Nossa página está em teste e sua contribuição será valiosa.
Participe com sugestões e auxilie na construção.
Relacione aqui sugestões e problemas que tenha encontrado. Esse espaço também é seu!
Nossa página está em teste e sua contribuição será valiosa.
Participe com sugestões e auxilie na construção.
Relacione aqui sugestões e problemas que tenha encontrado. Esse espaço também é seu!
|
|
|
Brasilianas.Org |
|
As benesses do funcionalismo inativo e a criseEnviado por luisnassif, sab, 28/01/2012 - 17:46
Por aliancaliberal
Como funciona a "transferência de renda" das esquerdas na prática, o funcionalismo publico federal tem uma arrecadação de só R$ 22,7 bilhões mas recebe R$ 73,9 bilhões.E ainda querem dar palpite para a europa. A maior chaga social do Brasil. O que é feito contra 20 milhões de aposentados da inciativa privada para preservar as benesses e os altíssimos salários de 1 milhão de servidores públicos inativos é a maior chaga social do Brasil. A perspectiva dos mais oobres é sempre crescer com o desenvolvimento do país. O aposentado privado, no entanto, só tem um horizonte: receber cada vez menos, ver o seu salário ser corroído ano a após ano. Enquanto o déficit do INSS, que atende a mais de 20 milhões de aposentados da iniciativa privada, registrou queda em 2011, continuou crescendo o rombo na Previdência do setor público, com um milhão de servidores aposentados. Ao anunciar nesta quarta-feira que o déficit no regime do funcionalismo foi de R$ 56 bilhões em 2011, incluindo civis e militares, o ministro da Previdência, Garibaldi Alves, estimou que, mantido o comportamento dos últimos anos, ele deve superar R$ 60 bilhões em 2012. O governo estabeleceu como prioridade máxima, na volta do Congresso em fevereiro, a aprovação do projeto que cria o Regime de Previdência Complementar do Servidor Público da União (Funpresp). Mas o projeto acaba só com o déficit do servidor civil, que responde por R$ 25 bilhões a R$ 28 bilhões do rombo - a proposta não mexe ainda com a aposentadoria dos militares. Além disso, a criação da previdência complementar não reduz o déficit de imediato. A estimativa de déficit de R$ 60 bilhões este ano considera projeção de elevação anual de 10% no déficit - em 2010, o dado consolidado mostrou déficit de R$ 51,2 bilhões, indo em 2011 a R$ 56 bilhões, embora o dado oficial do ano passado ainda não tenha saído. Para Garibaldi, a aprovação do Funpresp é importante para tornar o sistema "sustentável para o futuro": - É o maior déficit. Se o Congresso não chegasse a aprovar (o projeto do Funpresp), que vai, iria crescendo 10% ano a ano. O secretário de Políticas de Previdência Complementar do Ministério da Previdência, Jaime Mariz de Faria Júnior, confirmou ao GLOBO que os dados oficiais apontam para déficit de R$ 56 bilhões em 2011 e que há curva de crescimento de 10% a cada ano: - Mantendo, pode passar de R$ 60 bilhões este ano. Mas a mensagem enviada pela presidente Dilma Rousseff com a proposta orçamentária, em agosto do ano passado, apontava montante bem inferior para cobrir o déficit da Previdência do servidor em 2012, na ordem dos R$ 50 bilhões. Em 2010, a despesa total com o regime previdenciário de servidores civis e militares da União foi de R$ 73,9 bilhões (R$ 52,5 bilhões dos civis, R$ 21,4 bilhões dos militares), com arrecadação de só R$ 22,7 bilhões (R$ 12,2 bilhões da contribuição patronal e mais R$ 10,5 bilhões da dos servidores) - o que gerou a diferença de R$ 51,2 bilhões. A pressa do governo em aprovar o Funpresp é porque a situação pode piorar: técnicos calculam que, em quatro ou cinco anos, haverá "boom" de aposentadorias, com 40% da atual força com condições de se aposentar. Mantidas as atuais regras, o déficit só aumentará. Hoje, são cerca de 955 mil aposentados para 1,1 milhão de ativos. Para o sistema não ser deficitário, o ideal eram quatro ativos (que contribuem com alíquota de 11%) para cada aposentado. Os militares são regidos por outro artigo da Constituição e não há intenção de mexer na questão agora. Para os técnicos, mesmo com o Funpresp a curva do déficit só passa a cair em 12 anos, com efeito positivo em 20 a 30 anos. Segundo a Fazenda, a economia será de R$ 20 bilhões em 2070. Em dezembro, foi feito na Câmara texto de consenso ao projeto que cria os fundos de Previdência Complementar do Servidor, mas acordo entre os líderes pôs a votação para fevereiro. (O Globo)
Faça seu login e aproveite as funções multímidia!
|
Comentários + votados
1
-
evandro condé de lima
28/01/2012 - 18:17
Eu gostaria de entender, mas independentemente de quem está no poder (federal, estadual ou municipal) parece que tocar nas aposentadorias do funcionalismo dá lepra.
5
2
-
aliancaliberal
28/01/2012 - 18:26
Explicando o "das esquerdas na prática".
A esquerda através dos sindicatos de servidores publicos trocam votos por "privilégios", quem paga a conta por este acordo o contribuinte.
5
3
-
Gilbertob
28/01/2012 - 18:35
Como servidor público federal, contribuo para a previdência com um valor muito superior ao trabalhador da iniciativa privada que recebe salário idêntico.
Isso porque, para os trabalhadores do regime...
5
4
-
Eduardo Cypriano
28/01/2012 - 18:41
Inacreditável ter ler algo desse nível num blog que tem,. me geral, um mínimo de bom senso como esse.
Que papo de rompo de previdência é esse? É essa a maior chaga social do país e não a enorme...
5
5
-
Carioca
28/01/2012 - 18:45
Mais um post inútil sobre o assunto. Inútil porque nunca acabarão com o Fator Previdenciário porque ele tem que existir justamente para manter os privilégios. Gerações ainda chorarão...
