As prisões de Piranesi

Por Paulo Tenório Ramos


Giovanni Battista Piranesi (1720-1778)


Giovanni Battista Piranesi (também conhecido por Giambattista Piranesi) foi um artista italiano, famoso pelas suas gravuras da cidade de Roma e pelas imaginativas e atmosféricas gravuras de prisões (Carceri).


As “Prisões” (Carceri d’invenzione ou Prisões Imaginárias) consistem numa série de 16 gravuras onde figuram enormes subterrâneos, escadarias monumentais e máquinas de grandes dimensões. São estruturas labirínticas de dimensões épicas mas aparentemente vazias de propósito ou função.


As “Prisões” de Piranesi são visões originais e pessoais que se encontravam, em termos de expressão artística, muito à frente do seu tempo. Constituíram uma importante influência no aparecimento posterior dos movimentos Romântico e Surrealista.


Giovanni Battista Piranesi nasceu em Mogliano di Mestre, perto de Veneza, em 1720 e morreu em Roma em 1778. Foi arquitecto, arqueólogo, teórico, decorador de interiores, designer de mobiliário e, para além de ter inovado a veduta até ultrapassar o próprio género, é um dos maiores expoentes da Gravura europeia. A sua abordagem da Antiguidade, em termos estéticos e teóricos, teve uma imediata e duradoura influência no Neo-classicismo em toda a Europa e o seu génio criativo perpassou o século XIX, foi retomado pelo Surrealismo e perdura até à actualidade.


 




 


 



 


© Giovanni Battista Piranesi. “Carceri d´invenzione”. 1749-1750


 



 


© Giovanni Battista Piranesi. “Carceri d´invenzione”. 1749-1750


 



 


© Giovanni Battista Piranesi. “Carceri d´invenzione”. 1749-1750


 



 


© Giovanni Battista Piranesi. “Carceri d´invenzione”. 1749-1750


 



 


© Giovanni Battista Piranesi. “Carceri d´invenzione”. 1749-1750


 



 


                  © Giovanni Battista Piranesi.”Vistado  arcode Tito,Roma”.1756-57                                       


 


Apesar do brasileiro VIK Muniz ter se tornado mais conhecido pelas suas obras em sucata e materiais inusitados (gerando até o filme “Lixo extraordinário”, concorrente ao Oscar de melhor documentário), ele apresenta outras ‘um tico’ mais tradicionais, como a série “Carceri” com linhas e alfinetes, inspiradas em Piranesi.



Vik Muniz – série “Prisões imaginárias”


Já o holandês Maurits Cornelis ESCHER, que trabalhou com planos imaginários de infinitude, viveu em Roma por mais de uma década. Será que também não teve alguma influência do seu antecessor? Confiram abaixo:



M.C. Escher: Relativity – litografia, 1953



Piranesi


Nota: “Água-forte” é uma das inúmeras técnicas milenares de gravura metálica (utilizada por ex. por Rembrand, Dürer e Goya).

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4 comentários
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SLeo

 

Belíssima lembrança. Vale conhecer também o que o violoncelista Yo-Yo Ma fez com esses desenhos, digitalizando-os para servir de fundo a um vídeo com uma suíte de Bach, que gravou em uma igreja desenhada pelo Piranesi. Recomendo fortemente: http://internacional.elpais.com/internacional/2012/02/26/actualidad/1330278127_418278.html 

 

Só complementando: na água forte, cobre-se a chapa metáica de verniz, desenha-se riscando a superfície e expondo-se a chapa, que se banha em ácido, cavando os traços onde se depositará a tinta. Já a litografia é feita com deenho de lápis ou bastão oleoso sobre uma pedra específica (ou, hoje em dia, na falta das pedras, chapa de zinco, como de offset).

 
 
imagem de Gilberto .
Gilberto .

Paulo,

Belo post. Piranesi merece ser lembrado!

Segue uma contribuição a ligação feita entre as obras de Piranesi & Escher:

 

Gilberto . @Gil17

 
imagem de paulo  tenório ramos
paulo tenório ramos

          Ô Gilberto, não conhecia esse vídeo ainda,ele é sensacional,maravilhoso,se nas gravuras de Piranesi a gente ja consegue entrar e imaginar a grandeza que é ,nesse vídeo então é uma viagem,parabéns!

 
 
imagem de Gilberto .
Gilberto .

Que bom que você gostou Paulo. 

Por força da atividade profissional acabo acompanhando de perto tudo que diz respeito a 3D e maquetes virtuais.

Já Piranesi, é uma paixão antiga...

Tem um livro bem legal dele  publicado pela Pinacoteca de SP. Você conhece?

 

Gilberto . @Gil17

 

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