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Ah, se meu Fusca falasse...Enviado por luisnassif, sab, 28/01/2012 - 10:28
Por Sanzio
Do UOL Importadores de carros atacam 'lucros exorbitantes' das montadoras nacionais
A Abeiva, entidade que reúne as marcas de veículos que operam no Brasil, mas não possuem fábrica local, pegou carona em artigo do jornalista Pedro Kutney, divulgado em UOL Carros nesta sexta-feira (27), e criticou em nota oficial o que chama de "novas barreiras alfandegárias", como o aumento "abusivo" de 30 pontos percentuais da alíquota de IPI para os carros importados, em vigor até o último dia deste ano. ....Para José Luiz Gandini, presidente da Abeiva e da Kia, e que chama as sócias da Anfavea de "montadoras multinacionais instaladas no Brasil", tais números mostram que as medidas do governo federal são exageradas. "Quem vive fase de necessidade de proteção governamental não envia lucros exorbitantes às suas matrizes", diz Gandini, referindo-se às rivais da associação das fabricantes -- que, por terem uma ou mais fábricas no Brasil, estão dispensadas do IPI mais alto. Os maiores sócios da Abeiva são Kia, JAC, Chery, BMW, Effa, Hafei, Land Rover, Suzuki e Audi. Da Anfavea, são Fiat, Volkswagen, General Motors, Ford, Hyundai, Toyota, Peugeot, Citroën e Renault. COTA DE IMPORTADOS Na nota emitida nesta sexta pela Abeiva, Gandini reitera o pedido -- já formalizado aos ministérios da Fazenda, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e de Ciência e Tecnologia -- de "bom senso" para rever o Decreto 7.567, que reajustou o IPI. Nas contas de Gandini, a alta de 30 pontos porcentuais resultou em 428% de aumento no IPI para importados com motor de 1 litro, de 7% para 37%. Não admira a citação específica: o candidato da Kia a carro de volume é o Picanto, que tem motor 1.0 e "nasceu morto" na nova geração, de 2011 -- que ficou cara demais.
A proposta da Abeiva aos ministérios é de instituir um controle numérico das importações, que iriam até o limite de 200 mil unidades por ano, com IPI igual ao dos carros montados localmente. "Esse volume significa apenas 5,6% do mercado brasileiro, levando em consideração a projeção inicial de 3,52 milhões de unidades em 2012", lembra a nota -- que não perde a oportunidade de sublinhar os 35 mil postos de trabalho nas 920 concessionárias que as importadoras possuem no Brasil.
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Comentários + votados
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alexis
28/01/2012 - 10:46
Embora tenha preferencia pela fabricação nacional ao invés da importação direta, não concordo com que o dilema serja apenas comprar carros feitos no país ou importar eles.
Simplesmente o Brasil já...
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Ugo
28/01/2012 - 10:51
Enviar lucros ao exterior ou criar emprego na china, prefiro a primeira alternativa.
O Pedro é jornalista com pauta pronta.
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Robson Lopes
28/01/2012 - 10:59
E esse foi todo o lucro?
Será que não fica nada aqui no Brasil?
Com certeza fica, logo esse lucro é bem maior do que esse anunciado, afinal esse é o valor remetido ao exterior. Uma vergonha...
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marcelo
28/01/2012 - 12:09
Mesmo um excelente transporte público não fará com que as pessoas deixem de comprar carros. Fará no máximo que os utilizem para sua finalidade correta: passeio.
A questão aqui é a...
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luciano baroa
28/01/2012 - 13:35
NOS EUA:
CHEVROLET CAMARO COUPE 2012 - R$41.900,00 (em Reais)
NO BRASIL:
VOLKSWAGEN GOL RALLYE 2012 - R$43.990,00(também em Reais)
PROMISCUIDADE ENTRE GOVERNO + MONTADORAS + SINDICATOS = PAU...
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Filipe Rodrigues
28/01/2012 - 14:43
Os carros nos EUA sempre foram mais caros que no Brasil...
Mas como os EUA estão em recessão e ninguém está consumindo, natural que haja uma queda dos preços por lá.
A última fábrica de carros...
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José Nivaldo
28/01/2012 - 15:36
Lendo os comentários acima, observo em resumo o seguinte: é melhor morrer de morte morrida ou de morte matada? O velho maniqueismo o bem versos o mal, é melhor importar a fabricar ou o contrário?...
