Nossa página está em teste e sua contribuição será valiosa.
Participe com sugestões e auxilie na construção.
Relacione aqui sugestões e problemas que tenha encontrado. Esse espaço também é seu!
Nossa página está em teste e sua contribuição será valiosa.
Participe com sugestões e auxilie na construção.
Relacione aqui sugestões e problemas que tenha encontrado. Esse espaço também é seu!
|
|
|
Brasilianas.Org |
|
As dúvidas sobre as concessões de aeroportosEnviado por luisnassif, ter, 07/02/2012 - 10:57
Autor:
Luis Nassif Alguns pontos que precisam ser acompanhados de perto, na questão dos aeroportos privatizados. De acordo com o jornal o Valor os valores previstos no pagamento da outorga superam o caixa anual gerado pelos aeroportos. Em pelo menos dois casos – Brasília e Guarulhos – o consórcio vencedor tem sócios problemáticos. No caso de Brasília, um grupo argentino que – segundo o Valor – tem histórico de não cumprimento de obrigações contratuais; no caso de Viracopos, uma empresa endividada que venceu licitação de concessão de rodovias paulistas e não conseguiu depositar as garantias exigidas. Depois do leilão haverá tempo de avaliar essas situações antes de bater o martelo. O fluxo de caixaDe qualquer modo, chama atenção o fato do fluxo de caixa atual dos aeroportos ser inferior ao que terá que ser desembolsado anualmente pelas vencedoras. O que explicaria lances com essa discrepância?
O Projeto Básico de InvestimentoÉ este o ponto que terá que ser bem analisado – previamente – tanto pela ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) quanto pelo Tribunal de Contas da União. Insisto no “previamente” porque depois das estacas enterradas, não haverá como conferir o que foi gasto. Há inúmeros estratagemas, manjados, para inflar os custos. Por exemplo, previsão de estacas de 32 metros em obras que não exigem 20 metros; estruturas de concreto recheadas com quilos e mais quilos de aço (no papel), mas que não se aplicam na prática; estruturas metálicas tubulares com metade da espessura prevista no projeto. Depois de pronto o projeto, não há maneira de conferir o que foi posto. As discussões sobre o Terminal de Passageiros de Florianópolis têm produzido dissonâncias relevantes. Incumbida do projeto, a Engevix propôs fundações muito profundas. Questionada, alegou que o solo é imprevisível e sempre haverá a possibilidade de se encontrar solo mole onde menos se espera. Quando questionada sobre as dimensões da estrutura de concreto, alega a agressividade do ambiente e cargas imprevisíveis. Se indagada sobre as estruturas metálicas, invoca a força dos ventos e relembra o furacão que assolou Santa Catarina São argumentos pertinentes, mesmo porque, pelo contrato a responsabilidade por aumentos imprevistos nos custos é da concessionária. Justificar-se-ia, portanto, tentar minimizar o risco superdimensionando os imprevistos geológicos que podem vir pelo caminho. Mas chamou a atenção a disparidade entre o que seria um projeto cauteloso com o que a Engevix apresentou. Os excessos praticados pela Engevix foram tais que dias atrás criou a suspeita de que sua intenção seria ir além do projeto básico e da construção – no qual se especializou. Ontem, foi uma das vencedoras do leilão de concessão.
Faça seu login e aproveite as funções multímidia!
|
Comentários + votados
1
-
Jose de Almeida Bispo
07/02/2012 - 11:02
"O que explicaria lances com essa discrepância?"
Não haveria aí um princípio de lavagem de dinheiro?
Ou, não estariam programando uma grande tunga na base da extorsão, tipo, ou paga ou a gente deixa...
5
2
-
Ivan Moraes
07/02/2012 - 11:18
"excessos praticados pela Engevix foram tais que dias atrás criou a suspeita de que sua intenção seria ir além do projeto básico e da construção":
Cedo cedo, o aeroporto sonrisal!
