Arthur Virgilio e as FARC

Por Mario Sergio

Rapidamente, tentei acessar pelo Google algumas matérias da época FHC, sobre as FARCs.

Eu já tinha acessado antes, há uns dois anos atrás e algumas tratavam sobre encontros e intermediações diplomáticas do governo FHC com o intuito de intermediar o conflito com a guerrilha.

Quem se destacava nesses contatos era o hoje senador Arthur Virgilio. Lembro-me que usei alguns copy/paste das matérias para contrapor à tentativa (agora repetida) de criminalizar algo trivial e necessário em conflitos dessa natureza em países vizinhos.

Porém não encontrei mais as matérias sobre os encontros e declarações do Arthur Virgílio à epoca. 

Folha - 10/11/98

GUERRILHA
Rebeldes colombianos estão em Brasília
Farc querem abrir escritório no Brasilda Redação

As Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) querem abrir um escritório regional em Brasília para facilitar a inclusão do governo brasileiro nas negociações de paz.

Desde a semana passada, Hernán Ramírez, um dos comandantes do grupo, está em Brasília negociando com parlamentares a abertura do escritório. Ele se juntou a Oliviero Medina, representante das Farc que vive no Brasil há um ano. Na quinta-feira passada, eles se encontraram com o deputado Tuga Angerami (PSDB-SP) e, amanhã, se reúnem com Artur Virgílio, secretário-geral dos tucanos.

Segundo Angerami, as Farc querem que o governo brasileiro participe do processo de paz como fez para solucionar o conflito entre Peru e Equador. Por isso, pedem reconhecimento político no Brasil.

Com 12 mil rebeldes, as Farc são a maior e a mais antiga guerrilha da Colômbia (surgiu em 1958).

Combates entre guerrilheiros e Exército deixam 3.000 mortos por ano. Há 16 anos, o governo colombiano negocia com o grupo um processo de paz. (LUÍS EBLAK) 

Da Defesanet

Os contatos das FARC no Brasil

Alguns dos primeiros parlamentares brasileiros com os quais as FARC se encontraram, em final de 1998, foram os deputados tucanos Tuga Angerami (PSDB-SP) e Arthur Virgilio (PSDB-AM). À época, Virgilio era secretário-geral do PSDB. "O Brasil tem grande importância diplomática na América Latina. Podemos ajudar a Colômbia a pôr fim aos conflitos", disse Virgílio à Folha de S. Paulo, para explicar sua atuação.

As FARC tentaram ser reconhecidas oficialmente como força beligerante pelo governo brasileiro, o que poderia ajudar nas negociações de paz - que naquele momento pareciam promissoras - com o governo colombiano. Poucas semanas antes, a intermediação brasileira havia levado a um histórico acordo de paz entre Peru e Equador.

Para tentar alcançar seu objetivo e serem autorizadas a abrir um escritório de representação em Brasília, as FARC enviaram um de seus comandantes, conhecido como Hernán Ramírez, para fazer contatos com políticos e diplomatas brasileiros. Ramirez encontrou, entre outros, dezenas e dezenas de deputados e senadores, de todas as forças políticas.

Os esforços das FARC não deram certo. O Itamaraty não aceitou reconhecer diplomaticamente a guerrilha colombiana, embora as Forças Armadas brasileiras - conforme declarou o general Alberto Cardoso em agosto de 1999 - considerassem seriamente a hipótese de que as FARC pudessem ganhar a guerra, e tomar o poder na Colômbia.

Ainda assim, segundo escreveu o Jornal do Brasil em 17/10/99, Arthur Virgilio (àquela altura promovido líder do governo no Congresso) continuou sendo um importante contato das FARC com o governo Fernando Henrique Cardoso. Ao JB, Virgilio explicou que aceitara esta "responsabilidade" com o objetivo de colaborar com o processo de paz na Colômbia. Ainda segundo o JB, Virgilio teria tentado interceder em favor das FARC junto ao Itamaraty, sem sucesso. 

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24 comentários
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Rogério Floripa (Pra não homenagear Floriano)

A oposição está sem discurso, sem propostas e sabe que vai ser derrotada nas próximas eleições. Onde...só sobra pra ela apelar à baixarias. Que triste.

