A serviço da treva, por Mino Carta

Por esquiber

Da CartaCapital

A serviço da treva

Por Mino Carta

Âncora do Jornal Nacional da Globo, William Bonner espera ser assistido por um cidadão o mais possível parecido com Homer Simpson, aquele beócio americano. Arrisco-me a crer que Pedro Bial, âncora do Big Brother, espere a audiência da classe média nativa. Ou por outra, ele apostaria desabridamente no Brasil, ao contrário do colega do JN. Se assim for, receio que não se engane.


É que a Globo procura. Achou Daniel, que tem o mérito de ser contra as cotas. Foto: Frederico Rozário/TV Globo

Houve nos últimos tempos progressos em termos de inclusão social de sorte a sugerir aos sedentos por frases feitas o surgimento de uma “nova classe média”. Não ouso aconselhar-me com meus carentes botões a respeito da validade dos critérios pelos quais alguém saído da pobreza se torna pequeno burguês. Tanto eles quanto eu sabemos que para atingir certos níveis no Brasil de hoje basta alcançar uma renda familiar de cerca de 3 mil reais, ou possuir celular e microcomputador.

Tampouco pergunto aos botões o que há de “médio” neste gênero de situações econômicas entre quem ganha salário mínimo, e até menos, e, digamos, os donos de apartamentos de mil metros quadrados de construção, e mais ainda. Poupo-os e poupo-me. Que venha a inclusão, e que se aprofunde, mas est modus in rebus. Se, de um lado, o desequilíbrio social ainda é espantoso, do outro cabe discutir o que significa exatamente figurar nesta ou naquela classe. Quer dizer, que implicações acarreta, ou deveria acarretar.

Aí está uma das peculiaridades do País, a par do egoísmo feroz da chamada elite, da ausência de um verdadeiro Estado de Bem-Estar Social etc. etc. Insisto em um tema recorrente neste espaço, o fato de que os efeitos da revolução burguesa de 1789 não transpuseram a barreira dos Pireneus e não chegaram até nós. E não chegou à percepção de consequências de outros momentos históricos também importantes. Por exemplo. Alastrou-se a crença no irremediável fracasso do dito socialismo real. Ocorre, porém, que a presença do império soviético condicionou o mundo décadas a fio, fortaleceu a esquerda ocidental e gerou mudanças profundas e benéficas, sublinho benéficas, em matéria de inclusão social. No período, muitos anéis desprenderam-se de inúmeros dedos graúdos.

A ampliação da nossa “classe média”, ou seja, a razoável multiplicação dos consumidores, é benfazeja do ponto de vista estritamente econômico, mas cultural não é, pelo menos por enquanto, ao contrário do que se deu nos países europeus e nos Estados Unidos depois da Revolução Francesa. De vários ângulos, ainda estacionamos na Idade Média e não nos faltam os castelões e os servos da gleba, e quem se julga cidadão acredita nos editoriais dos jornalões, nas invenções de Veja, no noticiário do Jornal Nacional. Ah, sim, muitos assistem aoBig Brother.

Estes não sabem da sua própria terra e dos seus patrícios, neste país de uma classe média que não está no meio e passivamente digere versões e encenações midiáticas. Desde as colunas sociais há mais de um século extintas pela imprensa do mundo contemporâneo até programas como Mulheres Ricas, da TV Bandeirantes. Ali as damas protagonistas substituíram a Coca e o Guaraná pelo champanhe Cristal. Quanto ao Big Brother, é de fonte excelente a informação de que a produção queria um “negro bem-sucedido”, crítico das cotas previstas pelas políticas de ação afirmativa contra o racismo. Submetido no ar a uma veloz sabatina no dia da estreia, Daniel Echaniz, o negro desejado, declarou-se contrário às cotas e ganhou as palmas febris dos parceiros brancos e do âncora Pedro Bial.