5
3
-
José Ayres Lopes
07/02/2012 - 11:29
Um texto dispensável. Não é de dúvidas, mas de suspeição. Melhor assumir que a matéria do Valor está correta e ponto. O Nassif poderia ter sido mais rigoroso, consultado outras fontes e daí opinar,...
5
4
-
Paulo Cesar Monteiro
07/02/2012 - 11:30
Isso mesmo Almeida. O que importa é estar dentro, o resto é o resto. Aqui em Porto Velho estão tentando construir 3 viadutos a uns tres anos e nada de ficarem prontos. É um tremendo...
5
5
-
Pedro II
07/02/2012 - 11:33
A única verdade que resta é a seguinte: O Lula fez um governo que devolveu a esperança ao povo brasileiro, evidentemente não fez tudo que precisava ser feito, o que é compreensível, afinal de...
5
6
-
Paulo Cavalcanti
07/02/2012 - 11:37
Eu, petista de carteirinha, nunca imaginei ter que ver uma privatização, que já ví muitos chamando de "concessão". Estou fazendo essa introdução, para não ser achincalhado...mas se eu fosse...
5
7
-
Assis Ribeiro
07/02/2012 - 11:51
Um dos lances, além da possivel lavagem de dinheiro, é a irresponsabilidade de muitos com o bem público e serviços prestados à população. Apenas dois exemplos para ilustrar:
"ALL devolve trecho de...
5
8
-
Fuhgeddaboudit™
07/02/2012 - 12:02
Há um outro lado: estariam sendo declaradas todas as receitas atuais, adequadamente ou ................................... ???
Mas, creio, a mais provável explicação está em um termo universalmente...
5
9
-
Fancisco Pereira
07/02/2012 - 12:18
Nassif não foi atoa que você escreveu o “Os Cabeças de Planilha”. A história conta que no século XIX os Ingleses estiveram aqui para compra à ilha a Trindade. Um...
5
10
-
Fabio SP
07/02/2012 - 12:58
Na verdade, uma das primeiras medidas deverá ser uma demissão em massa e rearranjo de custos. Coisa que o governo não gosta (politicamente falando) de fazer.
5
11
-
iza
07/02/2012 - 13:19
"De qualquer modo, chama atenção o fato do fluxo de caixa atual dos aeroportos ser inferior ao que terá que ser desembolsado anualmente pelas vencedoras."
Duplicando ou triplicando o valor de todas...
5
12
-
henry H
07/02/2012 - 14:11
Onde anda esse Shigeaki Ueki ?... que nunca mais se ouviu falar nessa figurinha carimbada?... esse está c’os burros na sombra, né?...
5
13
-
José Maia
07/02/2012 - 12:09
Srs., atentem para o seguinte:
1. Não faz sentido imaginar que um investimento em infraestrutura deva ser pago com o fluxo de caixa, ou seja, no curto prazo. Aí não seria um negócio da China, seria...
3
14
-
Marco Antonio L.
07/02/2012 - 11:51
Alguém poderia me informar, quais os proprietários do jornal Valor e se esse jornal também é chamado Valor Econômico ? E se for o Valor Econômico era aonde a Maria Inês Nassif escrevia e foi demitida...
1
16
-
Pedro Rocha
07/02/2012 - 13:18
"O que explicaria lances com essa discrepância?"
Ora, a Copa do Mundo e a explosiva perspectiva de crescimento da demanda aeroportuária com a incorporação de milhões de brasileiros na classe média....
1
17
-
Calvin
07/02/2012 - 14:11
Felizmente o TCU entrou na jogada e evitou o que seria, isso sim, uma privataria, majorando em mais de 167% os preços mínimos, e mesmo assim foram largamente ultrapassados.
1
18
-
Rogerio Rais
07/02/2012 - 14:41
O Nassif, a começar pelo título do post, coloca um bode na sala ... e se .... e se ... e se ...
