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Apoio de Kátia Abreu a DilmaEnviado por luisnassif, dom, 18/09/2011 - 08:30
Por wilson yoshio.blogspot
Código Florestal: ruralista Kátia Abreu troca de lado e semeia apoio a Dilma Publicada em 17/09/2011 às 19h13m Gerson Camarotti (gcamarotti@bsb.oglobo.com.br) BRASÍLIA - De forma surpreendente, a senadora ruralista Kátia Abreu (sem partido-TO) passou a ser queridinha no Palácio do Planalto nos últimos meses. Depois de uma atuação fortemente oposicionista nos dois mandatos do governo Lula, a senadora agora já é listada como parceira do governo Dilma. A rápida mudança de posição chama a atenção de antigos aliados da oposição e dos novos parceiros governistas. Kátia já anunciou sua filiação ao PSD, o partido ainda em fase de criação. VÍDEO :Senadora da oposição explica relação amistosa com Planalto Com dificuldade para se ajustar ao novo discurso sem admitir ser adesista ou vira-casaca, a senadora, que também é presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), afirma que permanece na oposição até o fim do seu mandato, em 2014. Mas sua argumentação a respeito de vários temas já é de uma integrante da base aliada. Perguntada sobre o movimento de recuo da faxina da presidente Dilma no primeiro escalão do governo, a senadora foi só elogios: - A presidente Dilma não refluiu na faxina. Em toda batalha, há um recuo estratégico. Mas ela vai persistir nisso. Não vai tolerar corrupção. O que tem sido feito é para aplaudir. Se fosse no governo Lula, não cairia ninguém. Esse combate à corrupção vai ser um marco. O primeiro encontro da senadora com Dilma aconteceu em junho. Em agosto, chamou a atenção do núcleo palaciano o discurso que Kátia Abreu fez na Exporinter - exposição agropecuária internacional no Rio Grande do Sul - com elogios não só à presidente Dilma, mas também ao ex-presidente Lula.
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Comentários + votados
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Martins Andrade
18/09/2011 - 08:52
Dilma, cuidado!Essa senadora caminha sob os holofotes da Globo.
Ai tem truta!
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Ivan Moraes
18/09/2011 - 09:23
Esse adesismo todo ja ta virando chiclete de calçada, sujinho sujinho...
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Luiz Antonio Antunes Machado
18/09/2011 - 09:46
Hum, não sei não. Para falar a verdade não causa muito conforto essa situação. A democracia necessita de uma oposição atenta, responsável e construtiva, lógico que não é o modelo brasileiro...
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JB Costa
18/09/2011 - 09:53
Ótimo. Muito bom. Essa senadora é articulada e tem personalidade. Tê-la como aliada, mesmo disxcordando de muito das suas teses, é bom para a presidenta.
Ela representa uma parcela expressiva de uma...
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Luiz C. S. Moreira
18/09/2011 - 09:54
Em política não se pode recusar apoio! Agora, Kátia Abreu..., é dose prá leão!
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Roberto Veiga
18/09/2011 - 10:24
Quem não quer participar da partilha do botim, afinal? Enquanto a caneta magica puder distribuir cargos e regalias a quem for a favor do governo, so fica na oposição quem tem vocação pra kamikaze...
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Odd Eye
18/09/2011 - 10:34
A Katia Abreu não é governista nem oposicionista: Ela é presidente da CNA em tempo integral.
Essa aí defende o que for o interesse da CNA. Se o interesse deles for apoiar a Dilma ela apoia.
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BetoMarilia
18/09/2011 - 11:25
CAROS,
a política não deve ser feita com o fígado, já disse alguém.
A senadora não é das mais simpáticas. Contudo, é preciso reconhecer que nestes país as pessoas tem mais coragem para errar...
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Stanilaw Calandreli
18/09/2011 - 12:18
Pessoal, esse é o oficio da Katia Abreu. É impossível um presidente da Confederação Nacional da Agricultura fazer oposição a um governo que abre a porta do banco para investimentos na agricultura....
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Alceste Pinheiro
18/09/2011 - 13:08
Bom para Dilma, mas péssimo para o país, JB.
Nem tudo que é bom para a presidente, é bom, para o país.
Nesse caso, é certo que não é.
Duvido que tenha sido a Kátia que mudou.
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Manoel das Couves
18/09/2011 - 13:12
TEM MUITO partidário e eleitor do PT que quer desconhecer, se faz de cego, que não são estes aliados de ultima hora que surpreendem, que mudaram (de lado). Quem mudou foi a Dilma, acordem! Ou mudou...