 

 

 

Filme - Guerrilha Sem Face
O filme conta à história real do nascimento do principal grupo guerrilheiro da América do Sul, o Sendero Luminoso, do Peru - http://bit.ly/agtqbE

 

 

 

 

 
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Vivian S.

Ah, esse pessoal do PSDB tem memoria curta, muito curta. Para o que lhes interessa, claro.

 
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Luiz Gonzaga da Silva

Viviam, não são só os desnortorteados tucanos, mas a velha mídia também. Uma imprensa isenta já estaria contrapondo o factóide Farc's com as declarações e ações dos tucanos a favor dos colombianos no governo FHC.

 
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Sergio Navas

Eles não tem memória curta coisa nenhuma, são oportunistas e propositadamente costumam esquecer o que falam, fazem e escrevem.

abçs

 
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Esquemas Táticos

É, meu amigo. Quer dizer que "segundo o JB, Virgilio teria tentado interceder em favor das FARC junto ao Itamaraty".

 
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Paulo1

Bem que o título do post poderia ser:  PSDB e às FARC. Nada como um dia após o outro. Viva a internet! Logo, logo, este assunto será esquecido pela oposição e a mídia, pois foram pegos de calça curta.

 
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Vladimir

      Se essa gente tivesse pé (não tem),já estaria com ele todo furado.

 
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Por MILTON ALVES SANTOS

Fiz uma busca no arquivo da Folha e acho que localizei as declarações de Artur Virgílio.

 

PSDB já utilizou essa acusação na eleição de 2002

DE SÃO PAULO

Data: 20/07/2010

Veículo: FOLHA DE S. PAULO - SP

Editoria: PODER

Assunto principal:      POLITICA

Na campanha presidencial de 2002, o candidato José Serra também acusou o PT de ser ligado às Farc.
"Existe o PT real e o PT da TV", disse ele no horário eleitoral: "É muito importante debater as invasões ilegais e as ligações com as Farc. Isso não aparece na TV, mas é um lado do PT".
Devido aos ataques, o PSDB perdeu um minuto e meio de seu tempo na TV.
Em entrevista, Lula disse: "Se eles [Farc] tivessem a consciência que eu tenho e pensassem como eu penso, teriam formado um partido político e teriam disputado as eleições como eu".
Nos anos 90, a guerrilha tinha mantido contatos com políticos do PT e do PSDB. Em 1999, o representante das Farc no Brasil, Hernán Ramirez, se reuniu com o então governador gaúcho Olívio Dutra (PT) e com o deputado Arthur Virgílio (PSDB), líder de FHC.
Após a vitória de Lula, as Farc divulgaram carta manifestando apoio ao presidente. Em 2003, Lula ofereceu ao presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, o território brasileiro como local neutro para retomar as negociações com a guerrilha.
Em 2005, a revista "Veja" disse que a Abin tinha um relatório produzido no governo FHC sobre um suposto envio de US$ 5 milhões das Farc à campanha do PT em 2002. O governo afirmou que a acusação não tinha "nenhuma procedência".
Em agosto daquele ano, a PF prendeu o porta-voz das Farc no Brasil, Olivério Medina, a pedido da Colômbia. Mas em 2006 o Conare concedeu o status de refugiado a Medina e, em 2007, o STF negou sua extradição.
Em julho de 2008, e-mails obtidos pela Folha do computador de Raúl Reyes, líder das Farc morto em março daquele ano, apontaram a tentativa da guerrilha de abrir espaços de interlocução no PT e no governo. As mensagens não revelaram relação institucional do Planalto com o grupo.

São Paulo, quinta-feira, 17 de março de 2005

INTELIGÊNCIA

 

Guerrilheiros doariam dinheiro à campanha de 2002; caso foi arquivado pois faltaram "elementos contundentes"

 

Abin confirma documento que liga Farc ao PT

 

ANDRÉA MICHAEL

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

 

Em reunião fechada com parlamentares, o ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), general Jorge Armando Félix, e o diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), delegado Mauro Marcelo de Lima e Silva, confirmaram ontem a existência de um documento oficial que registra uma promessa de doação de US$ 5 milhões para a campanha presidencial, em 2002, que seria feita pelas Farc, grupo guerrilheiro colombiano ligado ao narcotráfico.