A Globo, em todas as suas manifestações, condena as cotas e não hesita em estender sua oposição às telenovelas e até ao Big Brother. E não é que este Daniel, talvez negro da alma branca, é expulso do programa do nosso inefável Bial? Por não ter cumprido algum procedimento-padrão, como a emissora comunica, de fato acusado de estuprar supostamente uma colega de aventura global, como a concorrência divulga. Há quem se preocupe com a legislação que no Brasil contempla o específico tema do estupro. Convém, contudo, atentar também para outro aspecto.

A questão das cotas é coisa séria, e quem gostaria de saber mais a respeito, inteire-se com proveito dos trabalhos da GEMAA, coordenados pelo professor João Feres Jr., da Universidade do Estado do Rio de Janeiro: o site deste Grupo de Estudos oferece conteúdo sobre políticas de ação afirmativa contra o racismo. Seria lamentável se Daniel tivesse cometido o crime hediondo. Ainda assim, o programa é altamente representativo do nível cultural da velha e da nova classe média, e nem se fale dos nababos. Já a organização do nosso colega Roberto Marinho e seu Grande Irmão não são menos representativos de uma mídia a serviço da treva. 

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24 comentários
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Assis Ribeiro

Como é mais um artigo sobre a globo, vou colaborar com um excelente artigo:

Manipular as mentes.

Por Noan Chomsky
1- A estratégia da diversão
Elemento primordial do controle social, a estratégia da diversão consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, graças a um dilúvio contínuo de distrações e informações insignificantes.
A estratégia da diversão é igualmente indispensável para impedir o público de se interessar pelos conhecimentos essenciais nos domínios da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética.
"Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por assuntos sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar, voltado para a manjedoura com os outros animais" (extraído de "Armas silenciosas para guerras tranquilas").


2- Criar problemas, depois oferecer soluções
Este método também é denominado "problema-reação-solução". Primeiro cria-se um problema, uma "situação" destinada a suscitar uma certa reação do público, a fim de que seja ele próprio a exigir as medidas que se deseja fazê-lo aceitar. Exemplo: deixar desenvolver-se a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público passe a reivindicar leis de segurança em detrimento da liberdade. Ou ainda: criar uma crise econômica para fazer como um mal necessário o recuo dos direitos sociais e desmantelamento dos serviços públicos.


3- A estratégia do alongamento
Para fazer aceitar uma medida inaceitável, basta aplicá-la progressivamente, de forma gradual, ao longo de 10 anos. Foi deste modo que condições sócio-econômicas radicalmente novas foram impostas durante os anos 1980 e 1990. Desemprego maciço, precariedade, flexibilidade, deslocalizações, salários que já não asseguram um rendimento decente, tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se houvessem sido aplicadas brutalmente.


4- A estratégia do diferimento
Outro modo de fazer aceitar uma decisão impopular é apresentá-la como "dolorosa, mas necessária", obtendo o acordo do público no presente para uma aplicação no futuro. O público tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que "tudo irá melhor amanhã".


5- Dirigir-se ao público como se fossem crianças pequenas
A maior parte da publicidade destinada ao grande público utiliza um discurso, argumentos, personagens e um tom particularmente infantilizadores, como se o espectador fosse uma criança pequena ou um débil mental. "Se dirige a uma pessoa como se ela tivesse 12 anos de idade, então, devido à sugestibilidade, ela terá, com uma certa probabilidade, uma resposta ou uma reação tão destituída de sentido crítico como aquela de uma pessoa de 12 anos". (cf. "Armas silenciosas para guerra tranquilas" )


6- Apelar antes ao emocional do que à reflexão
Apelar ao emocional é uma técnica clássica para “curtocircuitar” a análise racional e, portanto, o sentido crítico dos indivíduos. Além disso, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para ali implantar ideias, desejos, medos, impulsos ou comportamentos...


7- Manter o público na ignorância e no disparate
Atuar de modo a que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para o seu controle e a sua escravidão.
"A qualidade da educação dada às classes inferiores deve ser  de baixa qualidade, de tal modo que o fosso da ignorância que isola as classes inferiores das classes superiores permaneça incompreensível pelas classes inferiores". (cf. "Armas silenciosas para guerra tranquilas" )


8- Encorajar o público a comprazer-se na mediocridade
Encorajar o público a considerar "natural" o fato de ser idiota vulgar e inculto...


