A Usina de Gás de Urânio de Aramar

Do Estadão

Usina de gás de urânio entra em testes

Experimentos no Centro Aramar, da Marinha, devem durar 150 dias; produção regular começa no primeiro trimestre de 2011

Roberto Godoy - O Estado de S.Paulo

Há movimento no abrigo do programa nuclear brasileiro. A etapa estratégica da construção da Usina de Gás de Urânio, a Usexa, no Centro Aramar, foi concluída e já entrou em testes. Houve pequena antecipação no prazo previsto. Assim, a montagem da unidade de produção e manuseio do gás ficará pronta em outubro.

Os ensaios ainda "a frio" - ou seja, sem elemento radioativo - devem durar cerca de 150 dias. A produção regular, fixada em 40 toneladas por ano, começa no primeiro trimestre de 2011.

Há mais, na área de quase 852 hectares, a 130 km de São Paulo, no município de Iperó. Ali funciona regularmente há poucos meses uma cascata das mais novas ultracentrífugas, as avançadas máquinas que enriquecem o urânio, dando a ele capacidade energética.

O conjunto está em desenvolvimento. Cada unidade, feita de finos metais e seguindo sofisticados conceitos de repulsão magnética - que mantém partes móveis sem atrito - é 30% mais eficiente que a geração anterior, a 1/M2, incorporada pela Indústrias Nucleares do Brasil (INB) faz seis meses. As 1/M2 por sua vez, têm rendimento 15% superior ao lote anterior.

Ao longo desse ano a INB vai comissionar um grupo das ultracentrífugas ainda mais modernas. "Quase simultaneamente será montado o quarto conjunto, também destinado à área de produção da Fábrica de Combustível de Resende, no Rio", diz o comandante André Ferreira Marques, do Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo, onde coordena a área de propulsão nuclear. A meta da INB é dispor de 10 cascatas de enriquecimento até 2014.

Inspeção. As máquinas são usadas para aumentar a proporção de isótopos U235 ("ricos" em energia), separando, em meio ao gás, o U-238 (mais "pobre"). O Brasil enriquece o urânio a 4% para a pesquisa de combustíveis e a 20% em pequenas quantidades para uso científico. O índice adequado à fabricação de armas é superior a 93%. Os resultados obtidos pela Marinha são submetidos à inspeção da Agência Internacional de Energia Atômica, a AIEA. A organização mantém câmeras lacradas nas instalações de Iperó e realiza o monitoramento dia e noite. Periodicamente são feitas verificações técnicas no local, guardado por fuzileiros navais que atuam debaixo de rígidas regras de segurança.

 

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21 comentários
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Ebrantino

Aos editores - Informações sobre este assunto sensivel, bem como outros correlatos ligados à defesa e a temas de alta tecnologia, como o do veiculo para colocar satélites, indústria aeronautica, naval,  são sempre benvindos. Pergunta : por que o Sr. não lê o Estadão - l° já o fiz antigamente, 2° é caro, 3° não é saudavel aturar todas as besteiras  que ele imprime, à cata das poucas noticias interessantes. Portanto, bom trabalho.

 
 
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Leider Lincoln

As hostes quislings que se apoderaram do discurso da direita brasileira devem estar furiosas...

 

Leider Lincoln

 
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Leider Lincoln

As hostes quislings que se apoderaram do discurso da direita brasileira devem estar furiosas...

 

Leider Lincoln

 
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Luís CPPrudente

Será que essa organização  da ONU chamada AIEA também fiscaliza Israel? Ou será que não precisa, já que os tais dos investigadores são estadunidenses e europeus. Mesmo porque o interessante é fiscalizar o Brasil para poder descobrir os segredos tecnológicos brasileiros!

