
A Apple anunciou nesta quinta-feira (19) o lançamento do iBooks2, um aplicativo para iPad que permite o download de livros didáticos digitais, com conteúdos em 3D, acesso a glossários e possibilidade de grifar partes do texto e escrever notas nas páginas. A empresa também mostrou o aplicativo iBooks Author, exclusivo para o sistema Mac, que permite a criação de livros digitais no iPad com conteúdo interativo e vídeos, sem necessidade de programação.
Tanto o iBooks2 quanto o iBooks Author serão liberados gratuitamente para compra nas lojas de aplicativos de iPad e Mac. No Brasil, iBooks foi atualizado para a nova versão e já é possível comprar também pela App Store.
Os livros didáticos serão vendidos por até US$ 14,99 e serão atualizados periodicamente por seus autores. A Apple está lançando livros com as editoras Pearson, McGraw Hill, Houghton Mifflin Harcourt e DK Publishing, que juntas são responsáveis por 90% dos livros didáticos americanos.
A empresa afirma que esses dois aplicativos podem revolucionar o ensino nos Estados Unidos. Durante a apresentação, especialistas como o jornalista de tecnologia Michael Gartenberg dizem que o maior obstáculo agora é a adoção do iPad como material didático.


Interessantíssimo. Para matérias como biologia, física, química e outras técnicas, as possibilidades são inúmeras.
Se funcionar bem, será uma revolução.
Mas nada adianta se nao capacitar os professores.
Nada adiantará também se não capacitar as escolas de nosso país.
Mas ao ver o esforço que nossos governantes fazem pra isso, desconfio que esse tipo de inovação tecnológica continuará sendo exclusiva àqueles que podem pagar mais de R$1000 de mensalidade escolar.
Normal num país em que a "revolução técnológica" lápis-papel-giz-lousa ainda não chegou em muitas escolas...
O problem é que há n aplicativos já prontos eque podem ser utilizados que estão em Flash, daí...
Isso é pra concorrer com o Ipad popular que está sendo feito e distribuído a alunos da India por um preço absurdamente baixo e que funciona do mesmo jeito. Quer apostar que um dos objetivos vai ser tentar vender pro nosso MEC como solução pra melhoria da "qualidade da educação"?!
@gledsonshiva
Gledson,
Óbvio que é para competir. E se for bom, qual o problema?
O que se gasta em livros didáticos, paradidaticos, cadernos e etc por ano dá para comprar um ipad tranquilamente - e uma vez só, depois é so atualizar.
O que se gasta em livros didáticos, paradidaticos, cadernos e etc por ano dá para comprar um ipad tranquilamente - e uma vez só, depois é so atualizar.
E vc acha que os livros vão sair ¨de gratis¨? Vai ser preciso compra-los tambem. E que mestá fazendo esses livros no Brasil, com o conteúdo nedessário para as escolas?
Eu já fiz aqui a sugentão que o governo promovesse a elaboração desses livros para distribuir nas escolas públicas, porque simplesmente comprar tablets, sem ter os livros didáticos, não vai servir para muita coisa.
¨Liberdade é a liberdade dos que pensam diferente¨ -- Rosa Luxemburgo
Eu acho a tecnologia muito promissora; o problema é o preço. Até mesmo os norte-americanos acham que dar um equipamento de US$ 499 para cada criança ou adolescente é caro demais. Sem contar que os livros continuarão caríssimos, a partir de US$ 15 por exemplar digital.
Quando os tablets custarem $99 e tiverem uma boa autonomia (medida em semanas, e não horas), aí a gente pode pensar em usá-los nas escolas. Imaginem a quantidade de alunos que não iriam perder a aula simplesmente porque se esqueceram de recarregar a bateria, ou gastaram na noite anterior jogando Angry Birds.
Melhor investir em e-readers e na produção de material didático livre, que certamente poderá ser usado quando daqui a alguns anos, quando os tablets forem mais viáveis economicamente.
Pelo preço de algumas obras impressas o governo já poderia oferecer e-readers para todos os seus alunos. E sairia mais barato.
Fuvest divulga lista de livros obrigatórios para seleção de 2013
A Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest) divulgou nesta quinta-feira a lista de obras de leitura obrigatória para o vestibular 2013 da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp):
- Viagens na minha terra, de Almeida Garrett;
- Til, de José de Alencar;
- Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antônio de Almeida;
- Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis;
- O cortiço, de Aluísio Azevedo;
- A cidade e as serras, de Eça de Queirós;
- Vidas secas, de Graciliano Ramos;
- Capitães da areia, de Jorge Amado;
- Sentimento do mundo, de Carlos Drummond de Andrade.
Destes livros, ou 6 primeiros já estão em domínio público, e os 4 últimos ainda tem seus direitos autorais restritos. (Graciliano Ramos morreu em 1953; sua obra cairá em domínio público em 2024. Drummond morreu em 1987; sua obra cairá em domínio público em 2057. E Jorge Amado, que morreu em 2001, só terá sua obra em domínio público em 2071.)
No ano passado a lista teve ainda os seguintes livros:
- Auto da barca do inferno, de Gil Vicente; (domínio público)
- Iracema, de José de Alencar; (domínio público)
- Dom Casmurro, de Machado de Assis; (domínio público)
- Antologia poética, de Vinícius de Moraes. (restrito até 2050)
Agora vamos fazer as contas:
O Governo poderia distribuir a obra completa de todos estes escritores em domínio público, pelo custo fixo de um leitor digital -- $99, ou R$ 174.
E mais: não precisaria ficar restrito a estes autores apenas; poderia incluir outros clássicos, como a literatura greco-romana, oriental, ou mesmo escritores mais recentes, como Fernando Pessoa, Franz Kafka, Fiodor Dostoievsky.
R$ 174 por aluno, divididos por três anos, dá R$ 58 por aluno/ano, ou R$ 4.83 por aluno/mês. Só que ao invés de oferecer 10 ou 20 livros, o governo poderia oferecer uma biblioteca digital completa para cada estudante brasileiro.
Não faz sentido continuar a enviar milhões de reais para as grandes editoras, se podemos oferecer muito mais, por menos.
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