O documento, registrado com o número 0095, é de abril de 2002 e integra os arquivos da Abin. Segundo Félix e Mauro Marcelo, seria esse o único registro, entre os 200 relacionados às Farcs e guardados na Abin, que faz menção a contribuições eleitorais.

Félix e Mauro Marcelo não conversaram com a imprensa. As informações foram repassadas pelos parlamentares que participaram da reunião.

O conteúdo do documento apresentado ontem foi revelado pela revista "Veja". A publicação faz referência a um conjunto de seis informes da Abin relacionados ao tema, dos quais a reportagem extrai o que seriam detalhes sobre como o dinheiro chegaria a campanhas eleitorais de "candidatos petistas", com origem em Trinidad e Tobago. O documentos apresentados ontem aos parlamentares não trazem detalhes.

Segundo Félix e Mauro Marcelo contaram a deputados e senadores em reunião da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso Nacional, a Abin não aprofundou as investigações na época porque não teria encontrado elementos contundentes para fazê-lo. Mais do que isso, em se tratando de um órgão de Estado, a Abin teria se preocupado com o possível uso eleitoral do informe 0095.

"Eles nos disseram que o informe não tinha credibilidade e que havia o temor de que pudesse causar algum dano ao candidato da oposição [Luiz Inácio Lula da Silva, que disputava a Presidência com o tucano José Serra na eleição de 2002]. Como a Abin seria um órgão de Estado e não de governo, o documento foi arquivado", afirmou o senador Demóstenes Torres (PFL-GO).

Ainda conforme Demóstenes, o general e o delegado disseram não ter condições de fornecer mais elementos sobre o caso porque, à época, não ocupavam os cargos pelos quais respondem hoje. Consequentemente, não teriam mais informações. Na época, quem respondia pelo GSI era o general Alberto Cardoso e pela Abin Marisa Del'Isola, que serão ouvidos pela comissão em data ainda a definir, conforme requerimento aprovado na reunião de ontem.

Segundo o senador Torres e os deputados Fernando Gabeira (PT-RJ) e José Carlos Aleluia (PFL-BA), no documento que lhes foi apresentado não há referência ao nome do beneficiário nem ao PT.

Também será ouvido pela comissão, em data ainda a definir, o padre Olivério Medina, que, conforme a revista "Veja", seria o autor da afirmação, feita num churrasco, em uma chácara nos arredores de Brasília, de que as Farcs fariam contribuições financeiras para candidatos petistas.

Para rebater a exploração do episódio pela oposição, o líder do governo, senador Aloizio Mercadante (PT-SP), afirmou que o líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), encontrou-se com o padre Medina em 1998, quando era secretário geral do PSDB.

"Ele [Virgílio] disse que estava buscando uma solução pacífica para um conflito armado. Não vejo nada que o desabone, embora eu ache que depois que essa organização realizou seqüestros não cabe solidariedade a ela", disse.

Em nota conjunta, as lideranças do PSDB na Câmara e no Senado afirmaram que não compareceram à reunião devido a seu caráter informal e por ter sido realizado a portas fechadas.

Hoje à tarde, o general Félix e Mauro Marcelo serão ouvidos novamente sobre o caso em reunião restrita a parlamentares.

O deputado Rodrigo Maia (PFL-RJ) requereu ao Banco Central que informe os valores e beneficiários de recursos enviados de Trinidad e Tobago ao Brasil em 2002.

Maia também quer que o BC informe, entre as pessoas físicas e jurídicas que receberam recursos daquele país, quais figuram nas listas de doadores de recursos para campanhas do PT, conforme registros do Tribunal Superior Eleitoral.