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walter araujo
18/09/2011 - 15:07
Das Couves e das Alfaces, o Governo Dilma,
realmente, é ultra "conversador . Seria um ato falho?"
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Alceste Pinheiro
18/09/2011 - 13:28
Quem mudou?
Eu acho que não foi a Katia Abreu.
Bem, ela mudou de partido.
Mas continua ruralista.
É sintomático que, enquanto surge esa nova amizade, o movimento dos sem-terra faz água. E continua...
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Cristiana Castro
18/09/2011 - 20:10
Tô achando que Kátia Abreu é mais esperta do que eu pensava. Qdo eu li o subtítulo, entendi que a senadora havia mudado de posição a respeito do CF; parece que não é isso e, sim, que passou a apoiar...
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Marco Santo
18/09/2011 - 10:27
Não duvidem que a Presidenta DILMA sabe das coisas. Detesta o "mal feito" e adora o Brasil. Portanto, "escreveu não leu o pau comeu..". Esse apoio ainda é insuficiente mas atende o interesse maior...
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JB Costa
18/09/2011 - 10:57
Repartir o botim? Como assim, Roberto Veiga? Tu comparaa a Administração Pública brasileira como o valhacouto de bandidos? Qual a sua autoridade institucional ou moral para simplificar tanto assim as...
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Antonio Carlos Santos
18/09/2011 - 12:37
O mais provável é que tudo que ela quer é ficar o mais perto possível do poder para defender seus interesses nefastos e rasteiros.
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Anarquista Lúcida
18/09/2011 - 13:17
Eu desconfiaria. E, se a Kátia Abreu está apoiando, o Governo deve estar errado em alguma coisa. Muito provavelmente nessa política agrária extrativista, que dá resultados agora, mas depaupera o país.
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Morales
18/09/2011 - 22:29
O que a "esquerda" oportunista não percebe é que a direita tem uma análise da realidade bem mais consistente do que ela. E a direita não cede um milímetro em questões de seus interesses a menos que a...
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Dilma,
Abra os ohos, essa dái não merece muita confiança não...
Dilma, cuidado!Essa senadora caminha sob os holofotes da Globo.
Ai tem truta!
Esse adesismo todo ja ta virando chiclete de calçada, sujinho sujinho...
Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.
Hum, não sei não. Para falar a verdade não causa muito conforto essa situação. A democracia necessita de uma oposição atenta, responsável e construtiva, lógico que não é o modelo brasileiro infelizmente. Mas daqui a pouco o álvaro dias vai aderir também, e daí, sinceramente, parei !
A única razão mais ou menos lógica é o crescimento cada vez maior do agronegócio, com a valorização das commodities no mercado atual. Talvez puxando o saco para melhorar a infra-estrutura de transporte, o que favoreceria ainda mais o setor, o que seria legítimo, em termos gerais, e a longo prazo. Mas por ser uma razão legítima é que eu duvido ser o verdadeiro motivo da aproximação.
Ótimo. Muito bom. Essa senadora é articulada e tem personalidade. Tê-la como aliada, mesmo disxcordando de muito das suas teses, é bom para a presidenta.
Ela representa uma parcela expressiva de uma atividade(essa sim!) estratégica para o país que é o agronegócio por ser um grande gerador de divisas, empregos, mas, e principalmente, por produzir alimentos.
Não custa lembrar aos "puristas" que Dilma foi eleita pela MAIORIA dos eleitores, mas governa para todos os brasileiros, inclusive conservadores e ´progressistas.
Bom para Dilma, mas péssimo para o país, JB.
Nem tudo que é bom para a presidente, é bom, para o país.
Nesse caso, é certo que não é.
Duvido que tenha sido a Kátia que mudou.
Em política não se pode recusar apoio! Agora, Kátia Abreu..., é dose prá leão!
Será que essa catita senadora é parente do Zé de Abreu? Pode ser influência dele...
Quem não quer participar da partilha do botim, afinal? Enquanto a caneta magica puder distribuir cargos e regalias a quem for a favor do governo, so fica na oposição quem tem vocação pra kamikaze politico.
Repartir o botim? Como assim, Roberto Veiga? Tu comparaa a Administração Pública brasileira como o valhacouto de bandidos? Qual a sua autoridade institucional ou moral para simplificar tanto assim as coisas?
Ou será porque hoje ela, a máquina pública, não está de posse dos teus correligionários políticos do PSDB, DEM, ou seja lá quem diabo for?
