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As explicações conflitantes sobre o climaEnviado por luisnassif, sex, 31/12/2010 - 07:56Por eu mesmo (faltaram fonte e link) Os cientistas e suas explicações conflitantes NASA em 1999: "O inverno no Hemisfério Norte vai continuar esquentando". Alguém vai Informe Monbiot? Postado em 30 de dezembro de 2010 por hauntingthelibrary Vamos começar este conto pesaroso com uma citação do Dr. James Overland do / NOAA do Laboratório Ambiental Marinho do Pacífico, em razão do aquecimento global significa invernos mais frios e snowier na Europa e América do Norte: "Embora o impacto emergente de gases de efeito estufa é um fator importante no Ártico em mutação, o que não foi totalmente reconhecida até agora é que uma combinação de um período incomum quente, devido à variabilidade natural, perda de refletividade do gelo do mar, o armazenamento de calor do oceano e mudança de vento padrões de trabalho em conjunto tem perturbado a memória e estabilidade do sistema climático do Árctico, resultando em maior perda de gelo do que os modelos climáticos previram anteriormente, "diz o Dr. Overland. "O inverno frio e neve excepcionais de 2009-2010 na Europa, Ásia Oriental e do Leste da América do Norte está ligado ao único processos físicos no Ártico", diz ele. http://www.sciencedaily.com/releases/2010/06/100611093710.htm Essa é a linha oficial da ciência do clima em 2010. Mudanças na circulação atmosférica acima do Ártico para levar invernos mais frios e snowier, graças ao aquecimento global. Tudo claro? Boas. Agora, vamos voltar onze anos. . . De volta ao agradável, dia El Nino de 1999, um estudo da NASA GISS de Gavin Schmidt, Schindell Drew e Ron Miller contou uma história muito diferente. Naquela época, quando os invernos são moderados e em grande parte sem neve, a ciência do clima estava chegando à conclusão oposta: Por que os invernos aquecer muito mais rápido sobre os continentes do Hemisfério Norte do que no resto do mundo? Um novo estudo realizado por pesquisadores da NASA em 03 de junho edição da revista Nature é o primeiro a vincular o grau de bem-documentado grandes da América do Norte e da Eurásia aquecimento de inverno e as mudanças de ventos associados a níveis crescentes de gases de efeito estufa na atmosfera. http://www.giss.nasa.gov/research/news/19990602/ Segundo o estudo do clima, os invernos mais quentes foram causadas por. . . mudanças na circulação atmosférica sobre o Ártico! Shindell encontrei uma razão provável para o aquecimento invernos do hemisfério norte, estudando o vórtice polar em seu modelo de clima. Sobre o Pólo Norte, há um vórtice polar criado na estratosfera, a parte da atmosfera que se inicia mais de seis quilômetros acima da superfície da Terra. O vórtice surge porque o Pólo Norte é completamente escuro e muito frio no inverno, criando uma grande diferença de temperatura entre a região polar e as latitudes médias. Shindell modelo prevê que, se os gases com efeito de estufa continuam a aumentar, o inverno no Hemisfério Norte vai continuar esquentando. "Em nosso modelo, estamos vendo um sinal muito grande do aquecimento global e não é uma coisa natural. É mais provável que os gases ligados ao efeito estufa ", disse ele. O estudo foi publicado na revista da "ciência" peer-reviewed, Natureza:http://www.nature.com/nature/journal/v399/n6735/abs/399452a0.html Schmidt e outros também publicou comentário sobre o estudo aqui:http://www.giss.nasa.gov/research/briefs/shindell_04/ Apesar de, inexplicavelmente, de um tal estudo importante, publicado em um dos líderes mundiais em revistas científicas, havia uma pessoa com um grande interesse na ciência do clima que não identificá-lo: Com a ajuda do clima severo analista John Mason eo Clima Ciência Rapid Response Team (1), eu passei a maior parte da literatura científica como eu posso colocar as mãos sobre. http://www.monbiot.com/archives/2010/12/20/cold-burn/ Isso é direito - George Monbiot e "Ciência Climática Rapid Response Team", em sua exaustiva pesquisa sobre a circulação atmosférica, aquecimento global e do efeito que têm sobre o inverno no hemisfério norte, aparentemente perdeu tanto o estudo deste importante numa revista científica de ataque e as imprensa no próprio site da NASA. O que é particularmente engraçado sobre isso é que o "Climate Science Rapid Response Team" afirma que os cientistas da NASA trabalham para eles, o que significa que uma equipe de cientistas do clima, algumas delas da Nasa, aparentemente, não consegue encontrar um estudo pertinente sobre mudanças climáticas em um dos principais jornais científicos. http://www.climaterapidresponse.org/about.php Então o que temos? Uma agência do governo dos EUA diz que o aquecimento global vai levar a invernos mais quentes devido à alteração da circulação atmosférica sobre o Ártico. Outra agência diz o oposto. Enquanto isso, um dos mais proeminentes jornalistas AGW-pro não pode mesmo encontrar claramente os estudos relevantes em um jornal científico importante, mesmo com a ajuda de um "Climate Science Rapid Response Team". Tudo o que nos leva a fazer a pergunta óbvia: Quem está executando este circo?
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Comentários + votados
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DanielQuireza
31/12/2010 - 08:05
Não há provas que há aquecimento global, isso parece definitivo. Não existe uma série histórica capaz de provar isso. E mesmo que existisse, é bem mais preferível um aquecimento que um resfriamento,...