 

São Paulo, sexta-feira, 11 de outubro de 2002 http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/images/ilustrad.gif

 

 

 

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/images/ilubar.gif

 

 

 

 

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MÔNICA BERGAMO

Chris Von Ameln
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/i1110200202.jpg

 

QUE NEM MARÉ
Ivaldo Bertazzo (à esq.) recebe os parabéns de Fernando Meirelles pela direção do espetáculo "Dança das Marés", que estreou anteontem em São Paulo

Insônia 

Uma das boates mais badaladas de São Paulo, o Ultralounge -Gisele Bündchen, por exemplo, já foi lá- está sendo expulsa de seu endereço, na rua da Consolação, nos Jardins. A mudança está marcada para novembro, e se deve a um processo movido por moradores de um prédio de 152 apartamentos que fica em cima da boate.

Desde maio, uma liminar da 40ª Vara Cível determinou o fechamento da casa. Segundo o promotor João Lopes Guimarães Jr, a casa já foi até lacrada, mas funcionários romperam o lacre e o barulho recomeçou.

Bob Yang, dono do Ultralounge, admitiu que a licença ainda não foi regularizada, mas diz que a casa tem vedação acústica. Yang afirma que os moradores têm é preconceito: a casa é freqüentada por homossexuais.

CAIXA
Depois de um ano de cortes drásticos de custos, e de um balanço modesto em 2001, a Rede Bandeirantes se prepara para registrar saldo positivo este ano. O lucro operacional pode passar dos R$ 40 milhões. O dinheiro deve ir direto para o pagamento de dívidas.

MISSA
O deputado Francisco Dornelles conversou longamente esta semana com Paulo Maluf (PPB-SP) em sua casa, no Jardim América, em São Paulo.

Maluf pediu a ele "sete dias" para pensar no posicionamento sobre a sucessão presidencial. Dornelles apóia José Serra.

FANTASMA 1
A "ligação" do PT com as Farc, a guerrilha colombiana, ganhou impulso com a visita, em 99, de um representante da guerrilha, Hernán Ramirez, ao governador Olívio Dutra, do RS. Na época, Ramirez visitou também o deputado Arthur Virgílio (PSDB-AM), secretário-geral do PSDB e líder do governo no Congresso.

FANTASMA 2
Virgílio diz que a visita do guerrilheiro só lhe trouxe aborrecimentos: Ramirez passou a dizer que ele era o "principal interlocutor" da guerrilha no Brasil. "Eles são malucos, uma espécie de Prona da Colômbia", diz Virgílio. O deputado Marcos Rolim (PT-RS) também diz que "foi um erro" Olívio Dutra receber as Farc.

PARA DEPOIS
Estava tudo certo para o show de Cauby Peixoto no Canecão, no próximo dia 27. Ele iria tocar ao lado de uma orquestra e a apresentação contaria com a participação de bailarinos. Mas, por falta de patrocinador, o show -que custará cerca de R$ 80 mil- foi adiado.

E só sai se alguém se dispuser a bancá-lo.

CLIPE
Logo depois de assistir a "Cidade de Deus", no Rio, o cineasta grego Costa-Gavras quis saber se a situação nas favelas cariocas ainda continuava a mesma. Ele ficou impressionado com a interpretação do elenco, mas reclamou da linguagem "clipada" do filme.

ALUGA-SE
Dono de um acervo com cerca de 150 obras de artistas brasileiros como Di Cavalcanti e Guignard, o marchand Jenner Accioly está em busca de um espaço para abrir sua própria galeria, em São Paulo.

Ele chegou a procurar Regina Boni, que está passando o ponto da galeria São Paulo, mas achou o valor -cerca de R$700 mil -muito alto.

CHOCOLATE
É de Vik Muniz a capa do CD e do DVD que Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Marisa Monte vão lançar juntos.

PRECIOSIDADES
A restauração do acervo audiovisual da Academia Brasileira de Letras deixou nova uma preciosidade: um filme de 35 mm de uma sessão com Aurélio Buarque de Hollanda, em 61.

bergamo@folhasp.com.br

Com CLEO GUIMARÃES
E ALVARO LEME

CURTO-CIRCUITO

O espetáculo "Conversa Privada", do grupo O Grelo Falante, estréia hoje, às 21h, no teatro Crowne Plaza.
Com participação de Marcelo D2, João Donato lança com show seu novo CD, "Mangarroba", hoje, às 20h30, no Mistura Fina, no Rio de Janeiro.
O espaço Criança Esperança exibe o longa-metragem de animação "O Grilo Feliz", amanhã, às 15h30.
A escritora Tatiana Belinky, do "Sítio do Pica-Pau Amarelo", participa hoje da inauguração da brinquedoteca do posto de saúde Santa Cecília, às 14h.
Crianças carentes da Ação Solidária Contra o Câncer Infantil ganham festa amanhã, às 12h, no buffet infantil Billy Willy.

