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André Lara Rezende, o demiurgo de uma nota sóEnviado por luisnassif, sex, 20/01/2012 - 10:33
Autor:
Luis Nassif Em algum momento de 1995 escrevi algumas colunas na Folha dizendo que havia algo de errado na economia. Não era possível um modelo em que uma pequena distribuidora, com R$ 14 milhões de capital, registrasse um lucro de R$ 140 milhões (a parte registrada), enquanto um atacadista com R$ 1 bilhão de faturamento tinha lucro de apenas R$ 10 mi. André Lara (um dos sócios da distribuidora), primeiro, tentou dar uma carteirada acadêmica, em um artigo na Folha em que falava sobre “palpiteiros”. Depois, recuou e marcou um almoço. Lá, questionei o absurdo de especialistas exclusivos em inflação inercial serem tratados como demiurgos. Sua resposta foi franca: “Eu entendo de inflação inercial. É a imprensa que cria as lendas”. André foi um dos principais responsáveis por abortar o projeto de privatização com fundos sociais – que garantiria um capitalismo popular no país, e a distribuição equitativa dos benefícios da privatização com os chamados fundos sociais. Já era um jogo de cartas marcadas. A fórmula de remonetização que adotou para o Real visou exclusivamente enriquecer grupos aliados no mercado futuro de câmbio. Explico detalhadamente isso em “Os Cabeças de Planilha”. Agora, tem-se uma nova realidade, com o fim do ciclo financista – do qual ele foi um dos expoentes no país, à custa da perda da grande oportunidade de desenvolvimento trazida pelo Real. E o demiurgo reaparece trazendo não-soluções. Tal qual Pérsio, tem bons diagnósticos sobre a crise e uma incrível incapacidade de enxergar caminhos novos. Confunde sua impotência intelectual de prospectar o novo – sem nenhum demérito, porque o mundo está atrás dessa pedra filosofal – com a incapacidade do mundo de atender às demandas de seus habitantes. Sua máxima parece ser: "Se não encontro uma solução é porque a solução não existe". Passa ao largo de um conjunto fundamental de desafios e possibilidades – como extirpar a miséria absoluta, como levar a civilização à maioria da população do planeta, quais as tecnologias disponíveis para melhorar a produtividade, a produção de alimentos, quais os caminhos para a exploração das riquezas no fundo do mar, a era da economia verde – e limita-se a decretar que, dado o esgotamento da capacidade do planeta, nada mais resta do que rezar. O correto seria: dada a incapacidade de visualizar cenários novos, nada mais a pensar. Esse neo-malthusianismo, essa visão atrasada do Clube de Roma não é uma solução. Com a carteirada das citações bibliográficas, André não consegue ir além de UM problema. E não trazer nenhuma solução. Sua única solução será os Bancos Centrais remonetizarem as dívidas e trazerem de volta a inflação. Aí, André terá o que dizer novamente. Por enquanto ele comete esse notável feito econômico de rebater Keynes... com Malthus. Do Valor Econômico Os novos limites do possívelPor André Lara Resende | Para o Valor, de São Paulo
A crise financeira mundial já vai completar quatro anos, mas ainda não dá sinais de que esteja por se esgotar. Pelo contrário, parece não haver economia no mundo, das mais pobres às mais avançadas, que esteja imune ao seu agravamento. O paralelo com a Grande Depressão do século XX é cada vez mais frequente entre os analistas. Acreditava-se que o antídoto para crises destas proporções havia sido descoberto, mas no mundo de hoje existem novas restrições que podem inviabilizar as saídas conhecidas. A analogia assusta, não apenas pela duração e pela profundidade da Depressão, mas, sobretudo, pelas consequências. A crise de 30 encerrou um período de internacionalização e de prosperidade mundial. Exacerbou o nacionalismo, o protecionismo e a xenofobia que levou ao fascismo, ao nacional-socialismo nazista e, finalmente, às tensões que desembocaram na Segunda Grande Mundial. Assim como no início dos anos 30, com o fim da Primeira Guerra a exaustão de um longo ciclo de prosperidade deixou um legado de endividamento público e privado de difícil digestão. Como nos anos 30, temos hoje o esgotamento do padrão monetário estabelecido e uma potência hegemônica em crise, prestes a ser superada por uma nova estrela econômica e militar. Neste início do século XXI, a insistência na saída keynesiana da retomada do crescimento pode ser uma ortodoxia anacrônica Ainda nos anos 30, John Maynard Keynes estabeleceu as bases conceituais de um fecundo debate sobre as causas, as consequências e as políticas necessárias para evitar a repetição de uma experiência tão traumática. Mais surpreendente ainda do que as semelhanças objetivas é constatar que o debate hoje continua pautado pela mesma polarização dos anos 30: de um lado, o fiscalismo e a ortodoxia monetária; do outro, a defesa da retomada do crescimento, através dos gastos públicos e de novos estímulos ao consumo. Em "Lords of Finance", publicado em 2009, Liaquat Ahamed retoma as circunstâncias, os personagens e as ideias do tumultuado período entre as duas Grandes Guerras do século XX. A partir de cuidadoso trabalho de pesquisa, com acesso aos arquivos privados de quatro personagens cruciais, os presidentes dos Bancos Centrais da Inglaterra, dos Estados Unidos, da França e da Alemanha, Ahamed mantém o leitor fascinado com o desenrolar de uma crise que pautou o século XX dali em diante. Não há como escapar à sensação de calafrios com as similaridades deste início de século. Recomendo enfaticamente o livro de Ahamed, mas, apesar das semelhanças, o mundo de hoje é outro. Para compreender, avaliar alternativas e traçar políticas, a história é fundamental, mas não se pode desconsiderar a especificidade das circunstâncias. Tenho a impressão de que, nas condições de hoje, o remédio keynesiano deixou de fazer sentido. Sabemos que esta crise é decorrente do estouro da bolha de preços de ativos, principalmente dos imóveis, provocada pelo excesso de endividamento. Bolhas são altas de preços induzidas pela disponibilidade de crédito. A partir de certo ponto, perdem relação com os fundamentos e passam a ser alimentadas exclusivamente pela expectativa de renovada alta dos preços. Embora devesse ser evidente que são insustentáveis, nunca faltam explicações para por que desta vez é diferente. Bolhas são boas enquanto duram. Todos ganham, até o choque com a realidade. Os fundamentos da psicologia de manada, que levam os mercados a se afastarem da racionalidade, são bem conhecidos, mas sistematicamente esquecidos a cada nova bolha. Não é difícil compreender a dificuldade enfrentada pelos que se aventuram a questioná-las. Nada mais aborrecido do que profetas do apocalipse a proclamar que o fim do mundo está próximo, enquanto todos ganham. Em plena crise, logo após o estouro da bolha, um "cartoon" americano dizia: "País viciado em bolhas busca desesperadamente uma nova bolha para investir". Cômico, porque profundamente verdadeiro. As economias modernas, desde a Revolução Industrial, estão organizadas para crescer e produzir mais. Quando não crescem é por que algo está errado. Para que a produção cresça é preciso que a demanda também cresça. A insuficiência de demanda, o risco de que a falta de demanda interrompa o crescimento é a ameaça subjacente, sempre presente nas modernas economias de mercado. A alavancagem excessiva, o abuso do crédito, é provavelmente a forma mais evidente de turbinar a demanda. Quase todas as políticas teoricamente questionáveis, mas que resistem, no tempo e em toda parte, ao ataque da racionalidade, podem ser entendidas como tentativas veladas de estimular a demanda. O viés mercantilista exportador, a defesa tarifária do mercado interno, subsídios às exportações também são exemplos de sustentação artificial da demanda. Ao demonstrar que o gasto público, mesmo quando contratado para abrir e fechar buracos, serviria como motor de arranque para a economia devastada pela recessão, o talento de Keynes encontrou a fórmula para a retomada do crescimento. O gasto público como forma de sustentar a demanda foi a peça-chave da macroeconomia keynesiana, quase hegemônica, desde o fim da Segunda Guerra Mundial, até o fim dos anos 60. Infelizmente, serviu também para