5
6
-
aliancaliberal
28/01/2012 - 18:55
"Outra coisa: servidor público não tem FGTS. Isto na hora de aposentar faz uma grande diferença."
Qualquer servidor publico pode ter seu FGTS só guardar 4% de seu salário na poupança.
Já que deseja...
5
7
-
Carioca
28/01/2012 - 18:56
Tu só pode estar de sacanagem. "Não tem FGTS e faz uma grande diferença" ... Na inciativa privada quando um empregado atende mal ao semelhante, o patrão o despede imediatamente porque seu negócio...
5
8
-
José Carlos Lima
28/01/2012 - 19:06
O déficit da previdência é uma grande falácia. Ao tratarmos de déficit da previdência temos que falar de CUSTEIO e BENEFÍCIOS. Condé, na verdade o que "dá lepra" é tocar nos grandes...
5
10
-
Carlos Cathalat
28/01/2012 - 19:07
Interessante o Texto!
Espertamente, na tentativa de demonizar o servidor público, o autor se esqueceu de citar que dentro da arrecadação referente aos trabalhadores da iniciativa privada é computada...
5
11
-
A.Alvaro Guedes
28/01/2012 - 19:14
É piada ou escárnio. Comparar a CLT com o "regime" dos servidores públicos nas três esferas mas principalmente na federal só pode ser. O funcionalismo público está mudando pra Miami e fazendo...
5
12
-
Ettore
28/01/2012 - 19:18
E quem disse que sindicato de servidor público é tudo de esquerda?
5
13
-
Lerouge Redmor
28/01/2012 - 19:25
Não tem fundo de garantia, mas tem estabilidade e outras benesses. Se não fosse a aposentadoria dos inativos funcionários públicos e os militares a previdência seria superavitária. O "problema" é que...
5
14
-
Vitor K.
28/01/2012 - 19:51
Também achei inacreditável o "benesses" do título. Até ontem o que eram direitos hoje são benesses.
O argumento do aliança liberal é risível: qualquer um pode ter FGTS, é só colocar 4% na poupança....
5
15
-
Daniel Marcos
28/01/2012 - 20:34
Honestamente?
Nosso sistema previdenciário é simplesmente distribuição de renda ao contrário. Quem sempre ganhou mais, ganha mais. Quem ganha menos, vai ganhar menos ainda. Com o regime de idade...
5
16
-
Dede Araújo
28/01/2012 - 20:41
Meu Caro comentarista, posts como este se tornarão mais e mais comuns. São balões de ensaio. O governo da Senhora Dilma já é um retrocesso em muitas áreas: direitos civis dos homossexuais, diretos...
5
17
-
Jose de Almeida Bispo
28/01/2012 - 20:51
Cantilenas de direitóides Chicago Boys: meias verdades ou verdades topless pra vender o peixe que interessa. O serviço público é cheio de problemas, sim; mas por favor, não precisa apelar!
5
18
-
Favero
28/01/2012 - 20:54
É Aliança Liberal. O teu problema é com serviço público e a visão maniqueista que você apresenta do sistema .
Em primeiro lugar o funcionalismo público é o único que NÃO SONEGA!!!! Veja bem...
5
19
-
Rogério Santiago
28/01/2012 - 21:00
Um grande problema da aposentadoria do servidor público é que ele aposenta com o último salário e não na média.
Luis, não é assim não, pelo menos para a quase totalidade do servidores públicos existe...
5
20
-
Gustao
28/01/2012 - 21:12
Há distorções absurdas na remuneração do serviço público. Após as reformas iniciadas no governo FHC, criou uma situação desconfortável de servidores em um mesmo cargo com vantagens, benefícios e...
5 Carregando
Posts de hoje
Mais Lidos da SemanaTagsBanco do Brasil
bancos
banda larga
Bolsa Família
Bresser-Pereira
capitalismo
Casa Civil
Cidades
Crise
crise mundial
desemprego
Dilma Rousseff
Economia
Educação
Educação
Folha
Gestão
Gestão Pública
Habitação
impostos
investimentos
IPEA
moradores de rua
municípios
Mídia
oposição
PAC
Política
Políticas Sociais
Software
São Paulo
Tecnologia
telebras
Universidade
Universidades
|
Eu gostaria de entender, mas independentemente de quem está no poder (federal, estadual ou municipal) parece que tocar nas aposentadorias do funcionalismo dá lepra.
O déficit da previdência é uma grande falácia. Ao tratarmos de déficit da previdência temos que falar de CUSTEIO e BENEFÍCIOS. Condé, na verdade o que "dá lepra" é tocar nos grandes devedores e sonegadores do INSS: A soma de prejuizos ao erário público está na casa das centenas de bilhões de reais. Para se ter uma idéia, vou citar uma empresa goaina, a Mabel, do deputado federal Sandro Mabel(PR-GO). Dias atrás tal empresa estava à venda, sendo que o valor da mesma, segundo a imprensa local, seria aproximadamente de 700 milhões reais, no entanto a mesma deveria algo em torno de 800 milhões de reais. Uma parte desta dívida referir-se-ia a débitos previdenciários, claro, a velha prática de dar o calote no INSS, nunca pagam porque não respondem por isso, confiam na cumplicidade das leis e do Judiciário, descontam dos empregados e não repassam ao INSS, uma prática que é comum às áreas pública e privada. Quanto aos calotes das empresas e fundações públicas, bem como Órgãos da administração direta dos Estados e municípios, se for trazido à tona, todos ficarão boquiabertos, o descado é geral.
Fico com um pé atrás quando tocam nesta assunto do déficit previdenciário, basta se fazer uma pesquisa junto à Procuradoria da Fazenda Nacional e verão que por láa tramitam milhões de processos contra sonegadores públicos e privados. Na área privada, quanto maior a maior a empresa maior a facilidade de sonegação. Se regredirmos no tempo veremos que nem mesmo a União foge a esta lógica, uma vez que o destino do valor arrecadado dos servidores públicos federais foi, por décadas e décadas, direto para os cofres do Tesouro Nacional e não para o INSS, como seria de direito.