9- Substituir a revolta pela culpabilidade
Fazer crer ao indivíduo que ele é o único responsável pela sua infelicidade, devido à insuficiência da sua inteligência, das suas capacidades ou dos seus esforços. Assim, ao invés de se revoltar contra o sistema econômico, o indivíduo se auto-desvaloriza e se culpabiliza, o que engendra um estado depressivo que tem como um dos efeitos a inibição da ação. E sem ação, não há alteração!...                                                  Exemplo: a sociedade da eficiência (ninguém pode errar).


10- Conhecer os indivíduos melhor do que eles se conhecem a si próprios
No decurso dos últimos 50 anos, os progressos fulgurantes da ciência cavaram um fosso crescente entre os conhecimentos do público e aqueles possuídos e utilizados pelas elites dirigentes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o "sistema" chegou a um conhecimento avançado do ser humano, tanto física como psicologicamente. O sistema chegou a conhecer melhor o indivíduo médio do que este se conhece a si próprio. Isto significa que na maioria dos casos o sistema detém um maior controle e um maior poder sobre os indivíduos do que os próprios indivíduos.

http://assisprocura.blogspot.com/2011/05/normal-0-21-false-false-false-p...

 

Assis Ribeiro

 
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Paulo Kautscher

Televisão: fábrica de mais-valia ideológica

A televisão é uma usina ideológica. Gera milhares de megawatts de ideologia a cada programa, por mais inocente que pareça ser.

E ideologia como definiu Marx: encobrimento da realidade, engano, ilusão, falsa consciência. Então, se considerarmos que a maioria da população latino-americana, aí incluída a brasileira, se informa e se forma através desse veículo, pensá-la e analisá-la deveria ser tarefa intelectual de todo aquele que pensa o mundo. Afinal, como bem afirma Chomsky, no seu clássico "Os Guardiões da Liberdade", os meios atuam como sistema de transmissão de mensagens e símbolos para o cidadão médio. "Sua função é de divertir, entreter e informar, assim como inculcar nos indivíduos os valores, crenças e códigos de comportamento que lhes farão integrar-se nas estruturas institucionais da sociedade". Não é sem razão que bordões, modas e gírias penetram nas gentes de tal forma que a reprodução é imediata e sistemática.

Leia mais AQUI

 

 

“Instrui-vos, porque precisamos de vossa inteligência. Agitai-vos, porque precisamos de vosso entusiasmo. Organizai-vos, porque carecemos de toda vossa força.” Revista Lórdine Nuovo

 
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Marcia

BBB é o fim da picada.

Estou em campanha para que meus conhecidos não assistam essa porcaria.

 
 
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Juca Maranhão

Sabia que logo iriam justificar e colocar a culpa no rascismo.

 
 
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dimitri

cara, tenta ver um pouco além da superfície. Vc consegue! um dia, quem sabe....

 
 
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Otaviani

A cultura brasileira,a sociedade brasileira é um paradoxo.Apesar de termos na alimentação,música,danças,até no biotipo da maioria da ´população as influencias negras e indigenas,mesmo com um certa ascenção economica,com acesso a informação,ao contraditório que a internet trouxe e que cresce dia a dia o numero de acessos,continuamos vivendo como se estivéssemos na era da escravidão,Castas de de brancos que tem o domínio economico e que ainda dominam a grande comunicação.Mesmo com o surgimento de um lider,que não teve "a espinha" de seu espirito dobrada por esta elite,temos infelizmente muitos expoentes da esquerdaque não deixaram a senzala (quase toda,se não toda a direção do PT),e infelizmente para minha tristeza e decepção a presidente Dilma so falta andar de bengala,para literalmente demonstrar o que muitos ja veem.São  500 anos de massacre ao espirito humano.Não é só a a ascensão economica,necessária,mas que colocará nosso povo em um patamar suérior,mas a quebra de paradigmas,que minem este caldo de cultura para as gerações futuras,e este governo está muito alem do anterior,apesar de ter paasado perto de uma derrota pela casagrande,mas ao tomar posse apresso-se logo em pedir  a benção.

