Com esta suposta operação irregular, as companhias, que serão investigadas pela Comissão Nacional de Defesa da Concorrência, obtêm, de acordo com a Casa Rosada, um lucro anual de US$ 780 milhões.
Procurado pelo GLOBO, o escritório da Petrobras em Buenos Aires não quis comentar as declarações de De Vido e Boudou, à frente do Executivo argentino desde que a presidente iniciou sua licença médica, na primeira semana de janeiro. A denúncia caiu como um balde de água fria entre representantes da estatal brasileira, que passaram a tarde discutindo o assunto na sede da Petrobras, localizada no centro da capital argentina.
— Queremos que a Comissão Nacional de Defesa da Concorrência investigue, em profundidade, as diferenças de preços no mercado de diesel — declarou De Vido.
Governo mantém guerra particular contra a Shell
O mercado que será alvo desta investigação é amplamente dominado pela Repsol-YPF, que controla cerca de 65% das vendas. Outros 20% estão em mãos da Shell, que há vários anos mantém desavenças públicas com o governo Kirchner. Os restantes 15% se dividem entre a Petrobras (6%), Esso e Oil. Na entrevista realizada ontem no Ministério da Economia, o ministro do Planejamento fez questão de reiterar que, para a Casa Rosada, a Shell é uma empresa inimiga do governo.
— No caso da Shell, apelamos para as autoridades regionais e mundiais, porque (Juan José) Aranguren (presidente da Shell na Argentina) foi um sistemático opositor de todas as políticas deste governo — afirmou ontem o ministro argentino.
A disputa entre o Executivo argentino e a Shell já chegou aos tribunais portenhos. Em fevereiro de 2011, por exemplo, a empresa recorreu à Justiça após a divulgação de uma resolução da Secretaria de Comércio Interior que exigia a anulação de um reajuste entre 2% e 3,6% no preço da gasolina e do diesel. Os problemas começaram em 2005, ano em que o ex-presidente Néstor Kirchner (2003-2007) convocou um boicote nacional contra a Shell em repúdio ao aumento do preço de vários produtos.
A Petrobras, por sua vez, mantém uma boa relação com o governo Kirchner e evita discutir, publicamente, medidas adotadas pelo governo.
— Detectamos diferenças de até 30% entre os preços de atacado e varejo, o que gera uma situação de desigualdade — disse De Vido.
Segundo o ministro argentino, "esta diferença provoca uma grave distorção que afeta o transporte de cargas e passageiros". O governo, assegurou De Vido, "quer comprovar se houve abuso de posição dominante, cartelização ou qualquer outro comportamento irregular. Saber quem são os responsáveis e aplicar as sanções correspondentes". O ministro informou ainda que a denúncia do governo se baseia em informações apresentadas por oito federações do setor de transportes.
Brasil solicitou reunião bilateral, diz imprensa local
A secretaria que fará a investigação é comandada pelo Secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno, o mesmo que está à frente da intervenção do Indec (o IBGE argentino) e que, semana passada, decidiu reforçar o controle às importações, prejudicando, entre outros sócios comerciais, o Brasil. Segundo informações publicadas pela imprensa local, o governo brasileiro solicitou uma reunião de emergência com autoridades argentinas, para discutir a nova ofensiva de Moreno.


Se a Petrobrás participa de um cartel na Argentina - o que duvido muito - que seja punido, segundo a lei local. Mas o que não podemos continuar admitindo é que, a demagogia anti-brasileira de alguns de nossos vizinhos continue a vitimar os contribuintes brasileiros. Se encarem o Brasil como inimigo, que vão procurar seus amigos...
Erick
Comentarista, relaxe !!!
Enfim, temos que começar a digerir e administrar por já pertencermos ao 1º Mundo.
ISTO É ÓTIMO PARA O BRASIL; enfim fomos reconhecido no poderoso Clube Fechado.
Palmas para nós. FIM.
Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.
Pensando assim a petrobrás-bolivia dançou.
"Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta." Nelson Rodrigues.
O Presidente Lula tinha muito claro com ele, temos que ter um desenvolvimento vigoroso, não so no Brasil, mas em todo mercosul. O desnvolvimento regional e importante pra nos até por uma questão estrategica.Se é verdade, é inominavel uma atitude desta natureza patrocinado pela Petrobras, uma empresa bem conceituada aqui no Brasil e que procura ter a cara do povo brasileiro: criativa, persistente e não gosta de praticas duvidosas. Claro que o crescimento economico do Brasil pode dispertar diversos sentimentos nos vizinhos, mas sinceramente, não temos que bancar o imperialista a moda americana, não precisamos disso, obviamente não podemos ser ingenuo no processo.
que a Comissão Nacional de Defesa da Concorrência argentina venha pra cá investigar o comportamento da petrobrás no brasil também... certamente vai encontrar muita sujeira, já que o litro da gasolina nacional - NÃO IMPORTADA - tá na casa dos US$ 1,70, e sempre subindo, enquanto que em muitos paises que usam petroleo exportado não chega a US$ 1. é nitido que essa empresa monopolista tá enfiando a faca no consumidor brasileiro... e como quem controla a coisa são os amigos do presidente, não há chance alguma de ocorrer qualquer devassa pelas mãos dos nativos. pois então que venham os argentinos fazer o trabalho que deveria ser feito por nós! acabem com o monopolio da petrobrás!
Elder, a gasolina custa, na base de distribuição da BR algo em torno de US$0,60/l - já inclui o etanol anidro a 20%.
Na bomba em SP, pagamos na média R$2,80/US$1,56 por litro.
A diferença significa impostos federais e estaduais, alcool distribuição e revenda.
Diga-se que a maior aliquota de imposto corresponde ao ICMS/ 28%, um imposto estadual.
Usei como base US$1/R$1,8.
O custo da gasolina na refinaria é algo como 39% do preço médio final.
Pagamos o preço que os governos - estadual e federal - querem que paguemos, portanto não impute à Petrobras o custo da gasolina que pagamos.
Que ironia heim?! Estamos começando a explorar outros países, usando as mesmas regras que as empresas multinacionais usam (ainda, e muito) para fazer mesmo conosco. Maravilha!!!!!!
O PIG poderia destacar também os problemas da VALE com a comunidade em torno de um projeto mineral, na Argentina.
Postar novo Comentário