Não é a recorrência a reducionismos irresponsáveis que vai fazer melhorarmos em termos de país.
Não duvidem que a Presidenta DILMA sabe das coisas. Detesta o "mal feito" e adora o Brasil. Portanto, "escreveu não leu o pau comeu..". Esse apoio ainda é insuficiente mas atende o interesse maior para o Brasil. Brevemente teremos poucos falando sozinhos ( Alvaro Dias, nem com o irmão ajudando, Mario Couto e outros poucos adesistas disfarçados).
A Katia Abreu não é governista nem oposicionista: Ela é presidente da CNA em tempo integral.
Essa aí defende o que for o interesse da CNA. Se o interesse deles for apoiar a Dilma ela apoia.
Politicos com mais visão já estão percebendo que a oposição conforme foi feita no governo do Lula não tem futuro, dessa forma alguns tentam trilhar novos caminhos, outros simplesmente aderem na maior cara dura e alguns poucos recalcitrantes permanecem com o discurso radical a espera de que uma crise real ou provocada, e para isso contam com a atuação da grande mídia, mude o rumo que o país segue.
Srªs Senadoras e Srs. Senadores, a Transparência Internacional divulgou, nesta terça-feira, a classificação anual dos países mais corruptos do mundo, e a situação do Brasil, sob o império do “lulismo”, só piorou. Demóstenes Torres 08/10/2003
CAROS,
a política não deve ser feita com o fígado, já disse alguém.
A senadora não é das mais simpáticas. Contudo, é preciso reconhecer que nestes país as pessoas tem mais coragem para errar do que pra consertar o erro.
Parece que a Sra. Kátia está sabendo e tendo coragem de consertar o erro inicial de não reconhecer as qualidades da nossa Presidenta e do seu governo.
Pessoal, esse é o oficio da Katia Abreu. É impossível um presidente da Confederação Nacional da Agricultura fazer oposição a um governo que abre a porta do banco para investimentos na agricultura. Até o Caiado aderia. Nenhum bom empresário nada contra a onda.
CLCAL
O mais provável é que tudo que ela quer é ficar o mais perto possível do poder para defender seus interesses nefastos e rasteiros.
TEM MUITO partidário e eleitor do PT que quer desconhecer, se faz de cego, que não são estes aliados de ultima hora que surpreendem, que mudaram (de lado). Quem mudou foi a Dilma, acordem! Ou mudou ou se mostra como verdadeiramente é. Pois seu governo é ultra conversador, de (ultra) direita! Não é a tôa que a direita toda começa a apoiar (como se fosse Serra, um tucano) a governar. Pq Dilma é de direita. Mas como o verdadeiro cego é aquele que não quer ver... Iludidos.
Das Couves e das Alfaces, o Governo Dilma,
realmente, é ultra "conversador . Seria um ato falho?"
rsrsrs...com certeza, ato falho!
Eu desconfiaria. E, se a Kátia Abreu está apoiando, o Governo deve estar errado em alguma coisa. Muito provavelmente nessa política agrária extrativista, que dá resultados agora, mas depaupera o país.
Quem mudou?
Eu acho que não foi a Katia Abreu.
Bem, ela mudou de partido.
Mas continua ruralista.
É sintomático que, enquanto surge esa nova amizade, o movimento dos sem-terra faz água. E continua sem terra. Mais do que nunca.
O fim da ética da revista IstoÉDa Secretaria Nacional do MST:
A revista IstoÉ publica na capa da edição desta semana um boné do MST bem velho e surrado, sob terras forradas de pedregulhos.
Decreta na capa “O fim do MST”, que teria perdido a base de trabalhadores rurais e apoio da sociedade.
Premissa errada, abordagem errada e conclusões erradas.
A mentira
A IstoÉ informa a seus leitores que há 3.579 famílias acampadas no Brasil, das quais somente 1.204 seriam do MST.
A revista mente ou equivoca-se fragorosamente. E a partir disso dá uma capa de revista.
Segundo a revista, o número de acampamentos do MST caiu nos últimos 10 anos. E teria chegado a apenas 1.204 famílias acampadas, em nove acampamentos em todo o país.
Temos atualmente mais de 60 mil famílias acampadas em 24 estados.
Levantamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) aponta que há 156 mil famílias acampadas no país, somando todos os movimentos que lutam pela democratização da terra.
A revista tentou dar um tom de credibilidade com as visitas a uma região do Rio Grande do Sul, onde nasceu o Movimento, e ao Pontal do Paranapanema, em São Paulo.