 
 
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Manoel Teixeira

"ÉPOCA – O vice-presidente José Alencar disse o seguinte: “Arma nuclear usada como instrumento dissuasório é de grande importância para um país com 15.000 quilômetros de fronteiras e um mar territorial com petróleo na camada pré-sal. Dominamos a tecnologia nuclear. Temos de avançar nisso aí”. 
Goldemberg – 
Alencar pode dizer o que quiser. Ele foi eleito, não é um político nomeado. Mas não concorrerá às eleições. Está doente e no fim da vida. O que me preocupa é ver o ministro da Defesa e o secretário de Assuntos Estratégicos, auxiliares diretos do presidente da República, se manifestarem contra o Protocolo Adicional. Em nenhum momento o presidente veio a público desautorizá-los.

lêncio de Lula encoraja a desconfiança de que o Brasil teria intenções de fazer armas nucleares para exercer sua soberania. O Brasil quer a bomba.".

Esse Goldenberg quer que o Brasil dê tudo e não receba nada em troca. A que interesses este físico responde?

 
 
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luisnassif

Goldenber se projetou nos anos 70 e 80 criticando o programa nuclear brasileiro. Julgava-se que fosse um pacifista. Por baixo do pano, negociava com o general Danilo Venturini um programa paralelo, de água pesada. Perdeu no quesito técnica: o da Marinha era melhor.

 
 
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Francisco Ernesto Guerra

Manoel,

À quem Goldemberg serve,  é uma pergunta fácil de responder.  Está escrito no sobrenome dele. Observe que a medida em que o Brasil se aproxima dos povos do Oriente Médio, o Goldemberg vai radicalizando suas posições.

 
 
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Werner Piana

... e mais exposição na midia brasieleira sionista (o vulgo PiG) vai conseguindo.

Lamentável!

 

Como os anti-brasileiros têm voz e espaço na midia.

 
 
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luisnassif

Sem exagero. A posição do Goldenberg nada tem a ver com a ascendência dele. Aliás, parte do desenvolvimento brasileiro na área devemos a cientistas judeus que por aqui aportaram.

 
 
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Francisco Ernesto Guerra

Manoel,

Nos últimos tempos, nenhuma manifestação de político calou mais fundo em mim do que as palavras do admirável José Alencar.

Sempre fui contra armas nucleares, mas hoje estou balançando. Será que este recurso (fabricar armas nucleares) será o preço que teremos que pagar para preservar nossas riquezas?

Devemos confiar nos EEUU, na Rússia ou na China? Ou estaremos por nossa própria conta?

Neste momento sou a favor de que o Brasil NÂO assine o protocolo adicional do TNP. Como também sou a favor da denúncia deste tratado pelo Brasil.

 
 
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Manoel Teixeira

"Para alguns especialistas, como o físico José Goldemberg, essa tecnologia não tem nada de exclusiva. Mas o almirante Alan Arthou discorda.

"O único país que desenvolveu ultracentrífugas por levitação magnética, conseqüentemente, diferente das outras centrífugas, fomos nós, brasileiros", garante Alan.

Para o militar, as pressões externas podem esconder interesses comerciais: "Existe bastante segredo tecnológico a ser preservado", revela ele.".

Quais interesses Goldenberg defende?

 
 
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luisnassif

Dor de cotovelo. No início desse plano da Marinha, que o Alan tão bem conduziu ao lado de outros militares de primeira, Goldenberg defendia uma alternativa que seria tocada pelos físicos: o da água pesada. Era um equívoco, que acabou derrotada pela proposta da Marinha.

 
 
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Manoel Teixeira

"Entretanto, José Goldemberg, eminente físico brasileiro, com passagens na direção da Sociedade Brasileira de Física, na reitoria da USP e no Ministério da Ciência e Tecnologia no governo Collor, e que tem acompanhado o desenvolvimento do programa nuclear brasileiro há várias décadas, afirmou em entrevista na televisão que na realidade não haveria segredo industrial a se esconder, pois os detalhes do processo já seriam do livre conhecimento acadêmico. ".

Ora, se o ciclo de enriquecimento do urânio é de livre conhecimento, a AIEA não precisa ver, já que o conhece. Caso o eminente físico brasileiro esteja errado, não haveria porque mostrá-las.