Não podemos ignorar que o INSS continua pagando benefícios que deveriam ser custeados pelo Tesouro Nacional, refiro-me à benefícios recebidos por não contribuintes, como a aposentadoria rural e LOAS (Amparo Social a idosos e deficientes pobres), embora, por outro lado, o seguro-desemprego, por se tratar de benefício que envolve risco social de contribuinte do INSS deveria ser benefício previdenciário, ou seja, pago pelo INSS e não pelo Ministério do Trabalho.
Quanto aos servidores públicos, pelos menos aqueles que não fazem parte da carreira típica de estado(fiscais, advogados e juizes), algo em torno de 80 por cento deles, ou seja, a grande maioria, quando chegam na época de se aposentar não se aposentam porque terão seus salários reduzidos, fora o fato de que continuam contribuindo caso recebam além do teto da previdência.
AL, mais cuidado ao tratar deste assunto, muito complexo para ser abordado pelo viés ideológico. Pois se for assim, teremos que nos lembrar que, na Era FHC, os gastos da União para com o INSS eram embutidos nas despesas pagas a empresas terceirizadas, o que era uma beleza para os laranjas da vida.
P.S.- Esqueci de dizer que em 2008 ocorreu o maior alvoroço quando o governo Lula começou a publicar umas litas com nomes de devedores do INSS, o Estado de SP devia quase 300 milhões de reais, o municipio outros milhões, deu no blog A Perereca da Vizinha
http://pererecadavizinha.blogspot.com/2009/11/inss.html
Já a revista Época publicou essa lista:
REVISTA ÉPOCA
Berzoini divulga lista dos maiores devedores do INSS
O ministro da Previdência, Ricardo Berzoini, divulgou nesta quarta a lista com 176 mil devedores do INSS. O maior devedor é a Transbrasil Linhas Aéreas com R$ 409 milhões, seguido pela Prefeitura Municipal de Campinas, com R$ 402,8 milhões. A Varig possui débitos de R$ 373,2 milhões.
As pendências dos contribuintes com o INSS somam R$ 153 bilhões. Este valor está divido em três fases de cobrança: Administrativa, R$ 27,3 bilhões, Judicial, R$ 77,7 bilhões e, por último, Parcelamente Especial (Refis e outros), R$ 48 bilhões.
A dívida ativa com o instituto soma R$ 96 bilhões e é composta por débitos cobrados no âmbito judicial e no parcelamento específico.
De acordo com o ministro foram detectados pelos menos seis entraves relativos à cobrança do INSS que estão sendo corrigidos judicialmente, administrativamente e com propostas de mudanças na legislação.
Esses entraves são a existência de sigilos e de dificuldades operacionais que impedem a localização de bens de devedores, o longo tempo de tramitação dos processos de execução que acabam por encontrar empresas em estado de insolvências, as brechas legais que permitem, sobretudo aos grandes devedores, interpôr recursos que retardam a conclusão do processo de execução e a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, que não reconhece os sócio-gerentes de empresas devedoras como responsáveis solidários pelas dívidas. Também incluem a lista a falta de investimento histórica no aprimoramento do sistema de cobrança e judicial do INSS e a falta ou insuficiência de convênios para a troca de informações entre o INSS e as fazendas públicas da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios.
Confira a relação de devedores
A lista completa foi divulgada no site do Ministério da Previdência Social (www.previdenciasocial.gov.br) e tem 174.790 nomes. A lista é um sistema de busca e a consulta não pode ser feita por devedores. As opções são por ordem alfabética, por limites da dívida, pelo nome da empresa ou pelo número do CNPJ, CEI ou CPF. Segundo o site, a relação de devedores será atualizada a cada três meses.
Clique aqui para consultar a lista no site do Ministério ou confira abaixo a relação dos 28 maiores devedores:
1 - Transbrasil - R$ 408.961.727,05
2 - Prefeitura de Campinas - R$ 402.835.156,30
3- Varig - R$ 373.190.857,48
4- Encol - R$ 325.375.930,63
5- Associação Sulina de Crédito e Assistência Rural R$ 255.933.527,65
6- Viação Aeérea São Paulo R$ 253.974.760,50
7- Caixa Econômica Federal R$ 253.734.750,29
8- Fund. Educac. do Distrito Federal - R$ 252.821.344,58
9- Secretaria da Educação de SC - R$ 229.205.902,89
10- Cobrasma S/A - R$ 212.978.505,86
11- Fundação de Apoio a Escola Técnica - R$ 194.434.373,61
12- Companhia Docas do Estado de São Paulo - R$ 185.360.286,09
13- Massa falida de Bloch editores S/A - R$ 178.458.947,92
14- Cia Estadual de Águas e Esgotos - R$ 166.636.120,26
15- Prefeitura de Manaus - R$ 161.129.994,78
16- Ebid Editora Páginas Amarelas Ltda - R$ 157.127.951,12
17- C R Almeida Engenharia e Construções - R$ 152.403.061,67
18- Telesp - R$ 143.807.055,91
19- Cia de Abastecimento D'água e Saneamento - R$ 141.716.362,12
20- Estado de Roraima - R$ 123.596.195,64
21- Seg Servicos Especiais de Seg. e Transporte - R$ 121.772.277,92
22- Petrobras - R$ 116.971.331,45
23- Banerj (Banco do Estado do Rio de Janeiro) - R$ 115.985.966,80
24- Fundação Universidade de Passo Fundo - R$ 115.740.639,91
25- Banesp (Banco do Estado de São Paulo) - R$ 107.207.231,67
26- Empresa Municipal de Limpeza e Urbanização - R$ 104.726.437,44
27- Vale do Rio Doce - R$ 102.766.867,70
28- Comlurb (Companhia Municipal de Limpeza Urbana) - R$ 101.086.930,04
http://revistaquem.globo.com/Revista/Quem/0,,EMI37439-9531,00-BERZOINI+DIVULGA+LISTA+DOS+MAIORES+DEVEDORES+DO+INSS.html
OOO http://www.advivo.com.br/user/13544 Juriti do Cerrado http://www.advivo.com.br/user/7757 Tatu Bola http://www.advivo.com.br/user/3084 D http://www.advivo.com.br/user/7514 Spin http://www.josecarloslima.blogspot.com
Gratíssimo pelos esclarecimentos, apesar de saber que sempre os governos fizeram uso do dindin da previdência para outros fins, se não me engano desde os tempos dos iapc, iapi iapb, etc. Mas em termos de dívida, o governo não faz a sua parte em cobrar (ou prender, quem sabe), mas também não faz a de pagar- quanto é a dívida dos precatórios? (a propósito, busquei outro dia na Internet e não consegui achar o valor deste débito, ens noção onde encontrar ou o valor?)
