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As interferências políticas na TV CulturaEnviado por luisnassif, seg, 12/07/2010 - 11:27Do Estadão.com Sayad nega ingerência política na TV Cultura Sonia Racy, Jotabê Medeiros - O Estado de S.Paulo O presidente da Fundação Padre Anchieta, João Sayad, negou ontem ter havido motivação política no afastamento de Gabriel Priolli da Diretoria de Jornalismo da TV Cultura. Ele alegou que Priolli não tinha o perfil adequado para o cargo na emissora, gerida pela fundação. "Foi uma escolha equivocada", afirmou Sayad. Jornalista experiente, com passagem por alguns dos principais jornais e televisões do Brasil, Priolli trabalha para a TV Cultura há mais de uma década e permaneceu apenas uma semana no cargo. Seu afastamento alimentou a suspeita de ingerência política na emissora pública ligada ao governo de São Paulo. Segundo versão amplificada pela internet, Priolli foi afastado do posto por orientar a produção de uma reportagem sobre as tarifas de pedágio nas estradas estaduais, tema abordado com insistência pela campanha do PT ao governo paulista. O jornalista preferiu não se manifestar sobre o episódio: "Vou manter silêncio, pois ainda sou funcionário da TV Cultura". O destino de Priolli dentro da emissora deve ser definido hoje, em reunião com o vice-presidente da fundação, Ronaldo Bianchi. Tanto a nomeação quanto a destituição de Priolli foram comunicadas a ele pelo diretor de Conteúdo da TV Cultura, Fernando Vieira de Mello. O seção paulista do PT anunciou que vai pedir ao Ministério Público Eleitoral que investigue o afastamento de Priolli. O candidato do partido ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, foi entrevistado para a reportagem sobre pedágios, assim como o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin. Comentário João Sayad pode ter inúmeros defeitos. Mas sempre foi suficientemente inteligente e bem humorado para não se expor ao ridículo. Desta vez, não escapou. Passa a integrar o longo elenco de seguidores do rei, que entregam a ele tudo, até a imagem pública. Aliás, é o primeiro graduado a entrar na lista. p>.................... Priolli é jornalista conhecido. Tem histórico, para ser analisado. De repente, entra a nova direção, coloca-o no cargo de diretor de jornalismo e descobre uma semana depois que não tem "perfil". E qual a matéria que determina essa brusca mudança de avaliação? A do pedágio, óbvio, a única que foi pessoalmente derrubada pelo vice-presidente de programação Fernando Vieira de Mello, no dia anterior ao da demissão de Priolli. A alegação de Vieira de Mello - em entrevistas posteriores - foi a de que a matéria era falha por não ter ouvido todos os candidatos ao governo de Estado em período eleitoral. Só faltava, para cada tema estadual ouvir todos os candidatos. Não sairia uma matéria sequer sobre o assunto. Esse suposto cuidado eleitoral ocorre no momento em que seguidores do candidato a presidente Plínio de Arruda Sampaio montam campanha na Internet para solicitar que o Roda Viva - o principal programa da Cultura - dê ao candidato o mesmo espaço concedido a Serra, Dilma e Marina. Para o principal programa da emissora, não é necessário perseguir a isonomia. Para uma matéria de três minutos sobre pedágios, sim. Outro ponto foi o afastamento de Heródoto Barbeiro. Com ou sem a pergunta sobre pedágio a Serra, Herótodo estava com os dias contados devido a idiossincrasias antigas do próprio Serra. Ele nunca escondeu seu desagrado com Heródoto, a quem taxava de "petista". Quem acompanha os comentários de Heródoto sabe que está longe de ser considerado petista. Pouco importa se na soma final, Heródoto seja um crítico contumaz do governo. No reino de Serra não há espaço para contemporizações nem para sutilezas: ou apoio integral ou a fogueira. Qualquer implicância do chefe, qualquer sinal de desagrado é senha para degolas, para não se incorrer na sua ira. Daí essa truculência de demitir um diretor de jornalismo devido a uma única reportagem - sem a menor sensibilidade para prever a grita que se seguiria. O primeiro ato da gestão dessa fortaleza chamada Paulo Markun foi afastar Heródoto do Jornal da Cultura. Houve enorme grita dos telespectadores. Heródoto acabou voltando dentro de um modelo de jornal - com duas apresentadoras - que matou completamente o espírito original do Jornal da Cultura. Mudança de perfil, inconsistência na grade, subordinação da pauta aos interesses do Palácio Bandeirantes transformaram o Jornal da Cultura em um programa irrelevante - ainda na gestão Markun. Markun deu tudo o que Serra pediu. Tinha assegurada sua permanência no cargo porque Serra o apoiava. Dançou quando foi alvo de um elogio público de Geraldo Alckmin, dizendo que gostava muito dele. Foi o que bastou para perder o apoio de Serra, que é contrário a amores volúveis. Perdendo, dançou. O Palácio fez uma gambiarra, lançou o Secretário da Cultura João Sayad para presidente da Fundação Padre Anchieta e improvisou Andréa Matarazzo como interino até o final do mandato. E venceu as eleições para presidente da FPA. E ainda há quem discuta se há ingerência política ou não na ex-BBC brasileira. Ocorre que TV é cast - apesar das TVs públicas ainda não terem descoberto o óbvio. E Heródoto é de longe o jornalista mais premiado e conhecido da TV Cultura. Aliás, ele não é apenas respeitado: é dos poucos jornalistas efetivamente amados por seu público. Se a decisão de trocar Heródoto do Roda Viva era anterior, qual a razão para, até agora, não ter sido definido seu novo papel na programação. Justo ele, o mais premiado jornalista da Cultura? A informação passada de que a decisão de afastar Heródoto nada teve a ver com a pergunta sobre o pedágio esconde o essencial: quem pediu sua cabeça foi Serra, por idiossincrasias antigas. Mesmo sem o pedágio, teria dançado. Aliás, a cada governo estadual que passa, mais admiração tenho pelo ex-governador Paulo Egydio Martins.