... acontece que até agora, em relação a esse assunto, que não é privatização mas concessão...
1 Carregando
Posts de hoje
Mais Lidos da SemanaTagsBanco do Brasil
bancos
banda larga
Bolsa Família
Bresser-Pereira
capitalismo
Casa Civil
Cidades
Crise
crise mundial
desemprego
Dilma Rousseff
Economia
Educação
Educação
Folha
Gestão
Gestão Pública
Habitação
impostos
investimentos
IPEA
moradores de rua
municípios
Mídia
oposição
PAC
Política
Políticas Sociais
Software
São Paulo
Tecnologia
telebras
Universidade
Universidades
|
"O que explicaria lances com essa discrepância?"
Não haveria aí um princípio de lavagem de dinheiro?
Ou, não estariam programando uma grande tunga na base da extorsão, tipo, ou paga ou a gente deixa ir pro brejo?
Cresci ouvindo vários ditados, dentre eles o que diz: "De esmola grande, cego sempre desconfia!"
Isso mesmo Almeida. O que importa é estar dentro, o resto é o resto. Aqui em Porto Velho estão tentando construir 3 viadutos a uns tres anos e nada de ficarem prontos. É um tremendo jogo de empurra empurra. O empresa que venceu não deu conta nem de começar e pediram aditivo, depois reempreitaram para outra que também parou e enquanto isso a cidade está uma zona. Espero que nossa Gerente fique de olho nesses subterfúgios para lá na frente não termos sequer pista para pousar os aviões.
Há um outro lado: estariam sendo declaradas todas as receitas atuais, adequadamente ou ................................... ???
Mas, creio, a mais provável explicação está em um termo universalmente empregado: pagaram o "GOODWILL", como no caso da Vale do Rio Doce e nas empresas de Telefonia, por exemplo.
No Brasil, ele é, infelizmente, amplamente utilizado, pelos incorporadores e construtores, quando tem notícia que o governo vai liberar grandes quantias para a construção de casas populares e/ou aprtamentos para as clases menos favorecidas (por exemplo). Antecipam-se, compram terrenos baratíssimo e os incorporam ao empreendimento, quando o governo libera os recursos, por preços, até 10 vezes mais caros (e comemoram com champanhota o "vil Goodwill" sem esforço e em curtíssimo prazo). Êta trem bom !!!
Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.
Caro Fuhge:
Tudo em paz?
O modelo de concessão adotado para a licitação dos aeroportos parece muito bom.
As críticas não poderiam deixar de existir, mas o resultado obtido ontem, excelente, ninguém foi capaz de contestar.
Sobre o fluxo de caixa imaginado pelos vencedores - caso aquelas previsões estejam corretas, ganham o seu $$$, parabéns, e se estiverem erradas, o governo que faça valer os termos existentes nas cláusulas contratuais. Este Edital foi exaustivamente analisado pelo TCU, portanto, não pode ter espaço para manobras pós-licitação, como aumento de tarifas além do estipulado, etc...
Sobre o Projeto Básico de Investimento – conforme salientado por Nassif, o escopo dos mesmos terá que ser rigorosamente analisado pelo TCU. As maracutaias são passíveis de existir, mas quase todas podem ser identificadas e evitadas. Não há explicação para estaqueamento com profundidade superior à prevista pelo laudo de empresa especializada, laudo este que também poderá ser questionado, em caso de aparente exagero. O mesmo raciocínio pode ser aplicado às outras previsões de serviço de engenharia, inclusive quanto às especificações de materiais, item muito importante e também assinalado por Nassif. A explicação da Engevix para estruturas de concreto e metálica superdimensionadas é risível, mas se é a concessionária quem paga a diferença....
O TCU, hoje, indica ter pessoal plenamente qualificado para analisar tais tipos de construção, haja vista o que conseguiram ao analisar a reforma do Maracanã, uma redução superior a 20% do valor requerido pela construtora.