justificar a insaciável vontade de gastar dos governos, ainda que nos momentos mais inoportunos. Nos Estados Unidos, os limites da sustentação artificial da demanda através do gasto público apareceram com o surto inflacionário do início dos anos 70. Nos países menos afeitos à disciplina fiscal, como os da América Latina, mais propensos a juntar a fome (da demagogia) com a vontade de comer (do keynesianismo), as consequências inflacionárias surgiram mais cedo, desde meados dos anos 50. Como não nos preparamos para uma economia estacionária, seremos obrigados a enfrentar uma parada traumática O contraponto teórico ao keynesianismo simplório do pós-guerra surgiu do debate acadêmico suscitado pela ameaça da inflação, nos anos 70 e 80. A chamada síntese da Curva de Phillips Expandida, em que o efeito das expectativas de inflação foi incorporado, demonstrava os limites dos gastos públicos como estimuladores da demanda e indutores do crescimento e do emprego. Além da lição keynesiana, do estímulo à demanda para sustentar o crescimento, a formulação de políticas macroeconômicas incorporou a lição monetarista, o uso da taxa de juros para conter os excessos inflacionários. O resultado foi tão positivo que levou à impressão de que nada mais havia a ser entendido em termos de macroeconomia. Tinha-se chegado à síntese teórica que abrira o caminho para a "Grande Moderação", uma nova era, sem recessão nem inflação. Nada mais havia a ser compreendido em termos de condução macroeconômica. Até mesmo o estudo da macroeconomia chegou a ser considerado ultrapassado. Em grandes linhas, a crise de 2008 está agora em sua quarta fase. Primeiro, houve o estouro da bolha de preços dos ativos, principalmente, mas não exclusivamente, dos imóveis. Na segunda fase, a mais aguda, o sistema financeiro quebrou. Na terceira fase, para evitar o colapso do sistema financeiro, os governos intervieram e assumiram grande parte das dívidas privadas. Agora, na quarta fase, depois de assumir o excesso de dívida privada, os governos estão eles próprios excessivamente endividados. Até a terceira fase, o processo foi mais ou menos equivalente em todas as economias avançadas. A maneira como as dívidas privadas foram transferidas para o setor público foi, entretanto, diferente nos Estados Unidos e na União Europeia. Enquanto nos Estados Unidos parte significativa das dívidas privadas passou para o Federal Reserve (Fed), na Europa, a ortodoxia do Banco Central (BCE) exigiu que a dívida privada fosse assumida diretamente pelos governos. O trauma da Alemanha, com a hiperinflação pela qual passou nos anos 30, engessou o mandato do BCE, até hoje sem autorização para inchar seu ativo com o excesso de dívida privada. Já o Fed, dirigido por um macroeconomista estudioso dos anos 30, foi agressivo na sua disposição de assumir as dívidas privadas problemáticas. Há efetivamente uma diferença filosófica, mas a reação audaciosa do Fed seria muito mais perigosa, não fossem os Estados Unidos os emissores da moeda-reserva mundial. A transferência de dívidas privadas diretamente para o governo eleva a dívida pública. Se parte dessa transferência pode ser feita para o balanço do Banco Central, há uma monetização sem contrapartida imediata na dívida pública. A dívida privada que vai para o balanço do Banco Central é monetizada. O espaço para monetizar dívidas, sem pressões inflacionárias imediatas, é muito maior para o emissor da moeda-reserva mundial. As implicações, como era de se esperar, foram distintas. Nos Estados Unidos, a dívida pública aumentou, mas, por enquanto, a grande preocupação é com o risco de que o excesso de emissão de moeda possa vir a provocar a perda de confiança no dólar. Enquanto a economia americana continuar com excesso de capacidade, a inflação não deverá reaparecer. O risco de uma brusca desvalorização do dólar, pela perda de confiança internacional, poderia ser grande, não fosse a absoluta falta de alternativas. Ao menos a curto prazo, não há substituto à vista. O principal candidato, o euro, sofre as consequências da inoportuna ortodoxia do Banco Central Europeu. O período de transição será longo, duro e conturbado. A reorganização da economia será compulsória e profunda Em princípio, o fato de o BCE estar impedido de monetizar parte da dívida privada transferida para o setor público deveria fortalecer o euro. O resultado, entretanto, foi o inverso. A ortodoxia do BCE levou o endividamento público em vários países a níveis percebidos como insustentáveis. É verdade que nos periféricos, principalmente Grécia e Portugal, a situação já era insustentável. A crise só explicitou o problema. O endividamento público dos países europeus, agora até mesmo nos países centrais - como a Itália e a França - atingiu níveis em que seu financiamento se torna problemático. Por enquanto, a União Europeia como um todo continua com um nível tolerável de dívida consolidada. A solução, um orçamento fiscal europeu, supranacional, encontra forte resistência política, principalmente por parte da Alemanha. A consolidação fiscal, através da criação de uma federação europeia, deveria ter acompanhado, desde o início, a união monetária. Foram justamente as resistências a essa consolidação fiscal que levaram à decisão precipitada de adotar a moeda única, na esperança de que seu sucesso criasse as condições políticas para viabilizá-la. Hoje, até mesmo a união monetária está em xeque. Enquanto a Europa corre risco de desintegrar-se, a economia americana, apesar de alguns recentes sinais positivos, continua praticamente estagnada. Uma recessão de grandes proporções, equivalente à dos anos 30, foi evitada, mas o crescimento não voltou e o desemprego continua alto. Apesar da agressiva monetização do Fed, a dívida pública também se aproxima do limite tolerável. De todo modo, nos Estados Unidos a atuação do Fed permitiu que se ganhasse tempo. O tempo sempre foi um precioso aliado em economia. ó existem três formas de eliminar o excesso de endividamento. A primeira é uma recessão suficientemente profunda para quebrar devedores e credores e zerar a pedra. Foi o que ocorreu nos 30. Os custos, como aprendemos, são inaceitáveis. A segunda é a monetização das dívidas. Ganha-se tempo, enquanto a inflação reduz o valor real das dívidas, mas há risco de perda de controle. Como no caso da Alemanha dos anos 30, o resultado pode ser uma hiperinflação, ainda mais devastadora do que a pior das recessões. A terceira é a retomada do crescimento. Como depressão e inflação têm custos inaceitáveis, só a retomada do crescimento é solução, pois reduz o tamanho relativo das dívidas. O crescimento é o único remédio, mas, diante do endividamento excessivo, como ensinou Keynes, sua retomada depende do estímulo artificial à demanda, via aumento do gasto e do endividamento públicos. Nada mais revelador do círculo vicioso de nossa condição do que a imagem do viciado em busca de uma nova bolha para investir. É bem possível que hoje, 80 anos depois, o remédio keynesiano não possa mais ser aplicado. Neste início de século XXI, a insistência na saída keynesiana da retomada do crescimento pode ser uma ortodoxia anacrônica, assim como era a defesa do padrão ouro no início do século XX. Para compreender por quê, "The Great Disruption", livro de Paul Gilding, que acaba de ser publicado, é leitura obrigatória. Guilding é hoje professor do Programa para a Sustentabilidade da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. Tem um longo histórico, a vida toda dedicada ao tema. Foi chefe do Greenpeace Internacional, empresário de sucesso e consultor, tanto de pequenas comunidades, como de grandes empresas internacionais. Seu ponto de partida é o fato de que já passamos dos limites físicos do planeta. Peço uma trégua na impaciência dos que são imediatamente tomados de um misto de tédio e irritação ao pressentir a possibilidade de se defrontarem com mais uma catilinária sobre a defesa do ambiente. Certo, ouço-os dizer, estamos convictos da importância da questão ecológica, mas, diante de uma crise que ameaça transformar-se numa depressão mundial, não é hora de falar de sustentabilidade. Grave engano. Se o remédio do crescimento não estiver mais disponível, é imperativo abrir