 

 

17/03/2005 - 19h15

Audiência sobre as Farc vira briga política

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FELIPE RECONDO
da Folha Online, em Brasília

A audiência pública para tratar das denúncias de uma suposta doação das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) à campanha presidencial do PT tornou-se um cenário de embate político.

Parlamentares governistas e da oposição, integrantes da comissão e o deputado Alberto Fraga (PTB-DF), que apresentou um documento às redes de televisão "Globo" e "Record" como sendo da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), mas contestados pelo governo, trocaram acusações durante três horas.

O primeiro a tratar do assunto de forma política foi o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Jorge Armando Félix. "Assumi ciente de que havia ativos e passivos, mas não pretendo remeter problemas ao passado", afirmou no início de seu discurso. Em seguida, ponderou que o assunto não poderia ser tratado de forma política. "A inteligência deve colaborar para o exercício do poder, mas não pode nunca ser utilizada para a conquista do poder", afirmou.

Acusações

O líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), o primeiro a falar sobre o tema, leu duas matérias antigas --de 1998 e 1999 --que informam que o líder tucano Arthur Virgílio (AM) teria aceito ser um contato das Farc no Brasil e tentar interceder pela guerrilha colombiana no Itamaraty.

"Eu li duas matérias de encontros do nobre senador com as Farc, em que ele defendia que o encontro era para encontrar saída pacífica e negociada do conflito na Colômbia,a mesma atitude que outras lideranças tiveram", afirmou Mercadante.

"O deputado [ex-deputado e hoje senador Mercadante] e economista vai me ouvir porque eu não considero nenhuma coisa boa a tentativa de me ligar a essa coisa escabrosa, imoral, indecente, com tentáculos absolutamente criminosos que são as Farc", respondeu Virgílio.

Depois, a troca de acusações políticas continuou com o líder do PT na Câmara, Paulo Rocha (PA). Novamente o alvo foi Virgílio. "O que me causa espécie é que uma insinuação dessa [o documento da Abin tratado como boato pela agência] seja tratada de uma forma como essa", afirmou. E, dirigindo-se a Virgílio completou: "Ou o senador tem uma ânsia de antecipar o processo político ou é falta de bandeiras". Novamente, Virgílio respondeu de pronto: "Não tente mesquinhar este mandato modesto. Vossa excelência está com pinta de juiz."

Ao final da reunião, a sugestão de um novo encontro, a portas fechadas, entre os integrantes da comissão e Jorge Félix, foi acatada. O ministro recusou-se a responder a determinadas perguntas por considerar que a imprensa não poderia ter acesso a essas informações. Mas na sua opinião, o assunto está encerrado.

Alberto Fraga

O deputado Alberto Fraga (PTB-DF), coronel da Polícia Militar, que apresentou suposto documento da Abin sobre o caso, recusou-se a repassar os dados para deputados e senadores.

O presidente da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência, senador Cristovam Buarque (PT-DF), pediu para que os documentos fossem entregues. "Eu quero lhe dizer no espírito democrático de abertura e transparência passe logo para tirar cópia e distribuir para todo mundo. Posso pedir para tirar a cópia?", questionou.

Fraga negou-se a entregar e disse que prefere passar os documentos a uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito). "O senhor está escondendo documentos", retrucou Buarque.

A comissão analisará se é possível, por medidas jurídicas, obrigar o deputado a repassar os papéis à comissão. A Abin já analisou o documento e o diretor-geral da agência, Mauro Marcelo de Lima e Silva, disse que o texto não é verídico. Por conta disso, os parlamentares presentes passaram a criticar a posição de Fraga. "O deputado ou atua como coronel ou atua como deputado. Ele é obrigado eticamente a nos passar o documento", afirmou Paulo Rocha.