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Comentários + votados
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Durvaldisko
12/07/2010 - 11:47
Extraido da Tribuna da Imprensa,by Hélio Fernandes.-"Ou como enteder o mimético comportamento da TV Cultura de São Paulo,e os cacoetes autoritários herdados...
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Cláudio Freire
12/07/2010 - 13:19
Volto a comentar depois que vi o comentário do Evandro.
Evandro, mesmo que não sejam necessários "critérios" para se demitir alguém, o que se critica aqui é a diferença de tratamentos pela...
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Sanzio
12/07/2010 - 14:40
Ué, a explicação está na própria matéria, cujo link você pasou:
FAT – Foi criado pelo Projeto de Lei nº 991, de 1988, de autoria do deputado Jorge Uequed (PMDB-RS). Um ano depois Serra apresentou...
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aleXandre
12/07/2010 - 14:56
Mas quem é que está falando em demissão sem critério? Há ,nitidamente,o critério político eleitoral. O sayad alega que foi critério tecnico, o que é difícil de acreditar. Se ele falasse que não...
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Eduardo J.C.Carvalho
12/07/2010 - 17:21
Prezado José Honório,
Fui professor, tenho parentes e amigos professores. Entendo que o problema não é o...
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Cláudio Freire
12/07/2010 - 13:13
Nassif, essa obsessão do Serra em ser candidato a Presidente avançou de uma forma que se tornou paranóia. Caso de saúde mesmo.
Já achava antes que uma vitória dele seria desastrosa...
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João Maria Fernandes de Sousa
12/07/2010 - 12:11
Nassif, Serra, O Ungido, pedir a cabeça de alguém?
Ele e a mídia com ele vão negar até a última gota, aliás nem uma notita de nada saiu sobre isso até agora em nenhum portal, afinal quem sufoca a...
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Vladimir
12/07/2010 - 11:37
Seria uma boa matéria para a nossa mídia,sempre tão preocupada com o Estado patrimonialista,ou será que patrimoialismo ´so pode ser considerado com os outros? E a TV...
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Sanzio
12/07/2010 - 11:45
O quê é isso, companheiro? Quem ameaça a liberdade de imprensa é o Lula, lembra? (era, agora passou a ser a Dilma).
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José Ribeiro Jr
12/07/2010 - 11:47
Sayad deveria ler (ou reler) Otelo para lembrar que o bom nome é algo que não se deixa enlamear.
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Alberto Porem Junior
12/07/2010 - 11:49
O tratamento delicado dado pela mídia demonstra uma total falta de nexo quando seus "especialistas" gritam como cães raivosos pela liberdade de imprensa em fóruns do Instituto Milennium. Mais uma "...
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Calvin
12/07/2010 - 11:50
Veja quem pode sofrer interferências indevidas segundo o ex-vice de Lula, fundador do PT, matéria do mesmo jornal:
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100710/not_imp579225,0.php
''...
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Aderbal
12/07/2010 - 11:54
E eu, ingênuo, pensei que com a saída do Serra do Palácio dos Bandeirantes a coisa ia mudar um pouco.
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alext4e
12/07/2010 - 12:02
"O presidente da Fundação Padre Anchieta, João Sayad, negou ontem ter havido motivação política no afastamento de Gabriel Priolli da Diretoria de Jornalismo da TV Cultura."
Eu ficaria...
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Pedro
12/07/2010 - 12:06
Com certeza esse senhor Sayad podia, pelo menos, ter ficado quieto: engole a "besteira" e fica quieto. Dizer ter sido uma escolha equivocada é, no mínimo, a hipocrisia cristalizada em palavras: com...
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Vivi
12/07/2010 - 12:06
Nassif, com tantas arbitrariedades contra os jornalistas, e ameaçando sempre a tão proclamada "liberdade de imprensa" como é que o Serra consegue tantos apoiadores no PIG? Porque esses jornalistas se...