Uma coisa é certa, as empresas tentarão de tudo para obter os 25% de reajuste sobre o preço inicial contratado.
Para justificar uma eventual maracutaia que tenha levado ao robusto overprice (ainda assim, bem inferior aos cerca de 600% ocorridos na concessão do metrô carioca), resta a parte que, ao menos aparentemente, coube à ANAC/Infraero, os critérios de declaração de receitas em vigor que você chama a atenção.
Um abração
"excessos praticados pela Engevix foram tais que dias atrás criou a suspeita de que sua intenção seria ir além do projeto básico e da construção":
Cedo cedo, o aeroporto sonrisal!
Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.
Um texto dispensável. Não é de dúvidas, mas de suspeição. Melhor assumir que a matéria do Valor está correta e ponto. O Nassif poderia ter sido mais rigoroso, consultado outras fontes e daí opinar, para o sim ou para o não. Lamentável.
A única verdade que resta é a seguinte: O Lula fez um governo que devolveu a esperança ao povo brasileiro, evidentemente não fez tudo que precisava ser feito, o que é compreensível, afinal de contas, este pais esteve des-governado por muito tempo. A Dilma foi eleita com os votos dos brasileiros que confiaram no Lula e viram resultados no seu trabalho, que ela imponha o seu estilo de governo é muito natural, pois, não queremos uma teleguiada, fantoche nos governando, porém ela assumiu com esta nação o compromisso de dar continuidade num trabalho que foi conduzido com muita competência pelo Lula, e, assim, conduzir o nosso país para o lugar que lhe é de direito desde sempre. Se não formos a maior potência, deveremos no mínimo estar entre as maiores!!!!! Não acredito que a reedição de atitudes do governo FHC ( entregando as nossas melhores empresas a preços de feira livre) seja um dos novos caminhos que tenhamos que trilhar.... palavras de um didadão comum que não manja nada de privatização, assim como de outras coisas que a envolvem, mas, que também não é cego....
Eu, petista de carteirinha, nunca imaginei ter que ver uma privatização, que já ví muitos chamando de "concessão". Estou fazendo essa introdução, para não ser achincalhado...mas se eu fosse jornalista, minha matéria iniciaria assim:
"Pechincha ! Vende-se, a baixíssimo preço, um lote de exemplares do programa de governo do PT, impresso para as campanhas presidenciais da década de 90. Sem uso. Tratar no Palácio do Planalto."
Agora, ficou bom, nas campanhas eleitorais, seremos os "rôtos, falando dos rasgados"
Temos agora uma nova figura política, o PETUCANO...
Um dos lances, além da possivel lavagem de dinheiro, é a irresponsabilidade de muitos com o bem público e serviços prestados à população. Apenas dois exemplos para ilustrar:
"ALL devolve trecho de concessão à ANTT
A ALL - América Latina Logística - informa que celebrou hoje, por meio da ALL Malha Norte, aditivo ao contrato de concessão com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), com o objetivo de prorrogar por 24 meses, a partir de 31 de dezembro de 2010, o prazo para construção do trecho ferroviário entre Alto Araguaia e Rondonópolis e devolver os trechos não construídos entre Cuiabá a Santarém.
"É importante esclarecer que a devolução dos trechos não construídos não altera, em nada, a atual concessão dos trechos ferroviários já operados pela ALL e a futura operação do novo trecho", diz a empresa, em comunicado. http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI179926-16355,00-ALL+...
Parte da história da Light seria outro exemplo:
..."No final da década de 1970, o contrato de concessão da Light – Serviços de Eletricidade S/A com o governo federal, assinado no início do século e com validade de setenta anos seria encerrado, com a entrega dos ativos investidos pela empresa ao governo brasileiro. Porém em circunstâncias obscuras, principalmente no momento político vigente (regime militar), o então ministro das minas e energia Shigeaki Ueki, através da Eletrobrás, adquiriu o controle acionário da Light – Serviços de Eletricidade S/A e estatizou-a."... http://pt.wikipedia.org/wiki/Light_%28Rio_de_Janeiro%29
Assis Ribeiro
Onde anda esse Shigeaki Ueki ?... que nunca mais se ouviu falar nessa figurinha carimbada?... esse está c’os burros na sombra, né?...