Quanto ao uso irregular do dinheiro do INSS, no momento o maior problema é o da apropriação indébita, ou seja, descontam dos empregados e não repassam ao INSS, muitas prefeituras fazem isso, talvez a maioria, as leis são frouxas, não há punição. Ao contrário do que ocorre nos EUA, por aqui dar o calote na Receita não dá cadeia, a PF até que põe na cadeia mas o judiciário solta. Sobre Precatório, os escândalos mesmos são nas prefeituras, como SP, e também no Estado de SP, dias atrás o governo Alckmin pagou um só precatório, no valor de bilhões, a um só credor, claro, de familia rica e, ao mesmo tempo, deixou de pagar pequenos valores a milhares de credores.
Na área do governo federal fiz uma busca no site da AGU, segue link
http://www.agu.gov.br/sistemas/site/ResultadoPesquisa.aspx?txtPesquisa=precat%C3%B3rio&tipo=1,2,3,4
OOO http://www.advivo.com.br/user/13544 Juriti do Cerrado http://www.advivo.com.br/user/7757 Tatu Bola http://www.advivo.com.br/user/3084 D http://www.advivo.com.br/user/7514 Spin http://www.josecarloslima.blogspot.com
Explicando o "das esquerdas na prática".
A esquerda através dos sindicatos de servidores publicos trocam votos por "privilégios", quem paga a conta por este acordo o contribuinte.
"Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta." Nelson Rodrigues.
E quem disse que sindicato de servidor público é tudo de esquerda?
Pelo que sei, os sindicatos do servidores do Judiciário, pelo menos aqui no meu Estado, são de direita. Os do legislativo não sei.
É a "cabeça" dêle.
Sua conta esqueceu de descontar a parte patronal que os governo não paga sobre a folha bem como o FGTS que sevidor público não recebe.
Dessa forma, reescreva o artigo ou jogue-o fora, pois assim não presta.
Cantilenas de direitóides Chicago Boys: meias verdades ou verdades topless pra vender o peixe que interessa. O serviço público é cheio de problemas, sim; mas por favor, não precisa apelar!
Como servidor público federal, contribuo para a previdência com um valor muito superior ao trabalhador da iniciativa privada que recebe salário idêntico.
Isso porque, para os trabalhadores do regime geral existe o teto da previdência.
Então, se ganho R$ 15.000,00 como servidor, contribuirei com 12% sobre os R$ 15.000,00. Um trabalhador da iniciativa privada, ao contrário, contribuirá com 11% sobre o teto que hoje é pouco mais de R$ 3.000,00.
Assim, no salário líquido do trabalhador da iniciativa privada sobra mais salário no final do mês porque ele contribui com uma parcela menor de INSS.
Outra coisa: servidor público não tem FGTS. Isto na hora de aposentar faz uma grande diferença. O servidor só pode contar com a aposentadoria do mês, porque não aquela gorda poupança do FGTS para sacar.
Com relação aos aposentados da iniciativa privada, todos os anos o governo concede aumento. Já os servidores, que tem suas aposentadorias atreladas aos vencimentos do pessoal da ativa, muitas vezes ficam anos sem receber aumento da aposentadoria.
Só para lembrar, na época do monstro FHC, foram 7 anos sem aumento de salários para servidores da ativa, e, consequentemente, também para os aposentados.
No período Dilma, já vamos para dois anos sem aumento de salários e de aposentadoria para os servidores.
Assim, quando se discute os dois regimes, não se deve omitir essas diferenças.
"Outra coisa: servidor público não tem FGTS. Isto na hora de aposentar faz uma grande diferença."
Qualquer servidor publico pode ter seu FGTS só guardar 4% de seu salário na poupança.
Já que deseja não omitir a verdade o governo federal não estava ou esta pagando a sua parte de "empregador", não sei como esta agora.
Pelos beneficios oferecidos que foram acordados o seu desconto deveria ser de 33% ou mais, é uma questão de relacionar beneficios com contribuição.
Outra se levarmos em conta que o empregador privado não paga o inss na verdade, já que efetivamente quem paga na integra as contribuições sociais eo trabalhador no final das contas, o que da 30% do que "gera" de riqueza.
"Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta." Nelson Rodrigues.
Não tem fundo de garantia, mas tem estabilidade e outras benesses. Se não fosse a aposentadoria dos inativos funcionários públicos e os militares a previdência seria superavitária. O "problema" é que esta casta anexa e ou detentora do poder se apropriam de qualquer possibilidade de ganho dos trbalhadores que constroem o Brasil
É Aliança Liberal. O teu problema é com serviço público e a visão maniqueista que você apresenta do sistema .
Em primeiro lugar o funcionalismo público é o único que NÃO SONEGA!!!! Veja bem o imposto É RETIDO NA FONTE (sem choro)!!!! Enquanto empresas e outros (contrutoras, fábricas, CLUBES DE FUTEBOL, hospitais, autônomos, pecuaristas, entre outros) SONEGAM ATÉ ANTES DE VOCÊ TERMINAR A FRASE SOU LIBERAL. E você credita a culpa da previdência ESTAR ASSIM no funcionalismo!!!! Visão estreita do sistema.
Agora é mais fácil o governo mexer no que ele tem controle - que é o funcionalismo. Não com a classe que tem poder. É sempre assim.