O que quer o eminente físico. Ele está do nosso lado ou do outro lado?

 
 
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Francisco Ernesto Guerra

Manoel,

Tempos atrás andei pesquisando sobre o assunto.

Parece que as centrífugas desenvolvidas pelo Brasil funcional por levitação eletromagnética e por esta razão não causa atrito entre as peças. Assim, as nossas centrífugas tem uma durabilidade oito vezes maior que as demais.

É sim um segredo militar cobiçado pelos outros países. O pessoal da marinha, com justa razão, não permite que os funcionários da AIEA tenham acesso a estas centrífugas.

É digno de elogios a atuação da marinha, especialmente a atuação e seriedade do almirante Alan.

 
 
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Lucifer

Saudável seria, Goldemberg juntar-se àqueles   que exigem  de Israel,  reciprocidade

na disciplina      da produção nuclear.Ainda  que seja  o  suposto arsenal nuclear

constituído à sombra  conivente dos EUA.

 
 
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luiz c l botelho

 

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Prezado Nassif

Ás vezes me  parece-como opinista de Blog-; que  deseja-se de todo modo criar-se um artificial sucesso militar dentro do presente govêrno e no âmbito do Ministério da Defesa (submarinos Scoppenne, o projeto FX,"O  Livro receita de BH (bomba de Hidrogênio ) do IME,etc..) .Em relação as declarações do Vice-Presidente ,penso que os militares brasileiros ainda estão muito  longe de sequer vislumbrarem a obtenção de uma arma nuclear dissuasória, mesmo tosca ! .Para a consecução deste objetivo  precisa-se muito mais do que a  simples obtenção de urânio enriquecido .Precisa-se realmente obter-se o domínio altamente complexo das tecnologias de detonação, manutenção e vetores para o envio de tal suposto artefato.Acho que mesmo  no campo da utilização tática em campanha-a mais tosca possível dentro do cenário  militar de utilização de armas nucleares que é através do uso da Artilharia) : como diz o Jeca Tatu : Cadê o canhão?(o domínio  nacional e completo da fabricação de peças de Artilharia de longo alcance- o famoso super-canhão!).Ou será que  a FAB pensa em utilizar os seus aviões reformados  para tal propósito ?(apesar dos caças  Skyhawkings terem sido excelentes vetores para este propósito ....mas na década de 50 do século passado!,notando também  que a tecnologia da construção de torpedos convencionais LEVES e os seus tubos de lançamento estarem  ainda completamente fora do domínio tecnológico da Marinha Brasileira, imagine aqueles torpedos  pesados para portarem uma ogiva tática nuclear!)

       .Deste modo , me parece que no âmbito puramente militar , o domínio da tecnologia atômica parece ter sido realmente  perdida dentro dos presentes protocolos e observando-se que existiu um período de  mais de 50 anos para que os militares brasileiros tivessem o seu amplo  domínio-Infelizmente não conseguiram.A propósito, uma arma mais importante nos tempos modernos é a famosa bomba de pulso eletromagnético (EPM) que aparentemente pode "cozinhar" os dispositivos eletrônicos de detonação de qualquer explosivo, mesmo uma ogiva nuclear isolada.

       .Quanto a um submarino de propulsão nuclear ficar mais tempo submerso  : pura balela dentro do presente aparato de caça e detectação de submarinos (helicópteros e fragatas &corvetas, etc..).O que mais  importa em um submarino ainda  é a eficiência dos seus torpedos  e eletrônica embarcada e não a sua propulsão em um cenário de combate naval CONVENCIONAL.

        .Quanto a obtenção de processos industriais, neste constata-se uma favorabilidade dos esforços envolvidos. Mas neste ponto de pura utilização civil , comparece naturalmente variáveis comerciais do tipo custo benefício,e que certamente não comporta toda esta não-transparência .