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Marco Vitis
12/07/2010 - 12:30
Apesar de Paulo Markun sempre ter acatado toda e qualquer determinação de Serra, ele recebia marcação pessoal do João Sayad.
Houve um almoço entre os dois e de repente, do nada, aparece no...
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Seria uma boa matéria para a nossa mídia,sempre tão preocupada com o Estado patrimonialista,ou será que patrimoialismo ´so pode ser considerado com os outros? E a TV chapa branca? Cadê os editoriais raivosos?
O quê é isso, companheiro? Quem ameaça a liberdade de imprensa é o Lula, lembra? (era, agora passou a ser a Dilma).
Extraido da Tribuna da Imprensa,by Hélio Fernandes.-"Ou como enteder o mimético comportamento da TV Cultura de São Paulo,e os cacoetes autoritários herdados ao longo de dezesseis anos da demagogia liberal tucana e as alianças com o oligopólio dos meios de informação".Saiba como Roberto Marinho se apossou da TV Paulista, em plena ditadura, passando para trás 673 acionistas, dados como “mortos ou desaparecidos”.
re eles, Ermírio de Moraes e o palhaço Arrelia).Este blog recebeu grande número de comentários sobre a matéria “Favorecimento da Justiça brasileira à TV Globo deverá ser denunciado à ONU, OEA e até ao Tribunal Internacional Penal de Haia”, publicada dia 18 de junho.
O artigo tratava da falsificação de documentos e de outros golpes aplicados por Roberto Marinho, em pleno regime militar, para usurpar o controle da TV Paulista (hoje, TV Globo de São Paulo, responsável por mais de 50% do faturamento da rede).
Depois do fim da ditadura, os herdeiros dos antigos donos da emissora entraram na justiça, com uma Ação Declaratória de Inexistência de Ato Jurídico, porque a família Marinho não dispõe de nenhum documento que comprove ter adquirido a televisão.
Entre dezenas de comentários sobre o artigo, selecionamos apenas dois, para serem respondidos agora por Helio Fernandes, de forma a esclarecer melhor a espantosa situação, que demonstra a que ponto chegava o poder de Roberto Marinho durante a ditadura.
Sílvio da Rocha Corrêa:
“Helio, infelizmente, muito infelizmente, até o dia de hoje, as Organizações Globo se situam acima da lei de nosso país. Muitos elementos da justiça e diversas autoridades são omissas e covardes quanto a esse… câncer da sociedade brasileira.”
Nilson Alves da Silva:
“Com justa razão, o jurista Oscar Dias Correia, ex-ministro do Supremo e ex-ministro da Justiça, tinha pavor de advogar no Rio de Janeiro. Dizia ele: “Na Justiça do Rio, tudo é possível”. É justamente o que se comprova no caso desse processo contra a TV Globo. E eu que acreditava que só em Brasília a Justiça era dada a atos de ilegalidade.”
Comentário de Helio Fernandes:
O processo está na iminência de ser julgado pelo Superior Tribunal de Justiça. Como já publiquei aqui, o relator dessa ação, que tem cerca de 4 mil páginas, é o ministro-presidente da 4ª Turma do STJ, João Otavio de Noronha, que atua no tribunal desde dezembro de 2002.
Os interessados (Organização Globo, seus sócios, áulicos e admiradores) tentam de todas as formas esconder esse processo, cuja tramitação nenhum jornal acompanha, exceto a Tribuna da Imprensa. A Folha de S. Paulo chegou a publicar uma excelente matéria, de meia página, mas “teve que esquecer o assunto”, porque a família Frias é sócia da família Marinho no jornal Valor Econômico. E o Estadão fez apenas uma pequena matéria, mas logo jogou o assunto para debaixo do tapete.
Apesar desse extraordinário esforço para “esconder, esfriar e esquecer” o processo, a questão já se tornou um segredo de Polichinelo, que todos conhecem. Mas vale a pena relembrar agora, as vésperas do julgamento decisivo, como se passou esse revelador capítulo da trajetória de Roberto Marinho, que infelizmente não consta do volumoso livro de sua “biografia”.
Em meio às manobras para “abafar” o caso, em 2002 o então deputado Afanasio Jazadji (PFL) conseguiu quebrar o bloqueio e denunciou no plenário da Assembléia Legislativa de São Paulo a fraude praticada por Roberto Marinho contra os 673 acionistas minoritários da antiga TV Paulista, em 1975.
“Em uma operação totalmente irregular, o empresário conseguiu transferir para o próprio nome 48% do capital da emissora, para declarar-se único dono da empresa”, destacou Jazadji, classificando de escandalosas as manobras de Marinho, que. para efeito de recadastramento societário, considerou “MORTOS OU DESAPARECIDOS” os 673 acionistas minoritários, alegando que tal procedimento havia sido determinado pelo Dentel, órgão do Ministério das Comunicações.