 
 
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Renato1

??? O que será que o Mino quis dizer com "mídia a serviço da treva" ??..




 

 
 
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carlos ribeiro

Gozado, a petralhada esquece do GUGU, FAZENDA, RATINHO, PRAÇA É NOSSA, REDE TV... Só tem programa ruim na Globo ou seria pirraça da esquerdalha? Perguntem pro Eremildo o q ele acha.

 
 
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Marcos C. Campos

Discipulos do "Uncle King" vagueiam pela intenet afora patrulando os "petralhas".

 
 
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Marcelo D.

Opa... Vazamento de esgoto no blog...

 

 
 
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Nilson Fernandes

Manhatan coneccion da Globo ! é só esgoto por todos os poros.. 

 

Nilson Fernandes

 
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Juliano Santos

Não, tem coisa ruim em tudo quanto é canto. Na blogosfera também. Por exemplo, tem os trolls amestrados do Tiotio Rei 

 

Juliano Santos

 
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Alter Ego

Et pourtant... este seria o grande desígnio da companheira Dilma, em pronunciamento recente: fazer do Brasil um país de classe média. Ora, o imperativo de alianças não obriga a mudar o sentido de um programa, não é mesmo? Mas o tema passou quase desapercebido, índice da despolitização em que nos encontramos.

 
 
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Paulo Kautscher

“Big Brother Brasil”: uma crítica marxista para além do lixo do “espetáculo” televisivo

Quinta, 19 Janeiro 2012 20:27

190112_bbbLBI-QI - Com o lançamento da 12ª edição do "Big Brother Brasil" (BBB), pelo império das comunicações da família Marinho, é muito comum ouvirmos por parte da "intelectualidade progressista" a crítica ao programa televisivo em si mesmo, ou seja, as baixarias belicosas existentes entre os "Brothers", os corpos sarados mostrados como uma mercadoria "top line", a microrrede de intrigas que permeia a "casa", em resumo existe uma rejeição ao conjunto do lixo exibido no horário mais nobre da Rede Globo.

Mas, pouco se lê acerca da "bigbrotherização" vigente atualmente nas próprias relações humanas, produto de um "mundo sem ideais" após a "queda do Muro", onde o pragmatismo mercantil do "levar vantagem" pisando no pescoço do semelhante é a tônica da existência social. A ausência de uma crítica marxista mais profunda sobre a dinâmica social deste "espetáculo" global, revela a perda de referências ideológicas de uma esquerda "pós-moderna", completamente integrada aos valores da ordem política e cultural da burguesia decadente e corrupta.

A nova edição do "Big Brother" significa mais um bombardeio ideológico sobre as massas no país. Ou seja, mesmo com queda de audiência em relação a edições anteriores, são milhões de espectadores que assistem ao famigerado "espetáculo". Aqui, não cabe uma análise moral acerca do que representam os aspectos comportamentais dos participantes. O marxismo revolucionário, ao contrário, deve abarcar os aspectos materiais e históricos, não como simbologia – a exemplo do que "sociólogos" e "psicólogos", a serviço do capital, costumam fazer de forma deturpada voltados para ressaltar em suma os pontos "positivos" e "negativos" do programa.

A disseminação em nível global dos chamados "reality shows" não apareceu como um raio em céu de brigadeiro. Faz parte de todo um processo de estupidificação das massas dirigido pelo imperialismo, como consequência imediata da queda do Muro de Berlim e o fim da URSS, marcando a expansão do chamado "neoliberalismo" em nível mundial. Uma população "idiotizada" é muito mais fácil de ser dominada e explorada. Tanto é verdade que o gênero começou a fazer "sucesso" a partir de 1989 (nos EUA começou com "Cops", "Tiras, Polícia". O nome já diz tudo)! No Brasil o elemento essencialmente político também não foi obra do acaso, faz parte de uma estratégia de longo alcance elaborada desde os porões do Pentágono. Aconteceu pouco depois dos "ataques" de 11 de Setembro de 2001, estreando em janeiro do ano seguinte.

