As fotos mais antigas de negros no Brasil

Autor: 
Por IV AVATAR

Instituto Moreira Sales: Entre cantos e chibatas – Clique aqui

A convite do blog do ims, a antropóloga e historiadora Lilia Schwarcz analisou uma série de imagens que retratam o negro na sociedade brasileira e pertencem ao acervo do Instituto Moreira Salles. São fotos sobretudo do século 19, reveladoras de contradições de um período em que o Brasil teve fotógrafos de objetivos distintos, que vão da criação de uma imagem apaziguadora da escravidão ao levantamento amplo das diferentes funções dos escravos até a Abolição.

 

A convite do blog do ims, a antropóloga e historiadora Lilia Schwarcz analisou uma série de imagens que retratam o negro na sociedade brasileira e pertencem ao acervo do Instituto Moreira Salles. São fotos sobretudo do século 19, reveladoras de contradições de um período em que o Brasil teve fotógrafos de objetivos distintos, que vão da criação de uma imagem apaziguadora da escravidão ao levantamento amplo das diferentes funções dos escravos até a Abolição.

Bloco 1: Deusas e mucamas

Nesta primeira parte, Lilia Schwarcz observa as semelhanças e disparidades nas imagens capturadas ao ar livre ou em ateliê. A antropóloga se apoia em definição de Susan Sontag, segundo a qual a “fotografia serve à mentira”, para definir o que é jogo de cena. E é justamente esse falseamento que ela identifica nos ateliês dos fotógrafos: “Tudo é uma mentira, tudo é uma composição”. Chamam atenção as negras expostas como mulheres sensuais e aquelas que se ornam com fidelidade às origens.

 

 

Bloco 2: O eito e a casa grande

Neste segundo bloco, Augusto StahlG. Gaensly e R. LindemannGeorges LeuzingerHenschel & Benque são destacados. Lilia Schwarcz analisa como é notável como os retratos da mulher e do homem escravos são distintos. Os homens aparecem mais vinculados ao trabalho, enquanto as mulheres encontram representação mais variada por causa da domesticidade. As vestes são determinantes da relação com o senhor branco. Nos retratos de tipos exóticos, vê-se que são apartados da casa grande; nos de negros domesticados, que são incluídos.

 

 

Bloco 3: Tipologia e encenação

O terceiro segmento traz uma ampla série de fotos de Marc Ferrez. Lilia Schwarcz observa que Ferrez faz o levantamento das variadas funções dos escravos para não vê-los apenas como trabalhadores da lavoura. Para ela, a natureza aparece em suas imagens de forma muito organizada. Mesmo fora do ateliê, a falta de naturalidade pode ser percebida pela disposição da cena.

 

 

Bloco 4: O negro pitoresco

No último bloco, Lilia Schwarcz reflete sobre o conjunto de imagens depois de apontar, em três imagens de Victor Frond dos anos de 1858 e 1859, uma composição que nitidamente serve para levar ao estrangeiro a imagem de uma escravidão amena – como se, embora ainda perdurasse no Brasil, a escravidão não fosse de todo negativa.

 

 

 

 

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14 comentários
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Edson Joanni

Lindo post Avatar. Pena que os videos não "funcionem". Nos quatro aparece a mensagem de que eles não existem!

 

Milicos de pijamas não terão mais sossego em suas camas! Comissão da Verdade já!

 
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Angelo G.Frizzo

É isso. Não funcionam os videos...

Será que ...

 
 
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Ivan Moraes

Verdade, Avatar!  Voce postou como video e nao como foto e nao da pra ver.

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 
imagem de IV AVATAR
IV AVATAR

Os vídeos estão aqui, compensa assistir a cada vídeo, cada foto comentada

 
 
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IV AVATAR

Clique em ver mais pq são quatro vídeos e não apenas os 3 que aparecem, grato

 
 
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Jair Fonseca

Iconografia valiosa essa, IV Avatar.

Quem sabe isso contribui para mudar um pouco as mentalidades racistas que ainda vigoram entre nós.