Na época, apenas a Tribuna da Imprensa publicou o discurso do deputado, denunciando “um abuso societário cometido contra direitos intransferíveis e intocáveis de acionistas que nada mais deviam à empresa, pois suas ações já estavam totalmente integralizadas”.
Jazadji assinalou que “muitos acionistas eram pessoas famosas e que facilmente poderiam ser encontradas, como o palhaço Arrelia ou o empresário José Ermírio de Moraes, que foram dados como mortos ou desaparecidos”.
O deputado do PFL paulista enfatizou que, apesar do Dentel ter realmente solicitado que se regularizasse a situação de acionistas considerados mortos ou não localizados, “o órgão público jamais poderia autorizar o confisco das ações, dissimulado de subscrição por valor unitário de Cr$ 1,00 (hum cruzeiro) por ação, transferidas para o nome de Roberto Marinho, em Assembléia Geral Extraordinária por ele próprio presidida”.
A lista completa com os nomes de todos os acionistas, fornecida pelo deputado, foi transcrita no Diário Oficial de São Paulo. E Jazadji disse que essa relação não podia sequer ser questionada, já que fora apresentada à Justiça pelos próprios advogados que defendem Roberto Marinho, na ação movida contra ele pelos herdeiros dos sócios majoritários da TV Paulista.
Nesse processo, que correu na 41ª Vara Cível do Rio de Janeiro e está no STJ, os herdeiros reclamam que também teriam sido lesados pelo empresário, em 1964, quando Marinho “comprou” de Victor Costa Jr. 52% das ações da TV Paulista, para transformá-la em TV Globo de São Paulo, embora o “vendedor” não fosse o verdadeiro dono da emissora, pois apenas tinha poder de gestão e não era detentor de nenhuma ação, seja ordinária ou preferencial.
Afanasio Jazadji acredita que os acionistas têm direito a receber bonificações milionárias por conta da valorização da empresa, uma vez que as ações são propriedades que não poderiam ter sido simplesmente usurpadas por Marinho, não importa o argumento usado como justificativa.
Na verdade, a tomada do controle da TV Globo de São Paulo por Marinho foi feita em dois lances. Originalmente, a TV Paulista era uma sociedade anônima, cujos sócios majoritários eram quatro membros da família Ortiz Monteiro, com 52% das ações. O resto estava pulverizado entre 673 acionistas minoritários.
A concessão fora ganha em 1952 pelo deputado Oswaldo Hernany Ortiz Monteiro, que criou a Rádio e Televisão Paulista para explorar a concessão. Mas três anos depois, a empresa não ia bem, e Ortiz Monteiro tentou transferir o controle acionário para o executivo Victor Costa, que passara a geri-la. No contrato, porém, havia uma cláusula pétrea: para assumir efetivamente o controle acionário da emissora, Victor Costa teria de conseguir previamente a transferência da concessão do canal para seu nome junto às autoridades federais. Caso contrário, perderia o direito a controlar a emissora.
Como o executivo morreu quatro anos depois, sem regularizar a situação, a transferência do controle acionário jamais se concretizou. E com a morte dele em 1959, seu filho Victor Costa Júnior passou a gerir a emissora. Em 1964, apresentando-se como sucessor do pai, negociou com Roberto Marinho o controle da televisão, assinalando no contrato ser “único herdeiro das ações da TV Paulista” que pertenceriam a seu falecido pai.
Como Victor Costa pai nunca detivera de fato ou de direito as ações da emissora, elas nem constaram da lista de seus bens no inventário. Ou seja, seu filho, Victor Costa Júnior, negociou com Marinho o que não possuía, e a regularização da titularidade da concessão junto ao governo federal foi sendo adiada, porque Marinho não tinha condições de transferir a concessão, já que “comprara” ações de quem não podia ter vendido, pois jamais fora proprietário delas.
Resultado: foi preciso “esquentar” a transação, através de uma série de procurações e substabelecimentos que se estendiam de 1953 a 1975, com a família Ortiz Monteiro dando plenos poderes a um funcionário da TV Globo, Luis Eduardo Borgerth, para negociar as ações. De posse desses documentos, (que depois se comprovaria na perícia serem todos falsos e fraudulentos) Borgerth então pôde passar ilegalmente os 52% do controle para Marinho.
Restavam os 48% de ações ainda de posse dos 673 acionistas minoritários, entre os quais se misturavam figuras anônimas a nomes de tradicionais famílias paulistas como Bueno Vidigal, Trussardi e Ermírio de Moraes. Os acionistas foram convocados por Roberto Marinho para uma Assembleia Geral Extraordinária, através de um pequeno anúncio, em letras miúdas, publicado no Diário Oficial de São Paulo.
Ninguém compareceu, como seria de se esperar. Mas a Assembleia, presidida por Roberto Marinho, decidiu que as ações dos ausentes seriam incorporadas ao patrimônio do sócio controlador (o próprio Marinho), ao preço simbólico de CR$ 1,00 (um cruzeiro) cada, a pretexto de ressarcir um empréstimo que Marinho teria feito à empresa.
