. Encontrei hoje o Vacarezza [deputado federal Cândido Vacarezza, líder do governo na Câmara] num debate, ele me falou. Eu não leio, não compro, não recomendo e não dou entrevista à Veja há vários anos”.
Pedi-lhe para abrir uma exceção, para comentar o que foi publicado. Topou. Como havíamos combinado, voltei a ligar no final da noite desse sábado. Devanir foi logo dizendo:
“Que matéria mais besta? Francamente não sei o que estão querendo com ela. Intrigar o Zé com a Dilma? Jogar a Dilma contra o Zé? Besteira! Dizer que o pessoal do PT frequenta o Naoum?! Vários parlamentares do PT que não têm apartamento funcional ficavam e ficam lá hospedados. Que o Zé faz política, qual a novidade?! É um direito dele. O Zé é um cidadão brasileiro, militante político e dirigente partidário. É um quadro importante do PT que fez parte das lutas democráticas do Brasil nas últimas décadas. É uma pessoa que eu respeito”.
Viomundo – Segundo a Veja, o senhor disse que faz tempo que não vê o José Dirceu e nem se lembrava de quando tinha sido a última vez que o tinha encontrado. Diz também que o senhor teria estado no apartamento do José Dirceu em 7 de junho. É isso mesmo que aconteceu?
Devanir Ribeiro – Primeiro, gostaria repetir. Vários parlamentares do PT ficavam e ficam no Naoum. De modo que, de vez em quando, eu vou até lá, sim, para encontrar algum companheiro.
Segundo, eu fui ao Naoum aquele dia — não sei se em 7 de junho como afirma a Veja — para buscar alguns companheiros do Pará e levar para uma reunião que iria acontecer em seguida na minha casa. Ao chegar na portaria, liguei para um deles, que pediu para eu subir. O Zé atendeu, cumprimentei-o, ele estava atendendo umas ligações, conversamos um pouco e fomos embora.
Eu não tinha NENHUMA audiência marcada com o Zé Dirceu. E se tivesse, assumiria. Qual o problema? Nenhum. Sou político, tenho de fazer política. O Zé, a mesma coisa.
Viomundo – E essa história de que o senhor não se lembrava de ter o encontrado o José Dirceu?
Devanir Ribeiro – Veja bem. O Zé é dirigente partidário, logo a gente vive se cruzando em reuniões do PT, assim como com os demais companheiros do PT.
Como eu não havia solicitado audiência ao Zé Dirceu, eu, na hora, inicialmente, não me lembrei que tinha passado pelo Naoum, pra pegar o pessoal.
Viomundo – Então o que disse para o jornalista?
Devanir Ribeiro – Tem uma coisa importante que eu quero esclarecer. Há alguns dias um repórter da Veja me ligou, querendo marcar um horário para conversar comigo. Eu disse NÃO. Disse o que já disse a você: que não lia, não assinava, não recomendava nem dava para a Veja em função do péssimo jornalismo que ela faz. Acrescentei ainda que estava processando a Veja.
O repórter disse: “Ah, mas eu sou novo!”.
Eu contrapus: “Você é novo, mas a revista é velha”.
A coisa morreu aí. Só que num outro dia outro repórter me ligou, perguntando se eu não achava estranho o Zé Dirceu receber um monte de gente em Brasília.Respondi que achava normal, já que o Zé conhece muita gente. Aí, ele me perguntou quando tinha sido a última vez que eu tinha encontrado o Zé. Inicialmente, respondi: “Eu não me lembro”. Mas, em seguida, falei: “Foi no Rio de Janeiro há uns 15 dias na reunião do diretório nacional do PT.
Viomundo – Mas o repórter não citou o Rio de Janeiro na legenda da foto…
Devanir Ribeiro – Eu disse, mas ele colocou só o começo da minha fala.
Viomundo – Esse segundorepórter se identificou como da Veja?
Devanir Ribeiro – Não! Se tivesse dito, não teria respondido nada.
Viomundo – O senhor lembra o nome dos dois repórteres que lhe telefonaram?
Devanir Ribeiro – Não. Não, mesmo. Mas são jornalistas que eu nunca ouvi falar o nome.
Viomundo – O senhor está processando a Veja. Por quê?
Devanir Ribeiro – Na época do dito “mensalão”, que nunca existiu, saiu publicado que uma funcionária minha, Maria Aparecida da Silva, tinha ido ao Banco Rural e sacado dinheiro.
Na época, o meu advogado pesquisando na internet percebeu que o número de dígitos da carteira de identidade da Maria Aparecida envolvida não batia com o que temos em São Paulo. Aí, descobriu que não tinha nada a ver com a minha secretária. Foi a minha sorte.
Aliás, no Brasil, o que não falta é Maria Aparecida da Silva (risos), concorda?
A Globo se retratou. A Veja, não. Eu resolvi processá-la, pois como diz o meu advogado: “Se você é acusado injustamente e fica quieto, é como se admitisse a culpa. Por isso tem de processar, mesmo. Se você não processar, vão dizer que você é culpado”. Então processei. Não desisto.
Não importa o tempo que demorar. Estou fazendo uma poupança para os meus netos. A Veja não se emenda. Não está preocupada com a verdade. Aliás, o jornalismo brasileiro está cada vez pior. Aonde vamos parar com esse jornalismo tão podre, tão mentiroso, tão malfeito?
O PT cansou de ser vítima, agora vai retrucar.