Alguém poderia me informar, quais os proprietários do jornal Valor e se esse jornal também é chamado Valor Econômico ? E se for o Valor Econômico era aonde a Maria Inês Nassif escrevia e foi demitida ?
Srs., atentem para o seguinte:
1. Não faz sentido imaginar que um investimento em infraestrutura deva ser pago com o fluxo de caixa, ou seja, no curto prazo. Aí não seria um negócio da China, seria um negócio da Lua.
2. Aeroporto é monopólio e não exportável, com clientela garantida. É a maior segurança que se pode ter para um capital. Depois é só ajustar os preços e o lucro estratosférico começa a chegar e a ser remetido para as sustentar as aposentadorias nas matrizes.
3. Eu seria a favor de privatizar aeroportos e outras áreas monopolistas de infraestrutura para empresas de capital brasileiro no sentido original da constituição de 88, ou seja, se o Sr. FHC não tivesse cometido o crime de lesa pátria de igualar empresas brasileiras e estrangeiras (um dos 3 que ele cometeu).
4. Agora é só esperar: em breve, assim como na telefonia, teremos os aeroportos mais caros do mundo!!!
Exatamente. Concordo contigo em tudo, e acrescento: tem gente perguntando de onde virá o dinheiro, se não tiver fluxo de caixa? Oras bolas, fluxo de caixa é composto de entradas e saidas! Se as saidas estão maiores, que se aumentem as entradas!!
Óbvio que o preço será maior, aí entraremos numa discussão interminável:
- O governo não tem capacidade de gerir os serviços essenciais, com resultados em curto e médio prazos - passa para a iniciativa privada, que faz melhor!
- A iniciativa privada vai fazer o serviço melhor, claro, deste que possa lucrar muito com isso - ora pois, é a iniciativa privada, vive-se disso. Logo, da-lhe preço alto. Aqui a briga vai ser interessantissima, pois o mesmo pessoal que reclamou taaaaaaaaaaaaaanto dos aeroportos (caos aereo, em feriado fica impossivel andar de avião, etc, etc) vai pagar a conta das melhorias. E vai reclamar de novo: que os serviços não melhoraram, que a internet wireless não funciona ou é cara demais, que os horários não são respeitados, etc, etc...
- O governo leva a culpa da ANAC não fiscalizar os aeroportos, que continuarão com serviços a desejar, e agora mais caros - que se fosse assim que ficasse a Infraero mesmo - e blablablabla.
Ô paróquia dificil de se gerenciar.
Nassif não foi atoa que você escreveu o “Os Cabeças de Planilha”. A história conta que no século XIX os Ingleses estiveram aqui para compra à ilha a Trindade. Um brasileiro de fibra se opôs: O Barão do Rio Branco. Hoje, em uma média de 80% de produtos eletrônicos que compro descuidadamente, tais itens, tem a precedência “MADE IN CHINA”. Concluo: hoje este governo está entregando esta nação.
Na verdade, uma das primeiras medidas deverá ser uma demissão em massa e rearranjo de custos. Coisa que o governo não gosta (politicamente falando) de fazer.
"O que explicaria lances com essa discrepância?"
Ora, a Copa do Mundo e a explosiva perspectiva de crescimento da demanda aeroportuária com a incorporação de milhões de brasileiros na classe média. Tão óbvio... Claro que os tradicionais urubús das privatizações tucanas não corriam riscos; agora temos regras que, claramente, não atraem quem só quer o filé sem ter que roer também o osso.
Companheiro Pedro, dentre todos os comentários postados até aquí(14,18) o seu, foi o mais lúcido.