novos horizontes. Gilding argumenta que passamos do limite físico do planeta. As evidências são hoje um consenso na comunidade científica. Apesar da vida de ativista, Gilding é a antítese do radical rancoroso. Seu livro faz a melhor exposição organizada, inteligente e ponderada, da evolução das pesquisas, da consciência ecológica e do estágio a que chegamos. Qualidades que em nada aliviam o impacto depressivo do tema. Gilding é, contudo, surpreendentemente otimista na capacidade de adaptação e de superação da humanidade. Não antes de enfrentar uma crise sem precedentes. Em 2005, num seminário para empresários e executivos na Universidade de Cambridge, Gilding fez uma tentativa de descrever como seria essa crise. Argumentou que os limites ecológicos terão, antes de mais nada, um impacto profundamente desorganizador na economia. A reação e o grau de engajamento da plateia na discussão foi completamente diferente. Enquanto o argumento é sobre a arrogância humana, seu desrespeito pela natureza, a destruição do sistema ecológico e até mesmo o possível fim da humanidade como a conhecemos, a plateia comove-se, mas vai para casa sem que nada mude. Deprimente, distante e aparentemente não há nada que se possa fazer. Melhor esquecer. Mas se, antes de desaparecermos todos, ou quase todos, da face da Terra, tivermos que enfrentar décadas de uma crise econômica de grandes proporções, aí a coisa muda. A ameaça torna-se concreta. A tese de Gilding é de que a economia mundial será obrigada a parar de crescer. Como não houve uma transição antecipada, como não nos preparamos para uma economia estacionária, seremos obrigados a enfrentar uma parada brusca, profundamente traumática. O momento da tomada de consciência do fim do crescimento e da necessidade de uma profunda reorganização da economia não está longe. Questão de, no máximo, mais uma década. Como é sempre o caso com previsões, é mais fácil acertar a direção do que o momento no tempo. Gilding tem consciência disso e não pretende ser preciso no "timing". Gilding passou a trabalhar em simulações dessa parada brusca da economia mundial com um colega da Universidade de Cambridge. Jorgen Randers fazia seu doutorado no Massachusetts Institute of Technology (MIT), no início dos anos 70, quando participou do trabalho pioneiro, "The Limits to Growth", estudo encomendado por um grupo de notáveis, reunidos no chamado Clube de Roma. O relatório foi duramente criticado. À época, dois brasileiros, membros do Clube de Roma, Hélio Jaguaribe e Israel Klabin, chamaram minha atenção para o relatório. Como estudante de economia, considerei-o trabalho típico de engenheiros, em que faltavam preços. Sem preços, qualquer simulação de longo prazo é explosiva. É o sistema de preços que age como sinalizador das decisões e influencia as opções de tecnologias, de investimentos, de oferta e de demanda, para garantir o equilíbrio sistêmico. Uma avaliação, feita em 2008 por Graham Turner, "A Comparison of The Limits to Growth with Thirty Years of Reality", mostra que as conclusões do relatório foram impressionantemente precisas, tanto em termos conceituais como quantitativos. A supressão dos preços não fez diferença, pois o uso do ecossistema não é precificável sem o arcabouço institucional adequado. Trata-se de mais um caso de "falha de mercados". Apenas mais dramático. O caso dos "bens públicos" - bens para os quais não há custo para o consumo individual, mas há um custo coletivo - é o exemplo clássico da falha de mercados. Diante da falha do sistema de preços e da incapacidade de tomarmos medidas preventivas, chegamos ao limite sistêmico. As múltiplas dimensões desse limite estão todas interligadas. Ao romper-se uma delas, o processo se acelera e aumenta a probabilidade de que outras também venham a ser rompidas. Atingimos o limite físico do planeta. Para evitar uma catástrofe de grandes proporções, seremos obrigados a tomar medidas de emergência, extremamente duras, como o estabelecimento de cotas. Quando falha o sistema de preços, alguma forma de racionamento se torna imperativa. Seremos obrigados a reconhecer o que, apesar das evidências, nos recusamos a ver: não há como viabilizar sete bilhões de pessoas, com o padrão de consumo e as aspirações do mundo contemporâneo, nos limites físicos da Terra. O período de transição será longo, duro e conturbado. A reorganização da economia será compulsória e profunda. Indústrias inteiras vão desaparecer. As de carvão, petróleo e gás, muito antes do fim das reservas conhecidas, serão as primeiras. A Idade da Pedra também não acabou por falta de pedras. O otimismo de Gilding é quanto ao resultado final desse processo. O fim do autoengano, o reconhecimento dos limites do possível, provocará extraordinárias inovações tecnológicas. Uma nova referência do que significa melhorar de vida viabilizará, permanentemente, um número muito superior de pessoas na Terra. Uma população 40 vezes superior à de todos os tempos, até o início da Revolução Industrial, só será possível, entretanto, com o fim do crescimento econômico como o conhecemos. O crescimento baseado na expansão do consumo de bens materiais está no seu capítulo final. É difícil contestar a lógica e as evidências. Pode-se discutir o "timing", mas não há mais como pretender que a economia mundial poderá continuar a crescer. Sem crescimento, como vimos, não há como digerir o excesso de endividamento que hoje paralisa as economias dos países mais avançados. O crescimento das economias periféricas, liderado pela China, é a esperança de que o excesso de endividamento das economias centrais possa ser digerido, mas o crescimento recente da China tem todas as características de mais uma bolha. A eventual parada súbita da economia chinesa seria a pá de cal na esperança de uma saída harmoniosa para o impasse em que a economia mundial se encontra. A crise de 2008, que insiste em não terminar, pode não ser apenas mais uma crise cíclica das economias modernas, sempre ameaçadas pela insuficiência de demanda. É possível que o prazo de validade do remédio keynesiano tenha se esgotado. Não há mais como contar com o crescimento da demanda de bens materiais para crescer. O crescimento pode não ser mais a opção de saída para a crise. Em momento nenhum, entretanto, essa possibilidade é examinada no desenho das alternativas. O limite físico do ecossistema pode ter sido atingido, ou estar muito próximo, mas o mecanismo psicológico de autoengano, de negação dos fatos, segue inabalável. O otimismo de Gilding quanto ao longo prazo é reconfortante, mas o fim do crescimento exige uma nova abordagem para a superação de uma crise que, tudo indica, será longa. Infelizmente, não há ainda nem sinal de que esta nova abordagem esteja em gestação. André Lara Resende é economista.
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Comentários + votados
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Sanzio
20/01/2012 - 11:23
Li o texto do Nassif, não vou perder meu tempo lendo o do privata. Mas aposto um braço que, se tocou no nome do Brasil, deve ter culpado os gastos públicos em algum momento.
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Jose de Almeida Bispo
20/01/2012 - 11:27
Hehehehehehehe! Oh!
Por que pensar se é mais fácil comprar o pensamento feito?
Já houve tempo em que se dizia que o Brasil não podia ter indústria!
Cultura colonialista é brincadeira?
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Luiz Lima
20/01/2012 - 11:39
Qual é o problema com a "décroissance", Nassif? O Lara-Resende é o que é, mas não é por isso que eu vou deixar de concordar com a tese que ele defende. O fato de fazê-lo por oportunismo, ou não dizer...
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Adamastor
20/01/2012 - 11:45
"(...) promover políticas demográficas adequadas."
Rebolla,
Pra você o que siginfica isso? Seria algo parecido com o que fizeram os alemães entre agosto de 1934 e abril de 1945?
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Jorge Nogueira Rebolla
20/01/2012 - 11:55
O deng iniciou uma "política demográfica" adequada na china... o Estado determina quantos filhos um casal pode ter...
A política demográfica adequada chinesa e o aborto legal produziram e continua a...