A serem confirmadas as primeiras impressões e articulações dentro da direção do partido, desta vez, o PT,não ficará parado, esperando que o tempo mostre quem estava errado, e parta para um ataque com as mesmas proporções com que seus militantes estão sendo atacados.
Acho que o Pres.Jose Eduardo Dutra, sairá da defesa e partirá para o ataque, contra estes maus jornalistas e suas publicações.
Sempre ficamos mais experientes, após perdermos algumas batalhas, na guerra diária da vida.
O josé Eduardo Dutra não é mais o presidente do PT.
Aproveito o teu comentário para me desculpar. Talvez pelo adiantado da hora em que estava escrevendo, eu me esqueci completamente que o Dutra tinha saído da presidência por problemas médicos. Eu presenciei o tweet do Paulo Pimenta e sabia que ele tinha se referido ao presidente do PT, mas eu acabei buscando a informação errada na memória. Quando fui alertado, voltei na TL do @deputadofederal e confirmei que ele se referia à conta do rui Falcão. Já corrigi a informação lá no blog, e dei os créditos a comentarista que gentilmente me avisou. Abraços.
Visitem o Blog Ponto & Contraponto. Twitter: @len_brasil Robozinho do blog: @pontoXponto
Prezado Len, como conheço a sua seriedade e empenho em apurar as degenerações desta mídia ordinariamente golpista, passo-lhe o telefone da pessoa (supervisora) responsável pela apuração desta criminosa violação de imagem de hóspedes deste hotel .
Supervisora Beth (Hotel Naoum) - Tel.61-3319-4933
Ressalta-se, que até prova em contrário, o hotel também foi vitima da criminosa tucanagem da revista lixo .
Abs.
ACS, obrigado pela informação. Vou ligar durante a semana, mas não tem muito que possa ser feito visto que que estou a milhares de kilometros de Brasília, ontem no twitter eu levantei a bola que os blogueiros de brasília poderiam ir até o hotel e a 5ª DP para reunir mais informações. Nós não temos a infraestrutura para fazer frente ao trabalho da imprensa tradicional, mas temos capilaridade, gente de todo o brasil ligados na rede, a solução é fazer esse jornalismo participativo incentivado pelo portal Teia Livre. Onde a velha mídia se esquivar de cumprir o seu papel, a blogosfera e os usuários de redes sociais tem que ocupar o espaço. Eu suponho que o Leandro Fortes, que trabalha em Brasília, deve estar a busca dessas informações, mas se o pessoal de Brasília aqui do blog quiser colaborar, é só tentar entrevistas (pode usar o nome do blog Ponto & Contraponto) e me mandar que eu publico e dou os créditos
Visitem o Blog Ponto & Contraponto. Twitter: @len_brasil Robozinho do blog: @pontoXponto
Oi, companheiro LEN, obrigado pelo retorno .
A supervisora Elizabeth Mendes que está respondendo aos clientes sobre este delito executado pelo panfleto demotucano está de folga hoje, mas retornará ao batente a partir de amanhã .
Pode-se contactá-la através de e-mail : beth@naoumplaza.com.br
Abração !
Sr. Len,atuo na area de segurança eletronica,vo o seu comentário no post do Azenha,e como conhecedor da area venho corroborar tudo oq ue disse sobre o equipamento usado,´so acrescentando que a micro camra espiã que certamente foi usada,não necessita de estar ligada a uma fonte de energia elétrica,ela tem a opção de ser ligada a uma bateria de 9 volts,para quem não sabe,são quelas quadradas usadas muito em antigos controles remotos de portões eletrõnicos e alguns radios AM/FM,portanto de facilima instalação até mesmo para o mais leigo.Mas produz imagens de baixa qualidade,sua transmissão de pouco alcance,Se as imagens fosem do sistema do hotel,como disse,e eu ja efetuei diversas destas instalações,seriam coloridas,de boa resolução e com data,horario,e provavelmente com identificação do local ou numero da camera.Segundo,o equipamento de gravação,que seria um computador,ou um outro mais recente Stand Alone,que é um gravador de video direto,comdrive de DVD para backp,que deve estar em local em que só a gerencia tenha aceesso,que pode ter senha de acesso.Portanto emprenderia um tempo razoável para se ver as imagens de um dia só por exemplo (a maioria dos equipamentos grava clipes de cinco minutos em média que vão se acumulando na memória)não é um ato que se faz em poucos minutos,pois há ainda um outro fator técnico que dificulta mais ainda esta ação rápida,qque é o tipo de gravação,que sãodois,Continua(a camera grava 24 horas direto) o que gera um a quantidade grande de imagens,ou Detecção de movimento(a gravação só é feita quando há movimentação na frente da camera,variações de luminosidade na verdade) que pode gerar menos,ou igual quantidade de imagens do outro modo,dependendo da movimentação do local.Então acrescentando estas informações aos interessados,que estas imagens com certeza não são do sistema do Hotel.
Espero ardorosamente que o PT não se acovarde mais uma vez.....a revista deu a faca e o queijo....melhor que isto não fica......agora é chutar o paú da barraca.....não pode deixar quieto.....além da gravidade do fato, a revista atenta contra o Brasil e o povo brasileiro. Até quando seremos reféns deste tipo de jornalismo nojento ??
Fatos que gostaria de testemunhar antes de morrer: 1-político bandido, preso; 2-juiz, promotor, procurador bandido, preso 3-Corinthians, campeão da Libertadores.....
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