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Pedro Costa
31/12/2010 - 08:15
Interessante! Pena que a tradução esteja horrível. Gostaria de ver o comentário de algum climatólogo brasileiro a respeito desse assunto, em linguagem mais clara. Assisti uma conferência do...
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Paulo Kautscher
31/12/2010 - 08:16
Arrefecimento global
por Demétrio Alves
A propaganda da teoria do aquecimento global hiberna quando o gelo chega, ou melhor, tirita de vergonha ao tornar-se público e notório que as...
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Zeca Oliveira
31/12/2010 - 08:35
Sistemas climáticos são extremamante difíceis de prever e falta a muitos meteorologistas a perspectiva geológica do problema. Antes de mais nada: a vida neste planeta adora um efeito estufa....
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DanielQuireza
31/12/2010 - 08:39
Falou e disse ! Precisamos parar com essa besteira de uma vez por todas.
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alext4e
31/12/2010 - 08:47
Pedro, dá uma olhada no link que eu coloquei no meu comentáriologo acima. É uma entrevista com o professor Molion em linguagem clara, direta e sem rodeios. Muita gente que conheço e que acreditava...
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DanielQuireza
31/12/2010 - 08:49
O Molion é fera mesmo. O que ele falou que achei bastante interessante também é que mesmo que estivesse aquecendo - o que ele não acredita - é muito mais preferível do que um resfriamento. Imaginemos...
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Lau
31/12/2010 - 09:02
Este artigo é muito bom e ajuda a acabar com esta farsa de aquecimento global:
http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=22061
Mudança Climática Existe, Só Não É Causada Pelo...
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DanielQuireza
31/12/2010 - 10:34
Concordo! É uma hipótese, e bem da malandrinha por sinal, rs.
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DanielQuireza
31/12/2010 - 10:46
E o que voce sugere fazer ? Colocar como agenda mundial o aquecimento glogal em detrimento da pesquisa teconólica, da universalização do saneamento, saúde, transferências de tecnologias para os...
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José Vitor
31/12/2010 - 11:24
Acho inacreditável que numa época como a nossa, onde é imensa a disponibilidade de informação sobre praticamente todos os aspectos, ainda exista tanta gente que se deixe manipular tão facilmente....
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Gesil Amarante II
31/12/2010 - 11:26
Prezado Daniel,
Não entendo sua questão. Até onde sei, para combatermos o aquecimento global, a pesquisa tecnológica, a universalização do saneamento e saúde, as transferências de tecnologias para...
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Jorge Stolfi
31/12/2010 - 11:40
Desculpem, mas está mais que comprovado que o aquecimento global é realidade, e que o consumo de combustíeis fósses é o principal (senão único) culpado. Essas teses são aceitas pela esmagadora...
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Gilson Raslan (Jaru-RO)
31/12/2010 - 11:47
Alex, desde sempre venho afirmando isto.
Essa estória de aquecimento global só tem um propósito: deixar a Amazônia intocada, aguardando uma oportunidade para as potências estrangeiras (EEUU à...
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Gesil Amarante II
31/12/2010 - 19:21
Prezado Orlando,
O fato de alguém ganhar dinheiro com isso não quer dizer absolutamente nada.Se alguém ganha dinheiro vendendo aparelhos médicos, os hospitais deveriam parar de comprá-los?
Quanto à...
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NeyLima
31/12/2010 - 22:18
O CFC não é nada. Em qualquer parafernália da tecnologia moderna tem LCD ou outro gás. Este produto químico é mais danoso, mais usado e muito menos falado. Em 2008 deram pequenas notinhas sobre danos...
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alext4e
31/12/2010 - 08:06
Como já disse aqui volto a repetir, o aquecimento global é o maior embuste do século XXI!
http://fimdostempos.net/molion-canal-livre.html
Abraços a todos
Alex
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Leall
31/12/2010 - 11:27
O tema clima do planeta passou dos limites dos meteorologistas para os a geopolítica dos países ricos (agora já não tão ricos).
À soldo, muitos cientistas oportunistas embarcaram nessa canoa. Atrás...
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DanielQuireza
31/12/2010 - 15:52
Pode ser, a questão é complexa. Mas o grande problema é que no curto prazo teremos que diminuir a produção de energia ou pelo menos limitar o aumento o que impactaria na economia. Ademais, como...
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Sergio Saraiva
31/12/2010 - 10:46
Caríssimos, de nada adianta brigarmos contra a físico-química das soluções.
O ar que respiramos, nossa atmosfera, é uma solução gasosa. Se aumentamos a proporção de um dos seus componentes,...
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Não há provas que há aquecimento global, isso parece definitivo. Não existe uma série histórica capaz de provar isso. E mesmo que existisse, é bem mais preferível um aquecimento que um resfriamento, pensem bem.
@DanielQuireza
Como já disse aqui volto a repetir, o aquecimento global é o maior embuste do século XXI!
http://fimdostempos.net/molion-canal-livre.html
Abraços a todos
Alex
Falou e disse ! Precisamos parar com essa besteira de uma vez por todas.
@DanielQuireza
Alex, desde sempre venho afirmando isto.
Essa estória de aquecimento global só tem um propósito: deixar a Amazônia intocada, aguardando uma oportunidade para as potências estrangeiras (EEUU à frente) explorarem suas enormes riquezas (pretóleo, minerais nobres, predras preciosissimas, flora com potencial de produção de medicamentos, etc).