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Jorge Nogueira Rebolla
20/01/2012 - 12:02
Luis, você é uma pessoa com capacidade intelectual acima da média. Tem uma grande conhecimento de política e economia. Por quê não ler e comparar as propostas da onu e o que o pessoal do clube de...
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Sergio SS
20/01/2012 - 12:03
De fato a resiliência do planeta pode estar sucumbindo. Mas por outro lado, estes alertas sobre o esgotamento dos recursos e da incapacidade da Terra em repô-los, fez o mercado enxergar uma nova...
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Hamilton
20/01/2012 - 12:29
Também não vou perder o meu.
Inclusive porque prefiro o que Otto, o pai, escreveu.
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Roberto Locatelli
20/01/2012 - 12:36
O que é preciso para termos um mundo melhor é derrotar o capital financeiro. Enquanto ele dominar, caminharemos para a barbárie.
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A.Alvaro Guedes
20/01/2012 - 14:31
Para estes rentistas-especuladores, com a queda das taxas de juros e a ameaça de um justo mega-calote do G7, só resta a implantação do neo-malthusianismo da economia verde, o decrescimento...
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Sergio SS
20/01/2012 - 14:52
Nossa Felipe, que desleixo e prolixidade. Não dá para entender quase nada do que vc escreve, amigo.
Tenha calma, procure uma relação lógica nos pensamentos antes de escrever e, principalmente, releia...
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Sanzio
20/01/2012 - 15:14
Blog do Mellosexta-feira, 9 de dezembro de 2011Por que Pimentel e não André Lara Resende, que Nassif afirma que enriqueceu com informações superprivilegiadas?
A mídia porcorativa abre...
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Luiz Lima
20/01/2012 - 17:20
Eu presto atenção nessas coisas, Rebolla. Porém, como você também sabe, o objetivo final dos comunistas é a dominação mundial... ;-)
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Ricardo Santos
20/01/2012 - 20:31
Nassif decodificou o neoliberal André Lara Rezende!
Esses caras estão cercados!
Ééééeh, o universo é binário!
E, aqui no mundo mineral, ele evolui de acordo com a dialética hegeliana:...
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Claudio Naoto Fuzitaki
21/01/2012 - 00:11
Eu li o artigo achando que seria bem ruim, mas supreendentemente concordo com muito do que está escrito. Embora os países em desenvolvimento ainda tenham recursos naturais para o crescimento e...
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acastro
20/01/2012 - 14:28
Sr. Roberto Veiga:
seus comentários desabonadores ao serviço público são baseados certamente em manchetes do Globo, Veja e Folha, para os quais o servidor público é um ser inútil e deveria ser...
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Kid Prado
20/01/2012 - 13:40
Não é filho do Otto. É sobrinho. O escritor não pode ser culpado por isso.
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rogerio marques
20/01/2012 - 14:03
É filho mesmo.
O gênio de Minas. E para homenageá-lo deixo essa crônica.
Outra fachada
Por Otto Lara Resende
Foi na passagem do ano, em Angra dos Reis. Mais uma vez eu me encontrava num momento...
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Antonio Rodrigues do Nascimento
20/01/2012 - 14:45
A vida privada de André Lara Resende
Auto-exilado na Europa, o economista que lançou a semente do Real quer agora entender por que a imprensa massacra os homens públicos
Longe do governo, o...
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Jorge Nogueira Rebolla
20/01/2012 - 11:03
"Para alcançar o desenvolvimento sustentável e uma melhor qualidade de vida para todas as pessoas, os Estados devem reduzir e eliminar padrões insustentáveis de produção e consumo e promover...
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Da reorganização que vier o setor financeiro vai perder muito do seu poder, e muito dos seus lucros pornográficos.
Mas a crise precisa piorar mais para chegar nisso.
"Para alcançar o desenvolvimento sustentável e uma melhor qualidade de vida para todas as pessoas, os Estados devem reduzir e eliminar padrões insustentáveis de produção e consumo e promover políticas demográficas adequadas."
Rio principles 10 - unep/pnuma/onu
Para os que não acreditam nos grandes segredos que circulam livremente... bem vindo ao admirável mundo novo! Está começando.
http://vermelhosnao.blogspot.com/2012/01/o-alto-comissario-para-as-geracoes.html
http://vermelhosnao.blogspot.com/2012/01/o-futuro-que-queremos.html
"(...) promover políticas demográficas adequadas."
Rebolla,
Pra você o que siginfica isso? Seria algo parecido com o que fizeram os alemães entre agosto de 1934 e abril de 1945?
Significa que o Rebolla é o mais novo fã do Alex Jones Show. Melhor assim, se você quer saber.
Luis, você é uma pessoa com capacidade intelectual acima da média. Tem uma grande conhecimento de política e economia. Por quê não ler e comparar as propostas da onu e o que o pessoal do clube de roma, da comissão trilateral e do cluber bilderberger pregam desde o seu início? Verá que a mãe de todas as desgraças segue exatamente o roteiro proposto.
O cenário está montado. Uma crise econômica provocada por eles mesmos e o alarmismo climático. Verifique as ligações. Os financiadores do segundo são exatamente os que provocaram a primeira.
Para o Rio + 20 leia o zero draft... e combine com a agenda 21.
Quanto ao alex jones, eu não o conhecia. Vou dar uma espiada no site dele.
Eu presto atenção nessas coisas, Rebolla. Porém, como você também sabe, o objetivo final dos comunistas é a dominação mundial... ;-)
O deng iniciou uma "política demográfica" adequada na china... o Estado determina quantos filhos um casal pode ter...
A política demográfica adequada chinesa e o aborto legal produziram e continua a produzir o maior feminicídio da história da humanidade. Porém como ainda estão no estágio de "embrião ou feto" nada significam, para os progressistas nada significa que mais de 100.000.000 (CEM MILHÕES) de MULHERES tenham ido para a lixeira. Por quê as feministas abortistas brasileiras se calam sobre isto? Por quê as abutres que se amotinaram contra a medida provisória 557 jamais consideram que a cada 2 anos na china se produz um holocausto induzido pelo sexo?
É só ver quem as financia!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Li o texto do Nassif, não vou perder meu tempo lendo o do privata. Mas aposto um braço que, se tocou no nome do Brasil, deve ter culpado os gastos públicos em algum momento.
Também não vou perder o meu.
Inclusive porque prefiro o que Otto, o pai, escreveu.
Hamilton
Não é filho do Otto. É sobrinho. O escritor não pode ser culpado por isso.
Kid Prado
É filho mesmo.
O gênio de Minas. E para homenageá-lo deixo essa crônica.
Outra fachada
Por Otto Lara Resende
Foi na passagem do ano, em Angra dos Reis. Mais uma vez eu me encontrava num momento de transição. O fm do ano traz, inconsciente, esse desejo de mudar. Só me dei conta disso há pouco tempo, vendo a minha carteira profssional. Várias demissões no mês de dezembro. Época do Advento, Natal à vista, uma força nos impele e a gente admite que é possível recomeçar. O que passou e o que virá.
Essa pretensão de me reinaugurar. Pulsa nela uma expectativa que se abre, quase eufórica. Um alvoroço de asas. Deixar para trás o arquivo morto, fechar a porta, selada como um túmulo. É preciso morrer para renascer. Os opostos se misturam, mas se impõe no horizonte uma promessa de aurora. Pouco importa que não seja clara. Tanto melhor. Há na penumbra, nesse claro-escuro, uma nota propícia. Esse respiro que se acelera e exalta.
Poxa, quanta filigrana para chegar aonde eu quero. Visto pelo lado de fora, é só isto: deixei a barba crescer. Mudei a fachada. A gente na vida deve ter uma cara só. Se é raspada, vá raspada até o fim. Barba, pera, cavanhaque, costeletas. Os vários bigodes, cheio, fno, de pontas. Passa-piolho, ou em leque. Feita a escolha, que esteja feita. Adolescente, preservei intocado o recente buço. No afã de ser adulto, virou bigode sem conhecer navalha.