Se contasse apenas os acampados nessas duas regiões, chegariam a um número bem maior do que divulgou.
A reportagem poderia também ter ido à Bahia, por exemplo, onde há mais de 20 mil famílias acampadas que organizamos.
O repórter teve oportunidade de receber esses esclarecimentos e até a lista de acampamentos pelo país.
Mas não quis ou não fez questão, porque se negou a mandar as perguntas por e-mail para o nosso setor de comunicação.
Outra forma seria perguntar para o Incra ou pesquisar no cadastro do Núcleo de Estudos, Pesquisas e Projetos de Reforma Agrária da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp).
Tampouco isso a IstoÉ fez.
Se foi um erro, além de incompetente, a direção da IstoÉ é irresponsável ao amplificá-lo na capa da revista.
Se não foi um erro, há mais mistérios entre o céu e a Terra do que supõe a nossa vã filosofia, como escreveu William Shakespeare.
O desvio
A IstoÉ se notabilizou nos últimos tempos nos meios jornalísticos como uma revista venal. A revista é do tipo “pagou, levou”. Tanto é que tem o apelido de "QuantoÉ".
Governos, empresas, partidos, entidades de classe, igrejas (vejam a capa da semana anterior) compram matérias e capas da revista. E pagam por quilo, pelo “peso” da matéria.
A matéria da IstoÉ não é fruto de um trabalho jornalístico, mas de interesses de setores que são contra os movimentos sociais e a Reforma Agrária.
Não é de se impressionar uma vez que a revista abandonou qualquer compromisso com jornalismo sério com credibilidade, virando um “ativo” para especuladores.
Nelson Tanure e Daniel Dantas, do Grupo Opportunity, banqueiro marcado por casos de corrupção, disputaram a compra da revista em 2007.
Com o que esses tipos têm compromisso? Com o dinheiro deles.
Reação do latifúndio
A matéria é uma reação à nossa jornada de lutas de agosto.
Foram mobilizados mais de 50 mil trabalhadores rurais, em 20 estados.
Um acampamento em Brasília, com 4 mil trabalhadores rurais, fez mobilizações durante uma semana e ocupou o Ministério da Fazenda para cobrar medidas para avançar a Reforma Agrária.
A jornada foi vitoriosa e demonstrou a representatividade social e a solidez das nossas reivindicações na luta pela Reforma Agrária.
O governo dobrou o orçamento para a desapropriação de terras para assentar 20 mil famílias até o final do ano, liberou o orçamento para cursos para trabalhadores Sem Terra, anunciou a criação de um programa de alfabetização e a criação de um programa de agroindústrias.
Interesses foram contrariados e se articularam para atacar o nosso Movimento e a Reforma Agrária. Para isso, usam a imprensa venal para alcançar seus objetivos.
Os resultados da jornada e a reação do latifúndio do agronegócio, por meio de uma revista, apenas confirmam que o MST é forte e representa uma resistência à transformação do Brasil numa plataforma transnacional de produção de matéria-prima para exportação e à contaminação das lavouras brasileiras pela utilização excessiva de agrotóxicos.
A luta vai continuar até a realização da Reforma Agrária e a consolidação de um novo modelo agrícola, baseado em pequenas e médias propriedades, no desenvolvimento do meio rural, na produção de alimentos para o povo brasileiro sem agrotóxicos por meio da agroecologia.
"Seja realista: exija o impossível"
Parece que o movimento é mais do PSD como um todo. Uma espécie de racha no seio da oposição. Não há como não aproveitar tal movimento em benefício de propostas particularizadas. A alternativa seria jogar o PSD para (mais uma) oposição raivosa. Melhor fazer alianças e aumentar a força dilmista, mesmo sabendo dos limites de qualquer aliança com a "Kátia do PSD".
XXX XXX XXX
Satanizar o agronegócio é coisa que não posso entender, tal agronegócio faz parte da cadeia de produção e não podemos prescindir dele. Não significa apoiar ou aceitar apoio de algum grupo. Significa não ter ilusões: precisamos da grande produção agrícola chamada (de forma simplista) de agronegócio (algo a ser exorcisado). É essencial tanto a pequena como a grande produção.
Quanto a extrativismo que empobrece a longo prazo, esse também pode ser feito pela pequena empresa... ou por gigantes como a Petrobrás...
Mesmo numa Reforma Agrária radical (o radical vê o mal pela raiz e não apenas pela aparência) haverá espaço para o grande-negócio (agro-negócio) pois não tem sentido dividir, mesmo com cooperativas, uma grande empresa produtiva. A diferença num momento desses, onde a Reforma Agrária assuma sua forma mais radical, é a capacidade de compreender os problemas que sempre aparecem com o aproveitamento da terra.