Interessante! Pena que a tradução esteja horrível. Gostaria de ver o comentário de algum climatólogo brasileiro a respeito desse assunto, em linguagem mais clara. Assisti uma conferência do prof. Luiz Carlos Molion aqui na UEL (Londrina) e confesso que fiquei com a pulga atrás da orelha com relação ao tema.
Bom 2011, Nassif!
Pedro, dá uma olhada no link que eu coloquei no meu comentáriologo acima. É uma entrevista com o professor Molion em linguagem clara, direta e sem rodeios. Muita gente que conheço e que acreditava nessa baboseira começaram a ver questionar e desacretidar.
abraços
Alex
Rebato as alegações de Molion aqui:
http://genereporter.blogspot.com/2009/12/jogo-dos-erros.html
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[]s,
Roberto Takata
O Molion é fera mesmo. O que ele falou que achei bastante interessante também é que mesmo que estivesse aquecendo - o que ele não acredita - é muito mais preferível do que um resfriamento. Imaginemos situaçãoes do dia-a-dia, o que é melhor ou mais suportável, frio intenso ou calor intenso ? Não há nem dúvida que calor. Ele ainda diz que o clima da terra é basicamente afetado pelo sol e pelo mar e que o homem tem muito pouca ação sobre tudo isso. Claro que é interessante preservar o meio ambiente mas sem esse fundamentalismo todo como se a agenda mundial fosse esse suposto aquecimento global.
@DanielQuireza
Arrefecimento global
por Demétrio Alves
A propaganda da teoria do aquecimento global hiberna quando o gelo chega, ou melhor, tirita de vergonha ao tornar-se público e notório que as temperaturas desceram para valores de há um século atrás em certas regiões europeias.
Bastará, contudo, que o sol desponte, para que os crentes no global warming voltem a atacar, alertando para o degelo do Ártico. E, se o calor escassear, não hesitam em socorrerem-se dos tornados e outros eventos meteorológicos mais radicais, que por vezes ocorrem, para agitarem o papão das alterações climáticas catastróficas.
Em grande parte da Europa, os aeroportos, as vias-férreas e as auto-estradas ficaram inoperacionais durante vários dias. Deveu-se isto a uma massa de ar gelado proveniente de latitudes árcticas, que chegou para congelar as pequenas ondas dos lagos dos parques londrinos e das fontes romanas. Ora isto é espantoso: – então, o ar congela as águas no continente europeu, mas, no próprio Árctico, de onde vem, não funciona?!
Com o presente artigo, pretende-se alertar os leitores para deriva ecoliberal, em que os grandes poderes políticos e económicos vêem incorrendo, apoiando-se nas discutíveis teorias do IPCC – Painel Intergovernamental para a Mudança Climática, que servem de partida para a os lucrativos negócios em torno da economia do carbono. De facto, muitas dezenas de cientistas em todo o mundo já demonstraram que a teoria antropogénica do aquecimento global não está confirmada cientificamente. É uma hipótese, nada mais.
LEIA MAIS AQUI
“Instrui-vos, porque precisamos de vossa inteligência. Agitai-vos, porque precisamos de vosso entusiasmo. Organizai-vos, porque carecemos de toda vossa força.” Revista Lórdine Nuovo
Concordo! É uma hipótese, e bem da malandrinha por sinal, rs.
@DanielQuireza
Sistemas climáticos são extremamante difíceis de prever e falta a muitos meteorologistas a perspectiva geológica do problema. Antes de mais nada: a vida neste planeta adora um efeito estufa. Quem está preocupado com o suposto aquecimento e os fenômenos climáticos extremos somos nós, que promovemos a maciça e desordenada ocupação do planeta e estamos tendo prejuízos econômicos sérios. O efeito estufa faz parte do termostato natural da Terra. É um fenômeno natural, auto-regulador, que opera há quase 4 bilhões de anos de forma eficiente. Na medida que a temperatura de superfície e a evaporação aumentam, incrementam-se os mecanismos de retirada do CO2 da atmosfera, tais como a produtividade orgânica, as chuvas, as tempestades, os tornados. Não existe nada de anormal nisso, geologicamente falando. As temperaturas já foram muito mais altas do que hoje no Carbonífero e no Cretáceo, por exemplo. Só nos últimos 420.000 anos, geologicamente irrisórios, tivemos 4 glaciações, entremeadas por ciclos de oscilação maior de temperatura da ordem de 20.000 e 40.000 anos. Nesta escala fenomenológica, variações de uma ou duas centenas de anos não nos dizem NADA sobre tendências. Estes ciclos, testemunhados na análise de testemunhos do gelo na Antártica, revelam intervalos relacionados à variações na precessão, obliquidade e excentricidade da órbita da Terra, com maior ou menor participação dos gases de efeito estufa que compõem nosso termostato natural, cuja virtude maior sempre foi permitir que a água, em sua maior parte, sempre existisse no estado líquido, condição imprescindível para evolução da vida. NENHUM fenômeno geológico, o que inclui os períodos de maior atividade vulcânica, foi capaz de destruir nosso termostato e não será o Homem a fazê-lo. (Ou seja, estando ou não o homem no planeta, estes fenômenos continuarão a ocorrer). Contudo, os extremos deste termostato, fatalmente atingidos pelo nosso mecanismo regulador, são as glaciações e os períodos de muita evaporação, chuvas e clima instável. Se estamos atingindo este último extremo nos dias de hoje e quanto tempo será necessário para a reversão do processo, é difícil dizer. O certo é que a calmaria não é a regra. O Holoceno foi um período de clima ameno poucas vezes visto, o que certamente repercutiu na evolução de