 
 
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luiz c l botelho

Prezado Nassif e Francisco Ernesto Guerra

Vocês se lembram que apregoava-se até pouco tempo atrás ,que só O Brasil possuia a tecnologia de fazer bio combustível  enquanto a verdade é que  esta tecnologia é de ampla  utilização desde o início do século 20 ?.É claro que  única coisa original brasileira neste processo é o tipo de vegetal utilizado : Cana de Açucar, Babaçu, etc , e tudo  no lugar do Milho , da Beterraba, da Titica de Galinha,etc...

Agora quanto a utilização mecânica da levitação magnética para reduzir atrito é a coisa mais banal deste mundo ! .Como vocês acham que o Trem bala magnético funciona ? (certamente muito mais complexo no seu funcionamento do que uma Centriífugadora de 50 anos atrás!)Consultem por exemplo a gigantesca empresa americana Maglev Wind Turbine Technologies .Parece-me que basta fazer ligeiros ajustes em QUALQUER DISPOSITIVO MECÂNICO para ele se tornar imune ao atrito .Mas neste ponto apareçe o fator custo , quando visto do ponto comercial .Coisa que certamente não é relevante em Projetos Militares de Países em desenvolvimento .Deste modo, o projeto da Marinha como um projeto de estudos científicos e tecnológicos plenamente justifica-se .Mas do ponto de vista militar.....parece tudo dosado de exagero nos sucessos reais obtidos , especialmente a bazòfia ufanista que o Brasil não produz artefaros nucleares porquê  não quer ,mas  porque ainda esta há anos luz de distância de ter em seu domìnio autônomo , tal conhecimento científico e tecnológico.Entretanto ,torço para estar errado , como cidadão brasileiro.

 
 
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Leal

industrial

Brasil a um passo da autonomia nuclear em escala industrial04 June, 2010 18:22 Editoria 

25/mai/10 (Alerta em Rede) – Em acesso exclusivo ao Centro Tecnológico da Marinha, no complexo militar de Aramar, em Iperó (SP), a Agência Brasil produziu uma oportuna reportagem sobre o andamento da construção da Usina de Hexafluoreto de Urânio (Usexa), assim como das obras dos prédios do Laboratório de Geração Nucleoelétrica (Labgen), responsável pela fabricação do reator do futuro submarino nuclear. 

Segundo informações do coordenador do Programa de Propulsão Nuclear da Marinha, capitão de mar e guerra André Luis Ferreira Marques, o Brasil está pronto para dominar o ciclo nuclear completo em escala industrial uma vez que a inauguração da primeira fase da Usexa, prevista para este ano, permitirá que o país atue em todas as etapas do beneficiamento de urânio, desde a extração até a fabricação do combustível nuclear em grande proporção. [1] 

O objetivo da Usexa é produzir combustível para o submarino nuclear brasileiro, que deve entrar em operação por volta de 2020. No complexo de Aramar serão produzidas 40 toneladas de UF6 por ano. Atualmente só seis países têm condições de fazer a conversão do yellow cake em gás: França, Rússia, Canadá, Estados Unidos, Brasil e Irã. O UF6 que o Brasil usa ainda é processado no Canadá. “O grande problema hoje nessas unidades de conversão de urânio é fazê-las passar pelo licenciamento ambiental. Nós estamos seguindo essas leis direitinho”, garantiu o oficial, ressaltando que, em Aramar, o material que sobrar será reprocessado várias vezes para minimizar o impacto ambiental.

Já do Labgen sairá o primeiro reator nuclear de potência 100% brasileiro e sua principal aplicação será equipar o primeiro submarino de propulsão nuclear brasileiro. O reator, previsto para ficar pronto em 2014, será de uma nova família, bem mais eficiente energeticamente do que os anteriores, podendo usar combustível menos enriquecido e prolongando em muito a troca por uma nova carga. “Inicialmente vamos trabalhar em torno de 5% [de enriquecimento]. À medida que houver as evoluções, tende-se a ir a 20%. O gerenciamento do combustível hoje é mais inteligente. Consegue-se que o urânio fique mais tempo gerando energia”, disse Ferreira Marques. 