De acordo com o deputado Afanasio Jazadji, integravam essa lista alguns dos mais conhecidos cidadãos de São Paulo: José Ermirio de Moraes (ex-senador e empresário emérito), Antonio Silvio Cunha Bueno, Cincinato Braga, Waldemar Seyssel (o palhaço Arrelia), Paulo Taufik Camasmie, Ângelo Fanganiello, Oscar Americano de Caldas Filho, Amador Bueno de Campos Gatti, Constantino Ricardo Vaz Guimarães, Bento do Amaral Gurgel, Samuel Klabin, Abraão Jacob Fafer, Guerino Nigro, Cláudio de Souza Novaes, José Pillon, Brasílio Rossetti, Francisco Rossi, Eduardo Salem, Rubens Salem, Alfredo Savelli, Rafael Noschese, Oswaldo Scatena, Oswaldo Schimidt, Christiano Altenfelder Silva, Vicente Amato Sobrinho, Edgard Pinto de Souza, René de Castro Thiollier, Paulo e Romeu Trussardi, Sylvio Bueno Vidigal e muitos outros.
Assim, por meio de sucessivos golpes, que incluíram a falsificação de documentos e a ardilosa convocação de acionistas, que foram dados coletivamente como “mortos e desaparecidos”, Roberto Marinho tornou-se proprietário da TV Paulista e fechou o capital da empresa, tendo os três filhos (Roberto Irineu, José Roberto e João Roberto) como únicos sócios.
denuncia o deputado Afanasio Jazadji que a operação foi irregular, porque ignorou os direitos de propriedade dos acionistas, além, é claro, do próprio modo como Marinho tomou posse das ações majoritárias da TV, assumindo a concessão federal sem estar de posse de nenhum documento válido que comprovasse ter adquirido o controle da empresa.
Outra circunstância agravante foi a falta de cumprimento das leis específicas. Como se sabe, qualquer negociação de controle acionário de emissora de TV tem que ser PREVIAMENTE APROVADA pelo governo federal. Marinho, no entanto, jamais solicitou essa autorização prévia, e ficou 12 anos ilegalmente com a emissora no ar, sem ter assumido a concessão, que continuava no nome dos antigos donos.
Pior: depois de 12 anos dessa atuação irregular, a regularização da concessão foi feita inteiramente à margem da lei, tendo sido assinada por uma funcionária do Ministério das Comunicações que não tinha poderes para fazê-lo. E foi assim que Roberto Marinho enfim conseguiu usurpar a TV Paulista, transformando-a em TV Globo de São Paulo, em plena ditadura militar.
***
PS – Antes que me esqueça: em 30 de junho de 1976, para simular de vez a transferência do controle acionário da TV Paulista (naquela data já TV Globo de São Paulo), a Assembleia Geral Extraordinária fantasma presidida por Roberto Marinho teve oficialmente o “comparecimento” de três dos quatro acionistas controladores da emissora, que JÁ TINHAM MORRIDO ENTRE 1962 E 1964. OS falecidos participaram da Assembleia ou foram representados com procuração “específica”, e assim foi “regularizada” a desapropriação das ações de 673 acionistas minoritários (48% do capital) e dos majoritários (52% das ações). Tudo na mais completa ilegalidade e imoralidade, mas suficiente para que o governo militar baixasse portaria, reconhecendo o apossamento do canal 5 da TV Paulista por Marinho.
PS2 – Mesmo com essa abundância de provas, nos dois primeiros julgamentos, na Justiça do Rio de Janeiro, os resultados foram favoráveis à família Marinho, mediante fraude, leniência e favorecimento, exclusivamente isso. Na forma da lei, com base no que está nos autos, as sentenças teriam sido totalmente desfavoráveis à TV Globo.
PS3 – Mas acontece que a Globo está sendo defendida pela família ZVEITER, que manda e desmanda na Justiça do Estado do Rio, e conseguiu que o processo fosse julgado como uma AÇÃO ANULATÓRIA, para declará-lo “PRESCRITO” por TRANSCURSO DE PRAZO.
PS4 – Foi um monumental erro jurídico, porque um dos fundamentos mais importantes no processo é justamente a forma da ação. Assim, AÇÃO ANULATÓRIA é uma coisa, AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE ATO JURÍDICO é outra completamente diferente, com uma peculiaridade essencial: a primeira prescreve, a segunda, não.
PS5 – No processo contra a TV Globo, em nenhum momento se fala em AÇÃO ANULATÓRIA. O que existe é, única e exclusivamente, uma AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE ATO JURÍDICO. Assim, como pôde a Justiça estadual julgar uma ação declaratória como se fosse ação anulatória, um erro que nem mesmo o mais iniciante acadêmico de Direito ousaria cometer.
Sayad deveria ler (ou reler) Otelo para lembrar que o bom nome é algo que não se deixa enlamear.