Não podemos deixar de acreditar, que os consórcios que extrapolaram seus ágios, têm estudos de viabilidade economica a respeito do que estavam comprando, e não fariam tais propostas, se houvesse o menor risco na operação.
Não somente a Copa do Mundo na Brasil, fará o investimento retornar mais do que rápido, e é claro, um investimento deste, que tem um tempo de exploração de 30 anos, certamente demoraria para "pagar-se" porem este, pagar-se-a, num têrço do tempo, a continuar no rítmo atual, a alta utilização dos nossos, ora obsoletos aeroportos.
E para isso, nem precisa aumentar as tarifas aeroportuárias e afins, afinal esta é uma cláusula que está bem clara, no contrato de concessão, que tambem, não irá sofrer nenhum tipo de alteração, conforme garantia dada à AGU, pela Infraero, e pelos seus novos sócios.
Sempre ficamos mais experientes, após perdermos algumas batalhas, na guerra diária da vida.
"De qualquer modo, chama atenção o fato do fluxo de caixa atual dos aeroportos ser inferior ao que terá que ser desembolsado anualmente pelas vencedoras."
Duplicando ou triplicando o valor de todas as tarifas, seguramente o "fluxo de caixa" será muito satisfatório.
Felizmente o TCU entrou na jogada e evitou o que seria, isso sim, uma privataria, majorando em mais de 167% os preços mínimos, e mesmo assim foram largamente ultrapassados.
O Nassif, a começar pelo título do post, coloca um bode na sala ... e se .... e se ... e se ...
... acontece que até agora, em relação a esse assunto, que não é privatização mas concessão, deu tudo certo ... e porisso, tem que elogiar sim ... o arcabouço legal e institucional, o ágio, o formato da concessão, está tudo certo por enquanto, né ..
... mas a torcida contra é como um vírus contagioso ... e os oportunistas, de forma preventiva, mandam ver na trollagem, para depois bater no peito e gritar: "... - tá vendo... eu avisei ... " .. mas se esquecem que até agora, na era PT Lula, deram com todos os burros n'água ...
... por falar em burros n'água, no roda viva de ontem com o Sergio Gabrielle, ficou claríssimo quem são os burros ...
...
Rogerio Rais
O que eu sei é quem alguem errou feio nas contas, por que?, ainda não sei, mas que tá estranho tá, principalmente em Cumbica onde 80% do valor proposto virá do fundos de pensão 10% do Operador e 10% da OAS, a questão é: como conseguiram convencer os fundos de pensão a entrar num roubada dessas? o segundo colocado no leilão ofereceu metade do preço!!!!! é muita diferença, e já falei, em valores passando dos bilhões, não deveria ter bôbos, mas parece que tem, que viver verá. Para começar quero ver de onde vem o DIN DIN, lembrando que o BNDS, irá fiananciar 80% do valor do investimento (OBRAS) o resto fica por conta de bancos privados, com a crise batendo na porta, o dinheiro vai ficar mais caro e raro. Façam suas apostas.....
" E o resto fica por conta dos bancos privados, que com o dinheiro curto"...
Tá brincando, né ?
Você viu o resultado "liquido" do último ano fiscal, do Banco Itaú ?
E antes que você venha alegar, que é apenas um balanço contábil, saiba que os consórcios ganhadores, "levaram" até o balcão da Bovespa, as garantedoras cartas de crédito, já visadas, uma do banco citado, e de outros bancos, daquí e do exterior.
Quanto à participação majoritária, dos Fundos de Pensão, eles estão com grana "saindo pelo ladrão".
O governo brasileiro, desta vêz, fez uma operação de concessão, e não uma "privataria" como aquela, sabe qualé ?
Sempre ficamos mais experientes, após perdermos algumas batalhas, na guerra diária da vida.
Além de tudo, incompetentes? Nem privatizar sabem? O texto do Nassif preocupa, e muito.
Postar novo Comentário