nossa civilização, mas tudo indica que foi uma exceção. Mesmo que pudéssemos saber exatamente o que ocorreu com a temperatura nos últimos milhares de anos, isso seria irrisório no sentido de delinear uma tendência de temperatura pois a temperatura é reflexo da superposição de ciclos de várias magnitudes, o que pode gerar uma inércia geológica muito grande. A chegada dos vegetais superiores e o sequestro de Carbono pela biomassa iniciado a mais de 300 milhões de anos ocasionou uma grande glaciação a 250 milhões de anos. São mais de 50 milhões de anos entre causa e efeito. Em contrapartida, dezenas de anos de aporte de Carbono pela poluição humana podem ser suplantados, instantaneamente, pelo CO2 liberado em algumas erupções vulcânicas. Por tudo, isso sou cético com relação ao controle antrópico da temperatura. É uma demagogia planetária. Outras questões me parecem mais importantes para a humanidade e justificariam debates globais, como o uso indiscriminado de antibióticos, por exemplo. Desviar providencialmente as atenções para o impossível controle climático deve ser do interesse de indústrias onde a poluição em todos os níveis é parte corriqueira das operações. Na visão empresarial, participar dos debates sobre o clima me parece algo assim como dar uma moeda num sinal e ficar com a consciência limpa de que se está fazendo distribuição de renda. Em suma, das duas uma, ou assumimos que as intempéries climáticas virão de qualquer jeito, enquanto fatalidades geológicas corriqueiras na história do planeta, e nos preparamos para elas ou ousamos interferir num sistema auto-regulador, tentando manter a temperatura em níveis aceitáveis para nossos egocêntricos propósitos às custas de um enorme esforço por parte da humanidade. Neste último caso, tenhamos em mente que este esforço poderá vir a ser totalmente inútil.
Enquanto uma ala de cientistas defende a idéia que o clima esta aquecendo , uma outra diz o contrário , ou seja , esta esfriando . Eu fico com uma terceira ala que diz que o clima na verdade esta sofrendo as consequencias da interferencia do homen na terra , com desmatamento , muita poluição que gera o aquecimeto em determinada região ,como agora na Argentina em que na capital BUenos AIRES , tivemos mais de 40° ,que é uma anomalia naquela região , e enquanto por aqui a precipitação pluviométrica assustam ,nas nossas regiões de montanha aqui no ES , a mais de cincoenta anos não se vericava tamanha quantidade de água que arrastou pontes e matou pessoas . Lembrando que nos EUA e na Europa a muito não se vericava tamanha nevasca .
Existem distintas correntes sobre o comportamento do clima no planeta. Tenho minha opinião sobre o assunto e acredito que devamos nos preparar para os impactos do aquecimento global. Seja ele um fenômeno natural ou antrópico. Dentre os impactos (que são muitos), destaco o aumento do nível do mar, que é praticamente ignorada pelas autoridades. É sabido que, no mundo, 1,2 bilhões de pessoas vivem a menos de 100 km da zona costeira (Small & Nicholls, 2003). As previsões do IPCC (até 0,5m, se não me engano), bem como outras projeções para a elevação do NM (Ramstorf, 2007) que variam de 0,6 a 1,4m apresentam cenários que merecem atenção.
Mesmo com as divergências científicas e não me aprofundando na discussão (quero fugir de trabalho pelo menos até o dia 03 rsrs) as posibilidades de mudanças climáticas não podem ser ignoradas. Acho interessante uma maior flexibilidade da comunidade científica e não-científica para atentar para os impactos. Acredito que devemos ter uma postura frente à assuntos como este, mas não devemos ser radicais.
Um abraço a tod@s e feliz ano novo!
Paulo
O fenômeno do aquecimento global é bem fundamentado em fatos. Bem como as causas antropogênicas:
http://genereporter.blogspot.com/2009/04/aquecimento-global-parte-1-de-3...
-----------------------
E não há nenhum conflito. O Ártico continua mais quente do que historicamente foi. Há *regiões* do hemisfério norte que podem ficar mais frias - no *inverno* - em decorrência do aquecimento do Ártico.
A temperatura *média* *anual* do hemisfério norte - e do sul - continua a aumentar.
Vamos fazer uma comparação econômica que talvez fique mais fácil para entender a diferença entre temperaturas regionais e hemisféricas (e globais) e temperaturas sazonais e médias.
O fato de o Brasil estar crescendo a uns 4 a 7% ao ano não quer dizer que todos os setores estejam igualmente aquecidos. A agricultura produz mais, o comércio vende mais, muitas indústrias - como a de eletrodomésticos e de automóveis - produzem mais, mas os setores que sofrem a concorrência da importação, não. Apenas porque um *setor* da economia vai mal das pernas (o que não quer dizer que não seja grave), não quer dizer que a economia como um todo vá mal.
Sazonalidade. Em um determinado trimestre, o desempenho da economia brasileira pode ir abaixo das espectativas. Mas o ano pode fechar com um ótimo desempenho.
Quanto ao leitor que falou que aquecimento é melhor do que resfriamento: tanto a inflação alta quanto a desinflação são ruins. Tanto o excesso de crescimento econômico (a China tenta frear seu crescimento) quanto sua estagnação ou retração são ruins. Há uma faixa de temperatura em que a civilização humana tal como a conhecemos pode sobreviver - temperaturas médias mais altas ou mais baixas do que essa faixa, torna a civlização extremamente fragilizada (especialmente com perdas de safras, mas tb com doenças e perdas de áreas).