Até que um dia deitei-o abaixo aqui no Rio, no barbeiro da Associação Cristã de Moços. Estava feita a minha opção. Vou de cara limpa, escanhoada. Aí estou um dia em Angra, fim de ano, começo de ano, e não fiz a barba. Eu mais que vivido. Revivido. Três, quatro dias e, mais depressa do que esperava, a barba compareceu. Hirsuta, como intratável se pretendia o remoto bigode adolescente. Com o tempo, eu saía de manhã pra andar com o Hélio Pellegrino, de repente ele estacava.
E me olhava, estupefato. Começava a rir. Eu não era eu. Aquele barbaças, ainda por cima a barba branca, se metia entre nós. O Hélio me fitava e em vão me procurava. E ria. Curioso é que a princípio me deu a maior força. Barba de protesto, dizia ele. De desgosto, dizia eu. Desgosto de quê? Já não sei, nunca soube. Talvez estivesse cansado de mim. Aí chegou julho. Aniversário da minha mãe e da minha filha Helena. Que presente me pediram? Raspar a barba! Raspei — e isso é outra história.
Hehehehehehehe! Oh!
Por que pensar se é mais fácil comprar o pensamento feito?
Já houve tempo em que se dizia que o Brasil não podia ter indústria!
Cultura colonialista é brincadeira?
Qual é o problema com a "décroissance", Nassif? O Lara-Resende é o que é, mas não é por isso que eu vou deixar de concordar com a tese que ele defende. O fato de fazê-lo por oportunismo, ou não dizer como se pode compatibilizar o decrescimento econômico com o capitalismo - em minha humilde opinião, é impossível - não desqualifica a tese por princípio.
Já está na hora de retirar o nome de Malthus do escaninho dos escritores de "verdades inconvenientes" onde jazem, por exemplo, as obras de Maquiavel e Swift. O capitalismo, quem diria, acabou por dar-lhe razão.
Espero que o seu swift não seja o jonathan... (com todas as ironias possíveis, principalmente a dele)...
http://vermelhosnao.blogspot.com/2011/10/o-terrorismo-dos-neo-malthusian...
De fato a resiliência do planeta pode estar sucumbindo. Mas por outro lado, estes alertas sobre o esgotamento dos recursos e da incapacidade da Terra em repô-los, fez o mercado enxergar uma nova oportunidade de induzir suas vendas: entrar no mercado verde de cabeça, como uma nova estratégia de venda. Assim surgem as empresas verdes, o marketing ambiental, relatórios de sustentabilidade na Bolsa, mercados de carbono, uma panacéia. Mesmo adotando todo este "green washing", a mercantilização do conceito de sustentabilidade contribui para incrementar o debate na sociedade e a consciência ambiental no consumidor. Hoje, todo mundo fala disto e os farsantes da nova economia verde serão desmascarados. Até o Itaú se vende como o mais sustentável do mundo, apesar de ainda ser o primeiro disparado nas reclamações do consumidor no Procon há anos.
A biotecnologia, os laboratórios na floresta, as novas matrizes energéticas, a construção civil verde, o turismo sustentável, a madeira e papel certificados etc., são exemplos de que já estamos dando alguns passos firmes em direção a uma nova forma de produção de consumo. Já temos até boi verde no campo... Mas outros setores ainda resistem, especialmente os vinculados ao petróleo e ao plástico, a indústria de locomoção, o latifúndio da monocultura e seus fertilizantes e defensivos proibidos, o farmacêutico etc. etc. etc.
Viver é afinar um instrumento...
Um socialista , depois social democrata engolfado pela espuma , da champanha e da quando quebrou parecia Mavericks onda neoliberal.
Já está jogando a toalha no debate progressismo capitalismo , agüentou bastante perto dos outros, era o melhorzinho........ , ta bom ,ta bom , pontos de vista diferentes. O retorno das múmias , asseclas intelectuais do melhorzinho, Brasil , China , Rússia , Índia , não sei bem mas ele esqueceu de posicionar a crise econômica nos países que ela existe , não vai me dizer que ainda acha que são o mundo.......
Progressismo, como o presente autor define o novo movimento político que vem correndo o mundo. Mais do que criá-lo foi a palavra que o autor empregou e emprega para definir as mudanças política e sociais mundiais. Uma tese escrita e defendida , debater coma velha mídia e expurgados acadêmicos não tem graça, não sei pra que foram botar motores.......
Falando em Jason sacaram o tipo do carequinha bucanero que andava por aí , já conferi não tá faltando nada.
Malvinas , autodeterminação dos povos , comentarista rolando no chão esse é melhor que o nerdandi.... dá pra rolar uma independência não........hermanos impublicável , comentarista dando pausa.
>>>> Em algum momento de 1995 escrevi algumas colunas na Folha dizendo que havia algo de errado na economia. Não era possível um modelo em que uma pequena distribuidora, com R$ 14 milhões de capital, registrasse um lucro de R$ 140 milhões (a parte registrada), enquanto um atacadista com R$ 1 bilhão de faturamento tinha lucro de apenas R$ 10 mi.
Sim, ha algo de muito errado nisso. E de insustentavel tambem. Nao tem como funcionar no longo prazo um modelo que privilegia cada vez mais os recebedores liquidos de impostos (o que inclui tambem os banqueiros e rentistas do Estado de um modo geral) em detrimento dos pagadores liquidos. Ha algo de muito errado num pais onde um funcionario publico, por exemplo, para trabalhar oito horas por dia na frente de um computador, sem gerar um centavo, sem gerar um unico misero emprego, sem trazer nenhum beneficio direto para a populaçao (e muitos dos supostos beneficios indiretos sao bem questionaveis), exercendo funçoes burocraticas pelos quais a iniciativa privada paga 2 mil reais (se tanto), leve pra casa todo fim de mes mais de dez mil reais de salario e tenha direito a aposentadoria integral, o que muito pequeno e medio empresario, que poe em risco seu capital, gerando dezenas ou centenas de empregos, nao tira num mes (e ainda é tratado quase como bandido em repartiçoes publicas, o que ja vi inumeras vezes, como se dever imposto fosse equivalente a roubar). Do mesmo modo que você tem hoje as pessoas deixando de investir na economia real pra botar seu dinheiro no assim chamado cassino financeiro, temos hoje nossas melhores mentes deixando de lado o empreendedorismo para virar "barnabés". E a cada nova greve por melhores salarios (como se ja nao fossem muito bons), aumenta ainda mais o abismo que torna completamente desinteressante tentar a vida na iniciativa privada, sendo que esses cerebros agregam muito pouco no serviço publico, repleto de tarefas mecanicas que qualquer pessoa com segundo grau realizaria com o mesmo nivel de qualidade.
Sr. Roberto Veiga:
seus comentários desabonadores ao serviço público são baseados certamente em manchetes do Globo, Veja e Folha, para os quais o servidor público é um ser inútil e deveria ser eliminado, através da privatização de todos os serviços do Estado; é evidente que o sr. não conhece nada sobre o serviço público e tece comentários por ouvir dizer, sem pensamento crítico. Em primeiro lugar, não existe essa história de "aposentadoria integral", porque a grande maioria dos servidores recebe, como boa parte do salário, gratificações que não serão incorporadas na aposentadoria, e é por isso que muitos continuam trabalhando, apesar de terem tempo para se aposentar; em segundo lugar, o desconto para a previdência é de 11%, e não recebemos FGTS, como os trabalhadores da iniciativa privada; em terceiro lugar, a afirmação que nada trazemos ao país, trabalhando 8 horas em frente ao computador, não é apenas falsa, mas perversa e tendenciosa, pois hoje o computador é ferramenta de trabalho de qualquer cidadão que não seja analfabeto, direta ou indiretamente. Seria o caso de perguntar o que um analista financeiro, um operador de bolsa de valores produz para o país, dentro desta sua lógica limitada. É claro que existem problemas quanto à eficiência e efetividade no serviço público(não só aqui, mas no mundo todo), mas a época do "barnabé" já passou; hoje a grande maioria tem ponto eletrônico de frequencia, não existe esta história de deixar o paletó na cadeira e ir para a praia. Por fim, desde a constituição de 1988, o acesso ao cargo público se dá através de concurso, aberto a todos que atendam aos requisitos e consigam passar nos concursos. Se o sr. acha que existem privilégios no serviço público, é só estudar e tentar ingressar em alguma instituição. Garanto que não será fácil...
acastro
Voce só se esquece que os EUA, por exemplo, tem muito mais funcionários públicos per capita que o Brasil.
