Aos jornalistas Rui Nogueira e Marcelo Beraba

Prezados Beraba e Rui Nogueira,

hoje sai essa matéria no Estadão: "Blogueiro que critica a mídia é contratado da EBC" , do repórter Leandro Cólon.

A própria matéria explica as razões de sua publicação. Segundo ela, "desde terça-feira, o jornalista tem destacado em seu blog informações em defesa do protesto contra a imprensa marcado para hoje a partir das 19 horas no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo". Foi o álibi encontrado pelo repórter Leandro Colon para vender a matéria para seus chefes.

Desde terça-feira, dos cem posts publicados pelo Blog, publiquei dois comentários de leitores sobre o evento. Sem entrar em juízo de valor e sem estimular o encontro - que, acredito, coloca mais lenha na fogueira. Acredito que a melhor crítica à mídia é desnudar os aspectos técnicos das falsas matérias. E não tenho me furtado a isso.

Mas isso é o de menos.

Primeiro, vamos ao email do repórter e aos esclarecimentos que dei:

Prezado Luis Nassif,

O Diário Oficial da União publicou no dia 20 de setembro o extrato de inexigibilidade de licitação da contratação da Dinheiro Vivo Consultoria Ltda pela Empresa Brasil de Comunicação por um valor de R$ 180 mil e vigência de seis meses. Segundo o edital, o contrato foi feito para prestação de serviços de entrevistador e comentarista para o telejornal "Repórter Brasil" e o "Programa 3 a 1".

Abaixo, seguem algumas perguntas sobre o assunto. Gostaria, se possível, que o senhor me respondesse.

- Quantos contratos a Dinheiro Vivo e o senhor têm hoje ou tiveram no passado com a EBC? Quais os valores e prazos de cada um?

Tive um contrato para produção e apresentação do programa Brasilianas que venceu em julho passado. Agora foi assinado um contrato de seis meses para participação no Repórter Brasil e no Programa 3 a 1, prevendo a remuneração de R$ 30 mil mensais.

- Quais tipos de serviços são prestados além do contrato acima citado no início desse e-mail referente ao processo 2201/2010?

Os serviços são aqueles discriminados no contrato: comentários e entrevistas no Repórter Brasil e participação no programa 3 x 1.

- Por que houve dispensa de licitação para sua contratação?

Em televisão - assim como no jornalismo em geral - há dois tipos de trabalho e de profissionais. Um, o trabalho técnico, que pode ser executado por formecedores diversos. Como, por exemplo, trabalhos de gravação, edição, audiovisual. Esse tipo de trabalho comporta licitação.

O segundo, é o trabalho intelectual e a formação de casts, pessoas com reputação em sua área e reconhecimento público, que ajudam a reforçar a cara da emissora. Nenhuma emissora pública - da TV Cultura em São Paulo a qualquer outra, estadual - procede a licitações para a contratação de comentaristas com imagem pública.

Em relação à minha área - comentários econômicos - há muitos e muitos anos fico entre os três jornalistas mais votados na categoria jornalismo de economia, mídia eletrônica - além dos prêmios que recebi como jornalista de economia da mídia impressa.

O mais importante prêmio de jornalismo do país é o Comunique-se - que teve no Estado de S. Paulo um de seus apoiadores. No último Comunique-se - cuja festa final foi ontem - fui classificado para a final de mídia eletrônica ao lado da Mirian Leitão e do Carlos Alberto Sardenberg. No ano passado fui finalista, ao lado do Joelmir Betting e da Mirian Leitão. Presumo que isto explique a notória especialização: ser considerado pelo voto da categoria como um dos quatro jornalistas econômicos de mídia eletrônica mais reconhecidos do país.

Tenho mais uma extensa relação de prêmios, que é de conhecimento do Marcelo Beraba, da Cida Damasco, do Ary Schneider e do dr. Ruy Mesquita. Mais informações sobre minha carreira e minha reputação poderão ser obtidas também com Rodrigo Mesquita, Ruy Mesquita Filho. Poderão falar dos cadernos Seu Dinheiro e Jornal do Carro que leguei para o Jornal da Tarde, por exemplo.