 
 
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Alan Souza

Uma antiga foto de negro, datada do fim do século XIX, é a que exibe José Augusto do Amaral, alcunhado Preto Amaral, considerado o primeiro caso de serial killer documentado do Brasil. A foto é do período em que Amaral engajou no Exército Brasileiro, logo após a proclamação da Lei Áurea.

Apesar de ter sua história contada no Museu do Crime, em São Paulo, há quem defenda a reabilitação póstuma de Preto Amaral, já que ele teria confessado seus supostos crimes sob tortura e nunca chegou a ser julgado, em virtude de ter falecido cinco meses após sua prisão.

Re: As fotos mais antigas de negros no Brasil
 

Demóstenes Torres na cadeia: uma campanha pelo bem do Brasil!

 
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Jose de Almeida Bispo

Há excelente material na Biblioteca Nacional (clique) sobre essa estupidez humana chamada escravidão. Percorrendo a galeria, mesmo sem analisar Pero de Magalhães Gândavo(*), sabe-se porque Manuel Bomfim afirma que "era o negro quem fazia tudo".

 

"Tratado de Terra do Brasil. Tratado Segundo - Das coisas que são gerais por toda Costa do Brasil - Capítulo Segundo - Dos costumes da terra.

As pessoas que no Brasil querem viver, tanto que se fazem moradores da terra, por pobres que sejam, se cada um alcançar dois pares ou meia dúzia de escravos (que podem um por outro custar pouco mais ou menos até dez cruzados) logo têm remédio para sua sustentação; porque uns lhe pescam e caçam, outros lhe fazem mantimentos e fazenda e assim pouco a pouco enriquecem os homens e vivem honradamente na terra com mais descanso que neste Reino, porque os mesmos escravos índios da terra buscam de comer para si e para os senhores, e desta maneira não fazem os homens despesa com seus escravos em mantimentos nem com suas pessoas." (grifo meu).

 
 
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odorico nilo

Nassif, não sabendo como lhe enviar e.mail, o faço neste "post". Acho importante o fato anunciado: furto de senhas do gmail notadamente de altos funcionários do governo americano, ativistas chineses, sul-coreanos, militares e jornalistas  

Google a annoncé, mercredi 1er juin, sur son blog officiel qu'il avait mis au jour une vaste opération de vols de mots de passe "qui semble provenir de Jinan, en Chine, et ciblait notamment les comptes Gmail personnels de plusieurs centaines d'utilisateurs, dont des hauts responsables du gouvernement américain, des activistes chinois, des responsables sud-coréens, des militaires et des journalistes".

Le Monde

 
 
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Marcos RTI

A VOZ DO NEGRO - ENSAIO

O que vocês esperavam que acontecesse quando tiraram a mordaça que tapava essas bocas negras?

Esperavam que elas lhes lançassem louvores? E essas cabeças que seus avós e seus pais haviam dobrado à força até o chão?

O que esperavam? Que se reerguessem com adoração nos olhos?

Ei-los em pé. Homens que nos olham. Ei-los em pé. Faço votos para que vocês sintam como eu a comoção de ser visto.

Hoje, esses homens pretos nos miram e nosso olhar re-entra em nossos olhos.

Tochas negras iluminam o mundo e nossas cabeças brancas não passam de pequenas luminárias balançadas pelo vento. (Jean-Paul Sartre)

O músico Itamar Assumpção cita a questão do movimento negro no País. Assista a camareira Dolaci Guimarães, negra, que relata um episódio de sua adolescência. O poeta negro Peter Campos queixa-se do descaso das emissoras de TV.

 
 
imagem de Marcos RTI
Marcos RTI
 
 
imagem de Marcos RTI
Marcos RTI

Vocês devem ter percebido que o programa apresentado não é o ENSAIO e sim PROVOCAÇÕES.

E longa vida para o Fernando Faro.

 

 
 
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Carlos Henrique Machado

Esta foto é de uma banda de escravos 1870

 
 
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jc.pompeu

Bom post. 

Bons tempos em que IMS era tão somente um anagrama da resistência cultural do MIS.

 

análise recente do DNA: 32% africano, 25,48% europeu, 22,78% indígena, 6,06% indo-árabe, 4,99% caucasiano, 4,36% judeu, 2,57% pantroglodita, 1,76% de genes perdidos ou não-funcionais.

 

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