[]s,
Roberto Takata
Este artigo é muito bom e ajuda a acabar com esta farsa de aquecimento global:
http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=22061
Mudança Climática Existe, Só Não É Causada Pelo Homem
By Francisco Roland Di Biase
Global Research, November 23, 2010
Central de Informação Alternativa
Aquecimento Global, a grande maioria das pessoas acha que o assunto é sério, que os cientistas chegaram a um consenso do que está acontecendo. As diferenças estão apenas na questão de quanto tempo ainda temos. A mídia junto com muitos ambientalistas nos levou a acreditar que se não tomarmos providencias imediatas vamos caminhar para um cataclísma ambiental onde o nível dos oceanos subirá fazendo milhões de refugiados pelo mundo. O ecossistema mudará quebrando as cadeias alimentares e levando à extinções em massa.
Para todos aqueles que viram o filme “Uma Verdade Inconveniente”, do ex-vice-presidente dos EUA, Al Gore, a impressão que fica é que não há vozes dissidentes no meio cientifico, ou se existem, são pagos pelas grandes corporações do petróleo. Além disso, fica a idéia que a ciência climática, conhecida como climatologia, é muito complicada, que para entendê-la você provavelmente precisará de um PhD ou coisa do gênero. Claro que a climatologia é complicada, qualquer ciência para quem não foi treinado no campo é complicada, ainda mas uma tão recente. Ela é baseada na observação do presente e principalmente do passado (através de amostras de gelo de vários locais da Terra) na tentativa de determinar como o clima se comportou para possibilitar termos um vislumbre, uma idéia, de como ele se comportará no futuro.
Voltando ao filme do sr. Gore. Ele ganhou o oscar, o próprio Gore ganhou o Prêmio Nobel da Paz por seu trabalho em “esclarecer” as pessoas. São apresentados vários gráficos e projeções de computador dando a impressão de que tudo que ele fala é baseado em fatos científicos concretos e incontestáveis.
Bem, um fato sobre o filme que foi pouco divulgado é que em 2007, o British High Court (Supremo Tribunal Inglês) determinou que “Uma Verdade Inconveniente” deixasse de ser exibido nas escolas pois foram encontrados pelos menos nove exageros ou erros factuais nos ditos “fatos científicos”. Por exemplo, no filme mostra que várias cidades costeiras no planeta serão inundadas devido ao aumento do nível dos oceanos. O sr. Gore mostra uma projeção onde os mares subirão sete metros até o fim do século enquanto que o relatório do IPCC fala em milhares de anos.
Outra questão, nesse caso completamente sem fundamento, são que os ursos polares estão ameaçados. A verdade é que até a presente data não existe nenhum estudo científico indicando que a população dos ursos polares está diminuindo, pelo contrario, na área onde são monitorados tudo indica que sua população está aumentando. Além disso, cerca de 8.000 anos atrás houve um aquecimento na Terra, maior que o atual, chamado de período holoceno ótimo, que durou mais de três mil anos e, como todos podemos atestar, os ursos polares sobreviveram. Não podemos esquecer também, como há muito tempo é de conhecimento dos cientistas, que na era medieval também houve um aquecimento que possibilitou os Vickings (nórdicos) a colonizarem a Groenlândia e desenvolverem agricultura. Possibilitando também o cultivo de uvas no norte na Inglaterra. Agricultura na Groenlândia e uvas na Inglaterra hoje são impossíveis por causa do frio.
Assim como o planeta já foi mais quente no passado ele também já foi mais frio. Na última era glacial (12.000 anos atrás) o gelo cobriu praticamente toda a região temperada do hemisfério norte do planeta. Lugares como Canadá, norte dos EUA, Rússia e norte da Europa ficaram cobertos por gelo. É seguro concluir que houve um aquecimento, pois as calotas recuaram para suas posições atuais, as regiões polares. Sabemos também que logo após o aquecimento medieval ocorreu a “pequena idade do gelo” no século XIV quando a Groenlândia ficou coberta de gelo. No inverno o frio era tanto que até o rio Tâmisa, em Londres, ficava completamente congelado possibilitando patinar na sua superfície como mostrado na pintura abaixo.
...
...
graças ao padrão de capitalismo atual temos atacado a natureza de forma devastadora a muito tempo. já vão duzentos anos de forma intensiva.
não tem condiçoes de continuarmos assim, que mundo teremos amanhã.
é visível que este modelo capitalista aliado ao aumento da população vai acabar por destruir nosso planeta. se continuarmos assim, em breve o planeta se dividirá em áreas residenciais e industriais apenas, não restará espaço para natureza, isso é óbvio.
a pergunta é a quem interessa manter este modelo, a contestar a destruição da natureza?? quem se beneficiaria dessa discussão, evitando diminuir lucros??? qual o método mais fácil do que tentar constestar os dados?? quem até bem pouco tempo empregava crianças em condições desumanas para gastar menos??
quando eu vejo esta discussão toda lembro do pessoal que dizia antigamente que o cigarro não tinha nenhuma relação com o câncer de pulmão.
Explico como não tem conflito algum aqui:
http://genereporter.blogspot.com/2010/12/quente-ou-frio-quente-frio-em-a...