Fraga, que já havia ouvido insinuações do mesmo tipo de outros parlamentares -- era chamado de deputado coronel --, partiu para o ataque: "Sou coronel e estou deputado. Se querem que eu aja como coronel, posso agir lá fora. Aqui eu sou o deputado Alberto Fraga."

 

 
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Ivan Moraes

"Nos anos 90, a guerrilha tinha mantido contatos com políticos do PT e do PSDB. Em 1999, o representante das Farc no Brasil, Hernán Ramirez, se reuniu com o então governador gaúcho Olívio Dutra (PT) e com o deputado Arthur Virgílio (PSDB), líder de FHC.
Após a vitória de Lula, as Farc divulgaram carta manifestando apoio ao presidente. Em 2003, Lula ofereceu ao presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, o território brasileiro como local neutro para retomar as negociações com a guerrilha":

Agora faz sentido.  O representante das FARC se encontrou com a extrema direita brasileira, para que fosse sondado com uma possibilidade de sabotar o governo Lula.

Agora faz sentido.

Alguem sabe se ele --o "Hernan" da epoca-- ainda esta vivo?

 
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Reinaldo

A salada completa de minha leitura matinal:

Reli o Editorial de O Globo (02/04/1964) apenas para confirmar que o post no blog do Noblablá [Deu em O Globo de hoje] muda as palavras, mas não muda o contexto. Após 46 anos continua sendo a mesma coisa.

Resolvi juntar o Editorial antigo com uma imagem da internet [esta fala por si] com as recentes incursões antipetistas de Serra, Guerra e Índio:

http://adeusfolha.blogspot.com/2010/07/indio-da-costa-e-serra-combatem-o-pt-e.html

Pra quem não tiver estômago para ler o tal Editorial, fica apenas a imagem da AÇÃO HERÓICA DO ÍNDIO:

http://lh4.ggpht.com/_PRGQxZAzqiw/S5XHif39g6I/AAAAAAAAAbQ/-sp_kUux9Ho/s400/gif_06%5B1%5D.png

 

 
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Luiz Gonzaga da Silva

Reinaldo, a oposição tucana está tão sem rumo que, realmente,  "tiro no pé" é pouco. Com o factóide das Farc's, agora é "granada no pé".

 
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Márcio Xavier

Mas, quem ainda lê Editorial de O Globo? apenas aqueles que já sabem do teor do mesmo e querem ver lá suas opiniões confirmadas.. Ou seja, não muda opinião de ninguém.

 
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Carlos G P Lenz

E agora zé pedágio/alagão/ladeira abaixo...

mentira tem perna curtíssima !

Não me admira o pig, pois se o pedágio não ganhar eles estarão ferrados. Daí o desespero...

 
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Victor

Esse e outros episódios mostram que a oposição fundamenta um discurso à revelia da história, considerando que o povo brasileiro se esquece muito facilmente das coisas passadas. Isso é verdade, em parte, mas não basta para ganhar eleição. Principalmente se o projeto é de quebra de continuidade, que demanda inovações e uma contraposição ao que está acontecendo no governo. Isso a oposição não tem. Daí o jogo sujo e esse tipo de matéria mesquinha e ordinária. Triste fim da direita brasileira...

 
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Mario Blaya

 

o PT mordeu a isca que o Indio jogou, esse vice e bem esperto, conseguiu deixar o PT encurralado no canto do ringue!

 

 

 
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destruidor

Pelo contrario, mostrou que o psdb nao tem proposta nenhuma, e confirma que o psdb nao tem memoria mesmo. Isso significa desespero, e com isso pt sai ganhando.

 
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Mario Sergio

Inteligentíssimo mesmo esse Indio...

Jogou a isca... a vara, o molinete, a linha e o anzol juntos com a isca. E ficou olhando os colegas pescadores revoltados em volta.