O tratamento delicado dado pela mídia demonstra uma total falta de nexo quando seus "especialistas" gritam como cães raivosos pela liberdade de imprensa em fóruns do Instituto Milennium. Mais uma "delicadeza" com o assunto, agora a Folha. É uma sincronia de dar gosto!
Link: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1207201003.htm
FERNANDO DE BARROS E SILVA
Pedágio na Cultura
SÃO PAULO - Começou mal, muito mal, a gestão de João Sayad à frente da TV Cultura de São Paulo.
Na quarta-feira da última semana, confeccionava-se, para o jornal noturno da emissora, uma reportagem sobre os pedágios paulistas, aos quais o próprio candidato tucano ao governo, Geraldo Alckmin, havia feito reparos. No início da noite, o diretor de jornalismo da TV Cultura, Gabriel Priolli, foi chamado à sala de Fernando Vieira de Mello, vice-presidente de conteúdo.
Ali ouviu a bronca: a TV não poderia se ocupar de assunto tão delicado sem o seu conhecimento prévio. Vieira de Mello ecoava um protesto que tinha origem em algum escaninho da burocracia tucana.
A reportagem não foi ao ar naquela noite. E Priolli foi afastado de suas funções na tarde de quinta-feira. Durou uma semana no cargo.
Consta que a reportagem sobre os pedágios foi exibida na noite de sexta, feriadão de 9 de julho. E alega-se que foi derrubada na antevéspera porque estava "mal feita". Ninguém deve ter visto o resultado final. Como quase ninguém teria visto se fosse exibida na quarta.
A verdade é que a Cultura é uma TV mais lida do que assistida. Os próprios conselheiros da Fundação Padre Anchieta acompanham a emissora pela imprensa.
A saída de Heródoto Barbeiro do "Roda Viva" nada tem a ver com a pergunta que ele fez no programa a José Serra uma semana antes -justamente sobre pedágios. A sua substituição por Marília Gabriela já estava acertada pela direção. Mas, ao enviar Priolli para a Sibéria, os tucanos conseguiram transformar uma mentira em algo verossímil.
O episódio escancara a ingerência política do tucanato na TV pública de São Paulo. Quando uma reportagem sobre pedágios vira questão de Estado, então é melhor fechar o departamento de jornalismo e exibir "Cocoricó", onde ao menos as crianças são levadas a sério.
Não deixa de ser plausível a versãp do F. Barros. Talvez o heródoto tenha prensado o Serra como retaliação por ter sido defenestrado do ROdaviva. Mas,nesse caso, o serra e seus capangas da TV cultura deveriam seguir o príncípio "Mulher de césar" e ter prorrogado a permanência do heródoto.
o PIG é um saco. Uma mega- lambança dessas é tratada como um" leve deslize que pode parecer maior do que é".
Por isso que eu não leio mais a Folha.
Tal qual as aventuras do pequeno bruxo Harry Potter, as aventuras vampirescas da política paulista, publicadas em folhetins do partido da Dona Judith, também apresentam o Sem Nome, o Inominável, o "Você-Sabe-Quem", enfim, aquele que é seguido por ser temido (segundo LN):
"...ecoava um protesto que tinha origem em algum escaninho da burocracia tucana...".
"...ao enviar Gabriel Priolli para a Sibéria, os tucanos conseguiram transformar uma mentira em algo verossímil...".
"...O episódio escancara a ingerência política do tucanato na TV pública de São Paulo...".
Divertido esse temente do "Você-Sabe-Quem", Barros e Silva, além de temer pronunciar o nome da vampiresca personagem, até a varinha mágica incorpora e exercita para iludir a nós, os trouxas, com a sua estória.
Veja quem pode sofrer interferências indevidas segundo o ex-vice de Lula, fundador do PT, matéria do mesmo jornal:
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100710/not_imp579225,0.php
''Lula quer Dilma no poder para seguir mandando'', diz fundador do PTHélio Bicudo Ex-deputado federal e vice-prefeito de SP na gestão petista10 de julho de 2010 | 0h 00
Afastado do PT desde o escândalo do mensalão, em 2005, o jurista classifica o governo de "autoritário", acusa o presidente Lula de "mirar mais no poder pessoal do que nos objetivos do partido", diz que o Congresso e o Judiciário estão desmoralizados e defende a alternância de poder como indispensável ao estado democrático. "José Serra (PSDB) é um homem competente, mas Marina Silva expressa de forma melhor o ideário de um Brasil igual para todos."
Aos 88 anos, à frente da Fundação Interamericana de Direitos Humanos, Bicudo tem página no Facebook e escreve de próprio punho as notas que publica no Twitter, onde tem 618 seguidores. Nesta entrevista, o jurista fala da mágoa com o partido que ajudou a criar e onde militou por 25 anos. E diz por que, embora ligado aos movimentos sociais da Igreja Católica, seu voto irá para a candidata evangélica.