E ai a sua tese vai para o ralo.
Que importa né, se a realidade não é como voce acha que é.
Aliás, voce também está bem por fora do mundo empresarial.
Hoje em dia qualquer padaria, posto de gasolina, farmácia, loja de roupas, loja de materiais de construção, restaurante, dá 20, 30 mil por mês liquido tranquilo. Alguns dão até muito mais que isso. Relmente voce anda bem por fora da realidade do País. É evidente que existe um monte de pseudo empresários (ou aventureiros)que quebram mesmo. Mas nos últimos anos, quem é sério, sabe trabalhar e tem capital ganhou muito dinheiro.
Na sociedade não existe essa dicotomia que voce parece crer. Se a pessoa é ambiciosa, sonha em enriquecer ela tem que ser empreendedora ou investidora, não tem opção.
Mas nem todos são dessa forma, alguns preferem ter mais garantias.
Eu também sou contra a aposentadoria integral aos servidores públicos - o que aliás o governo está alterando, voce não gostou ?
Qual é a sua alternativa ? Reduzir todos os salários dos servidores públicos para 2 mil reais por mes sem reajustes por 10 anos ? Que beleza né...
@DanielQuireza
Veto a construção de um oleoduto , do Canadá aos EUA , estávamos falando em ferrovias , criam mais opções , até vagões especais para transportar o óleo, ou um oleoduto paralelo , mas e depois o que será feito com aquela tralha , somente o oleoduto os benefícios , pós obra , serão na maioria das empresas.
O que se fazer com o oleoduto quando não houver mais óleo e o custo ambiental que não pode ser devidamente avaliado , dêem uma olhada em como foram os debates e as exigências em Belo Monte , e foi a razão do veto.
Belo Monte é exemplo de como se fazer uma obra de grande porte , mas se quiser aprender como interromper ou atrasar uma obra é só dar um pulinho no Brasil , MP e outros resmungando....
Com o retrospecto de política exterior dos EUA uma ida a Disney , outro cartão de visitas e realidade que a dos republicanos encasacados anunciando guerras na Casa Branca , deixa ele , e anunciando a flexibilização dos vistos , tá bom , um lugar que é o cartão postal que construiu a imagem manera que os EUA tem, ou tinha , está tentando recuperar, no mundo e o retorno a uma normalidade com o restante do mundo e ao ambiente de tranqüilidade , começando o fim do período de neuras, medos de atentados , conflitos e uma segurança interna que já estava pressionando uma sociedade que sempre se orgulhou de sua liberdade.
Os sites são portais de representação da sociedade , e hacker boladão perturba , a lei que permite baixar arquivos proibindo o comercio é a mais adequada a fiscalização é impossível e ações como a que houve de fechamento vez por outra de algum site irão causar reações , cada vez maior e mais apoderada a internet com liberdade será cobrada pelos milhões que navegam todo dia.
Quando o capitalismo , em sua versão neoliberalismo vai a falência , a teoria se desintregra do começa ao fim.
Quebram as finanças , desigualdade de renda , miséria e desemprego que dispara com a crise econômico de 2008 eram e persistem em diferentes graus nos diferentes países que o neoliberalismo ou um molde ainda anterior o colonialismo atuou.
Olhem a China aonde não houve presença do capitalismo. Liberdades , a AS hoje é o continente mais avançado , não temos tantos , digamos xeretas como os EUA e UE , mas tendo o Brasil como exemplo nunca tivemos o papel estratégico e militar da China , ou seja sofremos muito menos pressões e não precisamos das mesmas medidas de segurança. Quanto as liberdades individuais nos EUA e UE , nos EUA até internamente acusaram bush de nazista e na UE um pouco, ou bem menos, a mídia européia é mais diversificada em suas linhas editoriais e as garantias individuais não foram tão suprimidas como nos EUA durante o nazineoliberalismo.
E temos a invasão do Iraque , a sociedade mundial assiste sentada em suas cadeiras uma nação armada até os dentes , EUA , invadir e arrasar uma nação desarmada , os donos do poder neoliberal , monarcas do capitalismo, testam seu trabalho a sociedade parecia domada , as comemorações levam a ilusão evenda pela velha mídia do unilateralismo dos EUA, propagado e difundido por eles , tudo balela, enganação ou estelionato intelectual , quando China , Rússia , Índia , AS aceitaram ou foram consultados , pura tacada de quem perdeu a noção e levou os EUA e EUU a atual crise financeira e social , dividindo a conta com a sociedade.
A história registrou a invasão iraquiana e a passividade da sociedade ocidental , ou seja os sólidos alicerces sociais , de justiça e democracia ocidental vão para os .........mais ou menos por aí. Se isso não é falência filosófica , ética e da justiça , expliquem-me camaradas acadêmicos.........
Falando em futuro , mais sólido ou visíveis serão as transformações chinesas , o país que mais pessoas foram ao exterior , porque algum chinês haveria de querer sair da China , ou seja das legislações que irão sumindo por falta de necessidade , e todas as outras mudanças possíveis em legislações eleitorais representativas e sociais , seria bom o mundo acompanhar até mesmo porque o chinês acompanha o que acontece no mundo.
A experiência social e política mais bem sucedida , sem ameaças ou guerra fria as liberdades individuais estariam em outro patamar, a manobra de acompanhar a guerra no OM ,esperando EUA e OTAN definharem por erros táticos e de avaliação ,a falência perante ao mundo dos defensores da democracia, capitalismo e justiça norte ocidental, com o neoliberalismo aproveita a brecha com seu baixo custo de produção , investe em setores que garantem e lhes dêem opções estratégicos alimentar e de matérias primas, e a longo prazo o mercado interno como principal pilar, e pesquisa espacial , comentarista atirando a cadeira, quando vê algo muito manero ou inteligente.
Depois África com suas desigualdades sociais e democráticas entre seus países , acredito será o segundo novo pólo de novas formas de representação democrática.
OM, está em situação militar e de protestos diferente dos africanos , por mais antigos , sem a presença militar e influência estrangeira , a Primavera Árabe pode ser o retrato ou referencia da organização política e democrática da região.
O Japão e sul da Ásia , culturas milenares, guinadas ou mudanças bruscas não são algo que alguém espere, um comportamento diplomático exemplar e invejável , sistemas antigos de representatividade e a China logo ali pra eles venderam aquela traquitandada que produzem igual malucos......Saudações Japas.
Muito diferente do cenário da otan com Rússia e China observando , entre as grandes potências a variável militar também perde força , a participação chinesa no comercio a levará a uma maior participação política , já ocorrendo , Índia , Brasil , África e OM , desta vez não para assistir sim também decidir sem alinhamentos ou pressões , muito diferente , é a nova ordem mundial com sua forma cada vez mais nítida , de vez em quando aparece um the economist pra falar em capitalismo , indica o caminho do museu pra ele..........
O que é preciso para termos um mundo melhor é derrotar o capital financeiro. Enquanto ele dominar, caminharemos para a barbárie.
O Código Florestal continua em debates sobre algumas emendas , a rapidez da decisão termina com o gap , buraco, jurídico atual em que está o setor rural.