- Quais parâmetros e justificativas usados para os valores cobrados nesse contrato (do processo 2201/2010) e nos demais?

Mesmos valores de contrato recente meu com o Canal Rural - emissora de cabo - e com os valores pagos pela Globonews a seus profissionais.

O repórter sonega a informação de que meu contrato de comentarista obedeceu às mesmas bases do Globonews com seus comentaristas e às mesmas bases do contrato que mantive com o Canal Rural.

Mais uma vez o Estadão publica uma não-matéria. Não me surpreenderia se saísse em outro veículo. No Estadão, me surpreende negativamente, pois julgava que restassem resquícios de jornalismo nele.

Sobre jornalistas

Anos atrás, quando me preparava para lançar o livro "O jornalismo dos anos 90", o atual diretor da sucursal do Estadão em Brasília, Rui Nogueira, escreveu-me algo ansioso, pedindo para ler antecipadamente os originais. Enviei.

No email, dizia-me do ambiente da sucursal da Folha nos anos 90, de como eu criticava os abusos - mesmo trabalhando no próprio jornal -, de como a sucursal toda vez tentava me pegar (várias matérias contra mim na própria Folha). Falava-me do seu arrependimento quando caiu a ficha de que minhas críticas estavam corretas e visavam defender o jornalismo. Depois, dizia-me que as críticas ajudaram no seu próprio amadurecimento jornalístico após a constatação de que eu estava correto em investir contra esse tipo de jornalismo que encontrava qualquer álibi para fuzilar adversários.

De lá para cá, muita água rolou. Rui passou pelo Primeiro Leitura, foi sócio, acompanhou os problemas da revista, enviou propostas ao Palácio Bandeirantes, na tentativa de manter a revista em pé e conseguiu resolver uma série de passivos que a revista tinha com a Prefeitura de São Paulo e fornecedores. Nunca indaguei como saiu do sufoco das dívidas remanescentes. Mas fiquei solidário por conhecer, na pele, as dificuldades de tocar empresas jornalísticas pequenas.

Voltou ao jornalismo diário, assumiu a direção da sucursal de Brasília do Estadão e escreveu para o jornal uma resenha do livro "O país dos petralhas", de seu ex-sócio Reinaldo Azevedo, recomendando que fosse adotado pelas cadeiras de ética das Universidades. E, agora, retoma o mesmo modelo da Folha. Identifica um inimigo e usa qualquer arma para atingi-lo, inclusive transformar uma informação corriqueira em escândalo. O mesmo esquema anterior do qual participou, abjurou e voltou a fazer.

De Beraba, me pergunto qual seria a posição do melhor ombudsman que a Folha já teve, ao analisar a não-matéria do Estadão. O que diria da sonegação da informação de que o contrato obedeceu às mesmas bases da Globonews e do Canal Rural? Ou da explicitação, na própria matéria, de que o motivo de sua publicação foi minha suposta participação no movimento contra os abusos da mídia? Como explicaria uma não-matéria sendo transformada em escândalo?

Do Leandro Colon, pouco a observar. Faz parte do grupo de repórteres dos quais os jornais se valem, quando pretendem acertar contas com alguém.

Nesses tempos de cólera, esperava-se apenas que jornalistas experientes, com biografia, zelassem pelo bom jornalismo e pela reputação não apenas dos veículos em que trabalham, mas da sua própria reputação.

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358 comentários
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Ivan Moraes

Pois eu bati o olho na materia e sabia que era mentira.

Reduzir Nassif a "blogueiro que critica media" eh assumir que a grande media tem muita coisa boa pra ser notada.

Nao tem:  qual foi a ultima reportagem boa, sem mentiras e sem erros, que voces leram no estadao?  Na Veja?  No Globo?

"Criticar media" eh criticar as burradas da media?  Entao me conte nessa.