O gênero, surgido em plena reação anticomunista dirigida pelos estrategistas da Casa Branca, no Brasil ganha força durante a cruzada imperialista contra o "terrorismo" islâmico e a ocupação do Afeganistão por parte dos "Falcões" de G. Bush. Neste sentido, por trás dos bastidores está nada menos do que uma empresa multinacional que conta com a associação da Rede Globo, a produtora de televisão Endemol, proprietária dos direitos de exibição da marca "Big Brother", cujo contrato expira em... 2020! Até lá muito lixo vai ser despejado no Brasil, "formando" novos idiotas.

Muito além dos lucros que vão encher os bolsos dos Marinhos, o ponto fulcral para todo militante marxista, no que se refere ao BBB, é o ideológico. Senão vejamos, no início, a produção do programa deixava uma pequena margem para que um "brother" mais inteligente se destacasse dos demais tipicamente "sem-cérebro". Hoje esta possibilidade foi vetada pelo diretor "Boninho", já revelando um padrão social relativo ao recrudescimento do retrocesso cultural e ideológico imposto pela mídia e o imperialismo sobre as massas, principalmente a geração pós-queda do Muro de Berlim. Basta ver que os participantes são modelos "sarados", lutadores de Jiu-Jitsu, judô etc. não raramente tatuados com suásticas nazistas e as mulheres com seus corpos "perfeitos", perdidas em sua futilidade como um produto de uma "prateleira". Em síntese, "mauricinhos" e "patricinhas" disputam entre si quem leva a vantagem sobre o outro, não importando os meios, por mais belicosos que sejam. O que impera, sobretudo, é a "lei da selva" de acordo com que impõe atualmente o regime capitalista, em todos os níveis.

Cabe, portanto, aos marxistas dizer a verdade por mais dura que seja. Hoje, a grande massa vive sob a tutela alienada da tecnologia, da farsesca mídia "murdochiana" que desgraçadamente disciplina a esquerda revisionista, a televisão onde predominam as imagens, as mensagens fragmentadas da publicidade, o celular, as redes antissociais como o "Facebook", as telenovelas. Quer dizer, a sociedade atual tem como padrão o individualismo e a superficialidade das relações, o culto ao "vazio", principalmente entre a juventude, como expressão de uma época de barbárie cultural e ideológica ditada pelo Pentágono, não havendo mais espaço para uma manifestação cultural genuína, nem para a expressão do coletivo como elaboração humana. É preciso romper com este regime social bárbaro que o imperialismo nos impõe goela abaixo, e esta tarefa só pode vingar através da construção do partido mundial da revolução socialista, a Quarta Internacional.

LBI - QI: Liga Bolchevique Internacionalista - Quarta Internacional.

 

“Instrui-vos, porque precisamos de vossa inteligência. Agitai-vos, porque precisamos de vosso entusiasmo. Organizai-vos, porque carecemos de toda vossa força.” Revista Lórdine Nuovo

 
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Roberto Veiga

Sejamos justos, o Big Brother pelo menos é uma idiotice que não quer ser levada a sério. Ja esse papo de revoluçao socialista...

 
 
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Josaphat

Nós não chegamos ao nosso quatre-vingt-neuf em parte porque, infelizmente, o povo é passivo como os herbívoros que pastam inconscientes do matadouro e, em parte, porque a nossa elite não foi tola, como a gálica de outrora, de abraçar ideias liberais. O liberalismo da época diga-se, antes que confundam as coisas.

Eu ainda espero que a elite que governa, a do trabalho (e isso nós fizemos), possa difundir essas velhas ideias do liberalismo de primeira geração junto ao povo. Quem sabe ainda possamos pendurar em árvores alguns nosferatus do Morumbi, do Leblon ou da Savassi.

Mas temo que seria esperar muito do PT.