As emendas devem continuar , só em uma pegada regularizar um setor com tantos pontos e diversidades seria muito díficel , o aprimoramento a ser feito parecia ser consenso como a maior parte do texto do Código Florestal,
Opiniões de um novo setor classe media urbana jovem , linha mais jurídica e de cidadania , pautas importantes deixam de serem setoriais, o MP o ator principal ou uma das imagens desse setor , os ecologista agregados aos movimentos sociais mais duros em relação a preservação , os produtores no mínimo , três , pequenos , médios engajados ecologicamente mas produtivos e com técnicas modernas de produção , inclui grandes , a maioria porque inclui também quase todos pequenos, os interesses se encontram no final, a duvida é aprovar o texto que atualizaria a lei e ir se aperfeiçoando ou melhorar ou modificá-lo e depois aprová-lo , fica esse puxa e estica , enquanto isto debate e debate e debate , a imensa maioria dos participantes brasileiros, sendo assim o ganho do debate equilibra o prejuízo do ordenamento jurídico.
História brasileira , o governo militar prioriza a anulação de lideranças como Janio , JK e Jango a esquerda marxista não tinha o mesmo apoio popular e a transição leva mais de duas décadas.
Tancredo-Sarney , com a morte de Tancredo, Sarney no leme, ao fim do governo não existe candidato contra Lula e o PT , ainda com outra linguagem ideológica e política de alianças , historicamente estranho um governo não ter candidato e a oposição esperando com um discurso que setorizava e dava uma certa tranqüilidade ao frentão , mas não tinha candidato ,e Collor , em seu atual mandato ideologicamente mais ao centro mas de um republicanismo exemplar ,é eleito e tem um plano de governo, combate a inflação , importações emodernização da industria , reformas na máquina pública então mais intrincada , outros fatos , malfeitos , abreviam o governo e assume Itamar , pararambam , o Brasil engrena a primeira e passa a ter um Presidente que estava pronto , um pilar político.
Dois anos e entrega a FHC com um plano de combate a inflação monetarista e com privatizações , a inflação é controlada e o Estado reduzido , taxa de juros a 24% e reservas pífias ,números ridículos perto dos do atual governo , 2002 e o Brasil faz o sepultamento do neoliberalismo , levaram mais 6 anos até o Leman Brothers , 2012 , o progressismo , coligação do governo voa em céu de brigadeiro , sexta economia mundial com 5,4 de desemprego, vôo de Brigadeiro.
Desde Itamar o Brasil caminha em passos regulares em direção a posição que hoje está ocupando , desde 2002 banimos o neoliberalismo e entramos em outra via junto com AS e BRICS , com a crise financeira dos EUA e UE , esta aliança progride naturalmente no cenário mundial politicamente e financeiramente , são pouco atingidas pela quebra do mercado estaduniense e europeu e naturalmente alçados com o desequilíbrio das invasões estadunienses e européias no OM.
O bom desempenho econômico e social dos BRICS em contrapartida a recessão e encolhimento do antigo centro de poder formam o novo cenário geopolítico mundial , que chacoalha com a eleição dos EUA e França e depois com as ações políticas nos dois casos existem dúvidas , entre intenção e o que conseguira fazer, e no caso francês o que o governo socialista pretende.
A vitória nos dois casos pode acelerar em bom tamanho o processo humanista, progressista, desenvolvimentista semi cooperativista, a França nessa linha é a nossa França, em investimentos dos Estados , em andamento ......... emoções a vista , venho lá do sertão , eu venho lá do sertão......... no tropel do meu cavalo , negão naquelas condições teu pangaré nem arranca ,árabes , sul americanos e irlandeses sorriem, vovô disse que vai trocar e vcs vão ver o que é um garanhão dos dreagan.......agora tem um bandolin....... , esse negão é diferente os outros carregavam outros equipamentos , Negão manda um Neil Young e a galera delira......... tira onda e diz que foi aquecimento que o negócio dele é jazz , aos tempos sombrios.
Os piratas a estas alturas só em suas naves observando se vai rolar um saquizinho, e alguns escravos pro palácio do bucaneiro....... o maribondo não , qué isso , saudações bem humoradas e espero que dispostos no retorno as atividades legislativas.
Quanto ao príncipe pega o maribondo , queria pegar o Cacique , levou o colar , o que umas pedrinhas , coisa a toa , coisa a toa e uns bichinhos também , tudo guachinho, tudo guachinho........alem de castra tem que cortar as mãos haja correntinha pra amarrar todas as pedrinhas e bichinhos, plantas também, comentarista fica em duas rodas, as mãos devolve na saída , ainda bem que tem filhos senão ia reproduzir via cirúrgica.
príncipe saindo do Brasil , na cabeça o cocar emprestado do cacique e mais dois ou três por cima , pulseiras e colares uns 40 quilos de pedras preciosas , a roupa vegetal parecia um capão ou lavoura , e no colo ou no meio da mata um monte de guachinhos.........minha cadeira não.
Nossa Felipe, que desleixo e prolixidade. Não dá para entender quase nada do que vc escreve, amigo.
Tenha calma, procure uma relação lógica nos pensamentos antes de escrever e, principalmente, releia o que escreveu em voz alta para ver se faz sentido. Inclusive para corrigir problemas simples de pausa e pontuação, que tornam seus textos muitos difíceis de se compreender.
Abs.
Viver é afinar um instrumento...
Para estes rentistas-especuladores, com a queda das taxas de juros e a ameaça de um justo mega-calote do G7, só resta a implantação do neo-malthusianismo da economia verde, o decrescimento.
Para este pensamento o mundo era bom quando a China, Índia, Brasil e muitos outros continuasssem pobres, famélicos, fora do conforto e do consumo e uma divisão do trabalho pior que a escravatura.
Bem-vindo, Bebê 7 bilhões!
A Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu o último dia 31 de outubro como a data símbolo em que a população do planeta atingiu a marca dos 7 bilhões. A magnitude do número e o fato de o último bilhão de habitantes da Terra ter sido acrescido em apenas 13 anos motivaram alguns dos tradicionais resmungos sobre uma suposta “explosão demográfica”, a incapacidade de o planeta alimentar adequadamente tanta gente e a impossibilidade de se estender a todo o mundo os níveis de vida dos países industrializados. Todas estas proposições são equivocadas, mas o fato de fundamentarem a formulação de políticas públicas, tanto em âmbito nacional como internacional, além da sua aceitação entre os estratos educados das sociedades, demonstra a grande penetração e eficácia do ideário malthusiano e sua variante ambientalista.
Um número inventado pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF) tem sido comumente citado, como símbolo desses falsos dilemas: o de que seriam necessários os recursos naturais de “três Terras” para conceder a cada habitante do planeta o nível de vida de um cidadão britânico. Apesar da sua total falta de fundamentação científica, a frequência com que é citado por pessoas educadas, tanto nos países mais desenvolvidos como no setor em desenvolvimento, deixa transparecer a dimensão do desafio de reverter o pessimismo cultural prevalecente nas últimas décadas, em paralelo e em grande medida motivado pela sucessão de crises econômicas e financeiras ocorridas desde a década de 1970 e a influência do movimento ambientalista internacional. Este último, criado especificamente com uma agenda política de se contrapor ao impulso de industrialização, ao “otimismo tecnológico” e ao crescimento populacional verificados nas primeiras décadas do pós-guerra – considerados ameaças existenciais pelos mesmos círculos oligárquicos do Hemisfério Norte que, anteriormente, promoviam a eugenia e o controle demográfico, com o mesmo propósito geral de manter sob controle o desenvolvimento socioeconômico e o progresso científico-tecnológico.