Em segundo lugar se não ouvesse serviço público a maior parte da população ficaria sem qualquer tipo de assistência (médica, jurídica, social e educacional). Altos salários, hehehe sonhou (só se for o judiciário porque na maioria das áreas a iniciativa privada ganha muito mais que o serviço público). Só falta dizer que a polícia, os juízes, a receita federal, entre outros deveriam ser PRIVADOS.
Mas quem mesmo tem culpa? Meu irmão é funcionario público e não receberá FGTS, nem que ele quisesse pagar. Faz parte da descrição da vaga que ele conquistou. Benesses.... Quais Cara-Pálida? Ele tem tantos deveres e direitos quanto você ALIBERAL. Reflita e veras.
Chega de liberalismo CHATO!!!! A crise foi criada por este capitalismo EXACERBADO e perdido. Não percebeu ainda!!!!
Cara não tem essa de esquerda e direita, olhe para quem deu certo no mundo. A Finlândia e a Suécia, onde os governos são tão socialistas quanto Cuba em alguns setores (se preocupa com o povo) e tão capitalista que permitem a expansão de empresas como Nokia, Volvo, Saab, Scania, etc. E não se vê eles falarem em Crise por lá.
Abra sua mente.
Tu só pode estar de sacanagem. "Não tem FGTS e faz uma grande diferença" ... Na inciativa privada quando um empregado atende mal ao semelhante, o patrão o despede imediatamente porque seu negócio corre perigo com a repercussão. E ponto. não consta que ele afaste o infrator, pague seu salário até que o apurado apure que ele realmente destratou, ou não, o cliente. E esse mesmo empregado inocentado trabalhará mais 35 anos e verá seus vencimentos reduzidos em mais da metade e ficará a mercê das politicas de reajustes espetaculares do INSS. Enquanto isso ele passará seus dias ouvindo não pode reclamar de por...caria nenhuma porque se fosse competente e quisesse mudar de vida que ingressase no serviço público e não ficasse reclamando porque os que lá se encontram são os únicos competentes na sociedade que podem reclamar que a aposentadoria é uma mer...cadoria.
É piada ou escárnio. Comparar a CLT com o "regime" dos servidores públicos nas três esferas mas principalmente na federal só pode ser. O funcionalismo público está mudando pra Miami e fazendo compras de supermercado em Nova Iorque. E viva o consumo, os importados e as viagens aéreas. Morte a produção.
Triste um comentário desses... Quantos empregados privados também não fazem compras em miami???
Alguém tem um cálculo de quanto a aposentadoria com proventos integrais dos juízes/desembargadores nos custa por ano? E por que eles não aderem ao fundo?
O fantasioso não é uma alternativa ao racional, pois baseia-se no delírio de uns e na ingenuidade de muitos.
Inacreditável ter ler algo desse nível num blog que tem,. me geral, um mínimo de bom senso como esse.
Que papo de rompo de previdência é esse? É essa a maior chaga social do país e não a enorme desigualdade de renda e oportunidades?
Hoje o rombo que é mais importante é o causado pelas elevadas taxas de juros que encarece tanto a dívida do governo.
A propósito, os servidores públicos também são contribuintes.
O artigo está aí para ser debatido e rebatido.
Também achei inacreditável o "benesses" do título. Até ontem o que eram direitos hoje são benesses.
O argumento do aliança liberal é risível: qualquer um pode ter FGTS, é só colocar 4% na poupança. Se ser servidor público é a maravilha que ele defende, por que ainda não virou servidor público? É auto-flagelo?
Já li um comentário do ALiberal onde ele afirma que é aposentado do regime geral (INSS). Ele está irritadíssimo porque a Dilma negou aumento REAL para seu benefício. E vem dizer que esse é "corroído", como se não houvesse todo ano a reposição da inflação acumulada...
Geralmente ele concorda com tudo que vem da direita, no entanto parece que, pensando no próprio bolso, discorda daquela ideia propalada recentemente de que "aumento real é inflacionário"...
Meu Caro comentarista, posts como este se tornarão mais e mais comuns. São balões de ensaio. O governo da Senhora Dilma já é um retrocesso em muitas áreas: direitos civis dos homossexuais, diretos reprodutivos das mulheres, política cultural, política externa, entre outras. Pronto. Isso foi só um aperitivo, como a popularidade da Sra. Dilma continua alta, ela agora vai cair de pau na economia - e tome neoliberalismo. Será a volta dos que não foram completamente. Com relação a aposentadoria dos Servidores Públicos, já foi dito aqui que nós contribuímos com bem mais do que os empregados da iniciativa privada. O que ninguém fala aqui é sobre como os administradres públicos usam o dinheiro de nossas contribuições. Lembro que em uma Importante Capital do Nordeste, o Prefeito anterior tomou "emprestado" do Previdencia dos servidores municipais uma gorda bolada,não sei a que juros e se algum órgão acompanha os pagamentos. Acredito que isso seja comum no resto do país. Que tal uma Auditoria? E em toda a Previdência?
Mais um post inútil sobre o assunto. Inútil porque nunca acabarão com o Fator Previdenciário porque ele tem que existir justamente para manter os privilégios. Gerações ainda chorarão porque não há a menor vontade política em acabar com o escárnio que é esse maldito Fator Previdenciário. A solução é ter uma nação formada somente por servidores públicos. Aí, sim, ele deixará de ter razão de existir.
Interessante o Texto!
Espertamente, na tentativa de demonizar o servidor público, o autor se esqueceu de citar que dentro da arrecadação referente aos trabalhadores da iniciativa privada é computada tambem a parcela patronal, ou seja, é contabilizada a parcela paga pelas empresas, na grande maioria delas, cerca de 20% a mais do que é pago pelo trabalhador, situação completamente diferente daquela referente aos servidores públicos pois o Poder Público não recolhe ( nem nunca recolheu) a parcela patronal em relação a seus trabalhadores.
O que não dá e ficar comparando jaboticaba com melancia!
Outra coisa que, na confusão dos números, o autor tambem se esqueceu de registrar em relação aos trabalhadores do serviço público é que, pelo fato algumas carreiras do Serviço Público terem direito à paridade, os demais trabalhadores tambem acabam tendo que recolher pela totalidade de seus vencimentos não importando se a carreira a qual ele pertença terá ou não direito à paridade, ou seja, boa parte deles pagam mas não levam.