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 
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Tatu Bola

A nova campanha do Serra: o Seririca, uma mistura de Serra com Tiririca

Qualquer semelhança entre os dois é mera coincidencia

Oh céus, o Tiririca não merece

Sou mais o palhaço com suas graças do que o ódio do Serra enveneando  o mundo

http://4.bp.blogspot.com/_DMRY-gifoH8/TJq-g2XwJhI/AAAAAAAADfM/hXC6udj3ke4/s1600/TIRIRICA.jpg

 
 
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anoilo898

Assim, querendo dizer que Serra tem a cara do povo, é coisa de tucano disfarçado de petista ou recaldo de ex-PIG, coisa  tão impossível de haver quanto ex-corno

 
 
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SANDRA PRAZERES

LUIS NASSIF,

Esta denúncia de aparelhamento da mídia envolvendo a Revista Veja, os jornais O Globo, Estadão e Folha de São Paulo, especialmente no que se refere aos contratos feitos em maio de 2010, pelo governo de São Paulo, sob o comando de José Serra, é gravíssima, se analisarmos a situação tendo em vista as reportagens previamente casadas com o programa eleitoral deste candidato. Peço encarecidamente, pelo bem da democracia brasileira, que voces confirmem estas informações e façam uma matéria sobre o assunto. Peço também que, após confirmadas tais denúncias, voces as levem para o manifesto ANTIPIG, de hoje, 23 DE SETEMBRO DE 2010.  Sugiro que cópias de tais informações sejam distribuídas aos participantes.
http://ocommunard.wordpress.com/2010/09/22/escandalo-revelado-o-mensalao-da-midia/
Atenciosamente,
Sandra Prazeres

 
 
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YRD

Acredito que faltou o crédito de quem levantou estes dados:

http://namarianews.blogspot.com/

 
 
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Vantuil Barbosa Filho

depois dizem que jornalista não precisa de diploma! dá nisso; até o Serra diz ter diplomas ,e não tem. são iguais, e morreram assim, não tem essa de jornalista ser mandado pelo patrão; quando um profissional não quer! ele não faz, se faz; é porque são detritos do mesmo esgoto.

 
 
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maria regina

Concordo que a formação técnica do jornalismo é bem vinda, porém CARÁTER NÃO SE CONSTRÓI NA UNIVERSIDADE.

 
 
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leosilva

CONCORDO PLENAMENTE COM VC, SEM TIRAR NADAd

 
 
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anonimo000

Também acho. Por mais imoral que seja  docente do curso superior, todo mundo já é adulto e já tem  a sua personalidade pronta.

 
 
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Miguel rodrigues

Mas o que não faltam na midia são pistoleiros diplomados!

E voce acha que um coronel (ou capitão) vai contratar jornalista para para ação de pistolagem moral, que não seja diplomado?

No limite (será onde estamos hoje?), o diploma só valoriza o pistoleiro: regula a oferta.

 
 
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Lia Vinhas

Concordo em número e grau com o Vantuil, quando diz que os jornalistas defendem exatamente suas próprias posições que, não por acaso, coincidem com as de seu patrão. Temos dezenas de exemplos de jornalistas íntegros que preferiam deixar o bom emprego a aceitar difamar e escamotear informações aos leitores. Aliás, esta mesma opinião foi manifestada pelo grande jornalista Mauro Santayana, em sua excelente alocução no Centro Cultural Banco do Brasil, nesta terça-feir, ao lado do igualmente ótimo jornalista Azenha. 

 
 
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Dr.Divago

Pois é Nassif. a gente até já espera...mas mesmo assim se decepciona. em qualquer profissão podemos notar isso. Na minha área, é muito comum médico desqualificar colega na frente de paciente, e enfermeiro se atropelar por cargos sem nenhuma noção de que está contribuindo para a decadencia e descrédito de suas propria classes, em prol de um suposto beneficio individual.

Abraços.

 

Ainda humano, tentando enxergar na escuridão.