[]s,
Roberto Takata
Só quem nunca deixou o carro fechado no sol questiona o efeito estufa. Existe sim, deve-se, sim, à maior queima de combustíveis fósseis, realizada desde a Revolução Industrial e as temperaturas médias estão subindo, sim (vejam um gráfico resumido desde 1850 em
http://www.wmo.int/pages/mediacentre/news/index_en.html#warmest).
Quanto ao inverno rigoroso no Norte, há dois fatores: primeiro, a temperatura não sobe aritmetica e sistematicamente: vai e volta, mas sempre para cima - como se pode ver no mesmo gráfico); segundo: as ilhas de calor constragem as partes mais frias. Ou seja, onde fica frio, fica muito frio, porque as massas ficam concentradas.
Não há dúvidas de que teremos problemas sérios em breve por causa do calor, especialmente ligados à água.
E o que voce sugere fazer ? Colocar como agenda mundial o aquecimento glogal em detrimento da pesquisa teconólica, da universalização do saneamento, saúde, transferências de tecnologias para os países pobres, redução da fome, etc ? Acho que não hein.
@DanielQuireza
Prezado Daniel,
Não entendo sua questão. Até onde sei, para combatermos o aquecimento global, a pesquisa tecnológica, a universalização do saneamento e saúde, as transferências de tecnologias para os países pobres e ações para redução de pobreza e ignorância são imprescindíveis.
Temos muito mais a ganhar com uma agenda calcada num consenso global contra o aquecimento do que perder. inclusive quant o à questão da biodiversidade, com a qual podemos lucrar fundamentalmente mais do que com nossa "avançadíssima" indústria madeireira. Não vejo uma única razão para nós, no hemisfério sul e perto do equador acharmos mais interessante o aquecimento. Isso é, talvez, uma preferência do pessoal que mora mais perto dos pólos, especialmente alguns americanos, (há relatório da CIA dizendo que aumentaria as colheitas do meio-oeste) que não se importariam em ver a corrente do golfo parar e congelar a europa (é, o aquecimento global pode até mesmo levar a uma mini-era-do-gelo).
Quem gosta de teorias da conspiração façam o seguinte exercício: quais as forças políticas nos EUA favoráveis à aceitação da ideia do aquecimento global (ex: democratas ligados a Gore e a grande maioria da comunidade científica) e quais as radicalmente contra (ex: neocons de Bush e Palin e companhias petrolíferas e ligadas à indústria do carvão).
Sinceramente, a ideia de um plano orquestrado que manipulasse a quase totalidade da comunidade científica mundial me parece muito pouco séria.
Não é um plano orquestrado. É mais complexo. São crenças. A maioria dos envolvidos estão realmente preocupados com as supostas mudanças climáticas e seus efeitos. Daí, qualquer teoria que as compreve se torna dogma e realimenta a crença, que vai ganhando contornos de paranóia. O ambientalismo vai se tornando a religião moderna.
Geraldo Milagre
Pode ser, a questão é complexa. Mas o grande problema é que no curto prazo teremos que diminuir a produção de energia ou pelo menos limitar o aumento o que impactaria na economia. Ademais, como muitos já disseram não há provas que esteje mesmo havendo aquecimento, podem ser fatores cíclicos. Acho que temos que preservar sim o meio ambiente, mas sem esse discurso alarmista porque as prioridades para o Brasil e o mundo sem dúvida, são outras.
@DanielQuireza
Caríssimos, de nada adianta brigarmos contra a físico-química das soluções.
O ar que respiramos, nossa atmosfera, é uma solução gasosa. Se aumentamos a proporção de um dos seus componentes, neste caso o gás carbônico, alteramos suas características.
Com isso devem ocorrer duas coisas, o aumento de sua capacidade de armazenar calor e o aumento da acidez dos oceanos.
O aumento da temperatura não é tão drástico porque ocorrem dois fenômenos. Um, a dispersão dos gases pelos ventos das áreas poluidoras para as áreas não poluentes ou pouco poluentes, o outro fenômeno é o da lavagem dos gases pelos ciclos de chuvas. Porém, mesmo que lentamente, a composição final acaba enriquecida em gás carbônico porque as emissões são contínuas e crescentes.
Por isso estamos experimentanto, nas faixas de terra mais próximas ao equador , ou seja no hemisfério sul, ciclos de chuvas mais intensos. E no hemisfério norte nevascas severas, neve é chuva em outro estado físico.
Há ainda a questão dos ventos e deslocamentos de massas de ar que podem ser afetados pelo aumento do aquecimento global e alterar radicalmente toda a relação climática. Isso, no entanto, envolve conhecimentos sobre cálculos com grandes números e que não são do meu mínimo domínio.
O aumento da acidez dos oceanos é mais simples, conseqüência do ciclo de chuvas retirar por lavagem o gás carbono da atmosfera e depositá-lo finalmente nos mares, talvez seja até perigoso que o efeito estufa porque é cumulativo.
Gás carbônico dissolvido em água torna-se ácido carbônico. O aumento da acidez pode levar a dificuldades para a formação da carapaça de cálcio que forma os exoesqueletos de um grande número de animais marinhos. Moluscos e corais podem se fortemente afetados. Como esses animais estão na base da cadeia biológica marinha, sua destruição afetaria todo a vida marinha.
Somos animais terrestres, por isso estamos prestando pouca atenção para a vida marinha, mas lá, talvez esteja o problema mais eminente a ser tratado.