Até lá mesmo os pequenos produtores de mandioca vão estar acabando com os córregos e igarapés (Amazônia principalmente é o que tomo como referência) com o veneno que é lavado nos córregos...
"Seja realista: exija o impossível"
O MST usa a expressão "latifúndio do agronegócio". É ambígua a expressão, mesmo eliminando formalmente o agronegócio produtivo. A palavra "agronegócio" já foi demonizada demais da conta para ser usada na luta -- todos vão ler apenas "agronegócio-que-é-igual-a-latifúndio". Melhor admitir francamente que a grande produção é necessária (não apenas agora) e deixar claro que uma grande unidade de produção não vai ser retalhada em módulos de reforma agrária.
A forma anti-ecológica (e, portanto, anti-humana) de produção deve ser duramente criticada, mas sem prejuízo para o ser humano atual.
"Seja realista: exija o impossível"
Tô achando que Kátia Abreu é mais esperta do que eu pensava. Qdo eu li o subtítulo, entendi que a senadora havia mudado de posição a respeito do CF; parece que não é isso e, sim, que passou a apoiar Dilma em todos os aspectos. De qq forma, se essa mudança, INCLUIR, uma mudança de posicionamento com relação ao CF, estará prejudicado o discurso dos ambientalistas que pregavam o agro-comunismo ou comuno- ruralismo em oposição ao Projeto de Aldo Rebelo. Melhor aguardar mais um pouco.
Politico é iqual a banana, vai na feira e se compra a duzia.
Então, até isso já mudou.
O que a "esquerda" oportunista não percebe é que a direita tem uma análise da realidade bem mais consistente do que ela. E a direita não cede um milímetro em questões de seus interesses a menos que a ameaça aos seus privilégios seja iminente e avassaladora (o que não é o caso).
Historicamente, nas alianças entre a esquerda e a direita, é a esquerda quem cede e a direita quem ganha.
Claramente, para todos que querem ver, o governo Dilma é mais conservador do que o de Lula (que já tinha cedido , em pontos essenciais dos interesses dos trabalhadores). Kátia Abreu se aproxima de Dilma porque ganha com isso (e os trabalhadores perdem). Como Sarney, Collor, Temer, PP, PMDB, PR perceberam. E a capacidade de capitulação e compromisso da "esquerda" oportunista está longe de acabar.
O resultado será o mesmo dos socialistas portugueses, gregos, franceses e os ex-comunistas italianos. Acabarão por legitimar a direita mais nefasta e perder completamente a base social da esquerda, desarticulando as lutas sociais (é por isso que um crápula como o Berlusconi se mantém no governo apesar das bandalheiras que faz).
"O resultado será o mesmo dos socialistas portugueses, gregos, franceses e os ex-comunistas italianos."
Não tenho a mesma análise sobre o PSD e Kátia Abreu que você tem agora. Mas sempre fico com essa idéia acima: o resultado será o mesmo dos "socialdemocratas". Só acho que não será tão cedo assim. Ainda há muito caminho a percorrer junto com Dilma e nenhum caminho que não seja direita pura e simples fora de Dilma.
Os acordos, principalmente no parlamento, não são tão rígidos como você descreve. Podem haver pontos de convergência entre a "esquerda oportunista" e a "direita nefasta" sem que seja necessário abrir mão do programa (de um lado e outro), principalmente quando acontecem derrotas seguidas na oposição e a divisão nas hostes da "direita nefasta" ou, no geral, da Oposição.
Tendo o poder firme nas mãos e não cedendo em termos de princípio não há motivos para afirmar que sempre a Esquerda sai perdendo. Maniqueísmo teu. É como o "Capitalismo de Estado" (sob o domínio Socialista) nas propostas de Lenine a partir de 1920 (aproximado quando estavam a vencer a guerra civil e de intervenção das grandes potências): é um passo atrás e, logo após, a condição de dois passos a frente (o inverso de 1903 após o Congresso do POSDR). E as concessões leninianas eram bem mais fortes que qualquer acordo dilmista.
Mas fico com um pé atrás: cedo ou tarde o destino da socialdemocracia será assumir aquilo que a direita, nefasta, não consegue por não ter poder de fato. Mas isso não é lei, é apenas o relato do que aconteceu na Europa, principalmente com o Partido Socialdemocrata da Alemanha.
"Seja realista: exija o impossível"
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