 
 
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Antonio Carlos Silva - RJ

 

Como dizia o falecido Ze bolinha Chirico, É TUDO LIXO .

Vejam esta entrevista do pai da Monique, possível vítima de estupro do BBBosta :

 
 
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Antonio Carlos Silva - RJ

 

Percebam que o pai da menina tem uma formação moral e intelectual muito boa para atuar como jornalista da platinada emissora .

 
 
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Marcia

Meu amigo antonio  Carlos, tem pai que é cego!!!!

Esse além de cego vive nas trevas.

Um  abraço.

 
 
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Carioca

E ninguem consegue revogar a velha máxima: "Falem mal, mas falem de mim".

99,9% de todos os tipos de veículos, ou métodos, de comunicação, de panfleto de rua a blog nunca visitado, fala, emite uma opinião, seja lá para qual objetivo, sobre o programa.

Querem que ele não exista? Não o assistam. Simples como água.

Fora disso é pegar carona para ser ouvido, lido e sabido da existência.

 

 
 
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josé adailton

Mino Carta parece não desconfiar que os seus leitores também são "hommers". Não o beócio ao qual o WB não se referiu.O jornalista da Globo quis se referir ao personagem como um simplório, sem sofistificação de comportamento, o homem comum ,que todas as noites senta no sofá  para assistir ao JN e à novela das 9.E este cidadão não é um beócio no sentido de ignorante, estúpido. Ele é o trabalhador, o eleitor (que inclusive elegeu Lula e Dilma). Porisso os desafetos da Globo neste caso seriam elitistas ao subestimar o nosso grau de discernimento. 

 
 
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Carlos Francisco de Morais

Irônico é o tal Daniel ser contra as cotas quando ele mesmo estava preenchendo a minúscula cota de negros que, ano após ano, o tal programa admite (com a condição de que sejam rapidamente eliminados, é claro). Será que ele pensou mesmo que fosse ganhar aquela porcaria?

 
 
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Maria Rita

Não sei se foi coincidência,, mas ontem a tarde revi parte do filme ED TV, um reality show americano sobre um jovem americano e seu cotidiano(?!)  diante das câmeras. Um dos comentários tenta fazer um relato histórico das estratégias desses programas. Sabemos o quanto é complicado reunir dados da memória e num espaço tão pequeno explicar os fatos e suas sequências. Da época da quebra da Bolsa dos anos 20 so século passado   temos um filme "A noite dos desesperados" com Jane Fonda estrelando, no qual pessoas desempregadas concorrem a um prêmio dado ao casal que mais tempo dançar para um público ávido para ver quem cai primeiro. Há inclusive a morte de um concorrente na arena (parece um circo o local onde o concurso de  dança é feita). Tempos depois os mesmos americanos trazem o filme a "Rede de Intigas", onde um jornalista apresentador de um programa para TV, faz de tudo e mais pouco em busca de audiência e no final, sob uma forte crise de consciência, se mata na frente do auditório, dando mais um pico de audiência para os seus produtores. Aqui, no Brasil, se não me engano, a primeira tentativa para envolver o público que telefonava para escolher o final vencedor do enredo apresentado foi o "Você decide". O que essas narrativas têm em comum? Em primeiro lugar o lucro comercial - no tempo do império romano, o circo dos gladiadores,prisioneiros e escravos, além das feras, era um lucro político. Em segundo lugar, a pretensa participação dos concorrentes em que conflitos e ambições  pessoais entram em choque com as finalidades do programa que segue a lógica das expectativas da audiência. Em terceiro, a ilusória participação do público ou o falso poder de decidir. Como todos justificam como um jogo, ganha quem blefa melhor. Quando teremos um público bom o suficiente para blefar e abortar esses repetecos televisivos? Talvez nunca.

 
 
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Durvalino

.... a midia se comporta ainda nos dias de hoje como se estivesse manejando um povo quadrupede e  sem cerebro.  vai aonde os induzem.

mas toda cepa tem excessão  ......... alguns nao o são.

já é seculo XXI. há luz.

 
 

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