Gostei das tuas explicações. Grato. O ser humano não observa que faz parte de um intricado conjunto, onde o movimento de uma peça, re-define o futuro. Num jogo de xadrez, com 32 peças e um universo limitado pelo tabuleiro, os matemáticos ainda não conseguiram prever o numero máximo de jogadas, quiçá o planeta e o numeroso acervo de indivíduos. Acreditamos que o trabalho individual não faz efeito. No estudo de sistemas (teoria do caos) há esta questão da interligação, onde usam a expressão "uma borboleta batendo assas na muralha da China, provoca uma tempestade em Nova York". Parece um absurdo, mas há esta notícia de 2006, com fotos de satélite da NASA:
Tempestade no Alasca provoca destruição de iceberg na Antártida
"Uma tempestade no Alasca provocou a destruição de um iceberg na Antártida, seis dias depois. A descoberta mostra que o clima em uma região pode ter impacto significativo em lugares distantes e tão opostos como os pólos do planeta. Devido ao aquecimento global, cientistas temem que as tormentas se tornem freqüentes nos oceanos, ameaçando cidades.
Artigo publicado nesta segunda-feira (2) na revista científica "Geophysical Research Letters" mostrou que ondas de 4,5 metros de altura cruzaram o Pacífico, percorrendo mais de 13 mil quilômetros, em outubro de 2005, até atingir um iceberg de mais de 96 quilômetros de comprimento na Antártida. Para se ter idéia, o tsunami do final de 2004 na Ásia tinha ondas entre 5 e 10 metros."
nota completa em http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u15283.shtml
Sobre esta questão que indicastes dos oceanos e mares, dia destes vi notícias sobre o Mar mediterrâneo que fica em região banhada inclusive por países ricos e, antigos e "cultos":
Bilhões de fragmentos plásticos no Mediterrâneo ameaçam vida marinha
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/12/bilhoes-de-fragmentos-plasticos-no-mediterraneo-ameacam-vida-marinha.html
Biodiversidade: o Mediterrâneo é o mar mais ameaçado do mundo
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/08/biodiversidade-o-mediterraneo-e-o-mar-mais-ameacado-do-mundo.html
A crise atual, que a maioria confunde como econômica (é apenas a ferida mais visível, a febre que avisa acerca de algo), de fato é uma crise de hábitos humanos, pouco ou nada sustentáveis. Ou mudamos eles através da mudança de mentalidade, ou as ondas das mudanças levarão a muitos de nós.
Este vídeo abaixo, da Disney, com trilha de Igor Stravinsky, ilustar que a vida está sempre se transformando (o eterno ciclo, que alguns chamam de nascimento/morte/renascimento) está sempre fluindo e não é questão de vencer o mais forte. É de, renascer aquele que se acautela, participa da mudança e obtém o retorno. A vida flui através da meritocracia. Somos co-criadores do nosso destino. Merecemos, porque o ajudamos a fazer.
Movemo-nos entre dois modelos, o do sapo fervido e do da gota de derrama o copo.
O do sapo fervido é piedoso, morreremos lentamente na inútil tentativa de nos adaptarmo-nos.
O da gota é radical, nada perceberemos até que atravessemos o limite, daí tudo será muito rápido, mas não exatamente indolor.
Acho inacreditável que numa época como a nossa, onde é imensa a disponibilidade de informação sobre praticamente todos os aspectos, ainda exista tanta gente que se deixe manipular tão facilmente.
Entende-se que exista um cientista ou outro questionando o aquecimento global. Afinal de contas, existe cientista (de verdade: Peter Duesberg) que questiona até mesmo o vírus da AIDS!
No caso do aquecimento global, a maioria dos cientistas defende sua existência. A polêmica existe muito mais na mídia, que precisa vender, do que no meio acadêmico. Grupos de pressão motivados por interesses políticos ou por preconceitos utilizam a mídia para criar uma falsa polêmica.
Um outro caso parecido, mas muito mais escandaloso, é o da "polêmica" evolucionismo x criacionismo. Simplesmente não existe polêmica: as evidências científicas são tão arrasadoras que nenhumc cientista, de boa fé, aceitaria entrar nessa "polêmica". Aqui, novamente, grupos de pressão religiosos,conservadores, reacionários, utilizam a mídia para criar uma falsa polêmica e fazer avançar seus interesses.
O caso da recente campanha eleitoral brasileira também tem alguma semelhança: apesar de todos os índices econômicos e sociais do governo Lula terem sido em geral melhores do que o período FHC, a mídia (o famoso PIG) escamoteou totalmente as informações, evitou ao máximo uma comparação numérica entre Lula x FHC.
A mídia sistematicamente distorce e dirige as informações que publica. Sempre foi assim, mas hoje não há mais como esconder esse fato.
O tema clima do planeta passou dos limites dos meteorologistas para os a geopolítica dos países ricos (agora já não tão ricos).
À soldo, muitos cientistas oportunistas embarcaram nessa canoa. Atrás deles os ingênuos que criaram uma nova religião: os aquecimentólicos e os aquecimentantes.
O Diabo mudou de nome para Carbono e o novo Deus passou a se chamar de Meio Ambiente, suas dioceses são as Organizações Não Governamentais e seus sacerdote de ambientalistas. O interessante que os Papas e Bispos dessa religião são bilionários, muitos de “sangue azul” monarquistas ou políticos ultra- conservadores e fundamentalistas.