 
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oiDenilson

Nassif... Vc espera demais das pessoas erradas, daqueles que já deram motivo para se desconfiar... Cadê a mineirice de "confiar desconfiando"... Vc já deveria ficar armado em relação à quem ainda vive, e tem que fazer sempre reanimação, dessas grandes empresas de mídia... Ainda mais do "Grandioso" estadão... Que já era reacioanrio e manipulador antes do Prestes sair percorrendo o Brasil com sua coluna... Nassif, o futuro da informação não passa mais pelos "grandes" jornais escritos e seus paralelos da televisão... Passa por aqui, ou vc acha que com o aumento de renda da população e acesso a educação formal, haverá argumentos que justifiquem empresas que em primeiro de abril de 1964, fazuiam loas à um golpe de estado?

 
 
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maurobrasil

Nassif, não se intimide!

O dia 3 de Outtubro está chegando!

Poderemos todos nos expressar pelo voto!

 
 
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Vanda

É amigo Nassif ( virtual ) sua luta é um tanto desigual.....NÃO esmoreça, retroceder jamais!!!

 

 
 
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Pagu

Nassif, óbviamente terminei essa leitura em lágrimas.Evidente que estamos nos tempos de cólera.Parabéns pelo seu texto, lúcido,esclarecedor e revelador.

Assim como muitos que aqui comentam, sinto-me honrada de partilhar desse blog onde o propósito maior é a produção de conhecimento e a liberdade de opinião.

 

Pagu

 
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lucianopdo

Caro Nassif,

Gostaria de manifestar meu repúdio a este tipo de matéria publicada no Estadão e reiterar minha admiração e respeito pelo seu trabalho, o qual acompanho há vários anos.

 
 
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Roberto1

"Desde terça-feira, dos cem posts publicados pelo Blog, publiquei dois comentários de leitores sobre o evento."

Nassif, não tome como ofensa ou crítica mas a minha impressão é que a maioria esmagadora dos posts deste espaço ou são de autoria de leitores ou são clipes de notícias veiculadas em diversos mídia.  E eu acho que a mera seleção do que é publicado já diz muito sobre as tuas opiniões, ainda que  de maneira oblíqua. Mais ou menos assim: em geral os posts dos comentaristas refletem a concordância com as suas opiniões (dos comentaristas) a respeito do tema, os "midiáticos" geralmente já servem como demonstração das críticas mencionadas. Deve ser isso que dá a impressão "contra a mídia" que este espaço tem.

Mas, como qualquer outro comentário meu, e só mais um palpite de 2 centavos.

 
 
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Marco Cardoso

Mas o que você esperava que fosse sair do Colon?  :D

 
 
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hehehehe...tá lá na Wikipedia...."o colón é a maior porção do intestino grosso.  O colón é dividido em cólon ascendente, transverso, descendente e sigmóide.  É responsável pela absorção da água das fezes, tornando-as consistentes. Não sendo imprescindível à vida, pode ser completamente removido através de cirurgia..."

Alguns jornalistas já trazem, no nome,  uma indicação do tipo de matéria  que escrevem. 

 

Fatos que gostaria de testemunhar antes de morrer: 1-político bandido, preso; 2-juiz, promotor, procurador bandido, preso 3-Corinthians, campeão da Libertadores.....

 
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Sérgio Salvati

Sou biólogo e confirmo: é no cólon que se forma o bolo fecal,  a partir das porcagens do dia-a-dia encontrada nos organismos. Ops, quero dizer, os organismos expelem porcagens dia após dia, mas para os organismos serem mais eficientes na liberação das matérias (orgânicas), o cólon faz o trabalho de retirar o que tem ainda de bom nas porcagens. Pera, deixa eu explicar melhor, o cólon faz um reuso da porcagem antes de expelí-la, já no formato de bolo fecal. O reuso da porcagem expelido é, portanto, a re-porcagem do cólon. Agora sim, acho que fui claro. Assim como o Farol, todo "ólogo" se faz díficil de entender... :).