O grande problema é que os bancos, principais financiadores das mais diversas campanhas políticas nesse País, exigem a sua participação neste "negócio".
Isso não nos impede de recordar das antigas Caixas de Pecúlio que já passaram por aqui antes!
Tem comentarista que dá chilique quando alguém tem opinião divergente(aburdo) temos que dialogar.
A previdencia do trabalhador da iniciativa privada tem um problema sério :o maldito fator previdenciário que a cada almento da expectativa de vida o aposentando leva na cabeça um desconto maior,principalmente as mulheres que podem ter desconto de ,pasmem , quarento por cento.
Sugiro a retirada do fator para quem aposentar com mais de sessenta anos e trinta e cinco de contribuição,pois,
Um grande problema da aposentadoria do servidor público é que ele aposenta com o último salário e não na média
como é o cidadaõ de segunda classe chamado trabalhador da iniciativa privada, dois pesos duas medidas e o dinheiro sai do mesmo buraco(todos nós contribuintes ) .
Um Advogado contribui pra iniciativa privada e "FALTANDO DEIS ANOS PARA APOSENTAR" FAZ CONCURSO , VIRA JUÍZ OU PROMOTOR E NÓS (OS CONTRIBUINTES ) PAGAMOS A ELE MAIS DE VINTE MIL REAIS DE APOSENTADORIA.
ISSO É JUSTO?
CLARO QUE NÃO.
E SE DERMOS AZAR DESSE CARA P.EX; (SETENTA ANOS )VIVER MARITALMENTE COM UMA SIRIGAITA(OU SIRIGAITO) DE TRINTA ANOS(P.EX.) NÓS PAGAREMOS PENSÃO PRA MOÇOILA E PRO GALALAU(QUE VIVERÃO COM ALGUÉM MAS NUNCA CASARÃO NO PAPEL PRA NÃO PERDER A MAMATA) PRA VIVER FOLGADA E/OU FOGOSAMENTE A VIDA TODA.
ISSO É JUSTO?
TEMOS QUE FAZER ALTERAÇÕES NA LEI PARA SERMOS JUSTOS COM OS BRIOSOS SERVIDORES PÚBLICOS E COM OS CONTRIBUINTES BRASILEIROS.
E VIER A EMPACOTAR
Um grande problema da aposentadoria do servidor público é que ele aposenta com o último salário e não na média.
Luis, não é assim não, pelo menos para a quase totalidade do servidores públicos existe a idade mínima para se aposentar e, como demonstrou o Lima, mesmo chegando a hora, caso o servidor se aposente ficará no prejuizo pq seu salário será drasticamente reduzido, perderá gratificações, etc. A não ser que o tal servidor seja juiz, advogado ou fiscal, somente nestes casos a aposentadoria será integral. Quanto aos militares, não sei como são as coisas por lá.
Honestamente?
Nosso sistema previdenciário é simplesmente distribuição de renda ao contrário. Quem sempre ganhou mais, ganha mais. Quem ganha menos, vai ganhar menos ainda. Com o regime de idade mínima, ao invés de fator previdenciário, quem começou a trabalhar mais tarde, e geralmente essas são as classes mais abastadas da nossa população, é beneficiado novamente. Quando se reajusta as aposentadorias acima do salário mínimo, novamente, quem ganha salário mínimo é prejudicado e quem tem aposentadorias altas leva mais dinheiro do contribuinte. Sem acesso a saúde, saneamento, segurança, todos nós sabemos que o pobre morre muito mais cedo. É inegável que proporcionalmente a previdência social gasta muito mais dinheiro com rico do que com pobre. Isso não está errado? Não seria mais justo socialmente distribuir mais recursos em benefícios sociais e infraestrutura para a população economicamente ativa? É realmente certo que servidores aposentem com o último salário enquanto a maioria dos pensionistas se vira com salário mínimo?
Eu sou funcionário público, sempre votei na esquerda, e realmente não entendo essa chuva de pedras quando se toca no assunto sagrado da insustentabilidade da previdência. Claro, eu sei que a culpa de todos problemas do Brasil não é dos funcionários públicos, esse texto aí é parco, cheio de maniqueísmos e provocações infantis e mais ataca do que discute qualquer coisa. Aliás, se é para botar a questão em debate. Nossa população, inclusive, vai envelhecer e vamos ter uma situação mais crítica ainda. Não é melhor fazer ajustes moderados sem perdas injustas agora?
Para regularizar a questão do "rombo" da previdencia, neste país, basta "ter peito" e cobrar, de todas as empresas e órgãos públicos, o recolhimento que não fizeram/não fazem, simples assim!
Atenção! Não compre nenhum produto no site Pentashop/Volkan - eletroeletronicos (SP). A empresa fica com o seu dinheiro e não entrega a mercadoria. Sou mais uma vítima dessa empresa!
Para regularizar a questão do "rombo" da previdencia, neste país, basta "ter peito" e cobrar, de todas as empresas e órgãos públicos, o recolhimento que não fizeram/não fazem, simples assim!
Vc disse tudo em poucas palavras. Quem vai por o guizo no gato se os caloteiros é que fazem as leis, tem seus representas no Congresso, no Judiciário e na imprensa? Por isso, ao invés de quitar seus débitos, por sinal grana descontada dos salários dos trabalhadores, as empresas e Órgãos públicos preferem não pagar e entrar na Justiça. Tal como no assunto da corrupção: Prá que mexer com as empresas, ou seja, as corruptoras? Melhor não mexer com o poder econômico, não é mesmo. De forma que a postagem se encaixa perfeitamente no perfil do autor, como ele mesmo se define, pró-Busch, pró-Margareth Teatcher, pró-Reagan, pró-Piñera...