Ferreira Marques destacou ainda que, além de proporcionar um ganho na área da Defesa, a construção do reator vai beneficiar a sociedade como um todo: extrapolando a escala, o mesmo tipo de projeto poderá mover uma usina nuclear. “As próximas usinas nucleares usarão tecnologia brasileira, se não em tudo, em uma graduação, chegando futuramente a 100%. O Labgen é o preâmbulo das futuras usinas nacionais. Nós desenvolvemos os fornecedores, que já estão acostumados com as normas técnicas, os cuidados e as inspeções de controle de qualidade, para fazer equipamentos maiores”. Para Ferreira Marques, “é o início do big bang. A gênese dos reatores de potência [no Brasil]”.

Contudo, Ferreira Marques não se furtou de comentar sobre as dificuldades enfrentadas para a obtenção de conhecimentos e equipamentos na área nuclear. Na construção de Usexa, os oficiais da Marinha responsáveis pelo projeto contam que sentiram pessoalmente o bloqueio tecnológico. “Esse assunto ninguém vai fazer para você. Quando a gente vai comprar uma máquina no exterior e diz que é para o âmbito da defesa eles negam [a venda]”, disse Marques, exemplificando com a tentativa do Brasil de comprar um forno específico necessário ao processo de conversão do urânio em pó, o chamado yellow cake, no gás hexafluoreto de urânio (UF6). “Um país só exporta o que interessa. Esse forno – que custa cerca de US$ 1 milhão - tentamos comprar lá fora. Perguntamos para a França e os Estados Unidos, que não responderam [à proposta]. A Alemanha respondeu, mas, quando dissemos que era para produzir trióxido de urânio, afirmaram que não podiam exportar.” [2]

A solução foi desenvolver a tecnologia no Brasil. Ferreira Marques e mais três engenheiros da Marinha e do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) desenvolveram o projeto e conseguiram um fabricante no país, em São Paulo. O forno de calcinação para produzir trióxido de urânio começou a ser construído em 2000 e ficou pronto em 2001. “O país reage, tem engenharia e empresas capacitadas. O fato de não querer vender não quer dizer que a gente não vai fazer. Vai custar um pouco mais e demorar mais tempo, mas solução tem. Quem define o nosso futuro somos nós. Se o Brasil precisa, nós vamos fazer”, afirmou o oficial da Marinha, citando o lema de Aramar: “Tecnologia Própria é Independência”. 

Assim, além de garantir autonomia, produzir os equipamentos no país significa evolução do parque industrial brasileiro, pois, ao trabalhar com a Marinha, as empresas têm que investir em novas tecnologias, capacitando-se para futuros mercados, inclusive no exterior.

 

 

Notas:

[1]Brasil domina este ano ciclo industrial completo do urânio, revela oficial da Marinha, Agência Brasil, 23/05/2010

[2]Países resistem à transferência de tecnologia e de equipamentos para ciclo nuclear, Agência Brasil, 23/05/2010

 

 
 
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ECRG

Cada vez que um país emergente ou em desenvolvimento acena com projetos que vão aumentar a sua independencia, soberania ou simplesmente rítmo de desenvolvimento, são levantados multidões de argumentos contra, sempre orquestrados pelos mesmo interesses. É claro que se o projeto representa um empreendimento de iniciativa de multinacionais, aí cessam as objeções e o projeto logo é considerado um futuro sucesso, mesmo se o seu objetivo for irrelevante.

Então, no caso de iniciativas nacionais, vem logo as objeções : Nunca teremos a tecnologia para isto! - dizia-se ao se defender a exploração nacional do petróleo. No caso do desenvolvimento do sistema de produção de soja com a captação do nitrogênio do próprio ar do solo - Mas como, todo mundo usa Uréia, só o Brasil vai virar água em vinho - e aí está a cultura de soja que prescinde da aplicação de nitrogênio. No caso da Embraer - Ora brasileiros fazendo aviões, quem vai comprar, isto é coisa para paises com tradição, ETC, ETC.