 
 
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Tcecilia binder

Nassif, você é o melhor jornalista econômico do Brasil, o que certamente desperta muita inveja. Toda manhã corro o risco de ter um infarto ao tomar conhecimento dos factoides expostos pela mídia corporativa. Aliás, você ja viu o documentário canadense The Corporation? Nele é apresentado um episódio de dois jornalistas investigativos que tentam ser calados pela Fox. O documentário, se não me engano é de 2005. Fantástico. Pena que, lá como cá, são poucos os jornalistas sérios. E você, sem a menor dúvida é um deles. Em relação ao risco de infarto, o seu blog é um fator de proteção que, espero, continue funcionando. Saudações.

 
 
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Sonja Faria Rosa

Boa Noite Nassif - O filme The Corporation pode ser visto em 23 partes no YouTube. Muito bom mesmo.

http://www.thecorporation.com/index.cfm?page_id=46

Abs.

 
 
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Denise

Nassif, total solidariedade a você que tanto nos tem ajudado a entender tudo que tem acontecido nestas eleições, com as análises profundas e o texto impecável, próprio aos grandes.

Sinto a mesma pena que você de ver nomes e textos, há pouco tão respeitados quanto o teu, estarem servindo para disseminar idéias tão alheias ao que se chama bom jornalismo, aquele que juramos e tanto prezamos.  

E pelo aspecto positivo, melhor dá um up no servidor, porque se o blog já andava lento sem publicidade, com isto vai ficar impossível andar por aqui.

Abraços, 

Denise

 
 
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Edson Rodrigues

Prezado Nassif,

Estou contigo e não abro! Quem é bom na profissão que exerce, o que é teu caso, tem que ser bem remunerado, tanto na iniciativa privada quanto nos governos federal, estadual ou municipal. Teu papel na sociedade é muito importante, ele representa o contrário do que essa mídia velha prega. Você faz aqui no blog e na EBC o mesmo papel de jornalista sério que tenta combater uma mídia golpista sempre respeitando a verdade dos fatos. Mas é sempre bom lembrar, os gospistas vão tentar de todo jeito te derrubar, fica esperto.   

 
 
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Fábio Lúcio

Nassif, é a campanha. Você deve ter vivido isso nas redações. Quando o aquário determina uma campanha, caiu na rede é peixe.

 
 
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neide

Caro Nassif,

Já assisti, com prazer, a diversas atuações suas na TV Cultura - o programa em que você combinava informações econômicas com informações culturais, particularmente sobre choro.

Sinceramente, acho que a sua capacidade de citar e analisar fatos, envolver o entrevistado, entreter o telespectador, mais do que justificam tanto a dispensa de licitação como o valor mencionado na reportagem.

Entretanto, acho natural que o fato tenha repercussão em outros órgãos, nesses tempos de política. Eu reconheço seus méritos, mas nem todos tem essa obrigação. Se a Miriam Leitão tivesse sido contratada por uma agência do Governo FHC, certamente algum órgão repercutiria o fato.

Continuo (apesar de algumas divergências ideológicas - e ressalto que esse blog é o único que, em minha opinião, respeita diferenças de opinião) admirando e acompanhando o teu trabalho.

 
 
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Manoel Fernandes Neto - NovaE. ...

Nassif, não tem como neste país fazer jornalismo independente sem ser taxado de petista, lulista, dilmista e esquerdista.

Isto não é de hoje. Vivemos isso desde nso embates de 1999, 2002, 2004 e assim vai.

Sim, sim, não, não. É a lei.

Separados seremos fracos.

Nos manter unidos, e ao mesmo tempo, independentes em nossas ideias e valores.

A matéria foi construída para desconstruir você.

Ninguém fala dos contratos de venda de assinaturas por governos estaduais  e beneficiou as grandes publicações.

Sua posição é digna. Sua vivência dentro destes meios é sua sobrevivência.

Nassif, você é arquivo vivo da historia da imprensa deste país. E de muitos de seus personagens.

Continue assim contanto espisódios e trajetórioas.