Sua filosofia é neo-malthusianismo que diz que a ascensão dos pobres do mundo no acesso a alimentação, energia e os confortos tecnológicos devem ser contidos, pois provocam um desequilíbrio ao meio ambiente e dos recursos naturais. A Terra não tem capacidade de sustentar a vida humana digna para todos os seres humanos. Espertamente se excluem das privações do baixo consumo e são gastadores contumazes, desperdiçadores dos recursos que dizem proteger.
Desculpem, mas está mais que comprovado que o aquecimento global é realidade, e que o consumo de combustíeis fósses é o principal (senão único) culpado. Essas teses são aceitas pela esmagadora maioria dos cientistas de clima do mundo todo, e são a posição oficial (resultado de votção entre cientistas membros) de inúmeras sociedades científicas. Aqui tem uma lista: http://en.wikipedia.org/wiki/Scientific_opinion_on_climate_change
Por outro lado existe uma forte campanha contra esse consenso, movida por interesses enormes e óbvios. Em primeiro lugar, as empresas e países produtores de petróleo. (Na lista acima, notem a observação de que a última sociedade a aderir, muito a contragosto, foi a American Association of Petroleum Geologists). Em segundo lugar, há os países cuja base industrial depende muito do carvão. Há também os agricultores em países com florestas, que querem continuar desmatando.
Claro que há também muitos oportunistas tirando proveito do consenso científico --- como essas empresas que especulam com créditos de carbono, ou como os Rubens Quícolis que filam dinheiro público para projetos dúbios de energia alternativa. Mas estes eco-oportunistas são café pequeno diante dos interesses na direção oposta.
Infelizmente, a tese do aquecimento global é difícil de vender para o público, pois o aquecimento é muito gradual e muito menor do que as variações de temperatura que se observam de ano para ano. Assim, fica fácil para os adversários desacreditarem a teoria apontando para o inverno rigoroso da Europa no ano passado, ou para as nevascas deste ano na América do Norte. (Esses céticos convenientemente ignoram o verão escaldante na Europa de alguns anos atrás, e muitos outros incidentes que poderiam ser usados para apoiar a tese --- de maneira igualmente inapropriada.)
O aquecimento global só pode ser percebido tirando médias ao longo de vários anos e em todo globo. Felizmente (do ponto de vista científico) evidências visíveis desse fenômeno estão aparecendo. A retração das geleiras em todo mundo já é um fato bem óbvio para todos os que moram perto delas, cientistas ou não. O encolhimento do gelo nos pólos também pode ser visto claramente em fotos do espaço; tanto assim que, por exemplo, a Passagem do Noroeste (rota marítima entre o Atlântico e o Pacífico, pelo norte do Canadá), que foi durante dois séculos um Santo Gral dos exploradores polares, ficou navegável pela primeira vez na história no ano passado.
Outra complicação é que a modelagem do clima ainda está longe de ser perfeita. Todo modelo climático tem milhares de dados, parâmetros e fórmulas que não são conhecidos. Com algum esforço, é sempre possível encontrar valores para essas variáveis que fazem com que o modelo se ajuste à realidade *atual* e à história recente. Mas isso não significa que os parâmetros estejam certos. Portanto previsões do futuro baseadas nesses modelos não são muito confiáveis. Não há dúvida de que, se nada for feito para diminuir as emissões de CO2, a temperatura média vai continuar aumentando. Mas será que daqui a 50 anos o aumento de temperatura vai ser de 2 graus, ou de 10 graus? Infelizmente não dá ṕara saber.(Os modelos econômicos tem o mesmo problema --- podem até "explicar" o presente, mas não tem tido muito sucesso em prever o futuro.)
Pior ainda, o clima de cada região depende de fenômenos locais como a circulação da atmosfera e dos oceanos, evaporação, salinidade, cobertura de neve, etc. --- todos fatores que podem ser alterados pelo próprio aquecimento global. Essas alterações podem muito bem causar o resfriamento de certas partes do globo, embora na média a temperatura aumente. Um exemplo disso é a teoria (que inspirou o filme "O dia depois de amanhã") de que o aquecimento global poderia encurtar o alcance da Corrente do Golfo, devido à queda de salinidade no Atlântico Norte que se seguiria ao derretimento do gelo do Ártico. Essa teoria ainda é questionada; mas, se isso acontecer, a Inglaterra e a Escandinávia ficarão muito mais frias do que são hoje.
Portanto, por favor não caiam na onda dos críticos. O aquecimento global é realidade, e a humanidade precisa diminuir seu consumo de combustíveis fósseis, em valores absolutos -- e não apenas distribuí-lo de maneira mais igual. Que a euforia do Pré-Sal não nos impeça de enxergar isso.
E qual o tamanho da séria histórica de medidas de temperaturas da terra para saber se realmente o ser humano está causando um aquecimento global irreversível ?
@DanielQuireza
Quireza,
Registros sistemáticos com termômetros tem uns 200 anos. É possível se recuar no tempo usando-se diversos indicadores de clima e temperatura (como proporção de isótopos de oxigênio em bolhas de ar presas no gelo, tamanho de aneis de crescimento de árvores de regiões temperadas e outros métodos) . Com tudo isso temos um registro de uns 600 mil anos.
Para o que nos interessa, nesses 200 anos, temos um aumento de temperatura que coincide com a revolução industrial.
Para mais detalhes:
http://genereporter.blogspot.com/2009/04/aquecimento-global-parte-1-de-3...
[]s,
Roberto Takata
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