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tolot
28/01/2012 - 17:15
Caro Nassif, num universo de 200 milhões de habitantes, os que geram empregos e impostos são: padarias, profissionais liberais, mercadinhos, restaurantes, bares, pequenos agricultores , pequenos...
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alexis
28/01/2012 - 12:14
Acho que cabe aqui repetir o que comentei em outro post, sobre as montadoras nacionais:
Pelo menos, geram emprego, pagam impostos e, ainda, estabelecem claramente o dinheiro que levam fora.
No ano de...
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Embora tenha preferencia pela fabricação nacional ao invés da importação direta, não concordo com que o dilema serja apenas comprar carros feitos no país ou importar eles.
Simplesmente o Brasil já não comporta mais carros - importados ou não - e, se comportar, não será por muito tempo, ainda sacrificando a nossa qualidade de vida e o tempo e estresse gasto no trânsito. Os carros são cada vez de mais curta duração e, depois de 3 anos de uso, fica até difícil vender para outro. As carcaças de carros velhos estão acumulando lixo.
O dilema é a matriz de transporte, que deveria ser orientada para trem de ferro (carga e passageiros), metrô, trens de alta velocidade, transporte fluvial (rios e costeira), no campo e na cidade.
A economia não pode girar apenas em função do pagamento da casa própria e do carro, que consome a grande maioria da renda do brasileiro de classe média. O foco no transporte coletivo de qualidade irá desonerar o bolso dos brasileiros e permitirá que uma boa parte da sua renda seja dirigida ao lazer, cultura, turismo, gastronomia, esporte e outras atividades, que possuem maior capilaridade na distribuição dos recursos dentro do país.
Ainda, o transporte público retomaria um pouco da vida comunitária e do bate-papo, atividades punidas pelo individualismo que o consumismo de hoje traz, que esvazia estádios, fecha botecos e nos leva para um infame pay-per-view da vida isolada.
Mesmo um excelente transporte público não fará com que as pessoas deixem de comprar carros. Fará no máximo que os utilizem para sua finalidade correta: passeio.
A questão aqui é a concorrência. A margem de lucro dos carros vendidos no Brasil bate de longe qualquer outro país do mundo. E neste caso tenho que concordar com os importadores: eles fazem realmente o preço baixar.
O fato é que as montadoras "nacionais" fazem um produto de péssima qualidade e cobram caríssimo por isto, pra depois enviar 5 bi às matrizes lá fora. Vide latinncap, onde até o melhor carro "nacional", o toyota corolla se saiu muito mal).
Barrar os importados vai sim sair caro para o bolso do consumidor.
Acho que cabe aqui repetir o que comentei em outro post, sobre as montadoras nacionais:
Pelo menos, geram emprego, pagam impostos e, ainda, estabelecem claramente o dinheiro que levam fora.
No ano de 2009, brasileiros pouco patriotas, enviaram quase US$60 bilhões para paraísos fiscais.
Os paraísos fiscais estão entre os destinos preferenciais dos investimentos diretos brasileiros. Só em 2009 foram enviados US$ 18,3 bilhões para as Ilhas Cayman , US$ 13,3 bilhões para as Ilhas Virgens Britânicas e US$ 10,2 bilhões para as Bahamas. Esses três países ocupam, respectivamente, a terceira, quarta e quinta posição entre os países – paraísos fiscais ou não – que mais receberam aporte de recursos oriundos do Brasil. (Publicação: 27/07/2011 do Jornal Estado de Minas).
Será que as montadoras são as vilãs da história?
O somos os próprios brasileiros, desculturizados desde crianças e desprovistos de sentimento nacional?
Brasileiros abastados não parecem tão brasileiros assim. Não investem no seu país, não poupam no seu país, não moram no seu país (compram casas em Miami) nem nas suas cidades de origem (vão para condomínios e Alfavilles). As grandes capitais são hoje violentas e cheias de problemas, advindos pelo éxodo da população rural e pela "fujida" de quem poderia ajudar com o seu desenvolvimento e cultura.
não digo que a medida está errada (taxar importados). apenas que custará caro ao bolso do consumidor. isto é fato.
complementando minha resposta acima: O Brasil precisa sim de um choque de concorrência nesta área. Os lucros das montadoras nacionais são exorbitantes, e até o mundo mineral sabe disto. Já não bastassem as barreiras não tarifárias (tropicalização), agora mais esta. Pra mim, deveria ter o sentido oposto: baixar as tarifas até o lucro das "nacionais" se civilizarem. Aí sim impor barreiras.