E falando em Chile, alguém deve se lembrar que este País privatizou sua previdência na onda neoliberal década de 90, quando aquele ocorreu aquele surto privatista do "estado minimo'. O resultado pode ser conferido neste texto de Ruy Falcão:
Desmantela-se no Chile a previdência neoliberal
O receituário neoliberal dos anos 80 e 90 para a América Latina acaba de receber sua pá de cal no Chile, com a entrada em vigor das mudanças no sistema de previdência (aposentadorias e pensões), que visam a remediar os estragos provocados pela introdução do sistema privado, de capitalização individual, criado em 1981, em substituição à previdência pública, e imposto aos trabalhadores sob a ditadura do general Augusto Pinochet.
Contrariamente às promessas aludidas das vantagens de se entregar o destino dos aposentados e pensionistas exclusivamente à iniciativa privada, o sistema previdenciário chileno frustrou os trabalhadores no essencial, ao não entregar o prometido, na mais cabal demonstração de que as lambanças da especulação financeira não se coadunam com os compromissos da seguridade social.
O caso do Chile – país selecionado pelos mentores do neoliberalismo como laboratório das reformas anti-sociais que se pretendiam impingir aos trabalhadores de todo o mundo – tornou-se paradigmático tanto pelo caráter radical e truculento das mudanças – abandono do sistema tradicional de repartição coletiva, administrada pelo Estado, e a entrega dos fundos previdenciários, constituídos por contribuições dos trabalhadores, para a gestão de fundos privados – quanto pelo seu retumbante fracasso.
Lembre-se de que tão radical era a proposta que nem sequer o presidente Reagan, nos EUA, ou a primeira-ministra Margareth Thatcher, na Grã-Bretanha – ambos porta-bandeiras neoliberais – ousaram propor tais reformas em seus respectivos países, por temerem a reação das classes trabalhadoras. De onde se pode retirar o primeiro corolário do receituário neoliberal – que devastou o pouco que havia de políticas sociais na América Latina e em outras partes – segundo o qual o que é bom para os países periféricos em matéria de “democracia de mercado” não é bom para os países centrais.
Passados trinta anos da sua imposição aos trabalhadores chilenos, o resultado, agora admitido pela “Concertación” – a coalizão de centro- esquerda que governa o Chile – é o seguinte. As instituições financeiras privadas responsáveis pela gestão de tais fundos encheram-se de dinheiro, graças à sua operação em regime de oligopólio, com a eliminação da concorrência, mediante a concentração crescente, hoje reduzidas a menos de meia dúzia, concentração que redundou na cobrança de altíssimas taxas de administração e em resultados contábeis pífios ou decrescentes, quando não negativos.
Como era de esperar de tal iniqüidade, gerada pelas estritas regras do livre mercado, os trabalhadores passaram a reagir, deles tomando distância, pelo abandono, pela impossibilidade de acesso (por desemprego) ou por desinteresse, frustrados no dilema entre receber valores insignificantes e permanecer fora do sistema, à falta de alternativa minimamente aceitável. Cumpriu-se assim o objetivo neoliberal, na área previdenciária, de assaltar o botim dos fundos previdenciários, mediante o desmantelamento da proteção social assegurada pelo Estado e a sua transferência para gestão privada, num mercado financeiro desregulamentado.
É nesse contexto que intervém o governo de Michele Bachelet, empossado em março de 2006, com medidas destinadas a salvar o que restou do sistema previdenciário chileno. Após três décadas de sua introdução à força, o regime cobre somente 55% dos trabalhadores do mercado formal e assegura uma reposição média de 30% a 40% do último salário, segundo cálculos da Central Unitária dos Trabalhadores do Chile.
Isso, porém, não diz tudo, pois o mais grave é que há um enorme contingente de inativos que recebe muito pouco ou nada no sistema de capitalização mas não é suficientemente pobre para cair na rede de proteção assistencial chilena. Com a reforma atual, todos os trabalhadores chilenos com mais de 65 anos de idade que estejam situados entre os 60% mais pobres receberão do Estado US$ 167,00 por mês, valor da chamada “aposentadoria solidária”. E, para incentivar a contribuição por parte daqueles que ousam questionar as virtudes do “livre mercado”, constituído pelo oligopólio dos poucos gestores privados, o governo oferece um complemento de aposentadoria a quem tiver contribuído com menos do que o suficiente para fazer jus ao benefício.
A crise do sistema previdenciário chileno é produto da política neoliberal de estabilização, aplicada em todo o continente nos anos 80 e 90, por pressão de organismos multilaterais, como FMI e Banco Mundial, que operam sob o interesse hegemônico do capital financeiro dos países centrais. A crise social que disso resultou na maioria dos países periféricos – e que se estende para além dos sistemas previdenciários – atingindo grande parte da população, expressou-se na destruição quase total do sistema público de bem-estar social (educação, saúde, aposentadorias, pensões, etc.). E isso pode ser medido, segundo dados da Cepal, na redução em valores absolutos dos gastos em serviços sociais assim como na redução da participação relativa de tais gastos nos orçamentos governamentais.
Tal contração nos gastos sociais revela-se em toda a sua extensão ao se constatar que em tais países, diferentemente do que ocorre em países centrais, as políticas de seguridade social são ainda incipientes, não cobrindo o conjunto da população. Assim, por exemplo, o sistema público de seguridade social, inspirado no sistema de Bismarck, na Alemanha, cobre em geral apenas os empregados do setor formal da economia, permanecendo de fora os grandes contingentes de trabalhadores informais.
A diferença entre os países do centro e os da periferia, quanto à proteção social, é gritante, diferença que os neoliberais fazem questão de ignorar, em razão do caráter abstrato de seu receituário, que desconsidera diferenças contextuais, de tempo e de lugar. Enquanto nas economias capitalistas desenvolvidas construíram-se ao longo do século XX, especialmente a partir do segundo pós-guerra, experiências até então inéditas de avanços na proteção social e trabalhista, nos países periféricos não se completou o Estado de Bem-Estar Social pelo mesmo motivo por que as elites locais barraram os avanços da democracia.