O Google se encarrega do resto.

A eleição está também mostrando quem são de fato seus amigos.

Com afeto.

 
 
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Antonio Deiró

É isso aí Nassif, mata a cobra e mostra a cobra morta. Será que esse tal de Colon não deu origem ao termo que PHA cunhou quando chama esses tipos de jornalistas de "colonistas"?

Outra coisa interessante é o pessoal que vive clamando pela liberdade de Imprensa e de Expressão querer soltar os cachorros em cima do protesto democrático de hoje coordenado pelo Barão de Itararé, para criticar o jornalismo de esgoto que vem assolando o país. Ou seja, fazer denúncias infudadas sem provas, assassinar reputações, fazer julgamentos sumários sem direito a defesa, publicar denuncias caluniosas sem ouvir antes a parte caluniada, a mídia  suja pode, em nome da liberdade de imprensa. Agora, protestar contra toda essa sujeirada da mídia, nós não podemos porque é golpe. Me perdoe a expressão, mas isso é xibunguisse.

 
 
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Silvana

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=608JDB020

MÍDIA & GOVERNO
Estadão põe gás no fogo

Por Alberto Dines em 23/9/2010

O Estadão ensandesceu: a manchete de capa de quarta-feira (22/9) transforma um embate episódico entre o governo e alguns veículos de comunicação numa confrontação política de grandes proporções e imprevisíveis conseqüências. E coloca indevidamente o Brasil ao lado da Venezuela e a Argentina no rol dos países latino-americanos onde o exercício do jornalismo e a liberdade de expressão correm riscos.

A manchete da edição – "TV de Lula contrata empresa que emprega filho de Franklin" – é exemplo clássico de um jornalismo panfletário que está substituindo o jornalismo investigativo, com sérios prejuízos para a credibilidade de uma instituição que não pode sobreviver sob suspeição.

O Observatório da Imprensa entrou para a programação da antiga TV Educativa (TVE) em maio de 1998, no último ano do primeiro mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso. Nestes 12 anos jamais sofreu do governo federal qualquer tipo de pressão no tocante ao seu conteúdo. No segundo mandato de FHC e ao longo dos dois quadriênios do presidente Lula jamais houve qualquer interferência do Executivo seja na escolha dos temas ou teor dos comentários.

O Observatório da Imprensa atacou abertamente o presidente Lula quando fez críticas indiscriminadas aos meios de comunicação. Se a TV Brasil fosse mesmo a TV de Lula, o programa televisivo do Observatório da Imprensa não gozaria deste tipo de autonomia.

Clima fabricado

Convém lembrar que este observador já foi demitido inúmeras vezes de grandes veículos por manifestar, em artigos assinados, opiniões que desagradaram as respectivas direções. Já houve casos em que textos publicados neste OI serviram de pretexto para punições em outros órgãos.

Os castigos impostos ao programa na TV Cultura e Rádio Cultura – contrariando voto do Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta – e que culminaram com suas eliminações durante a gestão de Paulo Markun jamais levaram este observador a dar dimensão política a divergências técnicas.

Quando o Estadão noticiou a recente crise na TV Cultura, jamais designou a emissora como "TV do Serra ". Afrontaria todas as normas de decoro jornalístico e seria rigorosamente injusta para com o então governador de São Paulo.

As denúncias de favorecimento da empresa Tecnet numa licitação da TV Brasil não pode partir de um fato secundário – seu representante comercial, Cláudio Martins, é filho do ministro-chefe da Secretaria de Comunicação, Franklin Martins.

A irregularidade e aquele que supostamente a praticou compõem os ingredientes básicos da notícia. O destaque ao parentesco do denunciado com um funcionário do primeiro escalão presume uma interferência que não foi verificada. A esta altura, uma acusação rigorosamente leviana.

Este clima exacerbado não ajuda o processo eleitoral, não ajuda o day after, não fortalece nossa democracia nem reforça os paradigmas de objetividade tão caros ao exercício profissional.

 
 

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