 
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Luis Fraga

Caro Blaya,

Não concordo com você. Acho que ele botou o pessoal da campanha do PSDB numa sinuca de bico. Ou dá uma passa fora no Moleque por esta sandice, ou dá apoio. Duas alternativas somente. Ambas muito ruins. E um marqueteiro amador deu a ordem. Ratifiquem a afirmação !!!

Estão aí agora Serra, Alkmin e sei lá quem mais se comprometendo com esta bobagem. Resultado? Munição fácil para o PT mostrar a face de "acusadores sem prova" deste DEM-PSDB. Quem tem contato direto com o povão, sabe como são vistos aqueles que acusam sem prova... Caluniadores! Gente em quem não se pode confiar.

Dançaram! E não foi a dança da chuva.

 
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Rogerio Martins

Ah internet... imaginem sem ela para desmontar esse factóide...?

 
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Ivan Moraes

Tem alguma coisa errada aqui.

Comparar com isso:

"Enviados da FARC identificados na Europa"

http://colombiareports.com/colombia-news/news/5312-farc-emissaries-ident... (inclui nome real do "Hernan Ramirez" de hoje)

Faz alguma gota de sentido "enviados", sob falso nome, de uma organizacao como a FARC irem pro Brasil e se encontrarem com "dezenas e dezenas" de SENADORES E DEPUTADOS?

SOMENTE faz sentido se eles foram se encontrar COM A EXTREMA DIREITA pois ela eh a aliada deles --NAO A ESQUERDA.  Eles nao teriam durado tanto, e francamente nao estariam sequer vivos, se nao tivessem aliados de direita.  "Todo mundo sabe" que a Colombia esta em guerra civil por 60 anos por causa de sua extrema direita, nao por causa das FARCs -que de acordo com o item teem a fortuna de 3 milhoes anuais pra armas e vao bater perna na Europa...  chiquerrimo!

Ta dando pra notar que tem varias coisas fora do lugar aqui?

 
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Ivan Moraes

Tem mais coisa fora do lugar:

Os "emissarios". identificados, estariam supostamente tentando comprar armas da Russia, Croacia, e Libano, para levar pra Colombia (!!!!!!).

Mas se movem livremente na Dinamarca, Suissa, Belgica, e Alemanha.

Nao esta com uma cara tremenda di ki essa "documentacao" mediatica foi plantada pra ser usada daqui a alguns anos, como a propria "documentacao" mediatica da Veja esta sendo usada hoje?

Ninguem esta vendo isso?

Lembrem se:  Russia, Croacia, e Libano.  Geopoliticamente, os 3 sao, digamos, muito interessantes.

 
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Luis Roberto

Olá. Alguém prestou atenção no texto anterior da Folha neste mesmo link.... Lá, vemos a mesma cantilena sobre a questão de julgar ou não o criminoso general pinochet... É engraçado que eles usam as mesmas desculpas que nós ouvimos aqui quando se fala em julgar os torturadores do período de excessão.... é a democracia em risco, é o perigo do revanchismo.... é a instabilidade das instituições.... nada como um pouco de tempo para mostrar que tudo continua como dantes nos quarteis de abrantes da direitona na A.L.

 
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manoel

bom primeiro o serralho falo da bolivia.agora o indio da bosta.da colombia agora falta o peru a venezula equardor chile.argentina.

 
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joselitus_maximus

Serviço online que "congela" uma página web como estava em certo momento:

http://www.freezepage.com

 

 

"...

What is FreezePage?

FreezePage is the World’s first service for taking online snapshots of individual Web pages. With FreezePage you can freeze pages from the World Wide Web so they can be recalled in their exact form at a later time or date. Web pages change all the time, but with FreezePage you can be sure they stay the same.

 

What can I use FreezePage for?

FreezePage can be used for a number of things. If you use FreezePage instead of saving Web pages to your own hard disk, you can access your saved pages from anywhere on the Web. And you can easily show the pages to friends, colleagues, or a greater public exactly as they were when you froze them.

Since you cannot change a frozen page, FreezePage can also be used to prove exactly how a Web page looked at a specific date. For instance, professionals can use FreezePage to document copyright infringement. Consumers can use FreezePage to document special offers, prices, terms, etc. they have come across on the Web.

..."

 

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