Marina Silva. "Conheci a Marina como senadora, quando nós organizamos um tribunal para julgar o massacre em Eldorado dos Carajás, no Pará. Ela deu um voto que realmente me emocionou. Mais tarde, num segundo tribunal da terra, em Curitiba, mais uma vez mostrou seu compromisso com os mais pobres. O fato de ser evangélica não muda em nada o meu apoio. Ter uma religião é um caminho importante no traçado da nossa vida. Sou católico praticante e tenho colhido bons frutos dessa fé. Mas, cada um deve encontrar seu credo.
Acho José Serra um homem competente. Plínio (Arruda Sampaio, candidato pelo Psol) é meu amigo e um homem de grande valor, que deixa tudo de lado para atender ao interesse público. Mas, Marina Silva expressa o ideário de um país onde todos são iguais, comprometido com os direitos humanos, não só relacionados à pessoa, mas ao meio ambiente."
Reforma Agrária. "Sou contra a criminalização dos movimentos sociais. Posso estar enganado, mas para mim o MST é o único movimento de massas ainda válido. A gente não sabe até que ponto eles estão envolvidos com o governo federal, mas criminalizar um movimento popular é ir na contramão dos direitos humanos. E acho que Marina não faria isso. Hoje, o MST sabe que não é com a invasão de terras que vão conseguir a reforma agrária, mas com a industrialização do que eles produzem nos assentamentos. E Marina é a pessoa certa para uma política agrária eficiente."
Partido dos Trabalhadores. "Não estou no PT desde 2005. Retirei a filiação porque entendi que o PT não cumpria mais o seu ideário. O que primeiro me advertiu sobre a mudança do partido foi a carta aos brasileiros (documento assinado durante a campanha presidencial de 2002) em que o Lula entregava-se ao neoliberalismo. Veio o mensalão, amoral e antiético. É um equívoco achar que não se pode governar com a minoria, porque Lula podia pressionar o Congresso com o povo. Como diz que não sabia? Lula manda no PT. Esse é um problema. Numa democracia, ninguém pode mandar num partido, se não a sua base. Mas, no Brasil, os partidos têm direção e não base. Ao pedir desligamento do PT, sequer recebi resposta. Ajudei o partido até o fim! Não conta?"
Lula. "É autoritário. Mira mais o poder pessoal do que os objetivos do PT. Me afastei dele. O eixo desse afastamento foi a sindicância interna feita por mim no PT, que enquadrava Roberto Teixeira, compadre de Lula e ele não perdoa ninguém."
Ficha Limpa. "É uma vergonha. A Constituição diz que se deve olhar a vida pregressa do candidato. Mas, a lei resumiu isso a um processo criminal. Vamos continuar tendo bandidos na política. Veja os envolvidos no mensalão. Foram denunciados pelo Procurador-Geral da República. Mas, pela lei, poderiam candidatar-se. E duas decisões dos Ministros do Supremo Tribunal Eleitoral já como a lei será interpretada. Ou seja, não será aplicada. Quando um Presidente da República nomeia 9 Ministros do STF, não há como garantir independência. Nenhum dos planos de governo, aliás, contempla o acesso à Justiça."
Poderia ser um editorial...
O Bicudo foi (passado) do PT e da Esquerda, agora é bicudo mesmo.
"Seja realista: exija o impossível" #OccupyWorld
Entendi. Enquanto concorda contigo presta, quando para de concordar, de um dia pro outro não serve mais.
Melhor comparar as bicadas dos tucanos com esse artigo bicudo demais da conta. Parece nao compreender que, em determinados momentos, so ha duas vias, dois lados de um rio. Mesmo sem o querer o Bicudo passou (agora) para o lado de la e eh apenas o que eh, Um bicudo.
(Quanto a gostar do passado, vale dizer, do PT, nao vem ao caso, nunca fui petista e nunca votarei no PT se nao for em uma frente politica suficientemente ampla, como vem acontecendo desde 1989.)
"Seja realista: exija o impossível" #OccupyWorld
Serra. Eu tenho medo.
E eu, ingênuo, pensei que com a saída do Serra do Palácio dos Bandeirantes a coisa ia mudar um pouco.
"O presidente da Fundação Padre Anchieta, João Sayad, negou ontem ter havido motivação política no afastamento de Gabriel Priolli da Diretoria de Jornalismo da TV Cultura."
Eu ficaria admirado se ele dissesse: "É, realmente nós decidimos afastá-los por motivação política".
Abraços a todos
alext4e
Com certeza esse senhor Sayad podia, pelo menos, ter ficado quieto: engole a "besteira" e fica quieto. Dizer ter sido uma escolha equivocada é, no mínimo, a hipocrisia cristalizada em palavras: com toda certeza, mesmo que seja esperto, bem humorado, patati patatá, de uma coisa tenho certeza: péssimo caráter é o que ele é. Haja!
Nassif, com tantas arbitrariedades contra os jornalistas, e ameaçando sempre a tão proclamada "liberdade de imprensa" como é que o Serra consegue tantos apoiadores no PIG? Porque esses jornalistas se curvam aos caprichos de Serra e permanecem calados? Eu juro que não entendo!