Mas a missa já foi rezada dessa maneira tantas vezes, e o Brasil, com muito esforço, trabalho e jeitinho vai progredindo, que dá um cansaço ver a mesma cantilena derrotista ser entoada pelos mesmos interessados por 60, 7O anos. Cansa rebater sempre os mesmos desmoralizados argumentos.

Enfim, é da vida - Enquanto os cães ladram a caravna passa. Deixa que fiquem latindo os seus despautérios.

 

 

 

 

 
 
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luiz c l botelho

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Prezado Nassif e opinista Leal

Eis todo o ponto não compreendido pelo contribuinte comum , como eu .Já que tudo parece ser   muito difícil no uso de convênios entre Países Aliados (apesar dos USA estarem fazendo o up date dos submarinos da classe Tupi e a Elbrit-empresa Israelense ,fazendo aquele dos avioês de asa fixas da Marinha e dos F5 da FAB-cadê a Diplomacia Brasileira ? );por que o Exército e a FAB não unem-se nestes esforços de interesse geral para a defesa integrada brasileira (construção de um propulsor -reator nuclear) ?,-ou não há consenso nas despesas a serem rateadas e os reais  objetivos do Projeto? ;além da aparentemente necessária  mobilização do corpo científico  e tecnológico civil  nacional , caso competente e confiável de um modo coletivo pelos militares?.Me parece que este protocolo tipo segunda guerra mundial do projeto Los Alamos de competição entre forças armadas não se justifica plenamente  em um País como  Brasil , além da coordenação ser do tipo "General Grooves" e um "Professor Openheim". A propósito, quando argumenta-se que o projeto é para fins militares (um submarino) ,torna-se natural encontrar-se dificuldades , especialmente das pressões diplomáticas  de Países limítrofes do Brasil naqueles Países mais avançados e detentores da tecnologia co-lateral (Metalurgia) para a não comercialização dos mesmos  .Neste ponto, penso que  conta unicamente  a REPUTAÇÃO e o prestígio VERDADEIRO da liderança política do País !,Como foi com o Paquistão , Índia,etc... E não Ôba-Ôbas e Ziriguinduns propagandísticos, penso eu!.

 

 
 
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luiz c l botelho

Prezado Nassif e opinista Leal

Eis todo o ponto não compreendido pelo contribuinte comum , como eu .Já que tudo parece ser   muito difícil no uso de convênios entre Países Aliados (apesar dos USA estarem fazendo o up date dos submarinos da classe Tupi e a Elbrit-empresa Israelense ,fazendo aquele dos avioês de asa fixas da Marinha e dos F5 da FAB-cadê a Diplomacia Brasileira ? );por que o Exército e a FAB não unem-se nestes esforços de interesse geral para a defesa integrada brasileira (construção de um propulsor -reator nuclear) ?,-ou não há consenso nas despesas a serem rateadas e os reais  objetivos do Projeto? ;além da aparentemente necessária  mobilização do corpo científico  e tecnológico civil  nacional , caso competente e confiável de um modo coletivo pelos militares?.Me parece que este protocolo tipo segunda guerra mundial do projeto Los Alamos de competição entre forças armadas não se justifica plenamente  em um País como  Brasil , além da coordenação ser do tipo "General Grooves" e um "Professor Openheim". A propósito, quando argumenta-se que o projeto é para fins militares (um submarino) ,torna-se natural encontrar-se dificuldades , especialmente das pressões diplomáticas  de Países limítrofes do Brasil naqueles Países mais avançados e detentores da tecnologia co-lateral (Metalurgia) para a não comercialização dos mesmos  .Neste ponto, penso que  conta unicamente  a REPUTAÇÃO e o prestígio VERDADEIRO da liderança política do País !,Como foi com o Paquistão , Índia,etc... E não Ôba-Ôbas e Ziriguinduns propagandísticos, penso eu!.

 

 

 
 

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