"Pelo menos, geram emprego, pagam impostos e, ainda, estabelecem claramente o dinheiro que levam fora."
De que adianta gerar emprego, se o mesmo empregado corre o risco de morte em um carro completamente inseguro? Vi ontem uma noticia sobre um empresário em Alagoas que perdeu o controle do carro ao levar uma batida na traseira do Gol dele (esse modelo 2011). Ele atravessou a pista contrária e um Fox bateu em sua lateral. O empresário, morto, foi parar no banco do passageiro, pois o banco do motorista se partiu! Pro jornal, a culpa foi da "violência" da batida, mas é óbvio que a culpa é a engenharia dos anos 50 que é usada nos carros brasileiros.
A cada ano, mais jovens morrem, pelo menos estão "gerando empregos".
http://www.vias-seguras.com/os_acidentes/estatisticas/estatisticas_nacionais/estatisticas_do_ministerio_da_saude
Acho que é até abusar da paciência do leitor mas a diferença esta em que as montadoras mandam para suas matrizes o lucro e deixam os salarios e outras despesas por aqui enquanto as importadoras alimentam os empregos fora do pais. É pouca diferença?
Enviar lucros ao exterior ou criar emprego na china, prefiro a primeira alternativa.
O Pedro é jornalista com pauta pronta.
E esse foi todo o lucro?
Será que não fica nada aqui no Brasil?
Com certeza fica, logo esse lucro é bem maior do que esse anunciado, afinal esse é o valor remetido ao exterior. Uma vergonha isso, um verdadeiro assalto aos nossos bolsos.
Mantega pazzo!
ANTIFA!
Bastaria regular a taxação das remessa de lucros que já resolveria.
A ABEIVA nem gera empregos no país, o que eles fazem é uma pregação no deserto.
E os 35 mil empregos diretos gerados na rede de 920 concessionárias das importadoras no Brasil? E os indiretos que costumam ser maior ainda? Acho que tem gente demais nesse seu deserto.
A indústria automobilística nacional gerou por volta de 140.000 empregos, se for contar as concessionárias automotivas que tem fábricas no Brasil deve ser no mínimo o dobro dos 35.000 que você citou...
Custo Brasil,é a ganância dos importadores e montadoras, nesse caso. As ONGs, que clamam obsessivamente por transparência,(menos a própria) ,por que não se mobilizam e pedem a divulgação dos balanços das montadoras? Como sabem, alguns, essas empresas não são obrigadas a divulgar essas informações.Portanto, está tudo lá! Numa sociedade em que vazamentos, quando convém, a determinados segmentos, é amplamente divulgado em minúcias,estranha-se que por décadas não se conheça nenhuma conta, a exceção das que se prestam a robustecer o marketing do segmento.
Gostei Durval...é isso ai, se divulgarem seus balaços ( uma coisa totalmente e legal e de direito), teriamos muita mais informações e a realidade do mercado automotivo, onde se paga muito por um carro nacional, sem se oferecer os mesmos recursos de um similar muito mais barato fabricado no exterior...
Essas multinacionais são verdadeiros sanguessugas dos países nos quais se instalam. Além de inibir o surgimento das indústrias nacionais. Até quando vamos ignorar os malfeitos dessas organizações mundo afora? Ou será que estão todos nos bolsos dessa aristocracia econômica: políticos, imprensa, ONGs, etc. ?? Acho que sim. Estão todos vendidos. Att
Há uma saturação evidente de carros em nossas grandes e médias cidades.Consumidores desperdiçam recursos com impostos,combustível,manutenção,estacionamento e principalmente financeiras para manter um autêntico fetiche em que se tornou o automóvel.Urge repensar qualquer tipo de incentivo ao mercado(nacional ou de importados)automobilístico,considerando-se até a importação predatória de gasolina e(pasmem!)etanol para alimentar a frota.
NOS EUA:
CHEVROLET CAMARO COUPE 2012 - R$41.900,00 (em Reais)
NO BRASIL:
VOLKSWAGEN GOL RALLYE 2012 - R$43.990,00(também em Reais)
PROMISCUIDADE ENTRE GOVERNO + MONTADORAS + SINDICATOS = PAU NA CABEÇA(BOLSO) DO BRASILEIRO.