Nos países centrais, coube ao Estado no período um papel singular como participante do intenso processo de expansão econômica e do exitoso enfrentamento das iniqüidades geradas no interior dessas sociedades pelo próprio processo de crescimento. Aí predominaram as reformas de caráter socialdemocrata, em que a construção do Estado de Bem-Estar Social constitui-se na peça fundamental para o estabelecimento da cidadania regulamentada. No ar havia o “perigo vermelho” da então União Soviética – e a ação organizada dos sindicatos operários – a impulsionar as mudanças.
Já nos países periféricos, o pequeno aparato social, construído no Brasil a partir da década de 30, passou a ser fortemente questionado desde a crise da dívida externa dos anos 80, quando se impôs o receituário neoliberal, mediante a anuência de nossos governantes (Collor e FHC). Assim, permanece atualmente o desafio de se construir uma democracia social, prioridade do governo Lula, calcada no programa do Partido dos Trabalhadores.
Nos últimos 50 anos, identificam-se dois modelos básicos de seguridade social, claramente distintos quanto a princípios, doutrina e políticas. Um, chamado de repartição, baseia-se nos princípios de solidariedade, obrigatoriedade, transferência intergeracional e responsabilidade; o outro, chamado de privatista, assenta sobre a individualidade, a livre escolha e a descentralização.
O primeiro corresponde à tradição do Estado do Bem-estar Social, que intervém no mercado para corrigir as iniqüidades sociais por ele geradas, como a exclusão recorrente, e promover e equidade e a igualdade, esta assumida como um valor acessível efetivamente a todos, mediante a provisão de condições sociais e econômicas, que assegurem a sua participação de cada um nos processos de decisão. O segundo é um corolário neoliberal, que enxerga no mercado o único e supremo soberano – acima da sociedade e do Estado, instituições junto às quais não se acomoda -, dotado das virtudes do equilíbrio automático e provedor da prosperidade geral.
O sistema de repartição se baseia na contribuição de todos os atores implicados na relação laboral: o Estado, os empresários e os trabalhadores. Nele, a solidariedade se expressa na contribuição de empregadores e empregados. A obrigatoriedade implica que a solidariedade entre uns e outros se conceba como um direito dos trabalhadores consagrado em lei. A transferência intergerações implica que a seguridade social tem de ser assegurada de geração em geração, de modo que a geração dos que se retiram agora se beneficie da contribuição dos trabalhadores no passado, assim como os trabalhadores atuais somente poderão beneficiar-se se a geração seguinte mantiver as contribuições – eis aí o principio da solidariedade entre gerações. A responsabilidade social é aqui assumida como dever social do Estado, de assegurar proteção à pobreza, ao desemprego e aos desvalidos. Os fundos assim recolhidos vão formar um caixa único e são administrados pelo Estado, mediante a participação das partes interessadas.
O sistema privatista, ou de capitalização individual, é parte do receituário neoliberal e se baseia no individualismo, na liberdade individual, na livre concorrência, na ausência da intervenção do Estado e na busca do lucro. A sua adoção – e mais freqüentemente, imposição – implica alterações substanciais na correlação de forças políticas, que exigiram, em mais de um caso, o recurso a um poder ditatorial. Foi mediante a ditadura de Pinochet, por exemplo, que se impôs aos trabalhadores do Chile um sistema de capitalização individual que eliminou a obrigatoriedade da cotização por parte do empregador, pondo fim ao princípio da solidariedade nas relações de trabalho.
Ao mesmo tempo, a ditadura de Pinochet empenhou todo o poder de Estado para eximir o Estado da responsabilidade previdenciária, limitando seu papel ao de supervisor das empresas financeiras denominadas Administradoras de Fundos de Pensões (AFP), genuína expressão do capital financeiro internacional. Porém, cuidou, prudentemente, de fazer exceção aos militares chilenos, que permaneceram fora do sistema privado, dependentes como antes do Estado para as suas aposentadorias e pensões.
No sistema de capitalização individual, não vigora o princípio da solidariedade nem o da responsabilidade social. De sua gestão não participam os trabalhadores e seu objetivo é unicamente o lucro.
O custo administrativo de tais fundos é, teoricamente, tanto mais baixo quanto maior o número de participantes – uma verdade aritmética que não prevaleceu no caso chileno, em razão do conluio promovido entre os fundos, de impor aos contribuintes taxas altíssimas, resultantes do regime de oligopólio em que passaram a operar.
Esse sistema se caracteriza ainda por não assegurar nenhuma transferência intergeneracional: as contribuições de cada depositante vão engrossar as contas individuais, que deveriam alimentar as retiradas quando da aposentadoria. Quando de sua criação, o argumento que as autoridades do regime utilizaram, fazendo eco às supostas vantagens brandidas pelo FMI, Banco Mundial e agentes financeiros internacionais, era que os fundos, assim constituídos, podem ser aplicados no mercado de capitais, dinamizando-o fortemente, fazendo crescer a poupança interna e fortalecendo a economia. Para os trabalhadores contribuintes, porém, depois de três décadas o resultado foi bem outro, como atesta o fracasso do experimento chileno e o conteúdo das reformas introduzidas pelo governo de Bachelet.
Felizmente, o furacão neoliberal, que no Brasil varreu os governos Collor e FHC, com seu projeto de desmantelamento do Estado, não chegou a produzir tamanha desgraça, por encontrar resistência nos movimentos sociais organizados. Isso, porém, não é garantia de que estejamos imunes à tentação neocolonial de alguns retardatários do neoliberalismo moribundo. A despeito de seu descrédito, o receituário neoliberal mantém-se, ainda que bruxuleante, nas fileiras conservadoras e pode ser reconhecido nas práticas dos governos tucanos, em especial, no Estado de São Paulo. Daí a necessidade de não se baixar a guarda e manter a vigilância.
http://ruifalcao.com.br/desmantela-se-no-chile-a-previdencia-neoliberal/
OOO http://www.advivo.com.br/user/13544 Juriti do Cerrado http://www.advivo.com.br/user/7757 Tatu Bola http://www.advivo.com.br/user/3084 D http://www.advivo.com.br/user/7514 Spin http://www.josecarloslima.blogspot.com
Postar novo Comentário