Serrfa é temido. Não é amado.
Alguém avise então ao maquiavélico Serra que nos tempos do "Príncipe" não havia internet.
E o PIG um dia não será mais lido, quiçá sequer lembrado...
Nassif, Serra, O Ungido, pedir a cabeça de alguém?
Ele e a mídia com ele vão negar até a última gota, aliás nem uma notita de nada saiu sobre isso até agora em nenhum portal, afinal quem sufoca a imprensa são os radicais do PT com suas idéias chavistas.
Vide o Dragão da Maldade (Dilma, a norte-coreana-stalinista!!!), cercado de vermelho por todos os lados, na mais recente produção de capa do semanário dos homens bons, digo, a Veja...
Apesar de Paulo Markun sempre ter acatado toda e qualquer determinação de Serra, ele recebia marcação pessoal do João Sayad.
Houve um almoço entre os dois e de repente, do nada, aparece no restaurante a jornalista Cátia Seabra (que cobre o Palácio dos Bandeirantes e sempre coloca na Folha a versão do Serra). Markun estava sendo enquadrado pelo João Sayad e o papel de Catia for tornar pública a desqualificação do Presidente da Fundação Padre Anchieta.
Markun e sua equipe, todos agora demitidos, operaram a interferência de Serra na TV Cultura. Foram úteis enquanto Serra quis. Agora existem novos "operadores" diretamente dirigidos por João Sayad.
Ola Nassif,
Ainda bem que você saiu de lá! Deve ser um climão de Gestapo enorme por ali! Torcemos que dias melhores voltem a querida TV Cultura, quando havia gente séria na sua direção e um a programação criativa e isenta. abs.
Serra é o Serra, a gente já sabe como é. Que se cuide aquele que for por este caminho.
Mas o que está me deixando encafifado é o quibrocó do FAT e Seguro Desemprego.
As centrais sindicais lançaram manifesto chamando o Serra de mentiroso e apontam outros como os "pais" do FAT e seguro desemprego. http://www.viomundo.com.br/politica/centrais-sindicais-dizem-que-serra-e...
http://pt.wikipedia.org/wiki/José_Serra
A biografia do Serra no pt.wikipedia afirma que o Serra é o "pai" do FAT e dá como referência uma matéria da folha.online de 12/08/2006. http://www1.folha.uol.com.br/folha/especial/2006/eleicoes/candidatos-gov...
Se a informação já havia circulado há 4 anos atrás como é que só agora estão a desmenti-lo?
Não sei se é o caso de "uma mentira contada por tanto tempo que se torna uma 'verdade'", não sei se no meio das 208 emendas à Constituição apresentadas pelo Serra não tinha algo meio parecido e ele "meio que se confundiu" (afinal são mais de 20 anos) e as informações que tem na redes também não ajudam (talvez por ser mais de 20 anos). Não querendo desmerecer o pessoal das centrais sindicais, mas a informação que eles fornecem não foi suficiente pra mim.
Nassif, conhece alguém que estava por lá na época que pudesse esclarecer o caso???
Ué, a explicação está na própria matéria, cujo link você pasou:
FAT – Foi criado pelo Projeto de Lei nº 991, de 1988, de autoria do deputado Jorge Uequed (PMDB-RS). Um ano depois Serra apresentou um projeto sobre o FAT (nº 2.250/1989), que foi considerado prejudicado pelo plenário da Câmara dos Deputados, na sessão de 13 de dezembro de 1989, uma vez que o projeto de Jorge Uequed já havia sido aprovado.
Dizem por aí que a pessoa se revela o que ela de fato é quando adquire dinheiro ou poder.
Isto é verdade, imagina só o Serra com um pouquinho mais de poder.
Sai de baixo.
Grato,
Spin (link)
Queres conhecer o vilão? Dá-lhe o bastão.
Como se avalia alguém que tem experiência comprovada, com apenas uma semana num cargo de direção? Se a indicação foi um erro, quem o indicou é que deveria ser demitido.
Isso é conversa para boi dormir, claro que alguém deve ter pedido a sua cabeça.
Nassif, desculpe-me a ignorância. Outro dia pedi esclarecimentos e volto à carga: Li aqui que a Maria Gabriela havia sido escolhida para ser a mediadora do Roda Viva. Nada contra. Só gostaria que alguém me explicasse se empresas públicas - TV Cultura por exemplo - podem contratar quem quiser na hora que lhe aprouver e do jeito que quiser. Se não há critérios definidos para se contratar (pelo visto, no caso não é concurso público), por que os haveria para demitir?
Mas quem é que está falando em demissão sem critério? Há ,nitidamente,o critério político eleitoral. O sayad alega que foi critério tecnico, o que é difícil de acreditar. Se ele falasse que não precisa de critério,que manda quem pode e obedece quem tem juizo e desse uma banana para a opinião pública,talvez o amigo achasse mais adequado.
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