Os carros nos EUA sempre foram mais caros que no Brasil...
Mas como os EUA estão em recessão e ninguém está consumindo, natural que haja uma queda dos preços por lá.
A última fábrica de carros inaugurada no Brasil foi há 10 anos (Ford Bahia), com o crescimento econômico brasileiro na década, muitas montadoras anunciaram novas fábricas no país (muitas que nem produziam aqui), assim que as 1º fábricas estiverem funcionando os preços de nossos carros cairam por causa da concorrência acirrada.
O triste é a ausência de montadoras 100% brasileiras, fico de bobeira que o governo federal não sinta incomodado com isso, esse BNDES do Coutinho serve pra quê?
Bom, para o governo não interessa que você compre carroças, contanto que o dinheiro fique aqui.
Lendo os comentários acima, observo em resumo o seguinte: é melhor morrer de morte morrida ou de morte matada? O velho maniqueismo o bem versos o mal, é melhor importar a fabricar ou o contrário? Melhor nehum dos dois. Vamos sair do quadrado pessoal, o buraco é bem mais embaixo. Primeiro o país não comporta mais carro vírgula, talvez Sampa não, Rio não, Recife não etc. Mas o interiorzão do Brasil comporta e quer ter o seu ótimo carro para dirigir. Segundo o Brasil precisa desenvolver sua marca própria com tecnologia doméstica. E não ficar tentando gozar com o pau dos outros dizendo que tem uma indústria automobilista nacional. Isso é conversa pra inglês ver. É preciso que os ricos do país tenham interesse em investir aqui, mas com a SELIC na extratosfera eles vão aplicar dinheiro em renda fixa é mais garantido e cômodo. Outra coisa rico paga pouquíssimo imposto, pois o parlamento apesar de eleito com o voto da maioria dos brasileiros patriotas é facilmente capturado para atender as demandas deles. Com leis que os beneficiem. O Brasil pra ser considerado um país sério vai ter que melhorar muito. E outra coisa.
ém se engane se a Dilma tentar mudar rápido este estado de coisas ela não termina o mandato, quem sabe pode até ser morta. A máfia no Brasil é grande e com o povo idiotizado e manipulável pela grande mídia e os poderosos a coisa fica mais complicada. Só Deus pra ter misericórdia de nós patriótas, filhos do Brasil.Caro Nassif, num universo de 200 milhões de habitantes, os que geram empregos e impostos são: padarias, profissionais liberais, mercadinhos, restaurantes, bares, pequenos agricultores , pequenos industriais, oficinas mecânicas, comerciantes... Todos os carros do Brasil são estrangeiros, e o que existe é uma guerra contras os incáutos consumidores que, sem opção, são enganados. Proteger montadoras "nacionais" não passa de um bizarro artifício protecionista privado. Nessas alturas nem discuto o preço do veículo (que é surreal), mas os excessivos benefícios ao cartel, como renúncia fiscal nos âmbitos municipal, estadual e federal que geram prejuizos aos cidadãos, além dos assombrosos empréstimos do bndes. Nós pagamos para que estrangeiros montem, importem e vendam carros aqui. Tem algo errado nesse processo.
obs.: os maiores importadores são vw, gm, fiat e ford.
A grande verdade é que no Brasil temos os piores carros do mundo (carroça é até elogio) , com os preços mais altos do mundo. O mesmo carro (marca, modelo, ano, etc) custa na Europa UM TERÇO do que pagamos aqui, e com uma qualidade muitissimo maior(até por que lá não permitem carroças).
Um Toyota corolla custa nos eua 15/16 mil dólares (com a qualidade exigida lá), o nosso temos que pagar 50 mil dolares.
Tem uns "especialistas" que falam que temos muitos impostos. Deve ser brincadeira porque o governo vem a anos reduzindo e até eliminando impostos das montadoras, com a desculpa de manter a economia ativada.
Nem vamos falar que as "pobres" montadoras como a GM no RS(U$300 milhões, em dinheiro), a Ford na Bahia(1,5 bilhão de dólares, em dinheiro), etc, foram construidas totalmente com dinheiro público (terrenos, obras civis, equipamentos, c apital de giro, etc) e, o pior, com 15 ou 20 anos SEM recolher ICMS como "incentivo" fiscal.
Até eu quero uma montadora. De graça e vendendo com lucros assim, qualquer idiota é empresário.
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