Em um artigo publicado em 31 de outubro, no International Herald Tribune e outros jornais de todo o mundo, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, explicitou as ambiguidades acarretadas por tais tendências. Por um lado, ele sintetizou com precisão o dilema real, ao afirmar:
Na medida em que o relógio da população mundial passa a marca de 7 bilhões, os alarmes estão soando. A força cada vez maior dos protestos públicos é a expressão popular de um fato óbvio: o de que as crescentes incertezas econômicas, volatilidade dos mercados e desigualdades atingiram um ponto de crise… Nestes tempos difíceis, o maior desafio enfrentado pelos governos não é um déficit de recursos: é um déficit de confiança. As pessoas estão perdendo a fé em líderes e em instituições públicas para fazer as coisas certas.
Do outro, no mesmo texto, desfiou o receituário habitual da agenda ambientalista, com as tradicionais concessões ao chamado “desenvolvimento sustentável” e à alegada necessidade de se confrontarem as mudanças climáticas com uma mudança do padrão energético da economia.
Em realidade, com o presente nível de conhecimento científico e tecnológico, nosso planeta tem condições de, em pouco mais de uma geração, proporcionar a uma população ainda maior que a atual níveis de vida comparáveis aos de um cidadão europeu médio. Se tal perspectiva não está colocada na pauta política das lideranças globais, as causas não são a escassez de recursos naturais ou a fragilidade do meio ambiente, mas a ausência de vontade política e o pessimismo cultural que obscurece essa possibilidade concreta.
Em termos demográficos, o velho e surrado espectro malthusiano da “explosão populacional” foi substituído por um problema real e bem mais sério, a rápida queda das taxas de fertilidade feminina, que já colocou quase todas as nações industrializadas (com a exceção dos EUA, devido à imigração hispânica e asiática) e um número crescente de nações em desenvolvimento, entre elas o Brasil, abaixo da linha vermelha da taxa de reposição da população, de 2,2 filhos por mulher em idade fértil. O resultado é um envelhecimento da população, com graves consequências para a estrutura da força de trabalho e dos sistemas de seguridade social.
Quanto aos alimentos, a produção mundial seria suficiente para alimentar adequadamente uma população superior à atual, se toda ela tivesse acesso a eles. O problema maior reside nas distorções que envolvem a distribuição dos alimentos, largamente controlada por grandes cartéis transnacionais que os convertem em commodities especulativas, o desvio de grande parte das safras para a produção de biocombustíveis e outras questões que nada têm a ver com limites físicos da produção. Segundo a Agência das Nações Unidas para os Alimentos e a Agricultura (FAO), dos 33 milhões de quilômetros quadrados de terras agricultáveis do planeta, apenas 16 milhões estão em uso. Mesmo considerando que nem todo o restante possa ser utilizado para a produção agropecuária, resta ainda um grande potencial a ser aproveitado, por exemplo, no Cerrado brasileiro e na Savana Equatorial africana.
Nesse quadro, devem ser também considerados os inegáveis avanços da biotecnologia, aí incluídos os organismos geneticamente modificados – ou transgênicos -, que, desafortunadamente, têm sido alvos de ativas campanhas do aparato ambientalista.
No campo energético, será preciso considerar uma significativa redução dos desequilíbrios registrados no consumo global de eletricidade e combustíveis, cuja média mundial em 2006, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), era de 1,80 tonelada equivalente de petróleo (TEP) por habitante por ano. Porém, enquanto os países industrializados da OCDE consumiam 4,70 TEP/hab.ano e os da antiga URSS, 3,58, a América Latina registrava 1,17, a África, 0,66, e a Ásia (sem o Japão, Coreia do Sul e China), 0,63. Tomando como referência mínima os membros da ex-URSS, salta aos olhos que os números asiáticos e africanos precisariam ser multiplicados por um fator de 4-5 e a América Latina, por um fator de 3.
Para tanto, uma vez mais, o problema não é de recursos escassos, mas de controles e limitações políticos, em particular, as manipulações geopolíticas e a financeirização dos mercados de hidrocarbonetos e a insidiosa campanha que pretende limitar o uso de combustíveis fósseis sob o falso pretexto do seu impacto sobre a dinâmica climática. Por exemplo, as descobertas de petróleo e gás natural em jazidas ultraprofundas, na plataforma continental das Américas e da África, a nova tecnologia de gás de folhelhos e, até mesmo, a crescente aceitação da existência de hidrocarbonetos de origem inorgânica formados na parte superior do manto terrestre (e, por conseguinte, “renováveis”), abrem interessantes perspectivas para a disponibilidade desses combustíveis, afastando o temor dos limites da produção mundial.
Da mesma forma como no caso dos alimentos, tais perspectivas tendem a melhorar, na medida em que novas tecnologias energéticas promissoras sejam desenvolvidas, como a utilização do hidrogênio e do tório como combustíveis, a fusão nuclear e, possivelmente, a energia do vácuo quântico, que poderão sepultar definitivamente o mito da “escassez” de energia para abastecer toda a Humanidade.
Por outro lado, acima de tudo, a Humanidade precisa recuperar o sentido de futuro positivo e propósito coletivo, do qual nenhuma sociedade ou civilização pode prescindir para prosperar e que foi perdido ao longo das últimas décadas de pessimismo cultural induzido. E nada melhor do que olhar com otimismo além dos seus limites momentâneos para proporcionar o impulso necessário. Para a Humanidade como um todo, este olhar deve mirar além do planeta, recuperando a inspiradora motivação que eletrizava a população mundial durante a “corrida espacial” das décadas de 1960-70. Ao considerar o espaço cósmico como área de expansão dos seus interesses, o ser humano não apenas se qualifica para aprofundar a sua capacidade de resposta aos desafios da evolução do processo civilizatório, aí incluídos os problemas no seu próprio planeta, como também para cumprir o seu destino como espécie racional e criativa.
Essa poderosa ideia-força foi batizada como o “Imperativo Extraterrestre” da Humanidade, pelo engenheiro aeroespacial alemão Krafft Ehricke, que foi um dos grandes colaboradores do programa espacial dos EUA. Como escreveu em 1957:
A ideia de viajar a outros corpos celestes reflete no nível mais alto a independência e agilidade da mente humana. Ela empresta uma dignidade última às façanhas técnicas e científicas do homem. Acima de tudo, ela toca a filosofia da sua própria existência. Como resultado, o conceito de viagem espacial desconsidera fronteiras nacionais, recusa-se a reconhecer as diferenças de origem histórica ou etnológica e penetra na fibra de um credo sociológico ou político tão rapidamente como na de outro… Ao se expandir pelo Universo, o homem cumpre o seu destino como um elemento da vida, dotado do poder da razão e da sabedoria da lei moral em si próprio.
http://www.alerta.inf.br/bem-vindo-bebe-7-bilhoes/
É com esse espírito que o mundo deve saudar a chegada do “Bebê 7 bilhões”.
"inflação inercial"
deveriam renomear para "inflação psicológica" ou algo do gênero...
mas aí iria ferir a imagem de "hard science" que esses pseudos querem projetar.
Direitista SEMPRE se entrega nos detalhes.
A vida privada de André Lara Resende
Auto-exilado na Europa, o economista que lançou a semente do Real quer agora entender por que a imprensa massacra os homens públicos
Longe do governo, o pai da URV hoje vive bem. Ainda participa de corridas de Porsche quando vem ao Brasil e encontra tempo para rever amigos como Armínio Fraga e Edmar Bacha. Na Europa, ele pretende dividir seu tempo entre Londres e Lisboa – André acaba de comprar uma quinta em Portugal. Se alguém lhe pergunta sobre juros, crescimento ou câmbio, ele muda de assunto. “Sou um economista jubilado”, brinca. Depois de ajudar o Brasil a se livrar da inflação, André só não se livrou dos seus fantasmas pessoais. (...)
http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/3944_A+VIDA+PRIVADA+DE+ANDRE+LARA+RESENDE
O socialismo é uma finalidade sem fim. Você tem que agir todos os dias como se fosse possível chegar ao paraíso, mas você não chegará. Mas se não fizer essa luta, você cai no inferno. Antonio Cândido
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